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Mundo distante da universalização do saneamento

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Em 2015, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, um conjunto de 17 metas globais a serem cumpridas até 2030. Dentre elas, está garantir a universalização de serviços básicos de água e saneamento.

Desde lá, houve avanços. A cinco anos do fim do prazo, contudo, o objetivo provavelmente não será alcançado no tempo estipulado, deixando bilhões de pessoas com acesso precário a esse direito humano essencial.

É o que diz o relatório "Progresso no Abastecimento de Água Potável e Saneamento Domiciliar 2000–2024: foco especial em desigualdades", lançado na terça (26) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Unicef.

Em relação à água, cinco níveis são considerados na pesquisa: seguro (água potável no local, livre de contaminação fecal ou química), básico (acesso a fonte adequada em menos de 30 minutos), limitado (fonte adequada, mas com espera mais longa), não adequado (poço ou fonte sem proteção) e, por fim, água superficial (rios, lagoas e canais).

A cobertura de água potável gerida de forma segura no mundo subiu de 68% para 74% entre 2015 e 2024, mas 2,1 bilhões de pessoas —1 em cada 4— ainda não têm acesso a esse nível de serviço, incluindo 696 milhões sem o nível básico e 106 milhões que usam fontes superficiais não tratadas.

África é o continente que enfrenta as piores condições. Lá estão 28 países nos quais 1 em cada 4 pessoas não tem nem sequer acesso ao patamar básico.

Nesse quesito, o Brasil está bem posicionado. A disponibilidade de água potável gerida de forma segura aqui chegou a 99% em áreas urbanas e 98% nas rurais.

Já no saneamento, o nível seguro indica instalações não compartilhadas com outros domicílios e onde os dejetos são descartados com segurança no local ou removidos e tratados fora dele.

A cobertura mundial desse tipo de serviço aumentou de 48% para 58%. No Brasil, houve alta de 2015 a 2024 de 47% para 55%, o que inclui 44% de dejetos direcionados a estações de tratamento de esgoto. No vizinho Chile, a gestão segura atende 95% da população, com 89% de tratamento.

Após décadas de controle estatal do setor, o Brasil pouco conseguiu avançar. Mas o cenário está em mudança. A gestão por algum tipo de atuação privada cresceu 525% nos últimos seis anos, alcançando 32,7% dos municípios.

Espera-se que, com a expansão de privatizações e de parcerias público-privadas, facilitadas pelo Marco do Saneamento de 2020, o país saia dessa posição vexatória.

PALAFITAS COM ESGOTO A CEU ABERTO BELÉM

Asfixia financeira é melhor método para combater PCC

Por  Editorial / O GLOBO

 

 

Foi exemplar a operação deflagrada nesta quinta-feira por uma força-tarefa incluindo Polícia FederalReceita Federal e Ministério Público de São Paulo, com o objetivo de asfixiar financeiramente a facção criminosa paulista Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação, considerada a maior do tipo já realizada no país, visa a desmantelar redes usadas para lavar dinheiro do crime organizado. A operação mobilizou mais de 1.400 agentes em oito estados e mirou 350 alvos de busca e apreensão, alguns no centro financeiro paulistano, a Avenida Faria Lima.

 

Os detalhes revelados pelas investigações são estarrecedores. Não só pelos volumes expressivos envolvidos, mas pela forma como o crime se infiltrou em instituições dos mais diversos setores da economia. A rede criminosa usava 1.500 postos de combustíveis e controlava 40 fundos de investimentos com patrimônio de R$ 30 bilhões. Tudo o que os postos recebiam — R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024 — era destinado ao PCC. Só os impostos sonegados são estimados em R$ 8,7 bilhões. O dinheiro era lavado e chegava ao sistema financeiro por meio de fintechs. Apenas uma delas, acusada de atuar como banco paralelo do PCC, movimentou R$ 46 bilhões entre 2020 e 2024. Uma das investigadas tem ações negociadas na Bolsa de Valores B3.

 

O elo entre fintechs e crime organizado já estava na mira das autoridades. Reportagem do GLOBO publicada no mês passado mostrou que algumas foram suspensas pela Justiça, acusadas de lavagem de dinheiro para PCC e Comando Vermelho (CV), as duas maiores facções criminosas do país. Suspeita-se que R$ 28 bilhões do tráfico de drogas e de armas tenham sido movimentados nos últimos seis anos por meio dessas instituições. A participação das facções é investigada também no esquema que desviou mais de R$ 800 milhões de oito instituições financeiras que integram o sistema Pix.

 

Os tentáculos da rede criminosa desbaratada pela força-tarefa são extensos. Segundo as investigações, os fundos de investimentos controlados pelo esquema compraram um terminal portuário, quatro usinas de cana-de-açúcar (outras duas estavam em aquisição), 1.600 caminhões para transporte de combustíveis e mais de cem imóveis. A organização negociava metanol, nafta, gasolina, diesel e etanol. Os combustíveis vendidos eram adulterados.

 

Facções criminosas atuam em todo o país e no exterior. As disputas sangrentas pelo controle de rotas do tráfico e pontos de venda de drogas costumam ter impacto nos índices de violência. Mas há muito elas deixaram de agir apenas no mercado ilegal, infiltrando-se em atividades da economia formal. Além de postos de gasolina e fintechs, o PCC mantém participação em imóveis, agências de automóveis, casas de apostas, igrejas, negócios ligados ao futebol e empresas de ônibus.

 

Considerando o poder das facções e o alcance de suas atividades criminosas, a forma mais eficaz de combatê-las é pela asfixia financeira. Isso exige longas investigações, envolvendo cooperação e equipes especializadas, já que os esquemas usam artifícios para dificultar o rastreamento do dinheiro sujo. Mas não há outro caminho. A despeito de suspeitas de vazamento e disputas políticas, a operação contra o PCC mostra ser possível reduzir o poder das organizações criminosas mirando em suas finanças. Para combatê-las, o método mais eficaz é atacá-las com inteligência onde são mais vulneráveis.

 

Operação contra o PCC no centro financeiro de São Paulo

O ECA Digital é um bom avanço

Por Notas & Informações / O ESTADÃO DE SP

 

 

O Congresso aprovou o Projeto de Lei 2.628/2022, batizado de “Estatuto da Criança e do Adolescente Digital”, que aguarda a sanção do Executivo. Entre a versão que foi ao plenário da Câmara e a que saiu para a aprovação do Senado, o texto passou por transformações que merecem ser reconhecidas: afastaram-se riscos claros e imediatos à liberdade de expressão e foram refinadas medidas de proteção mais consistentes para crianças e adolescentes. No balanço geral, o resultado é positivo, mas poderia ter sido melhor, e, pelos riscos incorridos numa tramitação desnecessariamente atabalhoada, resta uma sensação de alívio por ter-se evitado um desastre.

 

A Câmara quase entregou um arcabouço que permitiria remoções indiscriminadas de conteúdo, sem ordem judicial, a partir de denúncias genéricas. Quase concedeu ao Executivo poderes para suspender redes inteiras por ato administrativo. Quase institucionalizou uma guerra de denúncias, abrindo a porta à censura privada. Esses desastres foram revertidos, felizmente, por pressão da oposição: a legitimidade de denúncia foi limitada a vítimas, responsáveis e órgãos competentes, e a suspensão de plataformas ficou restrita ao Judiciário.

 

Mas a tramitação açodada deixou lacunas e ambiguidades. Persistem conceitos vagos, como a exigência de evitar o “uso compulsivo”, que pode ser interpretado de múltiplas maneiras. Permanecem dúvidas sobre a futura “autoridade nacional” responsável por regulamentar e fiscalizar a lei: terá autonomia real, ou será capturada pelo governo de turno? Como se sabe, o diabo mora nos detalhes – mas também, às vezes, na falta deles. Um marco regulatório só se sustenta se for tecnicamente sólido e institucionalmente blindado contra arbitrariedades.

 

Além disso, é preciso reconhecer que leis, sozinhas, não resolverão o problema. A exploração infantil nas redes é real e abjeta, mas não será contida apenas por notificações de conteúdo. A inépcia das polícias, do Ministério Público e dos tribunais permanece escandalosa. O avanço regulatório sobre as plataformas não pode servir de pretexto para aliviar responsabilidades desses agentes, transferir culpas e alimentar a ilusão de que a vigilância digital substitui a investigação criminal. Proteger os menores exige corresponsabilidade: família, escola, instituições públicas e empresas precisam agir em conjunto, cada qual no âmbito de sua função.

Outro desafio é não asfixiar a arquitetura aberta da internet. A verificação etária, se imposta de forma indiscriminada, pode ameaçar a privacidade dos usuários e fortalecer monopólios, pois só grandes plataformas teriam meios para cumpri-la. O risco é concentrar ainda mais poder e reduzir a diversidade de serviços digitais. A regulamentação infralegal terá de ser precisa para não converter boas intenções em barreiras de entrada ou em coleta excessiva de dados pessoais.

 

O projeto avançou ao reforçar controles parentais, exigir configurações protetivas por padrão, restringir publicidade manipuladora e proibir práticas viciantes em jogos. Mas ainda ficou aquém na regulação da lógica algorítmica e nos incentivos econômicos que sustentam o modelo de engajamento compulsivo dos jovens, comportando riscos de ansiedade e depressão entre adolescentes.

O Parlamento entregou um marco melhor do que se temia, mas não tão bom quanto seria possível com mais cuidado e menos açodamento. Agora, o desafio se desloca para a regulamentação infralegal. Será preciso garantir clareza conceitual, transparência procedimental e mecanismos de revisão periódica. O risco de arbitrariedades e capturas políticas continua presente.

 

O Brasil tem a chance de implementar uma regulação que concilie a proteção integral da infância com o respeito às liberdades. Para tanto, precisará resistir às tentações do sentimentalismo e do voluntarismo, e assumir que nenhum texto legal substituirá a “aldeia inteira” necessária para educar e proteger crianças. Uma lei robusta é um começo. Mas sua aplicação exigirá vigilância, prudência e a coragem de corrigir rumos quando for preciso.

Efeito virtuoso da operação contra as facções criminosas: empurrar adiante o pacote da segurança

Por Eliane Cantanhêde / O ESTADÃO DE SP

 

 

Além de ser a maior e mais impactante operação contra o crime organizado no Brasil, a ação conjunta da Polícia Federal, de PMs estaduais, da Receita Federal e das Receitas estaduais tem um efeito colateral virtuoso: joga luzes sobre a necessidade e a urgência do Pacote da Segurança Pública que o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, tenta a duras penas aprovar. Um projeto imprescindível para unir forças — aliás, as forças de segurança — contra uma praga que não é apenas nacional, mas transnacional.

 

A espinha dorsal da proposta é óbvia, mas mexe com ciúmes, disputas de poder, espaço e recursos: conceder deveres, direitos e meios ao governo federal, de esquerda, direita ou centro, contra facções criminosas que estão disseminadas por todas as regiões e Estados, infiltradas nos poderes e nas instituições.

 

Em tese, todo mundo concorda com a atualização da Constituição e das leis para adequar a resposta do Estado Brasileiro a essa nova realidade, em que fações não atuam mais em favelas do Rio, São Paulo, Recife, Salvador… Estão por toda parte, dominando o sistema penitenciário, recrutando mercenários, corrompendo funcionários e políticos e lavando dinheiro à luz do dia em poderosos setores privados.

Apesar de todo mundo saber, e de a sociedade sofrer com essa audácia sem fim, governadores de oposição preferem manter tudo como está. Quando o caldo entorna, e entorna toda hora, voam para bater de porta em porta e pedir socorro federal — legalmente limitado, porque segurança pública é atribuição dos… Estados. Logo, é preciso modernizar as leis, não para a União invadir a competência dos Estados, mas para todos trabalharem juntos.

 

Assim, a operação de ontem, que desbaratou quadrilhas inteiras, escancarou lucros de bilhões de reais e desembocou na intocável Avenida Faria Lima, foi uma aula sobre o avanço incontrolável do crime organizado para nós, os leigos, e uma lição de trabalho conjunto e eficiência das forças responsáveis pela Segurança.

O Pacote, desenhado e discutido no Ministério da Justiça desde a gestão Flávio Dino, encontra em Lewandowski um guerreiro incansável. Enfrentou a resistência de governadores, da Casa Civil, de setores da mídia e, por fim, da maldita polarização imobilizante no Congresso.

 

Que a operação desta quinta-feira, 28/8, atraia bom senso e racionalidade da República e da Federação, e que o interesse público prevaleça sobre mesquinharias ideológicas, políticas e pontuais. Adendo: se há um órgão que vem atuando com excelência é a PF, que não deveria se apequenar em disputas com o MP na Lei Antimáfia. A união (ou União) faz a força.

Foto do autor
Opinião por Eliane Cantanhêde

Comentarista da Rádio Eldorado e Rádio Jornal (PE)

A pegadinha da deflação

Por Notas & Informações / O ESTADÃO DE SP

 

A deflação de 0,14% em agosto no IPCA-15, prévia da inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em nada muda o cenário inflacionário do País. Primeiro porque não foi uma queda real de preços o que levou ao saldo negativo, mas o efeito pontual do chamado “bônus de Itaipu”, que aliviou as contas de luz de usuários de baixo consumo. Sem o bônus, que valeu apenas para agosto, o resultado do mês teria sido de avanço na inflação.

 

O efeito foi menor que o esperado por analistas do mercado financeiro que, já contando com o impacto extraordinário da energia elétrica, haviam traçado uma queda mediana de 0,21% no IPCA-15 de agosto, de acordo com levantamento do Projeções Broadcast. Além de não resultar de um movimento estruturado, a deflação não veio com a intensidade esperada porque os preços de serviços voltaram a subir forte.

 

Sendo assim, comemorar o índice porque se trata da primeira deflação desde julho de 2023 é cair numa pegadinha. Que o PT faça isso nas redes sociais, celebrando a deflação como um resultado que “reforça compromisso do governo Lula em garantir comida barata e de qualidade às famílias”, é compreensível. Mas que o resto do País não se iluda: tudo continua como antes e, para desalento geral, a taxa no acumulado em 12 meses, de 4,95%, segue muito acima da meta de 3%. Isso mostra por que o Banco Central mantém os juros básicos da economia em nível tão alto, ora em 15% ao ano.

 

A boa notícia é que, além da energia elétrica, foram verificadas desacelerações em grupos de preços importantes, como alimentos e bebidas e também em transportes, mas ainda de forma lenta e irregular, já que, com incentivo frequente do governo, a economia continua a rodar acima de sua capacidade, com efeitos prejudiciais no consumo e nos preços.

A redução nos preços da energia elétrica – um dos cinco itens com maior peso na ponderação do IPCA – poderia ocorrer de forma relevante e prolongada, se houvesse uma limpeza dos penduricalhos que encarecem as tarifas para a concessão dos mais diversos incentivos públicos à custa dos consumidores. Seria um duplo acerto do governo, já que contribuiria para frear a inflação e cumpriria a promessa recorrente de baratear as contas de luz.

 

Em vez disso, o bônus de R$ 936,8 milhões que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou distribuir em agosto pelo resultado positivo da Usina de Itaipu em 2024 (R$ 883,1 milhões pelo saldo efetivo da conta e R$ 53,7 milhões pelos rendimentos de sua aplicação financeira) tem efeito espetaculoso, mas não passa de paliativo para um mês do ano – além de ficar restrito às contas de luz de usuários que consumiram até 350 quilowatts-hora (kWh) em ao menos um mês de 2024. Trata-se de um alívio transitório na conta.

 

Para reduzir a inflação de fato e finalmente cumprir a meta estabelecida pelo próprio governo, não basta contar com situações excepcionais. É preciso mexer estruturalmente nos gastos públicos que aquecem um mercado incapaz de atender à demanda, como ensina qualquer manual de economia.

IBGE consolida Fortaleza como 4ª maior capital do Brasil

Escrito por
Nícolas Paulino

 / diarionordeste

 

O Ceará tem uma população estimada em 9,2 milhões de pessoas, segundo as Estimativas da População, divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (28). O órgão também consolida Fortaleza como a quarta maior capital e cidade do Brasil. 

A pesquisa apresenta o contingente populacional e a taxa de crescimento de todos os municípios do país para 2025. A data de referência para o cálculo foi o dia 1º de julho deste ano.

Ao todo, foram estimados 9.268.836 habitantes no Ceará, número superior aos 8.794.957 contabilizados no Censo Demográfico de 2022. Ou seja, uma diferença de 473.879 pessoas. 

Em Fortaleza, foram 2.578.483, quase 150 mil a mais do que os 2.428.678 aferidos no último Censo. A capital cearense fica atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, e mantém-se levemente à frente de Salvador (que tem 14 mil moradores a menos).

Por que os dados são diferentes?

Enquanto o Censo faz uma abordagem porta a porta, as populações dos municípios são estimadas por um método matemático. 

As estimativas municipais de população também levam em consideração alterações de limites territoriais que tenham ocorrido entre os municípios após 2022.

Uma vez estimadas as populações municipais, o total da população de cada Unidade da Federação é obtido pela soma da população dos municípios que a compõem.

10 maiores Estados do Brasil

  1. São Paulo - 46.081.801
  2. Minas Gerais - 21.393.441
  3. Rio de Janeiro - 17.223.547
  4. Bahia - 14.870.907
  5. Paraná - 11.890.517
  6. Rio Grande do Sul - 11.233.263
  7. Pernambuco - 9.562.007
  8. Ceará - 9.268.836
  9. Pará - 8.711.196
  10. Santa Catarina - 8.187.029

10 maiores cidades do Brasil

  1. São Paulo - 11.904.961
  2. Rio de Janeiro - 6.730.729
  3. Brasília - 2.996.899
  4. Fortaleza - 2.578.483
  5. Salvador - 2.564.204
  6. Belo Horizonte - 2.415.872
  7. Manaus - 2.303.732
  8. Curitiba - 1.830.795
  9. Recife - 1.588.376
  10. Goiânia - 1.503.256

Maiores cidades do Ceará

Segundo o estudo do IBGE, o Ceará tem 9 municípios com mais de 100 mil pessoas, dos quais a capital é o mais populoso. Ao todo, 4,2 milhões de habitantes estão nestas cidades, representando 45,5% do total do Estado. 

habitantes estão nestas cidades, representando 45,5% do total do Estado. habitantes estão nestas cidades, representando 45,5% do total do Estado. 

Diferença entre Censos e Estimativas

Questionado pelo Diário do Nordeste sobre as discrepâncias entre a contagem do Censo e as novas projeções, o IBGE esclareceu que:

Os Censos tem como objetivos:

  • Enumeração da população através da coleta de questionários 
  • Fornecem um retrato amplo da sociedade 
  • Retratam a realidade socioeconômica 
  • Fornecem a população com grande detalhamento 
  • Níveis geográficos pequenos 
  • Características da população 
  • Principal insumo para as projeções e estimativas 
  • Periodicidade decenal (a cada 10 anos)

Por sua vez, as Projeções e estimativas populacionais:

  • Utilizam dados do Censo Demográfico 
  • Fornecem projeções futuras 
  • Cobrem períodos intercensitários 
  • Subsidiam o planejamento de políticas públicas 
  • Auxiliam no planejamento do Censo e do monitoramento da coleta

Fortaleza a primeira mais populosa do nordeste

 

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