Egolatria
“Vim para confundir, não para explicar”, brincava o velho guerreiro Chacrinha, que parece ter inspirado a estratégia do PT nessa disputa presidencial.
Arriscar ter a chapa impugnada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apenas para ganhar mais 10 dias sem definir o substituto de Lula é exemplar da egolatria que marca sua liderança, e o máximo da idolatria por parte dos petistas, todos caminhando para um suicídio coletivo, que pode até significar a não participação do PT na disputa presidencial.
Talvez seja mesmo isso que Lula quer, tentar fixar para a história que a eleição deste ano não foi legítima porque não o deixaram participar. Sem ele, não existe o PT, parece querer dizer para seu público interno.
O Brasil precisa de seus eleitores
Numa eleição tão fundamental para o destino do Brasil, pesquisas apontam que os votos brancos e nulos lideram a preferência dos eleitores. É uma posição compreensível diante de tudo o que vimos e vemos na política. Mas é também muito triste e traz alto risco.
Não podemos abdicar das urnas e desistir da luta. Mais do que nunca, o Brasil precisa dos nossos votos.
Não há nada mais cruel que o desemprego, a pessoa querer trabalhar e não conseguir. É desesperador não ter acesso à assistência médica ou se sentir diariamente ameaçado pela violência. As notícias sobre a corrupção e os privilégios são revoltantes.
‘O PT tem esse sentido exclusivista de partido’, afirma presidente do PSB
Pedro Venceslau e Renan Truffi/BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo
05 Agosto 2018 | 05h00
Na convenção marcada para hoje, em Brasília, o PSB vai referendar o acordo de neutralidade na eleição presidencial proposto pelo PT. Mas o termo não deverá aparecer no ofício que será apresentado pelo presidente nacional do partido, Carlos Siqueira. Em vez de neutralidade, Siqueira deve dizer que o PSB optará pela “não coligação”. “Penso que o ideal seria ter um candidato de outro partido com apoio de toda a esquerda, mas isso não foi possível. Temos de trabalhar isso para o futuro”, disse ele, em entrevista ao Estado. Ao afirmar que foi voto vencido nessa questão, o dirigente criticou o “sentido exclusivista” do PT e defendeu uma “reciclagem” no campo da esquerda.
Como o sr. avaliou a estratégia do PT de trabalhar contra o apoio do PSB ao PDT?
Não é de hoje que o PT tem esse sentido exclusivista de partido, o que é um aspecto negativo. Seria o momento agora, como poderia ter sido em 2014 com o PSB, de apoiarem uma candidatura fora do âmbito do PT. Vejo o PT como o partido que sempre vai querer manter a hegemonia na esquerda. Ocorre, entretanto, que política é força. Ou você tem ou não tem. Quem não tem o suficiente vai ter de estar junto dos que demonstram maior força. Mesmo com o candidato do PT preso, o ex-presidente Lula tem a maior intenção de voto do País. Goste ou não do Lula, ele é a única liderança popular do País.
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Sem outsider, antiga polarização PSDB e PT volta a ter hegemonia
Gilberto Amendola e Valmar Hupsel Filho, O Estado de S.Paulo
05 Agosto 2018 | 05h00
A sedimentação das articulações partidárias para a disputa peloPalácio do Planalto manteve em campos hegemônicos a polarização que nos últimos 24 anos domina as eleições presidenciais no Brasil. PSDB e PT saem das convenções que oficializaram as candidaturas liderando seus respectivos campos ideológicos: o da centro-direita e o da centro-esquerda.
Doze anos depois de disputar a Presidência contra Luiz Inácio Lula da Silva, o tucano Geraldo Alckmin teve o seu nome novamente confirmado como o candidato do PSDB ao Palácio do Planalto na convenção realizada neste sábado, 4, em Brasília. A exemplo de 2006, Alckmin disse acreditar que o PT será o seu principal adversário na disputa deste ano.
Na capital paulista, o PT oficializou Lula, condenado e preso na Lava Jato, como candidato. Porém, a cúpula do PT passou a discutir a possibilidade de um 'Plano B' - o ex-presidente está potencialmente inelegível com base na Lei da Ficha Limpa.
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