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Traições agravam a anemia eleitoral de Alckmin

Já debilitada pela pulverização eleitoral, a candidatura de Geraldo Alckmin enfrenta uma das moléstias mais antigas e insidiosas da política: a traição. A fuga de supostos aliados agrava o quadro de anemia que mantém Alckmin na exasperante zona de um dígito no termômetro das pesquisas.

Oportunista, a traição instala-se de mansinho. Quando a vítima cai em si, há feridas abertas em toda parte. Num único dia, quinta-feira (23), Alckmin sentiu a ponta do punhal espetar-lhe as costas um par de vezes.

Na cidade paulista de Glicério, o prefeito tucano Ildo de Souza, o Ildo Gaúcho, subiu no palanque de Jair Bolsonaro, um filho da terra. Eleito em 2016 com o apoio de Alckmin, o alcaide agora espinafra o ex-aliado.

Ildo Gaúcho ataca Alckmin por ter encostado sua candidatura nos partidos tóxicos do centrão. O jornal Valor registrou sua fala: “Cada um faz suas escolhas e coligações, mas depois colhe os votos do que plantou”, disse, em meio a elogios a Bolsonaro.

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Bolsonaro defende uso de força para impedir ocupações

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SÃO JOSÉ DO RIO PRETO — O candidato Jair Bolsonaro (PSL) defendeu na manhã desta sexta-feira, em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, que os donos de terras usem a força para impedir tentativas de ocupações em suas propriedades e não sejam processados por isso. O presidenciável afirmou que a sua proposta de excludente de ilicitude para policiais, popularmente conhecida como "licença para matar em serviço", seja ampliada para os produtores rurais.

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Farda e toga fora da propaganda eleitoral

A Lei Eleitoral proíbe “o uso, na propaganda eleitoral, de símbolos, frases ou imagens associadas ou semelhantes às empregadas por órgão de governo, empresa pública ou sociedade de economia mista”.

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro já identificou e mandou retirar do ar postagens de candidatos fardados, vestindo toga ou mostrando outros símbolos proibidos, relata O Globo. A procuradoria chegou a pedir que um candidato retirasse a palavra ‘Juiz’ de seu nome de campanha, já que ele havia pedido exoneração para se candidatar. BR 18 O ESTADO DE SP

Como o PT sobrevive

Em sua coluna na revista Época desta semana, Helio Gurovitz cita o livro Partisans, antipartisans, and nonpartisans (Partidários, antipartidários e não partidários), de David Samuels e Cesar Zucco, para entender a força que o PT mantém no Brasil, mesmo após o mensalão, o petrolão e o impeachment.

Com a preferência de quase 40% dos eleitores, o partido se distancia dos outros não pela divisão entre ‘povo’ e ‘elite’, mas por sua “visão sobre valor e propósito da democracia, sobre como cidadãos devem se engajar na política e sobre o desejo por mudança social”, defendem os autores. No entanto, a dependência da figura de Lula é um grande problema para o PT, que ainda não provou que consegue sobreviver sem ele. BR 18

Justiça condena Doria

Juíza da 11.ª Vara da Fazenda Pública da Capital condenou João Doria (PSDB) por improbidade administrativa e impôs ao candidato ao governo de São Paulo a suspensão dos direitos políticos por quatro anos. Ele é acusado de suposta “promoção pessoal” com o uso do slogan Cidade Linda, informa o Estadão. Cabe recurso.

Na ação de improbidade, o promotor Wilson Tafner acusa Doria de obter vantagem indevida, de enriquecimento ilícito e de provocar dano ao erário ao gastar pelo menos R$ 3,2 milhões de recursos do orçamento de publicidade da Prefeitura para fazer “promoção pessoal”. BR 18 / O ESTADO DE SP

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