Ciro Gomes e Carlos Lupi entram no STF com notícia-crime contra Bolsonaro
- Estamos correndo contra o tempo durante a maior pandemia da história da humanidade. Como se não bastasse, ainda precisamos combater esse discurso ignorante e negacionista de quem deveria trabalhar pela vida dos brasileiros para sairmos dessa situação. É criminoso assistir diariamente o chefe do Executivo atentar contra a vida do povo e pisar em cima dos cadáveres de quase 200 mil mortos com suas decisões equivocadas e delírios que atravessam a linha do senso comum e da ciência - diz Lupi.
Produtores fazem tratoraços mesmo após governo Doria manter algumas isenções para ICMS

A manhã de quinta-feira (7) foi de “trator na rua” em diversas cidades do interior de São Paulo. Produtores rurais protestaram contra lei estadual que autorizou o governo a reduzir benefícios fiscais de ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços).
Na noite de quarta-feira, o governador João Doria (PSDB) anunciou o cancelamento das mudanças para alguns produtos, como medicamentos genéricos. Mesmo assim, as entidades do agronegócio optaram por manter a manifestação.
Há preocupação quanto ao alcance do cancelamento, pois ele ainda não foi detalhado pela gestão estadual. Os produtores rurais também questionam se o recuo do governador será apenas temporário.
A avaliação do presidente da Ocesp (organização das cooperativas), Edivaldo Del Grande, é a de que os produtores ainda precisam ver a publicação da medida que suspende a revisão dos benefícios fiscais para entender exatamente quais produtos vão continuar a ter isenção no imposto estadual.
Inicialmente, sindicatos, cooperativas e associações de 135 cidades tinham confirmado participação na manifestação, mas as entidades acreditam que o número tenha crescido e chegue a 200 municípios.
Pela manhã, vídeos de protestos em Araraquara, Miguelópolis, São Miguel Arcanjo, Monte Aprazível, Brotas, Tatuí, Piracicaba, Itápolis, Atibaia, Limeira e Palmital já circulavam em grupos de produtores rurais. Os tratores traziam adesivos e faixas de repúdio ao aumento no imposto.
O presidente da Coplacana em Piracicaba diz que o anúncio feito pelo governador foi insuficiente para desmobilizar os produtores rurais. “Ele tentou dispersar o movimento, mas nós ainda não sabemos como vai ser. Queremos que ele revogue por completo a mudança no imposto”, afirma.
A Faesp (Federação da Agricultura e Pecuária) deve divulgar um balanço da manifestação nesta tarde. Na quarta, após o anúncio feito por Doria, a entidade disse que manteria o tratoraço pois entendia que ainda haveria aumento de imposto para energia elétrica, leite pasteurizado e hortifrutigranjeiros.
"Ainda não sabemos claramente como esses e os outros pleitos, como energia e óleo diesel serão incorporados na legislação vigente", diz a federação, em nota. "A Faesp ressalta que está aguardando publicação do decreto, que poderá consolidar e assegurar as demandas do setor."
A Apas (Associação Paulista de Supermercados) afirma que o anúncio do governo de São Paulo é insuficiente para evitar o aumento de preços de alimentos.
Segundo a entidade, enquanto a revogação dos decretos que estabelecem as alíquotas não for publicada, não é possível garantir que a cadeia de fornecimento de alimentos será poupada do aumento.
Procurado nesta quinta, o governo do estado ainda não respondeu quanto ao detalhamento da medida.
Em nota, afirmou que "o governador João Doria determinou a suspensão das mudanças no ICMS para alimentos e medicamentos genéricos."
A gestão João Doria defende que o ajuste fiscal não resultou no aumento de impostos, mas na revisão de benefícios fiscais.
A Lei 17.293, aprovada em outubro pela Assembleia Legislativa, autorizou o governo de São Paulo a renovar e reduzir benefícios fiscais relacionados ao ICMS. A regra considerou alíquotas inferiores a 18% como benefícios fiscais e, portanto, passíveis de serem revistas ou eliminadas.
O governo de São Paulo diz ter feito um corte linear de 20% em benefícios fiscais a diversos setores.
A medida desagradou outros grupos. A Fiesp (federação das indústrias), Abimo (associação da indústria de artigos e equipamentos médicos e odontológicos), Anahp (hospitais privados) e Sindusfarma (indústria farmacêutica) são algumas das entidades que foram à Justiça na tentativa de barrar os efeitos da lei.
Camex zera Imposto de Importação de seringas e agulhas
O Diário Oficial da União (DOU) publica, nesta quinta-feira (7), resolução da Câmara de Comércio Exterior (Camex), que concede redução temporária, para zero por cento, da alíquota do Imposto de Importação de seringas e agulhas. A medida tem por objetivo atender as necessidades do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19.

Nessa quarta-feira (6), o governo federal editou Medida Provisória (MP) nº 1.026, publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), que trata da aquisição de insumos para o combate à doença. Segundo o documento, fica a "administração pública direta e indireta autorizada a celebrar contratos ou outros instrumentos congêneres, com dispensa de licitação, para: a aquisição de vacinas e de insumos destinados a vacinação contra acovid-19, inclusive antes do registro sanitário ou da autorização temporária de uso emergencial; e a contratação de bens e serviços de logística, tecnologia da informação e comunicação, comunicação social e publicitária, treinamentos e outros bens e serviços necessários a implementação da vacinação”.
De acordo com nota divulgada pela Secretaria-Geral da Presidência da República, a MP permitirá que sejam adquiridos insumos e vacinas em fase de desenvolvimento e em momento prévio ao registro sanitário ou à autorização de uso excepcional e emergencial pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A nota diz ainda que a “autorização legislativa se faz necessária, uma vez que o ordenamento jurídico infraconstitucional revelava-se um óbice para otimizar o processo de aquisição”.
Outro ponto importante destacado pela MP se refere à consolidação do Plano Nacional de Vacinação como instrumento estratégico para imunização de toda a população brasileira. “A despeito da possibilidade de compra de vacinas contra covid-19 ainda em desenvolvimento, é crucial destacar que o início da vacinação somente poderá acontecer após o registro ou após a emissão da autorização excepcional e emergencial pela Anvisa”.
Pazuello
O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, em pronunciamento em rede nacional de rádio e TV, nessa quarta-feira, disse que o Brasil tem asseguradas, para este ano, 354 milhões de doses de vacinas contra a covid-19. Do total, 254 milhões serão produzidas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com a AstraZeneca, e 100 milhões pelo Butantan, em parceria com a empresa Sinovac.
O ministro anunciou também que o ministério está em processo de negociação com os laboratórios Gamaleya, da Rússia, Janssen, Pfizer e Moderna, dos Estados Unidos, e Barat Biotech, da Índia. Pazuello informou ainda que estão disponíveis atualmente cerca de 60 milhões de seringas e agulhas. “Ou seja, um número suficiente para iniciar a vacinação da população ainda neste mês de janeiro”.
“Temos, também, a garantia da Organização Pan-Americana de Saúde [Opas] de que receberemos mais 8 milhões de seringas e agulhas em fevereiro, além de outras 30 milhões já requisitadas à Abimo [Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos e Odontológicos], a associação dos produtores de seringas”, disse o ministro.
Edição: Aécio Amado
Covid-19: 354 milhões de doses estão asseguradas em 2021, diz Pazuello
O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou hoje (6), em pronunciamento em rede nacional de rádio e TV, que o Brasil tem asseguradas, para este ano, 354 milhões de doses de vacinas contra a covid-19. Do total, 254 milhões serão produzidas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com a AstraZeneca, e 100 milhões pelo Butantan, em parceria com a empresa Sinovac.

Pazuello anunciou também a edição de uma medida provisória que trata de ações excepcionais para aquisição de vacinas, insumos, bens e serviços de logística.
O ministro informou que o ministério está em processo de negociação com os laboratórios Gamaleya, da Rússia, Janssen, Pfizer e Moderna, dos Estados Unidos, e Barat Biotech, da Índia.
Segundo Pazuello, estão disponíveis atualmente cerca de 60 milhões de seringas e agulhas. “Ou seja, um número suficiente para iniciar a vacinação da população ainda neste mês de janeiro”, disse o ministro. “Temos, também, a garantia da Organização Pan-Americana de Saúde [Opas] de que receberemos mais 8 milhões de seringas e agulhas em fevereiro, além de outras 30 milhões já requisitadas à Abimo [Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos e Odontológicos], a associação dos produtores de seringas”.
Pazuello destacou que o Brasil está preparado logisticamente para a operação de vacinação. “Hoje, o Ministério da Saúde está preparado e estruturado em termos financeiros, organizacionais e logísticos para executar o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19”, disse.
Sobre a vacina da Pfizer, o ministro destacou os esforços para resolver as “imposições que não encontram amparo na legislação brasileira”, como a isenção de responsabilização civil por efeitos colaterais da vacinação e a criação de um fundo caução para custear possíveis ações judiciais. O ministro disse ainda que em breve o Brasil será exportador de vacinas para a região.
Medida provisória
Assinada pelo presidente Jair Bolsonaro, a medida provisória citada por Pazuello prevê que o Ministério da Saúde será o responsável por coordenar a execução do Plano Nacional de Operacionalização de Vacinação contra a Covid-19. A norma também prevê a contratação de vacinas e de insumos, antes do registro sanitário ou da autorização temporária de uso emergencial pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o treinamento de profissionais para imunizar a população. “Asseguro que todos os estados e municípios receberão a vacina de forma simultânea, igualitária e proporcional à sua população”, destacou ao reafirmar que a vacina será gratuita e não obrigatória.
Edição: Fábio Massalli / AGÊNCIA BRASIL
União bancou R$ 13,3 bilhões em dívidas de Estados e municípios em 2020
07 de janeiro de 2021 | 11h41
BRASÍLIA - O Tesouro Nacional precisou desembolsar R$ 13,3 bilhões no ano passado para honrar dívidas bancárias que Estados e municípios deram calote. O valor foi bem superior aos R$ 8,35 bilhões gastos em 2019 para cobrir o não pagamento dos governos regionais. Desde 2016, essa conta para a União, e os contribuintes, já chega a quase R$ 33 bilhões.
De acordo com o Tesouro, 95% dos valores gastos pela União com o pagamento dessas dívidas no ano passado se referem a débitos de cinco Estados. O Rio de Janeiro liderou a lista com R$ 8,25 bilhões, seguido por Minas Gerais com R$ 3,175 bilhões. Na sequência aparecem Goiás (R$ 553 milhões), Pernambuco (R$ 355 milhões) e Maranhão (R$ 280 milhões).
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Em meio à recessão causada pela pandemia de covid-19, 14 governos estaduais e oito prefeituras deixaram de quitar alguma dívida com garantia da União em 2020. Os calotes ocorreram mesmo depois de projeto aprovado pelo Congresso ter dado um fôlego de R$ 125 bilhões a governadores e prefeitos por causa da pandemia.
Somente em dezembro, o Tesouro precisou pagar R$ 5,5 bilhões em dívidas dos governos regionais. O Rio de Janeiro mais uma vez liderou a fatura, com R$ 4,9 bilhões, seguido por Minas Gerais com R$ 558 milhões, e Rio Grande do Norte com R$ 39 milhões.
Por que a conta fica com a União?
A depender da avaliação das contas dos governos regionais, a União concede garantia em empréstimos para que os contratos tenham juros mais baixos. Nos últimos anos, porém, a situação financeira dos Estados vem se deteriorando, comprometendo os pagamentos.
Como garantidora das operações de crédito, a União, representada pelo Tesouro Nacional, é comunicada pelos bancos e organismos internacionais de que parcelas de dívidas garantidas estão vencidas e não pagas. O governo federal, então, informa o governador ou prefeito que há atrasos no pagamento e, caso não haja quitação, a União paga os valores. Em seguida, inicia o processo de recuperação desses valores pela execução das chamadas contragarantias. Na prática, o governo federal bloqueia os valores que passaria em transferências para esse Estado ou município caloteiro.
Embora o custo para a União com essas garantias seja crescente, o Tesouro está impedido de bloquear os repasses para cinco Estados. No caso do Rio de Janeiro, porque o governo estadual aderiu ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) dos Estados ainda em 2017. Nos casos de Minas Gerais, Goiás, Amapá e Rio Grande do Norte, porque os governos estaduais conseguiram decisões judiciais que impedem a execução das contragarantias pela União nessas operações.
Camilo Santana anuncia promoção de cerca de 6 mil policiais militares e bombeiros
O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), afirmou nesta quarta-feira (6) por meio de rede social, que serão promovidos policiais militares e bombeiros, além das progressões e ascensões funcionais da Polícia Civil e da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), no início deste ano.
- 22 mil novas famílias são incluídas no Programa Mais Infância do Governo do Ceará
- Estado prorroga decreto de fim de ano até o dia 10 de janeiro
Ao todo, serão cerca de 6 mil homens e mulheres que serão promovidos de suas funções. Segundo Camilo, o secretário da Segurança Pública do Ceará, Sandro Caron, apresentará o calendário nos próximos dias.
Nos últimos anos, já foram quase 19 mil policiais militares e bombeiros promovidos, além das ascensões dos peritos e policiais civis.
"Isso mostra nosso compromisso em relação à valorização dos profissionais de segurança pública. Vamos continuar investindo o que for necessário para garantir mais segurança aos cearenses", afirma Camilo Santana. diarionordeste
Governo prepara reestruturação do Bolsa Família para ampliar benefícios e famílias atendidas
06 de janeiro de 2021 | 15h02
BRASÍLIA - Sem um substituto para o auxílio emergencial, o governo prepara uma medida provisória (MP) para reestruturar o Bolsa Família dentro do Orçamento de R$ 34,8 bilhões já reservado para 2021. Segundo apurou o Estadão/Broadcast, a ideia é unificar benefícios já existentes no programa, reajustar os valores e criar novas bolsas: por mérito escolar, esportivo e científico. Nesse desenho, 14,5 milhões de famílias seriam contempladas, pouco mais de 200 mil acima do número atual (14,3 milhões).
A MP ainda está sendo trabalhada pelos ministérios e precisa ser validada pelo presidente Jair Bolsonaro. Caso isso não ocorra e a proposta seja engavetada, o governo tem espaço para incluir cerca de 700 mil famílias no formato atual do programa e com os mesmos recursos. A concessão mais significativa dos benefícios, porém, só ocorreria após a aprovação do Orçamento de 2021, ainda pendente porque o Congresso está focado na eleição para as presidências da Câmara e do Senado, prevista para 1º de fevereiro.
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Em qualquer um dos cenários, fontes que participam das discussões admitem que não será possível contemplar todos os que estariam habilitados a ingressar no Bolsa Família. Isso seria viável apenas se o Congresso destinasse mais recursos para o programa durante a votação do Orçamento. A fila hoje é estimada em cerca de 1,3 milhão de famílias à espera do benefício, segundo apurou a reportagem. Especialistas veem risco de esse número aumentar, diante da crise econômica, do fim do auxílio emergencial e do aumento do desemprego no País.
Reestruturação prevê aumentar benefício médio para R$ 200
A proposta de reestruturação do Bolsa Família vem num momento em que o governo sofre pressão para fortalecer as políticas sociais após o fim do auxílio emergencial no dia 31 de dezembro de 2020. Criado para ajudar famílias atingidas pela pandemia de covid-19, o benefício chegou a custar mais de R$ 50 bilhões ao mês e sua manutenção é considerada inviável pela equipe econômica.
O governo discutiu uma reformulação dos programas sociais, com injeção de recursos no chamado Renda Brasil, mas as resistências do próprio presidente à revisão ou extinção de políticas como o abono salarial (espécie de 14º salário pago a trabalhadores com carteira assinada e que ganham até dois salários mínimos) dificultaram essa alternativa.
Agora, boa parte dos eixos que faziam parte do desenho original Renda Brasil está sendo incluída na MP de reestruturação do Bolsa Família, ainda que com um alcance limitado pelo Orçamento disponível. A ideia é bater o martelo sobre a reestruturação ainda em janeiro. Os valores e o número de famílias contempladas podem ser calibrados caso o Congresso decida destinar mais verbas ao programa.
Segundo apurou o Estadão/Broadcast, o valor médio do benefício, hoje em torno de R$ 190, passará a aproximadamente R$ 200. As faixas de renda que servem de linha de corte para o ingresso no programa também serão reajustadas. A situação de extrema pobreza, atualmente reconhecida quando a renda é de até R$ 89 por pessoa, subirá a cerca de R$ 92 por pessoa, de acordo com a proposta que está em elaboração dentro do governo. A situação de pobreza, quando a renda é de até R$ 178 por pessoa, será alterada para aproximadamente R$ 192 por pessoa.
As faixas que servem de critério para a concessão do Bolsa Família estão sendo calculadas para alcançar o máximo possível de famílias com o Orçamento disponível. Técnicos ressaltam que esse valor pode ser alterado por meio de decreto, independentemente de MP, caso o presidente decida nesse sentido e haja recursos disponíveis.
Programa deve ter bolsa por mérito escolar, esportivo e científico
O governo também quer criar três bolsas por mérito: escolar, esportivo e científico. A ideia é premiar estudantes de famílias do Bolsa por seus desempenhos nessas áreas. Os ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia participam dessas negociações.
Segundo apurou o Estadão/Broadcast, a ideia é que, no primeiro ano, cerca de 10 mil estudantes sejam contemplados com bolsas por mérito esportivo (para alunos que se destacarem em jogos escolares, por exemplo) e outros 10 mil na categoria iniciação científica. O aluno receberá R$ 100 mensais e a família recebe uma parcela única de R$ 1 mil, somando R$ 2,2 mil no período de um ano. As bolsas devem custar juntas aproximadamente R$ 50 milhões.
A bolsa por mérito escolar só será implementada em 2022 porque dependerá das notas do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), avaliação aplicada em larga escala a estudantes da educação básica e que busca medir a qualidade do aprendizado. A partir deste ano, os testes do Saeb serão anuais e obrigatórios para todos os estudantes, o que vai permitir a utilização dos resultados como referência para o pagamento do benefício.
A reformulação do Bolsa Família ainda prevê o pagamento de um auxílio-creche, para incentivar mães a deixarem os filhos pequenos na escola e, assim, poderem trabalhar ou buscar emprego. Também há a previsão de unificação e simplificação dos seis tipos de benefício que hoje compõem o programa, para facilitar o entendimento das famílias.
Os novos benefícios
- Bolsa mérito escolar
Premia estudantes com bom desempenho escolar. Só será implementada em 2022 porque dependerá das notas do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), avaliação aplicada em larga escala a estudantes da educação básica e que busca medir a qualidade do aprendizado. O exame só será obrigatório a partir deste ano.
- Bolsa mérito esportivo
Premia estudantes que se destacam em competições esportivas escolares. Serão pagas uma parcela única de R$ 1 mil para a família e prestações de R$ 100 mensais para o aluno.
- Bolsa mérito científico
Premia estudantes com atividades de iniciação científica, à semelhança das bolsas do CNPq. Será implementada em parceria com Ministério da Ciência e Tecnologia. Serão pagas uma parcela única de R$ 1 mil para a família e prestações de R$ 100 mensais para o aluno.
- Auxílio-creche
Busca incentivar mães com filhos pequenos a deixá-los em creches para poderem trabalhar ou exercer alguma atividade.
MDR libera mais de R$ 65 milhões para Operação Carro-Pipa

O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) autorizou, nesta terça-feira (5), a liberação de R$ 65,9 milhões para pagamento dos serviços de distribuição de água às famílias de áreas rurais isoladas por meio da Operação Carro-Pipa em todo o semiárido nordestino.
De acordo com o MDR, o recurso financeiro será descentralizado para o Exército Brasileiro, responsável pela execução do serviço. No Ceará, a Operação-Pipa é coordenada por meio do 40º Batalhão de Infantaria (BI), em Crateús, do 23º Batalhão de Caçadores (23BC) e o 10º Depósito de Suprimentos (D Sup), em Fortaleza.
Por meio de nota, o MDR informou que “não houve qualquer paralisação no fornecimento de água potável à população atendida pela operação”. Entretanto, o próprio comando do 40º BI informou, por meio de nota, que “a distribuição de água no 1º Ciclo de Operação de Abastecimento da Operação Carro-Pipa de 2021 iniciará somente após esta Organização Executora Militar (OME) receber os recursos financeiros necessários para o pagamento dos prestadores dos serviços”. A nota foi assinada pelo comandante do 40º BI, tenente-coronel André Costa Campelo.
Segundo o Sindicato dos Pipeiros do Ceará, 400 caminhões-pipa são contratados atualmente pelo MDR para distribuição de água em vários municípios, beneficiando cerca de 200 mil moradores de áreas rurais isoladas.
O 40º BI atende às regiões dos Sertões de Crateús, Inhamuns e Cariri Oeste com cerca de 170 carros-pipa e 50 mil famílias, segundo estimativa do Sindicato dos Pipeiros.
O MDR, em 24 de dezembro passado, informou que priorizou 46 localidades rurais e 29.540 municípios para integrar a Operação Carro-Pipa.
De acordo com o MDR, em julho de 2020, no Ceará, foram atendidos 55 municípios e 152.861 pessoas com 390 caminhões-pipa; em agosto foram 54, com 392 veículos e 161.646 moradores; e em setembro passado foram 54 municípios, 363 carros e 159.808 habitantes.
O presidente do Sindicato dos Pipeiros, Eduardo Aragão, disse que “foi um alívio a informação sobre a transferência de recursos para a Operação Caminhão-Pipa do Exército evitando impacto para as famílias que precisam de água para beber e cozinhar diariamente”. diarionordeste
Blogueiro esquerdista raiz 'joga a toalha': “Bolsonaro nada de braçada”

A esquerda está absolutamente desesperada com a popularidade do presidente Jair Bolsonaro.
Gradativamente, começam a entregar os pontos.
Gustavo Conde, conhecido blogueiro esquerdopata, colunista do site Brasil 247, em artigo publicado neste sábado (2) em seu blog pessoal, dirigido a militantes, praticamente ‘jogou a toalha’.
No texto denominado “Bolsonaro nada de braçada”, o blogueiro dá um verdadeiro grito de agonia e faz um alerta para os seus ‘comparsas’.
"A esquerda não entende, não quer entender e se recusa a cumprir um novo papel no campo da comunicação política. Faz o mesmo de sempre achando que 'uma hora vai dar' - anuncia estatísticas, apresenta dados, redige notas de repúdio e fica 'esperando Lula'.
Sinceramente, eu não sei o que é mais irresponsável: a nossa letargia ou a impetuosidade canalha dos atuais proprietários do poder. Bolsonaro está dando um banho de comunicação em todos nós.”
E prossegue em sua aflição:
“Miseravelmente, a imprensa tradicional se juntou à esquerda para vociferar contra Bolsonaro, num festival de enunciados tão bonitos quanto inócuos. Até quando vamos tutelar Bolsonaro? Até quando vamos ‘governar’ por ele - de maneira precária, uma vez que somos oposição - e deixá-lo imune a tudo? Assim, a ‘travessia’ não será apenas longa, será permanente.”
Abaixo, leia o artigo na íntegra.
É verdadeiramente um choro agonizante de um desesperado, sedento pelo poder e pelas benesses da qual foi partícipe durante 15 anos.
Eis o choro:
"Só vi agora as imagens de Bolsonaro pulando do barco - com os seguranças pulando junto e todos nadando em direção aos banhistas na Praia Grande. É impressionante ver todo mundo gritando “mito” e nadando atrás do presidente. A filmagem capta tudo, até os brados de “- Doria, vai tomar no…”.
Banhistas com o celular em punho dentro da água registram a cena.
Antes de dizer que “é um absurdo”, que “são todos assassinos” e de indagar “como o STF, a polícia e autoridades em geral permitem esse tipo de coisa”, apenas alerto: este cidadão miliciano pode acabar permanecendo no poder por muito tempo.
Ele literalmente “nada de braçada”.
A esquerda não entende, não quer entender e se recusa a cumprir um novo papel no campo da comunicação política. Faz o mesmo de sempre achando que “uma hora vai dar” - anuncia estatísticas, apresenta dados, redige notas de repúdio e fica “esperando Lula”.
Sinceramente, eu não sei o que é mais irresponsável: a nossa letargia ou a impetuosidade canalha dos atuais proprietários do poder.
Bolsonaro está dando um banho de comunicação em todos nós.
Miseravelmente, a imprensa tradicional se juntou à esquerda para vociferar contra Bolsonaro, num festival de enunciados tão bonitos quanto inócuos.
Até quando vamos tutelar Bolsonaro?
Até quando vamos “governar” por ele - de maneira precária, uma vez que somos oposição - e deixá-lo imune a tudo?
Assim, a “travessia” não será apenas longa, será permanente.
O que eu sugiro?
Ora, ora, ora! Sair dessa mesmice insuportável de ostentar o próprio assombro diante da confusão geral de país, todos os dias!
Bolsonaro brinca, pula e atiça a militância porque não o deixamos governar, porque sobre ele não recai a responsabilidade de conduzir o país durante a crise econômica e sanitária. Ele simplesmente não tem nada com isso e diz não ter nada com isso.
O que fazemos? Ficamos chocados com suas declarações e prosseguimos em estado de choque contínuo.
Proponho 4 pontos fundamentais para dar início à retomada do raciocínio histórico:
1. A esquerda precisa de uma comunicação nova, radicalmente nova, se possível liderada por um estrangeiro;
2. É preciso deixar Lula livre para dizer o que pensa, sem “papagaios de piroca” bajulando seu discurso nem a política do varejo limitando sua intuição (Lula é maior que tudo isso);
3. É imperioso trazer uma visão nova de país para que haja uma identificação nova dos brasileiros com o Brasil - para que os brasileiros voltem a pensar o Brasil como um país;
4. É importante reatarmos os laços com os dissidentes do passado, restabelecer o perdão e começar do zero as articulações para 2022.
Fora disso, seremos atropelados por esta década que se inicia.' JC ONLINE
Brasil tem 20 mil novos casos de covid-19 em 24 horas
O balanço divulgado hoje (4) pelo Ministério da Saúde (MS) mostrou o registro de 20.006 pessoas com covid-19 em 24 horas, desde o boletim deste domingo(3). Nesse mesmo período, foram registradas 543 novas mortes. A soma de pessoas infectadas desde o início da pandemia atingiu 7.753.752 enquanto 196.561 pessoas morreram por complicações da doença.

O balanço mostra ainda que 6.813.008 pessoas se recuperaram da covid-19. Os dados divulgados pelo ministério vêm de informações levantadas pelas secretarias estaduais de Saúde de todo o país.
Em geral, os registros de casos e mortes são menores aos domingos e segundas-feiras em razão da dificuldade de alimentação dos dados pelas secretarias de Saúde aos fins de semana. Já às terças-feiras, os totais tendem a ser maiores pelo acúmulo das informações de fim de semana que são enviadas ao ministério.
Covid-19 nos estados
São Paulo chegou a 1.473.670 de pessoas infectadas pelo novo coronavírus. Os outros estados com maior número de casos no país são Minas Gerais (552.104) e Santa Catarina (498.910). Já o Acre tem o menor número de casos (42.117), seguido de Amapá (68.775) e Roraima (68.947).
São Paulo também lidera o número de mortes, com 46.888. Rio de Janeiro (25.617) e Minas Gerais (12.063) aparecem na sequência. Os estados com menos mortes são Roraima (787), Acre (806) e Amapá (936).
Edição: Aline Leal AGÊNCIA BRASIL





