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Do Marcelo: A hora de dar carne aos leões

Faltam menos de quatro semanas para a eleição e a última indefinição da campanha presidencial acabou hoje com a oficialização de Fernando Haddad como substituto de Lula. Era um segredo de polichinelo uma vez que todo mundo sabia que o PT não tinha outra opção disponível.

Mas sua entrada oficial marca um momento decisivo da campanha. Quem quiser chegar ao Planalto vai ter de mostrar suas qualidades e, também, sua habilidade para saber se livrar das cargas pesadas a sua volta. Haddad terá de falar sobre os casos de corrupção envolvendo o PT. Jair Bolsonaro já voltou a ser bombardeado sobre sua suposta falta de preparo para governar. E Geraldo Alckmin ganhou “de presente”o escândalo da prisão de Beto Richa, seu colega de PSDB, para tentar explicar. Acabou a trégua entre os candidatos. É reta final e hora de jogar carne aos leões. /Marcelo de Moraes

Pesquisa Ibope: Bolsonaro amplia liderança e chega a 26% das intenções de voto

Daniel Bramatti, Alessandra Monnerat, Caio Sartori e Cecília do Lago, O Estado de S.Paulo

11 Setembro 2018 | 19h52

 
 

Depois do atentado em Juiz de Fora, o candidato Jair Bolsonaro (PSL) subiu quatro pontos nas intenções de voto para a Presidência nas eleições 2018, segundo levantamento Ibope divulgado na noite desta terça-feira, 11. Bolsonaro mantém a liderança da disputa, agora com 26% — na pesquisa anterior, do dia 5 de setembro, tinha 22%.

Atrás do presidenciável do PSL aparecem Ciro Gomes (PDT), com 11% — oscilação de um ponto para baixo em relação ao último levantamento — e Marina Silva (Rede), que caiu três pontos e aparece com 9%. Geraldo Alckmin (PSDB) segue com 9%, mesmo porcentual da pesquisa anterior. Já Fernando Haddad (PT), oficializado nesta terça-feira, 11, como candidato petista no lugar do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (condenado e preso na Lava Jato) oscilou dois pontos para cima e registrou 8% das citações no cenário estimulado — ou seja, quando os nomes dos candidatos são disponibilizados ao eleitor consultado pelo instituto.

Leia mais:Pesquisa Ibope: Bolsonaro amplia liderança e chega a 26% das intenções de voto

No surrealismo nosso de cada dia, PT oficializa o nome de Haddad como candidato; ex-prefeito passa, agora, a ser também alvo de adversários

Acabou a primeira fase de “Surrealismo Jurídico Brasileiro”. Poderia ser um daqueles seriados da “Amazon Prime Video” ou do Netflix destinados a não acabar nunca, não é?

A cúpula do PT finalmente se reuniu e decidiu que o candidato do partido à Presidência da República é Fernando Haddad. Afinal, como aqui se disse desde que o debate existe, Lula não seria candidato porque inelegível segundo a Lei da Ficha Limpa. O partido ainda entrou com um pedido de medida cautelar no Supremo e com Recurso Extraordinário. O primeiro buscava garantir uma liminar para, quando menos, dilatar até o dia 17 o prazo para substituir o nome. Enquanto escrevo, Celso de Mello ainda não se pronunciou. Vai negar. Já o Recurso Extraordinário contesta a decisão do TSE em favor da inelegibilidade. O julgamento será sobre o nada porque Lula já não é mais candidato.

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Ciro sobre Haddad: ‘Ele perdeu para João Dória’ 3

Em Taboão da Serra, Ciro alvejou Haddad: 'Perdeu para João Doria e para os votos nulos e brancos'

Horas antes de a Executiva do PT confirmar Fernando Haddad na cabeça da chapa presidencial do partido, o amigo Ciro Gomes já havia transformado o substituto de Lula em alvo. Durante caminhada em Taboão da Serra (SP), ele declarou: “Há menos de dois anos, o Lula e eu apoiamos o Fernando Haddad na prefeitura de São Paulo, buscando sua reeleição. Tivemos uma decepção profunda, porque o Haddad não só perdeu para o João Dória, que é um grande farsante, mas perdeu para os votos nulos e brancos.” Os comentários de Ciro ganharam a rede.

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Definição pragmática pela candidatura de Haddad esvazia discurso da vitimização de Lula e do PT

Uma ala minoritária do PT defendia até o último momento a manutenção da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em qualquer circunstância. Mesmo com o risco de ficar sem um nome na disputa com a possibilidade de indeferimento dos recursos.

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