Brasil comemora a abertura do mercado canadense para carne brasileira
A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, comemorou nesta segunda-feira (14) a liberação, pelo Canadá, das importações de carne bovina e suína do Brasil. “Ótima notícia para o nosso #agro. O Canadá, um dos mais importantes mercados do mundo, autorizou o início da exportação de carne bovina e suína produzidas no Brasil. Agora já são mais de 200 mercados abertos pelo Mapa na gestão do governo Jair Bolsonaro”, anunciou pelo Twitter. 

Tereza Cristina, que está em missão no Canadá desde o último fim de semana, disse, na postagem, que ainda hoje terá uma série de reuniões para tratar da importação de fertilizantes pelo Brasil.
Como quarto consumidor global de fertilizantes, responsável por cerca de 8% deste volume e como maior importador mundial, o Brasil busca novos mercados de fertilizantes, já que a Rússia, principal fornecedor do país, sofre sanções mundiais por causa da guerra na Ucrânia.
O Brasil importa cerca de 85% de todo o fertilizante usado na produção agrícola nacional. No caso do potássio, o percentual importado é de cerca de 95%.
Edição: Maria Claudia / AGÊNCIA BRASIL
Covid-19: Brasil registra 29,3 milhões de casos e 655 mil óbitos
O Brasil acumula 29,3 milhões de casos confirmados de covid-19 e 655 mil mortes, segundo boletim epidemiológico divulgado neste domingo pelo Ministério da Saúde. Os casos de recuperados somam 27,7 milhões (94,5% dos casos). 

Em 24 horas, foram registrados 18,6 mil casos e 133 óbitos.
O boletim epidemiológico deste domingo não atualizou dados do Mato Grosso, do Tocantins e do Distrito Federal, cujas secretarias de estado de Saúde não repassaram as informações.
O estado de São Paulo tem o maior número de casos acumulados desde o início da pandemia, com 5,1 milhões de casos e 166 mil óbitos. Em seguida estão Minas Gerais (3,2 milhões de casos e 60,3 mil óbitos), Paraná (2,3 milhões casos e 42,6 mil óbitos) e Rio Grande do Sul (2,2 milhões de casos e 38,7 mil óbitos). Os estados com menor número de casos é o Acre (123.376), Roraima (154.566) e Amapá (160.210).
Em número de mortes, São Paulo tem 166.093; Rio de Janeiro, 72.221 e Minas Gerais, 60.248. Os estados com menor número de óbitos são Acre (1.989), Amapá (2.118) e Roraima (2.139).
Edição: Fábio Massalli / AGÊNCIA BRASIL
Gestores podem esclarecer dúvidas sobre fases da implantação do eSocial em Webconferência
A segunda fase de implantação do e-Social para os órgãos públicos deve ser concluída até o dia 21 de abril. Gestores com dúvidas sobre as atribuições dos Municípios para realizar esse procedimento podem buscar, virtualmente, esclarecimentos em Webconferências realizadas às terças e quinta-feiras das 14h30 às 17h.
Para ter acesso às transmissões, o gestor deve fazer a solicitação pelo WhatsApp, por meio do número (61) 2021-5555. Ainda existe a opção realizar o pedido pelo e-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. . A Confederação Nacional de Municípios (CNM) lembra que o Ente local que ainda não enviou os eventos da primeira fase precisa agilizar, mesmo que tenha perdido o prazo e antes do envio dos eventos da segunda fase, conforme autorização prevista na Portaria Conjunta 71/2021.
Nesse ato, devem ser acompanhadas no portal gov.br/eSocial as publicações com informações e as notas técnicas. Elas contemplam as melhorias implantadas para melhor transmissão e correto envio dos dados. O descumprimento pode acarretar em penalidades previstas nas normas atuais.
Covid-19: Brasil tem 45 mil casos e 289 mortes em 24 horas
O Brasil registrou 45.020 casos de covid-19 em 24 horas, segundo o boletim divulgado neste sábado pelo Ministério da Saúde. No mesmo período, houve 389 mortes em decorrência da doença. Os números não incluem dados do Mato Grosso e do Distrito Federal, unidades da Federação cujas secretarias de Saúde não atualizaram os dados até a divulgação do boletim.

Desde o início da pandemia, foram registrados 29.350.134 casos e 654.945 mortes por covid-19. O número de recuperados é de 27.671.593 e há 1.023.596 de casos em acompanhamento.
Estados
São Paulo é a unidade da Federação com maior número de casos e de mortes, com 5,12 milhões e 166 mil, respectivamente. No número de casos, o segundo e o terceiro lugar são ocupados por Minas Gerais (3,26 milhões) e Paraná (2,38 milhões). Os menores números de casos estão no Acre (123.370), Roraima (154.562) e Amapá (160.205).
Entre as mortes, São Paulo é seguido pelo Rio de Janeiro (72.180) e por Minas Gerais (60.319). Os menores números de óbitos estão no Acre (1.988), Amapá (2.118) e Roraima (2.139).
Edição: Fábio Massalli
Guedes afirma que há mais iPhones no Brasil do que população
O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta sexta-feira (11) que o número de iPhones em território brasileiro é maior do que o de habitantes. O discurso, enaltecendo o governo Bolsonaro pelo investimento em tecnologia, foi feito na cerimônia para lançar o Plano Nacional de Fertilizantes —antecipado pela crise decorrente da guerra na Ucrânia.
De acordo com o ministro, a pandemia foi responsável por lançar, mais rapidamente, o Brasil em direção a um futuro tecnológico.
"Nosso presidente já era digital e somos o quarto maior mercado digital do mundo. Tem mais iPhones no Brasil do que população. Os brasileiros têm um, dois iPhones, às vezes."
Apesar de o ministro afirmar, sem dados, que o Brasil já é uma nação de 'profundidade digital', o país ainda apresenta desigualdade no acesso à internet, por exemplo. Em dezembro de 2021, a Folha mostrou que 55 milhões de brasileiros ficam uma semana sem internet todo mês.
Segundo dados do Instituto Locomotiva e do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor), 45% dos usuários mais pobres (classes C, D e E) têm planos de telefonia móvel que se esgotam antes de o mês acabar.
Paulo Guedes ainda afirmou que, para além da pandemia, a guerra na Ucrânia forçou a sociedade brasileira ao progresso tecnológico. Com a crise envolvendo a escassez de fertilizantes importados da Rússia, o governo antecipou o lançamento do Plano Nacional de Fertilizantes.
"Estamos trabalhando na matriz de aprofundamento da cadeia produtiva em direção aos fertilizantes. O que essa guerra faz é nos jogar também mais aceleradamente em direção ao futuro."
Atualmente, o Brasil é o quarto maior consumidor de fertilizantes do mundo, atrás de China, Índia e Estados Unidos, e o maior importador mundial desses insumos. A Rússia responde sozinha por 23% das importações brasileiras de fertilizantes, que somaram US$ 15,2 bilhões (R$ 78,4 bilhões) no ano passado.
O Plano Nacional de Fertilizantes visa ampliar a exploração dos insumos em minas locais e elevar a produção dos fertilizantes em fábricas nacionais para reduzir a dependência internacional, a partir de mudanças no arcabouço regulatório e tributário, bem como a concessão de subsídios e financiamentos públicos. FOLHA DE SP
Bolsonaro sanciona projeto de lei que altera cobrança do ICMS sobre combustíveis
O presidente Jair Bolsonaro (PL) sancionou integralmente, na noite desta sexta-feira (11), o projeto de lei que altera a cobrança de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre combustíveis e zera as alíquotas de PIS/Cofins sobre diesel e gás até o fim de 2022, ano eleitoral. Com a sanção, a medida entra em vigor.
O texto foi aprovado tanto por deputados quanto por senadores na madrugada desta sexta, após a Petrobras anunciar um mega-aumento nos preços de gasolina e diesel. A estatal teve de reajustar os valores, após a guerra na Ucrânia pressionar o dólar e o preço internacional do petróleo.
Durante a transmissão semanal em suas redes sociais, enquanto os parlamentares ainda votavam o texto, Bolsonaro já havia dito que sancionaria a medida tão logo fosse aprovada.
"Se a Câmara aprovar hoje, da minha parte não interessa a hora, assino qualquer hora da noite ou da madrugada. E a partir de amanhã, por exemplo, na questão do diesel, em vez de se cobrar mais R$ 0,90 o litro —o que é um absurdo— se cobraria mais R$ 0,30. É bastante, mas diminui esse impacto", afirmou.
O presidente disse ainda que a lei deve gerar uma redução de R$ 0,60 por litro de diesel —o que diminuiria o impacto do aumento anunciado pela Petrobras.
"O desconto de impostos a partir da sanção da lei será de R$ 0,60 [por litro] no preço do diesel", disse.
Tanto Bolsonaro quanto parlamentares se queixaram do aumento da estatal, enquanto o Congresso ainda discutia a proposta. A medida ampliou a pressão por iniciativas para conter os efeitos na bomba.
Após o reajuste da Petrobras, houve uma corrida aos postos na tentativa de abastecer ainda com preços menores.
Ainda que o Congresso tenha aprovado o projeto de lei rapidamente, as votações foram marcadas por críticas à política de preços da estatal.
Por fim, os deputados aprovaram o texto por 414 a 3. Já no Senado, foram 68 votos a 1 —a desoneração de PIS/Cofins sobre o diesel foi analisada em separado e foi mantida por 56 votos a 8.
Há meses o governo tentava aprovar a mudança na cobrança do ICMS, numa queda de braço com os governadores.
Enquanto o presidente acusa os estados de lucrar com a alta nos preços, via arrecadação do ICMS, os gestores estaduais apontam o dedo para a política de preços da Petrobras, cujo acionista controlador é a União.
A alta nos combustíveis é uma das principais preocupações do Palácio do Planalto e da campanha de Bolsonaro, que busca se reeleger neste ano.
O chefe do Executivo está em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em diferentes ocasiões, Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, defenderam uma contribuição dos governadores para conter o preço dos combustíveis.
Com apoio do Planalto, o governo federal abrirá mão de uma arrecadação de R$ 18 bilhões para zerar as alíquotas de PIS/Cofins sobre diesel e gás até o fim do ano.
Os estados, por sua vez, alegam que a medida não solucionará o problema e reclamam da perda de arrecadação.
"Queremos ajudar a baixar o preço, e não podem mais botar a culpa no ICMS", disse o governador do Piauí, Wellington Dias (PT). "Aceitamos tratar do ICMS no consumo na reforma tributária, onde está ICMS sobre combustíveis e também energia e outros. Mas com a responsabilidade de compensação de receitas."
Dias afirmou ainda que o projeto votado é inconstitucional e que vai recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal). "Não vamos aceitar tirar dinheiro do povo, pois dinheiro público é do nosso povo, para mandar para a jogatina da especiação e lucros como dos R$ 103 bilhões da Petrobras distribuído para aplicadores, do povo pobre para bolso dos mais ricos", ressaltou.
Pelo texto do PLP 11, os estados deverão regulamentar a criação de uma alíquota única de ICMS sobre os combustíveis no âmbito do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária). Além disso, o texto prevê a mudança no modelo da alíquota, de um porcentual sobre o valor (ad valorem) para um valor fixo sobre o litro (ad rem).
A alíquota única deverá ser aplicada sobre gasolina, diesel, etanol e gás de cozinha. Inicialmente, também valeria para querosene para aviação, mas os deputados excluíram a possibilidade durante a votação na Casa. Embora unificadas entre os estados, as cobranças poderão ser diferenciadas por tipo de combustível, de acordo com o texto.
Enquanto isso não for implementado pelos governadores, o imposto sobre o diesel e o biodiesel deverá ser cobrado sobre uma base de cálculo definida, obtida pela média móvel dos últimos cinco anos.
A regra, tratada como uma transição, valeria até 31 de dezembro de 2022. Na prática, o texto força uma mudança imediata no imposto.
A alteração dos tributos sobre combustíveis é a aposta da Economia para tentar aplacar a crescente pressão por subsídios diretos para reduzir o preço dos combustíveis. A pasta comandada por Guedes tenta minimizar danos e resiste à medida.
A expectativa de técnicos da pasta de Guedes era que houvesse certo alívio nas cotações do dólar e do petróleo, que aceleraram na esteira da invasão da Ucrânia pela Rússia. O anúncio do reajuste pela Petrobras, porém, acabou mantendo a pressão elevada por subsídios.
Uma ala do Planalto também apostava na tese da Economia.
Por outro lado, ministros do governo avaliam que o corte de tributos não tira a necessidade de implementar subsídios para reduzir de forma mais ágil o preço na bomba. Por isso, essa hipótese segue com força na ala política, que credita a Guedes o fato de uma ação nesse sentido ainda não ter saído do papel.
ENTENDA AS PROPOSTAS SOBRE COMBUSTÍVEIS
PLP 11/2020
O que prevê:
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Adoção de uma alíquota única de ICMS sobre combustíveis, com cobrança fixa por litro (hoje, a cobrança é um porcentual sobre o preço);
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Até a regulamentação da nova regra, estados ficam obrigados a cobrar ICMS do diesel sobre uma base de cálculo que resulta da média do preço nos últimos cinco anos;
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Alíquotas de PIS/Cofins sobre diesel e gás ficam zeradas até o fim de 2022 (renúncia de R$ 18 bilhões).
PL 1472/2021
O que prevê:
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Cria uma política nacional de preços de combustíveis, com bandas de variação e frequência de reajustes definida;
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Uma conta de estabilização abastecida com dividendos pagos pela Petrobras à União e receitas com royalties de petróleo e participações especiais bancaria uma compensação pela diferença entre o preço de mercado (seguindo cotações internacionais) e o preço de referência;
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Amplia o Auxílio Gás, para ao menos 11 milhões de famílias (hoje, benefício é pago a 5,5 milhões de beneficiários do Auxílio Brasil).
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Cria um auxílio de R$ 300 a taxistas, motoristas de aplicativo e pilotos de pequenas embarcações que tenham renda familiar de até três salários mínimos. Motoristas habilitados para conduzir ciclomotor ou motos de até 125 cilindradas receberiam um valor menor, de R$ 100.
'Querem quebrar o Brasil', diz Bolsonaro sobre revisão da vida toda do INSS
O presidente Jair Bolsonaro (PL) criticou nesta sexta-feira (11) a possibilidade de garantir que os aposentados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) conquistem, na Justiça, o direito à revisão da vida toda.
"Querem quebrar o Brasil. Decisão lá do Supremo [Tribunal Federal]", disse Bolsonaro a apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada.
A revisão havia sido aprovada pelo STF no plenário virtual, mas um pedido de destaque feito pelo ministro Kassio Nunes Marques deve levar o julgamento ao plenário físico, o que foi interpretado por outros integrantes da corte como tentativa de manipular o resultado final a favor do governo.
O presidente comparou o caso ao crescimento da conta do governo para pagar sentenças judiciais durante o seu governo. "Precatórios, pegaram desde o [governo] Fernando Henrique [Cardoso] e botaram no meu colo. Previdência é a mesma coisa", disse o presidente.
Cobrado por apoiadores, ele disse não ser contra a revisão, mas afirmou que não irá discutir o assunto. "Não sou contra a revisão, não. Quem vai pagar? Tem dinheiro?", afirmou o presidente. "Vou pensar, sim. Não vou discutir esse assunto, a dívida dá mais de R$ 300 bilhões. Precatórios davam R$ 80 bilhões", declarou ainda.
O presidente não explicou o cálculo sobre impacto de R$ 300 bilhões pela revisão dos benefícios.
Mas a Diretoria de Benefícios do INSS estima que decisão favorável aos aposentados pode custar R$ 360 bilhões em 15 anos. "Considerando os pagamentos retroativos, respeitada a prescrição quinquenal, teríamos o montante aproximado de R$ 120 bilhões, de pagamento imediato; e projetando uma expectativa de vida média do beneficiários – com benefícios ativos - em 15 anos, ter-se-ia a estimativa de R$ 360 bilhões", afirma nota da pasta assinado no último dia 4.
A revisão da vida toda é uma ação judicial na qual aposentados pedem que todas as suas contribuições ao INSS, inclusive as realizadas antes da criação do real, em 1994, sejam consideradas no cálculo da média salarial para aumentar a renda previdenciária. A correção pode render atrasados de mais de R$ 100 mil.
A inclusão dos salários antigos na aposentadoria passou a ser pedida na Justiça para tentar corrigir uma distorção criada pela reforma da Previdência de 1999. Na época, a regra de transição aplicada aos segurados do INSS criou duas fórmulas para apuração da média salarial utilizada no cálculo dos benefícios da Previdência.
Pelas normas, quem já era segurado do INSS até 26 de novembro de 1999 teria sua média salarial calculada sobre as 80% maiores contribuições realizadas a partir de julho de 1994. Já para os trabalhadores que iniciassem suas contribuições a partir de 27 de novembro de 1999, a regra permanente estabeleceu que a média salarial seria calculada com os maiores salários de todo o período de contribuição.
A nova norma prejudicou os segurados que tinham muitas contribuições pagas em valores maiores ao INSS antes da implantação do Plano Real. Ao conseguir o direito de se aposentar nas regras de transição, o trabalhador teve seu benefício reduzido, por ter sido impedido de somar salários maiores de antes de julho de 1994.
Em sua defesa, o INSS tentou argumentar, no julgamento de 2021, que a revisão traria um rombo de R$ 46 bilhões aos cofres públicos em dez anos, o que foi utilizado no voto contrário de Nunes Marques. Na época, o Ieprev (Instituto de Estudos Previdenciários) pediu a suspensão do julgamento, solicitando detalhamento dos valores. Para os especialistas, a revisão é limitada e não trará esses gastos
Anvisa: uso de máscaras continua obrigatório em aeroportos e aeronaves
Apesar da liberação do uso de máscaras por diversos estados e municípios, o equipamento de proteção pessoal continua obrigatório para a circulação nos aeroportos e embarque nas aeronaves, segundo determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Nas áreas aeroportuárias onde o acesso não é controlado (como o saguão dos aeroportos e estacionamentos), o uso de máscaras faciais deve seguir as recomendações das autoridades locais.
No entanto, nas áreas de acesso controlado dos aeroportos, o ingresso por viajantes e funcionários deve seguir a obrigatoriedade do uso de máscaras faciais.
De acordo com a agência reguladora, nessas áreas há grande trânsito de pessoas de diferentes origens, com diferentes perfis epidemiológicos, índices de transmissão e coberturas vacinais o que torna a máscara um item de segurança para todos.
A Anvisa reitera que o uso de máscaras faciais nos ambientes de acesso controlado dos aeroportos (como as áreas de embarque) e dentro das aeronaves é uma medida para diminuir o risco de transmissão da covid-19, especialmente porque são locais onde não é possível a manutenção do distanciamento físico.
Edição: Lílian Beraldo / AGÊNCIA BRASIL
Mato Grosso do Sul libera uso de máscara em locais fechados
A partir desta quinta-feira (10), está liberado em todo o estado de Mato Grosso do Sul a obrigatoriedade do uso de máscaras em locais fechados. A medida foi anunciada ontem (9) pelo governo do estado, após reunião do Comitê do Programa Prosseguir e a equipe técnica da Secretaria de Saúde. 

O secretário Geraldo Resende atribuiu a decisão à redução do número de casos, internações e mortes causados pela covid-19. A decisão, no entanto, não impede que as prefeituras tomem medidas mais rígidas, se necessário.
Adesões
No Distrito Federal, o governador Ibaneis Rocha decretou hoje o fim da exigência de máscaras em ambientes fechados. Segundo ele, a medida foi adotada com base no monitoramento dos dados da Secretaria de Saúde sobre a pandemia.
Em São Paulo, o governador João Doria disse nesta semana que a adoção da medida no estado deve ser reavaliada até o dia 23 de março, "São Paulo poderá anunciar a liberação completa do uso de máscaras em todos os ambientes". A mudança depende de um parecer do Comitê Científico do governo, que deve estar pronto até o dia 22.
Na última segunda-feira (7), o Rio de Janeiro foi a primeira capital brasileira a abolir completamente o uso de máscaras, por orientação do Comitê Científico da prefeitura.
No dia 3, um decreto do governador Cláudio Castro, publicado no Diário Oficial, suspendeu o uso de máscara contra a covid-19 no estado, mas deixou a decisão para cada município. No entendimento do governo, as melhoras sucessivas no cenário epidemiológico da doença no estado permitem o fim da obrigatoriedade.
Anvisa
Em nota divulgada ontem (9), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reiterou que o uso de máscaras em ambientes de acesso controlado dos aeroportos - como as áreas de embarque) e dentro das aeronaves - é uma medida para diminuir o risco de transmissão da covid-19, especialmente porque são ambientes onde não é possível a manutenção do distanciamento físico.
*Matéria alterada às 13h25 de hoje (10) para atualização de dados (uso de máscara em ambientes fechados foi liberado no DF)
Edição: Graça Adjuto / AGÊNCIA BRASIL
Governo aposta em corte de imposto e reajuste escalonado da Petrobras para conter pressão nos preços
09 de março de 2022 | 17h46
BRASÍLIA - Sem ter nas mãos uma bala de prata para conter o impacto da alta do petróleo no mercado internacional, o governo optou em ganhar tempo e colocar as suas fichas na redução dos impostos sobre combustíveis´antes de decidir pela adoção de um subsídio temporário para que a Petrobras segure o reajuste de preços para os consumidores.
O subsídio pode custar em torno de R$ 12 bilhões por mês e a estratégia é esperar o efeito da queda dos impostos na bomba.
Nas reuniões de ministros com o presidente Jair Bolsonaro para encontrar uma saída, o governo também discutiu a possibilidade de a Petrobras escalonar os reajustes e não aumentar toda a defasagem de preços de uma só vez.
Nesse cenário, o reajuste seria feito numa velocidade menor. Por exemplo, se a empresa precisar subir R$ 1,80 para acompanhar o preço do petróleo, a ideia é que a Petrobrás possa fazer um aumento menor inicialmente, deixando o restante do repasse para um segundo momento com a empresa administrando os seus contratos.
Nesse período, o preço dos combustíveis na bomba pode ficar menor com os impostos que serão reduzidos podendo levar a uma queda em torno de R$ 0,70 no diesel na bomba para o consumidor.
A estratégia dá tempo para o governo monitorar os desdobramentos do preço do mercado internacional enquanto o cenário da guerra na Ucrânia e os efeitos das sanções comerciais à Rússia fiquem mais claros. A expectativa é de que os efeitos da desoneração possam diminuir a pressão. Bolsonaro não bateu o martelo pela adoção do subsídio, mas fontes do Palácio do Planalto informam que proposta não saiu da mesa.
Balançando no cargo, o presidente da Petrobrás, Joaquim Silva e Luna, insistiu nas reuniões em Brasília da necessidade da aprovação do subsídio e dos riscos de os dirigentes da empresa serem responsabilizados por perdas à empresa se não seguirem a política de paridade de preços internacionais, prevista no seu estatuto.
Silva e Luna alertou aos ministros para o risco de desabastecimento num cenário de preços artificiais, principalmente de diesel, produto que depende de importação. Ele avisou que não tem apego ao cargo e que não adotará medidas que ponham em risco a credibilidade e as finanças da empresa.
Como mostrou o Estadão, cerca de 300 navios com óleo diesel anualmente chegam aos portos brasileiros, com uma média de 1,5 bilhão de litros por mês. Sem poder repassar a alta do preço internacional para os postos de abastecimento, as importações podem ser suspensas, até que o mercado se normalize.
Congresso
Para essa estratégia de ganhar tempo dar certo, o governo vai precisar do apoio do Congresso na aprovação do projeto de lei complementar 11. O projeto altera a forma de cobrança do ICMS (tributo cobrado pelos Estados) incidente sobre os combustíveis. Esse projeto estabelece a cobrança do ICMS por litro de combustível (não mais sobre o preço final) e institui o modelo de tributação monofásica, em apenas uma fase de comercialização.
O PLP 11 será votado com ajustes para incluir a isenção do PIS e Cofins do diesel, com custo estimado de cerca de R$ 18 bilhões para os cofres da União. Entre os ajustes previstos, está uma regra de transição para a mudança. Não há acordo para a criação de um fundo de estabilização, com recursos do Tesouro para funcionar como um amortecedor da alta de preços. O projeto sofre resistências dos Estados, que defendem a mudança da política de preços da Petrobras.


