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Covid-19: Ministério da Saúde não recomenda quarta dose para população geral

Melissa Duarte / O GLOBO

 

BRASÍLIA — O Ministério da Saúde orienta que não haja aplicação de quarta dose de vacina contra a Covid-19 na população geral. A nota informativa publicada nesta sexta-feira ratifica a posição que já havia sido defendida pelo ministro Marcelo Queiroga.

 

Técnicos da Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização da Covid-19 (CTAI Covid-19), que avaliavam o tema desde janeiro, subsidiaram a decisão. A justificativa se dá pela necessidade de evidências mais sólidas acerca da efetividade de uma segunda dose de reforço.

“O Ministério da Saúde, com base nos dados existentes neste momento, não recomenda a quarta dose de vacinas ou segunda dose de reforço contra a covid-19 para população geral, incluindo indivíduos a partir de 60 anos de idade, com exceção dos imunocomprometidos”, diz a nota informativa.

Até o momento, vale a recomendação de aplicar a quarta dose em pessoas imunocomprometidas, como pacientes com câncer, HIV ou aids, em hemodiálise ou transplantados. A prioridade da pasta é avançar na primeira e na segunda dose para todas as faixas etárias, além do reforço

A publicação saiu dois dias após Queiroga criticar o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), por avaliar a adoção da quarta dose no estado. Para o cardiolgista, levantar essa possibilidade pode ser considerada uma interferência nas decisões do ministério:

— O governador de São Paulo e outros chefes do Executivo, seja de estado ou de município, muitas vezes, interferem no processo decisório a respeito da imunização. Às vezes, são interferências oportunas, mas essas questões devem ser discutidas no âmbito do Ministério da Saúde, que é quem lidera esse processo, até porque é quem tem a obrigação de garantir aos brasileiros esse direito — afirmou o ministro. — Se cada um quiser seguir de uma forma, o que vai acontecer?

O tucano, pré-candidato à presidência, não precisou data para tomar a decisão. Só Botucatu (SP) estendeu a segunda dose de reforço aos idosos a partir de 70 anos. A medida inédita vale desde o último domingo.

Covid-19: casos sobem para 27,2 milhões; mortes são 637,1 mil

A soma de pessoas infectadas pelo novo coronavírus desde o início da pandemia subiu para 27.285.509 no Brasil. Nas últimas 24 horas, foram confirmados 166.009 novos diagnósticos positivos. Ontem, o painel de informações do Ministério da Saúde contabilizava 27.119.500 casos acumulados.

A quantidade de ocorrências em acompanhamento de covid-19 está em 3.080.144. O termo é dado para designar casos notificados nos últimos 14 dias que não tiveram alta, nem evoluíram para óbito.

O total de vidas perdidas para a pandemia subiu para 637.152. Entre ontem e hoje, secretarias estaduais e municipais de saúde registraram 1.135 novas mortes. Ontem, o sistema de informações da pandemia marcava 636.017 óbitos.

Ainda há 3.160 falecimentos em investigação. Os óbitos em investigação ocorrem em razão de casos em que o paciente faleceu, mas a investigação se a causa foi covid-19 ainda demanda exames e procedimentos posteriores.

Até hoje, 23.568.213 pessoas se recuperaram da covid-19. O número corresponde a 86,4% dos infectados desde o início da pandemia.

As informações estão no balanço diário do Ministério da Saúde, divulgado nesta sexta-feira (11), em Brasília. Nele, são consolidadas as informações enviadas por secretarias municipais e estaduais de saúde sobre casos e mortes associados à covid-19.

Os números em geral são menores aos domingos, segundas-feiras e nos dias seguintes aos feriados em razão da redução de equipes para a alimentação dos dados. Às terças-feiras e dois dias depois dos feriados, em geral há mais registros diários pelo acúmulo de dados atualizado.

Covid-19: casos sobem para 27,2 milhões e mortes, para 637,1 mil
Covid-19: casos sobem para 27,2 milhões e mortes, para 637,1 mil - 11/01/2022/Divulgação/ Ministério da Saúde

Estados

Segundo o balanço do Ministério da Saúde, no topo do ranking de estados com mais mortes por covid-19 até o momento estão São Paulo (161.156), Rio de Janeiro (70.668), Minas Gerais (58.346), Paraná (41.685) e Rio Grande do Sul (37.479).

Já os estados com menos óbitos resultantes da pandemia são Acre (1.914), Amapá (2.076), Roraima (2.112), Tocantins (4.039) e Sergipe (6.160).

Vacinação

Até hoje, foram aplicadas 370,9 milhões de doses de vacinas contra a covid-19, sendo 168,7 milhões com a 1ª dose e 154 milhões com a 2ª dose ou dose única. Outros 44,6 milhões já receberam a dose de reforço.

Edição: Kleber Sampaio / AGÊNCIA BRASIL

Reabertura de escolas em cidades de SP não agravou pandemia, mostra estudo

Renata Cafardo, O Estado de S.Paulo

11 de fevereiro de 2022 | 13h00

Estudo publicado nesta sexta-feira, 11, em uma das mais respeitadas revistas da área médica do mundo mostra que a abertura de escolas não contribuiu para agravar a situação da pandemia em países em desenvolvimento, como o Brasil. O trabalho foi feito por pesquisadores brasileiros no exterior e analisou números de casos e mortes por covid-19 em 643 municípios de São Paulo, no fim de 2020. 

O que mais impactou foi a mobilidade das pessoas, independentemente de a escola estar funcionando ou não, diz o artigo publicado no Jama Health Forum, da Associação Americana de Medicina. Diante da alta no número de infectados no País atualmente, algumas prefeituras e Estados já adiaram a volta às aulas presenciais, mas mantêm abertos todos os outros setores. 

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Professora ministra aula a estudantes em escola da cidade de São Paulo. Pesquisa mostrou que atividade escolar não impactou em registros da pandemia no Estado Foto: ALEX SILVA/ESTADAO - 02/08/2021

“Os aspectos continuam válidos para o cenário atual, porque continua sendo covid, por mais que as variantes mudem o potencial de transmissão, continuamos falando da mesma doença, da mesma pandemia”, diz um dos autores do estudo, o pesquisador do Centro de Desenvolvimento e Bem Estar de Crianças da Universidade de Zurique, especialista em saúde pública e epidemiologia, Onicio Leal Neto

Agora, entram nessa conta também a vacinação completa dos professores e pais e a das crianças, iniciada em janeiro. “Não estamos falando que é para abrir escola de qualquer forma. Mas, considerando os protocolos, elas não têm papel crucial no aumento da covid”, completa.

É a primeira pesquisa que aborda a reabertura da educação na pandemia em um país em desenvolvimento. Foram analisadas 129 cidades que abriram as escolas e 514 que não o fizeram entre outubro e dezembro de 2020. Dois municípios do Estado foram desconsiderados porque abriram e depois fecharam novamente. No total, são cerca de 18 mil escolas analisadas.

Entre os exemplos há a cidade de Dracena, no oeste do Estado, que tem 46 mil habitantes, 26 escolas e renda per capita de R$ 856. Lá foi autorizada a abertura das escolas em 2020. Já José Bonifácio, no noroeste paulista, com população de 40 mil, 21 escolas e renda per capita de R$ 857, manteve as escolas fechadas. A primeira registrou 448 casos e 7 mortes nas 12 semanas seguintes à abertura. A segunda registrou 482 casos e 9 mortes, no mesmo período. 

“A gente olhou para os municípios mais vulneráveis e as conclusões são idênticas. Quando está todo mundo circulando normalmente, fechar as escolas não muda nada”, diz o outro autor do estudo, o professor da Universidade de Zurich Guilherme Lichand. 

A metodologia foi a de comparar as cidades antes e depois da abertura e também as que abriram com as que não abriram. Isso porque, se fossem analisados apenas os municípios que voltaram às aulas presenciais, poderia haver a falsa impressão de que os casos e mortes aumentaram por causa da abertura, já que eles continuaram subindo. 

Mas ao comparar com as que mantiveram os alunos em casa, os pesquisadores notaram que o número de casos e mortes continuava crescendo também nesses municípios - e no mesmo ritmo dos que abriram as escolas. 

O estudo também mediu a mobilidade das pessoas e notou que ela já estava voltando aos padrões de antes da pandemia em todas as cidades. Resultados preliminares tinham sido divulgados em 2021, mas a publicação agora numa revista científica traz ainda mais credibilidade ao trabalho.

Os pesquisadores dizem na conclusão da pesquisa que, “com as evidências dos altos custos educacionais por causa das escolas fechadas em países em todos os níveis de renda, as nações em desenvolvimento deveriam focar em como manter as escolas abertas e seguras em vez de discutir se devem ou não abri-las”.  

São Paulo foi o primeiro Estado a abrir as escolas durante a pandemia em outubro de 2020, com muita resistência de sindicatos de professores e uma parte das famílias. Atualmente está com escolas públicas e particulares funcionando para todos, presencialmente. 

Já a Paraíba, por exemplo, vai começar o ano letivo de 2022 de forma híbrida por causa da Ômicron. O Acre marcou a volta presencial para 4 de abril porque ainda não terminou o ano letivo de 2021. Pará, Mato Grosso do Sul, Amapá e Piauí, para março. O restante recebeu os alunos presencialmente este mês ou até em janeiro (Ceará e Goiás). Os dados são de um levantamento do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Educação (Consed) desta semana.

Estudos internacionais e nacionais têm mostrado o déficit de aprendizagem das crianças com escolas fechadas durante a pandemia e estimado o retrocesso em décadas. Nesta semana, uma nota técnica do Todos pela Educação concluiu que aumentou em 66,3% o número de crianças de 6 e 7 anos que não sabem ler e escrever no Brasil, passando de 1,43 milhão em 2019 para 2,39 milhões em 2021. A alfabetização na idade certa é crucial para toda a trajetória escolar de um estudante. 

Para o secretário estadual de educação de São Paulo, Rossieli Soares, o estudo é fundamental para o que hoje está se tornando um consenso entre educadores. “As escolas são ambientes seguros e nada pode causar um dano maior do que manter os estudantes longe delas", afirma. 

Falta dinheiro até para o agro

Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

11 de fevereiro de 2022 | 03h00

A falta de recursos para equalização de empréstimos para o agronegócio diz muito sobre o improviso do governo, uma das principais marcas da gestão Jair Bolsonaro. Dos R$ 7,8 bilhões aprovados no Orçamento pelo Legislativo, 99% já foram usados, o que obrigou o Ministério da Economia a suspender a contratação de novas operações pelas instituições financeiras neste mês. Em pleno fevereiro, simplesmente não há mais dinheiro para colocar de pé o Plano Safra até junho, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

A importância do agronegócio para o País é inegável. O setor tem sido essencial para a obtenção de saldos comerciais positivos. No ano passado, o superávit do segmento foi de US$ 105,1 bilhões, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), alta de 19,8% em relação a 2020. Impulsionadas pela recuperação dos preços das commodities e da economia global, as exportações bateram recorde histórico e totalizaram US$ 120,6 bilhões. Em janeiro, quando o mercado projetava que o Produto Interno Bruto (PIB) cresceria 0,5% em 2022, a estimativa para o desempenho da cadeia do agronegócio era de um avanço de 3,5% a 5%, em contrapartida à queda esperada para o comércio, a indústria, os serviços e o consumo das famílias, corroídos pela inflação elevada e pelo aumento dos juros. De lá para cá, a única coisa que mudou foi a perspectiva para o crescimento do PIB, reduzida a 0,30% na edição mais recente do relatório Focus. É consenso que o tombo seria ainda maior sem a contribuição do setor.

Por tudo isso, é quase inacreditável que uma área que tem sido a tábua de salvação da economia seja tratada com tanto desmazelo. O principal motivo que explica a falta de recursos para a equalização do crédito rural é a subida da taxa básica de juros, hoje em 10,75% ao ano, mas o ciclo de alta promovido pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central começou há quase um ano, quando a Selic aumentou de 2% para 2,75%. Esse movimento apenas se acentuou ao longo dos últimos meses, de modo que não deveria ser surpresa para ninguém o fato de que o dinheiro poderia acabar mais rápido.

 

O Plano Safra foi lançado em junho e, no mês seguinte, o Congresso aprovou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) com uma projeção média para a Selic de 6,63% ao ano. Em dezembro a taxa já estava em 9,25%, mas nem assim houve alteração nos parâmetros evidentemente defasados. O resultado é que faltam mais de R$ 3 bilhões para cobrir a diferença entre o custo efetivo cobrado dos bancos nas operações e o valor pago pelos produtores rurais. Uma parte do dinheiro poderá ser remanejada a partir de dotações do Ministério da Agricultura, mas ainda assim será preciso apelar a um crédito suplementar, ainda a ser enviado pelo governo e aprovado pelo Congresso. Antes, o Executivo terá que fazer cortes no mesmo valor em outras áreas, e, até que isso ocorra, não será possível fechar novos financiamentos – dá até medo pensar nos alvos do contingenciamento.

Esse é mais um capítulo da ficção que se tornou o Orçamento da União sob o comando de Jair Bolsonaro. Nessa tragicomédia que contou com a participação da poderosa bancada ruralista, governo e Legislativo se preocuparam mais em blindar os escandalosos recursos destinados a emendas parlamentares, de R$ 35,6 bilhões, preservar os R$ 4,96 bilhões reservados ao fundo eleitoral e garantir R$ 1,7 bilhão para o reajuste de servidores federais. É impressionante a dimensão do desmonte promovido em áreas tão diversas quanto as políticas fiscal, social, ambiental e educacional, para citar apenas algumas, mas nem a área que tem sustentado a esquálida economia recebeu a atenção necessária dentro de uma peça que prevê despesas de R$ 4,7 trilhões. Vale lembrar que, no passado recente, esse problema foi a origem das pedaladas fiscais que deram base ao impeachment da presidente Dilma Rousseff. Como provavelmente Bolsonaro não será afastado, a despeito das inúmeras razões para isso, resta torcer para que a tempestade semeada por seu governo passe logo, antes de causar ainda mais estragos. 

Rede nacional de pesquisas sobre covid-19 apresenta balanço de ações

A RedeVírus, iniciativa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e formada por diversas universidades e centros de pesquisa de todo o país, fez hoje (10) um balanço nesta quinta-feira (10) de seus dois anos de criação.

O grupo foi criado em fevereiro de 2020 com o objetivo de buscar conhecimento científico sobre o novo coronavírus e, ainda, projetos de desenvolvimento de insumos, medicamentos, vacinas e equipamentos para serem utilizados no atendimento de pacientes.

Segundo o ministro Marcos Pontes, que participou da apresentação, os investimentos chegaram a mais de R$ 1 bilhão, sendo R$ 458 milhões em projetos de pesquisa e R$ 600 milhões em apoio ao desenvolvimento de produtos por empresas, como ventiladores mecânicos para suporte a pacientes com a doença.

"Tudo o que foi previsto no cenário [da pandemia] aconteceu. E tivemos capacidade de responder, e responder positivamente. Espero que em 20 anos tenhamos uma série de outros resultados", disse.

A RedeVírus organizou diversos grupos com finalidades específicas. A Rede de Vacinas envolveu 15 estratégias e 10 projetos financiados pelo ministério, de instituições como as federais de Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Viçosa e da Universidade de São Paulo.

No chamamento de ensaios clínicos das fases I e II, de produção de vacinas contra covid-19 com ingredientes farmacêuticos ativos (IFA) fabricados no Brasil ou em acordos de transferência de tecnologia, cinco projetos foram qualificados: da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Serviço Nacional de Aprendizagem (Senai).

Uma das vacinas, denominada Corona-ômica, reuniu 12 instituições de pesquisa para atuar conjuntamente no sequenciamento genético do vírus. Atualmente, ela é responsável por 60% do sequenciamento do novo coronavírus realizado no país.

Segundo o coordenador da rede, Fernando Rosado, da Universidade Feevale (RS), o trabalho foi importante para monitorar o surgimento e a disseminação de variantes do novo coronavírus, como a Delta e, mais recentemente, a Ômicron.

“Nós vamos montando informes sobre as variantes que são repassados ao Ministério da Saúde e às autoridades sanitárias de outras esferas, municípios, estados. É um trabalho que demonstra que quando há recurso financeiro a ciência brasileira responde e faz o que é necessário”, declarou Rosado.

Outra frente foi a rede de diagnósticos, que envolveu a participação de instituições como a Universidade de São Paulo, a Fundação Oswaldo Cruz, o Instituto Butantan e a Universidade Federal de Minas Gerais.

Na avaliação da coordenadora da rede e professora da UFMG, Ana Paula Fernandes, os integrantes tiveram um "grande desafio" diante do déficit de insumos, de tecnologia e de conhecimento científico.

A coordenadora elencou como resultados a realização de diversos testes em todo o país, o registro de um teste de antígeno juntamente à Agência Nacional de Vigilância Sanitária pela Fundação Oswaldo Cruz e a criação do Centro Nacional de Vacinas na UFMG.

Ainda na área de diagnósticos, foi criada uma Rede de Laboratórios de Campanha, coordenada pela UFMG. O grupo reúne 14 universidades, nas cinco regiões do país. Segundo o coordenador da rede, professor André Massesini (UFMG), a montagem da rede contribuiu para ampliar a capacidade de testagem do país.

Edição: Maria Claudia / AGÊNCIA BRASIL

Prazo para renegociação do Fies será de 7 de março a 31 de agosto

O governo federal regulamentou nesta quinta-feira (10) os procedimentos para a renegociação de dívidas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). O início das negociações para quitação do saldo devedor está previsto para o dia 7 de março e se estenderá, inicialmente, até 31 de agosto. Ao todo, cerca de 1,3 milhão de estudantes estão aptos a participar da revisão dos contratos.

A renegociação das dívidas do Fies foi lançada no final do ano passado, por meio de uma Medida Provisória, a MP nº 1.090. De acordo com as regras, para os estudantes que possuem dívidas com 90 a 360 dias de atraso, a medida prevê desconto de 12% no saldo devedor, isenção de juros e multas e parcelamento em até 150 vezes. Para inadimplência superior a 360 dias, a MP prevê desconto de 86,5% no saldo devedor, também com eliminação dos encargos.

Caso o estudante esteja inscrito no Cadastro Único de Programas Sociais (CadÚnico) e seja beneficiário do Auxílio Emergencial, o desconto será de 92%. Além disso, o valor remanescente dessa dívida poderá ser parcelado em até dez vezes, com pagamento de parcela mínima de R$ 200.

"Estamos falando aqui diretamente de um milhão de brasileiros que podem ser beneficiados, sendo que 850 mil, segundo nossos dados, vão obter até 92% de desconto nessa negociação. Além disso, o [saldo] remanescente pode ser, alguns casos, observada a parcela mínima, um parcelamento de até R$ 200. Ele vai parcelar até 150 vezes. Essas medidas vão beneficiar os estudantes e não apenas aqueles já formados, que desistiram, mas estão com os nomes negativados. E até os fiadores, que estão aí também preocupados", destacou o ministro da Educação, Milton Ribeiro, durante cerimônia, no Palácio do Planalto, para anunciar os prazos e procedimentos da renegociação.

O presidente Jair Bolsonaro participa da divulgação dos novos critérios de desconto e renegociação das dívidas do Fies.Presentes à cerimônia os ministros da Educação, Milton Ribeiro, e da Economia, Paulo Guedes
O ministro da Educação, Milton Ribeiro, detalha as regras para quitação de dívidas de financiamento estudantil. - Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agencia Brasil


Segundo o MEC, atualmente, dos 2,6 milhões de contratos ativos formalizados até 2017, mais de 2 milhões estão na fase de quitação, com um saldo devedor de R$ 87,2 bilhões. Desses, mais de um milhão de estudantes estão inadimplentes, com mais de 90 dias de atraso no pagamento. Isso representa uma taxa 51,7% de inadimplência e soma R$ 9 bilhões em prestações não pagas.

"A molecada não tem como pagar e temos que ter uma alternativa. Imagine você ter menos de 30 anos com uma dívida média de R$ 44 mil. A garotada, mais de um milhão de jovens, terá a oportunidade de pagar a dívida. É uma proposta tentadora, vai tirar essa turma da inadimplência", comemorou o presidente Jair Bolsonaro, em discurso durante o evento.

O presidente Jair Bolsonaro participa da divulgação dos novos critérios de desconto e renegociação das dívidas do Fies.Presentes à cerimônia os ministros da Educação, Milton Ribeiro, e da Economia, Paulo Guedes
O presidente Jair Bolsonaro participa da divulgação dos novos critérios de desconto e renegociação das dívidas do Fies.Presentes à cerimônia os ministros da Educação, Milton Ribeiro, e da Economia, Paulo Guedes - Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agencia Brasil

Como renegociar

Os contratos do Fies estão vinculados ao Banco do Brasil (BB) e à Caixa Econômica Federal. Nas duas instituições financeiras, os estudantes poderão realizar todo o procedimento de renegociação da dívida por meio digital. 

Na Caixa, por exemplo, cuja dívida média é de R$ 35 mil, o interessado já pode consultar via internet e verificar se pode ou não pedir a renegociação e qual desconto e parcelamento poderá ter.

Depois da abertura do período de adesões, em 7 de março, e após confirmar seu enquadramento nas regras e simular a renegociação, os estudantes devem gerar o boleto para pagamento da primeira parcela ou, caso optem pela quitação de uma só vez, da parcela única.

No BB, a adesão poderá ser feita diretamente pelo aplicativo do banco na internet, acessando a opção Soluções de Dívidas e clicando em Renegociação Fies. Por meio da solução, segundo o banco, o estudante poderá verificar se faz parte do público-alvo, as opções disponíveis para liquidação ou parcelamento da dívida, os descontos concedidos, assim como os valores da entrada e demais parcelas. 

De acordo com o presidente do BB, Fausto Ribeiro, a partir do dia 19 de fevereiro, aqueles que têm direito à renegociação receberão uma oferta ativa na tela de entrada do aplicativo do banco, pelo celular, informando as condições de quitação.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira / AGÊNCIA DE NOTICIAS

Covid-19: Brasil registra 164 mil novos casos e 943 mortes

A quantidade de pessoas contaminadas pela covid-19 ultrapassou os 27 milhões. Com 164.066 novos diagnósticos positivos em 24 horas, o total de brasileiros infectados pelo coronavírus alcançou 27.119.500. Ontem, o painel de informações do Ministério da Saúde contabilizava 26.955.434 casos acumulados.

A quantidade de casos em acompanhamento de covid-19 está em 3.036.634. O termo é dado para designar casos notificados nos últimos 14 dias que não tiveram alta nem evoluíram para morte.

As mortes causadas pela covid-19 chegaram a 636.017. Nas últimas 24 horas, foram registrados por autoridades de saúde 943 novos óbitos. Ontem, o sistema de informações da pandemia marcava 635.074 vidas perdidas.

Boletim epidemiológico do Ministério da Saúde atualiza números da pandemia no Brasil.
Boletim epidemiológico do Ministério da Saúde atualiza números da pandemia no Brasil. - Ministério da Saúde

Ainda há 3.154 falecimentos em investigação. Os óbitos em investigação ocorrem pelo fato de haver casos em que o paciente faleceu, mas a investigação se a causa foi covid-19 ainda demandar exames e procedimentos posteriores.

Até hoje, 23.446.849 pessoas se recuperaram da covid-19. O número corresponde a 86,5% dos infectados desde o início da pandemia.

As informações estão no balanço diário do Ministério da Saúde, divulgado nesta quinta-feira (10). Nele, são consolidadas as informações enviadas por secretarias municipais e estaduais de saúde sobre casos e mortes associados à covid-19.

Os números em geral são menores aos domingos, segundas-feiras o nos dias seguintes aos feriados em razão da redução de equipes para a alimentação dos dados. Às terças-feiras e dois dias depois dos feriados, em geral há mais registros diários pelo acúmulo de dados atualizado.

Estados

Segundo o balanço do Ministério da Saúde, no topo do ranking de estados com mais mortes por covid-19 registradas até o momento estão São Paulo (160.839), Rio de Janeiro (70.528), Minas Gerais (57.203), Paraná (41.618) e Rio Grande do Sul (37.417).

Já os estados com menos óbitos resultantes da pandemia são Acre (1.914), Amapá (2.072), Roraima (2.106), Tocantins (4.033) e Sergipe (6.154).

Vacinação

Hoje o Brasil passou das 370 milhões de doses aplicadas, com 370,9 milhões, sendo 168,6 milhões com a 1ª dose e 153,9 milhões com a 2ª dose ou dose única. Outros 44 milhões já receberam a dose de reforço.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira / AGÊNCIA BRASIL

Doria anuncia aumento de 20% a policiais e profissionais de saúde pública

SÃO PAULO

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou nesta quinta-feira (10) aumento de 20% no salário dos profissionais da Saúde e Segurança Pública.

As demais categorias de servidores do estado terão aumento de 10% nos vencimentos. O reajuste irá valer a partir do próximo dia 1º de março e será estendido aos aposentados.

Os reajustes serão formalizados em projeto de lei que será enviado para apreciação da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo). "A expectativa é de que a Alesp discuta e aprove o projeto", disse o governador.

O presidente da Alesp, o deputado Carlão Pignatari (PSDB), esteve no Palácio dos Bandeirantes na manhã desta quinta-feira para tratar do projeto de lei.

O anúncio ocorre no momento em que Doria amarga baixos índices nas pesquisas eleitorais para a Presidência da República. A legislação eleitoral proíbe reajuste salariais acima da inflação até seis meses antes das eleições.

Os aumentos salariais terão impacto de R$ 5,6 bilhões na folha de pagamento estadual, que é de R$ 100 bilhões, aproximadamente. Segundo o vice-governador Rodrigo Garcia (PSDB), o estado teve superávit de R$ 5,9 bilhões em 2021. "Todo o superávit foi destinado a essas carreiras", disse o vice-governador.

Segundo Garcia, o piso da Segurança Pública vai de R$ 2.574 para R$ 3.088, no cargo de soldado de 2ª classe. Na saúde, o piso vai de R$ 1.023,28 para R$ 1.227,94, valores referentes ao salário de técnico de enfermagem.

O efetivo das forças policiais é de 276,6 mil funcionários. Na saúde pública, são 69,6 mil servidores. As demais categorias somam 195 mil pessoas. Os números incluem os aposentados.

Até a véspera do anúncio, a categoria dos policiais temia que o aumento ficasse em torno de 5%, como aconteceu em 2019, o que causou frustração. O reajuste de 20% surpreendeu os policiais.

O Sindpesp (Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo) afirmou em nota que o aumento de 20% "é um alento para a classe policial".

Os policiais civis, que somam 26 mil servidores, reclamaram do percentual que não cobre a inflação acumulada de 25,15% desde 2018.

Os peritos criminais também esperavam um aumento maior. "A porcentagem por si só pode parecer alta, mas se somarmos aos 5% oferecidos lá em 2019, o aumento é de cerca de 6% ao ano durante a gestão Doria, o que sequer repõe a soma das inflações anuais", diz, em nota, o presidente do sindicato, Eduardo Becker.

Segundo Doria, os aumentos foram possíveis graças à reforma fiscal aprovada pelos deputados estaduais que equilibrou as contas públicas. "Queria ter feito mais e mais cedo, mas o foco foi a busca pela vacina", disse o governador.

Doria afirmou que a economia da reforma, que incluiu o fechamento de dez órgãos estaduais, foi de R$ 7 bilhões em 2021.

Doria afirmou ainda que o aumento maior a policiais e profissionais da saúde pública foi uma forma de retribuir a dedicação dos servidores durante a pandemia.

Em dezembro do ano passado, o presidente Jair Bolsonaro (PL) prometeu reajuste salarial a policiais. O gasto com o projeto de reestruturação das carreiras da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) será de R$ 11 bilhões até 2024, segundo o Ministério da Justiça.

 
 

Casos de covid-19 chegam a 26,9 milhões no Brasil

O número de mortes em decorrência de complicações associadas à covid-19 chegou a 635.074 no Brasil. Em 24 horas, o país registrou mais 1.264 óbitos – ontem (8), o sistema de informações da pandemia marcava 633.810 mortes.

De ontem para hoje (9), foram registrados mais 178.814 diagnósticos positivos de covid-19. Na terça-feira, o total de casos estava em 26.776.620 e hoje chegou a 26.955.434.

Desde o início da pandemia, 26.955.434 de pessoas morreram por causa da doença. Ainda há 3.172 mortes em investigação. Nesses casos, são necessários exames e procedimentos posteriores para determinar se a causa da morte foi covid-19.

Estão em acompanhamento 3.017.168 de casos de covid-19. O termo é usado para designar casos notificados nos últimos 14 dias que não tiveram alta, nem evoluíram para morte.

Até hoje, 23.303.192 pessoas se recuperaram da covid-19. O número corresponde a 86,5% dos infectados desde o início da pandemia.

As informações estão no balanço diário do Ministério da Saúde, divulgado no início da noite desta quarta-feira (9). O balanço consolida as informações enviadas por secretarias municipais e estaduais de Saúde sobre casos e mortes por covid-19.

Dados de casos e mortes por covid-19 divulgados nesta quarta-feira (9).
Dados de casos e mortes por covid-19 divulgados nesta quarta-feira (9). - 09/02/2022/Divulgação/ Ministério da Saúde

Estados

Conforme a atualização do Ministério da Saúde, São Paulo é o estado com maior número de mortes por covid-19 (160.542), seguido por Rio de Janeiro (70.448), Minas Gerais (57.075), Paraná (41.570) e Rio Grande do Sul (37.384).

Os estados com menos óbitos resultantes da doença são Acre (1.909), Amapá (2.068), Roraima (2.106), Tocantins (4.028) e Sergipe (6.147).

Vacinação

Até esta quarta-feira, foram aplicados 369,6 milhões de doses de vacinas contra covid-19 no país: 168,3 milhões receberam a primeira dose e 153,8 milhões, a segunda ou a dose única. A dose de reforço já foi aplicada em 43,3 milhões de pessoas.

Edição: Nádia Franco / AGÊNCIA BRASIL

Brasil registra saldo positivo de 2,6 milhões novas empresas em 2021

O Ministério da Economia informou nesta quarta-feira (9) que foram abertas no país 4,026 milhões de empresas em 2021, um recorde histórico em um ano. No mesmo período, no entanto, foram fechadas 1,410 milhões de empresas. O saldo de novos negócios ficou positivo em 2,615 milhões. 

O quantitativo de empresas abertas representa um aumento de 19,7% em relação a 2020. Atualmente, há 18,915 milhões de empresas ativas no Brasil. Os dados constam no Mapa de Empresas, uma plataforma digital do Ministério da Economia, que fornece dados sobre o registro empresarial no país. A cada quatro meses, o serviço tem as informações atualizadas. 

O estado do Amapá foi o que apresentou o maior crescimento percentual de empresas abertas em 2021, com aumento de 40,9% em relação ao ano de 2020, seguido por Alagoas (39,2%), Piauí (33%), Paraíba (31,1%) e Bahia (30,6%). Já o Mato Grosso do Sul registrou o menor crescimento de abertura de empresas,  13,6%. Rio de Janeiro (13,7%), Espírito Santo (15,3%), Paraná (15,5%) e Distrito Federal (15,6%) foram as outras unidades da federação que registraram menor expansão de novos negócios ao longo do ano passado. 

Do total de empresas ativas no Brasil, quase metade (48,5%) é do setor de serviços, seguida pelas empresas de comércio (33%), indústria de transformação (9,3%), construção civil (7,9%), agropecuária (0,7%), extrativa mineral (0,1%) e outras (0,5%). 

Em relação ao tipo de negócio, a grande maioria, cerca de 13,2 milhões - do total de 18,9 milhões - são empresas individuais, incluindo o microempreendedor individual (MEI). Em seguida, vêm as empresas Sociedade Empresária Limitada, com 4,4 milhões de registros. Os negócios no formato Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (Eireli) somam 984.573, as Sociedades Anônimas são 175.355 e as cooperativas totalizam 34.520 no país. Os demais tipos de empresas somam 64.419.  

Tempo de abertura

Segundo o Mapa, o tempo médio de abertura de empresas diminuiu quase um terço em relação ao registrado em janeiro de 2019, caindo de cinco dias e 9 horas para dois dias. Além disso, 57% dos novos negócios já são abertos em menos de um dia.  

O estado de Sergipe e o Distrito Federal se destacam como os mais rápidos, com tempo médio de um dia para se abrir uma empresa. Entre as capitais, Maceió é a mais ágil, com 14 horas, em média. Ao todo, 18 unidades da federação têm tempo médio de abertura de um novo negócio inferior a dois dias.   

Segundo o Ministério da Economia, entre as medidas que estão contribuindo para essa agilidade, estão o Balcão Único, solução tecnológica que integra os dados entre órgãos de cada esfera do governo para acelerar o processo de abertura, encerramento e alterações de dados de empresas. A iniciativa já está presente nas juntas comerciais de 17 estados, com expectativa de implantação em todas as unidades federativas até o final do ano. 

Outra ação para agilizar a abertura de novos negócios é a utilização da assinatura eletrônica GOV.BR, que já está sendo utilizada em 24 juntas comerciais, informou a pasta. A assinatura GOV.BR simplifica o processo de abertura de empresas, é gratuita e evita que o empreendedor precise comprar um certificado digital ou emitir procuração para um advogado ou contador realizar o processo.

Edição: Fernando Fraga / AGÊNCIA BRASIL

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