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Cláudio Pinho ressalta necessidade de fortalecer o combate ao crime organizado no Brasil

Por Gleydson Silva / ALECE

 

Deputado Cláudio Pinho (PDT) - Foto: Paulo Rocha

 

O deputado Cláudio Pinho (PDT) ressaltou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), nesta quarta-feira (29/10), a necessidade de Estado e União fortalecerem o combate ao crime organizado no Brasil. Para ele, a violência que assola o Rio de Janeiro é a realidade do Brasil, não muito diferente da insegurança no Ceará. 

O parlamentar comentou a operação da Polícia do Rio de Janeiro, que deixou mais de 60 mortos, até ontem, oficialmente. Na avaliação do deputado, “não teremos paz sem esse confronto”, afinal, os policiais foram atacados, até com bombas lançadas de drones. “Será que isso já não é terrorismo, uma guerra?”, questionou. 

De acordo com Cláudio Pinho, o Ceará não vive uma realidade muito diferente, quando o assunto é segurança pública. “O Ceará teve o maior número de assassinatos e suicídios dos profissionais de segurança pública do Nordeste; mais de 3,1 mil homicídios em 2024. Agora querem colocar a culpa dessa violência no Rio de Janeiro no governador de lá, mas aqui no Ceará está igual ou pior. O Ceará ‘três vezes mais forte’ foi a maior mentira que venderam para os cearenses”, pontuou. 

O deputado ressaltou ainda que a segurança pública é dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, com envolvimentos de diversos órgãos e instituições. “Apesar disso, a sensação de insegurança no nosso país está no limite e ninguém aguenta mais”, disse. 

O deputado Sargento Reginauro (União), em aparte, rebateu críticas da esquerda à operação no Rio de Janeiro, querendo classificá-la como “sem planejamento e equivocada”. Segundo ele, o cenário é de guerra e, infelizmente, pode haver pessoas inocentes mortas. “Mas só um dos criminosos abatidos ontem responde por cem homicídios. Alguém vai fazer discurso contra os crimes nas comunidades? Não faz. Todos os dias morrem inocentes nas mãos dos criminosos, mas se morrer bandido, logo os defensores dos direitos humanos se apressam em sair na defesa e tentar condenar a polícia”, observou.  

Edição: Lusiana Freire

David Vasconcelos elogia megaoperação contra o tráfico no RJ e compara à situação no Ceará

Por Amanda Andrade* / ALECE

 

Deputado David Vasconcelos (PL) - Foto: Paulo Rocha

 

Durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), nesta quarta-feira (29/10), o deputado David Vasconcelos (PL) elogiou a megaoperação realizada ontem pelo Governo do Rio de Janeiro contra o crime organizado. O parlamentar defendeu o enfrentamento às facções criminosas e fez um alerta sobre a necessidade de fortalecer as políticas de segurança pública no Ceará.

 

David Vasconcelos relatou uma experiência pessoal durante viagem ao Rio de Janeiro, onde presenciou o domínio do tráfico em comunidades e o uso de armamento pesado por adolescentes. “Vi meninos de 12, 13 anos com fuzis nas mãos. Isso é o retrato da ausência do Estado. Precisamos entender o que está acontecendo e parar de defender criminosos”, afirmou. 

 

A operação no Rio de Janeiro, iniciada na terça-feira (28/10), mobilizou cerca de 2,5 mil agentes nos complexos do Alemão e da Penha, resultando em mais de 60 mortes até ontem, entre elas quatro policiais.

 

Em paralelo, o deputado criticou as condições enfrentadas pelos agentes de segurança pública cearense, ressaltando a carência de viaturas e de estrutura para o trabalho policial. Ele comparou o cenário do Ceará com o do Rio de Janeiro e questionou a efetividade das medidas de enfrentamento à criminalidade. “O estado do Ceará está caminhando para ter esse mesmo cenário de guerra que acontece no Rio de Janeiro”, criticou o deputado. 

 

Em aparte, o deputado Sargento Reginauro (União) elogiou a postura do governador fluminense, Cláudio Castro, ao comandar as ações de enfrentamento ao tráfico de drogas. “É uma vergonha querer condenar o governador. Ele está tendo coragem de enfrentar o crime organizado. O povo brasileiro está aplaudindo sua postura. Precisamos de mais governantes com essa determinação”, declarou.

 

*Estagiária, sob supervisão da orientadora Lusiana Freire

Edição: Lusiana Freire

Dra. Silvana elogia ação no Rio de Janeiro e cobra medidas contra avanço das facções

Por Narla Lopes / ALECE

 

- Foto: Paulo Rocha

 

A deputada Dra. Silvana (PL) afirmou, no primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), desta quarta-feira (29/10), que a atual ofensiva do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), representa “coragem” para enfrentar um problema que ela classificou como “um câncer que metastizou para todo o País”. 

Durante o pronunciamento, Dra. Silvana lamentou a morte dos policiais. “Servindo a população do Rio de Janeiro, foram sacrificados pelo crime organizado. Suas famílias estão chorando, os policiais estão chorando, o Rio de Janeiro está chorando”, pontuou. 

A parlamentar citou dados e números para sustentar o argumento de que a violência cresce de forma assustadora. Segundo ela, houve aumento de homicídios dolosos no Rio. Na contagem citada pela deputada, são 2.215 mortes em 2025 e um salto de 23% em relação a períodos anteriores. Dra. Silvana também trouxe números do Ceará: “Em 2024, foram registrados 3.178 homicídios dolosos. No primeiro trimestre de 2025, o Estado registrou 729”, assinalou. 

A parlamentar criticou ainda a PEC do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) apresentada pelo Governo Federal, afirmando incredulidade diante de declarações do presidente Lula. “Traficante é vítima do usuário? Onde é que tem isso?”, perguntou. Dra. Silvana disse que não pode silenciar diante das mortes, lembrando que entre as vítimas há filhos e filhas de cidadãos que apenas querem viver com segurança e dignidade. 

Dra. Silvana defendeu ainda uma postura repressiva e a busca por resultados imediatos contra as facções, ressaltando, contudo, que não comemora mortes.

Em apartes, Sargento Reginaldo (União) criticou o autor da PEC do Sistema Único de Segurança, afirmando que entidades das forças policiais rejeitam a proposta. Queiroz Filho (PDT) apontou o aumento de homicídios no Ceará, denunciou expulsões de moradores por facções e cobrou ações mais firmes do governo estadual. 

Já David Vasconcelos (PL) demonstrou preocupação com a possibilidade de a PEC concentrar a responsabilidade da segurança pública no presidente da República. Júlio César Filho (PT) declarou apoio às operações policiais em comunidades, mas defendeu planejamento adequado, auxílio federal e o aprimoramento da PEC.

Edição: Vandecy Dourado

Câmara aprova gratuidade de bagagem despachada até 23 kg e de mão até 12 kg e veta taxa de assento

Por Pepita Ortega (Broadcast) / O ESTADÃO DE SP

 

BRASÍLIA - O plenário da Câmara aprovou nesta terça-feira, 28, o projeto de lei que prevê a gratuidade para o transporte de bagagens de mão de até 12 quilos em voos domésticos. Em meio à votação do texto na Casa, os parlamentares aprovaram uma série de emendas que turbinaram o texto, que agora também prevê a gratuidade para despacho de bagagens de até 23 quilos em voos internacionais e nacionais; a proibição do cancelamento de voo de retorno quando o consumidor não embarca no voo de ida; e a vedação de cobrança adicional pela marcação de assento padrão nos trajetos.

 

Ao fim da votação, o ponto que motivou a discussão do tema na Câmara - a cobrança pelas bagagens de mão em voos internacionais - foi o principal ponto a ficar de fora do projeto. As demais alterações aprovadas pelos deputados valem tanto para voos domésticos como para rotas para outros países.

 

A redação final ficou à cargo do relator Neto Carletto (Avante-BA) e foi aprovada em votação simbólica, com voto contrário do partido novo. O texto agora vai ao Senado. Após o encerramento da votação, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), indicou que a aprovação é um “recado claro” de que a Casa “não permitirá abusos a consumidores brasileiros”.

 

Motta citou “oligopólio” das aéreas e indicou que a Câmara deixou claro que “não concorda” não só com a cobrança das bagagens de mão, mas também com o veto do ex-presidente Jair Bolsonaro à gratuidade do despacho de bagagens de até 23 quilos - o qual está há anos sem ser analisado em sessão do Congresso Nacional.

 

O deputado também citou os “recados” sobre a cobrança das bagagens despachadas, sobre o cancelamento de passagens de volta em caso de não embarque na ida e também sobre os assentos. “É um recado de que não compactuaremos com aumento de custos numa realidade em que o brasileiro não aguenta pagar tão caro pelas passagens”, afirmou, destacando ainda esperar agilidade na análise da proposta, pelo Senado.

Durante a discussão em plenário, os parlamentares aprovaram primeiro, em votação simbólica, o substitutivo apresentado pelo deputado pelo relator, Neto Carletto (Avante-BA). O texto prevê que o passageiro pode, “ressalvada restrição de segurança ou de capacidade”, acomodar no bagageiro da cabine uma bagagem de mão de doze quilos - mas somente em voos domésticos.

Como mostrou o Estadão, a proposta representa um recuo em relação ao texto que foi apresentado pelo deputado Da Vitória (PP-ES), na esteira do anúncio, por aéreas sobre a cobrança pelo transporte de malas de mão em rotas internacionais. O texto inicialmente tratava da gratuidade tanto em voos nacionais - que, segundo Carletto, respondem por praticamente 80% do número de passageiros da aviação brasileira - como para outros países.

 

Segundo Carletto, a extensão da gratuidade do transporte de malas de mão ao mercado internacional “poderia suscitar questionamentos quanto ao cumprimento de acordos bilaterais e a redução da oferta de voos de empresas de baixo custo que hoje atuam em rotas relevantes na América do Sul, a partir do Brasil”.

 

O parlamentar chegou a propor, em uma das versões de seu relatório, a retomada da gratuidade do despacho de bagagens de até 23 quilos em voos domésticos. Carletto chegou a sustentar que restabelecer tal gratuidade é “medida de justiça e equilíbrio nas relações de consumo, sem comprometer a sustentabilidade econômica das companhias, já que os custos podem ser absorvidos no valor global das passagens”.

 

No entanto, no parecer final, a previsão foi retirada. Nessa mesma versão do documento, o deputado ainda incluiu dispositivos sobre acessibilidade e previsão de que as aéreas possam deixar de transportar, por até um ano, “passageiro que tenha praticado ato de indisciplina considerado gravíssimo”.

 

Após a votação do texto de Carletto, os deputados começaram a analisar, em forma de destaques - votação separada de trechos específicos do projeto -, uma série de emendas que visavam incluir mudanças no projeto. Nessa levada, foram aprovadas três alterações, que valem tanto para voos nacionais como internacionais:

 

  • Vedação ao cancelamento, pelas companhias aéreas, do voo de retorno quando o consumidor não embarca no voo de ida; A gratuidade do despacho de uma bagagem de até 23 quilos em voos domésticos ou internacionais operados em território nacional; Proibição de cobrança adicional pela marcação de assento padrão pelo passageiro;

Câmara aprova projeto para garantir mamografia anual no SUS a partir dos 40 anos

Carolina Linhares / FOLHA DE SP

 

 

Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (28) um projeto que assegura às mulheres a partir de 40 anos o direito ao exame anual de mamografia para rastreamento do câncer de mama.

A proposta já passou pelo Senado, mas retorna para a análise dos senadores por ter sido alterada na Câmara. 

O texto acrescenta na lei que trata de ações de saúde para prevenção e tratamento dos cânceres de colo, de mama e colorretal um dispositivo que, em relação ao câncer de mama, estabelece que "o exame de mamografia [...] será garantido a todas as mulheres a partir dos 40 anos de idade, conforme diretrizes do Ministério da Saúde, que poderão estender o procedimento a outras faixas etárias".

A aprovação faz parte de um pacote de projetos relacionados à saúde da mulher que foram analisados no plenário da Casa nesta terça, em consonância com a campanha nacional Outubro Rosa, de prevenção do câncer de mama.

A sessão plenária foi presidida pela deputada Jack Rocha (PT-ES), coordenadora da bancada feminina da Câmara.

Na segunda-feira (27), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a apreciação de "projetos da pauta feminina principalmente voltada à saúde da mulher" se dava por causa do Outubro Rosa. "É uma maneira de fortalecer cada vez mais as políticas de prevenção ao câncer de mama e tantas outras pautas importantes para as mulheres brasileiras", completou.

Entre as propostas aprovadas nesta terça, também há um projeto que determina que o SUS (Sistema Único de Saúde) tomará medidas para aumentar as unidades que realizam mamografias e exames de triagem. A distribuição de equipamentos de mamografia entre municípios e estados deve considerar a quantidade de habitantes.

"A aprovação desse projeto será uma grande resposta desta Casa, no âmbito da saúde pública, porque nós iremos facilitar o diagnóstico de dois cânceres —os dois cânceres que mais matam mulheres no Brasil. E, associado ao projeto de lei que torna obrigatória a mamografia a partir dos 40 anos de idade, nós falaremos, sim, sobre políticas públicas, no âmbito da saúde, de proteção à mulher brasileira", disse a deputada Carla Dickson (União Brasil-RN).

Outras três medidas aprovadas tratam da criação de um programa para reduzir a mortalidade materna, da realização de exames para detectar mutação genética em mulheres com histórico familiar de câncer de mama e do direito a dois dias de licença para mulheres que comprovarem sintomas graves associados ao fluxo menstrual.

O poderoso Alcolumbre

Por Notas & Informações / O ESTADÃO DE SP

 

 

Quem manda não precisa dizer que manda, e se há alguém que compreendeu o significado do poder é o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Faz anos que nada de realmente importante acontece em Brasília sem que ele seja consultado – um feito e tanto, considerando que o parlamentar vem de um Estado que não se destaca nem pelo vigor de sua economia nem pelo tamanho de sua população. Sua especialidade é tirar o governo das cordas nas horas em que ele mais precisa e cobrar caro por essa ajuda.

Há alguns dias, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva estava prestes a passar pela humilhação de assistir à derrubada de praticamente todos os 63 vetos que impôs à Lei Geral do Licenciamento Ambiental às vésperas da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP-30), em Belém.

Quem impediu – ou melhor, adiou – o vexame foi Alcolumbre. Para isso, o senador não precisou procurar os pares para convencê-los da importância de manter os vetos neste momento, mesmo porque é favorável à flexibilização da legislação ambiental. Bastou cancelar a sessão conjunta do Congresso que ele mesmo havia marcado.

 

A recompensa veio na semana seguinte, quando o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), depois de anos, finalmente concedeu a licença de operação à Petrobras para perfurar um poço exploratório na Bacia da Foz do Amazonas. Trata-se do pontapé inicial para a exploração de petróleo na Margem Equatorial, uma das prioridades do senador.

 

Embora prefira a discrição aos holofotes, os últimos dias têm colocado a atuação de Alcolumbre em evidência. Ignorando solenemente a pressão para que indique uma mulher à vaga que se abrirá no Supremo Tribunal Federal (STF) com a saída de Luís Roberto Barroso, Lula pretendia formalizar, antes de viajar à Ásia, a indicação do ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias. O presidente, que faz ouvidos moucos aos apelos de sua base eleitoral, escuta com atenção e deferência as palavras de Alcolumbre. O senador, que não esconde a preferência pelo nome de seu colega e antecessor, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), avisou que não trabalharia contra Messias, mas que lavaria as mãos caso seu nome chegasse ao Senado.

 

Lula, que não é bobo, decidiu aguardar mais uns dias até que seja possível chegar a um acordo que satisfaça Alcolumbre. Messias, ao final, deve ser indicado de qualquer forma, mas o petista sabe que a diferença entre uma vitória e uma derrota política, muitas vezes, depende mais de timing do que do mérito da discussão.

 

O presidente deve muito a Alcolumbre. O fracasso da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é obra do senador. Foi ele quem providencialmente segurou a instalação da CPMI por três meses, dando tempo para que o Executivo ressarcisse os aposentados pelos descontos ilegais em seus benefícios antes que a comissão iniciasse seus trabalhos, esvaziando seu objeto.

 

Foi Alcolumbre, também, quem enterrou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Blindagem após protestos que reuniram milhares de pessoas nas ruas. É Alcolumbre quem impede o avanço de projetos para anistiar o ex-presidente Jair Bolsonaro, reduzir penas de condenados pelo 8 de Janeiro e afastar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Isso nem de longe significa que o senador seja simpatizante do PT. Alcolumbre mantinha excelentes relações com Bolsonaro quando este era presidente. Sem o senador, o governo do ex-presidente não teria conseguido aprovar os projetos de seu interesse às vésperas da eleição.

 

Foi esse pacto entre Bolsonaro e Alcolumbre que permitiu às emendas parlamentares chegarem a R$ 50 bilhões, um patamar que nem o governo Lula nem o STF conseguiram reduzir – que o digam os municípios amapaenses, alguns dos maiores beneficiários dessas transferências.

 

É assim que Alcolumbre mostra como e por que é ele quem realmente manda no Brasil. Enquanto isso, a esquerda depende de Lula para sobreviver e a direita se digladia para escolher o sucessor de Bolsonaro nas urnas.

A Hugo Motta só resta o oportunismo

Por Notas & Informações / O ESTADÃO DE SP

 

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), é um deputado aquém do alto cargo que ocupa na República. Sem liderança sobre os pares e a reboque de forças políticas que o excedem em habilidade e influência, o sr. Motta parece querer compensar o amadorismo com gestos claramente oportunistas. O mais recente deles foi a aprovação do regime de urgência, previamente anunciado em suas redes sociais, para um projeto de lei que proíbe as companhias aéreas de cobrarem pelo transporte de bagagens de mão em voos nacionais e internacionais, iniciativa demagógica e, ademais, desprovida de urgência real.

 

Para começar, a Câmara e Motta, em particular, afrontam o princípio constitucional da liberdade econômica. Se as companhias aéreas quiserem oferecer tarifas diferenciadas para seus clientes, com ou sem bagagem de mão incluída, é a livre concorrência que há de definir o que sobrevive no mercado, não a demagogia de um deputado em busca de uma agenda supostamente positiva. O presidente da Câmara, como é notório, está à procura de uma pauta que não apenas reverta a crise de imagem que se abateu sobre a Casa, como sublime as humilhações a que Motta, pessoalmente, tem sido submetido.

 

Não se trata apenas de populismo econômico. A pressa de Motta em anunciar mais uma iniciativa “popular” é sintoma de um problema mais amplo: sua debilidade política. Por mais boa vontade que tenha, nenhum observador sério da vida política nacional pode enxergar nele um presidente à altura da Câmara, sobretudo nestes tempos desafiadores. Motta é uma peça acessória num tabuleiro dominado por figuras muito mais experientes e poderosas, como o deputado Arthur Lira (PP-AL) e o senador Ciro Nogueira (PP-PI), para citar apenas os dois fiadores de sua presidência.

 

Motta sentou-se na cadeira de Ulysses Guimarães como resultado de um arranjo entre forças do governo e da oposição movidas por interesses distintos que ele claramente não consegue mediar. Desde então, tem se comportado como um títere, sem autoridade para arbitrar conflitos nem tampouco para impor ordem aos trabalhos legislativos, como ficou evidente no lamentável episódio em que deputados bolsonaristas sequestraram a Mesa Diretora para impor a votação do projeto de anistia “ampla, geral e irrestrita” aos golpistas – o ex-presidente Jair Bolsonaro à frente.

 

Para piorar, quando finalmente retomou a cadeira, Motta nada fez para punir exemplarmente os deputados insurgentes, talvez porque não pudesse, em mais uma humilhação. A despeito da gravidade do caso, o Conselho de Ética da Câmara limitou-se a propor a suspensão do mandato de três deputados de menor expressão e a advertência a outros poucos.

Diante dessa sequência de vexames, o presidente da Câmara tenta agora “virar a página” e reconstruir sua imagem com gestos que soem simpáticos ao eleitorado, mas que nada têm de republicanos. A pauta da mala de mão “gratuita” é só o mais recente exemplo. Antes disso, Motta foi conivente com a aprovação da PEC da Blindagem, concebida para proteger parlamentares de investigações e punições judiciais. Também foi tíbio ao não acabar de vez com as pressões pela aprovação da anistia. E, quando confrontado com os escândalos de desvio de emendas parlamentares, preferiu o silêncio corporativista diante de um abuso real à transparência e ao espírito público exigidos de quem está na sua posição.

 

A complacência com que a Câmara, tradicionalmente, trata deputados que quebraram o decoro parlamentar e a engenharia antirrepublicana cada vez mais sofisticada para apor emendas ao Orçamento da União sem os devidos controles e transparência completam o quadro de degradação institucional da Casa. E tudo isso ocorre sob o beneplácito de Hugo Motta, que assiste a essa erosão moral como se fosse um espectador isento, não sua autoridade maior.

 

Enquanto Motta se ocupa em conquistar aplausos fáceis, a Câmara continua a se desmoralizar. A democracia representativa só perde quando suas instituições são comandadas por quem não tem estatura política para defendê-las.

 

Sérgio Aguiar celebra crescimento de 75% na produção de castanha de caju no Ceará

Por Lincoln Vieira / ALECE

 

Deputado Sérgio Aguiar (PSB) - Foto: Paulo Rocha

 

O deputado Sérgio Aguiar (PSB) celebrou, no primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), nesta quinta-feira (23/10), o crescimento de 75% da produção de castanha de caju em um ano no Ceará. 

Segundo o parlamentar, o Ceará conta com 8 entre 10 cidades com maior produção da semente. Conforme ele, o município de Bela Cruz é o maior produtor, com 13,6 mil toneladas em 2024, avaliadas em R$ 61,5 milhões. “Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados na última semana. Beberibe e Alto Santo também estão entre os maiores produtores de castanha de caju”, celebrou. 

Sérgio Aguiar frisou que a liderança do Ceará na produção da castanha de caju vem desde 1988. Conforme o deputado, a semente tem a capacidade de se reproduzir em diversas condições climáticas e territoriais. “O domínio cearense sobre a semente é documentado desde o início da série história da Produção Agrícola Municipal (PAM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 1988. A cultura da castanha é resistente no litoral cearense, com capacidade de se reproduzir em diferentes condições, segundo a Ematerce”, salientou. 

O deputado informou ainda que a produção da semente alcançou 102 mil toneladas em 2024. Segundo ele, o número representa 64% de toda a safra nacional. “O montante produzido pelos municípios cearenses é o maior desde 2012. Em comparação com o ano anterior, ano em que a safra foi de 63 mil toneladas, houve crescimento de 61%”, pontuou. 

Edição: Vandecy Dourado

Cláudio Pinho se manifesta sobre filiação de Ciro Gomes ao PSDB

Por Gleydson Silva / ALECE

 

Deputado Cláudio Pinho (PDT) - Foto: Paulo Rocha

 

O deputado Cláudio Pinho (PDT) se manifestou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, nesta quinta-feira (23/10), sobre a filiação do ex-ministro Ciro Gomes e do ex-prefeito de Fortaleza José Sarto ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e apontou incoerência em críticas ao ato partidário.

De acordo com o parlamentar, Ciro Gomes não é candidato ou pré-candidato ao Governo do Estado, apenas se filiou ao PSDB com a intenção de fazer um projeto em prol do Ceará. “Parece que isso mexe com os ânimos de todos. Algo deve estar incomodando. Ainda falta um ano para o pleito eleitoral. Vai ter debate e cara a cara no devido momento”, disse.

Para ele, a divergência de opiniões e pensamentos é importante para a democracia e para a construção de um Estado melhor. “Estamos aqui para fazer essa construção, mesmo com opiniões divergentes. Vamos apresentar as propostas em um momento oportuno, com as candidaturas e o programa de governo”, afirmou.

O deputado Queiroz Filho (PDT), em aparte, afirmou que Tasso Jereissati e Ciro Gomes foram governadores que desenvolveram importantes políticas públicas, como a queda da mortalidade infantil, a implantação do Porto do Pecém e do Canal da Integração, bem como a criação dos agentes de saúde, que virou política nacional. 

Para ele, criticar a união de políticos que já tiveram desentendimentos antes é apenas uma guerra de narrativa para confundir a população. “O que nos une, mesmo com as divergências, é a necessidade de enfrentar a criminalidade no Ceará, pois o Governo do Estado parece que não está vendo o que está acontecendo”, avaliou.

A deputada Dra. Silvana (PL) defendeu a filiação de Ciro Gomes, inclusive sua pré-candidatura ao Governo do Estado. Para ela, Ciro deve “pôr ordem na casa (Ceará), depois de anos de bagunça do PT no Estado”, disse. 

Edição: Vandecy Dourado

Léo Suricate critica de Ciro Gomes a Júnior Mano na Alece e gera bate-boca entre deputados

Escrito por Marcos Moreira, Jéssica Welma  / DIARIONORDESTE
 

A sessão da Assembleia Legislativa do Ceará precisou ser suspensa por alguns minutos, pouco após o início dos trabalhos, diante de um bate-boca entre parlamentares, nesta quinta-feira (23). 

Os ânimos se exaltaram a partir do discurso do deputado em exercício Léo Suricate (Psol) que fez fala com críticas a nomes da oposição, como o deputado federal André Fernandes e o pai dele, o deputado estadual Alcides Fernandes; e até mesmo da base aliada do Governo, como o deputado federal Júnior Mano (PSB), cotado para disputar o Senado.

"André Fernandes, antes de assumir como deputado até hoje, a única coisa que ele fez foi destruir pontes, agora que ele está tentando construir e é com diversos grupos que foram se fracionando", disse o deputado do Psol.

Suricate questionou a capacidade de opositores de disputarem cargos de governador e senador em 2026. "Deputado Alcides não sei qual o currículo dele para ser senador", afirmou também.

O discurso se encaminhou com críticas até mesmo para a base governista.

"Vamos pensar em outras possibilidades, não quero dizer pra gente votar nos candidatos do Governo. Eu também não vou votar no Júnior Mano. Se for Júnior Mano, eu vou fazer campanha para votar até nulo", disse.

O PontoPoder acionou a assessoria de André Fernandes e Alcides Fernandes diante das críticas; o espaço está aberto para manifestações.

Ânimos se alteram

Nesse momento, é possível ouvir vozes alteradas ao fundo. O deputado chega a comentar: "Depois vocês brigam".

No plenário, durante a fala sobre Júnior Mano, os deputados da oposição Lucinildo Frota e Cláudio Pinho questionaram apoio ao deputado José Guimarães (PT). Nesse momento, o deputado De Assis Diniz se alterou na Mesa Diretora, com dedo em riste, cobrando respeito.

A presidente da sessão no momento, a deputada Larissa Gaspar (PT) pediu calma e chegou a pausar os trabalhos. "A sessão está suspensa por tempo indeterminado até que os deputados controlem as suas emoções", disse. Após alguns minutos, os discursos foram retomados normalmente.

Ataques e defesas a Ciro Gomes

A sessão teve uma série de críticas e defesas principalmente ao ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) que, durante evento de filiação ao PSDB na quarta-feira (22), também discursou com uma série de ataques a lideranças do Governo.

De Assis chegou a chamar Ciro de "rato" e "homem de várias máscaras". "A inveja é um dos sentimentos mais odiosos que pode ter homens e mulheres. Ciro Gomes não suporta. O narcisismo é tamanho que ele não suporta ver o sucesso do Camilo Santana", disse o petista.

Outro deputado a entrar na discussão foi Missias Dias (PT). "Eu falo com tristeza e lamento muito à oposição que está nessa Casa, respeitosamente a cada um, a gente pode divergir, a gente pode discordar, mas a gente não pode ir para a baixaria", pontuou. Ele também criticou Ciro por fazer ataques a lideranças da base governista. "Esperava que fosse uma fala para falar de projeto, do que temos que melhorar no Ceará, mas, do contrário, foi uma fala odiosa", disse.

Em contrapartida, o deputado Cláudio Pinho saiu em defesa do grupo de oposição e de Ciro Gomes. "Eu gosto de fazer as coisas com clareza, mas os ânimos se acirraram na tentativa de desmoralizar o Ciro. Vai ter muito tempo, falta um ano para o pleito, vai ter debate. Quando ele foi ministro do Lula, era o melhor do mundo", afirmou. "Se Ciro é tão ruim, por que esse desespero?", questionou.

A deputada Dra. Silvana (PL) também chegou a comentar o episódio no plenário. "O grande Ciro chegou pra colocar ordem na casa. (...) Apanhar do Ciro dói, tome pêia", disse a parlamentar.

O deputado Cláudio Pinho, ao encerrar sua fala, pediu desculpas a De Assis. "Estamos aqui para construir uma democracia cada vez mais forte, com divergências de opiniões, e vamos apresentar as propostas no momento exato", pontuou.

Outros discursos

Com exceção do deputado Sérgio Aguiar (PSB), que falou sobre cultivo de castanhas e lamentou o desabamento em um prédio público na cidade de Chaval, os demais discursos têm seguido na temática de críticas e defesas a Ciro Gomes e a lideranças da base, como o ministro Camilo Santana e o governador Elmano de Freitas (PT).

Os deputados Pedro Matos (PL) e Antônio Henrique (PDT) falaram em defesa da oposição. "Está incomodando muita gente", disse Henrique, que saiu também em defesa de André Fernandes, Capitão Wagner e Ciro pela "maturidade".

Já o líder do Governo, Guilherme Sampaio (PT), também fez fala sobre o evento de Ciro, o que chamou de "casamento de Frankenstein com Mula sem Cabeça". "Não vamos aceitar patifaria no debate político", disse.

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