Covid-19: em 24 horas, Brasil teve 20 mil novos casos e 198 mortes
O Ministério da Saúde divulgou hoje (10) novos números sobre a pandemia de covid-19 no país. De acordo com levantamento diário feito pela pasta, o Brasil tem no acumulado 30,5 milhões de casos confirmados da doença e 664,3 mil mortes registradas. Os casos de recuperados somam 29,6 milhões (97% dos casos). 

Em 24 horas, o ministério registrou 20 mil novos casos e 198 mortes.
O estado de São Paulo tem o maior número de casos acumulados desde o início da pandemia, com 5,4 milhões e 168,4 mil óbitos. Em seguida estão Minas Gerais (3,3 milhões de casos e 61,3 mil óbitos); Paraná (2,4 milhões de casos e 43,1 mil óbitos) e Rio Grande do Sul (2,3 milhões de casos e 39,3 mil óbitos).
Vacinação
De acordo com o vacinômetro do Ministério da Saúde, 421 milhões de doses de vacinas contra contra a covid-19 já foram aplicadas, sendo 175,2 milhões (primeira dose); 155,9 milhões (segunda dose), além de 79,3 milhões (dose de reforço) e 2,2 milhões (segunda dose de reforço).
Edição: Lílian Beraldo / AGÊNCIA BRASIL
Brasil caminha para produção recorde de milho apesar de quebra na 2ª safra, dizem analistas

SÃO PAULO (Reuters) – Alguns Estados do Brasil enfrentam condições secas que devem reduzir o potencial produtivo do milho na segunda safra, porém o país ainda caminha para um recorde de 115 milhões de toneladas na colheita total do cereal, graças a uma ampliação na área, bons preços e plantio no período ideal, aponta uma pesquisa realizada pela Reuters.
Se confirmada a previsão, baseada em projeções de dez analistas, a colheita terá um avanço de 32% em relação ao volume de 87,09 milhões de toneladas obtido no ciclo anterior, quando a “safrinha” foi severamente afetada por estiagem e geadas.
A área total de milho deve alcançar 21,31 milhões de hectares, alta de 6,87% no comparativo anual, conforme dados da pesquisa (veja tabela abaixo).
O sócio-proprietário e diretor da consultoria Cogo, Carlos Cogo, ressaltou que serão feitas novas análises entre maio e junho, mas “ainda assim deveremos ter uma safra recorde”.
Ele acredita que a máxima histórica virá pela combinação entre bons preços, que levaram os produtores a ampliar a área de plantio, e a semeadura da segunda safra em sua maioria dentro da melhor janela.
Os preços foram impulsionados pela redução de oferta gerada pela quebra do ano passado, pela frustração na safra de verão 2021/22, e ainda pela influência internacional devido à guerra na Ucrânia, importante fornecedora global do cereal.
No âmbito climático, a falta de chuvas já deixou danos à safrinha durante o mês de abril, e as condições climáticas de maio serão determinantes para configurar o tamanho da safra em regiões do Centro-Oeste e Sudeste.
“Acreditamos que a produtividade será ainda menor tanto em Mato Grosso, como também em Goiás, Minas Gerais e possivelmente em Mato Grosso do Sul…”, afirmou o analista da AgResource João Pedro Thieme.
Ele disse que o viés é de baixa em relação ao potencial inicial da safrinha, que também corre risco de passar por geadas, mas a tendência é que os impactos sejam mais amenos que os de 2020/21.
“A quebra a princípio será menor que na segunda safra de milho da temporada passada”, estimou.
Na mesma linha, o analista de inteligência de mercado da StoneX João Pedro Lopes disse que só será possível fazer uma avaliação concreta nos próximos meses, porém há chances de uma nova máxima histórica.
“Pelo que temos observado até o momento, caso haja novos cortes, não acredito que seja algo tão brusco como ano passado. Mesmo com novos cortes, acredito que ainda poderíamos atingir uma produção (total) recorde”, disse.
O analista da S&P Global Gabriel Faleiros disse que a consultoria (antiga IHS Markit) chegou cogitar produção de 93,5 milhões de toneladas para a safrinha, mas o clima pesou bastante durante o estágio de floração.
Atualmente, ele espera colheita de 90,5 milhões de toneladas para a segunda safra, e “vemos potencial de redução por volta de 2-3 milhões na nossa próxima atualização para a safrinha”.
Caso estes cortes sejam aplicados, no cenário mais pessimista, a S&P passaria a ver a produção total de milho em 112 milhões de toneladas, contra os atuais 115 milhões, o que ainda seria um recorde. ISTOÉ
Indústria cresce em nove dos 15 locais analisados pelo IBGE
A produção industrial cresceu em nove dos 15 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na passagem de fevereiro para março deste ano. A maior alta foi observada em São Paulo (8,4%), segundo a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional, divulgada hoje (10), no Rio de Janeiro.

Outros estados com alta acima da média nacional (0,3%) foram Ceará (3,8%), Mato Grosso (2,8%), Minas Gerais (2,4%), Rio de Janeiro (2,1%) e Paraná (0,6%). Única região analisada no estudo, o Nordeste teve expansão acima da média do país: 1,8%.
Outros estados com alta foram Amazonas (0,3%) e Bahia (0,1%). Ao mesmo tempo, seis estados tiveram queda na produção: Santa Catarina (-3,8%), Pará (-3,3%), Espírito Santo (-3%), Pernambuco (-1,1%), Rio Grande do Sul (-0,3%) e Goiás (-0,2%).
Outras comparações
Na comparação com março de 2021, houve alta em oito locais, com destaque para Mato Grosso (22,9%). Sete locais tiveram queda, sendo as mais acentuadas em Santa Catarina (-9,8%) e no Pará (-7,2%).
Mato Grosso também teve a maior alta (25,6%) entre os seis locais com crescimento na produção no acumulado do ano. Entre os nove locais com queda na produção, destacam-se Ceará (-12,8%) e Pará (-12,2%).
No acumulado de 12 meses, Mato Grosso e Minas Gerais anotaram altas de 7%. Outros sete locais tiveram expansão nesse tipo de comparação. Dos seis locais em queda, os piores desempenhos ficaram com Bahia (-8,2%) e com Pará (-7,1%).
Edição: Kleber Sampaio / AGÊNCIA BRASIL
Ministério lança Programa de Qualidade na Cardiologia no SUS
O Ministério da Saúde lançou hoje (10) o Programa de Qualidade na Cardiologia (QualiSUS Cardio), iniciativa que tem, por objetivo, monitorar as condições da assistência cardiovascular no Sistema Único de Saúde (SUS).

Por meio do programa, serão estabelecidos metas, parâmetros e indicadores que poderão resultar em repasses para as unidades de saúde, de forma a estimular melhores serviços de cardiologia no país.
De acordo com o ministério, o programa “classifica os estabelecimentos de saúde do SUS, habilitados no âmbito da alta complexidade cardiovascular, em níveis de desempenho a partir da avaliação de critérios relativos ao parâmetro de produção, à complexidade e à qualidade da assistência ofertada à população, estabelecendo incrementos sobre os valores de procedimentos cirúrgicos do aparelho circulatório”.
Adesão voluntária
Segundo a secretária de Atenção Especializada à Saúde, Maíra Botelho, estão previstos R$ 200 milhões em aportes para o programa. “A adesão é voluntária mas, se aderir, terá a obrigação de alimentar o registro nacional de implantes, no módulo angioplastia”, disse a secretária ao destacar que a complexidade dos procedimentos executados também será levada em consideração.
“Nosso objetivo é avaliar desempenho dos hospitais e premiar as boas práticas. É pagar para quem entrega o melhor resultado”, disse ao apresentar os quatro eixos do programa: diagnóstico situacional; modelo de aporte adicional dos recursos condicionado ao desempenho alcançado; fortalecimento dos processos de gestão e aprimoramento da qualidade assistencial; e capacitação profissional.
A adesão dos hospitais ao programa será por meio do Sistema de Apoio à Implementação de Políticas em Saúde. Os estabelecimentos devem registrar seus respectivos atendimentos junto ao Registro Nacional de Implantes.
O ministério informa que a classificação por níveis de desempenho será atualizada a cada dois anos. O monitoramento e a avaliação serão feitos nos âmbitos federal, estadual, distrital e municipal, “responsáveis pelo controle do efetivo cumprimento dos critérios, parâmetros e indicadores”.
Atualização de preços
Ao lançar o novo programa, o ministro Marcelo Queiroga alertou sobre alguns riscos que a falta de atualização dos preços pagos por alguns materiais podem trazer para o setor de saúde do país.
“Aumentamos os preços pagos para as válvulas cardíacas porque, caso contrário, não teremos uma válvula nacional desenvolvida, para dar conta do número de pessoas com idades mais avançadas que terão doenças estruturais do coração”, disse o ministro tendo por base a transição demográfica pela qual passa o Brasil, que apresenta uma população cada vez maior de idosos.
Nesse sentido, acrescentou Queiroga, “temos de desenvolver nosso complexo econômico industrial da saúde, não só em relação a válvulas implantadas. Daí há necessidade premente de fazer correção nas distorções da tabela”, argumentou.
“O ideal é acabar com a história de o Ministério da Saúde fixar preços, porque nosso governo é liberal. Quem fixa preço é o mercado. Temos de acabar com isso porque [em produtos cujo] preço que o ministério diz ser R$ 50, no setor privado às vezes é o dobro. E quem paga a conta é o beneficiário da saúde suplementar”, disse Queiroga.
Segundo ele, como todo esse sistema é “oxigenado por renúncias fiscais”, quem paga a conta é o consumidor e o SUS. “E muitos desses recursos não são ressarcidos ao SUS pelas operadoras de saúde. Apenas duas delas, inclusive que querem se fundir, devem R$ 1 bilhão para o sistema de saúde”, disse o ministro.
Edição: Lílian Beraldo / AGÊNCIA BRASIL
AGU diz ao Supremo que perdão de Bolsonaro a Daniel Silveira não pode ser ‘questionado’
Rayssa Motta / O ESTADÃO
O deputado federal Daniel Silveira teve a pena perdoada pelo presidente Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução/Facebook
Em manifestação enviada nesta terça-feira, 10, ao Supremo Tribunal Federal (STF), a Advocacia-Geral da União (AGU) defendeu a “ampla discricionariedade” do perdão concedido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) ao deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ).
Documento
O posicionamento do governo é o de que o indulto, seja individual ou coletivo, é um “ato privativo” do presidente e não pode ser revisto pelo Judiciário nem pelo Legislativo.
“Por ter discricionariedade ampla para a sua concessão, o mérito do indulto não pode ser questionado”, diz a pasta.
De acordo com a AGU, as únicas restrições ao decreto são aquelas previstas na Constituição – que veda o perdão a crimes hediondos, tortura, tráfico e terrorismo.
A análise dos efeitos do perdão concedido pelo presidente é uma das últimas pendências no processo em que Daniel Silveira foi condenado a oito anos e nove meses de prisão por ataques antidemocráticos. Enquanto o plenário do STF não analisar a medida, o deputado deve continuar sujeito a medidas cautelares impostas na ação, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. Outro ponto de indefinição é sobre a cassação do mandato e a perda dos direitos políticos, o que o deixaria inelegível.
A defesa da Daniel Silveira pediu ontem ao ministro Alexandre de Moraes, com quem o deputado tem antagonizado desde que passou a ser investigado, que reconheça o decreto e encerre a ação.
A advogada afirma que o ministro “posterga” o desfecho do processo e, com isso, “perpetua a manutenção das medidas cautelares em uma ação penal, no tempo presente, sem objeto, sem interesse de agir e, consequentemente, sem justa causa”.
Covid-19: Brasil tem 6.006 casos e 13 mortes em 24 horas
O Brasil registrou 6.006 casos de covid-19 e 13 mortes em 24 horas, segundo o boletim epidemiológico divulgado neste domingo (8) pelo Ministério da Saúde. O total desde o início da pandemia é de 30.564.536 casos e 664.139 óbitos.

Segundo o boletim, há 270.977 casos em acompanhamento e 29.629.420 pessoas se recuperaram da doença, o que corresponde a 96.9% dos contaminadose .
As informações deste domingo não incluem dados atualizados do Distrito Federal, Minas Gerais, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Roraima e Tocantins. O Mato Grosso do Sul não atualizou o número de óbitos.
Estados
São Paulo é a unidade da Federação com maior número de casos (5,42 milhões) e de mortes (168,33 mil). No número de casos, o estado do Sudeste é seguido por Minas Gerais (3,36 milhões) e pelo Paraná (2,47 milhões). Os menores números de casos foram registrados no Acre (124.969), em Roraima (155.525) e no Amapá (160.400).
No número de óbitos, o segundo e terceiro estados com mais mortes são Rio de Janeiro (73.543) e Minas Gerais (61.377). Os menores números estão no Acre (2.002), no Amapá (2.132) e em Roraima (2.151).
Vacinação
O Ministério da Saúde informou que foram aplicadas 418,81 milhões de doses de vacina contra a covid-19 no Brasil, sendo 175,16 milhões de primeira dose, 155,72 milhões de segunda dose e 4,84 milhões de doses únicas.
Também foram aplicadas 77,57 milhões doses de reforco, 2,13 milhões de segundas doses de reforço e 3,37 milhões de doses adicionais.
Edição: Fábio Massalli
Covid-19: Brasil tem 14.622 casos e 35 mortes em 24 horas
O Brasil registrou, segundo o boletim epidemiológico divulgado neste sábado (7) pelo Ministério da Saúde, 14.622 casos e 35 mortes em 24 horas. Desde o início da pandemia foram registrados 30.558.530 casos e 664.126 óbitos.

Há 227.240 casos em acompanhamento e 29.617.164 pessoas se recuperaram da doença, o que representa 96,9% dos contaminados pela covid-19.
O boletim deste sábado não trouxe dados atualizados do Distrito Federal, do Ceará, de Minas Gerais, do Mato Grosso, do Rio de Janeiro, de Roraima e do Tocantins. O Mato Grosso do Sul não atualizou o número de mortes.
Estados
São Paulo é a unidade da Federação com o maior número de casos (5.5422.332) e de mortes (168.339). Em número de casos, o estado do Sudeste é seguido por Minas Gerais (3.361.406) e Paraná (2.470.510). Os menores números de casos foram registrados no Acre (125.969), Roraima (155.525) e Amapá (160.400).
Rio de Janeiro (73.543) e Minas Gerais (61.377) são os estados que têm o segundo e terceiro maior número de mortes por covid-19. Os menores números estão no Acre (2.002), Amapá (2.132) e Roraima (2.151).
Vacinação
Segundo o Ministério da Saúde, foram aplicadas 418,8 milhões de doses de vacina contra covid-19 no Brasil, sendo 175,16 milhões de primeira dose, 155,72 milhões de segunda dose e 4,84 milhões de dose única.
A dose de reforço totaliza 77,57 milhões e a segunda dose de reforço, 2,14 milhões. A dose adicional foi aplicada em 3,37 milhões de pessoas.
Edição: Fábio Massalli / AGÊNCIA BRASIL
Covid-19: Brasil tem 21,6 mil novos casos e 137 óbitos
O Brasil registrou, desde o início da pandemia da covid-19, 663.896 mortes causadas pela doença, segundo o boletim epidemiológico divulgado hoje (5) pelo Ministério da Saúde. O número total de casos confirmados da doença é de 30.524.183.

Em 24 horas, foram registrados 21.682 casos. No mesmo período, foram confirmadas 137 mortes.
Ainda segundo o boletim, 29.609.094 pessoas se recuperaram da doença e 251.193 casos estão em acompanhamento.
Estados
São Paulo lidera o número de casos, com 5,41 milhões, seguido por Minas Gerais (3,36 milhões) e Paraná (2,46 milhões). O menor número de casos é registrado no Acre (124,9 mil). Em seguida, aparece Roraima (155,4 mil) e Amapá (160,3 mil).
Em relação às mortes, São Paulo tem o maior número de óbitos (168.311), seguido de Rio de Janeiro (73.480) e Minas Gerais (61.353). O menor número de mortes está no Acre (2.002), Amapá (2.131) e Roraima (2.151).
Vacinação
Até hoje, foram aplicadas 416,4 milhões de doses de vacinas contra a covid-19, sendo 175 milhões com a primeira dose e 155,3 milhões com a segunda dose. A dose única foi aplicada em 4,8 milhões de pessoas. Outras 76 milhões de pessoas já receberam a dose de reforço.
Edição: Fernando Fraga / AGÊNCIA BRASIL
Presidente Bolsonaro entrega duas obras na Paraíba

O presidente Jair Bolsonaro inaugurou hoje (5), na Paraíba, uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e participou da entrega de um trecho das obras de integração do Rio São Francisco. A unidade básica está localizada no município de Gurinhém, na qual foram investidos R$ 326,4 mil com a expectativa de atender a uma população estimada em 14 mil pessoas.

Já o lote 1 da Vertente Litorânea é parte de um sistema adutor com 130 quilômetros (km) que integra as bacias hidrográficas da Paraíba com as águas do Eixo Leste do Projeto de Integração do Rio São Francisco. Durante o discurso, Bolsonaro associou o acesso à água à liberdade da população que, segundo ele, dependerá cada vez menos de carros-pipas.
“Estamos deixando na história os carros pipas, que ajudaram no passado. Mas tinha muita política nisso”, disse Bolsonaro.
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Regional, a Vertente Litorânea é um sistema constituído por 15 segmentos de canais com seção trapezoidal; cinco trechos em sifões invertidos, em tubulações de aço, que cruzam vales de rios e córregos; e sete aquedutos.
O total investido foi orçado em R$ 1,41 bilhão, com a expectativa de beneficiar municípios da mesorregião do agreste paraibano (Itatuba, Mogeiro, Itabaiana, São José dos Ramos, Sobrado, Riachão do Poço, Sapé, Mari, Cuité de Mamanguape, Araçagi, Itapororoca e Curral de Cima).
Em operação desde 2017, segundo a pasta, o Eixo Leste do Projeto de Integração do Rio São Francisco tem 217 km de extensão e abastece 1,4 milhão de pessoas em 46 cidades de Pernambuco e da Paraíba.
AGÊNCIA BRASIL
Balança comercial registra superávit de US$ 8,1 bilhões em abril

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 8,14 bilhões em abril, informou a Secretaria do Comércio Exterior, do Ministério da Economia, nesta quinta-feira (5). Os bens exportados somaram US$ 28,9 bilhões e os bens importados, US$ 20,7 bilhões.

Em termos de valor exportado, foi o maior já registrado para o mês de abril em toda a série histórica. Mesmo assim, o superávit ficou menor do que em abril do ano passado, quando registrou US$ 10 bilhões.
Um dos fatores que impulsionaram o resultado no mês passado foi o aumento de quase 20% no preço dos produtos exportados pelo país, principalmente as commodities agrícolas. Em termos de volume de produtos exportados, houve uma queda de 8% nos embarques.
No acumulado do ano até abril, as exportações totalizam US$ 101,185 bilhões e as importações, US$ 81,238 bilhões, com saldo positivo de US$ 19,947 bilhões, valor 10,5% maior do que o do mesmo período do ano passado.
De janeiro a abril deste ano, a corrente de comércio (soma das exportações e importações) ficou em US$ 182,424 bilhões, 25,5% superior ao mesmo quadrimestre de 2021.
Setores
Comparado com abril do ano passado, houve crescimento no valor das exportações da agropecuária, que registrou 12,7% (US$ 48,73 milhões).
Os produtos com as maiores variações positivas no preço foram milho não moído, com 655,4% de aumento (US$ 10,43 milhões na média diária), café não torrado, com aumento de 53,8% (US$ 12,51 milhões na média diária), trigo e centeio, com 359.555,5% de aumento (US$ 2,90 milhões na média diária) e soja, com 7,1% (US$ 23,52 milhões na média diária).
A indústria de transformação registrou crescimento de 35% nas exportações em abril, na comparação com abril do ano passado, totalizando US$ 202,31 milhões a mais no valor embarcado.
Os produtos com maior destaque no setor foram óleos combustíveis de petróleo (57,2% com aumento de US$ 23,76 milhões na média diária); carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (72,1% com aumento de US$ 21,56 milhões na média diária); farelos de soja e outros alimentos para animais (excluídos cereais não moídos), farinhas de carnes e outros animais (55,4% com aumento de US$ 18,58 milhões na média diária); e carnes de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas (44,1% com aumento de US$ 12,07 milhões na média diária).
Na indústria extrativa, houve queda de US$ 34,02 milhões (10,2%) na comparação com abril de 2021.
Em relação às importações, houve crescimento de 33% na compra de produtos agropecuários (US$ 6,31 milhões); crescimento de 58,1% da compra de produtos da indústria extrativa (US$ 27,52 milhões) e aumento de 35,5% nas aquisições de produtos da indústria de transformação (US$ 257,56 milhões), comparados a abril de 2021.
Estimativa
O Ministério da Economia manteve a previsão de que o superávit comercial este ano será de US$ 111,6 bilhões. As projeções do governo são de que as exportações somem US$ 348,8 bilhões, alta de 24,2% na comparação com o ano passado (US$ 280,8 bilhões), e que as importações de produtos somem US$ 237,2 bilhões, uma alta de 8,1% em relação 2021 (US$ 219,4 bilhões).
Edição: Fernando Fraga / AGÊNCIA BRASIL

