Cid Gomes: parte do PT já deu por perdida a disputa presidencial no 2º turno
O senador eleito Cid Gomes (PDT-CE) disse nesta terça-feira, 16, ao Estadão/Broadcast, que parte do PT já deu por perdida a disputa presidencial no segundo turno das eleições 2018 e está “se lixando” para o presidenciável Fernando Haddad. Na visão do irmão de Ciro Gomes (PDT), a “companheirada” só está pensando em garantir a hegemonia na oposição a um futuro governo de Jair Bolsonaro (PSL).
“Eles (petistas) querem ser hegemônicos inclusive na oposição. Boa parte da companheirada aí já deu por perdido (o segundo turno) e está pensando nisso, em ser hegemônico na oposição. Estão se lixando para o Haddad. São incapazes de um gesto de grandeza, mesmo que isso seja permitir uma oportunidade para o jovem, talentoso, inteligente, preparado que é o Fernando Haddad. Eu acho que isso (gesto de autocrítica) tem que partir de quem está no comando do PT”, afirmou.
Leia mais:Cid Gomes: parte do PT já deu por perdida a disputa presidencial no 2º turno
Declarações de Cid dominam inauguração de comitê de Bolsonaro em Fortaleza; veja vídeos
Leia mais:Declarações de Cid dominam inauguração de comitê de Bolsonaro em Fortaleza; veja vídeos
Haddad virou figurante em enredo de Bolsonaro
A vida cobra os pecados do PT em prestações: as prisões do mensalão, o impeachment de Dilma, a volta à cadeia no petrolão, a delação-companheira de Palocci, o encarceramento de Lula… Coube a um aliado, Cid Gomes, apresentar a fatura de 2018. Os petistas “vão perder feio” a disputa presidencial, disse o irmão de Ciro Gomes. Perderão “porque fizeram muita besteira” e se recusam a produzir um mea-culpa.
Fernando Haddad buscava alucinadamente um fato novo capaz de encurtar a distância de 18 pontos que Bolsonaro abriu sobre ele no Ibope. Mas a única novidade digna de nota no segundo turno é o desabafo de Cid Gomes. Virou atração instantânea da propaganda de Bolsonaro no horário eleitoral.
Sob Bolsonaro, PGR passará por filtro ideológico
Jair Bolsonaro pretende submeter a chefia do Ministério Público Federal a uma patrulha ideológica. Se for eleito, não cogita nomear um procurador-geral da República esquerdista. “O critério é a isenção”, disse ao Jornal Nacional. “É alguém que esteja livre do viés ideológico de esquerda, que não tenha feito carreira em cima disso. Que não seja um ativista no passado por certas questões nacionais”.


