Em 24 horas, Brasil registra 216 mortes por covid-19
O Brasil registrou 652.143 mortes causadas por complicações associadas à covid-19. De ontem (5) para hoje (6), foram registrados 216 óbitos.

Ainda há 3.124 mortes em investigação. As mortes em investigação ocorrem pelo fato de haver casos em que o paciente faleceu, mas a investigação se a causa foi covid-19 ainda demandar exames e procedimentos posteriores.
Já a soma de pessoas infectadas desde o início da pandemia chegou a 29.049.013. Em 24 horas foram confirmados 15.961 diagnósticos positivos para a covid-19.
A quantidade de casos em acompanhamento está em 1.398.499 O termo é dado para designar casos notificados nos últimos 14 dias que não tiveram alta nem evoluíram para morte.
Até hoje, 27.058.371 pessoas se recuperaram da covid-19. O número corresponde a 92,9% dos infectados desde o início da pandemia.
Os dados estão no balanço diário do Ministério da Saúde, divulgado neste domingo. Nele, são consolidadas as informações enviadas por secretarias municipais e estaduais de Saúde sobre casos e mortes associados à covid-19.
Os números em geral são menores aos domingos, segundas-feiras ou nos dias seguintes aos feriados em razão da redução de equipes para a alimentação dos dados. Às terças-feiras e dois dias depois dos feriados, em geral há mais registros diários pelo acúmulo de dados atualizado.
Estados
Segundo o balanço do Ministério da Saúde, no topo do ranking de estados com mais mortes por covid-19 registradas até o momento estão São Paulo (165.288), Rio de Janeiro (71.956), Minas Gerais (59.984), Paraná (42.477) e Rio Grande do Sul (38.495).
Já os estados com menos óbitos resultantes da pandemia são Acre (1.980), Amapá (2.113), Roraima (2.137), Tocantins (4.112) e Sergipe (6.268).
Vacinação
Até hoje, foram aplicadas 380 milhões de doses de vacinas contra a covid-19, sendo 170 milhões com a primeira dose e 146 milhões com a segunda dose ou dose única. Outras 56,9 milhões de pessoas já receberam a dose de reforço.
Edição: Claudia Felczak / AGÊNCIA BRASIL
Brasil registra 672 mortes por covid-19
O Brasil registrou 651.927 mortes causadas por complicações associadas à covid-19. De ontem (4) para hoje (5), foram registrados 672 óbitos.

Ainda há 3.124 mortes em investigação. As mortes em investigação ocorrem pelo fato de haver casos em que o paciente faleceu, mas a investigação se a causa foi covid-19 ainda demandar exames e procedimentos posteriores.
Já a soma de pessoas infectadas desde o início da pandemia chegou a 29.033.052. Em 24 horas foram confirmados 59.253 diagnósticos positivos para a covid-19.
A quantidade de casos em acompanhamento está em 1.398.831 O termo é dado para designar casos notificados nos últimos 14 dias que não tiveram alta nem evoluíram para morte.
Até hoje, 26.982.294 pessoas se recuperaram da covid-19. O número corresponde a 92,9% dos infectados desde o início da pandemia.
Os dados estão no balanço diário do Ministério da Saúde, divulgado nesta quinta-feira (3). Nele, são consolidadas as informações enviadas por secretarias municipais e estaduais de Saúde sobre casos e mortes associados à covid-19.
Os números em geral são menores aos domingos, segundas-feiras ou nos dias seguintes aos feriados em razão da redução de equipes para a alimentação dos dados. Às terças-feiras e dois dias depois dos feriados, em geral há mais registros diários pelo acúmulo de dados atualizado.
Estados
Segundo o balanço do Ministério da Saúde, no topo do ranking de estados com mais mortes por covid-19 registradas até o momento estão São Paulo (165.275), Rio de Janeiro (71.947), Minas Gerais (59.875), Paraná (42.474) e Rio Grande do Sul (38.488).
Já os estados com menos óbitos resultantes da pandemia são Acre (1.980), Amapá (2.113), Roraima (2.134), Tocantins (4.112) e Sergipe (6.266).
Vacinação
Até hoje, foram aplicadas 379,7 milhões de doses de vacinas contra a covid-19, sendo 169,9 milhões com a primeira dose e 146,0 milhões com a segunda dose ou dose única. Outras 56,6 milhões de pessoas já receberam a dose de reforço.
Edição: Claudia Felczak / AGÊNCIA CAMARA
Siops prorrogado: Municípios têm até 1º de abril para enviar e homologar dados
Os Municípios terão até o dia 1º de abril para enviar e homologar as informações referentes ao sexto bimestre de 2021 no Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (Siops). A Confederação Nacional de Municípios (CNM) comemora a medida muito esperada pelo movimento municipalista e destaca que desta forma as prefeituras não serão prejudicadas e não devem sofrer com o bloqueio das transferências constitucionais neste mês de março. A informação sobre a prorrogação do prazo foi publicada nesta sexta-feira, 4 de março, na Portaria 435/2022 pelo Ministério da Saúde.
Historicamente, a CNM recorda que o início da liberação dos programas para transmissão em homologação do Siops eram disponibilizados pela pasta em março de cada ano. Para 2021, a versão do 1º bimestre foi disponibilizada apenas em outubro de 2021. A versão do 6º bimestre de 2021 foi disponibilizada em 18 de fevereiro de 2022, com atualização por erros de inconsistência em 25 de fevereiro de 2022, ou seja, 7 dias antes do prazo final de transmissão e homologação.
Conquista municipalista
A conquista do movimento municipalista é necessária por uma série de dificuldades enfrentadas pelas esferas nacional e municipal do Sistema Único de Saúde (SUS). O ano de 2021, além de ter sido o mais letal em função do elevado número de óbitos pela Covid-19, foi marcado por instabilidades e atrasos na disponibilidade do Sistema, além dos inúmeros desafios para os gestores municipais.
De acordo com a legislação que instituiu e regulamentou o Siops como o sistema de informações oficial sobre os orçamentos investidos nas receitas totais e despesas com ações e serviços públicos de saúde (ASPS), a transmissão das informações deve ocorrer 30 dias após o encerramento de cada bimestre e a ausência da informação resulta em penalidades aos Entes, uma vez que esta é uma obrigatoriedade legal (Lei Complementar 141/2012).
Já o 6º bimestre tem uma especificidade, a ausência do envio e homologação das informações resulta no bloqueio de todas as transferências legais e constitucionais aos Municípios, inclusive o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), principal fonte de receita da maioria dos Entes locais.
Atuação da CNM
A CNM, em uma relação articulada com a Coordenação Geral do Siops, no Ministério da Saúde, vem acompanhando ao longo do ano a disponibilização das versões do sistema, inconsistências, reclamações das equipes técnicas dos Municípios e buscando soluções para garantir a correta alimentação e publicação das informações, cumprindo assim a legislação sanitária e promovendo a transparência necessária aos recursos investidos nas ações e serviços públicos de saúde.
A preocupação da CNM com o bloqueio das transferências constitucionais, como o FPM, é a inviabilização da gestão municipal em meio a pandemia, a necessidade de ampliação da cobertura vacinal contra a Covid-19, a manutenção das ações e dos serviços de saúde, de enfrentamento e controle da pandemia e de outras políticas públicas sociais oferecidas diariamente aos cidadãos. Além dos impactos negativos no início do ano letivo da rede pública de ensino. O bloqueio, neste momento, deixaria as Administrações de mais de 4 mil cidades completamente engessadas.
Foi diante desse cenário que no dia 22 de fevereiro, a CNM solicitou ao Ministério da Saúde a prorrogação do prazo para transmissão e homologação das informações do SIOPS, conforme Ofício 62/2022.
A CNM reforça a importância da conquista municipalista em prorrogar o prazo de envio e homologação das informações do Siops. Por isso, ressalta aos gestores municipais a importância de observarem e cumprirem o novo prazo.
Gestor municipal, consulte aqui o histórico de envio das informações do seu Município.
Mais informações, com a coordenação do Siops por meio dos telefones (61) 3315-3173 // 3315-3172 // 3315-2901 // 3315-2823 ou pelo e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .
Após novo decreto, setor de eventos comemora fim da restrição de público em festas
Escrito por
O novo decreto estadual de medidas de controle à pandemia retira a limitação de público para eventos sociais, festivos e esportivos. A liberação foi anunciada em live pelo governador Camilo Santana nesta sexta-feira (4) e passa a valer a partir da próxima segunda-feira (7).
O decreto atual, vigente até o próximo domingo (6), estabelece a capacidade máxima de 250 pessoas em locais fechados e 500 nos abertos. Esse limite foi definido em janeiro deste ano, com o avanço da variante ômicron, mas agora foi flexibilizado diante da queda do número de casos da doença no estado.
A liberação do público depende da exigência do comprovante vacinal de 3 doses e da obrigatoriedade do uso de máscara dentro dos ambientes.
Um dos segmentos mais prejudicados durante a pandemia, o setor de eventos comemora a medida como uma forma de retomar os prejuízos dos últimos dois anos e voltar às atividades normais.
Para a diretora da Academia Brasileira de Eventos e Turismo (ABEVT), Enid Câmara, a liberação é um sinal de esperança depois de anos difíceis para as empresas.
"Acho que é uma decisão sábia, afinal o cenário já é outro e o setor está há dois anos parado por decreto. As empresas que sobreviveram até aqui precisavam deste sinal e de uma esperança. Vamos trabalhar muito e continuar lutando que venham além de liberação, novas políticas públicas e privadas que possam amenizar o sofrimento de tantos empreendedores desta importante cadeia produtiva", afirma.
Volta ao trabalho
A presidente da Associação Brasileira dos Promotores de Eventos no Ceará (Abrape-CE), Liege Xavier, considera que medida é vista com "ótimos olhos". Segundo ela, o setor se anima com a possibilidade de voltar a trabalhar.
"Já veio até tarde, era o único estado do Brasil com restrição. A gente há muito tempo já queria uma abertura maior, não tinha mais o que fazer. O setor estava totalmente estagnado, totalmente parado", diz.
Liege destaca que o setor já está sendo uma grande alavanca da imunização no estado e deve continuar sendo com a liberação, já que a entrada nos eventos só é possível mediante apresentação de comprovante de vacinação. Ela ressalta que, para além da liberação, as empresas precisam de apoio neste momento.
"O primeiro passo é voltar a trabalhar. A gente é um setor que trabalha e coloca para frente mais de 60 outras profissões, é uma cadeia toda que é beneficiada. Agora a gente primeiro quer voltar a trabalhar e depois vamos continuar precisando de apoio, porque ficamos dois anos sem trabalhar, tivemos pouca abertura de tempo e capacidade. O setor precisa de um olhar especial para que ele consiga retomar", defende.
Brasil registra 672 mortes por covid-19 em 24 horas
O Brasil registrou 651.927 mortes causadas por complicações associadas à covid-19. De ontem (4) para hoje (5), foram registrados 672 óbitos.

Ainda há 3.124 mortes em investigação. As mortes em investigação ocorrem pelo fato de haver casos em que o paciente faleceu, mas a investigação se a causa foi covid-19 ainda demandar exames e procedimentos posteriores.
Já a soma de pessoas infectadas desde o início da pandemia chegou a 29.033.052. Em 24 horas foram confirmados 59.253 diagnósticos positivos para a covid-19.
A quantidade de casos em acompanhamento está em 1.398.831 O termo é dado para designar casos notificados nos últimos 14 dias que não tiveram alta nem evoluíram para morte.
Até hoje, 26.982.294 pessoas se recuperaram da covid-19. O número corresponde a 92,9% dos infectados desde o início da pandemia.
Os dados estão no balanço diário do Ministério da Saúde, divulgado nesta quinta-feira (3). Nele, são consolidadas as informações enviadas por secretarias municipais e estaduais de Saúde sobre casos e mortes associados à covid-19.
Os números em geral são menores aos domingos, segundas-feiras ou nos dias seguintes aos feriados em razão da redução de equipes para a alimentação dos dados. Às terças-feiras e dois dias depois dos feriados, em geral há mais registros diários pelo acúmulo de dados atualizado.
Estados
Segundo o balanço do Ministério da Saúde, no topo do ranking de estados com mais mortes por covid-19 registradas até o momento estão São Paulo (165.275), Rio de Janeiro (71.947), Minas Gerais (59.875), Paraná (42.474) e Rio Grande do Sul (38.488).
Já os estados com menos óbitos resultantes da pandemia são Acre (1.980), Amapá (2.113), Roraima (2.134), Tocantins (4.112) e Sergipe (6.266).
Vacinação
Até hoje, foram aplicadas 379,7 milhões de doses de vacinas contra a covid-19, sendo 169,9 milhões com a primeira dose e 146,0 milhões com a segunda dose ou dose única. Outras 56,6 milhões de pessoas já receberam a dose de reforço.
Edição: Claudia Felczak / AGÊNCIA BRASIL
Prefeitura de São Paulo propõe comprar 5 mil apartamentos prontos
05 de março de 2022 | 05h00
Pela primeira vez, a Prefeitura de São Paulo vai abrir concorrência pública para a compra de até 5 mil apartamentos novos ou reformados, com até dez anos de construção, para compor o programa habitacional do Município. Os imóveis serão usados para atender famílias cadastradas na fila da moradia de forma definitiva ou por meio de locação social e vão compor uma ação ampliada que prevê a aquisição de 45 mil unidades da iniciativa privada até o final de 2024 em um investimento estimado de R$ 8 bilhões.
Segundo o prefeito Ricardo Nunes (MDB), a consulta pública anterior à publicação do edital seria lançada neste sábado, 5, nos moldes do programa Pode Entrar, aprovado pela Câmara Municipal ano passado. “Ele muda toda política pública habitacional e cria um novo marco legal que nos dará condições de avançar no atendimento às famílias”, disse Nunes ao Estadão.
Transformado em lei pelos vereadores, o programa permite, por exemplo, que a Prefeitura compre imóveis de forma pulverizada pela cidade, em prédios populares já ocupados sob duas condições básicas: que o valor máximo esteja de acordo com o edital e que a oferta contemple pelo menos cinco unidades na mesma torre.
De acordo com o programa, passam a ser permitidas também compras de empreendimentos inteiros já em construção ou em fase de licenciamento. Segundo o Estadão apurou, os apartamentos devem ter entre 32 e 70 metros quadrados, com dois quartos e um banheiro. Já os beneficiados deverão ter renda bruta familiar de até seis salários mínimos.
O secretário municipal de Habitação, João Farias, informou que os valores estabelecidos para a compra são de R$ 200 mil, no caso de apartamentos prontos, e de R$ 180 mil, para unidades em fase de construção ou licenciamento. Ao participar do programa, as famílias passam a arcar com os custos do financiamento – feito direto com a Cohab de forma subsidiada e dividido em 30 anos – e com taxas relativas a IPTU e condomínio, por exemplo.
O Município diz que aceitará propostas de imóveis localizados em toda a cidade, mas que dará prioridade aos territórios abastecidos com opções de transporte público, próximos, portanto, a estações de trem e metrô e corredores de ônibus. A intenção, segundo a gestão Nunes, é reduzir os deslocamentos urbanos, ampliando o acesso da população beneficiada aos equipamentos públicos e ao mercado de trabalho.
A consulta pública tem o prazo de 30 dias. Depois, as propostas serão reavaliadas para a publicação definitiva dos editais. “É importante destacar que essa consulta pública vai permitir que a Prefeitura faça a maior aquisição de unidades habitacionais da história de São Paulo. Para se ter uma ideia, nossa meta é chegar a 49 mil até o final da gestão, em 2024, mas apenas esses editais já preveem 45 mil”, afirmou o secretário Farias.
O déficit habitacional da capital paulista passa de 400 mil moradias, levando-se em conta a fila registrada da Cohab, o total de imóveis identificados em áreas de risco (173 mil) e o número de moradores de rua (31 mil).
Para o coordenador do Laboratório Arq.futuro de Cidades do Insper, Tomas Alvim, é importante que a Prefeitura desenvolva modelos alternativos de oferta de moradia, principalmente perto das áreas infraestruturadas. “A iniciativa parece ótima, mas isso, claro, não atende a demanda existente. Continuamos precisando de um programa consistente que torne a moradia a porta de entrada de acesso à cidade e aos serviços públicos, como sempre diz Carmem Silva (ativista e coordenadora do Movimento dos Sem-Teto do Centro, o MSTC). Novas soluções devem fazer parte dessa política habitacional”, afirma.
Outros planos para habitação em SP
A Prefeitura quer uma nova fórmula para calcular o valor da indenização a ser paga a moradores de áreas de risco listados em planos de remoção. A ideia é pagar um bônus de até R$ 30 mil para a desocupação de imóveis com mais de cinco anos classificados de risco muito alto. São mais de 11 mil nesta situação na capital, segundo cálculos do Município.
O prefeito Ricardo Nunes também encomendou à Secretaria Municipal de Habitação um novo programa de moradias populares que contemple parte da população em situação de rua com unidades privativas e ocupação rotativa, ou seja, sem a entrega da posse definitiva. De acordo com o projeto, os apartamentos poderão ter a partir de 12 metros quadrados – com cozinha, sala e banheiro – e uso estimado de um ano.
Enfrentamento ao déficit habitacional exige conjunto de ações
Coordenador do curso de negócios imobiliários da Fundação Getulio Vargas (FGV), Alberto Ajzental explica que a maior parte das famílias em déficit habitacional tem renda bruta entre um e três salários mínimos. “É onde o mercado não consegue atender, porque quem faz a construção não consegue fazer uma coisa tão barata, e quem recebe de um a três salários mínimos não tem renda para comprar”, destaca. Por isso, a intervenção do poder público se justifica.
Para ele, a melhor solução para o problema é o aluguel, não a compra, que exige comprometimento grande de parcela da renda familiar por muito tempo. “Se ela aluga e não pode pagar, não vai perder tanto do investimento, porque não perde o bem”, explica.
A compra de imóveis da iniciativa privada, aponta, evita ineficiência e desvios de recursos. “A Prefeitura não é uma construtora”, diz. “Faz uma concorrência e compra o que é bom”, sugere.
A pesquisadora do Laboratório Espaço Público e Direito à Cidade (LabCidade) da USP, Isadora Guerreiro, diz que a compra de imóveis prontos “responde mais rápido” à crise habitacional. Por outro lado, ao incentivar um nicho do mercado que englobe moradias nos parâmetros fixados pelo poder público, dá autonomia à iniciativa privada. “Deixar na mão da iniciativa privada para que construa onde bem entender é algo que vai contra todas as regras de planejamento da cidade”, avalia.
Nesse sentido, ela questiona a possibilidade de “pulverização” dos imóveis comprados. “Me parece uma contradição com o Plano Diretor, que definiu as áreas de prioridade (para a construção de habitação de interesse social)”, diz, citando os eixos de estruturação urbana, as Zonas Especiais de Interesse Social (Zeis) e o Parcelamento, Edificação ou Utilização Compulsórios (Peuc).
A pesquisadora destaca que o enfrentamento do déficit habitacional requer ações diversas, pois ele não é um número abstrato, mas sim composto de elementos internos, como precariedade e coabitação, que indicam necessidades distintas. Ela aponta que cerca de 70% do déficit habitacional da Região Metropolitana corresponde a pessoas que enfrentam ônus excessivo de aluguel, que se configura quando mais de 30% do rendimento familiar fica comprometido. / COLABOROU LEON FERRARI
Novo decreto permite eventos sociais, festivos e esportivos sem limitação de público no Ceará
O governador do Estado Camilo Santana (PT) e o secretário da Saúde Marcos Antônio Gadelha Maia anunciaram, nesta sexta-feira (4), a liberação de eventos sociais, festivos e esportivos no Estado sem limite de público, mantendo o uso de máscara e a apresentação do comprovante vacinal. A nova medida entra em vigor a partir de segunda-feira (7).
A decisão foi tomada durante a reunião semanal do Comitê Estadual de Enfrentamento à Pandemia, após análise de que os índices da Covid-19 continuam em queda no Ceará.
"As pessoas poderão realizar eventos sem limitação de público, contanto que sejam em espaços controlados, que exijam passaporte de vacinação das três doses, acima de 18 anos, e também a obrigatoriedade do uso da máscara. Isso é uma forma também de exigir que as pessoas se vacinem, tomem a 3ª dose, respeitando o que aconteceu nessa onda da ômicron", disse Camilo Santana.
O decreto atual, vigente até o próximo domingo (6), mantém a capacidade máxima de 250 pessoas em locais fechados e 500 nos abertos. Esse limite foi definido ainda em janeiro deste ano, com o avanço da variante ômicron.
Ainda conforme o governador, as demais atividades que já exigem a apresentação do passaporte, como bares e restaurantes, deverão exigir o passaporte com as três doses da vacina a partir de 21 de março.
Máscara N95
Outra mudança diz respeito ao fim da obrigatoriedade da máscara N95, com exceção para as atividades que exigem em seu protocolo a utilização deste modelo, como a área da saúde, por exemplo.
Atual decreto

O decreto atual é válido até domingo (6). Na ocasião do anúncio, o governador manteve as medidas que já vinham em vigor e revelou que os índices seguem em queda no Estado. DIARIONORDESTE
PIB cresce 4,6% em 2021 e supera perdas da pandemia
O Produto Interno Bruto (PIB) do país avançou 0,5% no quarto trimestre de 2021 e encerrou o ano com crescimento de 4,6%, totalizando R$ 8,7 trilhões. Esse avanço recuperou as perdas de 2020, quando a economia brasileira encolheu 3,9% devido à pandemia. O PIB per capita alcançou R$ 40.688 no ano passado, um avanço de 3,9% em relação ao ano anterior (-4,6%).

O PIB, soma dos bens e serviços finais produzidos no país, está 0,5% acima do quarto trimestre de 2019, período pré-pandemia de covid-19, mas continua 2,8% abaixo do ponto mais alto da atividade econômica na série histórica, alcançado no primeiro trimestre de 2014.
Os dados são do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais, divulgado hoje (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Setores
Segundo o levantamento, o crescimento da economia foi puxado pelas altas nos serviços (4,7%) e na indústria (4,5%), que juntos representam 90% do PIB do país. Por outro lado, a agropecuária recuou 0,2% no ano passado.
De acordo com a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, todas as atividades que compõem os serviços cresceram em 2021, com destaque para transporte, armazenagem e correio (11,4%). Segundo ela, o transporte de passageiros também subiu bastante, principalmente no fim do ano, com o retorno das pessoas às viagens.
“A atividade de informação e comunicação (12,3%) também avançou, puxada por internet e desenvolvimento de sistemas. Essa atividade já vinha crescendo antes, mas com o isolamento social e todas as mudanças provocadas pela pandemia, esse processo se intensificou, fazendo a atividade crescer ainda mais”, disse, em nota, Rebeca Palis.
Outras atividades de serviços (7,6%) também tiveram alta no período. “São atividades relacionadas aos serviços presenciais, parte da economia que foi a mais afetada pela pandemia, mas que voltou a se recuperar, impulsionada pela própria demanda das famílias por esse tipo de serviço”, acrescentou a pesquisadora.
Cresceram ainda comércio (5,5%), atividades imobiliárias (2,2%), administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade sociais (1,5%) e atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (0,7%).
Segundo o IBGE, na indústria, o destaque positivo foi o desempenho da construção que, após cair 6,3% em 2020, subiu 9,7% em 2021.
“As indústrias de transformação (4,5%), com maior peso no setor, também cresceram, influenciadas principalmente pela alta nas atividades de fabricação de máquinas e equipamentos; metalurgia; fabricação de outros equipamentos de transporte; fabricação de produtos minerais não metálicos; e indústria automotiva. As indústrias extrativas avançaram 3% devido à alta na extração de minério de ferro”, informou o IBGE.
A única atividade que não cresceu foi a de eletricidade, gás, água, esgoto, gestão de resíduos, que teve variação negativa de 0,1%, que indica estabilidade. “A crise hídrica afetou negativamente o desempenho da atividade em 2021”, explicou Rebeca Palis.
Os investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo) avançaram 17,2%, favorecidos pela construção, que no ano anterior teve uma queda, e pela produção interna de bens de capital. A taxa de investimento subiu de 16,6% para 19,2% em um ano.
A balança de bens e serviços registrou alta de 12,4% nas importações e de 5,8% nas exportações. Em 2020, tinham recuado 9,8% e 1,8%, respectivamente. “Como a economia aqueceu, o país importou mais do que exportou, o que gerou esse déficit na balança de bens e serviços. Isso puxou o PIB um pouco para baixo, contribuindo negativamente para o desempenho da economia”, disse Rebeca Palis.
Entre os produtos da pauta de exportações, os destaques foram extração de petróleo e gás natural; metalurgia; veículos automotores; e produtos de metal. No caso dos serviços, as viagens subiram mais. Entre as importações, os destaques positivos foram produtos químicos; máquinas e aparelhos elétricos; indústria automotiva e produtos de metal.
Agropecuária
A agropecuária, que havia crescido em 2020, recuou 0,2% em 2021, em decorrência da estiagem prolongada e de geadas.
“Apesar do crescimento anual da produção de soja (11,0%), culturas importantes da lavoura registraram queda na estimativa de produção e perda de produtividade em 2021, como a cana-de-açúcar (-10,1%), o milho (-15,0%) e o café (-21,1%). O baixo desempenho da pecuária é explicado, principalmente, pela queda nas estimativas de produção dos bovinos e de leite”, afirmou a pesquisadora.
Demanda interna
Segundo a pesquisa, ao contrário do que ocorreu em 2020, todos os componentes da demanda avançaram em 2021, contribuindo positivamente para o crescimento do PIB. O consumo das famílias avançou 3,6% e o do governo subiu 2%. No ano anterior, esses componentes haviam recuado 5,4% e 4,5%, respectivamente.
“Houve recuperação da ocupação em 2021, mas a inflação alta afetou muito a capacidade de consumo das famílias. Os juros começaram a subir. Tivemos também os programas assistenciais do governo. Ou seja, fatores positivos e negativos impactaram o resultado do consumo das famílias no ano passado”, afirmou Rebeca Palis.
*Matéria alterada às 11h10 de hoje (4) para acréscimo de informações.
Edição: Graça Adjuto / AGÊNCIA BRASIL
Brasil recebe lote da vacina pediátrica da Pfizer contra covid-19
A Pfizer entregou ontem (3) um novo lote de vacinas pediátricas contra a covid-19 fabricadas pela Pfizer/BioNTech para imunização de crianças de 5 a 11 anos. O lote contém 1,668 milhão de doses e chegou às 7h45, no Aeroporto de Viracopos, em Campinas.

Além das doses pediátricas, a Pfizer enviou, no mesmo voo, 5.850 doses da doses de vacinas contra a covid-19 destinadas a maiores de 12 anos.
Os imunizantes serão distribuídos nos próximos dias.
A dose pediátrica é diferente da vacina aplicada em adultos: a cor do frasco é laranja e a dosagem é menor. A vacina é segura e foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Edição: Maria Claudia / AGÊMCIA BRASIL
Covid-19: Brasil passa das 650 mil mortes
O Brasil ultrapassou a marca das 650 mil mortes causadas por complicações associadas à covid-19. Nas últimas 24 horas, foram registrados 578 óbitos. Com isso, o total de vidas perdidas para a pandemia chega a 650.578.

Ainda há 3.138 mortes em investigação. As mortes em investigação ocorrem pelo fato de haver casos em que o paciente faleceu, mas a investigação se a causa foi covid-19 ainda demandar exames e procedimentos posteriores.
Já a soma de pessoas infectadas desde o início da pandemia chegou a 28.904.030. De ontem (2) para hoje (3), foram confirmados 61.870 diagnósticos positivos para a covid-19.
A quantidade de casos em acompanhamento está em 1.443.166. O termo é dado para designar casos notificados nos últimos 14 dias que não tiveram alta nem evoluíram para morte.
Até hoje, 26.810.286 pessoas se recuperaram da covid-19. O número corresponde a 90,5% dos infectados desde o início da pandemia.
Os dados estão no balanço diário do Ministério da Saúde, divulgado nesta quinta-feira (3). Nele, são consolidadas as informações enviadas por secretarias municipais e estaduais de Saúde sobre casos e mortes associados à covid-19.
Os números em geral são menores aos domingos, segundas-feiras ou nos dias seguintes aos feriados em razão da redução de equipes para a alimentação dos dados. Às terças-feiras e dois dias depois dos feriados, em geral há mais registros diários pelo acúmulo de dados atualizado.
Estados
Segundo o balanço do Ministério da Saúde, no topo do ranking de estados com mais mortes por covid-19 registradas até o momento estão São Paulo (164.835), Rio de Janeiro (71.837), Minas Gerais (59.722), Paraná (42.381) e Rio Grande do Sul (38.384).
Já os estados com menos óbitos resultantes da pandemia são Acre (1.976), Amapá (2.102), Roraima (2.134), Tocantins (4.110) e Sergipe (6.261).
Vacinação
Até hoje, foram aplicadas 378,6 milhões de doses de vacinas contra a covid-19, sendo 169,7 milhões com a primeira dose e 145,7 milhões com a segunda dose ou dose única. Outras 56 milhões de pessoas já receberam a dose de reforço.
Edição: Fernando Fraga / AGÊNCIA BRASIL


