Funciona Assim: fim das coligações para vereadores
Nas eleições de 2020 já estão proibidas as coligações para eleger vereadores. A regra mudou a partir de uma emenda constitucional de 2017 e agora os partidos não podem fazer alianças para aumentar suas chances de conseguir vagas nas câmaras municipais.
No 4º episódio da série Funciona Assim de 2020, a repórter Luiza Tenente explica qual será o impacto do fim das chapas para as eleições municipais de 2020: quem sai ganhando, quem perde e o que o eleitor tem que levar em conta na hora de votar para escolher os vereadores.
Na nova temporada do Funciona Assim, o G1 explica o que fazem prefeitos e vereadores, como funcionam as Câmaras Municipais e outras questões envolvendo o pleito deste ano. portal g1
Russomanno lidera pesquisa do Ibope em disputa pela Prefeitura de SP, com Covas em 2º
Celso Russomanno (Republicanos) aparece como líder na primeira pesquisa Ibope feita desde a confirmação dos candidatos à eleição na cidade de São Paulo, divulgada hoje pelo jornal O Estado de S. Paulo. O deputado federal e apresentador de TV tem 24% das intenções de voto, à frente de Bruno Covas (PSDB), que busca a reeleição, com 18%.
A terceira colocação tem um empate técnico, com Guilherme Boulos (PSOL) aparecendo com 8% das intenções e Márcio França (PSB), com 6%. A margem de erro é de três pontos percentuais.
A pesquisa aponta Joice Hasselmann (PSL) e Arthur "Mamãe Falei" do Val (Patriota) com apenas 2%. Andrea Matarazzo (PSD), que já esteve à frente da subprefeitura da Sé, tem 1%, assim como Filipe Sabará (Novo), que estreiam no pleito.
O PT, que concorre com Jilmar Tatto, também aparece com 1% das intenções de voto. Outros candidatos com a mesma marca são Marina Helou (Rede), Levy Fidelix (PRTB) e Vera Lucia (PSTU). A pesquisa do Ibope foi encomendada pela Associação Comercial de São Paulo.
A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o nº SP-04089/2020. Foram entrevistadas 1.001 pessoas entre os dias 15 e 17 de setembro. O nível de confiança estimado é de 95%.
REJEIÇÃO
Os eleitores foram questionados sobre em quem não votariam de jeito nenhum. Russomanno e Covas também lideram: o atual prefeito surge com 30%, enquanto o deputado aparece com 24%. Boulos tem 13% de rejeição, e Márcio França, 10%.
PERFIL DOS ELEITORES
Russomanno tem boa parte do seu apoio entre os mais pobres, com 31% de preferência entre eleitores com renda familiar de até um salário mínimo.
Ele também tem melhor desempenho entre os mais jovens, os menos escolarizados e os que se declaram pretos ou pardos. Além disso, ele lidera junto ao eleitorado evangélico, com 34%, 20 pontos porcentuais à frente de Covas.
O atual prefeito tem 24% das intenções de voto entre os eleitores que têm renda familiar superior a cinco salários mínimos, com 17% entre os que ganham até um salário. Ele aparece à frente de Russomanno na faixa do eleitorado mais velho, de 55 anos ou mais, com 25% das intenções de voto, contra 18% do deputado federal.
Candidato pela esquerda, Boulos aparece com apenas 2% das intenções de voto na parcela da população que ganha até um salário mínimo —o número vai a 17% entre os que ganham mais de cinco salários. Entre quem tem curso superior, as intenções de voto chegam 15%. Já entre os que estudaram até o ensino fundamental, o candidato aparece com 1% das intenções.
POUCO INTERESSE
De acordo com O Estado de S. Paulo, a pesquisa indica certo desinteresse na eleição, que foi adiada de outubro para novembro por conta da pandemia do coronavírus.
Em pesquisa espontânea, quando o entrevistado revela a escolha antes mesmo de receber um disco de papel com o nome dos candidatos, 56% dos eleitores se declaram indecisos. Já 22% afirmam que votarão nulo ou em branco.
O número é maior que o de 2016, quando os indecisos correspondiam a 45% dos entrevistados.
Já na pesquisa estimulada, quando o eleitor recebe a lista de candidatos, os indecisos ficaram em 10%, o dobro do visto em 2016.
BRANCOS E NULOS
Alfredo Cotait Neto, presidente da Associação Comercial de São Paulo, que contratou a pesquisa, alertou para a soma das taxas de indecisos e brancos ou nulos ser de um terço do total neste levantamento.
"É um número maior até que o dos dois primeiros colocados na pesquisa. É importante que os munícipes de São Paulo prestem mais atenção nas propostas dos candidatos, muitos deles desconhecidos do grande público, para que os eleitores possam exercer sua cidadania com consciência", afirmou ele ao jornal.
A nova geração do Recife - ISTOÉ
Em sã consciência ninguém é capaz de apontar um favorito para vencer as eleições do Recife. Até mesmo os torcedores mais fanáticos dos candidatos não arriscam um palpite certeiro. O prefeito Geraldo Júlio (PSB), que poderia ser um cabo eleitoral importante não deve ser o fiel da balança para ajudar o candidato que apoia: João Campos, 26 anos. Afinal, poucos o amam, embora 42% da população avaliem a sua gestão como regular.
Para o cientista político Antonio Lavareda, a eleição no Recife está aberta. “Podemos esperar um segundo turno com um enfrentamento da esquerda contra a direita”, diz. Ele sustenta esse prognóstico com base nos números do segundo turno da última eleição em 2018, quando Fernando Haddad (PT) teve 52,5% e Jair Bolsonaro (PSL) alcançou 47,5% dos votos na capital. Lavareda acredita que existirá a nacionalização dos debates e que o voto útil possa ser usado agora: “Com maior ou menor grau de consciência as pessoas vão preparar o segundo turno desde já”, explicou o cientista político. Mas há os que ainda acreditam na possibilidade de um segundo turno entre os primos Arraes/Campos.
A amostragem apresentada pela empresa Potencial Pesquisa & Informação exibe um ligeiro favoritismo da deputada Marília Arraes, com 22% das intenções de votos. Em seguida vem a Delegada Patrícia Domingos, que tem 13%. O deputado João Campos alcança 11%. O ex-ministro Mendonça Filho (DEM), tem 7%. O deputado Túlio Gadêlha (PDT) estava com 3%, mas foi retirado da disputa.
O ingrediente mais peculiar da eleição na capital pernambucana é a juventude que tomou o centro das atenções. Os três primeiros colocados na pesquisa têm menos de 40 anos. A deputada Marília Arraes tem 36 anos, enquanto a Delegada Patrícia, tem 37 anos. O mais jovem do pleito, é o deputado João Campos, que tem apenas 26 anos. Tudo aponta para uma renovação geracional, o que aconteceu nas últimas eleições. Tanto o prefeito Geraldo Júlio, quanto o governador Paulo Câmara (PSB), foram eleitos com pouco mais de 40 anos nos seus primeiros mandatos.
Outro fator que chama atenção são as mulheres. A eleição de uma delas seria uma novidade nunca experimentada no Recife. Marília e Patrícia lideram numa cidade que ainda não teve uma representante do gênero feminino na prefeitura. Para Lavareda, o discurso das mulheres durante a pandemia se fortaleceu. “Entre as consequências da pandemia estão uma agenda feminina e a fragilização das gerações mais velhas”. A tendência é que em todo País
mais mulheres e jovens sejam eleitos.

Dinastia Arraes
Uma curiosidade que circula nas rodas de conversas dos recifenses é o parentesco entre Marília Arraes e João Campos: eles são primos. Partidários da direita dizem que eles fazem um jogo de cena, pois seriam próximos. Os dois negam qualquer tipo de aproximação política.
Desfrutando do potencial eleitoral que o PT ainda tem em Recife, Marília Arraes terá uma provável composição com o PSOL. Sobre o destaque das mulheres e jovens, a deputada comemora: “até que enfim, a gente começou a ocupar esses espaços”. Ela aponta a questão da mobilidade urbana como um problema relevante. “Recife tem o pior trânsito do País. Precisamos romper com a lógica do carro e do empresário de ônibus”, disse. Marília afirma também que o seu maior desafio será combater a miséria, “O Recife tem mais de 1,6 milhão de habitantes. Destes, mais de 600 mil vivem abaixo da linha da pobreza”.
Conhecida por “Moro de Saias”, numa comparação ao ex-ministro Sergio Moro, surge como renovação da direita a Delegada Patrícia Domingos, que tem como principal proposta de campanha o enxugamento da máquina pública, “com a redução de secretarias e de cargos comissionados”. Ela também levanta o problema da segurança e afirma que “Recife é a capital da insegurança” e que a Guarda Municipal prioriza as infrações de trânsito e não o atendimento aos cidadãos. Na segunda-feira, 14, o deputado Daniel Coelho desistiu da sua candidatura e confirmou apoio para à Delegada Patrícia Domingos, apesar de estar bem colocado nas pesquisas, com 9%. “Esse é um momento de dar um passo atrás para dar dois passos à frente. E, assim, garantir que não exista um falso segundo turno entre os dois primos do PT e PSB”, disse o deputado.
O mais jovem
Com 460.387 votos em 2018, João Campos foi eleito o deputado federal mais votado na história de Pernambuco. Filho do ex-governador Eduardo Campos, ele convive com a política desde muito jovem e tem apoio do prefeito Geraldo Júlio, que almeja ser candidato à sucessão no Governo do Estado em 2022. O deputado destaca o combate à miséria como prioridade: “Sabemos que a atuação de uma prefeitura no combate à desigualdade social tem limitações, mas, reitero, essa é uma trincheira onde queremos dar uma importante contribuição”. Nacionalmente conhecido por ser namorado da apresentadora Fátima Bernardes, da Rede Globo, o deputado federal Túlio Gadêlha vive uma situação de conflito dentro do PDT. Ele retirou sua candidatura e declarou apoio a João Campos. Entre idas e vindas o deputado foi destituído da direção do PDT Nacional. A confusão é algo a ser resolvida por Túlio, mas o apoio do PDT passa a ser oficialmente para a candidatura de João Campos, que já tem 12 partidos na sua coligação.
O mais experiente no pleito é o ex-governador Mendonça Filho, 54 anos. Ele foge ao estilo dos candidatos com mais intenção de votos e não parece ter muito espaço para alianças. Aponta a educação, saúde e transporte público como os principais problemas do Recife. Diz que no caso da Saúde há investimentos compatíveis com o porte da cidade “mas que precisam ser melhor usados, otimizados e aplicados”, explicou o pré-candidato. Praticamente sem chances e com menos experiência aparecem os candidatos da direita, os deputados estaduais Marco Aurélio Meu Amigo com 55 anos e Alberto Feitosa, 57 anos, ambos com 1% das intenções de voto.
As expectativas por uma novela no segundo turno têm enredos diferentes, mas certamente jovens e mulheres dominam a narrativa. Confirmadas as alianças e com as tropas nas ruas o povo vai dizer em quem confia mais.
Com o fim do prazo para a definição das candidaturas a sorte está lançada.
ISTOÉ
Apostas na largada - folha de sp
Quando a onda conservadora produzida pelas urnas de 2018 refluiu, a dúvida sobre a perenidade do movimento instalou-se imediatamente.
Imaginou-se que o exercício do poder logo colocaria à prova as capacidades da legião de figuras exóticas deixadas na praia da política, Jair Bolsonaro à frente.
Quase dois anos depois, a gestão tumultuada do presidente e as agruras de governadores eleitos como símbolos da antipolítica, a exemplo do afastado Wilson Witzel (PSC-RJ), parecem ter estabelecido os limites daquele movimento.
A definição das candidaturas às eleições municipais de novembro, concluída nesta quarta-feira (16), parece refletir essa perda de brilho da onda bolsonarista.
A necessidade dos partidos de lançar nomes a prefeito para alavancar suas chapas de vereadores, por causa do fim das coligações proporcionais, levou a uma pulverização recorde de candidaturas.
Metade dos atuais mandatários nas capitais buscará a reeleição, apostando que o grande número de concorrentes favorecerá os que já gozam de alguma popularidade.
Antevendo isso, Bolsonaro tem procurado manter distância da eleição para evitar o ônus de derrotas, no máximo cedendo apoios velados a aliados como Marcelo Crivella (Republicanos) no Rio.
Mas a recuperação de sua popularidade e a noção tardia de que o prefeito Bruno Covas (PSDB) partiria em boas condições em São Paulo o fizeram abrir uma exceção.
Na última hora, o presidente incentivou a entrada do deputado Celso Russomanno (Republicanos) no jogo paulistano, muito porque vê a coalizão de Covas como uma antessala do que irá enfrentar em 2022.
Uniram-se ao tucano MDB e DEM, além de outras sete siglas, inclusive algumas que apoiam Bolsonaro no Congresso. O gerente de tal consórcio é o governador João Doria (PSDB), antípoda do presidente.
Registre-se a ironia que o lançamento de Russomanno representa --um deputado do centrão como estrela solitária do bolsonarismo na largada da corrida eleitoral.
Se a política tradicional parece recuperar algum fôlego, o mesmo não se pode dizer da esquerda. Em São Paulo, o PT de Jilmar Tatto corre o risco de virar linha auxiliar do PSOL de Guilherme Boulos.
Antigos aliados, como o PSB e o PDT, que há muito deixaram de confiar no petismo lulocêntrico, se descolaram. O espectro de um novo massacre eleitoral, como o sofrido em 2016, assombra o PT.
Mais de 3 mil gestores no Ceará têm contas desaprovadas pelo TCE
O Tribunal de Contas do Estado (TCE) encaminhou ontem (17) ao Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) e ao Ministério Público Eleitoral (MPE) a lista de 3.037 pessoas que tiveram contas relativas ao exercício de funções ou cargos públicos rejeitadas por irregularidade insanável ou por decisão irrecorrível, nos últimos oito anos. A relação é uma das principais fontes de casos de candidatos que se tornam "fichas sujas", ficando proibidos de disputar eleições.
"O Tribunal de Contas tem como uma das competências julgar as contas de gestores estaduais e municipais. Elas podem ser julgadas regulares, irregulares e regulares com ressalvas. Quando são julgadas irregulares por identificação de algum dano ao erário, esse nome (do gestor) é inserido na lista. Nos anos eleitorais, tem que ser encaminhada para o TRE uma lista dos julgamentos dos últimos oito anos", ressalta o secretário de Sessões do TCE, Teni Cordeiro.
Ele afirma que não são apenas casos de improbidade administrativa que fazem as contas serem julgadas irregulares. Há casos em que há um conjunto de falhas que podem desaprovar as contas, mas que não têm repercussão nas pretensões eleitorais.
"Existe uma série de atos de gestão que não estão de acordo com a norma, mas que não geram prejuízo ao erário. São práticas irregulares, mas que não têm benefícios próprios. Erros contábeis reiterados causam contas desaprovadas, em que não houve um débito, mas um registro indevido", afirma Cordeiro.
.png?f=default&$p$f=c7e486f)
Queda
Todos os 184 municípios do Ceará têm gestores citados na relação. Ao todo, são 5.279 processos, sendo 5.225 no âmbito municipal e 54 no âmbito estadual. Entre os casos listados, estão Prestações de Contas de Gestão, Tomadas de Contas Especiais, Tomadas de Contas de Gestão, Denúncias e Provocações.
O número de integrantes no levantamento, no entanto, tem caído. Em 2018, nas últimas eleições, 3.586 gestores haviam tido contas rejeitadas em decisão definitiva, uma redução de 15% em comparação com 2020. Em à relação última eleição municipal, em 2016, quando 4.412 gestores integraram a lista, a queda foi maior ainda, 31%.
"A gente tem percebido que, com o passar do tempo, as gestões têm se aprimorado no sentido de evitar as falhas mais comuns que geravam a desaprovação de contas. Às vezes, víamos uma pessoa ser tirada da disputa (eleitoral) por falha na assessoria ou por inexperiência. A Lei da Ficha Limpa aprimorou os dispositivos porque, apesar de ter alargado o tempo de inelegibilidade, colocou elementos que são muitos decisivos", diz a advogada especialista em Direito Eleitoral e membro da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (Abradep), Isabel Mota.
Ela cita como exemplo para punição a necessidade de que seja comprovado que houve ato doloso contra o erário público na irregularidade cometida pelo agente. A inelegibilidade de um gestor "ficha suja" só se configura se a desaprovação das contas se der por ato de improbidade administrativa. Isso significa que mesmo os integrantes da lista podem pedir registro de candidatura. Cabe à Justiça Eleitoral decidir se o pedido será deferido ou não para o pleito.
Pente fino
Com as candidaturas apresentadas em convenções partidárias e no prazo de serem encaminhadas aos tribunais regionais eleitorais, os agentes do Ministério Público iniciam um pente fino na lista de todos os candidatos para identificar quais estão proibidos de concorrer a cargos nos Poderes Executivo e Legislativo.
"Ter o nome na lista é uma das possíveis inelegibilidades. (...) A cada cinco candidatos impugnados, quatro são por isso", destaca o coordenador do Centro de Apoio Operacional Eleitoral (Caopel) do Ministério Público do Estado do Ceará, promotor de Justiça Emmanuel Girão. "É a principal fonte de para possíveis inelegibilidades", diz. Ele reforça que ter o nome na lista não torna a pessoa imediatamente inelegível.
"O promotor analisa o motivo da desaprovação. Por exemplo: violação à Lei de Licitações, gastos com pessoal acima do limite, não prestar as contas quando era obrigatório... Uma (infração) que acontece bastante é reter contribuição previdenciária e não repassar à instituição competente. Tudo isso configura improbidade. Geralmente acham que improbidade é só desvio de recursos, isso é gravíssimo, mas existem vários outros (tipos). A lei de improbidade é bem ampla. Não cabe ao TCE se aquilo é improbidade, vai caber à Justiça Eleitoral. O TCE aprova ou desaprova as contas e explicita os motivos", acrescenta Girão.
No Ceará, desde fevereiro deste ano, o Ministério Público tem feito treinamento com os promotores para que possam identificar possíveis inelegibilidades de quem se apresentou candidato às eleições municipais. Além da lista do Tribunal de Contas, também são consultados dados como condenações criminais.
Impugnação
O prazo de pedido de impugnação é curto e resulta em um alto volume de checagem para os promotores. Segundo Emmanuel Girão, o prazo para pedir o bloqueio de uma candidatura é até 4 de outubro, observado o prazo de cinco dias, contados da publicação do edital de candidaturas requeridas pelos partidos ou coligação. Além do MPE, siglas, candidatos e coligações podem pedir impugnação à Justiça Eleitoral.
"O promotor procura o nome do candidato na lista para analisar se o caso se enquadra na inelegibilidade. Ele vai analisar se o motivo das contas desaprovadas foram irregularidades insanáveis e se configura improbidade administrativa e se não tem mais recurso possível. Então, entra com ação de impugnação", explica o coordenador do Caopel.
De acordo com o TCE, O conteúdo da relação encaminhada ao MPE e ao TRE pode sofrer alterações, em decorrência de decisões lavradas em processos administrativos ou judiciais, até o fim do prazo legal para o envio da lista em 2020, 26 de setembro.
Pedidos de registro
Partidos e coligações podem pedir registros de seus candidatos à Justiça Eleitoral até o próximo dia 26 de setembro.
Listas
De acordo com o calendário eleitoral, 26 de setembro é o último dia para os tribunais e conselhos de contas tornarem disponível à Justiça Eleitoral relação daqueles que tiveram suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável e por decisão irrecorrível do órgão competente.
Informações
A lista entregue pelo TCE ao TRE-CE e ao MPE está disponível no site da Corte de Contas: www.tce.ce.gov.br/jurisdicionado/contas-irregulares

