Partidos políticos terão de 20 de julho a 5 de agosto para realizar convenções; saiba quais têm data
Escrito por Bruno Leite / DIARIONORDESTE
os partidos políticos e as federações partidárias começarão a realizar suas convenções partidárias. As siglas terão como prazo até o dia 5 de agosto para deliberar sobre a formação de coligações e a escolher oficialmente seus candidatos para as eleições que ocorrerão em outubro.
Neste ano, o eleitorado irá às urnas para eleger os ocupantes dos cargos de presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador, dois senadores por estado, deputados federais e deputados estaduais ou distritais.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os encontros partidários para essas definições podem ser realizados de forma presencial, virtual ou híbrida. Para garantir a validade das convenções, a estrutura do partido ou federação deve estar juridicamente regular na circunscrição do pleito na data do evento.
Calendário de convenções no Ceará
No âmbito estadual, o cenário cearense já apresenta uma agenda definida para o lançamento de candidaturas locais. Todas elas deverão ocorrer em Fortaleza:
- PSDB e Cidadania: 20 de julho, das 9h às 17h, na Torre Empresarial Iguatemi (Ciro Gomes deverá ser lançado candidato ao Governo do Ceará no dia 1º de agosto);
- PL: 22 de julho, na sede do partido (Empresarial Washington Soares);
- UP: 23 de julho, a partir das 18h, no campus da Uece do bairro Itaperi;
- PDT: 25 de julho, às 9h, no Ginásio Aécio de Borba;
- Solidariedade e PRD: 25 de julho, às 9h, no Clube dos Diários;
- Psol e Rede: 25 de julho, às 13h30, de modo virtual;
- PP e União: 26 de julho, às 8h, na Uninta do bairro do Cocó;
- PV: 31 de julho, às 18h, na sede do partido (no bairro Dionísio Torres);
- PT: 1º de agosto, no Centro de Eventos do Ceará;
- Republicanos: 2 de agosto;
Legendas como MDB, PCdoB, PSB, Agir, Mobiliza, Avante, PSTU, PCB, PRTB, DC, PCO, Podemos, PSD, Novo, Democrata e Missão não possuem agenda divulgada no Ceará até a última atualização desta reportagem.
Calendário nacional de convenções
No cenário nacional, as legendas começaram a confirmar seus encontros, concentrados em Brasília e São Paulo:
- PDT: 20 de julho, às 17h, na Sede Nacional em Brasília;
- PL: 25 de julho, em São Paulo;
- PSD: 26 de julho, em São Paulo;
- MDB: 27 de julho, em Brasília;
- Novo: 27 de julho, em Brasília;
- PCdoB: 30 de julho;
- PSTU: 31 de julho, às 19h, em São Paulo;
- Missão: 1º de agosto, em São Paulo;
- PT: 2 de agosto, em São Paulo;
Partidos como PSB, PSDB, Agir, Mobiliza, Cidadania, Avante, PP, PCB, PRTB, DC, PCO, Podemos, Republicanos, PV, Psol, Solidariedade, Democrata, UP, União, PRD e Rede ainda não definiram ou divulgaram suas datas nacionais.
Justiça Eleitoral patrocina desinformação sobre pesquisas
De 2019 a 2022, as urnas eletrônicas e a Justiça Eleitoral no Brasil foram alvo de uma abjeta campanha de desinformação liderada pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL). O método consistia em difundir cogitações falsas mas sedutoras ao público não especializado, como a de que os dispositivos de votação e apuração eram vulneráveis a invasões e manipulações.
Quatro anos depois de encerrada a aventura autoritária, o próprio Tribunal Superior Eleitoral torna-se fonte de uma torrente de falsificação de informações técnicas. Desta vez as pesquisas eleitorais encontram-se na mira do ataque que, como aquele outro, propaga equívocos que poderiam causar apelo em pessoas pouco versadas na ciência estatística.
Em minuta de resolução divulgada nesta terça-feira (14), o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, pretende estabelecer um prêmio a institutos de pesquisa cujos resultados mais se aproximarem do verificado nas urnas no dia da votação. Se a proposta for à frente, o selo de "acurácia eleitoral" será uma medalha à ignorância outorgada pelo próprio controlador das eleições.
Está errada a premissa de que pesquisa serve para prever resultado eleitoral. Os levantamentos valem-se da metodologia consagrada da estatística de recolher amostras do universo —o eleitorado— para estimar o parâmetro de interesse —a intenção de voto naquele período da coleta.
Intenção de voto, como o nome diz, não é voto. A única maneira de verificar a "acurácia" de uma pesquisa seria coletar a inclinação de voto de todo o eleitorado —o apto a escolher o presidente da República é de 158 milhões de pessoas— no mesmo período do levantamento. E, ainda assim, o que restaria seria um teste sobre a intenção de voto, que poderia diferir do resultado efetivo da urna, a ser definido no futuro.
Isso porque as pessoas refletem sobre suas decisões até o segundo anterior ao em que apertam as teclas da urna. Mudar de ideia à luz das informações que se tornam abundantes à medida que o pleito se aproxima faz parte do processo natural de escolha de candidatos. O presidente do TSE, pelo visto, ignora a obviedade.
Nunes Marques praticou rematada censura contra levantamento do instituto Atlas, acatando pedido do PL do pré-candidato Flávio Bolsonaro, e parece agora enredado na teia que ele mesmo criou. Em vez de voltar atrás do erro, acena com cometer outros.
A Justiça não tem poder de tutela sobre a liberdade de pesquisar e informar dos institutos. As regras existentes, que jamais deveriam ser alteradas com o jogo em curso, foram postas para promover a transparência sobre questionários e métodos a serem aplicados por agentes privados. Não justificam censura de juiz.
O TSE não tem competência nem constitucional nem técnica para tornar-se árbitro de levantamentos estatísticos. Se insistir nessa via equivocada, será justo recorrer ao plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) para impedi-lo.
Pré-campanha de Lula tem disputa interna, e aliados travam embates do jurídico à comunicação
A cerca de um mês do começo oficial da corrida presidencial, a pré-campanha do presidente Lula (PT) vive disputas por espaço no núcleo de decisões de seu comitê eleitoral. A briga por poder vai da equipe de comunicação à definição do plano de governo para um eventual Lula 4, passando ainda pelo jurídico.
Os embates ocorrem em momento em que o presidente consolida sua vantagem em relação a Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e tem uma recuperação na aprovação do governo. Segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quarta (15), o petista abriu vantagem de oito pontos sobre o senador.
A comunicação tem sido alvo de disputas constantes no núcleo do petista, a ponto de o ministro da Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência), Sidônio Palmeira, e o chefe de gabinete do presidente, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, terem travado um debate diante do presidente sobre os rumos da campanha. Segundo dois aliados próximos, Lula teve que dar um soco na mesa para interromper a discussão.
De acordo com esses relatos, Lula reclamava com Sidônio do tom festivo de uma peça publicitária produzida pela Secom, lembrando que já havia se manifestado contrário a esse estilo de propaganda. Enquanto Sidônio contra-argumentava, Marcola apoiou a opinião do presidente, desencadeando uma discussão entre os dois.
A peleja entre dois grupos palacianos cresceu com a transferência das contas pessoais do presidente para o PT. O partido tem Nicole Briones, mulher de Marcola, à frente da coordenação digital.
A mudança deixou os perfis de Lula a cargo do ex-secretário de produção e divulgação de conteúdo audiovisual, Ricardo Stuckert. E, por decisão do presidente, Sidônio permanecerá no governo.
Embora o ministro fique fora do marketing da campanha, o publicitário Raul Rabelo, seu ex-sócio, integrará a equipe, ao lado de Stuckert, Nicole e do secretário de comunicação do PT, Edén Valadares. O trabalho será coordenado pelo presidente do PT, Edinho Silva.
Sidônio tem minimizado o episódio com Marcola em conversas com pessoas próximas e disse que não houve briga. Aliados do marqueteiro também negam haver mal-estar entre ele e outros auxiliares de Lula, dizendo que o próprio presidente pediu que ele ficasse no governo.
Tanto Sidônio quanto Marcola foram procurados para comentar o caso, mas não responderam.
A elaboração do plano de governo também causou entrevero, especialmente depois de o coordenador do programa, Sérgio Gabrielli, questionar, publicamente, a centralidade da política de juros no combate à inflação.
Segundo relatos, o ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), reagiu às críticas à condução da política econômica, sob a justificativa de que a equipe econômica não tinha sido consultada sobre o texto.
Gabrielli argumentou, durante reunião da coordenação da campanha, que está ouvindo governo e sociedade para redação da proposta —ainda em fase de construção. Lula determinou que só se fale sobre o programa de governo após aval da equipe econômica e de Haddad.
Gabrielli e Haddad também não responderam a pedido de comentário a respeito das rusgas na pré-campanha.
Além de arbitrar sobre desavenças, o presidente tem manifestado preocupação com o desempenho da equipe jurídica, diante de divergências entre o presidente do PT e o coordenador do grupo Prerrogativas, Marco Aurélio Carvalho.
O alerta de aliados sobre o maior risco para Bolsonaro nestas eleições
Jair Bolsonaro rodeado pelos filhos Flávio, Carlos, Eduardo e Jair Renan — Foto: Reprodução/Twitter Antes mesmo da escalada da guerra do clã Bolsonaro, com a divulgação do vídeo em que Michelle acusa Flávio de tê-la humilhado e apunhalado pelas costas, Jair Bolsonaro foi alertado por aliados mais pragmáticos sobre um grande risco à sua família nestas eleições: o de seus três filhos mais velhos ficarem sem mandato, num momento em que o patriarca está em prisão domiciliar e a disputa pelo seu espólio está escancarada em praça pública.
Tal cenário pode se concretizar caso Flávio Bolsonaro não se eleja presidente e Carlos, que é candidato a senador pelo PL em Santa Catarina, acabe a eleição atrás de Esperidião Amin (PP) e Carol de Toni (PL). Eduardo, deputado cassado, está nos Estados Unidos em um autoexílio. Dos Bolsonaro que disputam cargo público, sobram Jair Renan, o filho mais novo a disputar cargos públicos, que é candidato a deputado federal em Santa Catarina, e Michelle, que está bem colocada nas pesquisas para senadora pelo Distrito Federal. Mas os três filhos mais próximos podem sair da eleição sem cargo.
Tal cenário pode se concretizar caso Flávio Bolsonaro não se eleja presidente e Carlos, que é candidato a senador pelo PL em Santa Catarina, acabe a eleição atrás de Esperidião Amin (PP) e Carol de Toni (PL). Eduardo, deputado cassado, está nos Estados Unidos em um autoexílio. Dos Bolsonaro que disputam cargo público, sobram Jair Renan, o filho mais novo a disputar cargos públicos, que é candidato a deputado federal em Santa Catarina, e Michelle, que está bem colocada nas pesquisas para senadora pelo Distrito Federal. Mas os três filhos mais próximos podem sair da eleição sem cargo.
Carlos iniciou a carreira política ao assumir o cargo de vereador, em 2001. Flávio, por sua vez, foi eleito pela primeira vez para um mandato de deputado estadual em 2002, pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), onde exerceu quatro mandatos consecutivos. Já Eduardo foi eleito pela primeira vez nas eleições de 2014 para uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Estado de São Paulo.
Dos três filhos mais velhos, Eduardo é quem está numa situação mais delicada, tanto em termos políticos quanto jurídicos.
Cassado pela Câmara dos Deputados em dezembro do ano passado, o filho 03 está inelegível pelos próximos 12 anos e, portanto, impedido de disputar as próximas eleições.
A inelegibilidade é decorrência da condenação a quatro anos de prisão e dois meses de prisão pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) por coação no curso do processo ao tramar sanções contra autoridades brasileiras para impedir a condenação do pai no caso da trama golpista, enquanto cumpre um auto-exílio nos Estados Unidos.
Carlos, por sua vez, enfrenta uma disputada eleição por uma vaga no Senado Federal por Santa Catarina, para onde transferiu seu domicílio eleitoral. Apesar de figurar como um tradicional reduto bolsonarista, o Estado é palco de uma acirrada disputa, com três candidatos competitivos do campo da direita – além de Carlos, a deputada federal Carol de Toni (PL) e o senador Esperidião Amin (PP) aparecem embolados em levantamentos de pesquisa.
“Parte do eleitorado catarinense vê Carlos como um estrangeiro”, afirma um interlocutor da família Bolsonaro ouvido reservadamente pelo blog, sobre as dificuldades no caminho do filho 02 na tentativa de representar o Estado no Parlamento.
A candidatura de Carlos também irritou lideranças locais e implodiu um acordo feito por Amin com o governador Jorginho Mello (PL). Após ser escanteado da composição da chapa, o parlamentar decidiu apoiar a candidatura ao governo do ex-prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD).
Palácio do Planalto
A maior aposta da família é a candidatura presidencial de Flávio, que, segundo a última pesquisa Genial/Quaest, está com uma desvantagem de oito pontos percentuais em relação a Lula. De acordo com o levantamento, o presidente tem 45% das intenções de voto, contra 37% de Flávio. Em maio, havia um empate técnico entre os dois (42% a 41%), considerando a margem de erro.
De lá pra cá, a pré-campanha de Flávio foi abalada pelo vídeo de Michelle, que expôs as fissuras da família, e os desdobramentos das investigações do caso Banco Master, que trouxeram à tona mensagens em que o senador cobra do banqueiro Daniel Vorcaro dinheiro para supostamente financiar “Dark Horse”, filme sobre o atentado a faca contra Jair Bolsonaro nas eleições de 2018. A estreia do longa-metragem está prevista para ocorrer após o pleito de outubro, conforme informou ao blog a distribuidora Europa Filmes.
O caso Master voltou a assombrar Flávio nesta quarta-feira, após o site ICL Notícias divulgar uma foto em que Flávio aparece ao lado de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o "Sicário". O capanga de Vorcaro recebia R$ 1 milhão por mês para providenciar uma série de atividades ilícitas para o chefe, como obter acesso a investigações sigilosas, intimidar pessoas consideradas adversárias, planejar emboscadas e até mesmo ocultar informações da internet que seriam desfavoráveis ao entorno do banqueiro.
Na foto, os dois estão de óculos escuros – e Flávio, sem camisa, indicando se tratar de uma situação informal. Segundo o ICL Notícias, a imagem foi feita em 2022, em um hotel da zona sul do Rio. No entorno de Flávio, a tentativa é a de minimizar o desgaste provocado pelo episódio. “Já tirei fotos com milhares de pessoas. Saber o que cada um faz e pesquisar CPF não existe”, afirma um integrante da tropa de choque bolsonarista no Congresso.
Em nota divulgada à imprensa, Flávio alegou que “não conhece e nunca viu a pessoa na foto”. “É irresponsável tentar atribuir qualquer significado pessoal a uma imagem aleatória. Além disso, não se sabe qual a procedência da foto, nem se a imagem é real ou produzida por inteligência artificial", disse o pré-candidato.
Se o filho mais velho enfrenta um caminho mais turbulento na corrida presidencial, o vereador de Balneário Camboriú Jair Renan (PL), o filho 04 de Bolsonaro, deve encontrar menos obstáculos em sua campanha pela Câmara dos Deputados, também por Santa Catarina. Em suas redes sociais, Jair Renan escreveu no último domingo que, ao lado de Flávio Bolsonaro, seguirá firme “na defesa de Deus, Pátria, Família e Liberdade”.
“Ser deputado federal é mais fácil”, resume um aliado. Difícil mesmo é garantir a paz na família Bolsonaro.
Datafolha confirma favoritismo de Tarcísio em SP
Com a depuração das pré-candidaturas ao governo de São Paulo e a chegada da temporada de convenções para confirmar os nomes da disputa, o cenário é amplamente favorável ao incumbente, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Na primeira pesquisa feita pelo Datafolha nesse contexto, o governador larga com uma expressiva vantagem sobre seu principal oponente, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT). No levantamento, Tarcísio marcou 46% das intenções de voto no estado, ante 30% do petista.
Em votos válidos, que excluem brancos e nulos e constituem a forma de contagem final no dia da eleição, o governador atinge 52%. Dado que a margem de erro é de dois pontos percentuais e que restam três meses até o pleito, não se pode afirmar que tal patamar indica vitória no primeiro turno —mas tal possibilidade está colocada.
O levantamento ainda aferiu a avaliação positiva de Tarcísio, cuja gestão é considerada ótima ou boa por 45% dos entrevistados, e uma aprovação de seu trabalho por 63%. São números que ajudam a sustentar bons prognósticos para sua campanha.
Deve-se observar, contudo, que os adversários ainda terão tempo de explorar as eventuais fragilidades do incumbente —um quase neófito na política, nascido no Rio de Janeiro e apadrinhado por Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena por tentativa de golpe de Estado.
Além das turbulências inerentes a corridas eleitorais, há insatisfações crônicas do eleitorado paulista: segurança pública e saúde são apontadas como os maiores problemas do estado, ambas por 27%, e 46% consideram que o mandatário fez menos do que poderia no cargo que assumiu após quase três décadas de hegemonia do PSDB.
A pesquisa traz um cenário complexo para Haddad. O ex-ministro foi novamente chamado a cumprir uma missão para seu líder, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) —no caso, a repetição de um desempenho que leve a disputa para o segundo turno.
Deu certo em 2022, quando o já conhecido Haddad ajudou Lula a amealhar votos importantes para a vitória no olho mecânico contra Bolsonaro. Na simulação de agora, o petista perde o tira-teima por 53% a 37%.
Veterano de três derrotas eleitorais consecutivas, ele tem a maior rejeição entre os postulantes deste ano, de 47%, enquanto o governador tem 29%.
Haddad foi bem-sucedido em aglutinar a oposição na sua faixa política, retirando da disputa, por exemplo, Márcio França (PSB), que será seu vice. Mas enfrenta um revés inesperado com os 13% registrados por três candidatos de esquerda radical.
A maior dificuldade do petista está no interior, que abriga 53% do eleitorado do estado e dá vantagem folgada de 49% a 26% a Tarcísio. Nesse estrato, é forte a influência do conservadorismo e do antipetismo que a legenda de Lula ainda não logrou superar.

