Heitor Férrer critica pedido de empréstimo para segurança pública
Deputado Heitor FérrerFoto: Edson Júnio Pio
O parlamentar se mostrou contrário a projeto 40/20, do Executivo, que trata da autorização da contratação de crédito externo, com garantia na União, no valor de até R$ 300 milhões (52,1 milhões de dólares, segundo o projeto) para o programa de redução da violência no Estado. “A minha intenção é votar contra esse novo endividamento do Estado. É o povo quem vai pagar. Dizer que o empréstimo é do Governo está errado. Quem paga por essa dívida é o povo cearense”, alertou o deputado.
Heitor Férrer afirmou estar cansado de ver “essa história de empréstimo para a segurança pública” e lembrou a criação da Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp) que, desde a época, já o classificava como “cabide de empregos”. O deputado apontou que o órgão citado não possui ao menos um site para divulgar informações importantes. “Nem um site tem para divulgar as suas competências. Por isso estou encaminhando um requerimento para que essa superintendência, criada em maio de 2018, nos envie os relatórios que são de suas obrigações sobre o que está sendo feito para solucionar os problemas na segurança pública do Estado, que só aumentam todos os anos”, informou.
De acordo com o parlamentar, mesmo após a criação da Supesp, constantemente a imprensa noticia o aumento dos homicídios e atos violentos no Ceará. “Queremos saber quem ocupa os cargos desse cabide de emprego, pois não vemos resultado desse serviço. As políticas de combate à violência no Estado têm sido um fracasso. Esse setor de crimes violentos é dos que mais afligem a população e o que o Governo mais fracassa no combate”, afirmou.
O deputado ressaltou que segurança pública não é apenas ter policiais, viaturas e armas, assim como saúde não é apenas hospital, mas um planejamento amplo, que engloba a todos. Heitor Férrer lembrou a necessidade de fortalecer as políticas para resolver os problemas de segurança. Segundo o parlamentar, quando surge a necessidade de alguém chamar a polícia para resolver problemas de violência, “é sinal de que o Estado está falhando em saúde, educação e setor social.”
GS/AT
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Sérgio Aguiar destaca resultado do prêmio Escola Nota 10
Deputado Sérgio AguiarFoto: Edson Júnio Pio
O parlamentar elogiou gestão de Camocim, da prefeita Mônica Aguiar, e os profissionais que compõem a Secretaria de Educação do município e o magistério. “Essa premiação só reforça a responsabilidade que os gestores têm e devem continuar tendo com a população, no sentido de oferecer uma educação de qualidade”, disse.
Esse resultado, conforme observou, deve-se a ações integradas em educação por parte de “um sistema justo e adequado, que busca o sucesso e a educação de qualidade para o povo do município”.
Sérgio Aguiar frisou o resultado histórico na premiação, em que, pela primeira vez, os 184 municípios atingiram o nível desejável de educação. Ele destacou os municípios de Meruoca, com 11 escolas premiadas; Morrinhos, com 13 escolas; Senador Sá, com duas escolas; Pindoretama, com quatro; Flecheirinha, com cinco; Pacajus, com nove; Uruoca, com cinco; Jijoca de Jericoacoara, com 16.
Sérgio Aguiar parabenizou ainda os municípios de Mauriti, Senador Sá e Ipu, pelos respectivos aniversários de 82, 63 e 180 anos de emancipação política, celebrados nos últimos dias. Ele destacou que são municípios que se desenvolveram muito com gestões responsáveis, “que contribuíram não apenas para o desenvolvimento local, mas com toda a economia do Estado”.
PE/AT
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Tony Brito aponta ações de valorização dos policiais civis
Deputado Tony BritoFoto: Edson Júnio Pio
“Ainda não é a melhoria que almejamos ou merecemos, mas é certamente um avanço, por isso reconheço e agradeço a sensibilidade do governador em olhar para nossa categoria mesmo em um período tão difícil, como esse contexto de pandemia”, disse.
Entre as ações está o reforço salarial, principalmente para a categoria dos escrivães e inspetores. Outro ponto é a mudança de nomenclatura dos auxiliares de perícia, que passarão a ser identificados como papiloscopistas e analistas.
De acordo com ele, a discussão ainda está aberta e outros pontos estão em fase de ajuste, como a questão da integralidade, da paridade, da Lei de Promoções. Detalhes legais estão sendo estudados também para a implantação de ações que contemplem outros profissionais da instituição, como médicos e membros dos setores administrativos e burocráticos.
“Estou aqui principalmente para agradecer ao governador pela sensibilidade, mas as discussões ainda estão abertas e somente algumas ações foram definidas. Mas tenho certeza que, tão logo sejam estudados e avaliados alguns pormenores, mais ações virão no sentido de contemplar os profissionais da Polícia Civil, pois essa instituição precisa ser valorizada, para que seja forte e preste de forma eficiente seu serviço, tão importante para a população”, assnalou.
A deputada Augusta Brito (PCdoB), em aparte, comentou sobre a mensagem do Poder Executivo, que será votada hoje, que autoriza o Poder Executivo a contratar financiamento junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
De acordo com ela, o financiamento visa implementar ações voltadas para a área de segurança pública, integrando secretarias e serviços que já existem, assim como orientações recomendadas tanto pelo Comitê Cearense pela Prevenção de Homicídios na Adolescência da AL quanto pela Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher do Estado.
“Entendo que o governador está tentando realizar um grande trabalho no enfrentamento à violência, e esse empréstimo vem contribuir para a implementação de ações seguindo orientações inclusive de setores da AL, por isso nosso apoio é muito importante”, defendeu.
PE/AT
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Carlos Felipe lamenta suspensão de seleção para gestores de consórcios
Deputado Carlos FelipeFoto: Edson Júnio Pio
O parlamentar recordou que há cinco anos subia na tribuna da Assembleia e previa a tragédia que se anunciava com o fim das seleções públicas para os consórcios de saúde, porém recuperou as esperanças quando o secretário de Saúde, Dr. Cabeto, retornou com os processos de seleção. “Dr. Cabeto compreendeu como esses consórcios estavam sendo utilizados para fazer politicagem e voltou com as seleções, pois não podemos deixar que nosso serviço de saúde fique nas mãos de pessoas sem competência para a atividade”, ponderou.
As seleções, retomadas em 2019, acabaram sendo paralisadas na terceira fase por conta do combate à pandemia do novo coronavírus. “Os consórcios foram um sonho de fortalecer a média e alta complexidade nas microrregiões, unindo os municípios ao Estado. Tivemos a seleção e infelizmente parou. Mas é importante que esta Casa fortaleça o secretário, para que ele faça o que é necessário na busca por uma saúde pública de qualidade. Indicar cargos para os consórcios é a pior forma de fazer política. A melhor opção é oferecer um bom serviço à sociedade”, defendeu.
Carlos Felipe reclamou ainda da falta de transparência por parte das gestões atuais dos consórcios, apontadas recentemente pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). “É importante para que a saúde não fique nas mãos de pessoas não capacitadas no comando, comprometendo a qualidade dos consórcios. Hoje, lendo o relatório do TCE, vi que apenas o portal do consórcio da microrregião de Aracati atendeu a todos os requisitos. O exercício de 2019 foi o pior ano das exigências e transparência fiscal dos consórcios”, criticou.
O deputado frisou a necessidade de não tornar os consórcios uma ferramenta para a “politicagem”. “Não podemos deixar algo tão importante para nós à mercê da politicagem. Que esta Casa não esqueça de cobrar por uma saúde mais digna para a população, e estamos longe de oferecer o que ela precisa”, ponderou.
O parlamentar parabenizou ainda o Governo do Estado pelo projeto de lei n° 11/20, que iniciou tramitação nesta quinta-feira e trata do financiamento para a cultura. “Esperamos que o Estado, junto à União e municípios, possa ajudar na grave situação financeira daqueles que trabalham com cultura, como os músicos, sobretudo aqueles que não têm acesso a lives para arrecadar dinheiro. A cultura é instrumento de conscientização das pessoas e precisa ser vista com carinho”, defendeu.
Em aparte, o deputado Tadeu Oliveira (PSB) parabenizou o colega deputado. “Uno-me a sua fala e sei da importância desse questionamento, pois Dr. Cabeto vem fazendo um excelente trabalho para avançarmos na saúde pública”, declarou.
LA/AT
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Dra. Silvana cobra reinserção de igrejas no programa Sua Nota Tem Valor
Deputada Dra. SilvanaFoto: Edson Júnio Pio
A parlamentar enfatizou que a participação das igrejas no programa do Governo do Ceará é algo “histórico” e foi um “grande erro” impedi-las de participar. Segundo ela, essa interferência do Estado nas igrejas a deixou muito chateada, mas essas instituições religiosas continuarão seu trabalho de toda forma, pois contam com a ajuda de todos. “A igreja é grandiosa. Sempre ajudou os governos, incentivando seus fiéis a pedirem notas fiscais. Dizem agora que não tem como ter controle. Como tinham controle antes? E o auxílio da internet tão usado hoje em dia?”, indagou.
Dra. Silvana afirmou que entrou em contato com a secretária da Fazenda, Fernanda Pacobahyba, e foi informada que houve, de fato, as mudanças, pois não haveria como ter um controle efetivo de todas as instituições. Segundo a parlamentar, uma reunião com a secretária está marcada para a manhã desta quinta-feira, para falar sobre o assunto.
A deputada lembrou que esse programa é um incentivo para o cidadão pedir sua nota fiscal e aumentar os tributos que vão para o Estado investir em benefícios para a população cearense. De acordo com a parlamentar, os valores que as igrejas arrecadavam através desse projeto, assim como os apoios financeiros dos fieis, ajudam pessoas em dificuldade financeira, construção de casas e projetos sociais. “Quando podíamos participar, tínhamos lá uma urna cheia de notas, tendo a participação das pessoas, toda uma movimentação, educando todos sobre nossa obrigação em pagar os tributos. Se não mudar esse entendimento sobre a participação das igrejas, irei falar todo dia sobre esse assunto”, disse.
O deputado Carlos Felipe (PCdoB), em aparte, prontificou-se a ajudar a parlamentar no que for preciso, através de reuniões com secretários para resolver o assunto da melhor maneira possível. “Eu me junto à senhora nessa luta, seja através de um questionamento, uma conversa ou um projeto. Vossa Excelência terá nosso apoio”, afirmou.
GS/LF
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Câmara pode votar na terça-feira aumento de penas para quem desviar recursos direcionados à Covid-19
O Plenário da Câmara dos Deputados pode votar na terça-feira (25) o projeto que aumenta as penas de vários tipos de crimes ligados ao desvio de recursos destinados ao enfrentamento de estado de calamidade pública, como a relacionada à pandemia de Covid-19. A sessão deliberativa virtual está marcada para as 15 horas.
De autoria da deputada Adriana Ventura (Novo-SP) e outros, o Projeto de Lei 1485/20 determina que a pena de reclusão de 1 a 3 anos por associação criminosa será aplicada em dobro se o objetivo é desviar recursos durante estado de calamidade pública.
De acordo com o parecer preliminar da deputada Greyce Elias (Avante-MG), dobram também as penas do capítulo do Código Penal referente a crimes contra a administração pública praticados com esse objetivo, como emprego irregular de verbas públicas (detenção de 1 a 3 meses) e corrupção passiva (exigir ou receber propina), cuja pena é de reclusão de 2 a 12 anos.
Quanto ao crime de corrupção ativa, que ocorre quando alguém oferece propina a funcionário público, a pena de reclusão de 2 a 12 anos poderá dobrar se o ato for cometido com o objetivo de desviar recursos destinados inicialmente ao combate à pandemia.
Tribunais regionais
O primeiro item da pauta, entretanto, é o Projeto de Lei 5919/19, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que cria o Tribunal Regional Federal da 6ª Região, com sede em Minas Gerais, por desmembramento do TRF da 1ª Região, do qual faz parte hoje o estado.
Segundo o parecer preliminar do deputado Fábio Ramalho (MDB-MG), a efetiva instalação do novo tribunal ocorrerá somente depois do fim do estado de calamidade pública do coronavírus.
O TRF da 6ª Região abrangerá somente o estado de Minas Gerais e contará com 18 juízes cujos cargos serão criados por transformação de outros 20 de juiz substituto do TRF da 1ª Região, além de cerca de 200 cargos em comissão.
Juízes federais
O terceiro item da pauta é o Projeto de Lei 5977/19, também do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que cria 36 cargos de juiz federal por meio da transformação de 42 cargos vagos de juiz substituto, aumentando o efetivo em cinco tribunais regionais federais.
Os TRFs da 1ª, da 2ª e da 4ª regiões, atualmente com 27 cargos de juiz cada um, passarão a contar, respectivamente, com 30, 35 e 39 juízes.
O TRF da 5ª Região ficará com 24 juízes, o maior aumento percentual (60% em relação aos atuais 15). Já o TRF da 3ª Região passa de 43 para 47 juízes. Segundo o STJ, as mudanças não provocam aumento de despesas.
A corte justifica a mudança devido ao aumento de casos em estoque para julgamento na segunda instância provocado pela criação de novas varas de juizados especiais e outras no âmbito do processo de interiorização da Justiça de 1º grau.
Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Pierre Triboli
Fonte: Agência Câmara de Notícias
Prorrogado ponto facultativo da AL até 30 de agosto
O documento prorroga as medidas previstas na Portaria nº 15/2020 e renovadas em portarias posteriores, levando em consideração o exposto no Decreto 33.671, de 11 de julho, do Governo do Estado, que prorrogou as medidas de isolamento social no Ceará.
A portaria atual renova ainda os efeitos do que já havia sido definido anteriormente. Fica estabelecido que os ocupantes dos cargos de direção e chefia estão autorizados a administrarem a continuidade dos trabalhos de modo remoto, além de convocarem servidores para o funcionamento dos serviços que forem indispensáveis ou relevantes ao funcionamento da administração.
Continuam ressalvados os grupos de risco, conforme as orientações do Ministério da Saúde e da Secretaria Estadual de Saúde.
Na data em que for designada sessão plenária especial, deverá ser organizada equipe de trabalho com o mínimo de servidores necessário à sua realização.
Nesses dias, os gabinetes dos deputados poderão funcionar com até quatro assessores, respeitando todas as orientações sanitárias emitidas pelo Estado, mas não será admitido o atendimento de público externo no local.
Ainda de acordo com o documento, cada parlamentar só terá direito de ser acompanhado por um único assessor no plenário, desde que previamente testado para a Covid-19. Só será admitida a presença de representantes da imprensa previamente credenciados perante a Coordenadoria de Comunicação Social.
A portaria prevê também que não será admitido o atendimento de público externo nos gabinetes dos parlamentares.
PE/AT
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Como o veto de Bolsonaro mostrou que eleição para prefeito já pesa na Câmara
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), garantiu ao Palácio do Planalto — mais uma vez — as condições para manter uma perspectiva mínima de equilíbrio das contas públicas, ao costurar uma solução para manter o veto presidencial ao reajuste dos servidores na noite de quinta-feira. Mas o salvamento contou com a ajuda extraordinária do MDB do deputado Baleia Rossi (SP), que operou desde cedo para evitar que o desastre anunciado na véspera se tornasse realidade.
Ao orientar a bancada de seu partido para votar em favor da retomada do veto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro, Maia reforçou o mantra fiscal: aumentar gastos, como querem alguns, garante a alegria de poucos e uma conta cara para muitos logo ali na frente.
A trava na concessão de reajustes para o funcionalismo público, por 18 meses, faz parte do projeto de socorro a estados e municípios por conta da crise econômica causada pela pandemia do novo coronavírus. Bolsonaro levou quase três semanas para sancionar o pacote e assinar o veto, tempo suficiente para aliados conseguirem aprovar reajustes para alguns setores do serviço público. Mas a liberação geral dos aumentos causaria um impacto que até mesmo o presidente entendeu que deixaria a União, os governadores e os prefeitos numa situação bem ruim.
Líder do MDB na Câmara, Baleia Rossi foi acionado ainda na noite de quarta-feira, logo após os senadores derrubarem o veto presidencial, para articular a operação de socorro. Por volta das 10h da quinta-feira, o deputado foi para o Planalto e depois se trancou numa sala com o deputado Arthur Lira (PP-AL), o senador Eduardo Gomes (MDB-TO) e outros líderes para encontrar um caminho para reestabelecer o veto.
A solução foi relativamente simples: os deputados com algum interesse nas eleições municipais deste ano deveriam ir pra casa, o que evitaria votar contra o veto ao reajuste dos servidores e dar munição aos opositores durante a campanha. A estratégia emedebista deu certo. RENATO ANDRADE / O GLOBO
André Fernandes critica postura do Parlamento e diz que seguirá na oposição
Deputado André FernandesFoto: Edson Júnio Pio
Ele chamou a atenção para o fato de que, da mesma forma que estão votando abertamente no seu caso, será feito com os outros parlamentares que têm representação aberta na Casa, a saber, Bruno Gonçalves (PL), Leonardo Araújo (MDB) e Osmar Baquit (PDT).
O parlamentar considerou que muito destaque vem sendo dado ao seu caso, seja pelos deputados ou pela imprensa, enquanto coisa muito mais grave acontece na AL. “Eu lamento muito que se perca tanto tempo nisso. As pessoas que acompanham as sessões devem ficar cansadas, esperando ver projetos, e só ter essa discussão sobre minha punição”, disse.
André Fernandes voltou a se defender, afirmando que recebeu uma denúncia contra o deputado Nezinho Farias (PDT) e que encaminhou ao Ministério Público para análise, sob pedido de sigilo, e que o MP vazou a informação.
“Não era minha intenção que isso fosse tão longe. Já me desculpei com o deputado Nezinho e sei do transtorno que isso trouxe para sua imagem. Mas sinceramente achei que não fosse dar em nada porque acontece coisa muito pior aqui, que merece mais atenção, e nada é feito”, afirmou.
Ele voltou a afirmar que o mesmo tratamento que receberá hoje, quando da votação pela sua suspensão, será dado aos outros deputados com representações abertas.
“Volto a dizer: vocês estão votando pela suspensão de um deputado que nunca roubou, nunca se corrompeu, xingou ou agrediu. Eu vou seguir sendo oposição ao Governo do Estado, vou continuar mostrando quem são os Ferreira Gomes e dizendo o que ninguém tem coragem, e se não puder fazer aqui, faço pela internet, onde tenho muito mais alcance”, disse.
PE/CG
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Heitor Férrer anuncia representação contra conselheiro do TCE
Deputado Heitor FérrerFoto: Edson Júnio Pio
O parlamentar relatou que recebeu denúncias apontando que o conselheiro do TCE participa da direção e de decisões administrativas do Centro Fashion, um empreendimento do grupo Marquise.
Segundo Heitor Férrer, tanto a Constituição Federal quanto a do Estado são claras quando estabelecem as garantias e prerrogativas dos conselheiros de contas, impedindo que tenham qualquer tipo de vínculo com a iniciativa privada.
“O TCE julga contratos do grupo Marquise com o Estado, e é muito desconfortável saber que tem um conselheiro participando de decisões administrativas de uma empresa”, enfatizou.
De acordo com o deputado, as representações estão sendo apresentadas para análise do caso e para que uma decisão seja tomada sobre a continuidade ou não das funções desempenhadas pelo conselheiro.
“Se o tribunal disser que o conselheiro tem plenas condições de continuar exercendo as funções, eu venho aqui afirmar que elas são plenamente conciliáveis, mas, a meu ver, isso é inaceitável”, salientou.
Heitor Férrer reforçou que a Constituição Federal veda a qualquer integrante do Poder Judiciário exercer outro cargo ou função, a não ser que seja do magistério. “É uma denúncia formal, e eu vou acompanhar, porque esse conselheiro está exercendo uma atividade que não é para exercer”, pontuou.
Em aparte, o deputado Evandro Leitão (PDT) considerou a denúncia apresentada pelo colega como grave e defendeu o conselheiro Ernesto Saboia.
“O conselheiro nunca exerceu cargo de direção nem participou de nenhuma empresa, nem nunca exerceu funções ou cargos diretivos nessa empresa mencionada. Tenho a convicção de que não há incompatibilidade”, ressaltou Evandro Leitão.
RG/AT


