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Assembleia Legislativa homenageia Associação Nova Era em solenidade

Assembleia Legislativa homenageia Associação Nova Era em solenidade

 
A Assembleia Legislativa realiza sessão solene, nesta quarta-feira (04/03), às 14h, em homenagem à Associação Nova Era. A solenidade acontece no Plenário 13 de Maio, atendendo requerimento da deputada Augusta Brito (PCdoB).

De acordo com a parlamentar, a entidade foi fundada em 13 de fevereiro de 2002, pela necessidade de promover a transformação social da comunidade do bairro Henrique Jorge, em Fortaleza.

Conforme Augusta Brito, o desenvolvimento da localidade acontece por meio de projetos que promovem o crescimento integral de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, por meio de práticas esportivas e atividades socioeducativas. Para a deputada, a instituição se destaca como instrumento de luta e de grandes transformações para a comunidade.

Entre os homenageados, estão uma das fundadoras da Associação Nova Era, Maria Valdenice Pinto Lima; a superintendente das Escolas Públicas Estaduais de Fortaleza, Hernita Carmem Magalhães de Sousa, e a titular da Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente de Fortaleza (Seuma), Águeda Muniz.
LV/LF

AL debate Plano de Cargos e Carreiras de médicos em audiência pública

AL debate Plano de Cargos e Carreiras de médicos em audiência públicaFoto: Divulgação Internet

 
A Comissão de Seguridade Social e Saúde da Assembleia Legislativa promove, nesta quarta-feira (04/03), às 14h, audiência pública com o objetivo de efetivar a implementação plena do Plano de Cargos e Carreiras e Salários dos médicos servidores públicos do Estado. O debate atende requerimento do deputado Heitor Férrer (SD) e será realizado no Complexo de Comissões Técnicas.

Segundo o parlamentar, apesar de sancionada no ano de 2008, a Lei nº 14.238, que regulamenta as gratificações e os níveis aos quais os profissionais médicos devem ser submetidos, na prática, nunca entrou efetivamente em vigor. “Os médicos servidores estaduais, desde então, nunca tiveram as progressões e os reajustes salariais devidos”, destaca.

O deputado informa ainda que o Sindicato dos Médicos do Ceará, em 2018, ajuizou demanda judicial para fins de conferir efetividade à aludida norma, de maneira a viabilizar as ascensões funcionais dos médicos e o recebimento das gratificações devidas.

“Ante a falta de aplicabilidade da referida norma e, por conseguinte, a inefetividade da aplicação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários dos médicos servidores estaduais – a despeito de lei regulamentadora em pleno vigor –, mostra-se necessário discutir e compreender o que vem dando causa ao descumprimento da norma e o que pode ser feito, por parte do estado do Ceará, para pôr em plena execução o aludido plano”, afirma Heitor Férrer.

Foram convidados para a audiência pública o secretário de Saúde do Estado (Sesa), Carlos Roberto Martins Rodrigues Sobrinho (Dr. Cabeto); a secretária da Fazenda do Estado (Sefaz), Fernanda Pacobahyba; o secretário do Planejamento e Gestão do Estado (Seplag), Flávio Jucá; o diretor do Conselho Regional de Medicina do Estado do Ceará (Cremec), Helvécio Neves Feitosa; o presidente da Associação Médica Cearense (AMC), Carmelo Silveira Carneiro Leão Filho, e o presidente do Sindicato dos Médicos do Estado do Ceará, Edmar Fernandes de Araújo Filho.
BD/LF

Lucilvio Girão defende vetos de Bolsonaro para emendas impositivas

Deputado Lucilvio Girão Deputado Lucilvio GirãoFoto: Edson Júnior Pio

O deputado Lucilvio Girão (PDT) afirmou, durante a ordem do dia da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta terça-feira (03/03), ser parcialmente favorável ao veto do presidente Jair Bolsonaro às mudanças nas regras de pagamento das emendas parlamentares, chamado de emendas impositivas.

“Sabemos da importância das emendas para levar melhorias para um município, uma localidade, mas sou favorável ao veto do presidente. É um absurdo o valor total proposto de emendas, que pode chegar a R$ 46 bilhões. É muito dinheiro, que poderia ser utilizado para finalizar tantas obras paradas no Brasil todo”, ponderou.

O parlamentar citou obras de infraestrutura paradas no Ceará, como a transposição do rio São Francisco e a ferrovia Transnordestina. “Nós precisamos reformar as estradas federais em estado ruim. Nossos deputados e senadores podiam se articular para duplicar a BR-116, pelos menos em trechos com maior dificuldade de tráfego. Há pontos muito difíceis no interior do Ceará”, pontuou.

O Congresso Nacional deve analisar nesta terça-feira (03/03), em sessão conjunta de deputados e senadores, os vetos de Bolsonaro à matéria.
GS/AT

Tin Gomes rebate pronunciamento do deputado Soldado Noelio

Tin Gomes rebate pronunciamento do deputado Soldado Noeliofoto : Dário Gabriel

 
O deputado Tin Gomes (PDT), no tempo de explicações pessoais da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta terça-feira (03/03), rebateu  pronunciamento do deputado Soldado Noelio (Pros), que apresentou algumas reivindicações para os policiais militares, como plano de saúde, o retorno do Hospital Militar, construção de um conjunto habitacional para os militares, creches e escolas para os filhos de militares.

Tin Gomes lembrou que todo o funcionalismo público do Ceará tem à sua disposição o atendimento médico por meio do Instituto de Saúde dos Servidores do Estado do Ceará (Issec) e que não existe crítica em relação ao atendimento.

O parlamentar citou ainda o Instituto Dr. José Frota (IJF) e o Hospital Geral de Fortaleza (HGF), hospitais de referência. “Se eu sofrer um acidente, quero ser encaminhado para o IJF, que é referência em traumas. Depois, eu posso até ser transferido para outro hospital, mas primeiro quero ser levado para o IJF”, afirmou.

Em relação ao conjunto habitacional para policiais militares, Tin Gomes disse que essa não é uma preocupação apenas do deputado Soldado Noelio. Ele informou que já foi aprovado na Casa o projeto de indicação nº 286/11, de sua autoria, que cria o complexo habitacional destinado a policiais civis e militares e a bombeiros militares. “A prioridade era para policiais que estão sob pressão de bandidos", esclareceu.

Tin Gomes informou ainda que a preocupação do deputado Soldado Noelio no discurso de valorização dos policiais militares e bombeiros militares já existe no parlamento e no Governo do Estado. Ele lembrou os investimentos feitos na segurança pública, como a compra de novos equipamentos, viaturas e helicópteros, reforma de quartéis etc. “Esta Casa quer sim valorizar nossos bravos policiais”, declarou.   

WR/LF

José Sarto comemora aprovação da PEC que proíbe anistia a militares cearenses

José Sarto comemora aprovação da PEC que proíbe anistia a militares cearensesfoto : Marcos Moura

 
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Sarto (PDT), afirmou, ao fim da sessão plenária extraordinária especial desta terça-feira (03/03) da Assembleia Legislativa, que aprovou proposta de emenda constitucional (PEC) que veda a concessão de anistia a policiais militares envolvidos em paralisação ou motim, que o Ceará agora vive um momento de reconstrução.

"Vamos ter que repactuar, cicatrizar feridas e entender que, acima de tudo, somos agentes públicos para servir o povo do Ceará", enfatizou. O presidente agradeceu também a todos os parlamentares que contribuíram para a aprovação da matéria, "com muita resiliência e que tiveram a compreensão que a segurança da população está acima de questões pessoais e políticas".

Antes, em entrevista coletiva nesta tarde, o presidente destacou que a aprovação da PEC é uma resposta ao “anseio da maioria esmagadora da população cearense”, que não quer que o policial militar possa fazer greve.

De acordo com o parlamentar, esse é “um processo muito simples”, uma vez que o artigo 142 da Constituição Federal prevê que ao militar são proibidas a sindicalização e a greve.

“O ministro da Justiça, o ministro da Defesa, o ministro-chefe da AGU e o professor de cursinho e deputado federal Capitão Wagner (Pros-CE) disseram isso. Então é proibido, é crime militar fazer motim, principalmente nas condições que tivemos aqui no Ceará, onde tínhamos verdadeiros bandidos encapuzados, com arma na mão, ameaçando o comércio de cidades e a integridade física das pessoas de um modo geral”, explicou.

José Sarto assinalou ainda que a instituição Polícia Militar “merece todo o nosso carinho e todo o nosso respeito”, salientando que foi uma minoria que, às vésperas do Carnaval, “de maneira covarde”, causou terror e temor à família cearense. “Isso é inadmissível. Apenas dois deputados, ligados às corporações, votaram contra essa proposta de emenda constitucional, e a ampla maioria aprovou a proposta”, pontuou.

Conforme o deputado, também houve um componente político na paralisação dos PMs cearenses. “Se a gente quiser negar isso, é você querer tapar o sol com a peneira”, afirmou. José Sarto relembrou a última greve, de 2012, quando, segundo ele, surgiram lideranças políticas. “Temos aí coisas seriíssimas, líderes da greve dizendo que podiam desobedecer ao Ministério Público e ao Tribunal de Justiça porque não seriam expulsos e, se fossem expulsos, as associações pagariam seus salários, incentivando e incitando a desordem pública e a desobediência militar. Isso é grave”, avaliou, ressaltando que este ano haverá eleição, à semelhança do que houve em 2012.

O presidente da AL também garantiu que o projeto de lei que trata da reestruturação remuneratória de praças e oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do Estado continuará em tramitação na Casa, conforme já foi acordado entre deputados, membros do Governo do Estado e representantes da categoria.

“Já colocamos aqui que a Polícia Militar do Estado do Ceará não tem absolutamente nada a ver com o punhado de pessoas que infringiram a Constituição. Tenho certeza de que a instituição sai com uma ferida muito grande”, salientou. Segundo José Sarto, a AL vai discutir a reestruturação, obedecendo aos limites orçamentários que já foram postos. “Se houver ainda alguma possibilidade de mobilizar para atender as questões da tropa de um modo geral, a Assembleia é acessível a isso, mas há um limite orçamentário, que é o limite de R$ 495 milhões”.

José Sarto comunicou ainda que a comissão permanente para firmar o cumprimento do acordo por ambas as partes, assim como tratar das pautas que não foram contempladas até o momento, será formada ao longo desta semana. “O direito à ampla defesa e o direito ao contraditório já são assegurados pela Constituição, mas nós vamos garantir uma transparência. O Governo já apalavrou que haverá uma ampla transparência e o acompanhamento dessa comissão, que é paritária e isenta”, finalizou.

BD/LF AGÊNCIA DE NOTICIAS DA ASSEMBLÉIA/ DANIEL ADERALDO

Comissão especial aprova criação do 13º para Bolsa Família e BPC

Alcolumbre anuncia que Congresso vai manter vetos, após Bolsonaro enviar projetos sobre Orçamento

Sérgio Aguiar comemora fim da paralisação dos policiais

Deputado Sérgio AguiarDeputado Sérgio AguiarFoto: Edson Júnior Pio

O deputado Sérgio Aguiar (PDT) comemorou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta terça-feira (03/03), o encerramento da paralisação dos policiais e o acordo celebrado entre a categoria e o Governo do Estado.

O parlamentar elogiou a atuação do governador Camilo Santana durante a crise, e destacou as decisões tomadas em favor dos militares em seu Governo. “Camilo foi grande lumiar dentro dessa discussão, então aplaudimos a conclusão desse movimento, e o retorno ao estado de tranquilidade que o Ceará tanto merece”, disse.

Sérgio Aguiar lembrou que o governo Camilo Santana foi o que possibilitou o maior número de promoções ao longo da vida republicana do Ceará.

Destacou que foi esse Governo que possibilitou um número expressivo de ingressos na carreira militar, via concurso público, e que a proposta de reestruturação salarial subiu de R$ 338  milhões para R$ 495 milhões, durante a crise.“Camilo tem atendido todas as demandas da categoria, dentro do possível, e torço para que a matéria dessa reestruturação salarial seja votada por esta Casa o quanto antes, para encerrarmos esse momento”, frisou.

Em aparte, o deputado Fernando Hugo (PP) também elogiou a postura de Camilo Santana durante a crise. Segundo ele, a justiça foi feita de forma clara e transparente, sem oportunismo ou exibicionismo, nem por parte do Governo, ou da oposição a ele.  “Não vou Chamar Camilo de estadista, mas essa crise mostrou toda a sua altivez, recebendo de portas abertas todos para o diálogo. Minha admiração por ele redobrou”, afirmou.
PE/AT

Governo aposta no Senado para vencer briga por emendas

Jussara Soares, Adriana Fernandes e Camila Trutelli, O Estado de S.Paulo

03 de março de 2020 | 05h00

BRASÍLIA – O governo conta com o apoio do Senado para manter o controle do Orçamento da União e impor uma derrota aos deputados. Enquanto a maioria da Câmara defende repassar ao Congresso o controle de uma fatia maior do dinheiro público, os senadores se articulam para deixar com o Executivo a definição de como a verba será investida neste ano. 

Apesar de a medida “empoderar” o Congresso, os senadores têm os seus motivos para votar com o governo. Há um temor de que deputados estaduais e vereadores repliquem o modelo, tirando dos governadores o direito de definir em quais ações devem aplicar o dinheiro e um instrumento importante para angariar votos. Em geral, os governantes – do presidente da República aos prefeitos – liberam os recursos em troca de apoio do Legislativo para projetos de seus interesses. 

Bolsonaro
O presidente Jair Bolsonaro no Palacio da Alvorada Foto: GABRIELA BILO / ESTADÃO

Outro motivo é que o Orçamento deste ano tem como relator um deputado e os senadores desconfiam que ele irá privilegiar as demandas dos seus colegas de Câmara em detrimento das suas. É o relator, deputado Domingos Neto (PSD-CE), quem dará a última palavra sobre o destino de R$ 30 bilhões. Ele diz que vai atender aos pedidos de todos os parlamentares, mas os senadores não acreditam. 

A costura terá um alto preço para o governo, que passou o dia em reuniões ontem e fará o mesmo hoje. O trato incluiu a narrativa de que o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), disse para Bolsonaro que não “toleraria” mais ataques ao Poder Legislativo. Os dois se reuniram nesta segunda-feira, 2, no Palácio do Planalto, por mais de uma hora. Com isso, Alcolumbre tentou amenizar o desgaste de fazer um acordo com um governo que chamou o Congresso de “chantagista”. O governo não comentou a reunião, deixando a versão de Alcolumbre como a única sobre o encontro. 

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Planalto aposta em vitória no Senado, mas teme retaliação na Câmara na briga por verbas

BRASÍLIA

O Palácio do Planalto aposta em uma vitória no Senado na briga pelo chamado Orçamento impositivo no Congresso. Auxiliares do presidente Jair Bolsonaro, porém, temem retaliações da Câmara.

Esse cenário, que envolve a disputa pelo controle de verbas entre Executivo e Legislativo, pode ter um capítulo decisivo em votação prevista para esta terça-feira (3)

O resultado tem potencial para afetar a tensa relação entre os Poderes e as manifestações pró-Jair Bolsonaro e anti-Congresso marcadas para 15 de março.

O Orçamento impositivo é um instrumento criado em 2015 que obriga o Executivo a pagar emendas de parlamentares.

O veto de Bolsonaro a um trecho da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2020 que ampliava esse poder dos congressistas deteriorou ainda mais a já tensa relação com o Legislativo, onde o presidente não tem base consolidada.

Na queda de braço com o governo, deputados e senadores tentam ampliar o controle sobre os gastos públicos. Estão em jogo R$ 30,1 bilhões. 

A preocupação de senadores é deixar o dinheiro nas mãos de um único deputado —no caso, o relator do Orçamento de 2020, Domingos Neto (PSD-CE)— e entregar simbolicamente à Câmara a palavra final sobre os recursos. 

O destino do montante bilionário a ser gasto neste ano —quando haverá eleição municipal e congressistas buscam irrigar as bases— seria definido pelo relator. É justamente isso o que Bolsonaro e senadores tentam barrar.

A temperatura vem subindo nos últimos dias, principalmente após a divulgação de uma declaração do ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), Augusto Heleno

Em diálogo captado com Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) e Paulo Guedes (Economia), ele chamou o Congresso de chantagista. "Foda-se", disse, enquanto os colegas tentavam costurar um acordo.

A situação piorou após Bolsonaro ter compartilhado com aliados pelo WhastApp um vídeo que convoca para os protestos do dia 15 de março. 

Os organizadores carregam bandeiras contra o Congresso e o Judiciário. O mote do grupo virou a frase de Heleno.

Nesta terça, congressistas poderão decidir se mantêm ou derrubam o veto de Bolsonaro. A sessão está prevista para as 14h. O resultado da votação poderá ter impactos nas manifestações pró-Bolsonaro.

Aliados do presidente e parlamentares buscaram um novo acordo ao longo de toda esta segunda-feira (2). A negociação se estendeu até a noite. 

O trato anterior, costurado por Ramos e Guedes, garantia a devolução de metade do montante para o Executivo —R$ 15 bilhões. Bolsonaro, porém, mandou congelá-lo.

Em reunião à noite na casa do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), com deputados, senadores e representantes do governo, uma hipótese colocada à mesa para tentar salvar o acordo foi a seguinte distribuição: R$ 10 bilhões teriam indicação da Câmara e os outros R$ 5 bilhões, do Senado. O restante ficaria com o Executivo.

Com isso, o governo faria afagos às duas Casas. Os senadores teriam parte de suas demandas atendidas, e os deputados ficariam menos suscetíveis para retaliar o Planalto em votações futuras.

Segundo aliados de Davi, foi feita uma proposta para que as Casas entreguem diretamente à Casa Civil a destinação do dinheiro. Até a conclusão deste texto não havia um acordo firmado.

O martelo poderá ser batido só nesta terça. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), voltou na noite desta segunda de viagem à Espanha e é peça-chave nesta negociação.

O otimismo de Bolsonaro nesta segunda se deveu a um movimento crescente no Senado de manter o veto.

O governo calcula ter, no mínimo, 37 votos para manter a decisão de Bolsonaro no Senado e retomar o controle dos R$ 30,1 bilhões. É necessária a maioria absoluta nas ambas as Casas (41 senadores e 257 deputados) para derrubar o veto.

O Planalto ganhou aliados inesperados nesta batalha. O senador Renan Calheiros (MDB-AL), por exemplo, anunciou que votará para manter o veto.

"Sem planejamento ou organicidade, carece de lógica a terceirização para o relator. O Orçamento impositivo, lá atrás, foi um avanço. Mas isso que se discute é bem diferente e temerário", escreveu Renan, no Twitter.

A presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), senadora Simone Tebet (MDB-MS), também declarou apoio à decisão do presidente.

"Não é missão constitucional do Parlamento, em todos os níveis, a execução das ações constantes do Orçamento. O Poder Executivo não tem esse nome por mero acaso", escreveu ela, no Twitter.

Pelas contas do Planalto, 22 senadores do chamado "Muda Senado" —grupo de congressistas que se declaram independentes— vão votar a favor do veto. Somam-se a eles parlamentares do MDB, PSD, PP e PSDB.

Integrantes do governo avaliam que, se o Senado mantiver o quórum médio registrado no ano passado durante análise de vetos —63 na conta de aliados de Bolsonaro—, seria possível manter os vetos.

Segundo o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e membro do "Muda Senado", a intenção é impedir que haja votação no Senado sem a certeza da manutenção do veto. O grupo poderá obstruir a votação desta terça.

Na Câmara, o cenário é oposto. Líderes de partidos do chamado centrão apostam que há maioria para derrubar o veto de Bolsonaro. Assim, eles garantem a Domingos Neto o controle sobre os recursos.

É justamente a Câmara que preocupa o governo em razão de uma longa pauta prioritária econômica a ser discutida neste ano.

O Planalto, por exemplo, ainda enviará a reforma administrativa ao Congresso. Ela altera a estrutura do funcionalismo público. Um receio é o de que os congressistas atrasem a análise da proposta. 

Além disso, tanto na Câmara quanto no Senado, congressistas ameaçam levar adiante e aplicar punições aos filhos o presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), nos processos que há contra ambos nos conselhos de ética das respectivas Casas. 

Ainda há uma pressão dos congressistas em cima de Maia e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), para que eles desengavetem projeto que altera tramitação de MPs (medidas provisórias). 

O principal expoente das negociações é Ramos, que se reuniu com Alcolumbre na noite desta segunda. Foi ele o responsável pelas tratativas de um primeiro acordo em fevereiro. 

Mais cedo, Bolsonaro recebeu Alcolumbre no Planalto. A aliados o presidente do Senado relatou ter sentido que a conversa, que durou quase duas horas, não foi muito produtiva. 

Segundo relatos de Alcolumbre a auxiliares, ele reclamou que ministros do governo firmam acordos à revelia de Bolsonaro. O presidente disse que não sabia detalhes do acordo anterior, mas negou que o trato tenha sido desfeito.

Alcolumbre criticou ainda declarações e divulgação de um vídeo de Bolsonaro com convocação para atos contra o Congresso no dia 15. 

Ainda nesta segunda, Bolsonaro suspendeu por tempo indeterminado a autorização para que Guedes pudesse fazer alterações no Orçamento. A decisão será publicada no DOU (Diário Oficial da União) desta terça. 

De acordo com o governo, a mudança foi feira para "evitar eventuais incertezas decorrentes do Orçamento impositivo e sua devida regulamentação".

"O presidente da República suspendeu, por tempo indeterminado, os efeitos da delegação de competência conferida ao Ministro de Estado da Economia com base no art. 56, da Lei nº 13.898, de 11 de novembro de 2019", diz nota da SAJ (Subchefia de Assuntos Jurídicos), vinculada à Secretaria-Geral.

"A finalidade do ato é evitar eventuais incertezas decorrentes do Orçamento impositivo e sua devida regulamentação, razão pela qual mostra-se conveniente que a edição dos atos permaneça na esfera de competência do presidente da República até que as alterações orçamentárias estejam devidamente definidas”, diz. 

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