Busque abaixo o que você precisa!

Brasil registra 157 mortes e 21 mil casos de covid-19 em 24 horas

Em 24 horas, foram registrados 21.039 novos casos de covid-19 no Brasil. No mesmo período, houve 157 mortes de vítimas do vírus. O Brasil soma desde o início da pandemia 683.076 mortes por covid-19, segundo o boletim epidemiológico divulgado hoje (25), em Brasília, pelo Ministério da Saúde. O número total de casos confirmados da doença é de 34.350.639.

Ainda segundo o boletim, 33.348.052 pessoas se recuperaram da doença e 319.354 casos estão em acompanhamento. No levantamento de hoje, não consta atualização dos dados de mortes em Mato Grosso do Sul.

Boletim epidemiológico 25.08.2022
Boletim epidemiológico 25.08.2022 - Ministério da Saúde

Estados

Segundo os dados disponíveis, São Paulo lidera o número de casos, com 6,01 milhões, seguido por Minas Gerais (3,87 milhões) e Paraná (2,73 milhões). O menor número de casos é registrado no Acre (148,7 mil). Em seguida, aparecem Roraima (174,5 mil) e Amapá (178 mil).

Em relação às mortes, de acordo com os dados mais recentes disponíveis, São Paulo apresenta o maior número (174.019), seguido de Rio de Janeiro (75.351) e Minas Gerais (63.465). O menor total de mortes situa-se no Acre (2.027), Amapá (2.158) e Roraima (2.167).

Vacinação

Até hoje, foram aplicadas 475,89 milhões de doses de vacinas contra a covid-19, sendo 179,1 milhões com a primeira dose e 160,32 milhões com a segunda dose. A dose única foi aplicada em 4,99 milhões de pessoas. Outras 106,27 milhões já receberam a primeira dose de reforço, e 20,34 milhões receberam a segunda dose de reforço.

Edição: Aline Leal´/ AGÊNCIA BRASIL

Em 24 horas, Brasil tem 202 mortes e 18,2 mil novos casos de covid-19

Nas últimas 24 horas, foram registrados 18.277 novos casos de covid-19 no Brasil. No mesmo período, houve 202 mortes de vítimas do vírus. O país soma desde o início da pandemia 683.076 mortes por covid-19, segundo o boletim epidemiológico divulgado hoje (24), em Brasília, pelo Ministério da Saúde. O número total de casos confirmados da doença é de 34.329.600.

Ainda segundo o boletim, 33.329.029 pessoas se recuperaram da doença e 317.495 casos estão em acompanhamento. No levantamento de hoje, não consta atualização dos dados de Mato Grosso do Sul.

Estados

Segundo informações disponíveis, São Paulo lidera o número de casos, com 6,01 milhões, seguido por Minas Gerais (3,87 milhões) e Paraná (2,73 milhões). O menor número de ocorrências tem-se no Acre (148,7 mil). Em seguida, aparecem Roraima (174,5 mil) e Amapá (178 mil).

Em relação às mortes, de acordo com os dados mais recentes disponíveis, São Paulo apresenta o maior número (173.995), seguido de Rio de Janeiro (75.341) e Minas Gerais (63.449). O menor total de mortes situa-se no Acre (2.027), Amapá (2.158) e Roraima (2.167).

Vacinação

Até hoje, foram aplicadas 475,02 milhões de doses de vacinas contra a covid-19, sendo 179,03 milhões com a primeira dose e 160,22 milhões com a segunda dose. A dose única foi usada em 4,99 milhões de pessoas. Outras 105,89 milhões já receberam a primeira dose de reforço, e 20,02 milhões receberam a segunda dose de reforço.

Edição: Kleber Sampaio / AGÊNCIA BRASIL

Safra de grãos tem potencial para 308 milhões de toneladas em 2023

Mauro Zafalon / FOLHA DE SP
 
COLHEITA DE SOJA LODRINA PR
SÃO PAULO

O Brasil vai em busca, mais uma vez, de um volume de 300 milhões de toneladas de grãos. A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) divulgou, nesta quarta-feira (24), uma estimativa de potencial produção de 308 milhões.

Se confirmado esse volume, o país se consolida ainda mais na lista dos principais produtores mundiais de grãos, ao lado de China, Estados Unidos e Índia.

Soja e milho avançam em 2023. A produção da oleaginosa deverá subir para 150,4 milhões de toneladas, 21% a mais do que neste ano. A safra de milho poderá chegar a 125,5 milhões, 9,4% a mais do que em 2022.

 

O desempenho da próxima safra brasileira vai depender, porém, do comportamento do clima. Nos dois últimos anos, as previsões de produção não foram confirmadas devido a severas crises climáticas.

A safra brasileira de grãos sempre teve uma base firme em soja, milho e arroz, produtos que representam 92% do total de grãos.

Nas estimativas desta quarta-feira, a Conab fez previsões para soja, milho, arroz, feijão e algodão. A empresa ainda não tem as estimativas específicas para o trigo. Na safra atual e na próxima, porém, o cereal passa a ter uma representatividade maior na produção total de grãos. A produção deverá ser recorde, próxima de 10 milhões de toneladas.

aumento na produção de trigo ocorre devido aos crescentes investimentos feitos pela Embrapa na última década. Além de variedades novas, as pesquisas da empresa focaram também novas áreas, como o cerrado, obtendo adaptação e produtividade boas nessas regiões ao longo dos últimos anos.

O aumento da produção de grãos em 2023 ocorrerá não só pelo aumento de 2,5% na área, mas, principalmente, pela esperada evolução de 11% na produtividade média das lavouras. Esse desempenho vai depender do clima.

Na safra 2021/22, o país semeou 73,8 milhões de hectares com grãos. No período 2022/23 serão 75,6 milhões.

Soja e milho são os grandes responsáveis por esse aumento. Bons preços e demanda externa vão levar os produtores nacionais a aumentar a área de soja para 42,4 milhões de hectares no período 2022/23; a de milho será de 22,1 milhões.

O aumento de área dessas duas culturas vem sendo contínuo. Na safra 2019/20, tinham sido semeados apenas 36,9 milhões de hectares com a oleaginosa e 18,5 milhões com o cereal.

O Brasil já vinha perseguindo o patamar de 300 milhões de toneladas nas safras recentes, mas as mudanças climáticas frustraram esse objetivo. Isso ocorreu principalmente na safra 2021/22.

A Conab chegou a prever um volume de 291 milhões de toneladas para o período, enquanto avaliações do mercado indicavam um potencial superior aos 300 milhões.

Guilherme Bastos, secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, afirma que o país já tinha potencial para 300 milhões. Esse volume não foi obtido, mas, com os 2 milhões de hectares que serão acrescidos na safra 2022/23, esse objetivo poderá ser atingido, segundo o secretário.

No período 2020/21, a safra brasileira de grãos ficou 20 milhões de toneladas abaixo da projetada inicialmente, devido a uma quebra de 23 milhões na produção de milho.

A safrinha, produzida durante o inverno, foi afetada por seca intensa e geadas, ficando em 60 milhões de toneladas, bem abaixo dos 83 milhões previstos inicialmente.

Nesta safra, a 2021/22, foi a vez de a produção de soja ficar bem abaixo do esperado. A Conab chegou a prever uma safra de 143 milhões de toneladas, em dezembro do ano passado, mas revisou esse número para 124 milhões. Uma forte seca, principalmente na região Sul, afetou a produtividade da oleaginosa.

Os dados da Conab indicam, mais uma vez, a redução de área de plantio de produtos básicos, como arroz e feijão. Allan Silveira, superintendente de Estudos de Mercado e Gestão da Oferta da entidade, afirma que, apesar da redução de área, o abastecimento estará ajustado à demanda.

Essa redução de área ocorre devido à menor rentabilidade desses produtos, em relação aos exportáveis, como soja e milho.

A área de algodão volta a crescer e será de 1,63 milhão de hectares. Os aumentos de área em 1,9% e de produtividade em 2,9% vão elevar a produção do algodão em pluma para 2,9 milhões de toneladas, prevê a Conab.

A evolução da produção dá novo fôlego para as exportações em 2023. Serão 92 milhões de toneladas de soja, 44,5 milhões de milho e 2 milhões de algodão em pluma, segundo Silveira.

Para Sergio De Zen, diretor-executivo de Informações Agropecuárias e Políticas Agrícolas da Conab, esses números da agropecuária mostram um ambiente de negócios muito interessante do setor.

Bolsonaro sobre operação da PF contra empresários: ‘Cadê a turminha da carta pela democracia?’

Por Iander Porcella / O ESTADÃO

 

BELO HORIZONTE - O presidente Jair Bolsonaro (PL) se pronunciou nesta quarta-feira, 24, pela primeira vez de forma pública, sobre a operação da Polícia Federal contra empresários acusados de defender um golpe de Estado no País caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vença a eleição para o Palácio do Planalto. “Cadê aquela turminha da carta pela democracia?”, ironizou o candidato à reeleição, em encontro com lideranças religiosas na região metropolitana de Belo Horizonte (MG).

“Eu pergunto a vocês: o que aconteceu com os empresários agora? Oito empresários. Dois eu tenho contato com eles: Luciano Hang (dono da Havan) e Meyer Nigri (dono da Tecnisa). Cadê aquela turminha da carta pela democracia?”, declarou o presidente. “Acreditando que eles são democratas e nós não somos”, emendou, em referência aos manifestos pela democracia organizados pela sociedade civil após Bolsonaro reunir embaixadores no Palácio da Alvorada para atacar as urnas eletrônicas.

Na terça-feira, 23, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados a oito empresários que apoiam Bolsonaro. A operação ocorreu um dia após o chefe do Executivo dizer, em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, que o conflito com o ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), estaria “superado”. Integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), Moraes foi quem autorizou a operação.

Jair Bolsonaro durante cerimônia de abertura do Congresso Aço Brasil 2022, em São Paulo; presidente questiona ação da PF
Jair Bolsonaro durante cerimônia de abertura do Congresso Aço Brasil 2022, em São Paulo; presidente questiona ação da PF Foto: Miguel Schincariol/AFP - 23/08/2022

“O que está em jogo agora nesta eleição? Eu sempre digo que perder uma eleição na democracia é natural. Faz parte da regra do jogo. Mas nós não podemos perder a democracia na eleição”, disse Bolsonaro nesta quarta-feira. Ontem, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filhos do presidente, já haviam criticado a operação da PF autorizada por Moraes.

Os alvos da operação foram os empresários Luciano Hang, da Havan, José Isaac Peres, da rede de shopping Multiplan, Ivan Wrobel, da Construtora W3, José Koury, do Barra World Shopping, André Tissot, do Grupo Serra, Meyer Nigri, da Tecnisa, Marco Aurélio Raimundo, da Mormai, e Afrânio Barreira, do Grupo Coco Bambu. Em mensagens num grupo de WhatsApp, reveladas pelo site Metrópoles, eles defenderam um golpe caso Lula vença Bolsonaro em outubro.

O presidente chegou no começo da tarde em Belo Horizonte. A equipe do candidato à reeleição preparou um “grande comício” e aliados veem um “momento-chave” na disputa pelo Palácio do Planalto. O presidente deve fazer um comício na Praça da Liberdade, seis dias após Lula, que lidera as pesquisas de intenção de voto, fazer campanha na cidade, com discurso na Praça da Estação.

Bolsonaro aproveitou o encontro com lideranças religiosas para criticar também o PT. “Vocês veem o que eles falam e sempre falaram sobre religião, sobre fé, como eles se referem à cúpula das Forças Armadas, como eles se referem a padres, a pastores”, disse o chefe do Executivo.

“Se essa for a vontade de Deus, se vocês entenderem dessa maneira, a gente pede voto. Não apenas de vocês, vão atrás desse pessoal, dos indecisos e daqueles que estão do outro lado e não sabem, na verdade, o que é esse partido. Relembrem o que aconteceu ao longo de 14 anos de PT”, emendou.

O presidente estava acompanhado do senador Carlos Viana (PL), candidato ao governo de Minas Gerais, do vice-presidente da Câmara, Lincoln Portela (Republicanos-MG), e do ex-ministro do Turismo e deputado Marcelo Álvaro Antônio (PL-MG).

IPCA-15, prévia da inflação, tem deflação de 0,73% em agosto, menor resultado da série histórica

Por Daniela Amorim / o estadão

 

RIO - O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), prévia do principal indicador de preços do País, divulgado nesta quarta-feira, 24, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) teve deflação de 0,73% em agosto, ante alta de 0,13% de julho. Esta é a maior deflação já registrada pelo IPCA-15.

 

O resultado de agosto foi a menor taxa da série histórica, iniciada em novembro de 1991. O índice registra alta de 9,6% no acumulado dos últimos 12 meses e 5,2% neste ano. É a primeira vez, desde agosto do ano passado, que o IPCA-15 acumulado de 12 meses fica abaixo de 10%. Em agosto de 2021, a taxa foi de 0,89%.

Queda no transportes

O grupo Transportes passou de uma queda de 1,08% em julho para um recuo de 5,24% em agosto e foi responsável por -1,15 ponto porcentual da taxa de -0,73% registrada pelo IPCA-15 neste mês.

A deflação no grupo foi puxada pela queda de 15,33% no preço dos combustíveis. A gasolina caiu 16,80%, maior contribuição negativa para o IPCA-15 do mês, -1,07 ponto porcentual.

Houve quedas também no etanol (-10,78%), gás veicular (-5,40%) e óleo diesel (-0,56%). As passagens aéreas recuaram 12,22% em agosto, após quatro meses consecutivos de altas. Na direção oposta, houve aumento de preços nos veículos próprios (0,83%): motocicleta (0,61%), automóvel novo (0,30%) e automóvel usado (0,17%).

Alta em Alimentação e Bebidas

Os gastos das famílias com alimentação e bebidas passaram de uma elevação de 1,16% em julho para uma alta de 1,12% em agosto.

O grupo Alimentação e bebidas deu uma contribuição de 0,24 ponto porcentual para a taxa de -0,73% do IPCA-15 deste mês.

A alimentação no domicílio subiu 1,24% em agosto. A alta foi puxada por um novo encarecimento do leite longa vida, que subiu 14,21% em agosto, item de maior pressão individual no IPCA-15 do mês, 0,14 ponto porcentual. O leite longa vida já acumula uma alta de 79,79% no ano. As famílias também pagaram mais em agosto pelas frutas (2,99%), queijo (4,18%) e frango em pedaços (3,08%).

A alimentação fora do domicílio subiu 0,80% em agosto. A refeição fora de casa ficou 0,72% mais cara, enquanto o lanche subiu 0,97%.

 

 

 

BNDES lança inclusão de MEIs em programa emergencial de crédito

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anuncia, na próxima segunda-feira (22), a reabertura do Programa Emergencial de Acesso a Crédito (FGI PEAC). A novidade é a inclusão de microempreendedores individuais (MEIs), além de e micro, pequenas e médias empresas contempladas anteriormente.

Até o momento, 40 instituições financeiras já se habilitaram para operar com a linha. O programa terá vigência até dezembro de 2023.

O BNDES informou que para que uma operação de crédito seja elegível à garantia pelo programa, ela deve ser destinada a investimento ou capital de giro e ter valor entre R$ 1 mil e R$ 10 milhões, com prazo de pagamento de até 60 meses e carência entre 6 e 12 meses. A cobertura estabelecida pelo programa é de 80% do valor do contrato.

A avaliação quanto ao uso do programa como garantia em operações de crédito é de responsabilidade dos bancos operadores. Cada um deles deverá limitar a taxa de juros média de sua carteira a 1,75% ao mês. Com essas condições, a estimativa do BNDES é que serão viabilizados R$ 22 bilhões em novas operações de crédito para MPMEs e MEIs até dezembro de 2023.

De acordo com o BNDES, a ideia de priorizar fundos garantidores para MEIs e MPMEs estimula o mercado financeiro brasileiro a operar com esses segmentos. “Ao conceder garantias para quem fatura até R$ 300 milhões ao ano, o FGI/PEAC aumenta o apetite dos bancos a conceder crédito com condições mais favoráveis aos clientes”, concluiu a instituição.

Pandemia

O Programa Emergencial de Acesso a Crédito, em sua modalidade de garantias, foi instituído pela Medida Provisória 975, de 1º de junho de 2020, convertida na Lei 14.042, em agosto daquele ano. Seu primeiro período de vigência estimulou a obtenção de crédito durante a crise econômica decorrente da pandemia da covid-19, visando apoiar principalmente as pequenas e médias empresas (PMEs), associações, fundações de direito privado e cooperativas, excetuadas as cooperativas de crédito.

A reabertura foi propiciada pela Medida Provisória 1.114/22, de 20 de abril de 2022, com a finalidade de contratação de novas operações até 31 de dezembro de 2023. 

Edição: Maria Claudia / AGÊNCIA BRASIL

Otimismo de eleitores com futuro da economia dá salto, diz Datafolha

Ricardo Balthazar / FOLHA DE SP
SÃO PAULO

A avaliação que os eleitores brasileiros fazem do desempenho da economia melhorou no último mês, e a população ficou mais otimista com o futuro do país e sua situação financeira pessoal, revela pesquisa feita pelo Datafolha nesta semana.

Segundo o instituto, 48% acham que a situação econômica do país vai melhorar nos próximos meses, 28% preveem que ela ficará igual e 18% esperam piora. Pesquisa anterior, realizada em junho, apontou 33% otimistas e 34% pessimistas.

A parcela dos eleitores que aposta em melhora da sua situação financeira pessoal nos próximos meses aumentou de 47% para 58% desde junho, e o bloco dos pessimistas caiu de 15% para 8%. Outros 31% acham que sua situação ficará igual.

O Datafolha entrevistou 5.744 eleitores em 281 cidades entre terça (16) e quinta-feira (18). A margem de erro do estudo é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos. A pesquisa foi contratada pela Folha e pela TV Globo.

 

As taxas que indicam avaliação positiva do desempenho da economia e otimismo com o futuro são as mais altas apuradas desde 2019, primeiro ano do governo Jair Bolsonaro (PL), que está em campanha para se reeleger em outubro.

As expectativas se deterioraram muito nos dois anos da pandemia de Covid-19, quando medidas necessárias para conter a transmissão da doença paralisaram diversas atividades e causaram estagnação econômica e aumento do desemprego.

O avanço da vacinação e o fim das restrições fizeram o otimismo voltar no fim de 2021, mas as incertezas causadas pela guerra na Ucrânia e pela alta da inflação insuflaram nova onda de pessimismo no começo deste ano, que agora parece superada.

A taxa dos que acham que a situação econômica do país piorou nos últimos meses caiu de 67% para 54% entre junho e agosto. A parcela que faz avaliação positiva do desempenho da economia aumentou de 15% para 25% no mesmo período.

Os entrevistados que apontaram melhora na sua situação financeira pessoal nos últimos meses passaram de 20% para 26%, de acordo com o Datafolha. Outros 42% disseram que sua condição atual é pior. Em junho, 47% pensavam assim.

O movimento acompanha a evolução recente de dois indicadores chave para avaliar o bem-estar da população. Medidas tomadas para baixar os preços dos combustíveis fizeram a inflação ceder, e a recuperação da economia fez o desemprego cair.

O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Ampliado) acumulou variação de 10,07% no período de 12 meses encerrado em julho. A alta dos preços desacelera desde abril, e o índice apontou uma queda de 0,68% no mês passado.

A pesquisa mais recente do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia de Estatística) mostra que a taxa de desemprego foi de 9,3% no trimestre encerrado em junho, menor patamar observado pelos pesquisadores nesse período desde 2015.

Apesar da queda do desemprego, a renda média dos trabalhadores, que caiu durante a pandemia, continua estagnada. E os preços dos alimentos, que pesam no bolso dos mais pobres, continuam subindo mais do que os de outros produtos.

Além disso, tudo indica que a recuperação da atividade econômica ocorrida nos últimos meses terá fôlego curto. As projeções compiladas pelo Banco Central apontam um crescimento de 2% do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano, e de 0,4% no próximo.

Segundo o Datafolha, o otimismo com a economia é menor entre os mais pobres, com renda familiar inferior a dois salários mínimos (R$ 2.424) por mês, e maior na classe média, entre os que ganham de dois a cinco salários mínimos (R$ 6.060).

As expectativas também são melhores entre os que têm trabalho. A parcela dos otimistas com a situação econômica do país aumentou de 31% para 49% entre assalariados com carteira assinada e de 31% para 41% entre desempregados.

De acordo com a pesquisa do Datafolha, a avaliação positiva do desempenho da economia e o otimismo com o futuro são maiores entre os homens do que entre as mulheres, entre os evangélicos e entre apoiadores de Bolsonaro.

Com a economia no topo das preocupações do eleitorado, o presidente tomou nos últimos meses medidas para conter a alta dos preços dos combustíveis, aumentar o valor do Auxílio Brasil e criar novos benefícios para os mais pobres.

Os pagamentos começaram a ser efetuados neste mês, mas ainda não parecem ter gerado os dividendos políticos esperados por Bolsonaro na tentativa de alcançar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), líder da corrida presidencial.

A pesquisa mais recente do Datafolha mostra que o presidente conseguiu reduzir a distância que o separa do petista no último mês, mas ainda está longe dele. Segundo o instituto, Lula tem 47% das intenções de voto e Bolsonaro está com 32%.

O levantamento indica que os pagamentos do Auxílio Brasil influem pouco nas expectativas econômicas. Entre os beneficiários do programa, 53% acham que a economia vai melhorar. Entre os que não recebem a ajuda, 47% pensam da mesma forma.

Leilão de aeroportos: grupo espanhol Aena arremata bloco de Congonhas por R$ 2,45 bilhões

Por Juliana Estigarríbia e Elisa Calmon / O ESTADÃO

 

O grupo espanhol Aenaque já opera seis aeroportos do Brasil, vai incluir em seu portfólio o segundo aeroporto mais movimentado do Brasil. A empresa arrematou, em leilão realizado nesta quinta-feira, 18, o bloco que inclui Congonhas, em São Paulo, além de outras 10 unidades menores espalhadas pelo País. O lance foi de R$ 2,45 bilhões, com um ágio de 231% em relação à outorga mínima estabelecida, de R$ 740,1 milhões. Foi o único lance dado pelo bloco.

 

Os outros blocos oferecidos no leilão, a 7.ª rodada de concessões, também foram arrematados. O conjunto chamado de Aviação Geral, que inclui os aeroportos Campo de Marte, em São Paulo, e Jacarepaguá, no Rio, ficou com a XP, que fará sua estreia no setor. A empresa pagou R$ 141,4 milhões, sem ágio em relação à outorga mínima estabelecida no edital.

Segundo Túlio Machado, chefe da XP Asset, o potencial dos aeroportos Campo de Marte e Jacarepaguá vai além das tarifas aeroportuárias. ”É notório que a vocação de Campo de Marte e Jacarepaguá não passa só pelas receitas tarifárias, há potencial de exploração do imobiliário, isso é permitido”, afirmou em coletiva de imprensa.

Ele esclareceu que a operação de Congonhas permite que haja expansão onde hoje há terminais de aviação executiva. “Acreditamos que uma parte do share de Congonhas deva vir para o Campo de Marte, temos planos de deixar o aeroporto mais seguro (com voos por instrumentos). Acreditamos que as tarifas aeroportuárias vão aumentar.”

Norte

Além disso, o Consórcio Novo Norte, composto pela Socicam e pela Dix Empreendimentos, arrematou o bloco Norte II por R$ 125 milhões, um ágio de 119,7% em relação à outorga mínima estabelecida no edital, de R$ 56,9 milhões.

O bloco foi disputado também pela Vinci Airports, que opera o Aeroporto de Salvador e na 6.ª rodada de concessão, promovida no ano passado, arrematou o bloco Norte com sete aeroportos.

O Bloco Norte II é integrado pelos aeroportos de Belém (PA) e Macapá (AP).

Infraestrutura

O ministro da Infraestrutura, Marcelo Sampaio, avaliou positivamente o resultado da 7.ª rodada de concessão de aeroportos. “Estamos muito satisfeitos com o resultado de hoje”, afirmou. Sampaio destacou a participação da estrangeira Aena na disputa. “Mais do que muitos concorrentes, tivemos um concorrente que deu lance com ágio de 231%. O Brasil é um destino seguro para o capital estrangeiro”, avaliou o ministro.

Nessa linha, Sampaio ressaltou a diversidade de empresas participantes, incluindo também a XP. “Comemoramos a pluralidade de operadores em infraestrutura. Isso nos traz mais segurança”.

Ainda de acordo com o ministro, esse foi o 100.º leilão promovido pela pasta, com R$ 120 bilhões contratados. A expectativa é que a 8.ª rodada de concessão de aeroportos, que vai incluir o Santos Dummont e Galeão, no Rio, ocorra no ano que vem. “Vamos reequilibrar a matriz de transportes no Brasil, trazendo um regime simples para que o privado posso continuar investindo”, completou Sampaio.

O presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Julio Noman, também comemorou o resultado. ”Temos o maior programa de concessão de aeroportos do mundo, com a modelagem mais sofisticada do mundo”, disse, após o leilão.

Ele acrescentou que as concessões fazem parte da estratégia do governo federal de “universalizar o acesso à infraestrutura e ao transporte aéreo”. “Sabemos que isso precisa acontecer”, disse.

IGP-10 tem queda de preços de 0,69% em agosto

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) registrou deflação (queda de preços) de 0,69% em agosto deste ano. No mês anterior, a inflação medida pelo indicador foi de 0,60%. Em agosto do ano passado, a alta de preços havia sido de 1,18%.

Os dados foram divulgados hoje (17) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O IGP-10 acumula taxa de inflação de 8,43% no ano. Em 12 meses, a taxa acumulada chega a 8,82%, abaixo dos 32,84% acumulados em agosto de 2021.

Tanto os preços do atacado quanto os do varejo tiveram deflação em agosto. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede o atacado, teve deflação de 0,65% no mês, ante inflação de 0,57% em julho.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede o varejo, passou de uma inflação de 0,42% em julho para deflação de 1,56% em agosto.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) também teve queda na taxa de julho para agosto, mas ainda continuou registrando inflação. A taxa caiu de 1,26% em julho para 0,74% em agosto.

Edição: Graça Adjuto / AGÊNCIA BRASIL

Brasil teve 23.040 casos e 206 mortes por covid-19 em 24 horas

O Brasil registrou, desde o início da pandemia, 681.753 mortes por covid-19, segundo o boletim epidemiológico divulgado hoje (16) pelo Ministério da Saúde. O número total de casos confirmados da doença é de 34.201.280.

Em 24 horas, foram registrados 23.040 novos casos. No mesmo período, foram confirmadas 206 mortes de vítimas do vírus.

Ainda segundo o boletim, 33.087.797 pessoas se recuperaram da doença e 431.720 casos estão em acompanhamento.

Boletim epidemiológico do Ministério da Saúde atualiza os números da pandemia de covid-19 no Brasil.
Boletim epidemiológico do Ministério da Saúde atualiza os números da pandemia de covid-19 no Brasil. - Minstério da Saúde

Estados

De acordo com os dados disponíveis, São Paulo lidera o número de casos, com 5,97 milhões, seguido por Minas Gerais (3,85 milhões) e Paraná (2,71 milhões). O menor número de casos é registrado no Acre (147,7 mil). Em seguida, aparece Roraima (174 mil) e Amapá (177,8 mil).

Em relação às mortes, de acordo com os dados mais recentes disponíveis, São Paulo apresenta o maior número (173.721), seguido de Rio de Janeiro (75.234) e Minas Gerais (63.281). O menor número de mortes está no Acre (2.025), Amapá (2.157) e Roraima (2.165).

Vacinação

Até hoje, foram aplicadas 472,3 milhões de doses de vacinas contra a covid-19, sendo 178,7 milhões com a primeira dose e 159,9 milhões com a segunda dose. A dose única foi aplicada em 4,9 milhões de pessoas. Outras 104,7 doses de reforço foram aplicadas

Edição: Aline Leal / AGÊNCIA BRASIL

Compartilhar Conteúdo

444