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Ciro diz que violência é maior problema da Região Metropolitana: ‘Sede mais complexa do Ceará’

Escrito por Igor CavalcanteeLuana Barros / DIARIONORDESTE

 

 

O candidato ao Governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB), apontou a violência como o principal problema da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) e voltou a criticar a política de segurança pública da atual gestão estadual. A declaração foi dada nesta terça-feira (25), em Caucaia, pouco antes de uma carreata do tucano no município.

Ao fazer um diagnóstico dos desafios enfrentados pelos municípios da Grande Fortaleza, o ex-governador afirmou que a região concentra alguns dos problemas mais graves do Estado e citou a atuação de organizações criminosas como uma das prioridades que pretende enfrentar caso seja eleito.

“A sede mais complexa do problema do Ceará está na Região Metropolitana de Fortaleza. O maior problema de todos é a violência”
Ciro Gomes (PSDB)
Candidato ao Governo do Ceará
 

Ciro citou o próprio município de Caucaia e mencionou Maranguape como exemplos da situação. Sobre o primeiro, ele citou a região da Jurema e relembrou o caso de uma família que teria deixado o local após sofrer ameaças. Já sobre Maranguape, o político disse ter encontrado uma delegacia fechada às 17 horas durante visita ao município no último fim de semana.

Como proposta, Ciro voltou a defender uma estratégia baseada em inteligência para combater as facções e retomar áreas onde, segundo ele, o poder público perdeu espaço. O político defende a montagem de cinturões de segurança para desarticular as cadeiras de comando das organizações criminosas.

 

Emprego e renda para a Região Metropolitana

Além da segurança, Ciro apontou a geração de empregos de maior renda como outro desafio da RMF. Ele defendeu uma política de reindustrialização do Ceará. O político argumentou que a indústria tem papel estratégico por oferecer postos de trabalho com remunerações maiores.

O tucano também defendeu atenção a segmentos tradicionais da economia cearense, como as indústrias têxtil e calçadista, e criticou os impactos da reforma tributária sobre a política de incentivos fiscais utilizada pelo Ceará para atrair empreendimentos.


Legenda: Ciro Gomes criticou a gestão estadual do governador Elmano de Freitas.
Foto: Kid Jr.

A saúde foi outro tema abordado pelo candidato durante a passagem por Caucaia. Ciro defendeu que o planejamento da rede pública considere as necessidades específicas da população de cada área.

“Hoje, modernamente, não é mais o ultrassom, hoje, é a ressonância magnética, a tomografia computadorizada, e não há esses exames aqui e em boa parte na Região Metropolitana como um todo. Então, é preciso fazer todo o mapeamento, que é uma costela do que eu vou fazer no sistema de saúde do Ceará, que não é mais sistema, é um caos completo”, concluiu.

Quaest: Moro lidera no PR com 37%, seguido por Requião Filho (21%) e Sandro Alex (15%)

Catarina Scortecci / FOLHA DE SP

 

Curitiba

Pesquisa divulgada pela Quaest nesta segunda-feira (24) mostra o senador Sergio Moro (PL) em primeiro lugar entre os concorrentes ao Governo do Paraná.

O ex-juiz tem 37% das intenções de voto, mantendo a liderança que já havia sido registrada pelo instituto nos levantamentos divulgados em 27 de abril e em 27 de julho.

Em seguida aparece o deputado estadual Requião Filho (PDT), que disputa com o apoio do PT. Ele tem 21% das intenções de voto. Logo atrás, com 15%, está o deputado federal Sandro Alex (PSD), que é o nome defendido pelo atual governador, Ratinho Junior (PSD).

 

A diferença entre Requião Filho e Sandro Alex está no limite máximo da margem de erro (que é 3 pontos percentuais para mais ou para menos), quando um empate é considerado improvável.

É a primeira pesquisa da Quaest realizada após a desistência do prefeito de Curitiba Rafael Greca (MDB) em concorrer como cabeça de chapa. Em 31 de julho, Greca anunciou que caminharia nas eleições ao lado de Sandro Alex, como candidato a vice-governador.

A disputa ao Palácio Iguaçu tem outros cinco candidatos. Na pesquisa, a produtora cultural Tayná Miessa (Unidade Popular) e o advogado Luiz França (Missão) têm 1% cada um.

O advogado Alexandre Salomão (Mobiliza), o mecânico Adriano Funileiro (PCO) e o Professor Samuel Mattos (PSTU) não pontuaram na pesquisa.

Além disso, 18% dos entrevistados estão indecisos e 7% responderam que votariam em branco ou nulo ou não votariam caso a eleição fosse hoje.

Para a corrida ao Senado, o deputado estadual Alexandre Curi (Republicanos), atual presidente da Assembleia Legislativa, aparece na frente, com 15% das intenções de voto.

Em seguida, estão Gleisi Hoffmann (PT), 11%; Filipe Barros (PL), 9%; Deltan Dallagnol (Novo), 9%; Cristina Graeml (PSD), 8%; Dr Rosinha (PT), 6%; e Karen Guerreiro (Missão), 1%.

 

Os candidatos Marcelo Marceino (PCO) e Joaquim do MLB (UP) não pontuaram na pesquisa. Indecisos representam 28%. Brancos, nulos e aqueles que não pretendem votar somam 13%.

A pesquisa Quaest também perguntou aos eleitores sobre o atual mandatário e 79% disseram que aprovam o governo Ratinho Junior, 14% desaprovam e 7% não souberam ou não responderam.

Sobre a percepção que os entrevistados têm sobre a gestão de Ratinho Junior, o levantamento mostra que 68% avaliam como positiva, 23% como regular e 6% como negativa. Outros 3% não sabem ou não responderam.

A Quaest ouviu 804 eleitores de 20 a 23 de agosto. A pesquisa foi contratada pela RPC, afiliada da TV Globo, e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número PR-05388/2026. O nível de confiança das estimativas é de 95%.

 

 

O desafio de Caiado, Renan Santos e Augusto Cury no debate era se destacar, mas todos falharam miseravelmente

Vera Magalhães/ O GLOBO

 

Lula e Flávio Bolsonaro devem ter respirado aliviados ao fim do debate da Band, realizado em pool com outros veículos. O nível da discussão foi tão pobre que o eleitor de ambos teve razões de sobra para trocar uma decepção com a ausência dos favoritos por uma solidariedade com sua decisão.

 

O desafio de Ronaldo Caiado, Renan Santos e Augusto Cury era se tornarem conhecidos para, no decorrer da campanha, quem sabe, despontarem como uma terceira via possível diante da polarização bastante consolidada. Nesse sentido, falharam miseravelmente.

 

O show de Renan para a machosfera, as pílulas de autoajuda lançadas por Cury e uma mal ajambrada coletânea de realizações de seu governo em Goiás produzida por Caiado não chegaram, em nenhum momento, a configurar um debate de fato, em que os candidatos —a presidente da República! — formulassem propostas viáveis para problemas concretos do país e dos eleitores.

 

As medidas extremas metralhadas por Renan entre uma ofensa de boteco e outra a Lula, Flávio e, de forma bastante gratuita, à primeira-dama Janja da Silva são todas inviáveis à luz da Constituição, e ele não falou em nenhum momento como pretende lidar com o Congresso para aprová-las.

 

Caiado não conseguiu se distinguir de dois oponentes alheios à política e fazer da experiência que tem um trunfo capaz de conquistar os eleitores independentes, que oscilam entre os favoritos ausentes, ou os indecisos.

 

É lamentável que os favoritos fujam do confronto de ideias faltando menos de dois meses da eleição. Ainda mais diante de uma lista importante de esqueletos nos armários de ambos, como o escândalo Dark Horse do filho de Bolsonaro e as traficâncias de Lulinha, filho do presidente.

Vai ficar para em cima da hora do voto, no debate da Globo, o único momento de tête-à-tête entre Lula e Flávio, o que é um desserviço para o eleitor.

 

Dito isso, há que se alterar as regras dos debates de forma que candidatos a lacradores não capturem a discussão, como aconteceu com Pablo Marçal em 2024 e de novo ontem.

 

Esse tipo de comportamento de circo acaba por dar aos fujões uma justificativa com a qual o eleitor comum, que não está interessado em espetáculo, é capaz de se identificar.

 

Diante do que se viu — dois favoritos que não se dignam a debater, e um outro conjunto de candidatos fracos e sem propostas consistentes—, não admira que a disputa de 2026 esteja baseada, mais do que nunca, numa batalha de rejeições.

 

São Paulo (SP), Canditados durante o 1° Debate entre candidatos a Presidência da República as dependências da TV BAND. Foto: Maria Isabel PimentaSão Paulo (SP), Canditados durante o 1° Debate entre candidatos a Presidência da República as dependências da TV BAND. Foto: Maria Isabel Pimenta — Foto: Maria Isabel Oliveira

 

 

Elmano promete novas Casas da Mulher Cearense e aumento das Patrulhas Maria da Penha

Escrito porAlexia Vieira e Luana Barros / DIARIONORDESTE

 

O governador Elmano de Freitas (PT), candidato a reeleição, falou sobre quais devem ser as medidas para proteção das mulheres caso seja eleito para um novo mandato. Entre as prioridades, está a construção de novas Casas da Mulher Cearense e a ampliação das Patrulhas Maria da Penha. 

 

Ele participou de caminhada no bairro Antônio Bezerra, em Fortaleza, na manhã deste domingo (23). Ao lado dele, estava a candidata a vice-governador, Gabriella Aguar (PSD), além do senador Camilo Santana (PT), do prefeito de Fortaleza Evandro Leitão (PT) e de candidatos a deputado federal e estadual da coligação. 

 

Ao ser indagado sobre as políticas para proteção às mulheres, Elmano reforçou que hoje, existem "mais de 102 equipamentos da rede de enfrentamento à violência contra as mulheres". A meta, segundo ele, é construir mais três Casas da Mulher Cearense. 

 

Patrulha Maria da Penha e autonomia financeira

O candidato também disse que quer aumentar as Patrulhas Maria da Penha, responsáveis pela proteção, prevenção e monitoramento de mulheres que tenham denunciado casos de violência. Segundo ele, a implementação da medida diminui a reincidência dos casos de agressão. 

"Para que aquela mulher que faz a denúncia, que está sendo ameaçada, já na delegacia, possa ter já a ação da Polícia Militar para fazer a sua proteção e acompanhamento do agressor para evitar que ele possa fazer qualquer ação contra essa mulher", detalhou.  

 

Elmano reforçou ainda que deve continuar no trabalho para "autonomia econômica" das mulheres. Hoje, por exemplo 70% das beneficiárias do pequeno crédito no Ceará são mulheres, explica o candidato.

 

"Nós vamos continuar aumentando o recurso para garantir a essa mulher a autonomia econômica e oportunidade de emprego", garantiu. 

 

Crédito para empreendedores

Elmano falou ainda sobre a proposta de criação de agência de fomento no Ceará especializada em microcrédito. Segundo ele, essa medida seria feita em parceria com o Banco do Nordeste. 

 

A meta, segundo ele, é ampliar o Ceará Cred. "O Ceará Cred já emprestou mais de R$ 500 milhões a 150 microprodutores e empreendedores", disse.

 

A ampliação ocorrerá por meio da agência de fomento. "E vamos espalhar isso no Ceará inteiro, na capital, nas grandes cidades, mas também nas pequenas cidades", prometeu. 

 

capa da noticia

Legenda: Elmano de Freitas falou sobre ações de enfrentamento à violência contra as mulheres.

Ciro diz que disputou com Bolsonaro e Lula: 'Querem distrair a população' no Ceará

Escrito por Redação / DIARIONORDESTE

 

O candidato ao Governo do Ceará Ciro Gomes (PSDB) afirmou que já disputou eleições contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT) e acusou adversários de tentarem associá-lo ao bolsonarismo para desviar o debate eleitoral no Estado. A declaração foi dada pelo tucano na noite desta terça-feira (18) durante a inauguração do comitê do deputado federal Danilo Forte (PP).

"A mentira tem perna curta e eles viraram tão poderosos e tão ladravazes que eles esquecem que o povo inteiro do Brasil, não foi só do Ceará, assistiu eu ser candidato a presidente da República numa eleição que foi disputada com o Bolsonaro e com o Lula. E não foi só uma vez, não. Foram duas vezes”, disse.

Ciro disputou as eleições presidenciais de 2018 e 2022, quando Lula e Bolsonaro estiveram entre seus adversários. Em 2018, o petista foi impedido de concorrer e acabou substituído por Fernando Haddad (PT).

 

Críticas ao grupo petista

O tucano defendeu a necessidade de uma mudança de “rumo” no Estado, especialmente nas áreas de segurança pública, saúde e economia. O candidato voltou a citar a atuação de facções criminosas e afirmou que o Ceará vive um cenário de "perseguição".

 

"Essa candidatura nasceu com eu e ele (o ex-senador Tasso Jereissati) resmungando, nós dois. Os dois velhinhos lá meio zangados com as coisas e tal, e acabamos tomando uma decisão: vamos juntar a turma nova", afirmou.

 

Ciro citou, entre os nomes envolvidos nessa aproximação, o ex-prefeito Roberto Cláudio (União) e os deputados federais Capitão Wagner (União) e André Fernandes (PL), que estiveram em campos distintos em eleições anteriores.

"É possível a gente deixar as diferenças de lado na questão da política nacional e fazer um grande e generoso movimento de unir o Ceará para mudar. E conseguimos", concluiu.

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