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Vamos superar pauta econômica antes de discutir a de costumes, diz Maia

Marina DiasAngela Boldrini
BRASÍLIA

Eleito pela terceira vez presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) afirmou à Folha que é possível votar a reforma da Previdência até julho se o Congresso deixar a agenda de costumes em segundo plano.

Durante café da manhã na residência oficial, neste domingo (3), o deputado avaliou que um debate acalorado sobre temas como o Escola sem Partido —apoiado pelo governo Jair Bolsonaro— cria “um ambiente de guerra no plenário” que pode prejudicar a votação de reformas.

O presidente da Câmara relativizou sua má relação com o ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil), articulador do Planalto que trabalhou contra sua reeleição, e disse que seu partido, o DEM, deve observar o cenário político pulverizado para não “fracassar” no comando das duas Casas.

Para ganhar o comando da Câmara —com 334 dos 513 votos— Maia contou com uma ajuda extra à costura política: pediu que o alfaiate colocasse uma medalhinha de Nossa Senhora no forro do terno que usou na sessão de sexta (1º).

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Senado cedeu ao clamor popular 02

José Nêumanne

02 Fevereiro 2019 | 21h05

 

Alcolumbre encarnou o anti-Renan e, com a desistência do alagoano, teve votos necessários no primeiro turno. Foto: Dida Sampaio/Estadão

 

Eleição de Davi Alcolumbre, do DEM, para presidente do Senado, sepultou as pretensões do alagoano Renan Calheiros de voltar ao posto pela quinta vez. Além deste perderam feio o presidente do STF, Dias Toffoli, que mandou José Maranhão dirigir uma votação secreta, a senadora Katia Abreu, que furtou a pasta com documentos de votação de 50 a 2 em favor da eleição aberta e deveria ter sido presa por punga por um delegado de bairro e o veterano emedebista paraibano, que meteu os pés pelas mãos na direção da sessão em que, felizmente, Senado cedeu ao clamor popular. Direto ao assunto. Inté. Só a verdade nos salvará.

O homem certo, na hora certa - NOBLAT

O senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) (Pedro França/Agência Senado)

Davi ou David com “d” no fim? De sobrenome Alumbre, Alcolumbre ou algo parecido? Quem dava bola para David Samuel Alcolumbre Tobelem, que mais tarde se passaria a chamar apenas Davi Alcolumbre, um senador do baixo clero eleito pelo DEM do Amapá em 2014, e que no ano passado disputou e perdeu o governo do seu Estado?

O Amapá está em 25º lugar na lista das 27 unidades da federação quando se leva em conta a participação relativa no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. É o 26º em número de habitantes. Entre seus colegas do Senado, Alcolumbre era avaliado apenas como um sujeito simpático, muito falante, cujo suplente, o irmão, é igualmente simpático e falante.

Comerciante de profissão, com curso superior incompleto de ciências econômicas, antes de debutar no Senado se elegera vereador em Macapá e duas vezes deputado federal. Passou pela Câmara sem chamar atenção. Até que como senador, empregou no seu gabinete a assessora parlamentar Denise Veberling, senhora Onyx Lorenzoni desde o final do ano passado.

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Ocaso dos caciques

O senador Renan Calheiros durante sessão preparatória destinada à eleição do presidente do Senado Federal para 56ª Legislatura - 01/02/2019 À bancada, senador Renan Calheiros (MDB-AL). Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado (Marcos Oliveira/Ag. Senado)

O que será do Senado sob a gerência de Davi Alcolumbre só o tempo e as circunstâncias poderão dizer. Fato consumado, contudo, é que não só a derrota em si, mas a maneira pela qual Renan Calheiros foi limado do processo sucessório da Casa representa o fim de uma dinastia de caciques que já havia sido em larga escala dizimada pelas urnas.

Ainda que um ou outro siga com mandato a mudança de ares teve o condão de lhes cortar as asas e as cordas vocais. Quem acredita que Calheiros terá garantido espaço de destaque como um grande líder de oposição ao atual governo, se esquece do derretimento de gente como Jader Barbalho que já deu as cartas na República, presidiu o Senado, voltou depois de ter sido obrigado a renunciar e de cumprir um mandato como deputado federal, mas nunca mais teve a mesma influência, hoje é mais um entre os 81 senadores e nada mais.

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Eleição de Davi Alcolumbre no Senado alça o DEM ao topo do Congresso Nacional

SENADO NA ELEIÇÃO

 

Com apenas 29 deputados federais e seis senadores, o DEM é o partido dos dois nomes que comandarão o Congresso Nacional na gestão do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Enquanto na Câmara dos Deputados o Palácio do Planalto abraçou a candidatura já fortalecida de Rodrigo Maia, no Senado o nome de Davi Alcolumbre, um jovem parlamentar do baixo clero, ganhou força após aproximação com o governo, apoiado pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

A aposta do governo é que o DEM - ex-PFL e braço direito dos governos de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) - lidere no Congresso as articulações para a aprovação da reforma da Previdência, além de coordenar a tramitação de medidas polêmicas tratadas na campanha eleitoral, que envolvem assuntos relacionados à segurança e educação.

Logo após vencer a eleição que durou dois dias, com 42 votos, Alcolumbre se adiantou, ontem, e defendeu um Senado democrático e sem revanchismo.

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Presidente do Senado diz que desejos das ruas terão protagonismo

davi alcolumbre 1

 

 

O presidente Jair Bolsonaro cumprimentou hoje (2) o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) por sua eleição para a Presidência do Senado. Em sua conta no Twitter, Bolsonaro disse que Alcolumbre tem o desafio de transformar os sentimentos de mudança da população em ações.

 

“Senador Davi, meus cumprimentos pela indicação de seus pares ao comando do Senado. O senhor tem como desafio transformar em ações o sentimento de mudanças que a população expressou nas últimas eleições. O governo está pronto para também cumprir a sua missão. O Brasil tem pressa!”, disse Bolsonaro.

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Governo atuou por Alcolumbre e modificou cenário para Renan, diz Maranhão

O senador José Maranhão (MDB-PB) atribuiu à atuação do governo junto aos senadores a vitória de Davi Alcolumbre (DEM-AP) para a presidência do Senado neste sábado, dia 2. Para o senador, que foi o responsável por conduzir, como presidente da sessão, todo o trabalho eleitoral, alguns partidos também querem aderir ao governo, mas, de acordo com ele, “não querem chegar de mãos vazias”.

 

“Acho que há duas semanas a candidatura de Renan Calheiros estava muito mais forte. Mas quando o governo resolveu entrar diretamente contra, modificou. O governo concentrou todo um esforço em favor de Davi”, disse.

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Davi Alcolumbre é eleito presidente do Senado 2

davi alcolumbre 1

 

 

 

Com 42 votos, o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) foi eleito hoje (2) em primeiro turno presidente do Senado. O principal opositor de Alcolumbre, o senador Renan Calheiros (MDB-AL), retirou a candidatura na tarde de hoje.

 

Renan Calheiros teve 5 votos. Espiridião Amin (PP-SC) ficou com 13 votos, Ângelo Coronel (PSD-BA) teve 8 votos, Reguffe recebeu (sem partido-DF) 6 votos e Fernando Collor (Pros-AL) ficou com 3 votos

Senador de primeiro mandato, Alcolumbre teve uma atuação discreta nos primeiros quatro anos de mandato no Senado. Na disputa pelo comando da Casa, revelou-se um hábil articulador, congregando os adversários de Renan Calheiros e os aliados do governo federal.

O novo presidente contou com o apoio do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, também filiado ao DEM.

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Davi Alcolumbre é eleito presidente do Senado

davi alcolumbre senado

 

O senador Davi Alcolumbre, do DEM do Amapá, foi eleito em primeiro turno neste sábado o novo presidente do Senado Federal. Apoiado por opositores de Renan Calheiros (MDB-AL) e por parte da base do governo Jair Bolsonaro, o parlamentar derrotou o cacique, que desistiu de última hora e terminou o pleito com apenas 5 votos. Renan acusou o processo de não ser “democrático” e de ter virado um “constrangimento”. Alcolumbre vai cumprir um mandato de dois anos no comando da Casa.

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Girão e Tasso exibiram voto em Davi Alcolumbre no Senado

GIRÃO E TASSO NO VOTO

 

Ignorando decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de que a votaçãodeveria ser secreta, os senadores cearenses Luis Eduardro Girão (PROS) e Tasso Jereissati (PSDB) declararam publicamente o voto no senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), eleito por 42 dos 81 senadores, na tarde deste sábado (2). O senador Cid Gomes (PDT) foi o único da bancada cearense a não divulgar o voto.

 

Mais cedo, Luis Eduardo Girão lançou um movimento nas redes sociais chamado #MOSTRAOVOTO, incentivando os demais colegas do Senado a também revelarem o voto para presidente do Senado. 

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