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Rota Mirantes da Ibiapaba passa a fazer parte do Circuito Turístico do Ceará

Bica do Ipu

O governador Camilo Santana (PT) instituiu lei que torna a Rota Mirantes da Ibiapaba destino do Circuito Turístico do Ceará. A lei foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) na quinta-feira (5) e tem o objetivo principal de impulsionar a região por meio do turismo.

A nova rota turística cearense abrange nove municípios: Carnaubal, Croatá, Guaraciaba do Norte, Ibiapina, Ipu, São Benedito, Tianguá, Ubajara e Viçosa do Ceará. 

Nas redes sociais, o deputado estadual Salmito Filho (PDT), autor da lei, comemorou a aprovação e explicou os benefícios para a região.  

“Essa lei permite a abertura de um importante canal para captação de recursos, gerando oportunidades para os empreendedores e técnicos ampliarem ações e negócios que garantam ainda mais empregos e renda”, pontua Salmito.

O texto aprovado espera promover a região da Serra da Ibiapaba como destino turístico. "Além dos investimentos diretos, outros setores da economia serão também beneficiados com um maior fluxo turístico, o que estimula a geração de novos empregos”, completa o deputado.

Salmito ressalta que a lei tem o propósito de também promover e preservar o patrimônio cultural e o meio ambiente na Serra da Ibiapaba. E salienta que a rota “deve reunir pontos turísticos de lazer, esportivo, histórico, cultural, religioso, gastronômico, ecológico e de aventura”.  DIARIONORDESTE

 

ATRAÇÕES 

Dentre as atrações concentradas na rota estão os mirantes localizados em Ubajara e Tianguá, onde também há voos livres. Em Ipu está a famosa Bica de Ipu. Na rota também estão presentes sítios históricos, como a Igreja Matriz e a Igreja do Céu. 

Já em São Benedito, estão fazendas produtoras de flores que empregam centenas de pessoas. Em Ibiapina e em Guaraciaba do Norte, a atração é a produção de alimentos orgânicos e o agronegócio. Em Carnaubal, o forte são as tradições culturais, como as festas juninas. 

Sem máscara, Bolsonaro participa de motociata em Brasília e causa aglomeração

BRASÍLIA E RIO — Pelo segundo dia consecutivo, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) participou de uma nova motociata neste domingo. Sem máscara e acompanhado de apoiadores, Bolsonaro se concentrou pela manhã em frente ao Palácio do Planalto, e percorreu cidades do entorno do Distrito Federal. Sem máscara, o presidente fez algumas paradas durante o percurso, de cerca de 70 km, e tirou fotos com apoiadores, causando aglomeração.

Leia também:Presidentes da Câmara e do Senado sinalizam caminhos distintos para pautas bolsonaristas

No dia anterior, Bolsonaro já havia participado de outro passeio de moto em Florianópolis, Santa Catarina. Na ocasião, voltou a defender a implementação do voto impresso e manteve o tom de ataques aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Mesmo após a dura reação do Supremo, manifestada pelo presidente da Corte, ministro Luiz Fux, o presidente insistiu em Florianópolis na ofensiva contra o processo eleitoral e na defesa do voto impresso. Sem citar nomes, o chefe do Executivo disse que há quem queira decidir “no tapetão”, em referência às eleições.

— Agradeço ao povo brasileiro, que reconhece o momento que o Brasil atravessa, reconhece o que está em risco na política. Querem no tapetão decidir as coisas no Brasil. Isso não pode ser dessa maneira. A democracia nasce do voto responsável e contabilizado — disse, em vídeo transmitido nas redes sociais.

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Em outras ocasiões, Bolsonaro já havia levantado suspeitas sobre a apuração dos votos — quando disse que apresentaria provas, no entanto, não exibiu nenhuma.

A proposta do voto impresso foi derrotada em comissão especial da Câmara, mas, em um procedimento pouco usual, o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), alinhado ao Palácio do Planalto, decidiu levar o tema a plenário mesmo assim.

'Gamers' e presidenciáveis:Política chega aos videogames com 'CangaCiro', 'Super Doria' e 'Bolsonayro'

O TSE refuta a possibilidade de fraudes na urna eletrônica e diz que há cerca de trinta camadas de segurança que garantem a integridade das urnas eletrônicas. A Corte ressalta ainda que são realizados testes públicos de segurança, abertos aos candidatos, partidos políticos e sociedade em geral, com a presença de integrantes do Ministério Público Eleitoral (MPE), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e de organizações nacionais e internacionais. (com informações do G1*). O GLOBO

Em crise com STF, Bolsonaro participa de motociata em Brasília e provoca aglomeração

BRASÍLIA

presidente Jair Bolsonaro (sem partido) participou de mais uma motociata em Brasília neste domingo (8). Sem máscara, ele cumprimentou os participantes do ato, gerou aglomeração e voltou a desrespeitar medidas sanitárias recomendadas para a prevenção da Covid-19.

A concentração começou a partir das 9h30 na praça dos Três Poderes. O trajeto incluiu as cidades de Ceilândia, onde viveu a primeira-dama Michelle Bolsonaro, e Taguatinga, ambas no Distrito Federal.

Bolsonaro já havia participado de uma motociata em Florianópolis no sábado (7). Na ocasião, insistiu na pregação a favor do voto impresso e, em meio a críticas ao STF (Supremo Tribunal Federal), exaltou a "legitimidade" dele e do Congresso.

"Quem decide as eleições são vocês. Não são meia dúzia [de pessoas] dentro de uma sala secreta que vão contar e decidir quem ganhou as eleições. Não vão ser um ou dois ministros do Supremo Tribunal Federal que vão decidir o destino de uma nação. Quem teve voto, quem tem legitimidade, além do presidente, é o Congresso Nacional", afirmou.

Neste domingo, diferentemente de dias anteriores, não houve registro de imagens de ataques do presidente a ministros do STF ao longo da motociata. ​

O presidente tem atacado ministros do STF e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Bolsonaro tem dito reiteradamente que as urnas eletrônicas são passíveis de fraudes, defendido o voto impresso e feito ameaças golpistas, dizendo que pode não haver eleição em 2022, quando deverá disputar a reeleição.

Neste domingo, havia apoiadores com adesivos colados nas roupas com o pedido "voto impresso auditável".

Antes do início da motociata, Bolsonaro liberou seus apoiadores a subir a rampa do Palácio do Planalto e disse: "Essa rampa é nossa".

Os apoiadores desejaram a Bolsonaro feliz dia dos pais, pediram o voto auditável, gritaram "mito" e expressaram frases de apoio como: “força, presidente”, “o Brasil te ama”, “não desista”.

Em sua conta no Twitter, o presidente falou sobre o pai. "Cresci com meu pai, matuto, me dizendo: 'filho, o único homem em que você pode confiar 100% sou eu, porque eu dou minha vida por você'".

Depois, no final da motociata, Bolsonaro voltou para o palácio e tirou fotos e conversou novamente com apoiadores. Após isso, o chefe do Executivo foi para a casa do filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), em um bairro nobre de Brasília.

A residência foi comprada em março deste ano por R$ 6 milhões e levantou questionamentos sobre a origem do dinheiro da transação e as taxas praticadas no financiamento.

Entre os participantes da motociata se destacaram bandeiras do Brasil. Ao longo da motociata, houve ao menos uma parada. A Polícia Militar do Distrito Federal não divulgou expectativa de público.

Após o trajeto, que durou cerca de duas horas, Bolsonaro voltou para o Palácio do Planalto, de onde partiu para o Palácio da Alvorada.

Após repetidos ataques a integrantes das cortes, Bolsonaro xingou o ministro Luís Roberto Barroso na sexta-feira (6), diante de apoiadores em Joinville (SC).

Em um vídeo compartilhado em redes sociais, o presidente aparece cumprimentando apoiadores em Santa Catarina e chama Barroso de "filho da puta". No trecho, Bolsonaro dá a entender que o ministro teria mandado pessoas ao local para atacá-lo.

Também na sexta, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), anunciou que vai levar a PEC (proposta de emenda à Constituição) do voto impresso ao plenário da Casa, mesmo após o texto ter sido derrotado em comissão especial no dia anterior.

O projeto deve ser votado na próxima terça (10) no plenário.

A estratégia, segundo pessoas próximas a Lira, seria rejeitá-lo e esvaziar a pressão de Bolsonaro. Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que comanda o Senado, afirmou que a tendência é que a mudança seja rechaçada.

Lira usou uma rede social neste sábado (7) para mandar recados em defesa da harmonia e separação dos Poderes. Ele afirmou que em "baile bom" se dança "sem pisar no pé de ninguém".

Esta é a oitava motociata promovida por Bolsonaro pelo país, sempre aos fins de semana. Em todas elas o presidente desrespeitou os protocolos sanitários ao causar aglomerações e cumprimentar apoiadores sem máscara.

As outras edições do evento ocorreram em Brasília (9 de maio), Rio de Janeiro (23 de maio), São Paulo (12 de junho), Chapecó, em Santa Catarina (26 de junho), Porto Alegre (10 de julho) e Presidente Prudente, no interior de SP (31 de julho), e em Florianópolis (7 de agosto).

Ao fim dos trajetos de moto, Bolsonaro costuma fazer discursos em cima de carros de som, com ataques às eleições e às urnas eletrônicas, citações às Forças Armadas e críticas a prefeitos e governadores por medidas de restrição.

O passeio do presidente também envolve uma estrutura de segurança nessas cidades.

Em São Paulo, por exemplo, o reforço no policiamento custou R$ 1,2 milhão e contou com 5 aeronaves, 10 drones e 600 viaturas, segundo o governo de João Doria (PSDB), seu adversário político.

Na quarta (4), Doria afirmou que, se o presidente fizer novas motociatas no estado, será cobrado pelos custos de segurança pública.

"Não é obrigação do Governo do Estado de São Paulo fazer segurança de motociatas sem que o custo seja suportado por quem as organiza e as promove", disse.

 

Butantan recebe hoje 2 milhões de doses da Coronavac

O Instituto Butantan recebe hoje (8) da China 2 milhões de doses prontas da Coronavac para serem entregues ao Plano Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde.

No último dia 5, uma nova remessa de 4 mil litros de insumo farmacêutico ativo (IFA), matéria-prima necessária para a produção da vacina, chegou ao Brasil. A carga se somou aos outros 2 mil litros que haviam sido recebidos no domingo (1). Com esses 6 mil litros, serão produzidas mais 12 milhões de doses da Coronavac em território nacional.

Segundo informações do Butantan, desde o dia 17 de janeiro, quando o uso emergencial da Coronavac foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o instituto já disponibilizou 64,849 milhões de doses do imunizante ao Ministério da Saúde.

O governo estadual informou que amanhã, às 8h, será liberado mais um lote de vacinas ao PNI.

Edição: Lílian Beraldo / AGÊNCIA BRASIL

Covid-19: Brasil tem 563 mil mortes e 20 milhões de casos

O número de vidas perdidas para a pandemia chegou a 563,1 mil neste domingo (8). Nas últimas 24 horas, foram registrados 399 novos óbitos em razão da covid-19. Ontem, o total de óbitos estava em 562.752.

A quantidade de pessoas infectadas desde o início da pandemia alcançou 20,1 milhões. De ontem para hoje, foram confirmados 13,8 mil novos diagnósticos positivos. Ontem, o sistema de informações da pandemia marcava 20.151.779 casos acumulados.

Ainda há 695,2 mil casos em acompanhamento. O nome é dado para pessoas cujo quadro pode evoluir e é observado por equipes de saúde.

A atualização diária do Ministério da Saúde foi divulgada na noite deste domingo (8). O balanço sistematiza os registros levantados pelas secretarias estaduais de saúde sobre casos e mortes relacionados à covid-19.

O número de pessoas que se recuperaram da covid-19 chegou a 18,9 milhões.

Os dados em geral são menores aos domingos e segundas-feiras em razão da dificuldade de alimentação do sistema pelas secretarias estaduais. Já às terças-feiras os resultados tendem a ser maiores pela regularização dos registros acumulados durante o fim de semana.

Estados

O estado que registra mais mortes é São Paulo, com 140,7 mil óbitos. Em seguida, vem o Rio de Janeiro (59,9 mil), Minas Gerais (51,3 mil), Paraná (35,8 mil) e Rio Grande do Sul (33,5 mil). Na parte de baixo da lista estão Acre (1804 mortes), Roraima (1889), Amapá (1924), Tocantins (3,5 mil) e Alagoas (5,8 mil).

Vacinação

De acordo com o Ministério da Saúde, foram entregues aos estados 184,8 milhões de doses de vacinas contra a covid-19.

Desse total, já foram aplicados 151,7 milhões de doses, sendo 106,5 milhões da 1ª dose e 45,1 milhões da 2ª dose ou dose única. Nas últimas 24 horas, foram aplicadas 2 milhões de doses de imunizantes.

Edição: Lílian Beraldo /AGÊNCIA BRASIL

Governo quer dar bônus para quem reduzir consumo de energia

Por Estadão Conteúdo / EXAME

 

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Com o agravamento da crise hídrica e a ameaça de apagão, o governo planeja dar bônus aos consumidores residenciais que pouparem energia nos próximos meses. A medida ainda está em estudo, mas o mais provável é que seja feita em forma de abatimento das futuras contas de luz, após a comprovação da economia.

 

Em entrevista ao Estadão/Broadcast, o presidente da Comissão de Minas e Energia da Câmara, deputado Edio Lopes (PL-RR), afirmou que o programa deve ter início em setembro e se estender até dezembro, caso haja até lá sinalização de uma melhora na situação hídrica do País. A expectativa, segundo ele, é de que a medida resulte na economia de 1.000 megawatts até o fim do ano, potência suficiente para atender o Estado de Sergipe, por exemplo.

"Só tem duas formas de uma espécie de bônus. Uma seria um crédito em faturas futuras e a outra seria um bônus de alguma forma em espécie monetária, que acho um pouco difícil", disse. Segundo ele, a definição de quanto será o bônus e como será pago deve sair na semana que vem para que o programa seja implementado.

A proposta foi discutida em reunião na terça-feira do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE). Em nota, o órgão informou apenas que o Ministério de Minas e Energia (MME) solicitou à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que faça estudos sobre o programa, que deve ser voluntário.

Publicamente, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, nega o risco de racionamento e assegura o abastecimento, o que vem sendo considerado como uma espécie de "negacionismo energético" para os críticos. Em rede de rádio e TV, ele chegou a pedir aos brasileiros que economizassem água e energia diante da escassez das chuvas.

Questionado sobre o "custo político" de um eventual apagão ou racionamento às vésperas de um ano eleitoral, Lopes respondeu apenas: "Pergunte ao FHC. Ele pode responder isso direito". Foi no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que o País enfrentou há 20 anos um racionamento, quando população e empresas foram obrigadas a diminuir a carga em 20% para evitar apagão. A crise elétrica é apontada como um importante fator para explicar a derrota do PSDB nas eleições de 2002.

Outras medidas

A bonificação para consumidores residenciais faz parte de uma série de ações que o governo busca para tentar evitar apagões ou até mesmo um racionamento de energia. Na segunda-feira, o MME abriu consulta pública para criar um programa de redução de demanda de energia voltado para as indústrias, que também será voluntário. O objetivo é que grandes consumidores desloquem ou reduzam o uso de energia para aliviar o sistema em horários em que há maior demanda. Para o deputado, ambas as medidas foram "acertadas".

Em paralelo, a Comissão de Minas e Energia também trabalha para encontrar "gargalos" no setor e monitorar a situação da crise hídrica. Em levantamento feito pelo colegiado, foram identificadas algumas usinas termoelétricas em Cuiabá, Rio de Janeiro e Ceará que poderiam estar gerando mais energia.

Política Nacional de Resíduos Sólidos completa 11 anos de vigência; CNM destaca os desafios

03082021 PNRSA Lei 12.305/2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), completa 11 anos de vigência nesta terça-feira, dia 3 de agosto. Mas, alguns desafios ainda requerem grandes esforços para a sua efetiva implementação no país. Entre eles a necessidade de corrigir a visão equivocada de que a lei depende exclusivamente dos Municípios para sair do papel. Isso porque, por se tratar de uma política nacional, traz obrigações e responsabilidades a todos, incluindo o governo federal, os Estados, o setor privado e a sociedade em geral.

Entre as ações, ao governo federal cabe promover o apoio técnico e financeiro aos Municípios para a melhoria da gestão de resíduos, entre outras obrigações. Neste sentido, o Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab), elaborado em 2013, já previa a destinação de recursos federais aos Municípios. Na revisão deste Plano, concluída em 2019, mas necessitando de aprovação, previu-se que até 2033 deverão ser investidos R$ 28,7 bilhões na área de resíduos sólidos, sendo 42% da União e 58% dos demais agentes incluindo o setor privado, Estados e Municípios.

Porém, ao contrário do previsto, uma pesquisa elaborada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) efetuou uma análise orçamentária federal do período entre 2010 e 2020. O levantamento evidenciou a completa ausência de recursos novos desde 2016 para a área de resíduos sólidos, sendo que a União tem executado somente os restos a pagar de anos anteriores a 2016.

Importância da atuação dos Estados
Além da atuação federal, a participação dos Estados é fundamental para a efetivação da PNRS. Neste sentido, destaca-se o protagonismo de Alagoas e Mato Grosso do Sul que contribuíram significativamente para a melhoria da gestão municipal. Por outro lado, alguns se envolveram pouco ou tardiamente, apenas nos últimos anos, contribuindo para a manutenção dos problemas associados à gestão de resíduos sólidos, sobretudo nos pequenos e médios Municípios.

Participação do Setor Privado
Já o setor privado também precisa assumir suas obrigações. Isso porque deveria ter implementado a logística reversa de embalagens em geral (papel e papelão, plástico, vidro, alumínio e aço), mas não fez. Como resultado, onera os municípios que precisaram promover o manejo de resíduos que não são de sua responsabilidade. A PNRS deixa claro que as ações do poder público deverão ser devidamente remuneradas pelo setor privado, o que não vem ocorrendo na prática.

Consórcios Públicos Intermunicipais
A CNM reforça a importância da formação de consórcios públicos como instrumentos para que os Municípios cumpram os requisitos e obrigações estabelecidas na PNRS. Entre eles estão o de implantar os aterros sanitários, a coleta seletiva, a compostagem da fração orgânica dos resíduos, promover o encerramento e a remediação dos lixões, além da elaboração dos Planos de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PGIRS).

Para reforçar a importância dos consórcios na implementação da PNRS, a CNM promoverá um Bate Papo CNM nesta sexta-feira às 10 horas, quando vai abordar os desafios para cumprimento da Lei 12.305/2010. Participa da conversa o superintendente do Consórcio Público de Resíduos Sólidos e Saneamento Básico da Região Sul e Centro Sul de Sergipe (Conscensul), Edvaldo Ribeiro da Cruz.

Da Agência CNM de Notícias

Primeiro repasse do FPM de agosto supera os R$ 5 bi e é 89% maior que em 2020

08032021 arte CNM FPMO primeiro repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) para o mês de agosto ultrapassará R$ 5,6 bilhões. O valor, que será depositado nas contas das prefeituras na próxima terça-feira, 10 de agosto, é 89,87% maior que o mesmo valor transferido aos Municípios em 2020, sem contar a inflação.

O repasse total, quando somado ao desconto do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), será de pouco mais de R$ 7 bi. Segundo a área de Estudos Técnicos da Confederação Nacional de Municípios (CNM), o primeiro decêndio sofre influência da arrecadação do mês anterior, uma vez que a base de cálculo para o repasse é dos dias 20 a 30 do mês anterior.

Desta forma, o 1º decêndio costuma ser o maior do mês e representa quase a metade do valor esperado para o mês inteiro. Dados da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) apontam crescimento de 76,30% no 1º decêndio de agosto de 2021, quando deflacionado, ou seja, levando em conta a inflação do período, se comparado ao mesmo período do ano anterior.

Os Estudos Técnicos reforçam que do total repassado para todos os Municípios, os de coeficientes 0,6, por exemplo, que representam a maioria (2.447 ou 43,95%), ficarão com o valor de R$ 1.381.237.064,09, ou seja, 19,70% do que será transferido. A equipe destaca, no entanto, que os Municípios de coeficiente 0,6 se diferem para cada Estado, uma vez que cada um tem um valor da participação do Fundo.

A CNM comemora o comportamento positivo nos primeiros seis meses do ano, se comparado com os mesmos resultados de 2020, e o mês de agosto provavelmente terá um bom resultado. Quando a CNM avalia o repasse acumulado do ano, verifica que o total repassado aos Municípios no período de 2021, apresenta um crescimento de 34,06%, sem considerar os efeitos da inflação e em relação ao mesmo período de 2020. Já com a inflação, o crescimento é de 25,56%.

Alerta
A equipe de Estudos Técnicos alerta aos gestores municipais que tenham prudência e cuidado com a gestão das prefeituras, principalmente neste momento de instabilidade por conta da Covid-19.

A Confederação divulga os decêndios, mostrando a realidade ao longo de cada mês. O FPM, bem como a maioria das receitas de transferências do País, não apresenta distribuição uniforme ao longo do ano. Quando se avalia mês a mês, o comportamento dos repasses realizados, nota-se que ocorrem dois ciclos distintos: no primeiro semestre os maiores repasses; e entre julho e outubro, os valores diminuem significativamente.

Confia aqui o levantamento completo e os dados por Município

Da Agência CNM de Notícias

Pesquisa Covid-19: metade dos Municípios já vacina pessoas abaixo de 30 anos e 60% não registraram mortes nesta semana

25062021 observatoriopanoramaMetade dos Municípios brasileiros vacina nesta semana pessoas abaixo de 30 anos contra a Covid-19. Desses, 18% imunizam a faixa etária entre 18 e 24 anos. Outros 29,5% estão vacinando pessoas entre 30 e 34 anos. E pouco menos de 20% acima dessa faixa etária. Os dados constam da 20ª edição da pesquisa semanal realizada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) com o objetivo de compreender o cenário de enfrentamento da pandemia. O levantamento ocorreu nos dias 4 e 5 de agosto, e ouviu 1.328 Municípios.

Nesta edição da pesquisa, a CNM perguntou se o Município pretendia aplicar alguma sanção administrativa ou auto de infração sanitária caso os munícipes insistissem no não comparecimento para a segunda dose da vacina. Metade (49,5%) afirmou que ainda não foi definido; 33,4% responderam que não pretendem e 15,2% afirmaram que sim.

Cerca de ¼ dos Municípios que participaram da pesquisa apontaram falta de vacinas nesta semana, especialmente para a primeira dose. Apenas 36 gestores relataram falta de imunizantes para aplicação da segunda dose. Desses, 72% apontaram a falta da Astrazeneca; 56% da Coronavac; e 39% da Pfizer.

Número de casos e óbitos
Mais de 40% dos gestores locais afirmaram que o número de casos confirmados de Covid-19 diminuiu nesta semana. E 12% indicaram não ter tido novos casos; 30% relataram estabilidade; e 15% aumento. Já em relação ao número de óbitos pela doença, 60% relataram não ter havido mortes. Já 17% relataram estabilidade; 13% queda; 9% aumento.

A taxa de ocupação de leitos de UTI também apresentou cenário positivo nesta semana: 43,8% dos Municípios estão com taxa abaixo de 60%; 30,3% entre 60 e 80% de ocupação; e apenas 13,6% acima desse percentual.

Orçamento para combate à Covid-19
A pesquisa também questionou acerca do orçamento para combate à Covid-19. Sobre o PPA para os próximos quatro anos, a CNM perguntou se o Município prevê orçamento para ações como vacinação e tratamento pós-covid. Segundo 70% dos gestores há essa previsão. Desses, a fonte orçamentária para essas ações serão: recursos federais (81,6%); estaduais (71,9%); e próprios (79,6%).

Serviços de reabilitação para acompanhamento dos pacientes pós-covid foram ou serão implementados por 77% dos Municípios. A maioria desses atendimentos tem ocorrido em Unidades Básicas de Saúde (UBS), sendo apontada por 64% dos gestores. Em seguida, estão os centros especializados em reabilitação do Município (38%); serviços privados contratualizados (17%); hospital municipal (12%); hospital estadual (8%); ambulatório estadual (7%).

A CNM também investigou se o Município possui Centros Comunitários de Referência para Enfrentamento à Covid-19, financiados mensalmente pelo Ministério da Saúde. Cerca de 29% afirmaram que sim e 66% que não. Sobre a manutenção desses Centros para além de agosto de 2021 - prazo do custeio do Ministério da Saúde - 90% responderam que há ainda a necessidade de manter a estrutura.

Automação e trabalho remoto
O levantamento questionou ainda os Municípios se a prefeitura promoveu alguma automação/informatização de processos administrativos. Em 80% dos Municípios houve alguma melhoria e 17% não fizeram esse tipo de mudança. Quanto aos trabalhos administrativos desenvolvidos pelas prefeituras durante a pandemia, eles mantiveram no formato remoto em 67% das localidades, mas em 30% esse trabalho foi mantido no formato presencial. Entretanto, dos Municípios que aderiram ao teletrabalho 70% já retomaram totalmente ao presencial; 26% parcialmente; e apenas 3% afirmaram que permanecerão com os trabalhos administrativos parcialmente de forma remota. COM CNM

Covid-19: Brasil tem 561,7 mil mortes e 20,1 milhões de casos

O Brasil chegou a 561.762 mortes por covid-19. Nas últimas 24 horas, foram registradas 1.056 novas mortes por conta da doença. Ontem, o total de óbitos estava em 560.706.

A soma de casos desde o início da pandemia alcançou 20.108.746. Entre ontem e hoje, foram confirmadas 42.159 novos casos de infecção. Ontem, o painel de dados do Ministério da Saúde trazia 20.066.587 casos acumulados.

Ainda há 678.382 casos em acompanhamento. O nome é dado para pessoas cuja condição de saúde é observada por equipes de saúde e que ainda podem evoluir para diferentes quadros, inclusive graves.

As informações foram divulgadas na noite desta sexta-feira (6), na atualização diária do Ministério da Saúde. O balanço sistematiza os registros levantados pelas secretarias estaduais de saúde sobre casos e mortes relacionados à covid-19.

O número de pessoas que se recuperaram da covid-19 chegou a 18.868.302.

Os dados em geral são menores aos domingos e segundas-feiras em razão da dificuldade de alimentação do sistema pelas secretarias estaduais. Já às terças-feiras os resultados tendem a ser maiores pela regularização dos registros acumulados durante o final de semana.

Boletim epidemiológico 06.08.2021
Boletim epidemiológico relativo ao dia 6 de agosto - Ministério da Saúde/divulgação

Estados

No topo do ranking de mortes por estado estão São Paulo (140.428), Rio de Janeiro (59.787), Minas Gerais (51.088), Paraná (35.649) e Rio Grande do Sul (33.533). Na parte de baixo da lista estão Acre (1.804), Roraima (1.886), Amapá (1.922), Tocantins (3.557) e Alagoas (5.879).

Vacinação

De acordo com o Ministério da Saúde, foram aplicadas 149,4 milhões de doses, sendo 105,2 milhões da primeira dose e 44,2 milhões de segunda dose ou dose única. Nas últimas 24 horas, o país aplicou 2,4 milhões de doses.

Até o momento, o governo já distribuiu aos estados 184,8 milhões de doses de imunizantes contra a covid-19.

Edição: Denise Griesinger / agência brasil

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