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AL realiza sessão ordinária nesta quarta e vota seis projetos do Executivo

AL realiza sessão ordinária nesta quarta e vota seis projetos do Executivo

 
A Assembleia Legislativa realiza sessão ordinária com a participação de  parlamentares em formato híbrido (presencial e remoto), na manhã desta quarta (20/10), a partir das 9h30, para análise de seis projetos do Poder Executivo.

Dentre os projetos do Executivo  está o  137/2021 que altera a lei nº 17.186, de 24 de março de 2020,  que instituiu a  Fundação Regional de Saúde (Funsaúde) e o 136/2021, que denomina Antônio Carlos Gomes Belchior a estação das artes em Fortaleza.

Também serão votados o 129/2021, que   altera a lei n.º 13.515, de 20 de agosto de 2004 que trata do pagamento, a título indenizatório, de despesas com viagens realizadas no interessa do serviço público; o 132/2021 autoriza o Poder Executivo a celebrar com a união, aditamento contratual ao amparo do artigo 17, inciso VII, da lei; e o  134/2021, que  acata pedido de renúncia para revogar a lei n.º 14.839, de 28 de dezembro de 2010, que considera de utilidade pública o Instituto de Educação Portal - IEP, em Pacajus.

O projeto de lei  nº 133/2021, que autoriza o Poder Executivo, através da superintendência do Sistema Estadual de Atendimento Socioeducativo - SEAS, a proceder ao recolhimento e posterior pagamento da dívida decorrente de condenações da justiça do trabalho, com trânsito em julgado, que impliquem incremento financeiro nas despesas originalmente previstas em termos de colaboração firmados pelo referido órgão, objetivando a gestão compartilhado do atendimento nos centros socioeducativos no Ceará, também estará em pauta. 

A sessão será transmitida pela TV Assembleia (canal 31.1), FM Assembleia (96,7MHz) e redes sociais da Casa.

LV/CG AGÊNCIA DE NOTICIAS DA AL/CE - DANIEL SAMPAIO

Deputado bolsonarista pede desculpas após chamar arcebispo e papa de vagabundos

SÃO PAULO

O deputado estadual de São Paulo Frederico d’Avila (PSL) pediu desculpas, nesta segunda-feira (18), após ter chamado o papa Francisco e o arcebispo de Aparecida (SP), dom Orlando Brandes, de “pedófilos”, “vagabundos” e “safados'".

Em discurso na Assembleia na semana passada, o deputado realizou os ataques verbais em reação a críticas feitas por Brandes em sermão de missa no feriado de 12 de outubro.

"Não poderia deixar de começar esta carta pedindo desculpas pelo excesso cometido quando do meu pronunciamento na tribuna no dia 14 de outubro, inflamado por problemas havidos nos dias anteriores", disse d'Avila em uma carta aberta.

O presidente da Assembleia Legislativa, Carlão Pignatari (PSDB), também pediu desculpas, em nome da Casa, ao papa e ao arcebispo. Disse que repudia palavras que extrapolem "os limites da liberdade de expressão e da imunidade parlamentar".

No texto divulgado nesta segunda, d'Ávila afirma que acredita "na fundamental importância da Igreja Católica e na inabalável fé cristã como um dos pilares da nossa sociedade".

"Meu pronunciamento, que admito ter sido inapropriado e exagerado pelo calor do momento, se deu em resposta a alguns líderes religiosos que ultrapassam os limites da propagação da fé e da espiritualidade para fazer proselitismo político. Reitero que desculpo-me pelas palavras e exagero", afirma d'Avila.

Em Aparecida, na manhã do dia 12 de outubro, antes de visita do presidente Jair Bolsonaro ao local, o arcebispo pregou: "Vamos abraçar os nossos pobres e também nossas autoridades para que juntos construamos um Brasil pátria amada. E para ser pátria amada não pode ser pátria armada".

O religioso fez alertas sobre o armamento da população, o discurso de ódio e as notícias falsas e defendeu a ciência e a vacinação contra o coronavírus.

No mesmo dia, mas à tarde, Bolsonaro esteve no Santuário Nacional de Aparecida, onde foi recebido com aplausos e vaias, e ouviu um outro sermão com referências à situação atual do país, incluindo o desemprego e a pandemia.

Na última quinta-feira, o deputado estadual atacou a conduta de Brandes.

“Seu vagabundo, safado da CNBB, dando recadinho para o presidente [Bolsonaro], para a população brasileira, que pátria amada não é pátria armada. Pátria amada é a pátria que não se submete a essa gentalha, seu safado”, afirmou na tribuna da Assembleia.

“Seu vagabundo, safado, que se submete a esse papa vagabundo também. A última coisa que vocês tomam conta é do espírito e do bem-estar e do conforto da alma das pessoas. Você acha que é quem para ficar usando a batina e o altar para ficar fazendo proselitismo político? Seus pedófilos, safados. A CNBB é um câncer que precisa ser extirpado do Brasil”, disse.

Em uma nota divulgada neste domingo, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) pediu ao presidente da Assembleia que a Casa adotasse medidas contra d’Avila.

Carlão Pignatari recebeu nesta segunda representantes da CNBB, que entregaram a carta.

"Para o político, o dom da palavra é um direito inalienável. Mas que encontra limites no respeito pessoal e da própria lei. Não comporta, portanto, a irresponsabilidade e o crime", disse o tucano.

A manifestação divulgada pelo presidente da Casa, porém, não menciona a possibilidade de punição ao deputado bolsonarista por parte do comando da Assembleia. FOLHA DE SP

 

Senado pode votar subsídio para gás de cozinha

O Plenário do Senado se reúne na próxima terça-feira (19), quando poderá votar o projeto de lei que prevê subsídios para a compra de botijões de gás de cozinha para famílias de baixa renda (PL 2.350/2021). O texto conta com relatório favorável e, se aprovado, seguirá para a Câmara dos Deputados.

 

O projeto cria o programa Gás para os Brasileiros, que poderá financiar até 100% do preço médio do botijão a cada dois meses. As famílias beneficiadas serão aquelas inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), com renda mensal per capita menor ou igual a meio salário mínimo ou que recebam o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

 

O autor da proposta é o senador Eduardo Braga (MDB-AM). O relator é o senador Marcelo Castro (MDB-PI), que promoveu alterações no texto com o objetivo de ampliar o valor do benefício em relação ao previsto no texto original.

 

Outros temas

 

A pauta do Plenário do Senado tem mais três itens. Um deles é a medida provisória que destina R$ 235 milhões para o combate à pandemia em terras indígenas (MP 1.054/2021). Os recursos são direcionados aos beneficiários por meio da Fundação Nacional do Índio (Funai) e dos ministérios da Cidadania e da Defesa. A maior parte do dinheiro deve ser aplicada na distribuição de cestas de alimentos.

 

A edição dessa MP atendeu a uma decisão liminar do ministro Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou ao governo federal a apresentação de um plano emergencial para o controle da pandemia nas terras indígenas. A liminar foi concedida após ação movida por partidos políticos e entidades de defesa dos povos indígenas.

 

A medida provisória já passou pela Câmara dos Deputados, onde não recebeu emendas. Se o Senado aprová-la também sem modificações, a MP será promulgada.

Também está na pauta do Plenário do Senado a proposta de emenda à Constituição (PEC) que inclui a proteção de dados pessoais entre os direitos fundamentais previstos na Constituição (PEC 17/2019). Segundo o texto, caberá privativamente à União legislar sobre o tema.

 

Essa PEC foi aprovada na Câmara com várias mudanças em relação ao texto original — as alterações foram organizadas na forma de um substitutivo. Os senadores vão analisar essa versão modificada. A relatora da matéria é a senadora Simone Tebet (MDB-MS). Se o substitutivo for aprovado sem alterações, a PEC será promulgada, mas, se for rejeitado ou modificado, deverá voltar para a Câmara. Na tramitação de PECs, nenhuma das Casas do Congresso tem a palavra final — as duas precisam aprovar a versão final.

 

Com informações da Agência Câmara

Fonte: Agência Senado

Comissão recebe ministro da Defesa para esclarecer sobre paralisação de Operação Carro-Pipa

A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados realiza audiência pública nesta terça-feira (19) com a presença do ministro da Defesa, Walter Braga Netto, para prestar esclarecimentos sobre a paralisação do Programa Emergencial de Distribuição de Água, conhecido como Operação Carro-Pipa.

 

O deputado Danilo Cabral (PSB-PE), que pediu a audiência, lembra que pelo menos 98 dos 184 municípios de Pernambuco tiveram situação de emergência decretada por causa da estiagem. Segundo ele, o Programa Emergencial de Distribuição de Água, que é executado em toda a região rural do semiárido, abrangendo os estados do Nordeste e parte de Minas Gerais e Espírito Santo, torna-se a única alternativa para o abastecimento de água potável para a população residente nessa região.

 

"A despeito do cenário de gravíssima escassez hídrica em todo o país, com contornos ainda mais dramáticos para a região do semiárido brasileiro, o governo federal anunciou a suspensão do programa, conforme noticiado pelo Portal G1, em 26 de agosto de 2021. Ressalte-se que tal medida pode levar à privação do acesso a água potável para o consumo humano há milhões de brasileiros", observou o deputado.

 

Hora e local
A audiência será realizada às 9 horas, em local a ser definido.

Da Redação – RS

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Secretário Mauro Filho entrega na AL projeto da Lei Orçamentária Anual de 2022

Secretário Mauro Filho entrega na AL projeto da Lei Orçamentária Anual de 2022Foto: Paulo Rocha

 
O presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, deputado Evandro Leitão (PDT), recebeu do secretário de Planejamento e Gestão (Seplag), Mauro Filho, nesta sexta-feira (15/10), o projeto da Lei Orçamentária Anual (PLOA), que estima as receitas e despesas para o exercício financeiro do Governo do Estado do Ceará em 2022. A proposta orçamentária encaminhada pelo Governo do Estado é de R$ 28,5 bilhões.
Durante o encontro, o presidente do Legislativo destacou que “o Ceará continua na vanguarda dos estados no Brasil no que diz respeito aos seus investimentos”. Ele ressaltou ainda que os investimentos em áreas prioritárias seguem em 2022 superiores aos exigidos constitucionalmente. Na saúde, o Ceará tem previsão de investimento de 14,7% e, na educação, 25,6% da Receita Líquida de Impostos.
O deputado apontou a expectativa de que a LOA, seguindo todo o processo de debate e tramitação dentro da Casa, possa ser votada e aprovada até o início de dezembro.  
O titular da Seplag, Mauro Filho, enalteceu o encontro e o papel do Parlamento, que “chancela, aprimora, faz a alocação de recursos do setor público em qualquer nível”. Ele destacou que, do total de R$ 28,5 bilhões, aproximadamente R$ 18 bilhões são recursos do Tesouro e R$ 10 bilhões são de demais fontes, como convênios, operação de crédito, entre outras. 
A proposta orçamentária foi elaborada, sob o aspecto fiscal, diante de uma expectativa de crescimento de 2,73% do PIB do Ceará em 2022. Segundo Mauro Filho, o PIB estadual crescerá mais velozmente do que o nacional, que tem previsão de 1,57%. 
Para o secretário, a proposta reforça o trabalho do Governo do Estado e parceiros dos demais poderes para manter o Ceará com suas finanças equilibradas, com capacidade de investimento e, consequentemente, de atendimento das demandas da população cearense.  
Na área de investimentos da proposta do Executivo, estão previstos R$ 3,8 bilhões, recurso que deve dar andamento a projetos como a Linha Leste e a implantação da Linha Parangaba/Mucuripe do Metrô de Fortaleza; o Cinturão das Águas; a pavimentação e implementação de rodovias e a modernização da estrutura de unidades de ciência, tecnologia e inovação.
O projeto aponta ainda que o desafio maior que se impõe é a superação das desigualdades sociais e econômicas do Estado, acentuadas pelo período da pandemia, o que implica priorizar as estratégias políticas de continuar crescendo com destaque nacional, perseguindo o crescimento econômico com inclusão social.
Outro ponto destacado por Mauro Filho é a busca pela manutenção do nível de investimentos dos últimos anos, o que permitirá um maior crescimento econômico e melhora no bem-estar da população.  
O projeto segue agora para leitura na sessão plenária do Poder Legislativo e, em seguida, para análise da Comissão de Orçamento, Finanças e Tributação, para posterior votação do Plenário.
 
AGÊNCIA DE NOTICIAS DA AL/CE - DANIEL SAMPAIO

Assembleia Itinerante chega a Icó com serviços, festival cultural e sessão legislativa

Assembleia Itinerante chega a Icó com serviços, festival cultural e sessão legislativa

 
A Assembleia Legislativa inicia, nesta terça-feira (19/10), no município de Icó, no centro-sul do Estado, as atividades da segunda edição da Assembleia Itinerante de 2021.

Prevista no Regimento Interno da Casa, a Assembleia Itinerante leva os trabalhos legislativos para o interior do Estado e descentraliza as decisões que acontecem na sede do Poder Legislativo, respeitando todas as medidas de segurança sanitária.

“Estamos levando para perto da população as nossas votações e tomadas de decisões, como também serviços de saúde, campanhas educativas, palestras, atendimento odontológico, curso rápido de gastronomia, entre outros, destaca o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Evandro Leitão (PDT). Uma grande novidade é a emissão de documentos de forma mais rápida e fácil para as pessoas de Icó e de toda a região, acrescenta o parlamentar.

As atividades da Assembleia Itinerante começarão na terça-feira, (19/10), com diversos serviços para a população no Largo Theberge, em parceria com o Governo do Estado, Prefeitura do Icó, Fecomércio, FIEC, Sebrae e prefeituras da região.

Já o Festival de Arte e Cultura, promovido pelo Instituto Future, também inicia nesta terça-feira, no Teatro Municipal Ribeira dos Icós, com a abertura da Banda Marcial Municipal às 16 horas. A entrada é gratuita e sujeita à lotação permitida pelo decreto do Governo do Estado.

SESSÃO PLENÁRIA

Também será realizada no Teatro Municipal a sessão plenária da Assembleia Itinerante, com a presença dos deputados estaduais, na quinta-feira (21/10), às 9 horas. Na ocasião, será seguido todo o processo legislativo, com pronunciamentos, votação de projetos e uma sessão solene no segundo expediente, quando serão entregues as premiações dos vencedores do Festival de Arte e Cultura da Assembleia Legislativa.

A organização da Assembleia Itinerante é do Conselho de Altos Estudos e Assuntos Estratégicos, que tem à frente o deputado Tin Gomes (PDT). A mobilização envolve uma força-tarefa de diversos setores da Casa e instituições parceiras.

A primeira Assembleia Itinerante deste ano aconteceu em Itapipoca, entre os dias 28 a 30 de setembro. Estão previstas mais duas sessões itinerantes este ano.

Da Redação/com Assessoria de Imprensa / DANIEL SAMPAIO

CPI das Associações Militares recebe promotor de Justiça Militar nesta terça

CPI das Associações Militares recebe promotor de Justiça Militar nesta terça

 
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Associações Militares da Assembleia Legislativa realiza reunião nesta terça-feira (19/10), a partir das 9h30, no Complexo de Comissões Técnicas da Casa. O colegiado recebe o promotor de Justiça Militar, Sebastião Brasilino de Freitas Filho.

O convite foi feito atendendo requerimento do presidente da CPI, deputado Salmito (PDT). O promotor deverá fazer uma exposição aos membros da CPI sobre as especificidades estabelecidas pela legislação militar.

Na reunião também serão lidos ofícios de autoria da Secretaria de Planejamento, Secretaria da Educação, Prefeitura Municipal de Sobral e associações representativas dos militares.

A reunião será transmitida ao vivo pela TV Assembleia (31.1) e FM Assembleia (96.7 MHz).

COMPOSIÇÃO

A CPI é composta por nove parlamentares titulares: o deputado Salmito (PDT) como presidente; Queiroz Filho (PDT), vice-presidente; Elmano Freitas (PT), relator, bem como Soldado Noelio (Pros), Davi de Raimundão (MDB), Romeu Aldigueri (PDT), Augusta Brito (PCdoB), Nizo Costa (PSB) e Marcos Sobreira (PDT).

Os parlamentares suplentes da CPI são Delegado Cavalcante (PTB), Edilardo Eufrásio (MDB), Jeová Mota (PDT), Guilherme Landim (PDT), Oriel Nunes Filho (PDT), Diego Barreto (PTB), Osmar Baquit (PDT), Guilherme Sampaio (PT) e Tin Gomes (PDT).

Da Redação / AGÊNCIA DE NOTICIAS DA AL/CE - DANIEL SAMPAIO

Mal-estar com vazamento de dados adia leitura do relatório da CPI da Covid

Natália Portinari e Paulo Cappelli / O GLOBO

 

BRASÍLIA —A leitura do relatório da CPI da Covid, prevista inicialmente para a próxima terça-feira, foi adiada para quarta-feira, dia 20. O relator, Renan Calheiros (MDB-AL), diz que há divergências entre os senadores e que está aberto ao debate para que alterações no texto sejam feitas nos próximos dias.

 

— O tempo só colabora no sentido de que a gente possa fazer um debate melhor, mais profundo. É um relatório complexo, com muita gente, uma papelada nunca vista. As pessoas não pensam igualmente sobre tudo, é natural que tenha divergências — disse Renan Calheiros ao GLOBO.

A previsão é de que depois da leitura haja ainda um intervalo de uma semana antes da votação. Omar Aziz (PSD-AM), presidente da comissão, confirmou o adiamento da leitura para quarta-feira e prevê que o relatório seja votado no dia 26, terça-feira da semana seguinte.

O vice-presidente da comissão, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), disse que o adiamento da votação se deu após Renan antecipar partes do relatório à imprensa. Ele acrescenta, porém, que dar uma vista de apenas 24 horas ao texto entre leitura e votação, como estava previsto, poderia gerar questionamentos do ponto de vista processual.

— A divergência que houve foi menos de conteúdo e mais de forma. Alguns colegas ficaram incomodados com o vazamento de todo o conteúdo. Tinha também a questão processual: uma vista de 24h poderia gerar nulidade processual do nosso relatório. O regimento do Senado ampara a vista de 24 horas, mas o Código de Processo Penal não.

Entre as principais divergências, segundo apurou o GLOBO, estão a inclusão do crime de genocídio nas sugestões de indiciamento de Jair Bolsonaro, pela política em relação à população indígena, e o pedido para indiciar os filhos do presidente, Carlos, Eduardo e Flávio Bolsonaro.

Renan quer indiciar Carlos e Eduardo por incitação ao crime pela participação na produção de "fake news" durante a pandemia. O senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) seria acusado de advocacia administrativa por levar o presidente da Precisa Medicamentos para um encontro no BNDES. Os senadores do G7 discutem ainda a melhor forma de enquadrar as acusações contra os filhos do presidente, e não há consenso.

Segundo o senador Humberto Costa (PT-PE), também integrante do grupo majoritário da CPI, o "G7", houve "mal-estar" com o vazamento do relatório.

— A ideia é dar vista por 7 dias. Porque o relatório terminou sendo divulgado em partes, vazado, sem que houvesse uma discussão preliminar entre o G7 e isso criou um mal-estar muito grande — disse Costa neste domingo. — Tem muita coisa onde há concordância, mas muita coisa onde não há. Esses 7 dias vão tentar ajudar para construir um consenso.

Renan diz que vê com "a maior naturalidade" o fato de haver divergências e que tem "abertura total" para fazer alterações no texto.

— Como é uma proposta minha, eu vou defender a proposta, mas o relatório ainda não está pronto. Eu sempre defendi que nós tivéssemos um tempo de vista maior — afirma o relator.

Renan deve indicar ao menos 11 tipos penais para o indiciamento do presidente Jair Bolsonaro. Além dele, deve haver mais de 60 sugestões de indiciamentos no relatório, segundo uma versão preliminar a que o GLOBO teve acesso. Entres eles estão três ministros do governo e os filhos do presidente: Carlos, Eduardo e Flávio Bolsonaro.

Os crimes pelos quais o relator pedirá o indiciamento de Bolsonaro são de epidemia com resultado de morte; infração de medidas sanitárias; emprego irregular de verba pública; incitação ao crime; falsificação de documento particular; charlatanismo; prevaricação; genocídio de indígenas; crimes contra a humanidade; crimes de responsabilidade; e homicídio por omissão.

Em nota, na última sexta-feira, Flávio Bolsonaro classificou o relatório como uma "alucinação". "O relatório do senador Renan Calheiros é uma alucinação, não se sustenta e é um desrespeito com as quase 600 mil vítimas da Covid que esperavam algo de útil da CPI. Trata-se apenas de uma peça política para agradar ao PT e para tentar desgastar o presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2022", disse o senador.

Procurado, Eduardo Bolsonaro não comentou. A defesa do vereador Carlos Bolsonaro disse que "essa sugestão do relator (de indiciar Carlos) é totalmente sem fundamento nos fatos apurados na CPI e nas inúmeras narrativas criadas, que não se sustentaram com o tempo".

Relatório da CPI acusa o governo Bolsonaro de agir com 'dolo' na pandemia

André Shalders, Julia Affonso e Vinicius Valfré, O Estado de S.Paulo

17 de outubro de 2021 | 00h01

 

BRASÍLIA - O relatório final da CPI da Covid, do Senado, conclui que o governo Bolsonaro agiu de forma dolosa, ou seja, intencional, na condução da pandemia e, por isso, é responsável pela morte de milhares de pessoas. O Estadão teve acesso ao documento, que tem 1.052 páginas, e será apresentado aos senadores da CPI na próxima terça-feira. “O governo federal criou uma situação de risco não permitido, reprovável por qualquer cálculo de custo-benefício, expôs vidas a perigo concreto e não tomou medidas eficazes para minimizar o resultado, podendo fazê-lo. Aos olhos do Direito, legitima-se a imputação do dolo (intenção de causar dano, por ação ou omissão)”, diz trecho da peça, que ainda pode ser alterada até terça-feira. No dia seguinte, os senadores devem começar a votação do relatório. 

 

A conclusão será encaminhada aos órgãos de controle, que poderão abrir processos sobre os supostos crimes apontados. Isso ocorre porque a CPI tem poderes de investigação, mas não de punição.

 

O documento faz um diagnóstico do que, na visão da comissão, provocou a morte de 600 mil pessoas no Brasil. Com base nessas investigações, os senadores afirmam ter encontrado indícios de omissão e “desprezo técnico” durante a tragédia sanitária.

 

Em uma mudança de entendimento, o texto passou a imputar a Bolsonaro e ao ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, o mais longevo da pandemia, o crime de homicídio qualificado. Até então, o relatório atribuía a ambos o crime de homicídio comissivo – praticado por omissão. O argumento da CPI é de que Bolsonaro sabia dos riscos que oferecia à população e os assumiu.

 

A seguir, os principais pontos do documento.

1. Gabinete paralelo

O relatório aponta que um “gabinete paralelo”, composto por médicos, políticos e empresários que não faziam parte do governo, assessorou informalmente Bolsonaro. As orientações não tinham respaldo científico e foram determinantes “para o desastre na gestão da pandemia”. Elas influenciaram ações e discursos do presidente e, consequentemente, o comportamento de milhões de brasileiros. O grupo era formado por Nise YamaguchiOsmar TerraArthur WeintraubCarlos Wizard e Paolo Zanotto.

2. Imunidade de rebanho

Por orientação do gabinete paralelo, o governo Bolsonaro estimulou a população a seguir sua rotina e ignorar medidas de proteção, como o uso de máscaras e o distanciamento social. A ideia era contaminar a maior parte da população brasileira para que o País procedesse a uma suposta “imunidade de rebanho”. A estratégia tinha como objetivo forçar a volta da atividade econômica.

3. Tratamento precoce

O governo Bolsonaro fez uma “defesa incondicional e reiterada” de medicamentos com ineficácia comprovada contra a covid, como a hidroxicloroquina, a azitromicina e a ivermectina. A conduta levou brasileiros a abrir mão de medidas como o distanciamento social e o uso de máscaras. Além disso, fez com que o País gastasse milhões de reais em vão, com medicações que não funcionavam. Em 2020, foram R$ 41 milhões para itens do chamado “kit covid”, segundo um cálculo conservador da CPI. A maior parte foi desembolsada quando havia farta evidência de que o remédio não surtia efeito. “A insistência aponta para o presidente como o principal responsável pelos erros de governo.”

4. Oposição a medidas não farmacológicas

O relatório aponta que o governo desestimulou a adoção de medidas não farmacológicas contra o vírus, como o isolamento social e o uso de máscara. O texto afirma que, se as medidas tivessem sido aplicadas, 120 mil vidas poderiam ter sido salvas até março de 2021.

5. Atraso na compra de vacinas

A demora “deliberada” e “injustificável” para a compra de vacinas da Pfizer e a Coronavac foi considerada “a mais grave omissão” do governo federal na pandemia e contribuiu “decisivamente” para o alto número de casos e mortes no País. A imunização não foi uma prioridade, como também uma legislação para aquisição e o uso das vacinas.

6. Crise no Amazonas

O governo federal foi omisso não apenas no monitoramento da falta de insumos no Amazonas, mas também depois de instalada a crise de desabastecimento de oxigênio. Pacientes internados com a covid-19 morreram por asfixia. Segundo o relatório, o governo Bolsonaro fez do Amazonas um “laboratório humano”. Em Manaus, o Ministério da Saúde incentivou o uso de remédios comprovadamente ineficazes. A propaganda incentivou experiências que violaram princípios éticos e causaram a morte de pessoas. Em seguida, a falta de uma coordenação nacional para o monitoramento do consumo de oxigênio em hospitais criou uma corrida pelo produto em outras partes do País.

7. Vacina Covaxin

O relatório lista uma série de irregularidades na contratação de R$ 1,6 bilhão da vacina indiana Covaxin. O interesse no imunizante foi informado por Bolsonaro em carta de 8 de janeiro de 2021 ao primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi. Na mesma época, o governo ignorava as ofertas da Pfizer. O documento cita ausência de estimativa de preço, aumento de 1.000% no valor estimado do imunizante, entrega de documentos falsos ao Ministério da Saúde e garantia irregular da Fib Bank. As provas entregues pelos irmãos Miranda também são indicadas no documento: pedido de pagamento 100% adiantado e transferência para uma offshore fora do contrato. O relatório sugere o indiciamento de cinco funcionários da Precisa Medicamentos, dentre eles o dono, Francisco Maximiano.

8. Hospitais federais do Rio

A partir de denúncias de corrupção no governo de Wilson Witzel, a CPI identificou fortes suspeitas de mau uso de recursos públicos em hospitais federais do Rio que foram destacados para receber pacientes com a covid-19. Os desvios, portanto, teriam prejudicado o atendimento aos pacientes porque comprometeram a oferta de leitos e as condições de trabalho dos profissionais da saúde. No entanto, a CPI alega que teve pouco tempo para analisar todas as denúncias. Encerrou, então, compartilhando os documentos que obteve com o Ministério Público Federal, para eventual abertura de processos.

9. Caso VTCLog, a operadora de logística

O relatório final indica que a VTCLog, empresa responsável pela logística dos medicamentos no Ministério da Saúde, pode ter feito um truque chamado “jogo de planilha” para aumentar seu lucro. Num aditivo ao contrato, a empresa passou a cobrar R$ 18,9 milhões por um item de seus serviços – a manipulação de itens – que antes estava orçado por menos da metade. O aditivo acabou suspenso, mas o texto final da CPI recomenda nova licitação para substituir a VTCLog, e que a empresa seja investigada pelo Ministério Público Federal e pelo TCU.

10. Análise orçamentária da pandemia

Em outro tópico, o relatório traz uma análise minuciosa dos gastos do governo com o combate à pandemia. Até agosto de 2021, a União já destinou R$ 759,7 bilhões para esta finalidade, sendo que R$ 385 bilhões foram para o auxílio emergencial. O gasto com vacinas foi bem menor – R$ 2,9 bilhões em 2020 e mais R$ 5,5 bilhões este ano. O texto também cita uma apuração em curso no Tribunal de Contas da União (TCU) que investiga se a pasta teria usado recursos do enfrentamento à pandemia para despesas cotidianas, não relacionadas à emergência sanitária. O tópico ainda traz uma estimativa dos gastos com o chamado “kit covid”: ao menos R$ 41,07 milhões gastos com cloroquina e hidroxicloroquina; e mais R$ 15,6 milhões com azitromicina.

R$ 30,6 milhões é o valor gasto com cloroquina e hidroxicloroquina

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Marcos Rogério resume com precisão a CPI: “Episódio lamentável da história do Brasil” (veja o vídeo)

Reprodução Internet

 

“Alguém tinha alguma dúvida de que o objetivo número 1 de Renan Calheiros era perseguir o governo Bolsonaro, seus filhos e aliados? Desde o início, esse sempre foi o foco da CPI da Covid, que concentrou os trabalhos em pré-julgamentos, e não em fatos. Não há surpresa, apenas uma triste constatação!
A CPI poderia fazer um trabalho ímpar no combate à corrupção, investigando os bilhões enviados aos estados e municípios para o enfrentamento à pandemia da Covid-19. Mas em vez disso, optou por se omitir. Foi uma decisão política do comando da CPI, que escolheu proteger os governos estaduais e municipais, enquanto direcionava todo o seu esforço em perseguir o governo do presidente Jair Bolsonaro. Um episódio lamentável que ficará marcado na história do Brasil!"

Com estas palavras, o senador Marcos Rogério (DEM-RO) publicou um vídeo em suas redes sociais, na tarde desta sexta-feira (15), desmoralizando, mais uma vez, a CPI que funcionou no Senado Federal por quase seis meses, mas não conseguiu encontrar absolutamente nada de material para acusar o governo federal, enquanto criou um verdadeiro escudo para impedir a investigação de desvios e corrupção nas esferas estaduais e municipais.

Renan Calheiros, entretanto, com base em todas as narrativas já destacadas por Marcos Rogério, ao longo do funcionamento do colegiado, promete entregar um relatório em que aponta a prática de “onze crimes” pelo poder executivo no âmbito da pandemia. Isso mesmo, leitor, são onze os crimes que Renan diz que foram cometidos, todos com base em absolutamente nada!

De qualquer forma, ainda serão menos processos do que o próprio senador alagoano acumula em sua carreira política, só no STF! COM JCONLINE

 

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