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Greenwald, o homem que quer fritar Sergio Moro, é uma fera

Para dar uma ideia, aproximada, do mundo em que Glenn Greenwald circula como uma águia, com língua rápida e brilhante de advogado, olho de jornalista e outras habilidades mais complexas, ele funciona frequentemente como aliado de Donald Trump.

Convidado pelos apresentadores ideológicos da Fox, como Tucker Carlson ou Sean Hannity, o jornailista, tão de esquerda quanto possível, dedicou-se em várias entrevistas, antes e depois do relatório Mueller, a desmanchar a tese de uma associação clandestina entre Trump e o governo de Vladimir Putin.

alvez o principal motivo para desconfiar de que alguma coisa obscura aconteceu seja esse, e não as exageradas e surtadas acusações de políticos democratas e jornalistas antitrumpistas.

Espetacular debatedor, capaz de esmagar interlocutores com agressividade de advogado criminal e montanhas de dados, ele pulveriza as acusações de que faz parte do trio de brilhantes “vazadores” que se comportam como agentes de interesses russos. Os outros são Julian Assange e Edward Snowden.

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Petista lamenta demissão do general dos Correios: “perdemos um aliado”

Senadora usa ‘parábola’ da traição no sofá para defender Moro

Do repórter de Veja, Hugo Marques

Conhecida pelo apelido de “Moro de Saias”, a senadora Selma Arruda (PSL-MT), que era juíza antes de entrar para a política – e teve o mandato cassado pela Justiça Eleitoral por caixa dois, decisão da qual recorre –, defendeu de um modo bastante particular o ministro Sergio Moro das acusações de parcialidade na Lava-Jato

“Essa questão para mim é você pegar sua mulher te traindo no sofá e botar a culpa no sofá. Nessa tentativa de desmoralizar (a Lava-Jato), você está esquecendo que o verdadeiro criminoso é quem hackeou (o ministro)”, diz a senadora.

Selma diz que, nos tempos de juíza, também costumava debater operações antecipadamente com promotores do Ministério Público. “Naqueles diálogos, ainda que verdadeiros, não tem nada demais, o que tem é uma tentativa de desmoralizar o pessoal da Lava-Jato”.

‘Verdadeiro militar não fica muito tempo nesse meio podre’, diz general

O general da reserva Gilberto Pimentel, presidente do Clube Militar até junho do ano passado, manifestou-se de maneira enfática sobre a demissão do ministroCarlos Alberto dos Santos Cruz, também general e até ontem titular da Secretaria de Governo da Presidência. Segundo Pimentel, “é praticamente impossível para um verdadeiro militar conviver por muito tempo nesse meio torpe, podre e corrompido pela própria natureza”, referindo-se à atividade política.

O militar também alertou para o risco de contaminação das Forças Armadas. “Ao Santos Cruz, o meu abraço, e aos demais companheiros, que ainda acreditam, meus respeitos e que se cuidem para que nossa instituição não se veja comprometida nessa baixaria”, escreveu a membros de grupos de WhatsApp e em uma rede social.

Saída para o saneamento

Nas últimas décadas várias deficiências históricas do País foram superadas. Depois da abertura do mercado de telecomunicações e de energia para a iniciativa privada, o que praticamente universalizou o acesso ao telefone e à luz, pode-se viver um novo paradigma no saneamento básico com um projeto de lei recém aprovado no Senado.

 

O setor é regido atualmente por uma lei de 2007, que estabelecia metas e já permitia a participação privada. Mas não apresentava mecanismos que forçassem ou dessem condições de fato para que todos os municípios fornecessem água e esgoto encanado, além de tratamento adequado ao lixo. O ex-presidente Michel Temer editou uma medida provisória que abria o setor para enfrentar esses obstáculos, mas que caducou no início de junho, com outras MPs, em função da desarticulação do governo, incapaz de impor pautas prioritárias no Congresso.

Ao contrário do que acontece em outros casos, a proposta foi retomada em seguida pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) e transformou-se em projeto de lei aprovado no Senado três dias depois da MP perder sua validade. Segue agora para a Câmara Federal, onde seu presidente, Rodrigo Maia, já afirmou que é necessária uma resposta do mundo político ao tema. Sua aprovação é essencial, especialmente porque a situação fiscal do País impede a utilização de recursos públicos no ritmo e no montante necessários.

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Caciques ainda dominam o Senado

 

ISTOÉ

 

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), foi eleito para o cargo sob o mantra da nova política. Em seu discurso de vitória, em fevereiro, prometeu evitar o revanchismo e disse que iria priorizar as vozes das ruas em detrimento dos clássicos conchavos das elites partidárias. Obviamente que, em política, é preciso relativizar certas promessas.

 

Não que o presidente do Senado tenha sucumbido à velha política, mas velhos caciques ainda conseguem ter seu poder de influência na Casa, mostrando que Davi ainda precisará de muito trabalho para conseguir vencer os Golias que estão incrustados no parlamento e, assim, cumprir o clamor das ruas. Senadores e ex-senadores, derrotados por ele, mantêm-se poderosos no Senado, por meio de assessores que conseguiram nomear para cargos estratégicos.

Davi Alcolumbre ainda tenta mudar práticas antigas, mas precisará de muito trabalho  para vencer o poder paralelo na Casa

Talvez o maior exemplo desse poder paralelo venha justamente daquele que foi o principal adversário de Davi na disputa pela presidência do Senado: Renan Calheiros (MDB-AL). No final de março, Alcolumbre começou uma série de demissões no Senado para limpá-lo da velha política. Foram cerca de 150 exonerações que atingiram em cheio velhos caciques como o próprio Renan, o senador Jáder Barbalho (MDB-PA), o ex-presidente José Sarney (MDB-AP) e o ex-presidente do Senado, Eunício de Oliveira (MDB-CE).

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