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Zezinho Albuquerque critica cobrança da taxa da Enel para empresas de internet

Deputado Zezinho Albuquerque (Progressistas)Deputado Zezinho Albuquerque (Progressistas)Foto: Edson Junior Pio

O deputado Zezinho Albuquerque (Progressistas) reclamou, no primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Ceará desta quarta-feira (16/11), da decisão da Enel em elevar a cobrança para uso de postes pelas empresas de internet.

Para o parlamentar, a distribuidora de energia abusa do fato de ter o monopólio do serviço no Estado quando eleva a taxa de R$ 12,00 para R$ 36,00 por poste. “Sabemos que o Estado tem um contrato com a Enel, mas esses aumentos são abusivos e não impactam somente nas distribuidoras de internet, mas no consumidor final. Isso implica no fechamento de pequenos negócios e na extinção de milhares de empregos. A Enel não pode fazer o que quer”, avaliou.

Outro assunto abordado por Zezinho Albuquerque foi a condução do Governo do Ceará por Izolda Cela. Ele não poupou elogios à governadora, frisando não estar surpreso em saber que ela foi convocada para a equipe de transição do Governo Lula.

“A forma como ela vem conduzindo a administração do nosso Estado com tamanha tranquilidade e sensibilidade, reduzindo impostos e ainda assim promovendo o crescimento em tantas áreas, só comprova toda a sua competência. Claro que temos problemas, mas seguindo e buscando a melhor maneira de saná-los”, acrescentou.

O deputado externou ainda seu orgulho em ver o colega parlamentar Elmano Freitas (PT), eleito governador do Ceará. “Fico muito feliz em dizer que nosso partido decidiu desde o início apoiar Elmano como candidato, pois sabemos de sua competência e vontade de trabalhar. Não tenho dúvida de que ele dará continuidade a esse projeto de desenvolvimento e contará certamente com a ajuda dos demais poderes”, afirmou.

Em aparte, o deputado Leonardo Pinheiro (Progressistas) lembrou que a internet hoje é peça fundamental para a sociedade e que uma sobretaxa nos custos encarece toda uma cadeia produtiva. “Se não tomarmos uma providência, isso pode virar um grande prejuízo para o Estado. Quanto ao nosso governador eleito, todos pudemos conviver com Elmano e testemunhar o homem simples, preparado e aberto a diálogo, reunindo todas as condições para um fazer um grande governo”, opinou.

Já o deputado Fernando Santana (PT) criticou a postura dos representantes da Enel. “A Enel vem querendo enganar nosso povo. Tivemos reunião na sexta-feira com eles e, por nossa sorte, o diretor Oswaldo Férrer ainda nos respeita, mas outros representantes não dão a mínima para o consumidor final. Eles não querem negociar esse valor da taxação e, inclusive, já comunicaram às empresas provedoras esse aumento. Ou pagam ou viram inadimplentes. Temos que combater essa injustiça”, defendeu.

O presidente da Casa, deputado Evandro Leitão (PDT), disse estar orgulhoso em ver os deputados unidos em torno de uma pauta como a da Enel. “Afirmo à sociedade que estamos juntos na defesa da população cearense. Não suportamos mais esses aumentos, estamos num momento de retomada da economia, e essas taxas não contribuem de forma alguma com esse esforço, muito pelo contrário, é mais um peso no bolso do consumidor", afirmou.

Sobre a governadora Izolda e sua liderança na revolução da educação do Ceará, segundo o parlamentar, não há palavra melhor para definir que orgulho. "Vimos um projeto que iniciava na educação básica que segue até a universidade, ou seja, é algo pensado de forma continuada, meritocrática e que tem resultado”, declarou.

LA/AT

Heitor Férrer defende cumprimento de promessas pelo prefeito José Sarto

Deputado Heitor Férrer (União)Deputado Heitor Férrer (União)Foto: Edson Junior Pio

O deputado Heitor Férrer (União) cobrou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta quarta-feira (16/11), realizada de forma presencial e remota, o cumprimento de promessas de campanha do atual prefeito de Fortaleza, José Sarto, principalmente na área da saúde.

Segundo o parlamentar, durante a campanha eleitoral para a Prefeitura de Fortaleza, o plano de governo do então candidato Sarto previa a construção de novos postos de saúde, unidades de pronto atendimento (UPAs) e policlínicas, assim como garantia o atendimento pediátrico e ginecológico em todos os postos de saúde da capital.

“Já estamos terminando o segundo ano de mandato do prefeito Sarto e nada disso existe. Todas essas promessas estão no lixo, e que me perdoem os admiradores do prefeito, mas até hoje ele ainda não disse a que veio”, criticou Heitor Férrer.

Para o deputado, no momento em que o então candidato Sarto prometeu aos fortalezenses que disponibilizaria atendimentos ginecológicos em cada posto de saúde da cidade, ele conseguiu uma enormidade de votos, que podem ter feito a diferença em uma disputa eleitoral bastante acirrada. “São pessoas que acreditaram na promessa de que não precisariam mais sair dos seus bairros para fazer um tratamento ginecológico, já que isso constava no plano de governo do candidato. Desse modo, o prejuízo para quem acreditou nessa promessa já está posto”, avaliou.

Heitor Férrer destacou que outra promessa de campanha de Sarto era a Operação Zero Filas, que asseguraria a realização de convênios com hospitais particulares para zerar as cirurgias em Fortaleza. “Isso é uma promessa que encanta o eleitor, porque dá a garantia de que ele será operado pela rede privada. A verdade é que as pessoas continuam esperando pela execução dessas promessas”, afirmou.

Ainda segundo ele, “promessa de campanha tem que ser cumprida no primeiro dia de governo, caso contrário pode se configurar em estelionato eleitoral, quando propostas mirabolantes se tornam ficção ou enganação, a partir do momento em que não são concretizadas”.

RG/AT

Alece homenageia Federação da Câmara de Dirigentes Lojistas pelos 50 anos de atuação

Alece homenageia Federação da Câmara de Dirigentes Lojistas pelos 50 anos de atuação

 
A Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) realiza, nesta próxima quinta-feira (17/11), às 18h, no Plenário 13 de Maio, sessão solene para celebrar os 50 anos de criação da Federação das Câmaras dos Dirigentes Lojistas do Ceará (FCDL). O autor do requerimento é o presidente da Casa, deputado Evandro Leitão (PDT).

A FDCL foi fundada em Fortaleza, em dezembro de 1972, com o nome de Federação dos Clubes de Diretores Lojistas do Ceará. Nas décadas seguintes, a instituição ampliou sua atuação, e hoje a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Ceará tem 83 CDLs afiliadas, distribuídas em 116 municípios cearenses.

Em sua missão, a entidade destaca o compromisso de atuar como articuladora dos objetivos das CDLs, ao elaborar estudos e pesquisas nas diversas áreas do conhecimento; promover e contribuir para o desenvolvimento pleno e sustentável; melhorar a qualidade dos benefícios e soluções oferecidos pelas CDLs e propiciar a troca de ideias e informações, a fim de realizar uma ação conjunta das CDLs.

Durante a solenidade, serão homenageados os ex-presidentes Gustavo Silva (in memoriam), Inácio Parente (in memoriam), Expedito Leite de Sousa (in memoriam), Clóvis Rolim (in memoriam), Jehovah Alves Damasceno, Petrônio Aguiar de Andrade (in memoriam), Gervásio Braga Pegado (in memoriam) e Francisco Honório Pinheiro Alves.

Colaboradores mais antigos também receberão reconhecimento pela contribuição à entidade, como Francimir Moura Chaves, Luiz Quirino Filho e Edmundo Ferreira de Sousa.

JM/GE

Oito projetos de parlamentares iniciam tramitação na Alece

Leitura do expediente da sessão legislativa desta quarta-feiraLeitura do expediente da sessão legislativa desta quarta-feiraFoto: Edson Junior Pio

Com a abertura dos trabalhos da 74ª sessão ordinária da quarta sessão legislativa da 30ª legislatura da Assembleia Legislativa, realizada em sistema híbrido nesta quarta-feira (16/11), iniciaram tramitação na Casa oito matérias de autoria parlamentar, sendo cinco de lei e três de indicação.

Dentre os projetos de lei, dois são de iniciativa do deputado Audic Mota (MDB). O 369/22 caracteriza maus-tratos aos animais para efeito de aplicabilidade de leis correlatas no Ceará. Já o 370/22 institui o Programa de Saúde Animal da Família, com a finalidade de promover a assistência financeira do Estado aos municípios interessados em incluir médicos veterinários nas equipes multidisciplinares que compõem o Núcleo de Saúde da Família.

Do deputado Marcos Sobreira (PDT), o PL 371/22 denomina de Petronila Maria da Silva o Centro de Educação Infantil (CEI) localizado no município de Salitre.

O deputado Guilherme Landim (PDT) é autor do projeto de lei 372/22, que institui a realização de campanha de incentivo ao primeiro voto nas escolas públicas e privadas do Estado.

Já o PL 373/22, do deputado Pedro Lobo (PT), institui a Campanha de Conscientização sobre a Leishmaniose Visceral Canina no Ceará.

Entre os projetos de indicação, o 244/22 e o 245/22 são de autoria deputado Walter Cavalcante (PV), e o 246/22, do deputado Pedro Lobo.

Após a leitura em plenário, os projetos seguem para a análise da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) e das comissões técnicas de mérito. Se aprovados, são encaminhados para a votação do Plenário.

LS/AT

CMO deve analisar relatório preliminar do Orçamento 2023 até o dia 24

Bruno Lourenço | 16/11/2022, 13h24

O projeto de Lei Orçamentária de 2023 (PLN 32/2022) entra na reta final na Comissão Mista de Orçamento (CMO). Relatório preliminar deve ser finalizado até o dia 24. Depois acontece a fase de discussão de relatórios setoriais e de receita e a votação do relatório geral, prevista para o dia 12 de dezembro na comissão e no dia 16 de dezembro no Congresso Nacional. O relator geral da PLOA 2023 é o senador Marcelo Castro (MDB-PI).

 

Adiada votação de PEC que insere combate à corrupção nos princípios fundamentais da Constituição

 

Roberto Fragoso | 16/11/2022, 18h41

Marcada para esta quarta-feira (16/11), a reunião da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) foi adiada por falta de quórum. Entre os itens na pauta estava a proposta de emenda à Constituição que insere como princípios fundamentais na Carta Magna a prevenção e o combate à corrupção (PEC 30/2020). O relator, Marcos Rogério (PL-RO), destaca que a alteração terá efeitos em todo o ordenamento jurídico brasileiro. Ele sugeriu modificar a PEC para que a prevenção e o combate à corrupção sejam incluídos entre os objetivos da República, e não entre os fundamentos.

Comissão de Constituição e Justiça vai avaliar projeto que cria Lei de Responsabilidade Social

 

Roberto Fragoso | 16/11/2022, 18h23

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) vai avaliar o projeto que cria a Lei de Responsabilidade Social (PL 5.343/2020). O projeto reformula a rede de proteção social do País, traçando metas de redução da pobreza a partir de três eixos: renda mínima, seguro família e poupança educação. A renda mínima será um aperfeiçoamento dos programas passados de transferência de renda, como Bolsa Família e Auxílio Brasil. O seguro família será uma poupança que poderá ser sacada em momentos de queda na renda e de calamidades públicas. Já o programa Mais Educação será uma poupança depositada para alunos do ensino fundamental ao fim do ensino médio, quando poderá ser sacada.

Pacheco: PEC da Transição poderá ser votada na última semana de novembro

 

 

Hérica Christian | 16/11/2022, 13h57

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, disse que os senadores deverão votar a PEC da Transição já na última semana de novembro. Ele ponderou que a retirada do Auxílio Brasil do teto de gastos vai significar R$ 100 bilhões para outras áreas, como saúde, educação e meio ambiente.

Fonte: Agência Senado

Parlamentares apresentam 6.640 emendas ao Orçamento de 2023

A Comissão Mista de Orçamento informou que foram apresentadas 6.575 emendas individuais e coletivas ao Orçamento de 2023 (PLN 32/22), no valor de R$ 234,3 bilhões. O valor é alto porque as emendas coletivas não têm limites de valores, mas tudo ainda será analisado pelos relatores setoriais e pelo relator-geral, senador Marcelo Castro (MDB-PI). As emendas também passam por uma verificação de admissibilidade.

 

Neste ano, cada parlamentar pôde apresentar R$ 19,7 milhões em emendas individuais impositivas no valor total de R$ 11,7 bilhões. Já as bancadas estaduais têm um teto de R$ 7,7 bilhões para emendas impositivas, o que resultou em R$ 284,8 milhões para cada estado. Mas as bancadas apresentaram emendas no valor total de R$ 25,8 bilhões.

 

As comissões da Câmara e do Senado não têm limites para apresentação de emendas, mas elas não têm caráter impositivo. Ou seja, o Poder Executivo não tem obrigação de executá-las mesmo que sejam aprovadas.

 

Nas emendas individuais, 50% dos valores devem ser destinados à saúde, mas os parlamentares destinaram um pouco mais: R$ 6,2 bilhões. Em seguida, as áreas mais favorecidas foram economia, trabalho e previdência; cidadania e esporte; e educação.

 

Além das 6.575 emendas de aumento de despesa ou de remanejamento, foram apresentadas 59 emendas de alteração do texto do projeto e 6 de reestimativa de receita. Ou seja, no total, foram 6.640 emendas. O Orçamento de 2023 ainda terá R$ 19,4 bilhões em emendas que serão elaboradas pelo relator-geral.

 

Reportagem - Silvia Mugnatto
Edição- Wilson Silveira

Fonte: Agência Câmara de Notícias

 

 

Entidades de defesa dos idosos cobram mais atenção do Estado com instituições de longa permanência

 

Debatedores ouvidos pela Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa da Câmara dos Deputados apontaram, nesta quarta-feira (16), falhas do Estado brasileiro no atendimento a pessoas idosas em instituições de longa permanência (Ilpis). Segundo eles, além do número insuficiente de Ilpis para dar conta do aumento da população idosa, o Brasil carece de uma radiografia das estruturas disponíveis, incluindo recursos humanos e financeiros, e da população assistida.

 

As Ilpis são instituições governamentais ou não governamentais, de caráter residencial, destinadas ao domicílio coletivo de pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, com ou sem suporte familiar.

 

Presidente da Frente Nacional de Fortalecimento das Ilpis, Karla Giacomin lamentou as dificuldades enfrentadas pelos brasileiros idosos que precisam de Ilpis. “O cenário atual aponta para a inexistência de uma política nacional de cuidados de longa duração. A expressão prática dessa lacuna é a oferta pública tanto reduzida quanto heterogênea dessas instituições”, observou.

 

Karla Giacomin explicou que “os cuidados de longa duração são o suporte que pessoas mais velhas precisam para realizar cuidados pessoais, tarefas domésticas e para manter suas relações sociais”. Ela afirmou que “esses cuidados podem se dar no âmbito do domicílio, da comunidade e das instituições”.

 

Vejuse de Oliveira, que representou a Associação Cearense Pró-Idosos (Acepi), também apontou as carências no atendimento público a idosos. “A pandemia nos mostrou que as Ilpis existem em uma realidade de carências absurdas, com estruturas inadequadas, recursos humanos ainda insuficientes e orçamentos extremamente precários, uma total apatia do governo em relação a essas instituições”, disse.

 

O deputado Denis Bezerra (PSB-CE), que propôs a audiência pública, chamou atenção para o fato de os idosos representarem em breve ¼ da população brasileira; e defendeu mudanças no orçamento que comportem esse novo cenário. “Essa visão a gente só vai conseguir mudar, de fato, a partir do momento em que os parlamentares e o Executivo forem efetivamente cobrados pela população”, disse.

Cadastro
Promotor de Justiça no Ministério Público do Ceará, Elder Ximenes Filho apontou como essencial a criação de um cadastro nacional com dados oficiais sobre a oferta de Ilpis e sobre a população assistida, incluindo recursos humanos e financeiros disponíveis.

 

Representando a Secretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, Renato Gomes reconheceu que, até 2019, o governo não contava com informações suficientes para planejar ações voltadas às Ilpis. Segundo ele, apenas com o início da pandemia de Covid-19 o governo passou a cadastrar essas instituições por meio de um formulário, recebendo 6 mil respostas.

Gomes acrescentou que o auxílio emergencial destinado às Ilpis durante a pandemia (Lei 14.018/20) permitiu que o governo beneficiasse cerca de 70 mil idosos em 2.117 instituições, com um total de R$ 165 milhões. Entretanto, ele reconheceu que essas ações não podem ser pontuais.

 

“Esses auxílios são pontuais, e o que as instituições de longa permanência precisam é de um modelo permanente, que esteja no Orçamento, para que as necessidades básicas sejam atendidas e elas tenham condições de prestar um serviço adequado. O Parlamento tem um papel fundamental nisso”, disse o secretário.

 

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Agência Câmara de Notícias

 

 

Emendas de bancada e comissões ao Orçamento ultrapassam R$ 234 bilhões

Com o fim do prazo para apresentação de emendas à proposta orçamentária para 2023 na segunda-feira (14), um levantamento feito pelas consultorias de Orçamento do Senado e da Câmara dos Deputados aponta que as bancadas estaduais e as comissões permanentes apresentaram 6.575 emendas de despesa ao projeto de Lei Orçamentária Anual (PLN 32/2022). Juntas elas representam R$ 234,3 bilhões.

Vencida essa primeira etapa, as sugestões dos parlamentares serão analisadas pela Comissão Mista de Orçamento (CMO). A expectativa é que o relator-geral da matéria, senador Marcelo Castro (MDB-PI), apresente um relatório preliminar nesta sexta-feira (18). Segundo a análise das consultorias, as 15 comissões permanentes do Senado apresentaram 68 emendas, que somam R$ 49,6 bilhões. Os 81 senadores fizeram 870 sugestões de despesa, no valor de R$ 1,5 bilhão.

No rol de emendas coletivas apresentadas ao projeto, a área de Cidadania e Esporte foi a mais beneficiada, com R$ 76 bilhões. Na sequência estão as áreas de Desenvolvimento Regional (R$ 31,1 bilhões), Saúde (R$ 26 bilhões) e Economia, Trabalho e Previdência (R$ 21,4 bilhões).

Quando o assunto é emenda individual, tanto na Câmara como no Senado os parlamentares deram prioridade à Saúde, com R$ 6,1 bilhões. Na sequência, surgem as áreas temáticas de Economia, Trabalho e Previdência (R$ 3,7 bilhões), Cidadania e Esporte (R$ 543 milhões) e Educação (R$ 288 milhões).

Transição

Ainda nesta quarta-feira (16), o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB) se reúne com o relator-geral do Orçamento de 2023, o senador Marcelo Castro (MDB-PI), para discutir e calcular os gastos da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição. O governo eleito quer um espaço maior no orçamento do próximo ano para incluir a previsão de gastos no programa Auxílio Brasil - que deve ser rebatizado como Bolsa Família - e outras despesas com programas sociais prometidas na campanha pelo presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Para que todas as demandas sejam atendidas, integrantes da equipe de transição, coordenada por Alckmin, já adiantaram que o valor extra para o Orçamento deve ser de mais de R$ 175 bilhões. O montante preocupa muitos parlamentares e economistas que avaliam que é preciso limitar o valor para garantir o equilíbrio fiscal e não descontrolar as contas públicas.

Edição: Fernando Fraga / AGÊNCIA BRASIL

PDT inicia debates para definir apoio ou oposição ao governo Elmano; consenso parece distante

 / DIARIOONRDESTE

 

Em clima de racha desde o processo de escolha do candidato a governador no fim do primeiro semestre, o PDT iniciou, formalmente, os esforços para tentar unificar a legenda e definir uma posição em relação ao governo Elmano de Freitas (PT).  

 

A comissão especial anunciada pelo presidente nacional Carlos Lupi e formada por André Figueiredo, Cid Gomes, Roberto Cláudio e José Sarto teve a primeira reunião no último sábado, mas um acordo ainda não parece próximo. 

 

“Fizemos uma reunião de debate. Tem duas teses: ser oposição ou ser base aliada do governador   Elmano. Vamos continuar conversando, reunir a bancada estadual e federal e vamos avançar nisso”. 

ANDRÉ FIGUEIREDO
Deputado federal e presidente estadual do PDT
 

Na Assembleia, o partido elegeu 13 deputados estaduais, sendo a maior bancada. No Legislativo, o clima entre a maioria dos pedetistas é de apoio à tese de ser base do governo. 

O principal articulador desta tese é o senador Cid Gomes. Desde o início do segundo turno, após confirmada a derrota do PDT no primeiro turno na disputa ao Governo do Estado, o parlamentar iniciou tratativas e articulações para reaproximar PDT e PT. 

A tese de manutenção do rompimento está sendo defendida por lideranças mais próximas do ex-ministro Ciro Gomes e do ex-prefeito Roberto Cláudio. 

Segundo André Figueiredo, que foi reeleito deputado federal, ainda não há data marcada para a reunião entre a comissão e os parlamentares eleitos pela Legenda.

AGUARDANDO CONVITES

Ele ainda declarou que cabe ao governador Elmano convidar o partido para uma conversa sobre o assunto. Na última semana, o gestor eleito fez a primeira reunião com os partidos aliados, entre os quais não estavam o PDT. 

Na ocasião, Elmano declarou que o partido não foi convidado por conta do impasse que vive em relação ao apoio ao futuro governo. A ausência do convite foi para deixar o PDT resolver internamente as divergências. 

 

ive o cuidado de não convidar, eu sei que o partido não tem uma decisão. A primeira coisa que nós devemos ter é respeito. Eu não posso fazer de conta que o PDT não tem um processo interno de debate, eu sei que tem e cabe a mim respeitar".

ELMANO DE FREITAS
Governador eleito (PT)

Deputado bolsonarista pede a Aras que investigue viagem de Lula em jatinho de empresário

Por Dimitrius Dantas — Brasília / O GLOBO

 

O deputado federal Sanderson (PL-RS) enviou um ofício ao Procurador-Geral da República, Augusto Aras, pedindo a abertura de um procedimento que apure a viagem do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um avião do empresário José Seripieri Júnior. O petista embarcou com destino ao Egito nesta segunda-feira para participar da COP27, cúpula das Nações Unidas sobre o meio-ambiente.

 

A viagem gerou polêmica porque Lula optou por ir de carona em um avião emprestado por Seripieri. O empresário tem sua trajetória ligada à Qualicorp, operadora de planos de saúde que fundou em 1997 e da qual saiu em 2019, iniciando uma nova empreitada com o lançamento da Qsaúde logo em seguida.

 

Junior, como é conhecido, é amigo de Lula há pelo menos uma década. O petista frequentou a mansão de veraneio do empresário em Angra dos Reis (RJ) após deixar a Presidência. Seripieri também costumava ceder um helicóptero e um jatinho para transporte do ex-presidente. No documento enviado à Procuradoria-Geral da República, Sanderson destacou que Seripieri foi acusado de corrupção na Lava-Jato e chegou a ser delator.

 

"Repiso, por oportuno, que o mencionado empresário José Seripieri Júnior foi preso no âmbito da operação Lava-Jato em 2020, tornando-se delator num acordo de colaboração premiada fechado com essa PGR fcom multa de R$ 200 milhões imposta ao investigado", destacou o parlamentar.

 

O ex-dono da Qualicorp foi um dos convidados do casamento de Lula com a socióloga Rosângela Silva, a Janja, em maio. O evento, em meio à campanha eleitoral, reuniu cerca de 200 pessoas em São Paulo. Segundo o documento, a proximidade entre os dois, bem como o custo de uma viagem ao Cairo justificam uma apuração por parte da PGR.

 

"É nesse contexto que, diante da relevância e urgência da temática, solicito a Vossa Excelência sejam adotadas as medidas cabíveis para apurar o motivo e em que circunstâncias foi emprestada aeronave particular do Sr. José Seripieri Júnior ao Sr. Lula da Silva para ir à COP-27", pediu o deputado.

 

Na tarde desta segunda-feira, o vice-presidente eleito e coordenador da transição de governo, Geraldo Alckmin, afirmou que a viajem de Lula no avião do empresário não foi um empréstimo, mas uma 'carona'.

— A informação que eu tenho é que o proprietário está indo junto. Não tem empréstimo — respondeu.

Nas suas redes sociais, o parlamentar criticou a utilização da aeronave.

— Como não existe almoço grátis, a minha preocupação é proteger o país de relações espúrias como essas, nada republicanas, que já custaram muito à nação brasileira e que, mesmo sem ter assumido a presidência, Lula já dá sinais de que não aprendeu nada com os escândalos de corrupção que protagonizou e o levaram à cadeia. Pela gravidade dos fatos, pedi inclusive urgência na apuração — afirmou.

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