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Covid-19: casos somam 20,3 milhões e mortes, 567,8 mil

A quantidade e pessoas que contraíram covid-19 desde o início da pandemia subiu para 20.319.000. Em 24 horas, foram registrados 33.933 novos casos. A incidência do vírus no país (número de casos por 100 mil habitantes) está em 9.668,9.

Boletim de covid-19 de 13/08/21
Boletim de covid-19 de 13/08/21 - Ministério da Saúde

Ainda há 577.221 casos em acompanhamento. O nome é dado ao paciente que está sendo observado por equipes de saúde e que ainda podem evoluir para diferentes quadros, inclusive graves.

A quantidade de pessoas que não resistiram à doença subiu para 567.862. Entre ontem e hoje, as autoridades de saúde confirmaram 966 novas mortes por covid-19. O índice de mortalidade (quantidade de óbitos por 100 mil habitantes) é de 270,2.  

O número de pessoas que se recuperaram da covid-19 chegou a 19.173.917.

As informações estão no balanço diário do Ministério da Saúde, divulgado nesta sexta-feira (13).

Estados

No topo do ranking de mortes por estado estão São Paulo (142.199), Rio de Janeiro (60.549), Minas Gerais (51.744), Paraná (36.313) e Rio Grande do Sul (33.724). Na parte de baixo da lista estão Acre (1.807), Roraima (1.907), Amapá (1.934), Tocantins (3.599) e Alagoas (5.941).

Vacina

Dados do Ministério da Saúde mostram que foram distribuídas para todo o Brasil 197,1 milhões de doses da vacina contra a covid-19, das quais 111,8 foram aplicadas como primeira dose. Em todo o país, 48,1 milhões de pessoas completaram o ciclo vacinal.

Edição: Aline Leal / AGÊNCIA BRASIL

Entre o frio, a seca e a incerteza

O Estado de S.Paulo

14 de agosto de 2021 | 03h00

Seca e geadas prejudicam a produção de alimentos, afetam o setor mais eficiente da economia brasileira e podem complicar a vida do consumidor, atrapalhando a recuperação dos negócios. Com a quebra causada pela estiagem e pelo frio, a safra de grãos pode ficar em 254 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), vinculada ao Ministério da Agricultura. Depois de recordes sucessivos nos dois últimos anos, haverá um recuo de 1,2%, se a estimativa se confirmar. Com a colheita encerrada antes das primeiras ondas de frio, as lavouras de soja produziram 135,9 milhões de toneladas, com aumento de 11,1 milhões em relação à temporada anterior. O complexo soja, formado por grãos e derivados, proporcionou receita de US$ 29,3 bilhões no primeiro semestre e deve permanecer no topo das exportações do agronegócio.

O produto mais afetado pelas más condições do tempo foi o milho, produzido em três safras ao longo do ano. A segunda foi fortemente afetada pelo tempo adverso e a terceira está em fase inicial de colheita. A produção total, estimada em 86,7 milhões de toneladas, deve ser 15,5% inferior à do ano passado. A perda deve refletir-se nas exportações e também no mercado interno. O milho é amplamente usado como ração e a colheita menor deve afetar a produção de carnes, principalmente de suínos e de aves – má notícia para os consumidores.

Quebras de produção devem afetar também outras categorias de produtos, como café, legumes, verduras e algumas frutas. No caso das hortaliças, os problemas de oferta ocasionados por granizo, geada, temporais ou estiagem são menos graves, porque o replantio pode normalizar a situação em pouco tempo, muitas vezes em menos de 90 dias. Em nenhum caso o pânico ajuda a atenuar os problemas do consumidor.

Para a maior parte das famílias brasileiras, é preciso reconhecer, qualquer nova pressão inflacionária, mesmo passageira, pode ser muito penosa. As condições econômicas de milhões de pessoas já haviam piorado antes da pandemia e depois disso ainda se agravaram sensivelmente. Seu orçamento é pouco flexível, porque alguns gastos incontornáveis – como comida, água, eletricidade e gás – consomem a maior parte da renda mensal. Quando se trata do custo da alimentação, mesmo pequenos aumentos podem resultar em sacrifícios.

A alimentação no domicílio encareceu 0,33% em junho e 0,78% em julho, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a principal medida oficial da inflação. Os novos aumentos têm ocorrido sobre uma base muito alta, detalhe às vezes negligenciado por analistas. Nos 12 meses terminados em julho os preços de alimentação e bebidas subiram 13,25%. O encarecimento de alguns itens muito importantes, no entanto, foi bem superior a essa média. Os preços de aves e ovos subiram 19,37%. Os de óleos e gorduras aumentaram 55,95%. As carnes ficaram 34,28% mais caras. Remarcações de cereais, leguminosas e oleaginosas, grupo onde se incluem arroz e feijão, chegaram a 28,77%.

Sobre essa dupla há novidades positivas e negativas na última estimativa de safra. A produção de arroz, calculada em 11,74 milhões de toneladas, deve ser 5% maior que a do ano anterior. A de feijão, no entanto, deve ser diminuída para 2,94 milhões de toneladas, com redução de 8,8% em relação ao volume da safra 2019-2020. Nos dois casos, no entanto, as projeções da Conab apontam oferta suficiente para cobrir a demanda e permitir a manutenção de algum estoque final.

A evolução dos preços da comida, no entanto, dependerá em parte das condições do mercado internacional e também da evolução do câmbio. Se depender da balança comercial, o cenário cambial será tranquilo. Mas o preço do dólar depende também do humor dos investidores financeiros e das expectativas no mercado de capitais. Esses fatores são muito influenciáveis por Brasília, especialmente pelas perspectivas das contas públicas e pelo comportamento do presidente da República, fontes de insegurança, de instabilidade cambial e de pressões inflacionárias.

Fiocruz entrega 3 milhões de doses da vacina AstraZeneca ao PNI

O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Bio-Manguinhos/Fiocruz) entregou nesta sexta-feira (13) ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) 3 milhões de doses da vacina AstraZeneca contra covid-19.

Com 22 semanas de entregas ininterruptas, a Fiocruz já produziu e entregou 80,5 milhões ao Ministério da Saúde e viabilizou a chegada ao país de 4 milhões de doses produzidas no Instituto Serum, na Índia.

Na entrega desta semana, 233 mil doses foram enviadas diretamente ao estado do Rio de Janeiro, onde ficam a sede da fundação e a fábrica do instituto.

A Fiocruz ressalta que Bio-Manguinhos permanece com capacidade de produção superior à de disponibilização do ingrediente farmacêutico ativo (IFA) importado para a formulação das vacinas e aguarda a confirmação de novos embarques do insumo ainda para o mês de agosto.

Edição: Nádia Franco / AGÊNCIA BRASIL

Justiça derruba medida que permitiu ao Ceará exigir vacina ou teste de Covid de turistas

A decisão que havia permitido ao governo do Ceará exigir dos viajantes a apresentação de um atestado de vacinação completa ou exame negativo de Covid-19 para desembarcar no estado foi derrubada pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região depois que União e Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) pediram a suspensão da liminar, nesta quinta-feira (12).

O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), afirma que vai recorrer. "Nosso único objetivo tem sido preservar a vida dos cearenses e de quem nos visita. Essa é a nossa prioridade absoluta. O estado do Ceará irá recorrer", disse Santana em nota divulgada na internet.

 

A tentativa do estado de frear o contágio da variante delta controlando a entrada de passageiros desagradou o setor de turismo local, que tem medo de uma redução no recente aquecimento das atividades.

No pedido de suspensão da liminar, União e Anac argumentam que a medida provoca grave lesão à ordem, à saúde e à economia pública e não tem embasamento técnico ou científico de que o transporte aéreo de passageiros doméstico contribui para a disseminação das novas variantes.

 

Diz também que a medida seria inviável e não impediria que as pessoas contaminadas embarcassem, além de causar mais impacto econômico, com possível redução de rotas no transporte aéreo, que foi dos setores mais atingidos na pandemia e hoje atua na distribuição das vacinas pelo país.

O setor também questiona o rigor das medidas de controle impostas ao transporte coletivo intermunicipal.

com Mariana Grazini e Andressa Motter / FOLHA DE SP

Bolsonaro reconhece alta na inflação, culpa governadores e diz que vai reduzir 'impacto danoso'

João Pedro PitomboMonike Feitosa / FOLHA DE SP
BOLSONARO NO CEARÁ
SALVADOR e JUAZEIRO DO NORTE (CE)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) reconheceu nesta sexta-feira (13) que o Brasil enfrenta um cenário de alta na inflação, culpou os governadores e disse está em busca de medidas para reduzir o “impacto danoso” da alta de preços, que chega a 8,99% nos últimos 12 meses encerrados em julho.

"Sabemos que a inflação chegou em nosso país, como chegou em todos. A pandemia desequilibrou a economia, e nós tentamos, agora dessa forma, no momento, atender aos mais necessitados", disse, o presidente que, em seguida, criticou os governadores.

 

"Aquela política que os governadores adotaram, como esse 'fique em casa que a economia a gente vê depois', a conta está chegando. Mas nós vamos [buscar], como já estamos buscando, maneiras de suavizar o impacto danoso que vem da inflação", afirmou.

As declarações foram dadas em Juazeiro do Norte, no Ceará, onde o presidente foi entregar moradias do programa Casa Verde e Amarela.

Na ocasião, ele citou a criação do programa Auxílio Brasil, sucessor do Bolsa Família, como uma das medidas para reduzir o impacto dos preços altos. E voltou a prometer um reajuste de, pelo menos, 50% no valor médio pago no programa de distribuição de renda.

Apresentado nesta segunda-feira (9) em Brasília, o Auxílio Brasil muda regras e o nome do Bolsa Família, projeto criado na primeira gestão de Luiz Inácio Lula da Silva. A iniciativa do governo nessa frente põe fim a uma marca do PT.

A medida provisória que estabelece as mudanças foi entregue por Bolsonaro ao presidente da Câmara, Arhur Lira (PP-AL). O governo ainda não definiu valores para o benefício, mas Bolsonaro afirmou que será 50% maior que o atual. Atualmente, em média, o benefício fica em R$ 190. Entre as mudanças anunciadas, está previsto para os beneficiários do programa o pagamento de um bônus para quem conseguir emprego com carteira assinada.

Em seu discurso no Ceará, Bolsonaro também reconheceu o preço alto de gás de cozinha, mas não indicou nenhuma nova medida para mitigar esse impacto sobre o orçamento das famílias mais pobres.

Ele afirmou que zerou o imposto federal sobre o gás de cozinha e voltou a cobrar os governadores que façam o mesmo com os tributos estaduais.

O presidente já havia falado da alta inflação nesta quinta-feira (12), em Brasília. Na ocasião, classificou o acumulado da inflação como um "número grande" e disse que medidas têm sido tomadas para combater a alta de preços.

O presidente desembarcou em Juazeiro do Norte por volta das 9h40 e percorreu as ruas da cidade em carro aberto no trajeto entre o aeroporto e o local da solenidade.

Bolsonaro não usava máscara de proteção contra a Covid-19, assim como o ministro Rogério Marinho (Desenvolvimento regional) e o presidente da Caixa, Pedro Guimarães.

No local, cumprimentou apoiadores e tirou fotos e gravou vídeos. Também ganhou uma imagem do Padre Cícero do prefeito de Juazeiro do Norte, Gledson Bezerra (Podemos).

Ao todo, foram entregues 1.812 moradias em Juazeiro do Norte. As unidades integram dois residenciais que receberam investimentos de R$ 142 milhões. Na agenda de Bolsonaro também estava visita a cidade do Crato, onde foi construído dentro do programa federal um residencial com 982 casas.

Crítico de Bolsonaro, Doria promove aglomeração com 201 prefeitos e depois pede desculpas

Joelmir Tavares / FOLHA DE SP
 
GOVERNADOR DE SP IMITA BOLSONARO AGLOMERAÇÃO
SÃO PAULO

Crítico das aglomerações promovidas pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na pandemia, o governador João Doria (PSDB) participou de um evento lotado no Palácio dos Bandeirantes nesta quinta-feira (12) para um anúncio do governo e teve que pedir desculpas pelo excesso de convidados.

O tucano, que é pré-candidato à Presidência em 2022 e rivaliza com o atual titular do Planalto no discurso sobre o enfrentamento à Covid-19publicou em seu perfil no Twitter, no mesmo dia, uma foto que mostra o Auditório Ulysses Guimarães, localizado dentro da sede do governo, cheio de pessoas.

Segundo Doria, 201 prefeitos de cidades do estado participaram da solenidade para o anúncio de ações de reforço na segurança no campo e da liberação de R$ 215 milhões em crédito para produtores rurais. O evento também reuniu outras autoridades, membros do governo e profissionais de imprensa.

Imagens da ocasião mostram que a obrigatoriedade do uso de máscaras foi respeitada. Já a orientação de distanciamento foi ignorada durante a cerimônia, com parte das pessoas sentadas lado a lado em cadeiras no auditório, e nos momentos de formação de fila para subida ao palco e de saída do local.

O alto número de presentes chegou a ser exaltado em discursos pelo secretário estadual de Agricultura e Abastecimento, Itamar Borges, e pelo presidente da Assembleia Legislativa de São PauloCarlão Pignatari (PSDB). O deputado estadual destacou o "auditório cheio" como mérito político do governo.

Ao chegar para entrevista coletiva após o ato, em uma área mais reservada e ventilada do palácio, Doria disse que, antes de mais nada, precisava pedir desculpas.

"Quero me desculpar pela aglomeração de pessoas aqui. Nos surpreendeu a quantidade de pessoas neste evento. Felizmente, todas com máscaras, todas passaram álcool em gel nas suas mãos. Mesmo assim, as nossas desculpas pela aglomeração", disse.

Segundo o portal G1, o governador também disse que, embora não recomende, "há um certo momento em que se torna inevitável" a reunião de pessoas. E lembrou o avanço da vacinação e a obediência ao uso de máscara. "Não temos como impedir as pessoas de virem ao palácio, que é um espaço público, aberto."

A solenidade para o agronegócio também teve a participação do vice-governador e secretário de Governo, Rodrigo Garcia —pré-candidato do PSDB a governador em 2022—, da secretária estadual de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen, e do prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB).

Na ocasião, a gestão do PSDB anunciou uma série de ações de incentivo a produtores rurais do estado, como a liberação de R$ 215 milhões para linhas de crédito e seguro rurale o lançamento de programas voltados à segurança na zona rural e à criação de políticas públicas para o segmento.

A foto compartilhada por Doria no Twitter, em que aparece de costas e acenando para o auditório, foi acompanhada de uma mensagem sobre iniciativas do governo para a juventude. Programas da área foram tema de um evento também nesta quinta-feira no palácio, com apresentações artísticas e convidados.

Em sua postagem na rede social, o governador ignorou a lotação do espaço.

O tucano recebeu no mês passado, pela segunda vez, o diagnóstico de Covid-19. A contaminação ocorreu em um momento de agenda intensa para ele, tanto com atividades da gestão quanto com sua campanha nas prévias do PSDB que escolherão o nome do partido para disputar a Presidência.

No dia anterior ao diagnóstico, um repórter perguntou ao governador durante entrevista coletiva se ele estava com sintomas de gripe, de acordo com a coluna Painel S.A.. Doria, que negou estar gripado, ainda teve naquela data reuniões presenciais com pelo menos 20 pessoas diferentes.

Outros eventos do governo paulista nas últimas semanas tiveram registros de aglomeração, apesar do uso de máscara e da preocupação com distanciamento entre as pessoas.

No fim de junho, após uma solenidade no Bandeirantes com grande quantidade de convidados e jornalistas, o governador pediu desculpas e também usou a justificativa de que o comparecimento havia sido maior do que o previsto pelo cerimonial do palácio.

Seu antagonista no debate público sobre o combate à pandemia, Bolsonaro é um adepto quase diário de eventos em meio a multidões, desde o início da crise provocada pelo novo coronavírus. A postura do mandatário é criticada tanto por rivais políticos quanto por especialistas da área de saúde.

Em uma cerimônia no Palácio do Planalto nesta quinta-feira com a presença do presidente, o cerimonial do governo federal anunciou o uso de máscara como item "opcional", contrariando normas sanitárias de prevenção à Covid. No ato, Bolsonaro estava sem o acessório de proteção.

 

 

Ministro Fabio Faria esclarece uso de recursos para ações contra covid

O ministro das Comunicações, Fabio Faria, participou nesta quarta-feira (11) de uma audiência pública na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados para falar sobre o uso de R$ 52 milhões, destinados a peças informativas sobre a covid-19, em propaganda institucional de ações do governo federal.

O deputado Elias Vaz (PSB-GO) disse que esses recursos haviam sido alocados com a edição da Medida Provisória (MP) 942, publicada em abril de 2020, para enfrentamento da pandemia dentro do chamado “Orçamento de Guerra”, reservando recursos para a Secretária de Comunicação (Secom) com "o objetivo de informar à população e minimizar os impactos decorrentes da proliferação da doença".

Segundo o parlamentar, em 90% das peças, verificou-se que não se tratava da finalidade da MP. Em razão disso, ele e nove parlamentares pediram, em junho, ao Tribunal de Contas da União (TCU) a apuração de eventual desvio de finalidade.

“Esse crédito extraordinário era para uma despesa extraordinária”, afirmou. “Além dos gastos colocados para combater os efeitos da pandemia, era para você discutir com a população a importância do uso de máscaras, de medidas sanitárias, entre outras, mas o que tivemos foi outra coisa: propaganda sobre crédito para empresas, auxílio para estados e municípios”, completou.

Faria disse que no entendimento do governo as peças publicitárias focaram em ações que ajudaram no combate à pandemia. De acordo com o ministro, dos R$ 52 milhões, a maior parte, R$ 40,3 milhões, foi utilizada em peças com informações produzidas pelo Ministério da Saúde. O restante foi usado em ações ligadas a abastecimento, microempreendedorismo e geração de trabalho e renda, como o auxílio emergencial.

“O dinheiro foi usado, além de explicar sobre a pandemia, para orientar a população sobre instrumentos que minimizam os prejuízos da pandemia, como o auxílio emergencial”, disse.

Na avaliação do deputado Leo de Brito (PT-AC), os recursos extraordinários não deveriam ser usados para propaganda do governo. "Quando votamos o Orçamento já tem previsão para a publicidade institucional", disse. 

De acordo com o ministro, a atuação do governo federal mirou dois pontos: a saúde e a economia.

“Eu entendo que o impacto nas pessoas que possam perder empregos sem a MP do Pronampe [Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte]. Isso impacta a vida das pessoas; a informação como as pessoas podem ter acesso a microcrédito e auxílio emergencial é totalmente impacto da covid”, frisou.

Tecnologia 5G

O ministro também falou sobre o leilão de frequências da tecnologia de telefonia móvel do 5G, previsto para outubro. De acordo com Faria, a minuta do edital será analisada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) na próxima semana.

O ministro negou que o governo dos Estados Unidos tenha pressionado o Brasil pelo banimento da Huawei para fornecer a tecnologia 5G. Os Estados Unidos acusam a companhia chinesa de tecnologia, que tem maior participação nas redes de 5G no mundo, de espionar governos em favor da China.

“Esse edital foi feito há um ano. Qualquer mudança teria que se voltar oito meses”, disse Faria, que frisou que o leilão prevê ainda a criação de uma rede privada exclusivamente para atender aos órgãos de governo. “Em questão de espionagem ou não, vamos ter um bloco seguro aqui no governo”, afirmou.

A expectativa é que a tecnologia esteja disponível em todas as capitais até julho de 2022 e em cidades com mais de 30 mil habitantes até 2028. Outro ponto do edital é a expansão das redes de 4G, por parte das operadoras de telecomunicações vencedoras do certame para todos os municípios com mais de 600 habitantes.

Edição: Bruna Saniele / AGÊNCIA BRASIL

Governos estudam ações para mitigar efeitos da seca no Piauí

A seca que atinge o Piauí com maior intensidade desde o primeiro semestre preocupa autoridades estaduais e federais. Cinquenta cidades do Semiárido piauiense afetadas pela estiagem estão em situação de emergência, reconhecida pelo Ministério do Desenvolvimento Regional, e, esta semana, a Defesa Civil Nacional enviou equipes técnicas para a região a fim de traçar um diagnóstico da situação e das necessidades da população.

“O estado teve uma quadra chuvosa muito irregular, insuficiente para recarregar os açudes e as lagoas, o que afetou gravemente as pessoas que vivem no semiárido, onde há 50 municípios em estado de emergência devidamente reconhecido pelo governo federal”, disse o secretário de Defesa Civil do Piauí, José Augusto Nunes, à Agência Brasil.

De acordo com o secretário, a seca, comum na região, motivou as prefeituras destas 50 cidades piauienses a pedirem ajuda da União em março deste ano, quando a situação se agravou. Segundo o Monitor de Secas, coordenado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), as condições resultantes da seca, seja fraca ou moderada, vêm “avançando” desde o fim de abril, em decorrência de chuvas abaixo da normalidade.

“O prejuízo maior é para quem vive da lavoura familiar, que sofre de forma intensa. Na agricultura familiar, a perda da produção foi total”, afirma Nunes.

Agência Brasil entrou em contato com a assessoria da secretaria estadual da Agricultura Familiar (SAF), que informou acompanhar a questão, mas ainda não ter um levantamento dos prejuízos causados aos produtores.

De acordo com Nunes, a situação exige que as autoridades públicas forneçam água potável às famílias que vivem no Semiárido até que o governo estadual, com ajuda federal, consiga furar poços artesianos e construir adutoras nas regiões afetadas. Embora as autoridades estaduais ainda estejam avaliando os impactos da falta d´água, o secretário estima que em torno de 500 mil pessoas já tenham sido diretamente afetadas.

“Onde é possível encontrar água no subsolo, estamos fazendo pequenas adutoras e poços tubulares. Onde não é possível, em lugares remotos e onde o sistema d´água colapsou, estamos atendendo à população com carros-pipa”, explicou Nunes, detalhando que já foram contratados aproximadamente 100 carros-pipas e que há “vários” projetos de abertura de poços em licitação.

Nunes esteve em Brasília recentemente, solicitando apoio ao governo federal. Em razão do pedido, a Defesa Civil Nacional enviou, esta semana, três equipes de técnicos para o estado a fim de “avaliar o cenário de seca ou estiagem e auxiliar a tomada de decisões por parte do governo federal”. Os técnicos visitarão mais de 30 dos 50 municípios cuja situação de emergência já foi reconhecida.

Em nota, o Ministério do Desenvolvimento Regional lembrou que o Piauí é uma das unidades federativas contempladas pelo Programa Água Doce, iniciativa federal que visa a garantir o abastecimento de água para consumo humano por meio do aproveitamento sustentável das águas subterrâneas, mediante o uso de sistemas de dessalinização capazes de produzir cerca de 3,5 milhões de litros de água potável por dia. Cerca de 70% dos poços da região têm altos índices de salinidade, ou seja, de sais mineiras

No estado, o programa é coordenado pelo Instituto de Assistência Técnica de Extensão Rural (Emater). A água potável produzida é distribuída a escolas, postos de saúde e para famílias do Semiárido. De acordo com a Emater, desde 2013, o programa já destinou R$ 12,9 milhões ao estado. A previsão é que, até o fim do convênio com o ministério, em 2023, o montante investido chegue a R$ 13,9 milhões, proporcionando a implantação de 67 sistemas de dessalinização. O projeto, de acordo com o diretor-geral do instituto, Francisco Guedes, também beneficia também o setor produtivo.

“Estamos montando três unidades de transferência de tecnologias no Semiárido piauiense voltadas aos ambientes salinos, ou seja, usar água salobra para beneficiar plantas e animais. Em breve, teremos tanques de peixe e camarão no Semiárido, além do plantio de palma. São unidades piloto que serão referência para o Brasil e o mundo Semiárido e, consequentemente, melhorarão o IDH [Índice de Desenvolvimento Humano] desses municípios”, afirmou Guedes durante um webinário sobre o programa, realizado em junho deste ano.

Edição: Lílian Beraldo / AGÊNCIA BRASIL

Covid-19: Butantan chega a 68 milhões de doses de vacinas entregues

Mais 2 milhões de doses da vacina do Instituto Butantan contra a covid-19 foram entregues ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) na manhã desta quarta-feira (11). Com o novo lote, o instituto chega ao total de 68,849 milhões de imunizantes entregues ao Ministério da Saúde para vacinação em todo país.

O nova remessa faz parte dos imunizantes fabricados com o lote recorde de Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) da farmacêutica chinesa Sinovac entregues ao Butantan no dia 13 de julho. Na ocasião, chegou ao instituto um total de 12 mil litros da matéria-prima usada para a fabricação dos imunizantes.

A matéria-prima foi envasada no complexo fabril do Butantan, na zona oeste da cidade de São Paulo, e passou por etapas como embalagem, rotulagem e controle de qualidade das doses. Na última quinta-feira (5), o instituto recebeu nova carga de 4 mil litros de ingredientes para produzir e entregar mais 8 milhões de doses da CoronaVac. 

Contratos

As vacinas liberadas nesta quarta-feira fazem parte do segundo contrato firmado com o Ministério da Saúde, de 54 milhões de vacinas. O primeiro, de 46 milhões, foi concluído em 12 de maio. No total, São Paulo vai entregar 100 milhões de doses para vacinação de cidadãos brasileiros em todo o país. As entregas foram iniciadas em 17 de janeiro deste ano, quando o uso emergencial do imunizante foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Edição: Maria Claudia / AGÊNCIA BRASIL

Novo Bolsa Família é composto por 9 benefícios, incluindo bônus para quem conseguir emprego; entenda

Eduardo Rodrigues e Camila Turtelli, O Estado de S.Paulo

09 de agosto de 2021 | 14h49

BRASÍLIA - O novo Bolsa Família - batizado de Auxílio Brasil pelo governo Jair Bolsonaro - é composto por três modalidades principais no benefício básico - para primeira infância, composição familiar e superação da extrema pobreza - e seis auxílios acessórios, que podem se somar ao benefício básico. Nenhum deles ainda teve o valor definido. 

Bolsa Família
Novo Bolsa Família, chamado de Auxílio Brasil, é composto por 6 benefícios, incluindo bônus pra quem conseguir emprego Foto: Rafael Lampert Zart/ Agência Brasil

A intenção, segundo o governo, é de iniciar os pagamentos desse novo programa em novembro. Os novos valores ainda não foram anunciados e geram queda de braço entre a ala política e a ala econômica do governo. O presidente Jair Bolsonaro prometeu um aumento de, no mínimo, 50% no valor médio do Bolsa Família, que atualmente é de R$ 189.

 

A MP entra em vigor ao ser publicada no “Diário Oficial da União” e tem força de lei, mas precisa ser aprovada por deputados e senadores em até 120 dias para valer de forma definitiva.

Três destes benefícios formam o "núcleo básico" do Auxílio Brasil, segundo o governo. São eles:

1) Benefício Primeira Infância:

Para famílias com crianças de até 3 anos incompletos. O benefício deverá ser pago por criança nessa faixa etária, mas o valor ainda não foi divulgado e o limite será de cinco benefícios por família.

2) Benefício Composição Familiar

Para famílias que tenham gestantes ou pessoas de 3 a 21 anos de idade – atualmente, o Bolsa Família limita o benefício aos jovens de até 17 anos. O governo diz que o objetivo é incentivar esse grupo adicional a permanecer nos estudos para concluir pelo menos um nível de escolarização formal. O limite também será de cinco benefícios por família.

3) Benefício de Superação da Extrema Pobreza

Esse benefício será dado quando, após computadas as "linhas" anteriores, a renda mensal per capita da família ainda estiver abaixo da linha de extrema pobreza. Neste caso, diz o governo, não haverá limitação relacionada ao número de integrantes do núcleo familiar.

De acordo com o texto ao qual o Estadão/Broadcast teve acesso, a unificação dos programas sociais sob o guarda-chuva do Auxílio Brasil ainda incluirá:

1) Auxílio Esporte Escolar

Será concedido aos estudantes de 12 a 17 anos das famílias do Auxílio Brasil que se destacarem em competições oficiais do sistema de jogos escolares brasileiros. Serão pagas 12 parcelas mensais, mais uma parcela única, e cada aluno poderá receber apenas um auxílio esporte.

2) Bolsa de Iniciação Científica Júnior

Será concedida a estudantes dessas famílias que se destacarem em competições acadêmicas e científicas de abrangência nacional.

3) Auxílio Criança Cidadã

Será concedido para custear o acesso de crianças de zero a 48 meses em creches, em tempo integral ou parcial. O benefício só será concedido aos beneficiários do Auxílio Brasil que registrarem aumento de renda por exercerem alguma atividade remunerada ou comprovarem algum vínculo de emprego formal. O benefício não será pago se houver vagas em creches públicas ou conveniadas que atendam à necessidade da família.

4) Auxílio Inclusão Produtiva Rural

Será concedido aos agricultores familiares inscritos no Auxílio Brasil. O objetivo é incentivar a produção, doação e consumo de alimentos. Após três meses de carência, a manutenção do pagamento será condicionada a doação de alimentos para o Programa Alimenta Brasil (também criado pela MP), em valor correspondente a parte do valor anual do auxílio recebido. A duração máxima do benefício será de 36 meses para cada família, que poderá voltar a recebê-lo após outros 36 meses.

5) Auxílio Inclusão Produtiva Urbana

Será concedido àqueles beneficiários do Auxílio Brasil que comprovarem algum vínculo de emprego formal. O pagamento será encerrado caso o beneficiário perca o emprego ou a renda ultrapasse os limites previstos para o Auxílio Brasil. O valor do Auxílio Inclusão Produtiva Urbana não será computado para o limite de renda familiar mensal do programa social.

6) Benefício Compensatório de Transição

Será concedido às atuais famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família, que será formalmente extinto. O objetivo é garantir os pagamentos até que a nova estrutura de benefícios seja implementada.

Emancipação

Segundo o governo, os beneficiários que tiverem aumento da renda e saírem da faixa de inclusão do Auxílio Brasil serão mantidos na folha de pagamento por mais dois anos (24 meses), como parte das "medidas emancipatórias".

O Ministério da Cidadania informou que a família que deixar de receber o Auxílio Brasil, por vontade própria ou após os 24 meses, poderá retornar ao programa com prioridade, sem enfrentar fila, desde que atenda aos requisitos de elegibilidade.

 

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