Reprovação ao governo Bolsonaro é a menor desde maio de 2019, aponta pesquisa
15 de outubro de 2020 | 11h53
BRASÍLIA - A reprovação do governo de Jair Bolsonaro recuou ao menor nível desde maio de 2019, de acordo com levantamento da XP Investimentos em parceria com o Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe) divulgado nesta quinta-feira, 15. Os dados apontam que 31% dos entrevistados consideraram o governo ruim e péssimo, mesmo porcentual daquele mês do ano passado. Há um ano, em outubro de 2019, essa fatia era de 38% e, no mês passado, de 36% .
Outros 39% avaliaram o governo como ótimo ou bom, estável ante setembro e maior índice desde os 40% de fevereiro de 2019. Uma fatia de 28% considera o governo regular, ante 24% em setembro.
Para 39%, a perspectiva é ótima e boa e para outros 32% e ruim e péssima para o restante do mandato do presidente. Outros 26% esperaram um resto de governo como regular.
Apesar da melhora, a variação nos quesitos entre os levantamentos de setembro e outubro está dentro da margem de erro da pesquisa, de 3,2 pontos, para mais ou para menos. O levantamento teve abrangência nacional e ouviu mil entrevistados, por telefone, entre sexta-feira, 8, e domingo, 11.
Eleições 2022
Bolsonaro, que está sem partido, lidera nas intenções de voto para as eleições de 2022 na pesquisa estimulada feita pela XP/Ipespe. O presidente aparece com 31% de intenção de voto, seguido por Fernando Haddad (PT), com 14%, e Sérgio Moro (sem partido), com 11%. A margem de erro também é de 3,2 pontos porcentuais.
Entre os demais nomes apresentados pela equipe de pesquisa aos entrevistados, também aparecem Ciro Gomes (PDT), com 10%, Luciano Huck (sem partido), com 5%, João Amoêdo (Novo), com 3%, Luiz Henrique Mandetta (DEM), com 3%, e o governador de São Paulo João Doria (PSDB), com 3%. O porcentual dos que disseram que não sabem, não responderam ou pretendem votar branco ou nulo foi de 20%.
Na série histórica da pesquisa estimulada, iniciada em setembro de 2019, a leitura de outubro de 2020 trouxe a maior intenção de voto em Bolsonaro. Na comparação com a leitura de setembro, Sérgio Moro e Ciro Gomes cresceram um ponto porcentual, dentro da margem de erro, enquanto Haddad caiu um ponto porcentual, também dentro da margem.
Nas pesquisas para o segundo turno, Bolsonaro é o favorito na maior parte dos cenários. Ele tem 43% das intenções de voto caso o oponente seja Haddad (35%), 42% caso o adversário seja Luciano Huck (28%), 43% contra Ciro Gomes (35%) e 42% se o oponente for Luiz Henrique Mandetta (30%). Apenas em uma disputa com Sergio Moro o presidente aparece pior: com 35% das intenções contra 36% do ex-ministro da Justiça, um empate dentro da margem de erro.
Espontânea
Na pesquisa espontânea, na qual os nomes dos candidatos não são fornecidos ao entrevistado, Bolsonaro também aparece na frente, com 25% das intenções de voto, seguido pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 7%, e Ciro Gomes (PDT) e Fernando Haddad (PT), ambos com 2%.
Neste cenário, Sérgio Moro aparece com apenas 1% das intenções de voto e todos os outros candidatos somados têm 3%. Na pesquisa espontânea, 13% dos eleitores disseram que pretendem votar branco, nulo ou em ninguém, e 46% não responderam.
Ibope: Amazonino Mendes lidera intenção de votos em Manaus
BRASÍLIA — O ex-governador do Amazonas Amazonino Mendes (Podemos) lidera a corrida eleitoral para a prefeitura de Manaus, com 25% das intenções de voto. Os dados são do Ibope e foram divulgados na noite desta quarta-feira.
Em seguida, de acordo com a pesquisa, estão David Almeida (Avante), com 13%; Ricardo Nicolau (PSD), 11%; Zé Ricardo (PT), 10%; Capitão Alberto (Republicanos), 6%; Alfredo Nascimento (PL) e Chico Preto (DC), ambos com 3%; Romero Reis (Novo), 2%, e Marcelo Amil (PCdoB), 1%.
A margem de erro da pesquisa é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos. Foram ouvidas 504 pessoas entre os dias 12 e 14 de outubro. Entre os entrevistados, 16% disseram que vão votar branco ou nulo e 3% não souberam ou não quiseram responder.
Apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro, Coronel Menezes (Patriota) aparece em sexto lugar na pesquisa, com 6%. Em seu programa eleitoral, Menezes tem utilizado a imagem de Bolsonaro para pedir apoio.
“Minhas amigas e meus amigos, sou o coronel Menezes, escolhido e apoiado pelo presidente Bolsonaro, por ter competência e coragem para acabar com toda essa mamata”, diz o candidato do Patriota logo na abertura de seu programa eleitoral.
Nome praticamente desconhecido na política local, Coronel Menezes ganhou notoriedade no estado em 2019, quando foi nomeado por Bolsonaro para comandar a superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), um dos cargos federais mais cobiçados da região.
- Número de identificação na Justiça Eleitoral: AM-09557/2020
Eleições 2020 em Fortaleza: Capitão Wagner tem 28%; Luizianne, 23%; Sarto, 16%, diz Ibope
Este é o 1º levantamento do Ibope sobre intenções de voto dos candidatos à Prefeitura de Fortaleza desde o começo da campanha eleitoral
PT já impõe prazos a Tatto e debate possibilidade de apoio a Boulos em SP
Dirigentes petistas discutem a possibilidade de adesão à candidatura de Guilherme Boulos (PSOL) caso o candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Jilmar Tatto, não atinja dois dígitos nas pesquisas de intenção de voto até o fim deste mês.
Tatto tem 1% no último levantamento do Datafolha, realizado nos dias 5 e 6, e Boulos, 12%. A corrida é liderada por Celso Russomanno (Republicanos), com 27%, seguido do prefeito Bruno Covas (PSDB), que tem 21% —a margem de erro é de três pontos para mais ou para menos.
No PT, até mesmo a hipótese de retirada da candidatura de Tatto em favor de Boulos chegou a ser debatida durante reunião entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-ministro Gilberto Carvalho.
Além disso, a crise na campanha petista já motivou discussões sobre punição a candidatos a vereador do partido que escondam o nome de Tatto em suas propagandas.
Chefe de gabinete da presidência do PT, Carvalho foi recrutado pela presidente do partido, a deputada Gleisi Hoffmann (PR), para reforçar a campanha de Tatto em São Paulo.
Na coordenação da campanha desde 21 de setembro, Carvalho fez, há cerca de dez dias, um relato a Lula sobre as chances do partido na capital paulista.
A Folha apurou que Carvalho admitiu a possibilidade de revisão da candidatura caso a campanha não decole até o final de outubro, prazo para a retirada dos nomes das urnas.
Carvalho afirmou que o partido tem juízo suficiente para não persistir em uma candidatura sem viabilidade eleitoral. O ex-ministro afirmou, porém, que Tatto tem possibilidade de ultrapassar Boulos, especialmente depois da aparição de Lula na propaganda eleitoral em TV e rádio.
Coordenadores da campanha de Tatto apostam na associação com a imagem de Lula para que ele supere dez pontos percentuais até a última semana do mês, com possibilidade de crescimento na reta final de campanha.
Questionado pela Folha sobre suas reuniões com o ex-presidente, Carvalho disse que não comentaria o teor das conversas com Lula.
Ele lembrou a performance do PT nas eleições passadas. Em 2016, em pleno processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, o então prefeito e candidato à reeleição, Fernando Haddad, obteve 16,7% dos votos.
Candidato do PT ao Governo de São Paulo em 2018, Luiz Marinho alcançou pouco mais de 16% na cidade.
“O Jilmar tem potencial de crescimento”, afirma Carvalho.
Coordenador de comunicação da campanha de Tatto, o deputado estadual José Américo cita o potencial de transferência de votos de Lula e diz que o PT conta com diretórios nas regiões de todas as subprefeituras, o que confere capilaridade à campanha. Afirma que, com isso, Tatto "vai passar de 20%”.
Dentro do PT, porém, os simpatizantes de um acordo pelo qual Lula estaria liberado a pedir votos para Boulos afirmam que essa é uma eleição atípica em decorrência da pandemia do coronavírus e que, por isso, não se deve fazer projeções com base na trajetória passada da sigla.
A um mês do primeiro turno, a campanha de Tatto enfrenta percalços. Na noite do dia 12, durante reunião da coordenação de campanha, Carvalho queixou-se da ausência de apoiadores de Tatto, horas antes, na saída de uma igreja.
Segundo participantes da reunião, o ex-ministro disse que o candidato estava sozinho, não era abordado por eleitores nem acompanhado por militantes petistas.
José Américo afirma que a ausência de militantes seguiu orientação dos padres, temerosos de aglomeração devido à pandemia da Covid-19. Outra justificativa para a ausência de apoiadores foi o fato de a agenda de Tatto ter sido alterada no mesmo dia.
Na reunião da coordenação de campanha, foi discutida também a possibilidade de punição de candidatos a vereador que escondam o nome de Tatto no material de campanha. Segundo petistas, a atuação de 20 candidatos a vereador com potencial eleitoral merecerá maior atenção.
Em eleições anteriores, a esquerda foi dependente da atuação de líderes de movimentos, associações e entidades que promovem ações sociais na periferia. Desta vez, os grupos estão divididos entre Tatto e Boulos, conforme mostrou a Folha.
Artistas como Caetano Veloso e Chico Buarque, intelectuais e personalidades historicamente ligadas ao PT também chegaram a assinar um manifesto em agosto em apoio a Boulos, ampliando o isolamento na esquerda do nome do PT.
A própria convenção para lançar Tatto oficialmente foi precedida de crise interna devido à possibilidade de esvaziamento do evento.
Apesar da ameaça de uma derrota eleitoral acachapante, líderes petistas duvidam da disposição de Tatto de desistir da candidatura em apoio a Boulos.
Patrocinador da candidatura de Luiz Marinho à presidência estadual do PT e apoiador de Gleisi Hoffmann para o comando partidário, Tatto teve o suporte dos dois dirigentes petistas para barrar o lançamento da candidatura do ex-ministro Alexandre Padilha à Prefeitura de São Paulo.
Haddad chegou a procurar a ex-prefeita Marta Suplicy para que ocupasse a vice de Padilha em uma chapa para a prefeitura, mas a articulação foi abortada.
Segundo petistas, Marinho e Gleisi dissuadiram Lula a trabalhar abertamente em favor de Padilha, sob o argumento de que Tatto teria ampla maioria em uma eleição indireta para a escolha do candidato. Tatto teve 312 votos. Padilha, 297.
Petistas duvidam até mesmo da chance de Lula convencer Tatto a desistir. Além disso, uma ala do PSOL, refratária ao PT, imporia um constrangimento a acordo com petistas. Já no PT o setor ligado à moradia faz restrições a uma articulação com Boulos, que também atua com movimentos de sem-teto.
Um dirigente petista afirma, porém, que o desfecho de qualquer articulação dependerá da dinâmica da campanha até o fim de outubro. Com cuidado para não melindrar os petistas, Boulos precisa crescer na periferia para consolidar os votos de esquerda —e Tatto também precisa se viabilizar nas chamadas franjas da cidade.
Pesquisa: Wagner tem 35%, Luizianne 15% e Sarto 10%
Foi divulgada ontem (12) pesquisa do Paraná Pesquisas sobre a eleição municipal de Fortaleza, apontando, na avaliação estimulada, que 35% (pouco mais de um terço do eleitorado) tem intenção de votar em Capitão Wagner (Pros), enquanto Luizianne Lins (PT) aparece em segundo lugar, com 14,9%, e Sarto (PDT) surge logo em seguida, com 10,1% das intenções de voto. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código CE-07388/2020.
O cenário apontado pela pesquisa, do candidato do Pros no segundo turno enquanto Luizianne e Sarto batalham pela outra vaga, aponta ainda que Heitor Férrer (SD) aparece a pouca distância do postulante do PDT, com 7,3%, seguido por Renato Roseno (Psol), com 4,7%; Célio Studart (PV), com 4,5%; Heitor Freire (PSL), com 2,2%; Anizio (PCdoB), com 0,5%; Samuel Braga (Patriota), com 0,5%; Paula Colares (UP), com 0,4%; e José Loureto (PCO), com 0,3%.
Na pesquisa espontânea – isto é, aquela em que o entrevistador pergunta apenas em quem a pessoa vai votar, sem listar os nomes dos candidatos –, a ordem em que os postulantes aparecem é a mesma, mas com Wagner liderando com 12,8%, Luizianne em seguida com 5,7% e Sarto com 4,6%. Os demais não passam dos dois pontos percentuais: Heitor Férrer (SD), com 2%; Renato Roseno (Psol), com 1,4%; Célio Studart (PV), com 0,9%; e Heitor Freire (PSL) com 0,8%.
A única pesquisa que já tinha sido divulgada para a eleição deste ano, em Fortaleza, era a da empresa Zaytec Brasil, encomendada pelo PT e divulgada no dia 25 do último mês, quando ainda não havia começado o período da campanha. Naquele estudo também se constatava a dianteira de Capitão Wagner, com 34,3% – em patamar muito próximo da pesquisa divulgada esta segunda –, com as principais diferenças sendo observadas nos números de Luizianne e Sarto: Luizianne aparecia com 25,2% de intenção de voto, enquanto o candidato governista com 4,3%. Heitor Férrer (SD), por sua vez, surgia com 5,8%, despontando em terceiro lugar (enquanto na mais recente aparece em quarto). Deve-se destacar, no entanto, que pesquisas diferentes trabalham com metodologias diversas, de modo que não se pode inferir com certeza um movimento de crescimento ou decréscimo de candidaturas entre uma e outra.
O estudo da Paraná Pesquisas é apenas o primeiro de uma semana de estudos que serão divulgados sobre a disputa eleitoral na capital cearense, com a próxima sendo a do Ibope, marcada para ser divulgada amanhã (14), outra sendo a do Instituto Brasil de Pesquisas de Mercado e Opinião Pública (IBPI), com divulgação na quinta-feira (15), e ainda uma realizada pelo Datafolha, fechando a semana. A tendência é de que, com a divulgação das pesquisas e o início do programa eleitoral, a campanha entre em uma nova fase, com a postura de candidatos podendo mudar a partir do novo cenário.
Nenhum
Na pesquisa espontânea chama a atenção a proporção de eleitores que não chegaram a dizer qualquer nome como resposta: 58,8% disseram que ainda não sabem e outros 11,4% disseram que não pretendem votar em ninguém. Juntos, os dois números ultrapassam os 70%, indicando que pelo menos sete a cada dez fortalezenses hoje não têm candidato para a disputa eleitoral do mês que vem.
Isso, como é de costume, tende a se reverter em algum nível ao longo do período eleitoral, à medida que a população for se familiarizando com o clima da disputa e as candidaturas passarem a se tornar mais conhecidas. No entanto, tem peso também o impacto da pandemia da covid-19, fazendo com que uma proporção maior de eleitores fiquem afastados das ruas (e portanto menos em contato com as candidaturas, que também em algum nível têm que fazer eventos em menor escala) e o tempo reduzido de campanha, de aproximadamente um mês e meio, diferente de como se fazia alguns anos atrás, quando o período eleitoral chegava a durar três meses. JORNAL O ESTADO DO CE.

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