PT faz convenção em meio a impasse na definição do vice
Ricardo Galhardo, Daniel Wetarmann e Katna Baran, O Estado de S.Paulo
03 Agosto 2018 | 20h56
O PT chega à convenção do partido que vai homologar o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Lava Jato, como candidato da legenda à Presidência sem saber se a escolha do vice será definida agora. Dirigentes petistas, porém, consideram um risco o adiamento da decisão e defendem que a indicação para a composição da chapa seja definida ainda neste sábado, 4, data da convenção da sigla nas eleições 2018.
Lula esteve nesta sexta-feira com a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, mas a discussão sobre a vice não foi conclusiva. “Não houve mudança jurisprudencial na Justiça Eleitoral”, justificou a senadora sobre uma possível modificação de entendimento de Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinando que o nome de vice seja homologado 24 horas após as convenções partidárias. O ex-presidente, condenado em segunda instância a 12 anos e um mês de prisão, pode ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa.
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Frustração pós-eleitoral
A consolidação do quadro eleitoral demonstra como se dará o cenário de justificação da gestão atual. É claro que o programa a ser imposto é aquele que não foi realizado até agora, mas claramente esboçado. Prepara-se o país para submeter-se a reformas ainda mais draconianas, a começar pela reforma previdenciária, tirada da pauta devido à desagregação do governo Temer.
Por outro lado, a situação de brutalização das relações sociais será empurrada na base da crença de que as forças de defesa da classe trabalhadora estão rendidas e paralisadas. O que não é o caso. Na verdade, ocorreu um aumento exponencial da violência estatal, impondo uma situação de medo em relação aos processos de manifestação popular.
Eleitor não distingue informação de empulhação
Cruzando dados de uma pesquisa feita pelo Ibope, a Confederação Nacional da Indústria produziu um levantamento sobre os anseios do eleitor. Revelaram-se, por exemplo, as características que o brasileiro considera relevantes num candidato: ser honesto e não mentir em campanha (87%); nunca ter se envolvido em casos de corrupção (84%); e transmitir confiança (82%). Se o eleitor realmente seguisse os critérios que diz valorizar, haveria um massacre nas urnas de 2018.
PT de Pernambuco contraria Executiva Nacional e define Marília como pré-candidata ao gover
Kleber Nunes, O Estado de S.Paulo
02 Agosto 2018 | 22h44
RECIFE - O diretório estadual do PT contrariou a Executiva Nacional do partido e aprovou, na noite desta quinta-feira, 2, a opção pela candidatura própria ao governo do Estado nas eleições 2018. Dos 251 delegados presentes no encontro, no Recife, 230 indicaram a vereadora Marília Arraes para concorrer ao palácio Campo das Princesas pela sigla – 20 votaram contra e um se absteve. Marília havia sido rifada pela cúpula petista, na véspera, num acordo entre as Executivas nacionais do PT e PSB.
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