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Covid-19: Brasil tem 611,4 mil mortes e 21,96 milhões de casos

Desde o início da pandemia, 611.478 pessoas perderam a vida para a covid-19 no Brasil. Nas últimas 24 horas, autoridades de saúde registraram 132 novas mortes. 

Ainda há 2.893 óbitos em investigação - situação que ocorre porque, para saber se o paciente morreu de covid-19, são necessários exames e procedimentos posteriores.

A quantidade de pessoas que contraíram a doença no país, desde o início do surto sanitário, chegou a 21.965.684. Entre ontem e hoje, secretarias de Saúde confirmaram 4.918 novos diagnósticos positivos de covid-19. Ontem, o painel de dados do Ministério da Saúde totalizava 21.960.766 casos acumulados.

Hoje, no Brasil, há 176.839 casos em acompanhamento de pessoas que tiveram o quadro de covid-19 confirmado.

Até o momento, 21.177.367 pessoas já se recuperaram da covid-19.

Os dados estão na atualização diária do Ministério da Saúde divulgada nesta terça-feira (16). O balanço é elaborado a partir das informações enviadas pelas secretarias estaduais de Saúde sobre casos e mortes relacionados à covid-19. Não foram incluídos novos dados do Ceará.

Os números, em geral, são menores aos domingos, segundas-feiras ou nos dias seguintes aos feriados em razão da redução de equipes municipais e estaduais para a alimentação dos dados. Às terças-feiras e dois dias depois dos feriados, costuma-se ter mais registros diários, pelo acúmulo de dados.

Estados

Segundo o balanço do Ministério da Saúde, no topo do ranking de estados com mais mortes por covid-19 registradas até o momento estão São Paulo (153.067), Rio de Janeiro (68.753), Minas Gerais (55.942), Paraná (40.715) e Rio Grande do Sul (35.822).

Já os estados com menos óbitos resultantes da pandemia são Acre (1.845), Amapá (1.995), Roraima (2.038), Tocantins (3.900) e Sergipe (6.036). Não houve novas mortes de ontem para hoje no Acre e no Amapá.  

Edição: Lílian Beraldo / AGÊNCIA BRASIL

Brasil ultrapassa EUA em taxa de vacinação completa contra a Covid

Patrícia Pasquini / FOLHA DE SP
SÃO PAULO

O Brasil ultrapassou os Estados Unidos no percentual de vacinados contra a Covid-19. É o que mostra o portal Our World in Data, vinculado à Universidade de Oxford, na Inglaterra.

A informação foi compartilhada numa rede social pelo cientista Eric Topol, cardiologista, fundador e diretor do Scripps Research Translational Institute, e professor de Medicina Molecular no Scripps Research Institute.

Segundo Topol, o Brasil se uniu a outros 55 países que superaram os índices americanos. Ele tem relatado dados sobre a Covid-19 em sua conta no Twitter.

Conforme a plataforma Our World in Data, no dia 14 de novembro, 59,8% dos brasileiros já estavam com o esquema vacinal completo contra a Covid-19. Enquanto nos EUA, na mesma data, o índice chegou a 57,6%.

De acordo com as informações do consórcio de veículos de imprensa, no dia 14 de novembro, o Brasil atingiu 125,4 milhões de pessoas vacinadas com duas doses, de um total de 213,3 milhões —número que o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) projeta para a população brasileira atual.

Assim, estão completamente imunizados contra a Covid 58,8% da população do país. Os percentuais do consórcio de imprensa e do Our World in Data diferem ligeiramente por usarem bases de dados diferentes, com atualizações distintas.

O percentual de imunização do Brasil é semelhante ao computado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (compare no gráfico abaixo). O órgão registra a vacinação completa de cerca de 195,3 milhões de americanos.

Na plataforma inglesa é possível comparar dados de vários países. Na ferramenta, é possível notar, por exemplo, que o Chile ultrapassou os EUA no início de junho na proporção de pessoas que completaram o esquema vacinal contra a Covid.

No dia 4 daquele mês, o país da América do Sul marcou 43,9% da população vacinada com as duas doses, 0,2% a frente. No dia 12 de novembro, último dado divulgado pelo Chile, estava com 81,8%.

A Austrália, em 18 de outubro, passou os EUA em um ponto percentual e chegou a 69,3% em 14 de novembro. A União Europeia, em 2 de agosto, havia alcançado 49,9% de vacinados contra 49,8% dos americanos e subiu até 66,2% em 13 de novembro, último dado informado até a conclusão da reportagem.

O governo dos EUA autorizou o início da vacinação contra o coronavírus para 14 de dezembro do ano passado, com o imunizante produzido pela americana Pfizer em parceria com a alemã BioNTech.

No dia 17 de janeiro, em São Paulo, a enfermeira do Instituto de Infectologia Emílio Ribas Mônica Calazans, 54, foi a primeira brasileira a receber a vacina. Ela foi imunizada com a Coronavac, produto da chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan.

Para Raquel Stucchi, infectologista da Unicamp e consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia, o fato de o Brasil ter alcançado quase 60% de população completamente vacinada é uma boa notícia, mas não deve ser visto como uma vitória.

"É muito mais mérito dos Estados Unidos do que do Brasil. O Brasil deveria ter ultrapassado os Estados Unidos em meados de maio, porque nós temos uma população que aceita muito a vacinação, graças ao Programa Nacional de Imunização em suas campanhas", pondera.

"Só não avançamos mais devido a alguns fatores como a dificuldade em termos vacinas e não termos começado mais precocemente a vacinação. A nossa projeção, enquanto infectologistas e sanitaristas, é que o Brasil poderia ter alcançado os 80% de população vacinada já no primeiro semestre."

Marcia Castro, cientista, professora de demografia da Faculdade de Saúde Pública de Harvard, membro do Observatório Covid-19 BR e colunista da Folha, não se surpreende com a notícia.

Ela também ressalta que o Brasil tem tradição em campanhas de imunização e isso não é uma regra nos EUA.

"Há estados com a cobertura muito baixa —os Estados Unidos vivem a pandemia dos não vacinados— e tem cidades que oferecem dinheiro tentando fazer com que as pessoas tomem a vacina. Você chega no limite e não consegue mais ter pessoas se vacinando. Era inevitável que o Brasil ultrapassasse os EUA, porque a força do movimento antivacina é muito mais forte", comenta.

Para ela, o Brasil precisa agora expandir a cobertura, garantindo a segunda dose a quem ainda não recebeu, assim como o reforço aos idosos que tomaram a Coronavac no começo da campanha.

"Essa euforia de achar que tudo acabou e tirar o requerimento das máscaras... É preciso ter cuidado, porque ainda tem muita gente não vacinada e o vírus ainda está circulando", diz Castro.

Além disso, o Brasil necessita aumentar a estratégia de testagem, afirma a professora.

"Seria necessário muito mais teste de antígeno, que tem um resultado rápido para a população. As pessoas deveriam ter acesso a esses testes rapidamente, direto via SUS ou com custo baixo. Sem uma estratégia de contenção, como diminuir a circulação?"

O médico sanitarista Gonzalo Vecina Neto, professor de saúde pública da USP, vê o desempenho brasileiro como uma consequência de haver aqui um sistema de saúde pública universal, o SUS.

"Os americanos foram mais ágeis em comprar vacina e menos em utilizá-las. Nós compramos menos vacinas, tivemos distribuição menor, mas conseguimos aplicar mais", resume.

Evaldo Stanislau de Araújo, infectologista do Hospital das Clínicas da USP, lembra que, para além da marca positiva brasileira ao conseguir superar os EUA, é preciso atenção com a duração da resposta de imunidade.

Os Estados Unidos já têm hoje pelo menos três estados que liberaram a dose de reforço para qualquer pessoa vacinada. No Brasil, o reforço ainda não foi adotado nesses moldes.

"Essa questão da resposta imune é importante para essas vacinas que estamos utilizando agora. Se o Brasil não fizer um planejamento adequado para 2022 e os outros anos que virão, com certeza voltaremos a ter problemas, inclusive porque a circulação aumentou muito", afirma Araújo.

"Hoje, o Brasil está numa situação confortável, mas precisa se planejar para manter um nível de imunidade bom", conclui.

Como reflexo da imunização, quatro em cada cinco cidades com mais de 100 mil habitantes no Brasil tiveram redução de novos casos da Covid-19 em outubro, maior índice de toda a pandemia.

Os dados são do monitor de aceleração da Covid da Folha, que mede a velocidade de crescimento de novas infecções pelo coronavírus nos estados e municípios grandes, que têm dados mais estáveis e confiáveis que os menores.

Em média, outubro teve, por dia, 260 cidades no estágio de desaceleração, quando o número de novos casos está em queda. Isso representa 80% das 326 cidades com mais de 100 mil habitantes.

Ministério da Saúde anuncia dose de reforço contra a covid a todos com mais de 18 anos

Julia Affonso, O Estado de S.Paulo

16 de novembro de 2021 | 11h01
Atualizado 16 de novembro de 2021 | 12h42

BRASÍLIA - O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou nesta terça-feira, 16, que o governo vai aplicar uma dose de reforço da vacina de covid-19 para toda a população acima de 18 anos. A aplicação será para quem tomou a segunda dose há mais de cinco meses. Segundo Queiroga, há "doses de vacinas suficientes" para abastecer as 38 mil unidades básicas de saúde do País.

O Brasil tem 125,5 milhões de pessoas totalmente imunizadas contra a covid, ou 58,87% da população, segundo o levantamento do consórcio de veículos de imprensa. Inicialmente, a dose de reforço estava sendo aplicada a adultos acima de 60 anos, imunossuprimidos (doentes crônicos, por exemplo) e profissionais de saúde que haviam tomado a última vacina há seis meses. O intervalo de aplicação, portanto, diminuiu e o público foi ampliado.

Marcelo Queiroga, ministro da Saúde
Marcelo Queiroga, ministro da Saúde Foto: Eraldo Peres/AP Photo

Ao todo, 10,7 milhões em pessoas acima de 60 anos e trabalhadores de saúde já receberam essa dose de reforço. Pelas contas do Ministério da Saúde, outras 12,4 milhões estão aptas a receber mais uma aplicação ainda neste mês.

"Tínhamos autorizado essa dose de reforço, dose adicional, em todos aqueles que tinham tomado a segunda dose há mais de seis meses e que tivessem 60 anos", afirmou o ministro.

"Agora, graças às informações que temos advindas dos estudos científicos, principalmente, estudos de efetividade, realizados em parceria com a Fiocruz e de um estudo que encomendados em parceria com a Universidade de Oxford para avaliar a aplicação da 3ª dose, que já temos dados preliminares, nós decidimos ampliar essa dose adicional, dose de reforço para todos aqueles acima de 18 anos que tenham tomado essa segunda dose há mais de 5 meses."

A intenção da pasta é aplicar o reforço em 102 milhões de pessoas até maio. A faixa da população de 35 a 39 anos é a que tem mais gente: 10,7 milhões. Segundo Rosana Leite de Melo, secretária de Enfrentamento à Covid, a ideia é que até o meio do ano que vem todos acima de 18 anos tenham recebido a dose extra. "Dependendo do aprazamento, até por volta de junho, julho, alguém ainda irá necessitar de uma dose de reforço." 

Queiroga lançou na manhã desta terça-feira, 16, a campanha Mega Vacinação, para convocar a população para completar o esquema vacinal contra a covid. Na ocasião, serão anunciadas as novas diretrizes para o intervalo da vacinação e para a aplicação da dose de reforço no Brasil.

"Muitos não procuraram as unidades de vacinação para tomar a segunda dose. É fundamental essa segunda dose para que se complete o esquema vacinal", disse.

Governo reduz mil normas trabalhistas a 15 e flexibiliza vale-alimentação

Por Agência O Globo / EXAME

 

O governo federal anunciou nesta quinta-feira, em cerimônia no Palácio do Planalto, uma simplificação das normas trabalhistas. De acordo com o Executivo, mais de 1.000 decretos, portarias e instruções normativas trabalhistas foram reunidos em apenas 15 normas. Um decreto consolidando as alterações será publicado nesta quinta-feira no Diário Oficial da União (DOU). Uma das mudanças mais efetivas na vida do trabalhador será a flexibilização do uso do vale-alimentação.

O texto final das alterações ainda não foi publicado pelo governo. Mas, de acordo com o secretário-executivo do Ministério do Trabalho e Previdência, Bruno Dalcolmo, a mudança no vale-alimentação possibilitará que os trabalhadores utilizem seus cartões em um número maiores de restaurantes:

— O vale é sempre uma decisão da empresa com o trabalhador. Então nada disso interfere. Mas alguns dispositivos serão alterados ao longo do tempo. Há um período de adaptação de 18 meses e, ao longo desse período, as empresas vão se adaptar a uma maior concorrência e uma necessidade de ofertar maiores opções de restaurantes para os trabalhadores — disse.

Segundo técnicos do governo, a flexibilização do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), no qual se insere o vale-alimentação, vai facilitar a vida dos empregados que terão mais liberdade para usar o cartão alimentação. Eles poderão usar o cartão em qualquer estabelecimento que receba esse meio de pagamento e não apenas nos credenciados pela respectiva bandeira.Também será possível fazer a portabilidade do crédito entre as diversas bandeiras.

Na prática, o decreto tem por objetivo abrir o mercado das empresas de tíquete alimentação, considerado concentrado verticalizado. Segundo integrantes do governo, o segmento é dominado por apenas quatro grandes empresas e elas respondem por todo o processo, desde a assinatura do acordo. Costumam cobrar uma variedade de taxas, de fidelização, uso de sistema, maquininhas, uma das principais queixas de pequenos estabelecimentos. Com as mudanças, empresas de cartão, como Mastercard, Visa e IFood poderão fazer o credenciamento de estabelecimentos.

As empresas vinculadas ao PAT continuarão com os incentivos fiscais, mas terão que executar um programa nutricional para seus empregados. Serão fiscalizadas pelo Ministério do Trabalho, explicou um técnico do governo. O PAT determina que as empresas forneçam alimentação ao funcionário, via refeitório, restaurante interno ou com vales. Estes vales são fiscalizados e os funcionários, por exemplo, não podem usar estes recursos para pagar produtos em geral ou bebidas alcoólicas.

A entidade que representa as empresas que processam o vale-alimentação criticaram a decisão. Para Jessica Srour, diretora-presidente da Associação das Empresas de Benefícios ao Trabalhador (ABBT), que representa 14 empresas do setor, o conceito de auxílio-alimentação, que foi criado durante a reforma trabalhista, ficou de fora do novo marco regulatório e preocupa o setor de alimentação ao trabalhador. Ela diz que a falta de regulamentação sobre esse auxílio cria uma distorção fiscal.

—Como ele não está regulamentado, a pessoa pode pagar qualquer coisa com esse auxílio-alimentação, o que desvirtuou de vez o benefício. Somos a favor da modernidade, mas o governo dá isenção fiscal justamente para promover a alimentação do trabalhador – afirma ela, que teme o uso destes recursos para a compras de produtos diversos, prejudicando a alimentação do trabalhador.

Outra medida do pacote diz respeito à obrigatoriedade do relógio de ponto nas empresas. Elas poderão optar por novas tecnologias, como reconhecimento facial, digital, celular, software especializados. Novos meios que deem segurança aos trabalhadores e empregadores serão aceitos. A mudança é opcional.

Segundo o Ministério do Trabalho e Previdência, as normas modificadas tratavam de assuntos como carteira de trabalho, aprendizagem profissional, gratificação de natalina, programa de alimentação do trabalhador, registro eletrônico de ponto e registro sindical e profissional.

— Ao analisar todos esses 1.000 atos, nós eliminamos tudo que era obsoleto, burocrático, desnecessário, exigências que não estavam previstas em lei. Eles foram simplificados, desburocratizados e, melhor ainda, eles foram todos modernizados — afirmou Dalcolmo.

De acordo com o ministério, essa foi a primeira vez que a legislação trabalhista infralegal — que não precisa de aprovação do Congresso — foi completamente revisada.

O decreto assinado também cria o Programa Permanente de Simplificação e Desburocratização Trabalhista, que fará com que as normas trabalhistas sejam revisadas a cada dois anos.

Presente na cerimônia, o presidente Jair Bolsonaro elogiou a desburocratização:

— Esse trabalho, desenvolvido pelo ministério do Onyx (Lorenzoni), junto com seus assessores, é muito bem-vindo. Dá continuidade aquilo que começamos a fazer em 2019, apontando para um Brasil melhor para o futuro.

Inscritos no CadÚnico serão selecionados todo mês para Auxílio Brasil

Principal ferramenta do governo para incluir famílias de baixa renda em programas sociais, o Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) também será usado para garantir o acesso ao Auxílio Brasil, programa social que paga a primeira parcela no dia 17. Todos os meses, o Ministério da Cidadania selecionará novos beneficiários para o programa, desde que os dados estejam atualizados.

Apesar de ser pré-requisito para o novo programa social, a inscrição no CadÚnico não representa garantia de que a família passará a receber o Auxílio Brasil. Apenas significa que ela está incluída em uma lista de reserva do programa, que será ampliado à medida que o governo tenha recursos no Orçamento. Os escolhidos todos os meses serão comunicados oficialmente pelo Ministério da Cidadania.

As informações deverão ser atualizadas a cada dois anos, mesmo que não haja mudança de dados. Caso haja alterações na família, a atualização deve ser feita o mais depressa possível. Isso se aplica em situações como novo endereço; aumento ou diminuição de renda; mudança de escola de filhos crianças ou adolescentes; alterações nos documentos do responsável pelo domicílio; nascimentos, mortes, chegada e saída de pessoas no domicílio.

Todos os anos, o governo federal convoca as famílias com dados desatualizados a alterar os cadastros. As prefeituras, que têm autonomia para operar o cadastro, também podem fazer a convocação. A chamada ocorre por cartas, telefonemas ou mensagens em extratos bancários. Por meio do aplicativo Meu CadÚnico, o cidadão pode acessar seus dados, acompanhar a situação do cadastro e imprimir comprovantes.

A atualização deve ser feita presencialmente, em um Centro de Atendimento de Referência Social (Cras) ou em postos de atendimento do CadÚnico, mas alguns municípios oferecem meios eletrônicos para a atualização dos dados. Os endereços dos Cras em cada município estão no site do Ministério da Cidadania. Famílias que não atualizem as informações por mais de quatro anos serão excluídas do cadastro.

Podem inscrever-se no Cadastro Único famílias que ganham, por mês, até meio salário mínimo por pessoa (R$ 550), tenham renda mensal total de até três salários mínimos (R$ 3,3 mil), pessoas que moram sozinhas ou que vivem em situação de rua (só ou com a família). Caso a família receba mais de três salários mínimos, a inscrição só será permitida se as demais condições forem atendidas, mas apenas se o cadastro for vinculado à inclusão em programas sociais federais, estaduais ou municipais.

Como se inscrever

A inscrição no CadÚnico é realizada somente em postos do Cras ou em postos do Cadastro Único e do antigo Programa Bolsa Família na cidade onde a pessoa de baixa renda mora. Esses estabelecimentos são administrados pelas prefeituras. Geralmente, o processo é presencial, exigindo a ida do cidadão a esses locais, mas, por causa da pandemia de covid-19, alguns municípios abriram a possibilidade de cadastramento por telefone ou pela internet.

Só pode se inscrever no CadÚnico pessoas com pelo menos 16 anos. O cidadão deve ter Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou título de eleitor em seu nome e ser preferencialmente mulher. O responsável pela família deve levar pelo menos um desses documentos para cada membro da família: certidão de nascimento, certidão de casamento, CPF, carteira de identidade (RG), carteira de trabalho, título de eleitor ou registro administrativo de nascimento indígena (Rani), caso a pessoa seja indígena.

Quem não tiver documentação ou registro civil pode inscrever-se no Cadastro Único, mas só poderá ter acesso a programas sociais após apresentar os documentos necessários. No caso de quilombolas e indígenas, os responsáveis familiares estão dispensados de apresentar o CPF ou título de eleitor, caso não o tenham, mas devem levar pelo menos um dos documentos de identificação mencionados anteriormente.

Etapas seguintes

Após a apresentação dos documentos, um funcionário da prefeitura entrevistará o responsável familiar, para conferir os dados e traçar o perfil da família. A conversa pode ser registrada em formulário de papel ou pelo computador, no Sistema de Cadastro Único. Caberá ao entrevistador social entregar o formulário preenchido ou impresso, pedir a assinatura do responsável familiar e fornecer um comprovante de cadastramento.

O Sistema de Cadastro Único verificará se as pessoas da família têm um Número de Inscrição Social (NIS). Caso não o tenham, o sistema gerará um número em até 48 horas. O NIS é necessário para a participação em todos os programas sociais.

Caso o Cras ou os demais pontos de atendimento não queiram fazer o cadastramento, o cidadão pode fazer uma denúncia à Ouvidoria do Ministério da Cidadania. Basta ligar para o telefone 121.

Edição: Nádia Franco / AGÊNCIA BRASIL

Covid-19: Brasil registra 2.799 casos e 63 mortes em 24 horas

Em 24 horas, foram registrados 2.799 casos de covid-19 no Brasil e 63 mortes, segundo o boletim epidemiológico divulgado hoje (15) pelo Ministério da Saúde. Desde o início da pandemia, foram registrados 21.960.776 casos e 611.346 óbitos pela doença.

Segundo o boletim, há 21.162.046  recuperados da doença, o que representa 96,4% dos casos. Também há 187.374 casos em acompanhamento e 2.889 mortes de síndrome respiratória aguda grave (Srag) em investigação.

boletim epidemiológico covid-19
boletim epidemiológico covid-19 - 15/11/2021/Divulgação Ministério da Saúde

Estados

No número de casos, São Paulo é a unidade da Federação com maior número de casos, com 4.422.590. Em seguida aparecem Minas Gerais (2.197.989) e Paraná (1.569.724). Os menores números de casos estão no Acre (88.110), Amapá (124.077) e Roraima (127.882).

São Paulo também lidera no número de óbitos por covid-19, com 153.066, seguido por Rio de Janeiro (68.732) e Minas Gerais (55.941). Os estados que tiveram o menor número de mortes são Acre (1.845), Amapá (1.995) e Roraima (2.038).

Vacinação

Segundo o Ministério da Saúde, foram aplicadas, no total, 285,2 milhões de doses, sendo 157,3 milhões de primeiras doses e 127,9 milhões de segundas doses e doses únicas. 

Também foram aplicadas 498.732 doses adicionais e 11,2 milhões de doses de reforço.

Edição: Aline Leal / AGÊNCIA BRASIL

Covid-19: Brasil tem 4.129 casos e 61 mortes em 24 horas

Em 24 horas, foram registrados 4.129 casos de covid-19 no Brasil e 61 mortes, segundo o último boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde. Desde o início da pandemia, foram registrados 21.957.967 casos e 611.342 óbitos pela doença.

Segundo o boletim, há 21.151.342  recuperados da doença, o que representa 96,3% dos casos. Também há 195.342 casos em acompanhamento e 2.887 mortes de síndrome respiratória aguda grave (Srag) em investigação.

Estados

No número de casos, São Paulo é a unidade da Federação com maior número de casos, com 4.422.424. Em seguida aparecem Minas Gerais (2.197.873) e Paraná (1.569.361). Os menores números de casos estão no Acre (88.109), Amapá (124.057) e Roraima (127.869).

São Paulo também lidera no número de óbitos por covid-19, com 153.059, seguido por Rio de Janeiro (68.726) e Minas Gerais (55.940). Os estados que tiveram o menor número de mortes são Acre (88.109), Amapá (124.057) e Roraima (127.869).

Boletim epidemiológico covid-19
Boletim epidemiológico covid-19 - 14/11/2021/Divulgação Ministério da Saúde

Vacinação

Segundo o Ministério da Saúde, em seu último boletim, foram aplicados, no total, 296,6 milhões de doses, sendo 157,2 milhões de primeiras doses e 127,7 milhões de segundas doses e doses únicas. 

Também foram aplicadas 498.732 doses adicionais e 11,2 milhões de doses de reforço.

Edição: Fábio Massalli / AGÊNCIA BRASIL

Com o Pix, circulação de dinheiro em espécie diminui em R$ 40 bilhões

Eduardo Rodrigues e Thaís Barcellos, O Estado de S.Paulo

14 de novembro de 2021 | 05h00

Quarenta bilhões de reais em espécie deixaram de circular no País de janeiro a outubro deste ano, uma queda de 10,5% em relação ao final do ano passado, após um ano de Pix, o sistema de pagamento instantâneo do Banco Central que caiu no gosto do brasileiro. Se essa dinheirama fosse enfileirada em notas de R$ 100, daria para dar uma volta e meia no mundo. 

Com adesão em massa de famílias e de empresas, o Pix – que completa um ano na próxima terça-feira – já tem quase 350 milhões de chaves individuais cadastradas e movimenta mais de R$ 550 bilhões por mês, em cerca de 1 bilhão de transações.

Destas, o diretor de Inovação, Produtos e Serviços da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Leandro Vilain, acredita que entre 80% e 90% substituíram as operações antes feitas em espécie. 

Isso porque a queda absoluta de transações via TED entre novembro de 2020 e setembro de 2021 (192 milhões para 94 milhões) e DOC ou cheque (45 milhões para 25 milhões) é pequena se comparada ao crescimento espetacular da quantidade de operações com Pix, de 34 milhões para 1 bilhão. A taxa de expansão é de 2.959%. 

“O Pix só pode ter substituído as transações em dinheiro. Se esses dados se sustentarem ao longo do tempo, seria um dos maiores programas de inclusão financeira de que se tem notícia”, avalia Vilain. O diretor da Febraban ressalva que a comparação com o ano passado ainda não é ideal, já que a economia estava impactada pela crise da covid-19.

Para suprir a demanda das famílias por dinheiro durante a pandemia, o BC anunciou em setembro de 2020 a fabricação de 450 milhões de notas de R$ 200, a um custo estimado de produção de R$ 325 para cada milhar de cédulas. Não houve nem prazo para adaptar o maquinário da Casa da Moeda para fabricar uma nota maior do que a de R$ 100, restando ao lobo-guará o mesmo formato da cédula de R$ 20, do mico-leão-dourado.

A urgência se devia ao auxílio emergencial de R$ 600 por mês para quase 68 milhões de pessoas, o que levou a uma corrida para sacar os recursos. Passado pouco mais de um ano, boa parte da população nunca chegou a ter um lobo-guará em mãos. Os dados mais recentes do BC mostram que apenas 84,6 milhões de notas de R$ 200 estão efetivamente em circulação, em um montante de R$ 16,9 bilhões. 

O papel-moeda emitido no País chegou a saltar 48,2% nos 12 meses até agosto do ano passado – nas vésperas do lançamento da nova cédula. Agora, porém, já há uma inversão dessa trajetória, com redução de 7,1% no dinheiro físico nos 12 meses até outubro deste ano, mesmo com o governo renovando os pagamentos de auxílios e com a recuperação da economia após a pandemia.

O BC argumenta que o uso do papel-moeda este ano só está retornando ao padrão histórico após um 2020 atípico. “Não temos ainda estudos que correlacionem ou comprovem os dois eventos (queda no uso de papel moeda e Pix)”, disse o órgão, em nota.

Profecia.

Bruno Magrani, diretor-presidente da associação de empresas de serviços financeiros digitais Zetta, avalia que a popularização das fintechs está conectada à redução da demanda pelo papel-moeda nos últimos anos, já que as empresas de tecnologia financeira aumentaram o leque de produtos e serviços. As fintechs em sua maioria usam a moeda eletrônica, via cartões e transferências, sem o manuseio de dinheiro em espécie.

“O dinheiro impresso está com seus dias contados, deve virar peça de museu”, diz o executivo. “A migração do papel-moeda para o dinheiro digital traz diversos ganhos de eficiências, como o custo de impressão e de distribuição.”

Para Vilain, da Febraban, o Pix é mais um passo em uma longa estrada de digitalização dos serviços financeiros, fruto dos investimentos do setor bancário nos últimos 20 anos, que só deve se aprofundar. Em 2020, pela primeira vez, as transações bancárias realizadas em aplicativos de celular superaram mais da metade do total, segundo pesquisa da Febraban. Com o canal de Internet Banking, representam 67% das transações.

“O Pix caiu mesmo no gosto dos lojistas e dos consumidores, já sendo tão aceito como o dinheiro e os cartões na maioria dos estabelecimentos”, diz o gerente executivo da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), Daniel Sakamoto. “É rápido, fácil, sem custo. O lojista gosta muito, porque não paga taxas, recebe na hora e não precisa gerenciar papel-moeda no caixa.”

Conforme estudo da CNDL com o Sebrae, dois terços dos brasileiros mudaram os hábitos de pagamentos na pandemia. Destes, 44,6% passaram a usar mais transferências eletrônicas. “A moeda física continua entre as maiores preferências do brasileiro que tem o dinheiro contado. Mas, aos poucos, o Pix vai ganhando espaço entre essa população”, diz Sakamoto. “O nosso recado diário é para que os lojistas, mesmo sem grandes investimentos tecnológicos, digitalizem seus processos para atender a esses clientes.”

O espectro do populismo fiscal

O Estado de S.Paulo

14 de novembro de 2021 | 03h00

“Não aprenderam nada nem esqueceram nada.” A frase atribuída a Talleyrand a propósito do retorno da dinastia Bourbon 25 anos após ser defenestrada pela Revolução Francesa se aplica bem às candidaturas que despontam à esquerda para as eleições de 2022. Só precisaria ser complementada: eles não se desculparam por nada.

Plano de Reconstrução e Transformação do PT é na verdade um plano de reconstrução da Nova Matriz Econômica, a insanidade que deformou a arquitetura macroeconômica do País precipitando-o na pior recessão de sua história.

A maior conquista econômica da Nova República, o controle da hiperinflação com o Plano Real, foi cimentada pelo chamado tripé macroeconômico: meta para a inflação, câmbio flutuante e responsabilidade fiscal. Ele possibilitou o superávit primário nas contas públicas e a redução dos juros, viabilizando o aumento do poder aquisitivo das famílias, o crescimento econômico, a geração de empregos, a modernização do parque industrial e a expansão de programas sociais. Como disse o então ministro da Fazenda, Pedro Malan, “a estabilidade monetária é fator condicionante; a prosperidade é fator condicionado”.

O desmonte dessa estrutura começou no segundo mandato de Lula e foi consumado por sua criatura, Dilma Rousseff. A pretexto de auxiliar a economia, em especial a indústria, a enfrentar os efeitos da crise financeira de 2008, o governo petista implementou a intervenção conhecida como Nova Matriz Econômica, empregando bancos públicos para conter juros e ampliar créditos; a Petrobras para reduzir os preços dos combustíveis; a capitalização do BNDES para distribuir investimentos; e a desvalorização cambial para estimular a indústria. A normatização de desonerações e gastos indiscriminados arrebentou o equilíbrio fiscal. O risco país e os juros cresceram e o consumo e o investimento encolheram. Resultado: recessão.

Agora, o PT propõe a mesma receita: crescimento via gastos públicos. Mas se furta a explicar de onde virá o dinheiro.

Sem dúvida, recursos públicos podem servir de estímulo à economia. A pandemia explicitou a importância do Estado para amortizar choques e promover políticas anticíclicas. O problema não é o gasto em si, mas o gasto sem controle e sem critério. Na maré alta do ciclo das commodities, o PT nada fez para disciplinar a expansão dos gastos obrigatórios – ao contrário. Na maré baixa, consumiu a capacidade de investimento do País e arruinou sua saúde fiscal.

O teto de gastos de 2016 foi criado para estancar a hemorragia e obrigar o Estado a racionalizar seus recursos. Ecoando o PT em um debate com o ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga, Ciro Gomes disse que “não é admissível que a forma de conseguir equilíbrio fiscal seja proibir o país de crescer”. Ao contrário, a função do teto é conferir resiliência às contas públicas e abrir margem a investimentos em áreas aptas a gerar crescimento, igualdade e oportunidades, como educação, saúde, infraestrutura e proteção social.

Só o funcionalismo e a Previdência consomem 80% dos gastos. Nos demais países de renda média essa fatia é de 60%. A reforma da Previdência avançou nessa direção, mas foi insuficiente. Uma reforma administrativa que elimine privilégios, limite o crescimento insustentável da folha de pagamento e aumente a produtividade da máquina pública é vital. Além disso, é preciso eliminar subsídios que beneficiam quem menos precisa. Fraga estima que essas medidas gerariam gradualmente uma economia de 10 pontos do PIB. Com esses recursos seria possível estabilizar as contas públicas e ampliar investimentos.

O atual governo caminha na contramão desse programa. A reforma administrativa foi subvertida em uma contrarreforma, os subsídios seguem intocados e o teto está sendo depredado. Sob toda cacofonia ideológica, aqui os opostos – o lulopetismo e o bolsonarismo – convergem.

Os brasileiros jamais esquecerão a crise em que foram lançados pelo populismo fiscal de seus governantes. Espera-se que tenham aprendido com ela. O teste se dará nas urnas.

Covid-19: Brasil registra 14.642 casos e 731 mortes em 24 horas

O Brasil registrou, em 24 horas, 14.642 novos casos de covid-19 e 731 mortes pela doença em 24 horas, segundo o boletim epidemiológico divulgado neste sábado pelo Ministério da Saúde. Desde o início da pandemia, foram registrados 21.953.838 casos e 611.222 óbitos.

Segundo o boletim, 21.146.255 infectados pela covid-19 se recuperaram, o que representa 96,3% das pessoas que contraíram a doença. Também consta no boletim que há 186.361 casos em andamento e 2.887 mortes de SRAG em investigação.

Estados

Entre as unidades da Federação, São Paulo é a que tem o maior número de mortes (153.058) e de casos (4.421.955). No número de casos, o estado do Sudeste é seguido por Minas Gerais (2.197.328) e Paraná (1.568.932). Acre (88.104), Amapá (124.030) e Roraima (127.851) registram os menores números de casos.

Rio de Janeiro (68.719) e Minas Gerais (55,917) ficam em segundo e terceiro lugar, respectivamente, em número de mortes. As unidades da Federação com menor número de óbitos são Acre (1.845), Amapá (1.995) e Roraima (2.038).

Boletim epidemiológico da covid-19
Boletim epidemiológico da covid-19 - 13/11/2021/Divulgação Ministério da Saúde

Vacinação

A mais recente atualização do boletim de vacinação divulgado pelo Ministério da Saúde indica que foram aplicadas no país um total de 296 milhões de doses, sendo 157 milhões de primeira dose e 127,3 milhões de segundas doses ou de doses únicas. 

Segundo o ministério, foram aplicadas 494.690 doses adicionais e 11,1 milhões de doses de retorno.

Edição: Fábio Massalli / AGÊNCIA BRASIL

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