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Bolsonaro se assusta com pergunta que lhe fiz em debate e vira arregão: fugirá dos próximos. E “esquerdopatas” e seus aliados “direitopatas”

Publicada: 23/08/2018 - 4:07

Imagem do Glossário do livro “O País dos Petralhas I”, em que aparece a palavra “esquerdopata”, usurpada pelo bolsonarismo

A coisa não deixa de ter a sua graça. Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência da República, decidiu não mais participar dos debates. Aqui e ali se atribui tal decisão a uma altercação que teve com Marina Silva no debate havido na sexta passada na RedeTV! De fato, ele não se saiu bem. Muito pelo contrário. Mas o que levou o comando da campanha a afastá-lo do confronto com seus adversários foi outra coisa. E este jornalista tem tudo a ver com isso. Coube-me, em debate, fazer uma pergunta a Bolsonaro, com comentário de Ciro Gomes, do PDT. Indaguei então:
“Candidato, o Orçamento de 2017 foi da ordem de R$ 2,56 trilhões. Perto de 50%, talvez um pouco mais disso, são encargos da dívida: rolagem e uma parte de juros, que o Brasil não paga; o Brasil capitaliza juros, não está pagando. Que resposta o senhor tem para isso, ou isso, na sua opinião, não é um problema que diga respeito ao presidente da República?

Bolsonaro travou. Ficou patente que ele não tinha noção do que eu falava. A resposta o evidencia com clareza. Todos os itens que ele arrolou como medidas para equacionar o problema são alheios à questão.

Disse ele:

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Haddad fora do ‘Jornal Nacional’

Fernando Haddad não vai participar da rodada de entrevistas de 25 minutos com candidatos a presidente no Jornal Nacional, da Rede Globo, que começa na próxima segunda-feira. Essa sabatina com o candidato na bancada do maior telejornal do País tem se firmado como um dos principais eventos da campanha presidencial desde 2006. A Globo definiu que só candidatos (e não vices) que reúnam as condições para comparecer à bancada (ou seja: que estejam soltos, o que exclui Lula) vão participar. / V.M.

A ordem definida em sorteio nesta terça-feira para as sabatinas é a seguinte:

Segunda-feira (27) – Ciro Gomes (PDT)

Terça-feira (28) – Jair Bolsonaro (PSL)

 

Quarta-feira (29) – Geraldo Alckmin (PSDB)

Quinta-feira (30) – Marina Silva (Rede)

Apoio da elite explica taxa de votação em Bolsonaro, mostra pesquisa

A força da candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) está concentrada na elite masculina brasileira, revela a pesquisa Ibope mais recente. Seus eleitores dominam os estratos sociais dos mais ricos e dos mais escolarizados. Sua performance entre os homens é o dobro da que obtém entre as mulheres. Sai-se melhor entre os brancos do que entre pretos e pardos. Seus apoiadores destacam-se nas regiões Norte e Centro-Oeste do país e em especial nas cidades médias, aquelas na faixa entre 50 mil e 500 mil habitantes.

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Lula chega a 39%, aponta Datafolha; sem ele, Bolsonaro lidera

Igor Gielow / FOLHADE SP
SÃO PAULO

Preso condenado por corrupção e virtualmente inelegível, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 39% das intenções de voto na primeira pesquisa do Datafolha realizada após os registros das 13 candidaturas ao Palácio do Planalto.

No cenário mais provável, já que a condenação em segunda instância enquadra o petista na Lei da Ficha Limpa e deverá provocar sua inabilitação, o deputado Jair Bolsonaro (PSL) surge à frente da disputa, com 22%.

O Datafolha ouviu 8.433 pessoas em 313 municípios, de 20 a 21 de agosto. A margem de erro do levantamento, uma parceria da Folha e da TV Globo, é de dois pontos percentuais para mais ou menos.

Na simulação da disputa com Lula, Bolsonaro mantém uma estabilidade no seu eleitorado, com 19% no segundo lugar. Aparecem embolados no terceiro posto Marina Silva (Rede, com 8%), GeraldoAlckmin (PSDB, 6%) e Ciro Gomes (PDT, 5%).

Sem Lula, Marina e Ciro dobram suas intenções de voto, ficando atrás de Bolsonaro com 16% e 10%, respectivamente. Alckmin também sobe para 9%, empatando na margem com Ciro.

Com o petista no páreo, brancos e nulos somam 11%, com 3% de indecisos. Sem ele, os índices sobem respectivamente para 22% e 6%.

O nome ungido por Lula para substitui-lo em caso de inabilitação, o de seu candidato a vice Fernando Haddad (PT), não tem uma largada muito promissora na missão de herdar votos do mentor: tem apenas 4%, empatado com o senador Alvaro Dias (Podemos), no cenário sem o ex-presidente.

A explicação para isso pode estar no fato de que 48% dos ouvidos não votaria num candidato indicado por Lula. Já 31% o fariam, enquanto 18% anotam um "talvez" quando questionados sobre o tema.

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Lula, leve e solto

Eliane Cantanhêde, O Estado de S.Paulo

21 Agosto 2018 | 03h00

 

Sabem aquela história do “falem mal, mas falem de mim”? É exatamente o que ocorre com o ex-presidente Lula, que está preso em Curitiba, mas corre livre, leve e solto na mídia. É pelo “recall” do seu governo, mas também pelo excesso de exposição, que Lula se mantém disparado na liderança do Ibope, apesar de ser flagrantemente inelegível.

A cada habeas corpus, Lula ganha boa visibilidade tanto no pedido quanto na negativa. Quando o desembargador Rogério Favreto deu uma canetada para soltá-lo, Lula ganhou sucessivas manchetes ao longo de um domingo inteiro, com a decisão de Favreto, a reação do juiz Sérgio Moro, as negativas do relator e do presidente do TRF-4, a nota da presidente do STF, Cármen Lúcia.

E a intensa exposição continuou ao longo da semana, com as cacetadas da presidente do STJ, Laurita Vaz, e da procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Sem contar as reportagens, colunas, análises e entrevistas que inundaram a mídia brasileira. Só se falava em Lula.

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