Covid-19: Brasil tem nove mortes confirmadas nas últimas 24 horas
O Ministério da Saúde divulgou hoje (2) que o Brasil tem, desde o início da pandemia, 688.228 mortes por covid-19. Segundo o boletim epidemiológico, o total de casos confirmados da doença é de 34.839.337.

Em 24 horas, houve 2.302 novos casos. No mesmo período, foram confirmadas nove mortes de vítimas do vírus. Ainda segundo o boletim, 34.062.150 pessoas se recuperaram da doença e 88.959 casos estão em acompanhamento.
Em virtude do feriado de Finados, a Bahia, Distrito Federal, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul não repassaram dados sobre óbitos e Mato Grosso, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Roraima, São Paulo e Tocantins não atualizaram as informações no sistema.
Estados
De acordo com os dados disponíveis, São Paulo lidera o número de casos, com 6,14 milhões, seguido por Minas Gerais (3,88 milhões) e Paraná (2,75 milhões). O menor total de casos é do Acre (149,8 mil). Em seguida, aparecem Roraima (175,5 mil) e Amapá (178,4 mil).
Em relação às mortes, de acordo com os dados mais recentes, São Paulo apresenta o maior volume (175.574), vindo, a seguir, o Rio de Janeiro (75.871) e Minas Gerais (63.879). O menor número de óbitos está no Acre (2.029), Amapá (2.164) e Roraima (2.175).
Vacinação
Até hoje, foram aplicadas 488,3 milhões de doses de vacinas contra a covid-19, sendo 180,3 milhões com a primeira dose e 162,7 milhões com a segunda dose. A dose única foi aplicada em mais de cinco milhões de pessoas.
Edição: Kleber Sampaio / AGÊNCIA BRASIL
'Desobstruam as rodovias' e 'não pensem mal de mim', pede Bolsonaro em vídeo
Por Daniel Gullino / O GLOBO
O presidente Jair Bolsonaro gravou um vídeo nesta quarta-feira solicitando que seus apoiadores liberem as rodovias federais que estão sendo ocupadas. Ao realizar o "apelo", Bolsonaro pediu que seus seguidores não "pensem mal" dele e afirmou que eles podem fazer outros tipos de manifestações.
Os bloqueios em rodovias têm sido feitos desde a noite de domingo, em protesto ao resultado da eleição presidencial, vencida por Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou ter desfeito 688 interdições ou bloqueios.
— Quero fazer um apelo a você. Desobstrua as rodovias. Isso aí não faz parte, no meu entender, dessas manifestações legítimas. Não vamos perder nós, aqui, essa nossa legitimidade. Outras manifestações vocês estão fazendo pelo Brasil todo. Em praças. Faz parte, repito, do jogo democrático. Fiquem à vontade — diz Bolsonaro no vídeo, publicado em suas redes sociais.
Na gravação, o presidente afirma que quer o "bem" dos seus apoiadores.
— Por favor, não pensem mal de mim. Eu quero o bem de vocês. Ao longo desse tempo todo, à frente da Presidência, colaborei para ressurgir o sentimento patriótico, o amor à pátria, as nossas cores verde e amarelo, defesa da família, defesa da liberdade. Não vamos jogar isso fora. Vamos fazer o que tem que ser feito. Estou com vocês.
Bolsonaro ressaltou que a PRF tem atuado na desobstrução, mas afirmou que são "muitos pontos" a serem liberados e que isso causa "prejuízo" a todos.
— Colocamos a nossa Polícia Rodoviária Federal desde o primeiro momento para desobstruir rodovias pelo Brasil. E eles têm feito um trabalho de tentar desobstruir, mas são muitos pontos e as dificuldades são enormes. Prejuízo todo mundo está tendo com essas rodovias fechadas.
Nesta quarta-feira, foram apoiadores de Bolsonaro protestaram contra o resultado das eleições em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre, entre outras cidades. No Rio, os manifestantes entoaram gritos de “intervenção federal” e carregavam faixas com palavras de ordem contra o Supremo Tribunal Federal (STF), além de pedidos por uma ação das Forças Armadas sobre o resultado das urnas.
Lula terá que buscar até o centrão para ter maioria no Congresso
O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá a difícil tarefa de ampliar o atual leque de alianças para conseguir uma base no Congresso que lhe possibilite o apoio de ao menos 60% dos deputados federais e dos senadores, número mínimo para aprovação de mudanças na Constituição.
Os deputados eleitos por sua coligação somam 122 das 513 cadeiras na Câmara, número que não chega nem perto da metade, mínimo para aprovação de um simples projeto em sessões com presença completa.
O número de parlamentares de todos os dez partidos de sua aliança é ligeiramente maior do que o do PL de Bolsonaro, que elegeu 99, tornando-se a maior bancada da nova legislatura. Apesar de o tamanho da esquerda ser insuficiente, Lula conta com o fato de que legendas de centro e de direita, como o PSD de Gilberto Kassab e o MDB, inclinam-se a apoiá-lo, assim como o PDT, que o apoiou no segundo turno.
Esses três partidos somam mais 101 cadeiras, o que, mesmo assim, deixaria a nova base lulista longe da metade da Casa (257). Assim, Lula terá de atrair siglas como o União Brasil (59), além de possíveis defecções no centrão de Bolsonaro, como Republicanos (41) e parlamentares avulsos de PL e PP.
Assim como todo presidente eleito, o novo ocupante do Palácio do Planalto chega ao cargo com uma força considerável de atração de parlamentares, que têm na relação com o Executivo a sua principal fonte de sobrevivência política via emendas orçamentárias e cargos na máquina federal.
O ponto central da relação com a Câmara passará ainda por uma nova eleição, a do novo comando da Casa, em fevereiro. A vitória de Lula enfraquece as pretensões de Arthur Lira (PP-AL), um dos principais aliados de Bolsonaro, de seguir no comando. Apesar disso, o líder do centrão vem articulando há muito tempo a sua reeleição, independentemente de quem saísse vitorioso neste domingo.
Aliados do petista apostam na chance concreta de as emendas de relator —que colocam na mão de Lira a distribuição de bilhões de reais do Orçamento a parlamentares— serem declaradas inconstitucionais pelo STF (Supremo Tribunal Federal) até o final do ano. Assim, o petista poderia negociar de forma mais fácil um nome de consenso com outras forças de centro, como União Brasil, PSD, MDB e até mesmo Republicanos.
Nomes como o do presidente do União Brasil, Luciano Bivar (PE), da ex-governadora Roseana Sarney (MDB-MA), do presidente do MDB, Baleia Rossi (SP), do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) e do presidente do Republicanos, Marcos Pereira (SP), são citados como potenciais candidatos de centro com condições viáveis de enfrentar o atual chefe do centrão. Antes de tomar uma decisão, porém, Lula terá que ponderar se terá força política para comprar briga com Lira, um inimigo a ser evitado no Congresso.
No Senado, o cenário é ligeiramente melhor para o petista, apesar de Bolsonaro ter emplacado vários ex-ministros, como Marcos Pontes (PL-SP) e Rogério Marinho (PL-RN), o que também tornou o PL a maior bancada. Isso se dá porque o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), tende a se inclinar ao lulismo, assim como o MDB de Renan Calheiros (AL) e Renan Filho (AL).
O resultado deste domingo reforça consideravelmente as chances de Pacheco ser reeleito para o comando do Senado em fevereiro. Com isso, uma possível base lulista reuniria 35 das 81 cadeiras.
Seria preciso ainda, assim como na Câmara, recorrer a outras siglas, como o União Brasil —fusão do PSL e do DEM—, que ficou neutro na eleição e abriga dirigentes inclinados tanto a Lula como a Bolsonaro. O partido comandado por Bivar, simpático a Lula, terá 11 cadeiras, a segunda maior bancada da Casa.
Para obter o mínimo de 49 votos para aprovação de mudanças na Constituição, seria preciso ir atrás do apoio avulso de integrantes do centrão.
PT planeja aprovar Orçamento até dezembro com reajuste real do salário mínimo e Auxílio de R$ 600
O PT acredita que conseguirá aprovar o Orçamento de 2023 em menos de dois meses e começar a governar já com o aval ao aumento de despesas para pagar promessas de campanha do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A ideia é prever, já a partir de janeiro, a manutenção do valor de R$ 600 do Auxílio Brasil e também o aumento real (acima da inflação) do salário mínimo.
Os integrantes do partido querem dar um aumento superior à inflação para o salário mínimo –como promete Lula, em substituição à política de Bolsonaro–, mas alguns economistas chegaram a estudar implementar esse ganho apenas em 1º de maio, Dia do Trabalhador (em vez de 1º de janeiro), o que faria o custo da União com a medida ser de R$ 3,9 bilhões.
Isso reduziria o impacto da medida nos gastos públicos. Mas Gleisi garantiu que a ideia é começar o ano já com o aumento real do salário mínimo (o que eleva a fatura para R$ 6 bilhões).
Escalado para atuar nas negociações em torno das mudanças na proposta de Orçamento para 2023, o ex-governador e senador eleito Wellington Dias (PT-PI) afirmou à Folha, em outubro,que a nova regra de correção do salário mínimo deve considerar o crescimento médio do PIB (Produto Interno Bruto) dos cinco anos anteriores, resgatando a lógica usada durante os governos petistas de considerar a expansão da economia no cálculo.
Dias concedeu nesta quarta (2) entrevista ao canal GloboNews em que confirma a regra. Por esse método, ele afirma que o reajuste real do salário deve ficar em torno de 1,3% ou 1,4% (o que deve elevar o mínimo para ao menos R$ 1.307 em 2023).
O projeto de Orçamento de Bolsonaro prevê um aumento do salário mínimo de R$ 1.302 em 2023, valor que considera só o reajuste pela inflação, estimada em 7,41% na época do envio do projeto.
No entanto, como o INPC tem desacelerado, a correção da inflação deve ficar abaixo desse patamar (a projeção oficial mais recente é que índice termine 2022 em 6,54%).
APROVAÇÃO DO ORÇAMENTO É PRIMEIRO TESTE DO NOVO GOVERNO
A aprovação do Orçamento é o primeiro teste da articulação política do governo eleito de Lula. Antes de assumir a presidência da República, o petista e a equipe de transição vão tentar costurar com o Congresso uma solução para encaixar os gastos na peça orçamentária do próximo ano.
"O Congresso atual vai ter boa vontade. O povo decidiu nas urnas que quer ter o Auxílio em R$ 600 e que quer ter aumento real do salário mínimo. O presidente Bolsonaro também prometeu isso. Então não acho que teremos dificuldades em aprovar isso até dezembro", disse a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann (PR) à Folha.
O relator-geral do Orçamento de 2023, senador Marcelo Castro (MDB-PI), afirmou nesta terça-feira (1º) que também espera aprovar o projeto até o fim do ano, mas que o início das tratativas com a equipe de Lula será nesta quinta (3).
Aliados de Lula avaliam medidas para garantir que haja dinheiro para as promessas do presidente eleito. A principal ideia é uma PEC (proposta de emenda à Constituição) para autorizar o petista a gastar mais do que prevê o teto de despesas do próximo ano –regra constitucional que impede o crescimento dos gastos acima da inflação.
Integrantes da equipe de transição de Lula e o relator, que também é aliado do petista, afirmam ser possível aprovar o Orçamento e a PEC quase juntos.
Uma PEC, no entanto, tem tramitação mais lenta, pois depende de três quintos dos votos e duas votações em cada Casa.
Na campanha, Lula prometeu manter o pagamento mínimo de R$ 600 aos beneficiários do Auxílio Brasil. O projeto de Orçamento encaminhado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) prevê uma média de R$ 405 por mês para as famílias do programa de transferência de renda (o aumento tem custo aproximado de R$ 50 bilhões).
Bolsonaro, no entanto, também se comprometeu, em meio à corrida eleitoral, a mexer no Orçamento para elevar a verba do programa e R$ 200 a mais caso o beneficiário consiga emprego.
Lula, então, fez uma nova aposta e disse que vai bancar o benefício extra de R$ 150 por criança de até 6 anos no Auxílio Brasil (o que tem custo estimado em R$ 16 bilhões).
O PT também quer incluir esses recursos já no Orçamento de 2023, mas, para alguns membros, essa medida não deve começar já em janeiro. É necessário finalizar o desenho da proposta, conseguir o aval do Congresso e regulamentar o pagamento do benefício extra para que isso seja implementado.
Balança comercial registra superávit de US$ 3,92 bilhões em outubro
O bom desempenho da safra de grãos e a recuperação das exportações de carne fizeram o superávit da balança comercial dobrar em outubro. No mês passado, o país exportou US$ 3,921 bilhões a mais do que importou – alta de 90% em relação ao registrado em outubro do ano passado, de US$ 2,064 bilhões. Esse é o terceiro melhor resultado para o mês, só perdendo para outubro de 2020 e de 2018.

De janeiro a outubro, a balança comercial acumula superávit de US$ 51,64 bilhões. Isso representa 11,7% a menos que o registrado nos mesmos meses do ano passado. Apesar do recuo, o saldo é o segundo melhor da história para o período, perdendo apenas para os dez primeiros meses de 2021, quando o superávit tinha fechado em US$ 58,504 bilhões.
No mês passado, o Brasil vendeu US$ 27,299 bilhões para o exterior e comprou US$ 23,378 bilhões. Tanto as importações como as exportações bateram recorde em outubro, desde o início da série histórica, em 1989. As exportações subiram 27,1% em relação a outubro do ano passado, pelo critério da média diária. As importações, no entanto, aumentaram em ritmo maior, 19,8% na mesma comparação.
No caso das exportações, o recorde deve-se mais ao aumento dos embarques do que dos preços internacionais das mercadorias e do que do volume comercializado. No mês passado, o volume de mercadorias exportadas subiu em média 14,4% na comparação com outubro do ano passado, enquanto os preços médios aumentaram 5,7%.
A valorização dos preços das mercadorias vendidas para o exterior poderia ser maior não fosse a queda do minério de ferro, cuja cotação caiu 33,9% na mesma comparação, e por produtos semiacabados de ferro ou de aço, cujo preço recuou 26%, por causa dos lockdown na China, que reduziram a demanda internacional.
Nas importações, a quantidade comprada subiu 6,7%, refletindo a recuperação da economia, mas os preços médios aumentaram em ritmo mais intenso: 11,1%. A alta dos preços foi puxada principalmente por adubos, fertilizantes, petróleo, carvão mineral e trigo, itens que ficaram mais caros após o início da guerra entre Rússia e Ucrânia.
Setores
No setor agropecuário, o aumento do volume embarcado, provocado pela safra de grãos, pesou mais nas exportações. O volume de mercadorias embarcadas avançou 49,7% em outubro na comparação com o mesmo mês de 2021, enquanto o preço médio subiu 24,3%. Na indústria de transformação, a quantidade exportada subiu 16,1%, com o preço médio aumentando 8,3%.
Na indústria extrativa, que engloba a exportação de minérios e de petróleo, a quantidade exportada caiu 8,4%, e os preços médios recuaram 15,4% em relação a outubro do ano passado.
O petróleo bruto, que até o mês passado puxava o aumento das exportações, ficou estável, com o volume exportado caindo 0,1% e os preços subindo 0,6%. Isso ocorre porque a cotação do petróleo começou a disparar no último trimestre do ano passado, quando a economia global se reaqueceu com o avanço da vacinação contra a covid-19.
Os produtos com maior destaque nas exportações agropecuárias foram milho não moído, exceto milho doce (468%), café não torrado (53,9%) e soja (52,5%) na agropecuária. O destaque negativo foram produtos hortícolas, cujas exportações caíram 27,9% de outubro do ano passado a outubro deste ano.
Na indústria extrativa, os maiores crescimentos foram registrados nas exportações de carvão mineral não aglomerado (137.845%), outros minerais brutos (138,2%) e minério de cobre e concentrados (22,2%). Na indústria de transformação, as maiores altas ocorreram na carne bovina fresca (173,5%), nos açúcares e melaços (90,6%), farelos de soja, farinhas de carnes e de outros animais (69,1%).
Quanto às importações, os maiores aumentos foram registrados nos seguintes produtos: látex e borracha natural (37,6%), frutas e nozes (21,1%) e cevada não moída (15,8%), na agropecuária; petróleo bruto (325,1%) e fertilizantes (149,8%), na indústria extrativa; e combustíveis (22,6%), válvulas e tubos termiônicos (59,7%) e compostos organo-inorgânicos (71,4%), na indústria de transformação.
Em relação aos adubos e aos fertilizantes, o crescimento nas importações decorre inteiramente do preço, que subiu 29,4% em outubro na comparação com o mesmo mês do ano passado. O volume importado caiu 36,6% por causa da guerra entre Rússia e Ucrânia.
Estimativa
Em outubro, o governo reduziu para US$ 55,4 bilhões a estimativa de superávit comercial neste ano. Apesar da queda na estimativa, esse valor garantiria o segundo maior superávit comercial da série histórica. O saldo seria menor apenas que o superávit de US$ 61,407 bilhões observados no ano passado.
As estimativas oficiais são atualizadas a cada 3 meses. As previsões estão mais pessimistas que as do mercado financeiro. O boletim Focus, pesquisa com analistas de mercado divulgada toda semana pelo Banco Central, projeta superávit de US$ 58,6 bilhões neste ano.
Edição: Fernando Fraga / AGÊNCIA BRASIL
Presidente critica manifestações que prejudicam população
Pela primeira vez, o presidente Jair Bolsonaro se pronunciou sobre os resultados das eleições, na tarde desta terça-feira (1º), no Palácio do Alvorada, residência oficial. A manifestação ocorreu dois dias depois da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), eleito pela terceira vez para a Presidência da República no domingo (30).

Bolsonaro apareceu, num púlpito previamente preparado, acompanhado por diversos ministros do seu governo e aliados políticos. Foram pouco mais de dois minutos de uma declaração lida, em que o presidente agradeceu pela votação recebida, sem citar o presidente eleito. Ele também comentou sobre as manifestações de apoiadores que estão bloqueando rodovias em diversos estados do país. Os bloqueios têm causado uma série de prejuízos, como transporte de oxigênio hospitalar e desabastecimento de aeroportos.
"Quero começar agradecendo os 58 milhões de brasileiros que votaram em mim no ultimo dia 30 de outubro. Os atuais movimentos populares são fruto de indignação e sentimento injustiça de como se deu o processo eleitoral. As manifestações pacíficas sempre serão bem-vindas, mas os nossos métodos não podem ser os da esquerda, que sempre prejudicaram a população, como invasão de propriedade, destruição do patrimônio e direito de ir e vir", afirmou.
Com 100% das urnas apuradas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula obteve 60,3 milhões de votos, o que corresponde a 50,90% dos votos válidos. Já o presidente Jair Bolsonaro ficou com 49,10% dos votos, somando 58,2 milhões de sufrágios.
Bolsonaro também afirmou que vai cumprir a Constituição Federal e mencionou sua condição de líder de milhões de brasileiros. "Enquanto presidente da República e cidadão, continuarei cumprindo todos os mandamentos da nossa Constituição. É uma honra ser o líder de milhões de brasileiros que, como eu, defendem a liberdade econômica, a liberdade religiosa, a liberdade de opinião, a honestidade e as cores verde e amarela da nossa bandeira".
Transição
Após ler o discurso, Bolsonaro deixou o salão central do Palácio do Alvorada com sua equipe e, em seguida, o ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, fez uma declaração complementar sobre a transição de governo.
"O presidente Jair Messias Bolsonaro me autorizou, quando for provocado, com base na lei, nós iniciaremos o processo de transição. A presidente do PT [Gleisi Hoffmann], segundo ela em nome do presidente Lula, disse que na quinta-feira [3] será formalizado o nome do vice-presidente Geraldo Alckmin [como coordenador da equipe de transição do governo eleito]. Aguardaremos que isso seja formalizado para cumprir a lei no nosso país", informou.
Alckmin foi anunciado nesta terça-feira como coordenador da equipe de transição. Outros nomes serão definidos nos próximos dias, envolvendo integrantes de partidos da coligação de Lula.
STF
Em nota divulgada no final da tarde, o Supremo Tribunal Federal (STF) destacou a importância do pronunciamento de Bolsonaro.
“O Supremo Tribunal Federal consigna a importância do pronunciamento do presidente da República em garantir o direito de ir e vir em relação aos bloqueios e, ao determinar o início da transição, reconhecer o resultado final das eleições”, declarou a Corte.
Após o pronunciamento no Palácio da Alvorada, Bolsonaro foi ao Supremo e se encontrou com a presidente da Corte, ministra Rosa Weber, e mais seis ministros. O presidente estava acompanhado do ministro da Economia, Paulo Guedes. A reunião ocorreu a portas fechadas e durou cerca de uma hora.
Segundo a assessoria de imprensa do tribunal, a reunião foi uma visita institucional feita por Bolsonaro em que foi destacada “a importância da paz e harmonia para o bem do Brasil”.
Também participaram da reunião os ministros Gilmar Mendes, Luiz Fux, Edson Fachin, Nunes Marques, André Mendonça e Alexandre de Moraes.
Matéria atualizada às 20h07 para acréscimo de informações sobre a reunião do presidente Jair Bolsonaro com ministros do Supremo Tribunal Federal.
Edição: Fábio Massalli / AGÊNCIA BRASIL
PRF faz 419 liberações de pistas no país, com 438 multas
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) liberou 419 bloqueios nas estradas do país e aplicou 438 autuações, até o início da noite desta terça-feira (1), segundo informações publicadas no Twitter do órgão. Mesmo assim, ainda de acordo com a PRF, no momento, havia interdições ou bloqueios em 20 estados.

Santa Catarina apresentava o maior número de ocorrências, com 39 bloqueios, seguido por 23 interdições no Pará e mesmo número em Mato Grosso, 10 interdições e 13 bloqueios no Paraná, 12 interdições e 8 bloqueios em Minas Gerais, 16 interdições em Rondônia, 5 interdições e 5 bloqueios no Rio Grande do Sul, 8 interdições em Mato Grosso do Sul, 8 interdições no Espírito Santo, 6 interdições em Pernambuco, 5 interdições em São Paulo, 3 interdições e 1 bloqueio no Rio de Janeiro.
No Rio de Janeiro, três pontos seguiam parcialmente interditados até as 20h, segundo a PRF, na BR 116, na altura de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, na mesma rodovia, na altura do município de Itatiaia, já próximo ao estado de São Paulo, e na BR 465, em Seropédica, região metropolitana do Rio.
Ao longo do dia, a PRF usou diálogo e às vezes a força para desobstruir as rodovias. Em vídeos divulgados pelo órgão nas redes sociais, policiais de choque da corporação dispersam manifestantes com uso de bombas de gás e de efeito moral. Em outros vídeos divulgados nas redes, há momentos em que policiais aparecem conversando com os manifestantes, buscando a colaboração para saírem da pista, o que nem sempre deu resultado, apesar das determinações da Justiça, de serem aplicadas multas ou até a retirada à força dos veículos e dos manifestantes, que não aceitam o resultado das eleições que tornaram Luiz Inácio Lula da Silva presidente da República..
Edição: Aline Leal / AGÊNCIA BRASIL
Censo 2022 entrevistou 136 milhões de pessoas, diz IBGE
O Censo 2022 já entrevistou 136.022.192 pessoas em 47.740.071 domicílios de todo o Brasil, o que corresponde a 66% da população. Desse total, 31,69% estão na Região Nordeste, 38,45% no Sudeste, 13,99% no Sul, 8,88% no Norte e 6,99% no Centro-Oeste. Foram recenseados 70.310.113 mulheres e 65.712.079 homens. Além disso, 1.230.778 indígenas e 1.009.778 quilombolas também já entraram na pesquisa. Os dados fazem parte do terceiro balanço do Censo 2022, foi divulgado hoje (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O diretor de Pesquisas do IBGE, Cimar Azeredo, informou que está mantida a data de 28 de dezembro para a entrega das informações preliminares referentes à população dos municípios para o Tribunal de Contas da União (TCU). “A gente segue ainda perseguindo a data de divulgação no final de dezembro, no dia 28 de dezembro, quando a gente vai entregar os dados para o TCU”, disse, acrescentando que a data não foi alterada porque, com acompanhamento em tempo real, este Censo é o mais tecnológico já realizado no país.
De acordo com o diretor, a quantidade de recenseadores, que está abaixo do estimado, é uma das causas do atraso da coleta de dados. Um dos motivos para a falta de procura para o trabalho como recenseador é a remuneração definida para o Censo 2022 que foi considerada baixa. Segundo Azeredo, a preferência das pessoas por trabalhar em campanhas eleitorais também influenciou a baixa na procura.
“Fizemos esse Censo em plena eleição, da qual a gente perdeu grande público que poderia atuar como recenseador. A gente acredita que pessoas que estavam como cabos eleitorais possam estar agora conosco no Censo.”
De acordo com o IBGE, atualmente, um recenseador na cidade de São Paulo recebe, em média, entre R$ 2 mil a R$ 3 mil, para 10 a 15 dias de trabalho, dependendo da área. Além da remuneração, recebe auxílio locomoção, que pode chegar a R$ 500 ou mais, se o setor for concluído em até 7 dias.
Cimar Azeredo revelou que, para tentar agilizar a coleta, o IBGE aumentou o valor das remunerações e ampliou os anúncios de contratações, que agora podem incluir os microempreendedores individuais (MEI).
“O IBGE está envidando esforços, melhorando a remuneração do recenseador, vendo formas de contratar mais pessoas, fazendo deslocamento de recenseador de um estado para outro, ou seja, todas providências estão sendo tomadas para que a gente consiga terminar o Censo dentro do prazo”, disse.
Em todo o país, o IBGE conta com 90.552 recenseadores em ação, 49,5% do total de vagas disponíveis. O estado com maior déficit de recenseadores é o Mato Grosso, com 37,1% do número de vagas. Já o Piauí está com 64% dos postos ocupados. O diretor observou ainda que lugares onde a taxa de desemprego é baixa também tem sido um desafio para a contratação de recenseadores.
Dificuldade de coleta
Cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Cuiabá têm sido um grande desafio para a coleta dos dados, como também os estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. “Acontece por falta de recenseadores, mas também por falta de apoio da população em atender o recenseador. Na maioria das vezes, a gente é bem recebido, a recusa, em um primeiro momento é muito baixa, mas existem síndicos e porteiros que acabam sendo barreiras para que o recenseador possa realizar o trabalho”, contou.
Outros estados têm se destacado pelo avanço na coleta dos dados. Os maiores percentuais da população recenseada são do Piauí (86%), Sergipe (83%), Rio Grande do Norte e Alagoas (80%) e Amazonas (77%). Os menos adiantados são Mato Grosso (42,72%), Amapá (51,47%) e Acre (54,07%).
“O Amazonas, um estado extremamente complexo, está arrebentando no Censo mostrando um resultado muito interessante”, disse.
O diretor alertou que os síndicos e porteiros que impedem a coleta de dados estão descumprindo o artigo 330 do Código Penal, que garante o direito do funcionário público de exercer o seu trabalho.
“Por lei, a população tem que responder o Censo. No momento em que o recenseador não tem acesso a um condomínio porque um sindico ou um porteiro não permitem, isso está sendo configurado como crime, e o IBGE está tomando todas as providências possíveis”, destacou, completando que esse tipo de ocorrência, mesmo que o número seja baixo, dificulta o trabalho do recenseador.
O IBGE estimula que o recenseador trabalhe nos fins de semana e à noite para atender as pessoas que estão ausentes do domicílio durante o dia.
Questionários
O terceiro balanço apontou ainda que 88,4% dos domicílios (42.595.922) responderam ao questionário básico e 11,6% (5.560.298) ao ampliado. O tempo médio de preenchimento tem sido de 5 minutos para o questionário básico e de 15 minutos para o questionário ampliado. A maior parte dos questionários (99,4%) foi respondida de forma presencial, sendo que 124.241 domicílios optaram por responder pela internet e 144.203 pelo telefone.
Orçamento
Para o diretor de pesquisas, apesar do aumento de valores das remunerações, até o momento, não há necessidade de pedir aumento nos recursos destinados ao Censo. “A gente está acompanhando isso semanalmente para ver a hora certa de entender se vamos precisar de mais recursos. Se precisar, vamos procurar o Ministério da Economia que vem acompanhando junto com o IBGE a execução desse Censo”.
O IBGE destaca que os recenseadores estão sempre uniformizados, com o colete e boné do Censo, crachá de identificação e o dispositivo móvel de coleta (DMC). É possível confirmar a identidade do agente no site Respondendo ao IBGE ou pelo telefone 0800 721 8181.
“Ambos constam no crachá do entrevistador, que também traz um QR code que leva à área de identificação no site. Para realizar a confirmação, o cidadão deve fornecer o nome, matrícula ou CPF do recenseador” informou.
Edição: Lílian Beraldo / AGÊNCIA BRASIL
Covid-19: Brasil tem 62 mortes confirmadas nas últimas 24 horas
O Ministério da Saúde divulgou nesta terça-feira (1º) que o Brasil registra, desde o início da pandemia, 688.219 mortes por covid-19. Segundo o boletim epidemiológico, o número total de casos confirmados da doença é de 34.837.035.

Em 24 horas, foram registrados 8.286 novos casos. No mesmo período, foram confirmadas 62 mortes. Ainda segundo o boletim, 34.060.670 pessoas se recuperaram da doença e 88.146 casos estão em acompanhamento.
Estados
De acordo com os dados disponíveis, São Paulo lidera o número de casos, com 6,14 milhões, seguido por Minas Gerais (3,88 milhões) e Paraná (2,75 milhões). O menor número de casos é registrado no Acre (149,8 mil). Em seguida, aparece Roraima (175,5 mil) e Amapá (178,4 mil).
Em relação às mortes, de acordo com os dados mais recentes, São Paulo apresenta o maior número (175.574), seguido de Rio de Janeiro (75.871) e Minas Gerais (63.879). O menor número de mortes está no Acre (2.029), Amapá (2.164) e Roraima (2.175).
Vacinação
Até hoje, foram aplicadas 488,3 milhões de doses de vacinas contra a covid-19, sendo 180,3 milhões com a primeira dose e 162,7 milhões com a segunda dose. A dose única foi aplicada em mais de 5 milhões de pessoas.
Edição: Lílian Beraldo / AGÊNCIA BRASIL
Covid-19: Brasil registra 3.883 casos e 65 mortes em 24 horas
O Brasil registrou, desde o início da pandemia, 688.157 mortes por covid-19, segundo o boletim epidemiológico divulgado hoje (31) pelo Ministério da Saúde. O número total de casos confirmados da doença é de 34.828.749.

Em 24 horas, foram registrados 3.883 novos casos. No mesmo período, foram confirmadas 65 mortes de vítimas do vírus.
Ainda segundo o boletim, 34.051.811 pessoas se recuperaram da doença e 88.781 casos estão em acompanhamento. O boletim de hoje não traz os dados atualizados de Minas Gerais, além dos óbitos atualizados de Mato Grosso do Sul.
Estados
De acordo com os dados disponíveis, São Paulo lidera o número de casos, com 6,14 milhões, seguido por Minas Gerais (3,88 milhões) e Paraná (2,75 milhões). O menor número de casos é registrado no Acre (149,8 mil). Em seguida, aparece Roraima (175,4 mil) e Amapá (178,4 mil).
Em relação às mortes, de acordo com os dados mais recentes disponíveis, São Paulo apresenta o maior número (175.554), seguido de Rio de Janeiro (75.858) e Minas Gerais (63.879). O menor número de mortes está no Acre (2.029), Amapá (2.164) e Roraima (2.175).
Vacinação
Foram aplicadas 488,2 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 em todo o Brasil, sendo 180,3 milhões como a primeira dose e 162,7 milhões como a segunda dose. A dose única foi aplicada em 5 milhões de pessoas. Outras 99,9 milhões já receberam a primeira dose de reforço e 35,3 milhões já foram vacinadas com a segunda dose de reforço.
Edição: Aline Leal / AGÊNCIA BRASIL

