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Senado aprova MP do Agro e texto vai à sanção presidencial

O Senado aprovou nesta quarta-feira (4) o PLV 30/2019, que estabelece uma série de medidas ligadas ao crédito e financiamento de dívidas de produtores rurais. O projeto de lei de conversão — resultado da Medida Provisória (MPV) 897/2019, conhecida como MP do Agro — seguiu para sanção presidencial.

Ao abrir a sessão extraordinária, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, destacou a importância da aprovação da matéria para o fortalecimento da agricultura nacional. Senadores da oposição chegaram a apresentar requerimentos de destaque, mas retiraram os pedidos após entendimento firmado pelos líderes partidários com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que esteve no Plenário.

Davi agradeceu aos pares pela aprovação da proposta, observando que o setor produtivo é responsável por grande parte da arrecadação do país. Para o senador, a iniciativa do governo protege o Brasil. 

— Todos entenderam a necessidade de não só fazermos a leitura, mas a votação dessa MP, para que ela possa se transformar em lei e dar segurança jurídica ao setor. É um gesto político, de reconhecimento a essa matéria e Vossa Excelência [a ministra Tereza Cristina], que é sempre mediadora, na busca da conciliação dos interesses do país com a relação internacional, mas, acima de tudo, protegendo os brasileiros. 

O PLV foi relatado pelo deputado Pedro Lupion (DEM-PR) e teve a senadora Soraya Thronicke (PSL-MS) como relatora-revisora. O texto perderia validade no dia 10 e, se não fosse aprovado nesta quarta-feira, passaria a trancar a pauta.

Fundo garantidor

A principal inovação é a criação de um fundo garantidor a partir da associação de até dez produtores rurais — o Fundo de Aval Fraterno (FAF), a ser oferecido como garantia à rede bancária para a quitação de dívidas do crédito agrícola. 

Presidente da CRA, Soraya Thronicke considerou que a aprovação do texto pelo Congresso torna “grandes” os pequenos produtores. Ela agradeceu aos colegas, por terem acreditado na promessa do governo de beneficiar também os pequenos produtores e terem acatado o texto sem ressalvas. 

— Principalmente por conta da regularização fundiária, que vai colocar nesse mercado de aquisição de crédito rural inúmeros proprietários que não têm acesso, porque receberam terras da reforma agrária, mas não o título. Vivem à margem da sociedade. Então, esses pequenos proprietários podem vir a ser grandes produtores. A intenção agora é comemorar esse novo passo do nosso país — comentou. 

O senador Eduardo Braga (MDB-AM) também destacou a relevância da MP para o Brasil e para a Amazônia, devido à intensificação da agricultura na região. Segundo ele, nos últimos 18 meses foram plantados 10 mil hectares de soja de alta tecnologia somente no município de Humaitá (AM). 

— Portanto, o que estamos fazendo com essa MP é importante para o Brasil — avaliou. 

Prazos

Senadores como Eduardo Braga, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Alessandro Vieira (Cidadania-SE) criticaram o curto prazo que têm para analisar medidas provisórias. Eles observaram que a MP do Agro chegou para votação no Senado a poucos dias do vencimento. Ao pedirem o compromisso de Davi Alcolumbre em manter a promessa de estabelecer e cumprir o tempo necessário, os parlamentares concordaram que a Casa não se pode se tornar “mera carimbadora” de matérias. 

— Não é assim que se faz coisa séria, não se avaliam matérias tão importantes sem prazo — resumiu Alessandro Vieira. 

Davi Alcolumbre recolheu as manifestações dos senadores e se comprometeu em conversar com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e com os líderes partidários, para estabelecer um consenso sobre o tema.

Fonte: Agência Senado

Congresso mantém vetos a projeto que dava controle de emendas a parlamentares

Após um impasse com o governo, os parlamentares mantiveram os vetos do presidente Jair Bolsonaro ao projeto que entregaria ao Congresso o controle sobre a destinação dos recursos das emendas. Os vetos foram mantidos com 398 votos na Câmara, com apenas dois pela derrubada. Diante do resultado, uma votação no Senado não foi necessária.

Os parlamentares mantiveram vetos de Bolsonaro a quatro dispositivos da proposta (PLN 51/2019): o poder dos parlamentares para indicar a ordem de prioridade das emendas, o prazo de 90 dias para o Executivo garantir o pagamento das emendas indicadas pelo relator do Orçamento, o contingenciamento linear dos recursos e a previsão de punição caso o governo não faça as transferências.

Há acordo entre lideranças para votar, na próxima semana, três projetos encaminhados pelo governo com novas regras para a execução orçamentária. Essas propostas serão pautadas na Comissão Mista de Orçamento (CMO) na próxima terça-feira, 10. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), quer levar os textos para votação no plenário do Congresso Nacional no mesmo dia.

Na sequência, os parlamentares ainda precisam analisar os vetos de Bolsonaro a outros cinco dispositivos do mesmo projeto. Esses trechos proíbem o Executivo de bloquear os recursos destinados para cinco áreas: Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). ISTOÉ

Nezinho Farias comenta debate sobre reestruturação do Dnocs

Deputado Nezinho FariasDeputado Nezinho FariasFoto: Edson Júnior Pio

O deputado Nezinho Farias (PDT) ressaltou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta quarta-feira (04/03), reunião no município de Pentecoste na sexta-feira (28/02) passada, que debateu a reestruturação do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs).

O parlamentar enfatizou que o Dnocs é um órgão de grande referência para o Ceará e extremamente importante para todo o Nordeste, já que atua na minimização dos efeitos da estiagem. “Durante a reunião, que estavam presentes representantes da prefeitura; Banco do Nordeste (BNB); parlamentares; Dnocs; Governo do Estado; além de irrigantes, ouvimos as demandas dos munícipes, quanto aos perímetros irrigados, e demais informações ligadas à criação de alevinos, entre outros”, afirmou.

Nezinho Farias explicou que o Estado conta com 14 perímetros irrigados que passam por diversos municípios e bastante potencial e capacidade de irrigação. “Agradeço a todos os presentes na reunião e solicito que as  bancadas federal e estadual possam se sensibilizar da  necessidade de reestruturação do Dnocs, que tem um papel muito importante principalmente para os municípios do Interior”, assinalou.
GM/AT

Sérgio Aguiar aponta previsão de crescimento na economia do mar

Deputado Sérgio AguiarDeputado Sérgio AguiarFoto: Edson Júnior Pio

O deputado Sérgio Aguiar (PDT) apontou, no primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta quarta-feira (04/03), a perspectiva de crescimento para a economia do mar no Estado.

O comentário tomou por base o estudo divulgado na terceira edição do Leme Barômetro PwC de Economia do Mar - Ceará lançado na segunda-feira (02/03), pela Federação das Indústrias do Estado Ceará (Fiec) em parceria com a PricewaterhouseCoopers (PwC). O parlamentar informou que o segmento nomeado de economia do mar, inclui desde o setor logístico ao entretenimento e turismo e deverá ter sua atuação dobrada nos próximos 10 anos no Estado.

A projeção, segundo Sérgio Aguiar, foi feita pelo sócio e líder do Centro de Excelência Global da PwC para o Mar, Miguel Marques e aponta que o Ceará está tomando a liderança nacional das indústrias do mar. “De 2017 para 2018, praticamente todas as atividades relacionadas à economia do mar avaliadas mostraram crescimento no Ceará. A movimentação de contêineres foi a que mais avançou no período. Também atividades ligadas ao entretenimento, desporto, turismo e cultura, com o trânsito de passageiros no Porto do Mucuripe crescendo 0,59 %”, salientou.

O deputado comemorou a projeção e enalteceu a visão pioneira do senador e ex-governador Tasso Jereissati, ainda na década de 1990, quando imaginou um novo terminal portuário mais distante da Capital e que abriria muitas portas para o Ceará. “Ele enxergou uma oportunidade de deixarmos o estado primário da economia pesca, agricultura, agropecuária para nos tornar um estado onde o setor de indústria tivesse uma comunicação maior com o mercado, tornando-se zona de processamento de informação com a usina siderúrgica, exportação e importação, dentre outras ações”, relembrou.

Sérgio Aguiar defendeu um maior foco na economia do mar, com base nos estudos, no sentido de fortalecer as atividades relacionadas no intuito de gerar ainda mais emprego e renda no Ceará.
LA/AT

Eduardo Girão defende manutenção do veto presidencial ao orçamento impositivo

SENADOR GIRÃO

 

 

 

O senador Eduardo Girão (PODEMOS-CE) declarou, na tarde desta segunda-feira (2), ser a favor do veto presidencial ao orçamento impositivo (VET 52/2019). Para ele, não é aceitável deixar R$ 30 bilhões sob a responsabilidade dos congressistas.

— Não é papel de parlamentar ficar gerenciando dinheiro. O parlamentar está aqui, e foi eleito pelo povo brasileiro, para fazer leis, para fiscalizar, e não para gerenciar dinheiro. Isso é transcender o papel de um parlamentar. Não tem cabimento — afirmou o senador durante pronunciamento em Plenário.

Girão afirmou que, sem a verba a ser destinada ao orçamento impositivo, o governo federal ficará "engessado" a tal ponto que não terá "mobilidade" com os recursos limitados que terá à disposição.

O senador disse ter recebido diversos questionamentos sobre sua posição no caso do veto. Para ele, o povo brasileiro "está começando a gostar de política e a cobrar os parlamentares".

Lava Jato

Em seu pronunciamento, Girão também fez comentários sobre a Operação Lava Jato. Ele afirmou que a operação é "um trabalho que colocou o Brasil, pela primeira vez, no patamar de país de primeiro mundo na luta contra a impunidade".

— O brasileiro se cansou de ser roubado, de ser lesado. A Operação Lava Jato, pela primeira vez, virou uma referência positiva do Brasil no combate à corrupção, não apenas recuperando os bilhões de reais ou de dólares desviados, mas trazendo esperança — disse.

 

Fonte: Agência Senado

Assembleia Legislativa homenageia Associação Nova Era em solenidade

Assembleia Legislativa homenageia Associação Nova Era em solenidade

 
A Assembleia Legislativa realiza sessão solene, nesta quarta-feira (04/03), às 14h, em homenagem à Associação Nova Era. A solenidade acontece no Plenário 13 de Maio, atendendo requerimento da deputada Augusta Brito (PCdoB).

De acordo com a parlamentar, a entidade foi fundada em 13 de fevereiro de 2002, pela necessidade de promover a transformação social da comunidade do bairro Henrique Jorge, em Fortaleza.

Conforme Augusta Brito, o desenvolvimento da localidade acontece por meio de projetos que promovem o crescimento integral de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, por meio de práticas esportivas e atividades socioeducativas. Para a deputada, a instituição se destaca como instrumento de luta e de grandes transformações para a comunidade.

Entre os homenageados, estão uma das fundadoras da Associação Nova Era, Maria Valdenice Pinto Lima; a superintendente das Escolas Públicas Estaduais de Fortaleza, Hernita Carmem Magalhães de Sousa, e a titular da Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente de Fortaleza (Seuma), Águeda Muniz.
LV/LF

AL debate Plano de Cargos e Carreiras de médicos em audiência pública

AL debate Plano de Cargos e Carreiras de médicos em audiência públicaFoto: Divulgação Internet

 
A Comissão de Seguridade Social e Saúde da Assembleia Legislativa promove, nesta quarta-feira (04/03), às 14h, audiência pública com o objetivo de efetivar a implementação plena do Plano de Cargos e Carreiras e Salários dos médicos servidores públicos do Estado. O debate atende requerimento do deputado Heitor Férrer (SD) e será realizado no Complexo de Comissões Técnicas.

Segundo o parlamentar, apesar de sancionada no ano de 2008, a Lei nº 14.238, que regulamenta as gratificações e os níveis aos quais os profissionais médicos devem ser submetidos, na prática, nunca entrou efetivamente em vigor. “Os médicos servidores estaduais, desde então, nunca tiveram as progressões e os reajustes salariais devidos”, destaca.

O deputado informa ainda que o Sindicato dos Médicos do Ceará, em 2018, ajuizou demanda judicial para fins de conferir efetividade à aludida norma, de maneira a viabilizar as ascensões funcionais dos médicos e o recebimento das gratificações devidas.

“Ante a falta de aplicabilidade da referida norma e, por conseguinte, a inefetividade da aplicação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários dos médicos servidores estaduais – a despeito de lei regulamentadora em pleno vigor –, mostra-se necessário discutir e compreender o que vem dando causa ao descumprimento da norma e o que pode ser feito, por parte do estado do Ceará, para pôr em plena execução o aludido plano”, afirma Heitor Férrer.

Foram convidados para a audiência pública o secretário de Saúde do Estado (Sesa), Carlos Roberto Martins Rodrigues Sobrinho (Dr. Cabeto); a secretária da Fazenda do Estado (Sefaz), Fernanda Pacobahyba; o secretário do Planejamento e Gestão do Estado (Seplag), Flávio Jucá; o diretor do Conselho Regional de Medicina do Estado do Ceará (Cremec), Helvécio Neves Feitosa; o presidente da Associação Médica Cearense (AMC), Carmelo Silveira Carneiro Leão Filho, e o presidente do Sindicato dos Médicos do Estado do Ceará, Edmar Fernandes de Araújo Filho.
BD/LF

Lucilvio Girão defende vetos de Bolsonaro para emendas impositivas

Deputado Lucilvio Girão Deputado Lucilvio GirãoFoto: Edson Júnior Pio

O deputado Lucilvio Girão (PDT) afirmou, durante a ordem do dia da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta terça-feira (03/03), ser parcialmente favorável ao veto do presidente Jair Bolsonaro às mudanças nas regras de pagamento das emendas parlamentares, chamado de emendas impositivas.

“Sabemos da importância das emendas para levar melhorias para um município, uma localidade, mas sou favorável ao veto do presidente. É um absurdo o valor total proposto de emendas, que pode chegar a R$ 46 bilhões. É muito dinheiro, que poderia ser utilizado para finalizar tantas obras paradas no Brasil todo”, ponderou.

O parlamentar citou obras de infraestrutura paradas no Ceará, como a transposição do rio São Francisco e a ferrovia Transnordestina. “Nós precisamos reformar as estradas federais em estado ruim. Nossos deputados e senadores podiam se articular para duplicar a BR-116, pelos menos em trechos com maior dificuldade de tráfego. Há pontos muito difíceis no interior do Ceará”, pontuou.

O Congresso Nacional deve analisar nesta terça-feira (03/03), em sessão conjunta de deputados e senadores, os vetos de Bolsonaro à matéria.
GS/AT

Tin Gomes rebate pronunciamento do deputado Soldado Noelio

Tin Gomes rebate pronunciamento do deputado Soldado Noeliofoto : Dário Gabriel

 
O deputado Tin Gomes (PDT), no tempo de explicações pessoais da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta terça-feira (03/03), rebateu  pronunciamento do deputado Soldado Noelio (Pros), que apresentou algumas reivindicações para os policiais militares, como plano de saúde, o retorno do Hospital Militar, construção de um conjunto habitacional para os militares, creches e escolas para os filhos de militares.

Tin Gomes lembrou que todo o funcionalismo público do Ceará tem à sua disposição o atendimento médico por meio do Instituto de Saúde dos Servidores do Estado do Ceará (Issec) e que não existe crítica em relação ao atendimento.

O parlamentar citou ainda o Instituto Dr. José Frota (IJF) e o Hospital Geral de Fortaleza (HGF), hospitais de referência. “Se eu sofrer um acidente, quero ser encaminhado para o IJF, que é referência em traumas. Depois, eu posso até ser transferido para outro hospital, mas primeiro quero ser levado para o IJF”, afirmou.

Em relação ao conjunto habitacional para policiais militares, Tin Gomes disse que essa não é uma preocupação apenas do deputado Soldado Noelio. Ele informou que já foi aprovado na Casa o projeto de indicação nº 286/11, de sua autoria, que cria o complexo habitacional destinado a policiais civis e militares e a bombeiros militares. “A prioridade era para policiais que estão sob pressão de bandidos", esclareceu.

Tin Gomes informou ainda que a preocupação do deputado Soldado Noelio no discurso de valorização dos policiais militares e bombeiros militares já existe no parlamento e no Governo do Estado. Ele lembrou os investimentos feitos na segurança pública, como a compra de novos equipamentos, viaturas e helicópteros, reforma de quartéis etc. “Esta Casa quer sim valorizar nossos bravos policiais”, declarou.   

WR/LF

José Sarto comemora aprovação da PEC que proíbe anistia a militares cearenses

José Sarto comemora aprovação da PEC que proíbe anistia a militares cearensesfoto : Marcos Moura

 
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Sarto (PDT), afirmou, ao fim da sessão plenária extraordinária especial desta terça-feira (03/03) da Assembleia Legislativa, que aprovou proposta de emenda constitucional (PEC) que veda a concessão de anistia a policiais militares envolvidos em paralisação ou motim, que o Ceará agora vive um momento de reconstrução.

"Vamos ter que repactuar, cicatrizar feridas e entender que, acima de tudo, somos agentes públicos para servir o povo do Ceará", enfatizou. O presidente agradeceu também a todos os parlamentares que contribuíram para a aprovação da matéria, "com muita resiliência e que tiveram a compreensão que a segurança da população está acima de questões pessoais e políticas".

Antes, em entrevista coletiva nesta tarde, o presidente destacou que a aprovação da PEC é uma resposta ao “anseio da maioria esmagadora da população cearense”, que não quer que o policial militar possa fazer greve.

De acordo com o parlamentar, esse é “um processo muito simples”, uma vez que o artigo 142 da Constituição Federal prevê que ao militar são proibidas a sindicalização e a greve.

“O ministro da Justiça, o ministro da Defesa, o ministro-chefe da AGU e o professor de cursinho e deputado federal Capitão Wagner (Pros-CE) disseram isso. Então é proibido, é crime militar fazer motim, principalmente nas condições que tivemos aqui no Ceará, onde tínhamos verdadeiros bandidos encapuzados, com arma na mão, ameaçando o comércio de cidades e a integridade física das pessoas de um modo geral”, explicou.

José Sarto assinalou ainda que a instituição Polícia Militar “merece todo o nosso carinho e todo o nosso respeito”, salientando que foi uma minoria que, às vésperas do Carnaval, “de maneira covarde”, causou terror e temor à família cearense. “Isso é inadmissível. Apenas dois deputados, ligados às corporações, votaram contra essa proposta de emenda constitucional, e a ampla maioria aprovou a proposta”, pontuou.

Conforme o deputado, também houve um componente político na paralisação dos PMs cearenses. “Se a gente quiser negar isso, é você querer tapar o sol com a peneira”, afirmou. José Sarto relembrou a última greve, de 2012, quando, segundo ele, surgiram lideranças políticas. “Temos aí coisas seriíssimas, líderes da greve dizendo que podiam desobedecer ao Ministério Público e ao Tribunal de Justiça porque não seriam expulsos e, se fossem expulsos, as associações pagariam seus salários, incentivando e incitando a desordem pública e a desobediência militar. Isso é grave”, avaliou, ressaltando que este ano haverá eleição, à semelhança do que houve em 2012.

O presidente da AL também garantiu que o projeto de lei que trata da reestruturação remuneratória de praças e oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do Estado continuará em tramitação na Casa, conforme já foi acordado entre deputados, membros do Governo do Estado e representantes da categoria.

“Já colocamos aqui que a Polícia Militar do Estado do Ceará não tem absolutamente nada a ver com o punhado de pessoas que infringiram a Constituição. Tenho certeza de que a instituição sai com uma ferida muito grande”, salientou. Segundo José Sarto, a AL vai discutir a reestruturação, obedecendo aos limites orçamentários que já foram postos. “Se houver ainda alguma possibilidade de mobilizar para atender as questões da tropa de um modo geral, a Assembleia é acessível a isso, mas há um limite orçamentário, que é o limite de R$ 495 milhões”.

José Sarto comunicou ainda que a comissão permanente para firmar o cumprimento do acordo por ambas as partes, assim como tratar das pautas que não foram contempladas até o momento, será formada ao longo desta semana. “O direito à ampla defesa e o direito ao contraditório já são assegurados pela Constituição, mas nós vamos garantir uma transparência. O Governo já apalavrou que haverá uma ampla transparência e o acompanhamento dessa comissão, que é paritária e isenta”, finalizou.

BD/LF AGÊNCIA DE NOTICIAS DA ASSEMBLÉIA/ DANIEL ADERALDO

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