Pesquisa Ibope: Bolsonaro amplia liderança e chega a 26% das intenções de voto
Daniel Bramatti, Alessandra Monnerat, Caio Sartori e Cecília do Lago, O Estado de S.Paulo
11 Setembro 2018 | 19h52
Depois do atentado em Juiz de Fora, o candidato Jair Bolsonaro (PSL) subiu quatro pontos nas intenções de voto para a Presidência nas eleições 2018, segundo levantamento Ibope divulgado na noite desta terça-feira, 11. Bolsonaro mantém a liderança da disputa, agora com 26% — na pesquisa anterior, do dia 5 de setembro, tinha 22%.
Atrás do presidenciável do PSL aparecem Ciro Gomes (PDT), com 11% — oscilação de um ponto para baixo em relação ao último levantamento — e Marina Silva (Rede), que caiu três pontos e aparece com 9%. Geraldo Alckmin (PSDB) segue com 9%, mesmo porcentual da pesquisa anterior. Já Fernando Haddad (PT), oficializado nesta terça-feira, 11, como candidato petista no lugar do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (condenado e preso na Lava Jato) oscilou dois pontos para cima e registrou 8% das citações no cenário estimulado — ou seja, quando os nomes dos candidatos são disponibilizados ao eleitor consultado pelo instituto.
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Ciro sobre Haddad: ‘Ele perdeu para João Dória’ 3
Horas antes de a Executiva do PT confirmar Fernando Haddad na cabeça da chapa presidencial do partido, o amigo Ciro Gomes já havia transformado o substituto de Lula em alvo. Durante caminhada em Taboão da Serra (SP), ele declarou: “Há menos de dois anos, o Lula e eu apoiamos o Fernando Haddad na prefeitura de São Paulo, buscando sua reeleição. Tivemos uma decepção profunda, porque o Haddad não só perdeu para o João Dória, que é um grande farsante, mas perdeu para os votos nulos e brancos.” Os comentários de Ciro ganharam a rede.
Definição pragmática pela candidatura de Haddad esvazia discurso da vitimização de Lula e do PT
Uma ala minoritária do PT defendia até o último momento a manutenção da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em qualquer circunstância. Mesmo com o risco de ficar sem um nome na disputa com a possibilidade de indeferimento dos recursos.
No surrealismo nosso de cada dia, PT oficializa o nome de Haddad como candidato; ex-prefeito passa, agora, a ser também alvo de adversários
Acabou a primeira fase de “Surrealismo Jurídico Brasileiro”. Poderia ser um daqueles seriados da “Amazon Prime Video” ou do Netflix destinados a não acabar nunca, não é?
A cúpula do PT finalmente se reuniu e decidiu que o candidato do partido à Presidência da República é Fernando Haddad. Afinal, como aqui se disse desde que o debate existe, Lula não seria candidato porque inelegível segundo a Lei da Ficha Limpa. O partido ainda entrou com um pedido de medida cautelar no Supremo e com Recurso Extraordinário. O primeiro buscava garantir uma liminar para, quando menos, dilatar até o dia 17 o prazo para substituir o nome. Enquanto escrevo, Celso de Mello ainda não se pronunciou. Vai negar. Já o Recurso Extraordinário contesta a decisão do TSE em favor da inelegibilidade. O julgamento será sobre o nada porque Lula já não é mais candidato.
Celso de Mello nega suspender inelegibilidade de Lula e ampliar prazo para registro de substituto
O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, negou pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para suspender a inelegibilidade do petista e também negou pedido para ampliar o prazo para registro do substituto – o prazo final dado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) termina às 19h desta terça-feira (11).
Na madrugada do último dia 1º, por seis votos a um, o TSE barrou a candidatura de Lula com base na Ficha Limpa, e deu dez dias corridos para que a coligação substituísse o ex-presidente na chapa.


