Ciro era a melhor estratégia para ganhar a eleição, diz petista Jaques Wagner
São Paulo - Coordenador da campanha de Fernando Haddad à Presidência, o ex-governador da Bahia e senador eleito Jaques Wagner afirmou, nesta segunda-feira (15), que a melhor estratégia para uma vitória na corrida presidencial seria o lançamento de Ciro Gomes (PDT) ao Palácio do Planalto.
Repetindo ser defensor de alternância de poder e do fim da reeleição, Wagner fez essa avaliação ao comentar uma proposta da senadora Katia Abreu que sugeriu a substituição de Haddad por Ciro Gomes para garantir a eleição.
Leia mais:Ciro era a melhor estratégia para ganhar a eleição, diz petista Jaques Wagner
Bolsonaro chega a 59% dos votos válidos em pesquisa BTG Pactual
Jair Bolsonaro (PSL) tem 59% das intenções de votos válidos para presidente da República e Fernando Haddad (PT) tem 41%, afirma a mais recente pesquisa BTG Pactual, divulgada nesta segunda-feira (15). O dado se refere ao cenário estimulado.
Considerando a totalidade dos dados, ou seja, registrando os votos brancos, nulos e o número de indecisos, o ex-capitão do Exército ainda assim tem o apoio de mais da metade do eleitorado: 51%. Fernando Haddad (PT), aparece com 35% das intenções. Brancos e nulos são 5%. Já os que disseram que não votariam em ninguém somam 6%. Não sabem ou não responderam 3%.
De todos os perfis avaliados, o candidato petista só venceria em três: os eleitores do Nordeste, os que ganham até 1 salário mínimo e os jovens com idade entre 16 e 24 anos.
Leia mais:Bolsonaro chega a 59% dos votos válidos em pesquisa BTG Pactual
Ibope: No 2º turno, Bolsonaro tem 59% dos votos válidos e Haddad, 41%
Daniel Bramatti, O Estado de S.Paulo
15 Outubro 2018 | 18h50
A menos de duas semanas para o segundo turno da eleição presidencial, o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, tem 59% das intenções de voto, contra 41% do petista Fernando Haddad, segundo pesquisa Ibope/Estado/TV Globo divulgada nesta segunda-feira, 15.
Leia mais:Ibope: No 2º turno, Bolsonaro tem 59% dos votos válidos e Haddad, 41%
Era o que faltava: a sucessão virou guerra santa
Nesta sexta-feira (12), dia dedicado a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, a sucessão presidencial ganhou ares de guerra santa. Preocupado com a devoção de evangélicos pentecostais a Jair Bolsonaro, Fernando Haddad achegou-se aos católicos. Após participar de uma missa na periferia de São Paulo, Haddad relatou episódio que diz ter ocorrido na véspera, quando participou em Brasília de evento organizado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.
''Um ativista do Bolsonaro começou a ofender a Igreja Católica”, afirmou Haddad. “Nós nos retiramos da CNBB, onde a entrevista ia ser concedida. E ele começou a ofender a igreja chamando de 'igreja comunista', de 'igreja gay', coisas completamente sem sentido…''
A resposta de Bolsonaro veio por meio das redes sociais: “O PT agora tenta jogar católicos e evangélicos uns contra os outros. Essa divisão ofende várias famílias que, assim como a minha, são formadas por diferentes vertentes. Não conseguirão! Estamos todos unidos contra a inversão de valores que impera há anos e que destrói nosso país!”
Num país laico, envolver igrejas em campanhas políticas em é algo tão apropriado quanto convidar orquestras sinfônicas para festivais de rock. Deus, como se sabe, está em toda parte. Mas de maneira geral o Tinhoso é quem controla a sucessão presidencial de 2018. JOSIAS DE SOUZA

