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Guedes confirma prorrogação do auxílio emergencial por dois meses

O ministro da Economia, Paulo Guedes, confirmou hoje (9) que o auxílio emergencial será prorrogado por mais dois meses, conforme já havia sido anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro e que, durante esse tempo, o setor produtivo pode se preparar para retomar as atividades, com a adoção de protocolos de segurança. “E depois [a economia] entra em fase de decolar novamente, atravessando as duas ondas [da pandemia e do desemprego]”, disse Guedes, durante a 34ª Reunião do Conselho de Governo.

O auxílio é um benefício financeiro concedido pelo governo federal a trabalhadores informais, microempreendedores individuais, autônomos e desempregados, e visa fornecer proteção no período de enfrentamento à crise provocada pela pandemia do novo coronavírus, causador da covid-19. Inicialmente, a previsão era o pagamento de três parcelas de R$ 600 (R$ 1,2 mil para mães solteiras).

Na semana passada, o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, informou que a eventual prorrogação do auxílio emergencial por mais dois meses deve elevar o custo do programa para um valor entre R$ 202 bilhões e R$ 203 bilhões.

A 34ª Reunião do Conselho de Governo, realizada nesta terça-feira no Palácio da Alvorada, foi transmitida ao vivo pela TV Brasil e em suas mídias sociais.

Edição: Juliana Andrade

A deputados, Guedes sinaliza reformulação do Bolsa Família, que passaria a se chamar Renda Brasil

Marlla Sabino e Emilly Behnke, O Estado de S. Paulo

08 de junho de 2020 | 22h11 

BRASÍLIA - O ministro da EconomiaPaulo Guedes, indicou nesta segunda-feira, 8, que o governo apresentará um novo formato do Bolsa Família, que passaria a se chamar Renda Brasil.  O chefe da pasta de economia fez uma breve explicação do que seria o programa de auxílio para famílias de baixa renda em reunião com outros ministros e lideranças partidárias.

Guedes disse aos parlamentares que a intenção seria tirar faixas da população da linha de pobreza após a pandemia do novo coronavírus, mas não deu detalhes sobre valores e prazos para lançamento. Os ministros Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo da Presidência, e Braga Netto, da Casa Civil também participaram da conversa.

Paulo Guedes
Guedes quer tirar faixas da população da linha de pobreza após o coronavírus. Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

A reformulação seria uma forma do governo deixar sua marca social e desvincular a imagem do programa de gestões petistas. A intenção já era anunciada desde o ano passado pelo então ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, hoje à frente da pasta da Cidadania. Atualmente, 13,9 milhões de famílias estão cadastradas no Bolsa Família.

Em entrevista à rádio Jovem Pan, Onyx chegou a mencionar a proposta nesta segunda. Segundo ele, o governo trabalha em um programa de renda mínima. Ele afirmou que a intenção é criar uma porta de entrada para os mais vulneráveis, para que possam ficar o tempo que precisarem de ajuda. "Não pode todo mundo viver às custas do Estado".

Auxílio emergencial

Guedes falou ainda aos parlamentares os planos do governo de conceder outras duas parcelas do auxílio emergencial no valor de R$ 300. A proposta aprovada em abril pelo Congresso, garantiu pagamento de R$ 600 mensais por três meses. O governo ainda pagará a última parcela. O programa já concedeu o benefício a 58,6 milhões de brasileiros.

A equipe econômica avalia editar uma Medida Provisória (MP) para ampliar o período de duração do auxílio, criado para dar suporte a trabalhadores informais, autônomos, desempregados e microempreendedores individuais durante o período mais agudo da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus.

Inicialmente, a equipe econômica cogitou prorrogar o auxílio em três parcelas de R$ 200, mas o valor estava sendo visto como baixo para repassar às famílias. Por isso, a ideia de pagar mais duas prestações de R$ 300 tem sido considerada uma boa saída por manter o custo adicional ao redor dos R$ 50 bilhões e ainda prestar assistência às famílias por um período maior que o inicial, uma vez que elas ainda estão sentindo no bolso os efeitos da crise.

A prorrogação do benefício deve ser um primeiro passo na direção da discussão mais ampla sobre a criação de uma renda básica no Brasil. Como mostrou o Estadão/Broadcast, a equipe econômica quer atrelar esse debate a uma revisão de gastos sociais considerados ineficientes. Na mira dos técnicos estão gastos como abono salarial, seguro-defeso (pago a pescadores artesanais no período de reprodução dos peixes, quando a pesca é proibida) e farmácia popular.

Na área econômica, a avaliação é de que esse debate deve começar, mas “sem pressa”. A ideia é discutir detalhadamente como melhorar a alocação dos recursos que já existem no Orçamento para fortalecer as políticas sociais e melhorar a distribuição de renda. Alguns dos benefícios existentes hoje, como o próprio abono ou a farmácia popular, acabam contemplando inclusive famílias de renda mais alta.

Roda de Conhecimento detalha ações para Município elaborar Plano de Contingência de Resíduos Sólidos

04062020 Roda De ConhecimentoA Confederação Nacional de Municípios (CNM) trouxe a temática resíduos sólidos para a Roda de Conhecimento desta quinta-feira, 4 de junho. A transmissão acontece na semana em que é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente - dia 5. Na oportunidade, foram apresentadas orientações sobre o Plano de Contingência de Resíduos Sólidos, uma temática muito questionada pelos gestores municipais durante esse período de pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

Durante a apresentação do tema, a analista técnica em Saneamento da CNM, Priscila Alvares, reforçou que o Plano de Contingência é um instrumento de planejamento do Município, que deve ser elaborado pela gestão municipal. “A prefeitura deveria elaborar esse plano para algumas áreas que representam mais riscos para a coletividade. A importância de se ter este planejamento é saber o que fazer e como fazer caso tenha algum momento de colapso de alguns dos serviços e áreas da prefeitura”, complementa.

Ou seja, o Plano vai estabelecer procedimentos a serem adotados em caso de ocorrências de eventos indesejados e perigosos, minimizando, assim ao máximo os danos causados a população e preservando o funcionamento normal dos serviços públicos, principalmente os considerados essenciais. “O seu Município independentemente da quantidade populacional, necessita de um plano de contingenciamento para a área de saneamento. Nós escolhemos a area de gestao de residuos sólidos pq foi uma das mais demandadas para que pudéssemos fazer documento orientador”, reforça Priscila.

A área de saneamento de um Município envolve quatro frentes: abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, drenagem de águas pluviais. “Estamos num momento em que nos foi demandado este esclarecimento, mas esse momento agora não é o mais propício para se elaborar o plano. Porém, ninguém imaginou que iríamos passar por uma pandemia. Melhor do que esperar o ideal, que é esperar a pandemia passar, o melhor é agora”, lembra a analista técnica.

Resposta
O Plano deve trazer respostas a um problema, quando vai abordar procedimentos, ações e decisões que devem ser tomados na ocorrência de desastres. “O documento vai descrever de forma clara e concisa todos os riscos, todos os atores. Entre eles, pessoas e técnicos do Município nas áreas que vão precisar participar de plano e as respectivas responsabilidades numa situação de emergência. Isso porque, ele deve conter informações que auxiliem na limitação dos danos e na recuperação das falhas”, enaltece Priscila.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos não prevê a elaboração de um Plano. Porém, este está descrito nas Diretrizes Nacionais de Saneamento Básico, apontado na Lei 11.445/2007 e regulamentado pelo Decreto 7217/2010. Na elaboração, devem ser levados em consideração alguns itens como o Marco Legal que definirá o que é preciso ter no Plano da área de saneamento.

Além disso, deve ser elaborado um Comitê Municipal de Crise. “Este vai descrever as respectivas responsabilidades e integrantes. É de suma importância porque, numa hora dessas, ele vai saber direcionar quem faz o que na prefeitura, trazendo claramente os objetivos gerais e específicos, além de metas que o Município precisa alcançar”, reforça a analista.

Por fim, Priscila lembra que o PLano deve contar também estratégias internas e externas que possam melhorar a situação crítica que o Município possa passar. “Deve conter ainda a previsão, temporalidade, ou seja, quanto tempo deverá durar cada ação direcionada, minimizando, assim, as adversidades”’, finaliza, ressaltando que cada Município deve considerar a sua capacidade de resposta.

Confira como foi a Roda de Conhecimento:

Por: Lívia Villela
Da Agência CNM de Notícias

Redução de 34,90% foi identificada no primeiro FPM de junho, repasse será de R$ 2,5 bi

CNMO mês de junho começa com impacto negativo de 34,90% no repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), sem aplicar a inflação do período. Com da dados da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM) prevê a transferência de R$ 2.539.459.191,98, e com a retenção constitucional destinada ao Fundo Nacional de Manutenção da Educação (Fundeb), o primeiro decêndio do mês será de R$ 2.031.567.353,58.

O dinheiro entra nas contas na quarta-feira, dia 10. Se aplicar a inflação e comparar com o repasse feito no mesmo período em 2019, a redução do valor partilhado entre as 5.568 prefeituras aumenta para 36,33%. Ano passado, o primeiro FPM de junho foi de R$ 3,9 bilhões. Os números mostram a necessidade de estender de a completação da União a fundo dos Municípios até dezembro, alerta o presidente da entidade, Glademir Aroldi. Ele se refere ao Projeto de Lei (PL) 1161/2020.

"Está prevista uma segundo e até uma terceira onda de casos de contaminação por coronavírus, e os prefeitos vão precisar de recursos para manter as demandas e para atender suas comunidades", destaca Aroldi. Do início do ano pra cá, o fundo contabiliza retração 6,89%. Sendo que, no final do primeiro semestre de 2019, o FPM acumulava R$ 50,4 bilhões este ano é de R$ R$ 47 bilhões. Redução que aumenta quando se aplica a inflação, o acumulado em 2020 foi 9,79% menor.

A título de exemplo, do valor total, os 2.454 Municípios de coeficientes 0,6 dividirão R$ 502.984.946,56, enquanto 166 localidades de coeficientes 4,0 ficarão com 12,81% do montante, o que representa R$ 325.289.104,21. Sobre os recursos destinados aos cofres municipais, incide ainda os respectivos descontos de 15% da saúde e o 1% do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), além dos 20% do Fundeb.

levantamento elaborado pela equipe de Estudos Técnicos da CNM destaca que a complementação da União ao Fundo, permitida pela Medida Provisória (MP) 938/2020, garantirá a cada prefeito o valor transferido em 2019. O repasse extra, em forma de apoio financeiro, aos Entes municipais e estaduais ocorre até o 15º dia útil do mês posterior da variação. O período de recomposição vale de março a junho de 2020.

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Por Raquel Montalvão
Da Agência CNM de Notícias

Bolsonaro para em blitz da PRF e provoca aglomeração Este trecho é parte de conteúdo que pode ser compartilhado utilizando o link https://valor.globo.com/politica/noticia/2020/06/06/bolsonaro-para-em-blitz-e-provoca-aglomeracao-no-df.ghtml ou as ferramen

BOLSONARO EM BLITZ DA PRF

 

 

 

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pousou com dois helicópteros da Força Aérea Brasileira (FAB), na manhã deste sábado (6), na BR-020, em Planaltina (DF), a 52 km do centro de Brasília, para, por mais de uma hora, acompanhar uma blitz da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

 

Sem máscara e acompanhado pelo pastor Silas Malafaia e alguns de seus ministros, ele foi indagado por jornalistas, quando se aproximou de um aglomerado de pessoas para fazer fotos, sobre os mais de 35 mil mortos em decorrência do coronavírus e a respeito das mudanças na divulgação dos dados nacionais sobre a covid-19.

 

Apesar de ter olhado para os repórteres no momento das perguntas, ele não respondeu.
Depois de dois dias seguidos de recordes, o Brasil registrou 1.005 novas mortes por coronavírus na sexta-feira (5), segundo dados do Ministério da Saúde. O total de óbitos é de 35.026.
Na sexta, a divulgação dos dados sofreu atrasos pelo terceiro dia seguido. Antes feita às 19h, só ocorreu às 22h.

 

No Twitter, o presidente disse que o Ministério da Saúde "adequou a divulgação dos dados". Segundo o presidente, para evitar subnotificação e inconsistências, o ministério optou pela divulgação às 22h. "A divulgação entre 17h e 19h, ainda havia risco subnotificação. Os fluxos estão sendo padronizados e adequados para a melhor precisão", justificou Bolsonaro na rede social.

 

Depois de pouco mais de uma hora na blitz, Bolsonaro voltou ao helicóptero com destino ao Forte Santa Bárbara, em Formosa (GO), onde, segundo ele disse no dia anterior, iria "dar uns tiros".

 

Bolsonaro pousou na margem da rodovia às 9h20. Uma grande blitz estava montada no local, mas, durante a permanência do presidente, até as 10h35, os policiais rodoviários não pararam nenhum veículo para revista.

 

No acostamento no sentido a Brasília, Bolsonaro tirou fotos com policiais rodoviários federais e gravou vídeos a pedido dos agentes. A imprensa foi mantida a alguns metros de distância.

 

Muitos motoristas de carros e caminhões buzinavam ao passar pelo presidente. A reportagem da “Folha de S. Paulo” ouviu os integrantes de apenas um veículo criticarem o presidente, chamando-o de genocida e fascista.

 

Com a presença de Bolsonaro, alguns carros pararam no acostamento após o bloqueio da PRF.

 

Motoristas e passageiros se aglomeraram e o presidente foi até eles. Pegou uma criança no colo, abraçou e fez selfies com apoiadores. Alguns, assim como Bolsonaro, estavam sem máscara.

 

No sábado anterior (30), Bolsonaro já havia acompanhado uma operação da PRF em Goiás. Assim como neste fim de semana, o compromisso não aparece na agenda oficial do presidente. VALOR ECONOMICO.

 

Fortaleza avança para fase 1 do plano de retomada nesta segunda (8)

O governador Camilo Santana anunciou neste sábado (6) que a Capital avança para a fase 1 do plano de retomada nesta segunda-feira (8), que inclui a abertura do comércio com quadro de pessoal reduzido. O isolamento social rígido será mantido em quatro municípios da região norte - Sobral, Acaraú, Camocim e Itarema. 

Segundo o governador, os demais municípios seguem na fase de transição conforme estabelecido no último decreto, que autorizou o retorno de atividades como a construção civil, a indústria e parte do comércio.

“Vamos observar o comportamento nas regiões do Cariri, Centro Sul e Jaguaribe e, em Fortaleza, vamos para a primeira fase da retomada”, disse, destacando preocupação com números do interior do Estado, em especial da região Norte. “E vamos manter o isolamento rígido em Sobral, Camocim, Itarema, Acaraú”.

O governador ressaltou que a retomada teve início em Fortaleza em virtude da melhora dos indicadores de saúde, como redução de internações, de óbitos por coronavírus e do aumento da disponibilidade de leitos e respiradores.

“Em todo o Ceará permanece a transição. A Capital, pelos indicadores analisados, inicia a primeira fase. E, para que a gente possa avançar nas próximas fases, dependerá da população. Daqui a sete dias vamos avaliar como se comportará o interior do Ceará”.

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De acordo com Camilo, as próximas etapas da política de isolamento será feita de forma regionalizada, atendendo as necessidades de cada região a depender dos indicadores de saúde de cada município. Em publicação nas redes sociais, Camilo Santana acrescentou que o uso de máscara segue obrigatório em todo o Estado e que as aglomerações estão proibidas.

 

Camilo Santana
@CamiloSantanaCE

Anuncio prorrogação do Decreto de Isolamento Social em todo o Ceará por mais sete dias, com manutenção do Isolamento Rígido em alguns municípios da Região Norte. Nas demais cidades, exceto capital, será prorrogada a Fase de Transição também por mais sete dias...(cont.)

Camilo Santana
@CamiloSantanaCE

Em Fortaleza, devido à redução dos indicadores da Covid, inicia a Fase 1 do Processo de Retomada, com a obrigação do controle da circulação de funcionários e clientes por parte dos estabelecimentos comerciais autorizados a abrir nessa fase. O uso de máscara continua obrigatório.

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Retomada

Comércios e shoppings começam a reabrir na Capital a partir desta segunda-feira (8). Todos os estabelecimentos deverão respeitar protocolos sanitários para prevenir a disseminação da covid-19.

Entre as determinações para o retorno dos shoppings, especificamente, está o horário reduzido, das 12h às 20h. Além disso, medidas como: restrição do fluxo de pessoas no interior dosestabelecimentos, obrigatoriedade do uso de máscaras, redução das vagas de estacionamento e disponibilização de álcool em gel, são alguns dos cuidados previstos.

Serviços de contabilidade, auditoria e advocacia também podem retomar as atividades, desde que repeitado o limite de três trabalhadores por escritório.

Transição

Desde o começo do plano de retomada da economia do Governo do Estado, implementado no dia 1º, 969 pedidos de retirada de dúvidas foram atendidos pelo serviço de esclarecimento oferecido pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho. Mas a cada dia, segundo Júlio Cavalcante, secretário executivo de Comércio, Serviços e Inovação da Sedet, o número vem caindo, indicando que as pessoas tem assimilado o plano.

No primeiro dia, de acordo com dados repassados pela Pasta, 462 ligações foram atendidas e 60 e-mails foram recebidos pela equipe. Mas os números foram caindo nos dias seguintes, chegando ao patamar de 61 ligações atendidas e 9 e-mails respondidos na última sexta-feira (5).

Segundo Cavalcante, os contatos estabelecidos continham muitas denúncias nos primeiros dias, mas o perfil das ligações e dos e-mails, com o passar do tempo, foi ficando mais direcionado à orientação. Na última quinta-feira (4), cerca de 50% das dúvidas eram sobre os protocolos de reabertura, enquanto 20% eram sobre quais tipos de empresa poderiam reabrir. DIARIONORDESTE

Sefaz apresenta impactos da pandemia do coronavírus na receita do Estado

Secretária estadual da Fazenda, Fernanda PacobahybaSecretária estadual da Fazenda, Fernanda PacobahybaFoto: Edson Júnio Pio

A secretária estadual da Fazenda, Fernanda Pacobahyba, apresentou, na 46ª sessão extraordinária do Sistema de Deliberação Remoto (SDR) nesta quinta-feira (04/06), o Relatório de Gestão Fiscal do Ceará do primeiro quadrimestre de 2020. A sessão aconteceu dentro do ambiente virtual da Comissão de Orçamento, Finanças e Tributação, sendo conduzida pelo vice-presidente do colegiado, deputado Antônio Granja (PDT).

Durante a sessão, além de metas estabelecidas para o período, a secretária detalhou os impactos da pandemia da Covid-19 no Tesouro Estadual. De acordo com Fernanda Pacobahyba, eventos nos meses do primeiro quadrimestre resultaram em uma acentuada redução na arrecadação do Estado, com exceção de janeiro.

“Fevereiro foi um mês peculiar aqui no Ceará, devido ao incidente com a Polícia Militar, que atrapalhou o período de Carnaval, o turismo, e já sentimos uma queda na arrecadação, devido àquele momento. Em março, a partir do dia 16, o governador decretou o estado de emergência em saúde e daí se tornou diferenciado. Abril e maio realmente foram um período catastrófico para nossa arrecadação”, enfatizou.

A titular da Secretaria da Fazenda destacou que o mês de abril, comparado ao mesmo período de 2019, registrou uma queda na receita corrente líquida de R$ 340 milhões. “Isso representou para o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) uma queda na ordem de 26% na arrecadação desse imposto. É algo que já desborda de qualquer razoabilidade e já nos levantava enorme preocupação”, afirmou.

O cenário de maio está sendo finalizado e deve ser divulgado até próxima semana, mas a secretária adiantou que, só no referido mês, o Estado registrou perda de R$ 1,078 bilhão. “Em dois meses, tivemos uma perda de R$ 1,418 bilhão. No mês de julho, infelizmente, devemos ter uma queda significativa, pois ano passado firmamos um acordo de pagamento com a Petrobras, e ele não vai se repetir em 2020, e teremos a falta dessa receita”, observou.

Fernanda Pacobahyba demonstrou as quedas na arrecadação por segmentos econômicos referente ao mês de maio. Ao todo, foi registrado um tombo de mais de 37%, com destaque para o setor de combustíveis (-61,76%), comércio varejista (-55,85%), indústria (-41,21%). “Dos grupos mais expressivos da nossa arrecadação, o único em que tivemos aumento foi o setor de energia elétrica. Então realmente foi uma pancada violenta em maio”, disse.

REPASSE FEDERAL

A secretária ressaltou que, nos cinco primeiros meses do ano, houve um aumento de gastos com saúde de R$ 342 milhões. Ela lamentou que o Estado esteja em último lugar per capita no ranking nacional do repasse de verba através do Projeto de Lei Complementar 149/19, do Governo Federal. “As receitas estão caindo, os gastos aumentando e as reposições não chegam na mesma proporção”, lamentou.

Fernanda Pacobahyba almejou que a população auxilie no cumprimento de protocolos de saúde, para que o plano de retomada da economia possa ser tocado sem interferências e a arrecadação do Estado melhore. “Essa transição é fundamental para a Secretaria da Fazenda, para o Ceará, mas o que irá delimitar as ações é a saúde. Qualquer projeção pode mudar. Então, se não iniciarmos a primeira fase da retomada da economia na próxima semana, tudo o que estamos contando precisará ser revisto", alertou.

DESPESAS

Em relação à despesa total no período de janeiro a abril de 2020, a titular da Sefaz informou que houve um acréscimo nominal de 8,09% em relação ao mesmo período de 2019. Todos os grupos de despesas apresentaram incremento em relação ao mesmo período do ano anterior, exceto as despesas intraorçamentárias. Fernanda Pacobahyba destacou ainda o aumento expressivo nas despesas com amortização de dívida (79,21%) e investimentos (53,58%) no período. A despesa com pessoal aumentou 4,16% e as despesas correntes, 3,52%.

Já o resultado nominal – que representa a diferença entre receitas e despesas totais no exercício – apurou um déficit de R$ -1.432,656 milhões no primeiro quadrimestre de 2020, ficando abaixo da meta estabelecida para o exercício financeiro de 2020, de R$ -367,895, fixada no Anexo de Metas Fiscais da LDO. Segundo Pacobahyva, isso representa um aumento efetivo do endividamento líquido do Estado, que teve como principal fator a variação cambial negativa do período, no valor de R$ 2.617,444 milhões. AGÊNCIA DE NOTICIAS DA ASSEMBLEIA / DANIEL ADERALDO

Por verbas, TVs católicas oferecem a Bolsonaro apoio ao governo

Felipe Frazão, O Estado de S.Paulo

 

BRASÍLIA - A queda de popularidade do presidente Jair Bolsonaro tem atraído propostas de alianças em troca de recursos públicos. Uma das mais tentadoras partiu de padres e leigos conservadores que controlam boa parte do sistema de emissoras católicas de rádio e TV. Ligados à ala que diverge politicamente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) dentro da Igreja, eles prometeram “mídia positiva” para ações do governo na pandemia do novo coronavírus. Pediram em contrapartida, porém, anúncios estatais e outorgas para expandir sua rede de comunicação.

bolsonaro
Reunião. Presidente Jair Bolsonaro em videoconferência com representantes religiosos, empresários e parlamentares Foto: Reprodução / Youtube Presidência da República

A proposta foi feita no último dia 21, em videoconferência com a participação de Bolsonaro, sacerdotes, parlamentares e representantes de alguns dos maiores grupos católicos de comunicação, no Palácio do Planalto. A reunião foi pública e transmitida por redes sociais do Planalto e pela TV Brasil. Na “romaria virtual”, o grupo solicitou acesso ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e, principalmente, à Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom).

 

Dona do quinto maior orçamento do Executivo, a Secom tem R$ 127,3 milhões em contratos com agências de publicidade. Bolsonaro prometeu tratar pessoalmente do assunto. Um dos pedidos mais explícitos foi feito pelo padre Welinton Silva, da TV Pai Eterno, ligada ao Santuário Basílica do Divino Pai Eterno, em Trindade (GO).

Silva afirmou que a emissora, há um ano no ar, passa por dificuldades e espera uma aproximação com a Secom para oferecer uma “pauta positiva das ações do governo” na pandemia da covid-19. “A nossa realidade é muito difícil e desafiante, porque trabalhamos com pequenas doações, com baixa comercialização. Dentro dessa dificuldade, estamos precisando mesmo de um apoio maior por parte do governo para que possamos continuar comunicando a boa notícia, levando ao conhecimento da população católica, ampla maioria desse país, aquilo de bom que o governo pode estar realizando e fazendo pelo nosso povo”, disse o padre. “Precisamos ter mais atenção para que esses microfones não sejam desligados, para que essas câmeras não se fechem.”

O padre e cantor Reginaldo Manzotti, da Associação Evangelizar é Preciso, com rádios e TV próprias, cobrou agilidade e ampliação das outorgas e destacou o contraponto que os católicos podem fazer para frear o atual desgaste na imagem de Bolsonaro e do governo.

“Nós somos uma potência, queremos estar nos lares e ajudar a construir esse Brasil. E, mais do que nunca, o senhor sabe o peso que isso tem, quando se tem uma mídia negativa. E nós queremos estar juntos”, observou Manzotti, dirigindo-se ao presidente.

O empresário João Monteiro de Barros Neto, da Rede Vida, afirmou que “Bolsonaro é uma grande esperança”. Argumentou, ainda, que veículos católicos precisam ser “verdadeiramente prestigiados”. Barros Neto pediu não apenas mais entrevistas, como também a participação do presidente em eventos promovidos por católicos. “A Rede Vida é a quarta maior rede de TV digital do País, mas, para que possamos crescer, precisamos ter mais investimentos”, resumiu ele.

‘Ciúmes’

Emissoras de TV ligadas a grupos religiosos receberam, no ano passado, R$ 4,6 milhões em pagamentos da Secom por veiculação de comerciais institucionais e de utilidade pública. Os veículos católicos ficaram com R$ 2,1 milhões e os protestantes, com R$ 2,2 milhões. Em 2020, emissoras de TV católicas receberam, até agora, R$ 160 mil, enquanto as evangélicas, R$ 179 mil, de acordo com planilhas da Secom.

O encontro virtual foi intermediado pelo líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), com a Frente Parlamentar Católica. O deputado frequentava grupos de oração da Renovação Carismática Católica. Enciumado com o acesso da Frente Parlamentar Evangélica ao Planalto, o presidente da bancada católica, deputado Francisco Jr. (PSD-GO), pediu que Bolsonaro promova, mensalmente, um café da manhã de conversa e oração com eles.

“Estamos um pouco enciumados. Nós somos a maioria e a maioria é que ganha eleição sempre”, alegou Francisco Jr., para quem as pautas da bancada “têm a cara de Jair Bolsonaro.” O deputado Diego Garcia (Podemos-PR) afirmou, por sua vez, que a bancada quer fortalecer o governo. “O senhor pode contar 100% nas matérias pertinentes em apoio ao governo”, disse Garcia a Bolsonaro. 

Já o deputado Eros Biondini (Pros-MG) afirmou que há “empresários católicos alinhados com o governo” interessados em investir no Brasil e defendeu a liberação de verbas para entidades filantrópicas do setor que mantêm unidades de saúde. 

Audiência

A Rede Católica de Rádio possui oito geradoras que distribuem conteúdo para mais de mil emissoras e transmitem em cadeia para cerca de 430. O sistema de TV também é expressivo. No Brasil, há nove emissoras católicas de TV, geradoras de conteúdo: Aparecida, Nazaré, Imaculada, Horizonte, Pai Eterno, Rede Vida, Canção Nova, Século 21 e Evangelizar – as três últimas ligadas a movimentos da Renovação Carismática Católica. As primeiras não participaram da videoconferência. Já a Rede Vida, a maior delas, tem na grade programas de ícones do movimento, como O Terço Bizantino, do padre Marcelo Rossi, e o Rede Vida Sertaneja, do padre Periquito.

Na videoconferência com Bolsonaro, o padre João Henrique, da Aliança de Misericórdia, descreveu o presidente como alguém que enfrenta uma “batalha espiritual” que exige “armas espirituais”. “A gente se identifica muito com as batalhas que o senhor está travando, somos muitos na Igreja Católica que oramos pelo senhor. Sentimos saudade do senhor. A Igreja Católica quer abraçar o seu filho e desejaria tê-lo mais próximo e mais atuante dentro da Igreja”, insistiu.

O flerte entre Bolsonaro e veículos de comunicação católicos simpáticos ao governo representa uma investida do Planalto na divisão latente na Igreja. De um lado, conservadores alinhados ao governo, principalmente aqueles ligados à Renovação Carismática Católica e, de outro, progressistas e críticos do bolsonarismo vinculados à CNBB. Alguns episódios recentes marcaram uma escalada no tensionamento. 

A presença constante do presidente em manifestações antidemocráticas e a posição dele contrária às recomendações sanitárias no combate à pandemia da covid-19 fizeram a CNBB elevar o tom contra o governo e dizer que Bolsonaro “ameaça a saúde” e perdeu “credibilidade” social. Entidades ligadas ao episcopado chegaram a defender o impeachment do presidente. 

Padres identificados com movimentos de leigos (católicos praticantes não ordenados) conservadores e carismáticos, por outro lado, se aproximaram do Planalto.

‘Emissora nunca foi reconhecida’, afirma empresário

O empresário João Monteiro de Barros Neto, da Rede Vida, disse que não teve mais contatos com o governo depois da videoconferência do último dia 21. Barros Neto afirmou ainda que houve queda de veiculação de publicidade estatal da ordem de 85% no governo Bolsonaro e que, mesmo em governos anteriores, a emissora “nunca chegou a ser reconhecida pela sua cobertura, abrangência e diversidade de programação”.

“A expectativa que a Rede Vida tem, relativamente ao governo e suas empresas, é que as veiculações publicitárias governamentais possam ser consentâneas com sua abrangência e importância”, disse o empresário.

Estadão procurou os religiosos citados na reportagem para comentar a videoconferência, mas eles não se manifestaram. O Planalto não quis comentar e a CNBB alegou não ter participado do encontro.

'Acabou matéria do Jornal Nacional', diz Bolsonaro sobre atrasos na divulgação de mortos por coronavírus

Por Gustavo Garcia, G1 — Brasília

 

O presidente Jair Bolsonaro foi questionado nesta sexta-feira (5) por jornalistas sobre os atrasos na divulgação de dados sobre a pandemia do novo coronavírus.

Sem que ninguém fizesse qualquer menção a nenhum órgão de imprensa específico, o presidente disse: "Acabou matéria do Jornal Nacional".

Depois, o presidente alegou que o atraso se devia à necessidade de pegar os dados mais consolidados, mas não explicou por que, por mais de 70 dias, foi possível consolidar os dados mais cedo. E nem por que os números que são divulgados às 22h constam de uma planilha que atualiza dados até as 19h.

Em seguida, como faz habitualmente, Jair Bolsonaro criticou o jornalismo da Globo e acrescentou: "Ninguém tem que correr para atender a Globo".

Sobre a declaração, a Globo divulgou a seguinte nota:

"O público saberá julgar se o governo agia certo antes ou se age certo agora. Saberá se age por motivação técnica, como alega, ou se age movido por propósitos que não pode confessar mais claramente. Os espectadores da Globo podem ter certeza de uma coisa: serão informados sobre os números tão logo sejam anunciados porque o jornalismo da Globo corre sempre para atender o seu público".

Dados das últimas 24 horas

Bolsonaro também defendeu excluir do balanço diário sobre os dados do coronavírus no Brasil os números de pessoas que morreram em dias anteriores.

O balanço diviulgado atualmente pelo Ministério da Saúde inclui os dados das últimas 24 horas e os números acumulados.

"Ontem [quinta-feira], praticamente dois terços dos mortos eram de dias anteriores. Tem que divulgar o [número] do dia. O resto, consolida para trás", afirmou o presidente.

Bolsonaro não explicou, contudo, como os óbitos dos dias anteriores devem ser computados pelo Ministério da Saúde.

Em relação à alteração no horário de divulgação dos boletins, Bolsonaro afirmou que "é para pegar o dado mais consolidado".

Inicialmente, o boletim era divulgado às 17h. Depois, passou a ser apresentado às 19h. Nos últimos dias, a divulgação só tem sido feita às 22h.

Nesta sexta, o ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União, disse que "cogita propor" ao TCU e aos tribunais de contas estaduais que sejam requisitados e consolidados os dados estaduais para divulgação diária dos dados até as 18h.

Mortes por milhões de habitantes

Bolsonaro também disse que falta seriedade na apresentação dos números de mortos feita pela imprensa.

“Parece que esse pessoal que faz... o Globo, Jornal Nacional gosta de dizer que o Brasil é recordista em mortes. Agora, falta inclusive seriedade. Bote mortes por milhões de habitantes. Nem isso faz. É a mesma coisa que querer comparar mortes no Brasil que tem 210 milhões de habitantes com países que tem 10 milhões”, disse Bolsonaro.

Pela análise do número de mortes por milhões de habitantes, o Brasil também figura entre os países com maiores índices de mortes.

Veja a seguir:

  • Reino Unido: 598,7 mortes por milhão de habitantes;
  • Espanha: 578,03 mortes por milhão de habitantes;
  • Itália: 558,13 mortes por milhão de habitantes;
  • França: 433 mortes por milhão de habitantes;
  • Estados Unidos: 325,64 mortes por milhão de habitantes;
  • Brasil: 153,88 mortes por milhão de habitantes.

OMS

Na mesma entrevista, concedida em frente ao Palácio da Alvorada, Bolsonaro fez críticas à Organização Mundial da Saúde (OMS).

“O Trump [presidente dos Estados Unidos] cortou a grana deles, voltaram atrás em tudo. E adianto aqui: os Estados Unidos saíram da OMS. A gente estuda no futuro – ou a OMS trabalha sem o viés ideológico – ou nós vamos estar fora também. Não precisamos de gente de fora dar palpite na saúde aqui dentro”, disse o presidente.

Na sequência, Bolsonaro foi questionado se pretende fazer com que o Brasil deixe a OMS. Ele afirmou:

“É o seguinte: ou a OMS realmente deixa de ser uma organização política, partidária, assim, vamos dizer, até partidária, ou nós estudamos sair de lá”, frisou.

Bolsonaro escorrega e cai após descer de helicóptero em Goiás

Daniel Weterman e Gabriela Biló, O Estado de S.Paulo

05 de junho de 2020 | 10h11
Atualizado 05 de junho de 2020 | 10h32

BRASPILIA - O presidente Jair Bolsonaro sofreu um contratempo ao chegar em Águas Lindas de Goiás, onde participou de evento nesta sexta-feira, 5. Após cumprimentar bombeiros que trabalham na área onde desembarcou de helicóptero, escorregou e caiu de joelhos no chão de terra. Auxiliares que o acompanhavam o ajudaram a se levantar. Em seguida, o presidente caminhou normalmente até o local da cerimônia.

Bolsonaro foi à cidade goiana para inaugurar o primeiro hospital de campanha montado pelo governo federal para atender pacientes de covid-19. O presidente foi recebido pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), com quem teve divergências no combate à pandemia e hoje trocou afagos.

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