Governo vê melhora em reservatórios de hidrelétricas até maio de 2022
O Ministério de Minas e Energia (MME) reportou melhora nas previsões para o armazenamento das usinas hidrelétricas em 2022, após reunião do CMSE (Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico) que decidiu limitar o despacho adicional de geração termelétrica, ao mesmo tempo em que manteve medidas excepcionais para o atendimento da carga, disse a pasta em nota nesta quarta-feira (1°).
Segundo o comunicado, os reservatórios das hidrelétricas do subsistema Sudeste/Centro-Oeste continuam em recuperação, e a expectativa é de que atinjam cerca de 55,9% em maio de 2022, nível 12,9 pontos percentuais acima do verificado em 31 de maio deste ano.
O patamar foi estimado com base na repetição do cenário crítico de chuvas verificado no período chuvoso de 2020/2021.
Diante disso, o CMSE decidiu limitar o despacho adicional de recursos para atendimento da carga no Sistema Interligado Nacional (SIN), de forma que a geração termelétrica total das usinas despachadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), já acrescidos dos montantes importados, não ultrapasse 15 gigawatts (GW) médios ao longo do mês.
Segundo o MME, a medida busca otimizar o custo total de operação e "privilegia o uso dos recursos mais baratos, conforme necessidade, concomitantemente à esperada recuperação do armazenamento dos principais reservatórios do país ao longo da estação chuvosa em curso".
Ainda na reunião, o comitê deliberou pela manutenção de medidas excepcionais para o atendimento da carga e a garantia do atendimento em 2022. A aplicação dessas medidas continuará a ser reavaliada periodicamente, em reuniões técnicas.
(Reuters)
| Eduardo Anizelli - 4.jun.2021/Folhapress | ||
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| Vista da Hidrelétrica de Ilha Solteira, no rio Paraná |
Governador demonstra irritação e manda suspender edital para Ciclo Carnavalesco
Escrito por Inácio Aguiar, / DIARIONORDESTE

O anúncio da Secretaria de Cultura estava na contramão do que vem sendo pregado por Camilo: não haver festas públicas enquanto a pandemia não estiver superada.
O governador Camilo Santana (PT) demonstrou irritação com o lançamento do edital de Carnaval feito na segunda-feira (29) pela Secretaria de Cultura do Estado.
O XV Edital Ceará Ciclo Carnavalesco foi oficialmente comunicado, mas, por ordem do governador, acabou suspenso no início da manhã desta terça-feira (30). O assunto não voltará a ser discutido por enquanto.
O fato causou surpresa no governador e em seu staff pelo fato de que o chefe do Executivo vem há alguns dias fazendo ponderações constantes sobre a realização de festas públicas no fim de ano e também no Carnaval, no sentido de conter o ímpeto dos mais afoitos em causar aglomerações.
Camilo considera que, diante da nova cepa do coronavírus identificada na África e do avanço de casos em alguns países da Europa, é necessário repensar ações públicas no Estado para evitar uma nova onda da doença.
O governador determinou a suspensão do edital e foi às redes sociais comunicar a decisão.
A secretaria de Cultura do Estado soltou uma nota com apenas um parágrafo dizendo que o edital está suspenso e que será submetido ao Comitê Científico de Combate à Pandemia.
Esta coluna apurou, no entanto, que o tema não será alvo de apreciação pelo comitê neste momento. Governador não quer nem ouvir falar nisso.
Gestão Doria aluga prédio de tucano aliado para instalar unidade do Bom Prato

O Governo de São Paulo, comandado por João Doria (PSDB), escolheu um imóvel que pertence à empresa de um aliado do governador para instalar, em outubro, uma unidade do restaurante popular Bom Prato na zona sul da capital paulista. O aluguel mensal é de R$ 18,9 mil.
O prédio, que fica em uma área de 333 metros quadrados na região da Cidade Dutra, foi comprado em 1998 pelo empresário João Batista de Santiago e posteriormente transferido para empresas das quais ele é sócio.
Santiago foi subprefeito da Capela do Socorro de 2017 a 2020, é filiado ao PSDB e é considerado próximo ao ex-prefeito Bruno Covas, morto em maio deste ano.
Antes, esteve em diversas agendas com Doria quando o atual governador era prefeito. Tirava fotos, aparecia em inaugurações e comemorava benfeitorias no bairro.
No ano passado, Santiago concorreu ao cargo de vereador e gastou R$ 275 mil em sua própria campanha, mas acabou não sendo eleito —teve 5.116 votos.
O ex-subprefeito reformou o prédio para deixá-lo adequado para virar um Bom Prato. Constam como donos da atual empresa que é proprietária do prédio ele e sua esposa, Elaine Reimberg.
Santiago disse à Folha não ver nenhum conflito de interesse na locação e que a escolha é feita pela secretaria estadual de governo responsável pelo Bom Prato (Desenvolvimento Social).
Apesar de a seleção do local ter sido feita pelo Governo de São Paulo, o espaço é administrado por uma organização social (entidade sem fins lucrativos), a Indesc. A entidade é uma espécie de intermediária entre o governo e as contratadas para fazer o serviço.
"Nós fazemos a gestão do contrato, mas as tratativas [da contratação] são com a Seds [Secretaria de Desenvolvimento Social]", afirma Luiz Gonzaga Nascimento, presidente da Indesc. Segundo ele, são pagos R$ 18,9 mil mensais de aluguel.
Apesar da ligação do imóvel com um tucano que foi subprefeito, o governo diz que o espaço foi selecionado com "critérios técnicos e legais" pela Coordenadoria de Segurança Alimentar e Nutricional da Seds.
"Em Cidade Dutra, a avaliação levou em conta o espaço disponível, as condições da edificação e localização que garantisse qualidade e facilidade na oferta de refeições à população em risco social", disse o governo, em nota.
"O Governo do Estado repudia qualquer ilação leviana e sem lastro na realidade em relação ao Bom Prato, um dos programas de assistência social mais bem-sucedidos da América Latina", acrescentou.
"É importante esclarecer que, assim como em outras unidades, as obras do Bom Prato Cidade Dutra são de investimento do proprietário do imóvel, e que ao Governo de SP cabe o custeio das 2.100 refeições servidas diariamente, valor fixado em resolução."
"Eu não vejo [conflito de interesse], até porque se eu percebesse algo do tipo nem alugaria. Eu não tenho razão alguma para tirar proveito de relação partidária", disse Santiago, citando que já foi de outras siglas além do PSDB, como PTB, Partido Verde e PL.
"Política tem que ter ética, transparência. Quem fez a escolha foi a secretaria", completou.
Questionado sobre o valor do aluguel, disse que o proprietário sempre acha que o imóvel vale mais do que é pago. Ele diz ainda ter feito a reforma para adaptação ao equipamento com o próprio dinheiro.
Segundo ele, um Bom Prato na Cidade Dutra é um sonho antigo dos moradores da região.
Santiago disse não ter relação alguma com o governo e que não tem pretensão alguma de voltar à política. "Eu sou filiado, pago mensalidade, não tenho nada em troca, nenhum privilégio, nunca fui ao palácio do governo desde que o senhor João Doria se elegeu governador", disse.
Vera Chemim, advogada constitucionalista e mestre em direito público administrativo pela FGV (Fundação Getulio Vargas), diz que, "partindo do pressuposto de que está presente a inexigibilidade ou dispensa de licitação, a escolha do administrador em um determinado imóvel (exercendo o seu poder discricionário) é legal, a despeito de o proprietário do referido imóvel ser um ex-subprefeito e aliado político, mesmo que tenha, inevitavelmente, um caráter aético e imoral".
No entanto, segundo ela, se existiam outros imóveis capacitados, "a licitação seria indispensável, configurando ato administrativo ilegal e passível de sanção administrativa e penal".
O aluguel de imóveis para aliados políticos é um negócio lucrativo em São Paulo.
Na capital paulista, a prática é bastante comum principalmente nas creches conveniadas da prefeitura, que são geridas por entidades, que, por sua vez, são ligadas a vereadores. Conforme reportagens da Folha revelaram, muitas vezes, esses aluguéis estão acima do valor de mercado.
A reportagem localizou, na mesma região, diversos prédios de tamanhos similares ao do Bom Prato da Cidade Dutra com preços de aluguéis menores que o informado pela Indesc —a maioria deles por menos da metade do valor de R$ 18,9 mil.
A ressalva é que, no caso do restaurante popular, o proprietário bancou as reformas do imóvel.
Em 26 de outubro, o espaço foi inaugurado sem a presença de Doria, que viajava ao exterior. Estiveram no local o vice-governador Rodrigo Garcia (PSDB), que pretende se candidatar ao governo no ano que vem, e o prefeito Ricardo Nunes (MDB).
Segundo o governo, as refeições servidas pelo Bom Prato seriam 300 cafés da manhã, 1.500 almoços e 300 jantares, com investimento estadual anual de R$ 2,3 milhões.
O período de construção do local foi cercado de polêmica. Isso porque a inauguração seria feita ao mesmo tempo que o fechamento de uma unidade no Grajaú, bairro vizinho.
Moradores do Grajaú protestaram por considerar que a unidade em Cidade Dutra era muito longe. A unidade do Grajaú está em reformas, mas os moradores estão sendo atendidos por outra, móvel, segundo o governo.
Covid-19: Brasil tem 22 milhões de casos e 614,3 mil mortes
O balanço divulgado nesta segunda-feira (29) pelo Ministério da Saúde registra 3.843 novos diagnósticos de covid-19 no Brasil em 24 horas. O dado eleva para 22.084.749 o total de pessoas infectadas pela doença desde o início da pandemia no país. Ontem (28), o painel indicava 22.080.906 casos acumulados.

As mortes pelo novo coronavírus no Brasil somam 614.376. em 24 horas, autoridades sanitárias notificaram 98 novos óbitos. Ontem, o painel de informação marcava 614.278 mortes acumuladas.
O balanço aponta ainda 166.258 pacientes em acompanhamento e 21.304.115 pessoas recuperadas da doença.
Estados
Os estados com mais mortes por covid são: São Paulo (154.006), Rio de Janeiro (69.027), Minas Gerais (56.164), Paraná (40.785) e Rio Grande do Sul (36.083).
Já as unidades da Federação com menos óbitos são Acre (1.846), Amapá (2.003), Roraima (2.050), Tocantins (3.917) e Sergipe (6.043).
Vacinação
O painel nacional de vacinação do Ministério da Saúde segue desatualizado desde quinta-feira (25), quando registrava 306.982.366 doses de imunizantes aplicadas em todo o Brasil, com 364.177.468 doses distribuídas entre todos os estados e o Distrito Federal.
Atualização
Segundo o Ministério da Saúde, alguns sistemas da plataforma Localiza estão sendo atualizados, entre eles o vacinômetro, que permanece fora do ar. A pasta não informou quando a base de dados poderá ser consultada novamente.
Edição: Pedro Ivo de Oliveira / AGÊNCIA BRASIL
Ministério e Pfizer assinam acordo para compra de 100 milhões de doses
O Ministério da Saúde e a farmacêutica Pfizer assinaram nesta segunda-feira (29) contrato para a compra de 100 milhões de doses da vacina contra a covid-19 para aplicação em 2022. A expectativa, segundo a pasta, é que os imunizantes comecem a ser entregues nos três primeiros meses do ano.
O contrato prevê ainda a aquisição de mais 50 milhões de imunizantes caso haja necessidade. As doses devem ser entregues de forma trimestral, sendo 20 milhões até março; 25 milhões até junho; 35 milhões até setembro e 19,9 milhões no último trimestre.
“O contrato ainda contempla qualquer mudança na composição das doses conforme o surgimento de novas variantes da covid-19, se houver necessidade”, destacou o ministério, por meio de nota.
Em 2021, o governo federal e a Pfizer firmaram acordos para aquisição de 200 milhões de doses. As entregas pela devem ser finalizadas até dezembro deste ano. Desse total, mais de 139 milhões, segundo a pasta, já foram distribuídas aos estados e ao Distrito Federal.
De acordo com o ministério, a expectativa é disponibilizar cerca de 354 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 ao longo de 2022. Além dos 100 milhões de doses da Pfizer, estão incluídos no montante 120 milhões de doses da AstraZeneca, produzidas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), das quais 60 milhões com IFA nacional; e 134 milhões de doses de contratos firmados em 2021 e que ficarão de saldo para o próximo ano.
Segundo a pasta, o investimento total é de R$ 11 bilhões.

Balanço
Conforme dados do ministério, em 2021 o governo federal adquiriu mais de 550 milhões de doses de vacinas contra a covid-19, das quais 372 milhões foram entregues aos estados e ao Distrito Federal e mais de 300 milhões, aplicadas.
Os números mostram que foram vacinados com a primeira dose 90% do público-alvo e que 76% estão com a vacinação completa. Segundo o ministério, em novembro, houve queda de 92% na média móvel de mortes por covid-19, na comparação com o pico da pandemia. A média móvel de casos também continua em queda, registrando 87,6% menos casos desde o pico.
“O cenário atual, de casos e óbitos no país, é o menor registrado desde o início da pandemia”, destacou o ministério.
Dose de reforço
Em novembro, a pasta ampliou a aplicação das chamadas doses de reforço para toda a população acima de 18 anos que já tenha completado o ciclo vacinal há pelo menos cinco meses.
matéria atualizada às 15h43 para correção de título. Foram 100 milhões de doses previstas e não 1 milhão
Edição: Nádia Franco / AGÊNCIA BRASIL
Mulher é detida após xingar Bolsonaro na via Dutra, em Resende (RJ)
Uma mulher de 30 anos foi detida e levada à delegacia depois de xingar o presidente Jair Bolsonaro às margens da via Dutra no sábado (27), em Resende (RJ).
Bolsonaro esteve na cidade para participar da cerimônia de formatura dos cadetes da Aman (Academia Militar das Agulhas Negras).
Especialistas ouvidas pela Folha consideraram anormal e abusiva a detenção realizada pela polícia.
Antes da formatura, o presidente estava com sua comitiva na Dutra, próximo à Aman, e acenava aos veículos que trafegavam pela rodovia que liga São Paulo ao Rio, as duas cidades mais populosas do país, quando foi xingado.
A mulher, que era passageira do automóvel e não teve seu nome revelado, "proferiu palavras de baixo calão e xingamentos", segundo a polícia. O carro foi abordado pela PRF (Polícia Rodoviária Federal).
No local, ela foi encaminhada à equipe da Polícia Federal que estava na Dutra e, de lá, levada para a delegacia da PF em Volta Redonda (RJ), distante cerca de 50 quilômetros, para o registro de um termo circunstanciado pelo crime de injúria.
A mulher não chegou a ficar presa e foi liberada depois de ter assumido o compromisso de que vai comparecer em juízo.
A pena para o crime de injúria, se condenada, é de até três anos de reclusão e multa, conforme o artigo 140 do Código Penal, mas, no caso de ser cometido contra o presidente da República, é aumentada em um terço.
Especialistas em direito penal consultadas pela Folha avaliam que a polícia agiu de forma atípica e abusiva no episódio.
Para a advogada criminalista Marina Coelho de Araújo, presidente do IBCCrim (Instituto Brasileiro de Ciências Criminais), "xingar alguém não configura necessariamente crime. O crime de injúria tipifica-se por ofender a dignidade e o decoro. Xingamento não é a forma mais civilizada de conviver, mas não leva alguém à delegacia pela prática de crime".
"Ainda, ao tratar de uma figura pública, é necessário que sejam aceitas críticas e descontentamentos sob pena de se utilizar o direito penal de forma autoritária e ilegítima", completa.
A advogada criminalista Ana Carolina Moreira Santos, conselheira da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São Paulo, afirma que "o crime contra a honra do presidente da República procede-se mediante requisição do ministro da Justiça. Não há possibilidade da dita ‘detenção’, bastando a identificação e lavratura de auto circunstanciado. Entendo que a Polícia Federal não poderia compelir a cidadã a ir para a delegacia, bastando sua identificação".
As criminalistas entendem que a conduta dos policiais envolvidos pode, em tese, configurar delitos previstos na Lei de Abuso de Autoridade, sancionada em 2019.
Depois de percorrer a via Dutra Bolsonaro esteve na formatura de 391 cadetes do quarto ano da Aman, onde se formou em 1977. Os cadetes se dividem entre infantaria, cavalaria, artilharia, engenharia, material bélico, intendência e comunicações.
Pela primeira vez em 210 anos, conforme a Aman, houve a formatura de um grupo misto, com 23 mulheres.
Além de Bolsonaro, participaram da cerimônia o vice, Hamilton Mourão, e os ministros Braga Netto (Defesa), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria-Geral da Presidência).
Não foi a primeira vez que alguém foi detido por envolver o nome do presidente. Em março, em Uberlândia (MG), por exemplo, um homem foi preso por ter publicado em seu perfil no Twitter a frase: "Gente, Bolsonaro em Udia [Uberlândia] amanhã...Alguém fecha virar herói nacional?".
A Polícia Militar foi à sua casa no mesmo dia, à noite, dando voz de prisão a ele e avisando que ele teria que acompanhá-los à Polícia Federal.
Foi preso até o dia seguinte com base na Lei de Segurança Nacional sob a acusação de "fazer propaganda" e "incitar" a prática de crimes contra a vida do presidente da República.
O homem disse que a publicação era uma piada e nem sabia se Bolsonaro iria mesmo à cidade. O presidente visitou o município mineiro no dia.
Destruição de balsas de garimpo tem objetivo de inviabilizar instrumento do crime
28 de novembro de 2021 | 17h44
O ato de destruir todas as balsas e dragas de garimpo ilegal encontradas pelos agentes da Operação Uiara, ao longo do Rio Madeira, não é uma medida de uso de força ou intolerância do aparato policial. O que se pretende com esse gesto, que é frequentemente criticado pelo presidente Jair Bolsonaro, é inviabilizar o maquinário utilizado para a prática do crime ambiental.
Com a ação, que tem previsão legal e é regulamentada, os agentes destroem as máquinas e evitam que estas voltem a ser utilizadas, de alguma maneira. O prejuízo financeiro causado aos donos dos equipamentos também é mais um reflexo desse tipo de medida, o que acaba retardando os planos dos empresários do garimpo de retomarem as operações.
O Estadão acompanhou uma dessas destruições nas margens do Rio Madeira, na altura do município de Nova Olinda do Norte, por agentes da Polícia Federal. Ao abordarem a balsa, peritos da PF colheram itens pessoais deixados pelos garimpeiros e material retirado pelas dragas.
A queima da estrutura é feita com o próprio combustível encontrado nas estruturas, que normalmente carregam grandes tanques de plástico com centenas de litros de gasolina. Em cerca de cinco minutos, o fogo se alastra e coloca tudo abaixo. Com o calor extremo, os equipamentos de ferro costumam dilatar, comprometendo uma nova utilização. Com o afundamento no leito do rio, torna-se item irrecuperável.
O recolhimento desse material também não costuma ser feito pelos agentes, dadas as difíceis situações logísticas nas quais são encontrados. O transporte do equipamento, além de ser complexo, também pode colocar os próprios agentes em novas situações de risco.
Centenas de garimpeiros subiram o Rio Madeira, sentido Humaitá, na última sexta-feira, 26, um dia antes de ser deflagrada a operação que reúne agentes da Polícia Federal, Ibama e Marinha, de vários Estados. Muitos garimpeiros abandonaram as balsas nas margens do rio e fugiram por ela.
Apesar da estrutura precária das balsas que diariamente é encarada pelos garimpeiros que operam os equipamentos – muitas vezes acompanhados de suas famílias –, geralmente estes não são os donos do equipamento. Trata-se, na maioria dos casos, de pessoal que presta serviços para terceiros que financiam a operação.
As balsas em si são baratas, por se tratar de estruturas feitas, basicamente, de madeira. O maquinário colocado sobre elas, porém, é equipamento pesado, com preço que pode oscilar de R$ 50 mil a R$ 1 milhão. Em alguns casos, estruturas mais bem equipadas chegam a ultrapassar esse valor, segundo os agentes policiais.
A operação policial iniciada na madrugada do sábado, 27, avança pelo Rio Madeira. Depois de dezenas de abordagens feitas na região de Autazes e Nova Olinda do Norte, no Estado do Amazonas, ela segue para o trecho do rio que corta o município amazonense de Borba.
Neste domingo, 28, duas pessoas foram detidas durante a abordagem policial. Elas estavam com ouro e foram encaminhadas à superintendência da Polícia Federal do Amazonas, em Manaus. Até este sábado, 27, pelo menos 31 balsas e 69 dragas, que são os equipamentos usados para sugar o leito do rio, tinham sido destruídos pela operação.
Covid-19: Brasil registra 303 mortes e 12.126 casos em 24 horas
As secretarias estaduais e municipais de Saúde do Brasil registraram até o momento que 613.642 pessoas morreram em decorrência da covid-19. Desde ontem, as autoridades confirmaram 303 novas mortes por covid-19. 

Ainda há 2.837 falecimentos em investigação. Essa situação ocorre pelo fato de haver casos em que o paciente faleceu, mas a investigação sobre se a causa foi covid-19 ainda demandar procedimentos.
Também conforme as estatísticas das autoridades de saúde, a soma de pessoas infectadas pelo coronavírus durante a pandemia atingiu 22.055.238. Nas últimas 24 horas, foram registrados 12.126 novos casos da doença.
Ainda há 166.387 casos em acompanhamento de pessoas que tiveram o quadro de covid-19 confirmado.
Até esta quinta-feira, 21.275.209 pessoas se recuperaram da doença.
Os dados estão no balanço diário do Ministério da Saúde, divulgado na noite desta quinta-feira (25). A atualização consolida informações sobre casos e mortes enviadas pelas secretarias estaduais de Saúde.
Estados
Segundo o balanço do Ministério da Saúde, no topo do ranking de estados com mais mortes por covid-19 registradas até o momento estão São Paulo (153.755), Rio de Janeiro (68.935), Minas Gerais (56.104), Paraná (40.763) e Rio Grande do Sul (36.034).
Já os estados com menos óbitos resultantes da pandemia são Acre (1.846), Amapá (2.002), Roraima (2.050), Tocantins (3.914) e Sergipe (6.041).
Vacinação
No total, até o início da noite desta quinta-feira (25) o sistema do Ministério da Saúde marcava a aplicação de 306,9 milhões de doses de vacina contra a covid-19 no Brasil, sendo 158,5 milhões como primeira dose e 134,6 milhões como segunda dose e dose única. Foram aplicadas 13,2 milhões de doses de reforço.
Ainda conforme o painel do Ministério da Saúde, foram enviadas aos estados 372,5 milhões de doses de vacinas contra a covid-19.
Edição: Aline Leal //AGÊNCIA BRASIL
Governo libera R$ 1,4 bilhão para compra de vacinas contra a covid-19
O Plano Nacional de Imunização recebeu R$ 1,4 bilhão para a compra de 100 milhões de doses das vacinas contra a covid-19. A portaria com a liberação dos recursos foi publicada ontem (23), em edição extraordinária no Diário Oficial da União.

O dinheiro veio por meio de um crédito suplementar no Orçamento de 2021, que remanejou gastos discricionários (não obrigatórios), sem impactar as contas públicas nem estourar o teto de gastos. Caso os recursos viessem por meio de créditos extraordinários, estariam fora do teto.
A liberação dos recursos havia sido anunciada na última segunda-feira (22) pelo secretário especial de Tesouro e Orçamento do Ministério da Economia, Esteves Colnago. O governo espera comprar 340 milhões de doses de vacina contra a covid-19 para as próximas fases de imunização.
Segundo Colnago, o crédito suplementar foi necessário porque o governo precisa adiantar 10% do valor do contrato ainda este ano. “O grosso da despesa [com a aquisição de vacinas] será no ano que vem”, declarou.
Em 2020 e 2021, o Ministério da Economia liberou R$ 31 bilhões em créditos adicionais para a compra de vacinas e para despesas ligadas ao enfrentamento da pandemia de covid-19.
Edição: Denise Griesinger / AGÊNCIA BRASIL
Fiocruz entrega lote com 2,9 milhões de doses da vacina AstraZeneca
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) entrega hoje (24) ao Ministério da Saúde um lote com 2,9 milhões de doses de AstraZeneca, vacina contra a covid-19. Segundo a fundação, outra remessa ainda sem quantidade definida será entregue ao Programa Nacional de Imunização (PNI) na próxima sexta-feira

Com essa nova remessa, a instituição chega ao total de 138,6 milhões de doses distribuídas pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz) ao PNI.
*Estagiário sob a supervisão de Mario Toledo
Edição: Aline Leal



