Eleitor não distingue informação de empulhação
Cruzando dados de uma pesquisa feita pelo Ibope, a Confederação Nacional da Indústria produziu um levantamento sobre os anseios do eleitor. Revelaram-se, por exemplo, as características que o brasileiro considera relevantes num candidato: ser honesto e não mentir em campanha (87%); nunca ter se envolvido em casos de corrupção (84%); e transmitir confiança (82%). Se o eleitor realmente seguisse os critérios que diz valorizar, haveria um massacre nas urnas de 2018.
PT de Pernambuco contraria Executiva Nacional e define Marília como pré-candidata ao gover
Kleber Nunes, O Estado de S.Paulo
02 Agosto 2018 | 22h44
RECIFE - O diretório estadual do PT contrariou a Executiva Nacional do partido e aprovou, na noite desta quinta-feira, 2, a opção pela candidatura própria ao governo do Estado nas eleições 2018. Dos 251 delegados presentes no encontro, no Recife, 230 indicaram a vereadora Marília Arraes para concorrer ao palácio Campo das Princesas pela sigla – 20 votaram contra e um se absteve. Marília havia sido rifada pela cúpula petista, na véspera, num acordo entre as Executivas nacionais do PT e PSB.
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Frustração pós-eleitoral
A consolidação do quadro eleitoral demonstra como se dará o cenário de justificação da gestão atual. É claro que o programa a ser imposto é aquele que não foi realizado até agora, mas claramente esboçado. Prepara-se o país para submeter-se a reformas ainda mais draconianas, a começar pela reforma previdenciária, tirada da pauta devido à desagregação do governo Temer.
Por outro lado, a situação de brutalização das relações sociais será empurrada na base da crença de que as forças de defesa da classe trabalhadora estão rendidas e paralisadas. O que não é o caso. Na verdade, ocorreu um aumento exponencial da violência estatal, impondo uma situação de medo em relação aos processos de manifestação popular.
Esquartejamento de Ciro pode custar caro a Lula
Lula não frita, esquarteja Ciro Gomes. Ensanguentado, Ciro tornou-se um personagem novo na sucessão. Até aqui, atirava contra o próprio pé. Agora, dispõe de um alvo novo: Lula. A morte de Ciro ainda não é fava contada. Na pior hipótese, tombará atirando. Na melhor, entrará na briga pela simpatia dos 51% de eleitores que informaram ao Datafolha que não votariam num poste de Lula.
Na noite desta quarta-feira, horas depois de saber que Lula passara na lâmina o PSB, último pedaço do seu projeto de coligação, Ciro reagiu com método. Em entrevista à Globonews, lembrou que conhece o esquartejador de perto: “Apoiei o Lula todos os dias, sem faltar nenhum, ao longo de 16 anos.” Colocou-se na posição de credor: “Ouvi dele, chorando, que devia muito a mim.”


