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Energia solar no Brasil ultrapassa Itaipu

SÃO PAULO

 

ENERGIA SOLAR

O Brasil ultrapassou 14 gigawatts de potência operacional da fonte de energia solar fotovoltaica, superando Itaipu, segundo a Absolar (associação do setor).

A marca considera a capacidade de usinas de grande porte instaladas no país e os sistemas de geração própria de energia elétrica em telhados e pequenos terrenos.

A expectativa do setor é de forte crescimento neste ano, com o aumento na conta de energia elétrica e o marco legal, sancionado em janeiro.

 

Ronaldo Koloszuk, presidente do conselho de administração da Absolar, diz que prevê avanço dos investimentos em energia solar no Brasil neste ano, porque o período de transição legal garante a manutenção das regras atuais, mais vantajosas ao consumidor, até 2045.

Hoje, empreendimentos de geração distribuída de energia operam com um sistema de compensação: o consumidor proprietário da usina recebe um crédito na conta de luz pelo saldo positivo de energia gerada e inserida na rede, após desconto de seu consumo. O segmento é isento do pagamento de alguns componentes tarifários, como a tarifa de uso do sistema de distribuição (TUSD fio B).

FOLHA DE SP

O Estado de bem-estar social

Denis Lerrer Rosenfield, O Estado de S.Paulo

28 de fevereiro de 2022 | 03h00

A discussão política acerca da esquerda e da social-democracia no Brasil é frequentemente confundida com o debate sobre a noção de Estado de bem-estar social, como se este fosse fruto da esquerda. Note-se, a respeito, que a trajetória histórica de constituição desta forma de Estado foi liderada por vários partidos, adotando todos os valores da democracia e da igualdade. Na Itália, sucederam-se vários governos de orientação democrata-cristã, muitas vezes com apoio dos comunistas e socialistas. Na Alemanha foram governos também de orientação democrata-cristã, alternando-se no poder no transcurso de décadas com governos social-democratas. Nada de essencial mudava nesta alternância política, salvo em questões menores, nenhuma delas comprometendo as liberdades, a democracia, as medidas sociais e a economia de mercado. Na França, governos de orientação gaullista se alternaram com governos socialistas, sem que os pilares do Estado fossem comprometidos. Em nenhuma destas alternâncias em diferentes países adversários políticos foram tratados como inimigos a serem eliminados.

É uma falácia considerar que o valor da liberdade é representado pela direita, enquanto o da igualdade o seria pela esquerda. Tais valores têm características universais, não se prestando a apropriações partidárias ou ideológicas. Se há um certo consenso de que a liberdade é fundante da democracia representativa ou liberal, alguns a dizendo por isso de direita, não há o mesmo consenso relativamente à igualdade. Nos países comunistas, uma vez passado o período da distribuição da riqueza capitalista então existente, a experiência mostrou a sua incapacidade na produção de novas riquezas, fazendo com que a população padecesse níveis de vida baixíssimos, além de privilegiar socialmente a burocracia comunista. Qualquer discordância ou crítica era suprimida pela polícia, quando não pela tortura e morte.

Quem quiser verificar a diferença, basta comparar o destino da Alemanha Oriental e da Ocidental, da Coreia do Norte e da do Sul. O século 20 nos apresenta esta experiência única. A Alemanha Oriental desaparece, sendo a queda do Muro de Berlim o seu símbolo, após o desmoronamento, por crises internas, da União Soviética. A Coreia do Norte, dinástica, militarizada, comunista e liberticida, continua oprimindo os seus cidadãos, enquanto a Coreia do Sul, próspera, exibe um outro caminho. A experiência europeia do pós-guerra é a da formação do Estado de bem-estar social, do Estado Democrático de Direito e da economia de mercado. Observe-se, ainda, que o atendimento das necessidades sociais não é tampouco uma criatura da esquerda, pois faz parte da Torá segundo os judeus, do Antigo Testamento segundo os cristãos, em particular o livro de Levítico. É uma obrigação moral de qualquer pessoa, de qualquer empresário, dar atenção às viúvas, aos órfãos e aos idosos que não podem ser abandonados. As primeiras medidas políticas nesse sentido foram tomadas por Bismarck em 1883 e pelo ministro Winston Churchill quando, após a Grande Guerra de 1914-1918, criou mecanismos estatais de atendimento às vítimas de guerra, a saber, viúvas, órfãos, idosos e mutilados.

Em nosso país, a esquerda petista procura reivindicar para si esta ideia de igualdade, posicionando-se contra a social-democracia nacional, como se fosse de direita – neoliberal, para utilizar o seu jargão. Toda sua preocupação consistiu em considerar os tucanos como inimigos, arrogando-se a posição de verdadeira esquerda. Em seu primeiro governo, Lula não hesitava em condenar a “herança maldita”, quando ela foi a responsável por seu sucesso inicial. Aliás, não dá para entender como um setor dos tucanos ainda insiste em namorar com os petistas quando estes sempre os desprezaram, além de terem, no poder, erigido a corrupção em modo de governar. Qualquer afinidade ideológica é, aqui, um mero disfarce, salvo se for uma questão psicanalítica, a do PSDB no divã.

Ademais, os petistas se posicionaram contra a Constituição de 1988, que é um projeto de instaurar por lei o Estado de bem-estar social, com todos os inconvenientes daí derivados, de uma tentativa jurídica que não oferece os meios financeiros e executivos de sua realização. Nossa Carta Maior está repleta de direitos e de poucos deveres, tornando-a capenga e submetida a necessárias reformas periódicas por meio de diferentes PECs. Mais concretamente, o PT se posicionou contra o Estado de bem-estar social, quando agora procura apropriar-se de sua bandeira. Ou, ainda, em outra linguagem, posicionou-se contra a “social-democratização” do Estado brasileiro.

Os únicos verdadeiros defensores do Estado de bem-estar social foram os governos de Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer – um tucano, outro emedebista –, pois, além de terem implementado medidas de cunho eminentemente social, preocuparam-se com suas formas de financiamento, por exemplo, por meio da Lei de Responsabilidade Fiscal e da do teto dos gastos públicos.

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PROFESSOR DE FILOSOFIA NA UFGRS. E-MAIL: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

A grande revolução do cano enterrado

O Estado de S.Paulo

02 de março de 2022 | 03h00

É um velho refrão que “cano enterrado não dá voto”. Analogamente, as instituições civis dedicadas ao saneamento sabem que ele não traz popularidade. Mas aqueles que trabalharam pelo novo Marco do Saneamento podem se regozijar por serem protagonistas daquela que pode ser a maior revolução social da história do Brasil.

Cerca de 35 milhões de brasileiros não têm acesso à água potável, quase 100 milhões não têm coleta de esgoto e 4,4 milhões, sem nenhum esgoto, são obrigados a defecar a céu aberto. Além da ofensa à dignidade humana, isso acarreta imensos problemas ambientais, sanitários e econômicos. A calamidade estarrece não só pelo seu tamanho, mas pela sua resiliência. Os números são praticamente os mesmos há anos.

Em 2014, o Plano Nacional de Saneamento estabeleceu a universalização do abastecimento de água até 2023 e a da rede de esgoto até 2033, com investimentos de R$ 25 bilhões anuais. Na última década, a média de investimentos ficou em metade disso. Nesse ritmo a universalização só seria atingida em 2060. Para piorar, não só os investimentos vinham caindo (entre 2014 e 2018 a redução foi de 12,3%), como o cálculo parece defasado: especialistas apontam a necessidade de investir entre R$ 30 bilhões e R$ 60 bilhões ao ano.

A Constituição determinou que os serviços públicos fossem precedidos de licitação e proibiu o tratamento privilegiado às estatais. Mas, ao contrário de áreas como energia, transporte e telecomunicações, o saneamento ainda agonizava entre regras retrógradas. As companhias estaduais operam sem capacidade de investimento. As parcerias público-privadas, mesmo respondendo por 20% dos investimentos, representam só 6% do mercado.

O novo Marco, aprovado em 2020, centralizou a regulação na esfera federal da Agência Nacional de Águas (ANA), promovendo a uniformização das normas pulverizadas entre milhares de municípios, e exigiu licitação e adesão a metas para os contratos. Com isso garantiu segurança jurídica e competitividade ao setor, ajudando a atrair investimentos e promover a eficiência. Além disso, previu a montagem de blocos regionais, combinando localidades rentáveis e deficitárias, de maneira a permitir que as primeiras compensem as carências técnicas e financeiras das últimas.

Os resultados já se fazem sentir. Em 2021, os megaleilões em grandes cidades elevaram em 15% os investimentos. Entre 2022 e 2023, a expectativa é de que as 23 licitações previstas (12 em cidades pequenas) aumentem os investimentos em 18%.

O saneamento não é só um imperativo moral, mas econômico. Estima-se que cada R$ 1 gere um retorno de até R$ 4 entre redução de gastos com saúde, aumento da produtividade, valorização imobiliária ou receitas do turismo.

A solução para a calamidade sanitária e econômica precipitada pela pandemia passa em boa medida pelo saneamento. Ele melhorará as condições sanitárias da população e é o setor de infraestrutura com maior perspectiva de investimentos.

Entre os desafios ainda estão uma regulação equilibrada por parte da ANA; uma reforma tributária que aumente a capacidade de arrecadação e investimento municipal; e um plano de ação da União que priorize investimentos em municípios mais precários. 

Mais do que tudo, é preciso uma revolução na consciência pública. Nenhum setor expõe com tanta crueldade a desigualdade do País e todo progresso econômico será ilusório enquanto as pessoas não tiverem acesso à água e esgoto. Políticos confortáveis com o adágio “cano enterrado não dá voto” deveriam ter sua ambição à vida pública morta e enterrada. Mas para isso a população precisa se conscientizar. Uma pesquisa da Kimberly-Clark revelou que entre os 10 problemas que mais preocupam os entrevistados o saneamento está em 9.º lugar, e 70% subestimam o problema.

O Marco do Saneamento foi só o primeiro passo rumo à universalização. A defasagem é profunda, os desafios são enormes, mas tudo indica que, literalmente sob nossos pés, a grande revolução já começou. Para que seja consumada, será necessária a mobilização de todos. Basta de tolerar o intolerável.

Com cancelamento de anuência para construção, o que vai acontecer com a Transnordestina em Caucaia?

TRANSNORDESTINA EM CAUCAIA

 

O cancelamento pela Prefeitura de Caucaia da anuência para a construção de um terminal da Transnordestina no município da Região Metropolitana de Fortaleza pode resultar em mais um atraso no cronograma das obras e em um novo aumento de custos do projeto bilionário. Essa é a avaliação de especialistas ouvidos pelo Diário do Nordeste. 

 

A Prefeitura de Caucaia informou que um dos motivos que fizeram a administração atual optar pelo cancelamento da anuência foi a ausência de critérios técnicos por parte da gestão municipal anterior. (Veja nota completa abaixo)

O presidente da Câmara Setorial de Logística do Estado (CSLog), Bruno Iughetti, pontua que o cancelamento da autorização traz implicações preocupantes para a continuidade da construção da ferrovia.

"O problema está criado com o cancelamento da Prefeitura. Agora, evidentemente, isso traz implicações significativas, porque o projeto está pronto e será necessário que se reveja. Com certeza teremos novo atraso", afirma.

Ele também revela não saber os motivos que basearam a decisão, uma vez que é um projeto aguardado por anos e que deve gerar inúmeros benefícios para a movimentação de carga no Estado, especialmente até o Porto do Pecém.

Iughetti ainda lembra que a possível revisão da ferrovia irá acarretar elevação dos custos.

"Não tenham nem dúvida que alteração de projeto e suas consequências vai implicar no sobrepreço significativo da previsão atual para a conclusão da linha. É inegável que isso aconteça. Porém, a gente tem que entender o que motivou essa decisão", ressalta.

Importância do equipamento

O professor de Engenharia de Transportes da Universidade Federal do Ceará (UFC), Bruno Bertoncini, explica que, apesar de desconhecer o terminal em questão, geralmente o equipamento é um ponto onde existe processamento de cargas, seja carregamento ou descarregamento.

Em sua avaliação, a construção da ferrovia sem um terminal retira o propósito do projeto.

"As ferrovias sem terminais perdem sentido, pois são eles que possibilitam a integração entre modais, o que é fundamental para geração das viagens", esclarece.

Ele também indica haver necessidade de ajustes apenas no esperado para grandes projetos como o da Transnordestina, embora reconheça que a Transnordestina Logística, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e órgãos ambientais poderiam ser mais precisos no detalhamento.

Respingos da decisão

O impasse também começa a repercutir nos setores envolvidos indiretamente na construção da ferrovia. O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Ceará (Sinconpe-CE), Dinalvo Diniz, demonstrou preocupação.

Para ele, além dos impactos econômicos, o imbróglio envolvendo as licenças "pode afastar investidores e elevar custos para o setor da construção" e "gerando insegurança jurídica para todas as partes envolvidas", afirmou em nota.

"Esse é um projeto aprovado já há bastante tempo. E um projeto dessa magnitude não pode ficar parado. A administração pública deve resguardar a segurança jurídica dos contratos. Sem isso, há perda da confiança por parte dos investidores e aumento dos custos das obras. Acreditamos que não seja do interesse do município de Caucaia que essa obra fique parada", reforçou.

Respostas

Procurada, a Prefeitura de Caucaia esclareceu por meio de nota que cancelou a anuência para a construção do terminal "pela ausência de critérios técnicos por parte da gestão municipal anterior, que havia concedido autorização contrariando Parecer Técnico constante do processo administrativo, avaliação mais do que suficiente para embasar o cancelamento anteriormente concedido".

O comunicado detalha que a prefeitura não encontrou no processo, documentos necessários para concessão de anuência e que, ao longo de 2021, a atual gestão não foi procurada para apresentação do projeto e debate dos impactos ambientais, sociais e econômicos.

"A gestão tem todo o interesse no andamento do projeto e após a realização de reunião com a empresa interessada, iniciou uma força-tarefa com o objetivo de criar as condições legais para que o licenciamento possa ocorrer", acrescenta o texto.

CONFIRA ABAIXO A NOTA NA ÍNTEGRA:

"Diante de especulações e desinformação divulgadas acerca dos trabalhos da ferrovia Transnordestina em nosso município, a Prefeitura de Caucaia informa que:

Primando sempre pela responsabilidade e priorizando o interesse dos caucaienses, foi realizada a anulação da Carta de Anuência 005/2020, que trata do projeto de construção do Terminal de Uso Privado – TUP, obra requerida pela empresa NORDESTE LOGÍSTICA – NELOG, anulação esta motivada pela ausência de critérios técnicos por parte da gestão municipal anterior, que havia concedido autorização contrariando o Parecer Técnico constante do processo administrativo 2020010651, avaliação mais do que suficiente para embasar o cancelamento anteriormente concedido.

A prefeitura esclarece também, que não encontrou no processo, documentos necessários para concessão de anuência. 

A gestão atual informa ainda que, ao longo do ano de 2021, nosso primeiro ano de gestão, nunca foi procurada para apresentação do projeto e debate dos impactos ambientais, sociais e econômicos, a fim de salvaguardar os direitos dos caucaienses. Informa ainda que a gestão tem todo o interesse no andamento do projeto e que após a realização de reunião na semana passada com a empresa interessada, iniciou uma força-tarefa com o objetivo de criar as condições legais para que o licenciamento possa ocorrer. O interesse do município é que seja, sim, realizada a obra de forma que respeite todos os trâmites legais, a transparência e, acima de tudo, a qualidade de vida das comunidades no entorno da área a ser implantado.

Reafirmamos, assim, o compromisso de continuar promovendo o desenvolvimento local, sem jamais deixar de cumprir com todos os trâmites legais e garantias técnicas, visando acima de tudo o bem estar da população de Caucaia."

Procurada, a Transnordestina Logística informou que não irá se pronunciar sobre o assunto. COM DIARIONRDESTE.

Governo federal inaugura trecho de 17 km da BR-153 em São Paulo

O governo federal inaugurou hoje (24) um trecho de duplicação da BR-153 de 17,8 quilômetros, localizado em São José do Rio Preto (SP), entre o km 54,3 e o km 72,1. Foram investidos R$ 268,5 milhões no empreendimento, valor que inclui restaurações e intervenções em viadutos, ponte e passarelas.

Segundo o Ministério da Infraestrutura, cerca de 1 milhão de pessoas que moram na região poderão ser beneficiadas. O município fica a 442 quilômetros da capital, e, segundo a pasta, exerce influência direta sobre uma região com mais de 100 cidades.

Aproveitando a ida a São Paulo para inaugurar a obra, o presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar o que classifica de “medidas populistas”, adotadas por governadores que defendem o isolamento social como forma de combate à pandemia da covid-19.

“Assistimos, ao longo dos últimos dois últimos anos, vimos e sentimos na pele protótipos de ditadores por todo o Brasil. Esses aprendizes de ditadores tomaram medidas, algumas populistas e outras não pensadas, que afetaram diretamente nossas vidas”, disse Bolsonaro. “Ser líder não é estar ao lado do politicamente correto. É decidir por gestos, e por exemplo, estar ao lado do povo”, acrescentou.

“Eu tinha e tenho o poder de fechar todo o Brasil por decreto. Jamais cogitei isso porque a liberdade está em primeiro lugar. Quase todos governadores obrigaram o povo a ficar em casa, mas não pensaram nas consequências”, completou.

Matéria alterada às 17h17 para ajustes na edição do texto

Edição: Juliana Andrade / AGÊNCIOA BRSIL

Covid-19: Saúde registra 647,3 mil mortes e 28,5 milhões de casos

As autoridades estaduais e municipais de saúde registraram até agora 647.390 vidas perdidas para a pandemia. Em 24 horas, foram confirmadas 971 novas mortes por complicações associadas à covid-19. Ontem, o painel de dados da pandemia marcava 646.419 óbitos acumulados.

Ainda há 3.125 falecimentos em investigação. As mortes em investigação ocorrem pelo fato de haver casos em que o paciente faleceu, mas a investigação se a causa foi covid-19 ainda demanda exames e procedimentos posteriores.

De acordo com os dados levantados por secretarias municipais e estaduais de saúde, 28.578.647 pessoas pegaram covid-19 durante a pandemia. Nas últimas 24 horas, foram notificados 93.757 diagnósticos positivos de covid-19. Ontem, o painel de informações da pandemia administrado pelo Ministério da Saúde trazia 28.484.890 casos acumulados.

A quantidade de casos em acompanhamento de covid-19 está em 2.029.338. O termo é dado para designar casos notificados nos últimos 14 dias que não tiveram alta nem evoluíram para morte.

Até hoje, 25.901.919 pessoas se recuperaram da covid-19. O número corresponde a 90,5% dos infectados desde o início da pandemia.

As informações estão no balanço diário do Ministério da Saúde divulgado nesta quinta-feira (24). Nele, são consolidadas as informações enviadas por secretarias municipais e estaduais de saúde sobre casos e mortes associados à covid-19.

Os números em geral são menores aos domingos, segundas-feiras e nos dias seguintes aos feriados em razão da redução de equipes para a alimentação dos dados. Às terças-feiras e dois dias depois dos feriados, em geral há mais registros diários pelo acúmulo de dados.

Estados

Segundo o balanço do Ministério da Saúde, no topo do ranking de estados com mais mortes por covid-19 registradas até o momento estão São Paulo (164.094), Rio de Janeiro (71.570), Minas Gerais (59.416), Paraná (42.193) e Rio Grande do Sul (38.138).

Já os estados com menos óbitos resultantes da pandemia são Acre (1.968), Amapá (2.102), Roraima (2.130), Tocantins (4.099) e Sergipe (6.237).

Vacinação

Até hoje foram aplicadas 365,7 milhões de doses de vacinas contra a covid-19, sendo 166,9 milhões referentes à primeira dose e 143,3 milhões referentes à segunda dose ou dose única. Outros 48,7 milhões já receberam a dose de reforço. Os dados de hoje são menores do que os de ontem. A Agência Brasil questionou o Ministério da Saúde sobre a diferença e aguarda retorno.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira / AGÊNCIA BRASIL

Contas do governo têm o melhor janeiro desde 1997

Idiana Tomazelli / FOLHA DE SP
BRASÍLIA

As contas do governo central começaram o ano com um superávit de R$ 76,5 bilhões, o melhor resultado para um mês de janeiro em toda a série história, iniciada em 1997, informou o Tesouro Nacional nesta quinta-feira (24). A cifra inclui o resultado do Tesouro, da Previdência e do Banco Central.

Segundo o Tesouro, os aumentos expressivos nas receitas administradas pela Receita Federal e também na arrecadação não tributária contribuíram para o número positivo no primeiro mês do ano. A receita líquida do governo teve uma alta real (já descontada a inflação) de 18,2% na comparação com janeiro de 2021.

Na quarta-feira (24), o Fisco já havia anunciado que a arrecadação somou R$ 235,3 bilhões em janeiro, um recorde histórico na série iniciada em 1995.

Sede do Ministério da Economia em Brasília - Adriano Machado - 03.jan.2019/Reuters

Por outro lado, as despesas tiveram um crescimento real de 2,2%. A explicação, de acordo com o Tesouro, é a ampliação do programa social Auxílio Brasil, substituto do Bolsa Família —marca das gestões petistas.

Desde dezembro de 2021, as famílias contempladas pelo programa recebem um valor de pelo menos R$ 400 mensais. Com isso, foram pagos R$ 7,2 bilhões por meio do Auxílio Brasil em janeiro. Um ano antes, o Bolsa repassou R$ 3 bilhões às famílias.

O resultado primário é obtido pela diferença entre receitas e despesas do governo. Neste ano, a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) autoriza um déficit de até R$ 170,5 bilhões.

O governo acumula déficits desde 2014, com gastos acima de sua arrecadação. Com o desempenho de janeiro, o governo quase zera o rombo nas contas: em 12 meses, o resultado ficou negativo em R$ 9,7 bilhões, o equivalente a 0,02% do PIB (Produto Interno Bruto).

No entanto, o próprio Ministério da Economia prevê um rombo de R$ 79,4 bilhões para o ano, valor que pode ser ampliado. A promessa do governo de redução de tributos, como o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e o PIS/Cofins sobre o diesel, tende a pressionar as contas e retardar a virada das contas para o azul.

 

Covid-19: casos sobem para 24,8 milhões e mortes, para 646,4 mil

O número de pessoas infectadas desde o início da pandemia subiu para 28.484.890. Em 24 horas, foram confirmados 133.563 diagnósticos positivos de covid-19, segundo o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde divulgado hoje (23).

 A quantidade de casos em acompanhamento de covid-19 está em 2.065.664. O termo é dado para designar casos notificados nos últimos 14 dias que não tiveram alta nem evoluíram para morte.

O total de pessoas que não resistiram à covid-19 foi para 646.419. Entre ontem (22) e hoje, foram registradas 999 mortes. 

Ainda há 3.122 óbitos em investigação. As mortes em investigação ocorrem pelo fato de haver casos em que o paciente morreu, mas a investigação se a causa foi covid-19 ainda demandar exames e procedimentos posteriores.

Até hoje, 25.772.807 pessoas se recuperaram da covid-19. O número corresponde a 90,5% dos infectados desde o início da pandemia.

No balanço diário do Ministério da Saúde são consolidadas as informações enviadas por secretarias municipais e estaduais de Saúde sobre casos e mortes associados à covid-19.

Estados

Segundo o balanço do Ministério da Saúde, estes são os estados com mais mortes por covid-19 registrados até o momento: São Paulo (163.791), Rio de Janeiro (71.419), Minas Gerais (59.307), Paraná (42.160) e Rio Grande do Sul (38.050).

Os estados com menos óbitos resultantes da pandemia são Acre (1.966), Amapá (2.100), Roraima (2.126), Tocantins (4.095) e Sergipe (6.234).

São Paulo  também lidera no número de casos, com 4,97 milhões, seguido de Minas Gerais (3,15 milhões) e Paraná (2,3 milhões). As unidades da Federação com menor número de casos positivos confirmados são Acre (119.090), Roraima (152.146) e Amapá (160.025)

Boletim epidemiológico do Ministério da Saúde atualiza os números da pandemia no Brasil.
Boletim epidemiológico do Ministério da Saúde atualiza os números da pandemia no Brasil - Ministério da Saúde

Vacinação

O Ministério da Saúde alterou o painel de informações sobre a vacinação contra a covid-19, dentro do portal LocalizaSUS. Os dados atualizados são menores do que os de dias atrás. 

Conforme os registros mais recentes, até esta quarta-feira, foram aplicados 365,7 milhões de doses de vacinas contra a covid-19, sendo 171,2 milhões com a primeira dose e 155,7 milhões com a segunda dose ou dose única. Mais 48,5 milhões receberam a dose de reforço.

Agência Brasil questionou o Ministério da Saúde sobre as razões para a mudança na atualização dos dados e aguarda retorno.

Edição: Fábio Massalli / AGÊNCIA BRASIL

Trechos do Cinturão das Águas são inaugurados em Jati, Missão Velha e Barbalha

O governador Camilo Santana inaugurou, nesta quarta-feira (23), novos trechos do Cinturão das Águas do Ceará (CAC). Com extensão de 75 quilômetros, o percurso liga a Barragem de Jati ao município de Barbalha, passando também pela cidade de Missão Velha. O investimento é estimado em R$ 1,1 bilhão do Governo Federal e Tesouro Estadual. 

"É muito importante que essa água não sirva só para ser levada para outras regiões, mas também para que não falte água para consumo humano", destacou o governador.

 

Levando o nome do deputado José Welligton Landim, ex-presidente da Assembleia Legislativa, o trecho 1 do Cinturão está em fase de implantação. Quando for finalizado, terá extensão 145 quilômetros. DIARIONORDESTE

CNM divulga nota sobre parecer da AGU a respeito de transferências voluntárias para Municípios com até 50 mil habitantes

O artigo 84 §2°, da Lei 14.116/2020, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO/2021), dispensa os Municípios com população de até 50 mil habitantes da comprovação de requisitos de regularidade fiscal para recebimento de transferências voluntárias. Há algum tempo diferentes órgãos e entidades da Administração Pública Federal vêm interpretando esse dispositivo de várias maneiras, o que gera dificuldades para os Entes locais no acesso a recursos federais.

A Câmara Nacional de Convênios e Instrumentos Congêneres (CNCIC), integrante da estrutura da Advocacia Geral da União (AGU), uniformizou o entendimento a respeito do referido dispositivo da LDO por meio do Parecer 00008/2021/CNCIC/CGU/AGU.

Em síntese, entende a AGU que a exceção disposta no artigo 84, §2°, da Lei 14.116/2020 (LDO 2021), se aplica a todas as exigências previstas em “cadastros ou sistemas de informações financeiras, contábeis e fiscais”, com exceção daqueles casos onde a própria Constituição Federal de forma expressa proíbe a realização da transferência voluntária.

E três são as hipóteses referidas no parecer em que a Constituição veda a transferência voluntária: a) descumprimento das regras gerais de funcionamento do regime próprio de previdência social (art. 167, XIII, CF); b) não adequação aos prazos para recondução aos limites de despesas com pessoal ativo, inativo e pensionista (art. 169, §2°, CF) e c) irregularidades no pagamento de precatórios judiciais (art. 97, §10, do ADCT).

No dia 7 de fevereiro deste ano, o Ministério da Economia divulgou o Comunicado 11/2022, onde publiciza o entendimento da AGU e exorta os órgãos da Administração Pública Federal a seguirem o entendimento do Parecer que foi aprovado pelo Advogado-Geral da União.

A Confederação Nacional de Municípios (CNM), por sua vez, comemora a uniformização de entendimento e espera que ele seja rigidamente observado por todos os órgãos e entidades da Administração Pública Federal. Com o objetivo de tornar mais acessível o entendimento a respeito do parecer, a CNM disponibiliza a Nota Técnica 05/2022.

Da Agência CNM de Notícias

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