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CENTRÃO JÁ TEM RESPOSTA CASO O STF TORNE ILEGAL O ORÇAMENTO SECRETO TORNE

Mariana Carneiro / COLUNA DO ESTADÃO

 

Integrantes do Centrão já têm uma resposta caso o STF torne inconstitucional o orçamento secreto – as chamadas emendas de relator. Líder do governo Bolsonaro na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR) afirma que os deputados vão usar a PEC da Transição para incluir essas emendas na Constituição e, assim, tornar nula a decisão da Corte. “Eles (ministros do Supremo) sabem que isso vai ser feito e ficam querendo fazer graça”, afirmou. “Está no texto a autorização para o relator fazer as emendas que a transição precisa. Assim, as emendas de relator passam a estar na Constituição. Tanto faz o que o STF decidir.” Aliados de Lula, por sua vez, identificaram que pode cair na conta do PT uma possível derrota no STF e torcem para que ou a decisão seja paralisada por um pedido de vista ou prevaleça a visão atribuída a Gilmar Mendes, de apenas disciplinar o uso das emendas, permitindo a sua sobrevida.

 

REVERTÉRIO. O julgamento, que tem previsão de início nesta quarta (7), ocorre justamente quando petistas buscam o apoio de Arthur Lira (PP-AL) e, por isso, eles temem que a potencial derrota acabe em retaliação ou enrole a votação da PEC da Transição na Câmara, paralisando o início do governo Lula.

PRONTO, FALEI! Guilherme Afif Domingos, coordenador da transição de Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo

“A participação na Secretaria de Fazenda tem caráter operacional, burocrático, e ele tem mais o perfil de um conselheiro”, disse, sobre Paulo Guedes no governo Tarcísio.

CLICK. Guilherme Boulos, deputado federal eleito (PSOL-SP)

Integrante do time de transição de Lula, aproveitou o domingo para trocar figurinhas da Copa do Mundo com as filhas em um shopping na zona sul de SP.

Câmara aprova texto-base de projeto que isenta quem tem painel solar, mas onera demais consumidores

Por Sofia Aguiar e Marlla Sabino / O ESTADÃO

 

SÃO PAULO E BRASÍLIA - A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira, 6, por 260 votos a 83, o texto-base do projeto de lei que estende por seis meses o prazo para que consumidores solicitem acesso à rede ao instalar placas de painel solar para gerar a própria energia, deixando de pagar contas de transmissão e distribuição. Os deputados vão analisar agora os destaques, pedidos de alteração do texto aprovado. A prorrogação por seis meses foi fruto de acordo entre as lideranças da Casa, já que o texto original previa extensão por um ano.

 

Os custos pelo uso dos sistemas de transmissão e distribuição não pagos por quem tem os sistemas de geração distribuída é rateado entre os demais consumidores de energia elétrica – ou seja, onerando os demais consumidores de energia. Segundo cálculos da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), os subsídios devem somar R$ 5,4 bilhões para os consumidores do País em 2023.

Painéis solares instalados em edifícios; Câmara discute novas regras para cobrança de energia/FOTO: Tiago Queiroz/Estadão
Painéis solares instalados em edifícios; Câmara discute novas regras para cobrança de energia/FOTO: Tiago Queiroz/Estadão 

Teoricamente, os consumidores que geram energia própria seriam subsidiados pois não usariam mais as estruturas externas. Porém, como mostrou o Estadão, na prática, todos utilizam essas redes em algum momento do dia, já que estão conectadas às redes de distribuição e não são abastecidos 100% do tempo ou integralmente pela energia solar que produzem. Ainda assim, a lei isenta esses consumidores de qualquer tipo de cobrança por transmissão e distribuição – o que, consequentemente, faz com que todos os demais consumidores, principalmente aqueles que não têm condições de instalar seus sistemas próprios, banquem a conta de transmissão e distribuição.

O texto altera o marco legal da microgeração e minigeração (Lei 14.300), sancionado em janeiro deste ano pelo presidente Jair Bolsonaro (PL). A lei determina que projetos que protocolarem solicitação de acesso nas distribuidoras até 6 de janeiro seguirão isentos do pagamento pelo uso do fio e de encargos até 2045.

Já para quem fizer a solicitação de instalação após 6 janeiro de 2023, haverá um prazo de transição gradual, até que passem a arcar com todos os encargos. O repasse começa em 15% em 2023 e assim gradativamente até atingir 100% em 2029. Esses custos serão suportados pelos consumidores por meio da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo setorial usado para bancar subsídios para diversos segmentos.

A lei determina, no entanto, que essa parcela referente ao subsídio para esses consumidores durante o período de transição será paga apenas pelos consumidores atendidos pelas distribuidoras, como os residenciais. Aqueles que compram energia no mercado livre não participarão desse rateio.

Com base no novo prazo de seis meses, a Associação Brasileira dos Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) atualizou suas estimativas de impacto do projeto de lei nas contas de luz até 2046, que passa a R$ 118 bilhões, ante os R$ 159 bilhões anteriormente estimados.

Relatores setoriais acolhem R$ 21,4 bilhões em emendas parlamentares ao Orçamento

Os relatores setoriais do Orçamento acolheram emendas parlamentares que somam R$ 21,4 bilhões. O valor corresponde a 9,1% do total de despesas sugeridas até novembro por senadores, deputados, bancadas estaduais e comissões permanentes. Os relatórios setoriais podem ser votados ao longo desta semana pela Comissão Mista de Orçamento (CMO), que tem cinco reuniões marcadas desta terça (6) até a próxima quinta-feira (8).

O projeto de lei orçamentária (PLN 32/2022) é dividido em 16 áreas temáticas para facilitar o processo de discussão e votação da matéria. Dos 16 relatórios setoriais, 15 já foram apresentados à CMO. Até as 13h desta terça-feira, só estava pendente o documento sobre Desenvolvimento Regional.

A área da Saúde, relatada pelo senador Confúcio Moura (MDB-RO), foi a que teve o maior valor nominal de emendas acolhidas: R$ 11,2 bilhões. Além das emendas, o parlamentar recomenda o fortalecimento de dotações para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e procedimentos para o tratamento de câncer.

A área de Minas e Energia teve o menor valor nominal de emendas acolhidas pelo relator setorial, deputado Carlos Chiodini (MDB-SC): R$ 7,3 milhões. Ele sugere ao relator-geral do Orçamento, senador Marcelo Castro (MDB-PI), o atendimento de uma emenda que prevê aumento salarial para servidores efetivos das agências reguladoras.

Áreas temáticas

O Orçamento da União é dividido em assuntos como infraestrutura, saúde, educação e defesa, por exemplo. Cada área temática é atribuída a um relator setorial, que deve ser um senador ou um deputado integrante da CMO. No relatório, o parlamentar se pronuncia sobre cada área temática, inclusive sobre as emendas apresentadas pelo Poder Legislativo. Depois de aprovados pela CMO, os relatórios setoriais podem ser incorporados pelo relatório final do relator-geral do Orçamento.

Fonte: Agência Senado

CCJ aprova PEC da Transição; texto vai ao Plenário

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou no final da tarde terça-feira (6) a  "PEC da Transição", proposta que libera espaço no Orçamento de 2023 para programas sociais e o aumento real do salário mínimo. A PEC 32/2022 segue para dois turnos de votação em Plenário, onde são necessários três quintos dos votos dos senadores (49 de 81). A proposta aprovada não retira o Bolsa Família (atual Auxílio Brasil) do teto de gastos, mas expande o limite desse teto em R$ 145 bilhões para garantir o pagamento do benefício. O prazo do aumento do teto é fixado pelo substitutivo do relator, Alexandre Silveira (PSD-MG), em dois anos, e não quatro, como previa o texto original. 

A aprovação veio depois de acordo proposto pelo senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR) de reduzir a expansão do teto em R$ 30 bilhões. Inicialmente, o texto previa uma elevação de R$ 175 bilhões para os benefícios sociais. Apesar do acordo, Oriovisto informou que apresentará em Plenário emenda para tentar reduzir o prazo de validade da regra de dois para um ano e que ainda tentará reduzir a expansão do teto. 

Impacto

Com a medida, o governo eleito poderá pagar o Bolsa Família de R$ 600, acrescido de R$ 150 por criança de até 6 anos a partir de janeiro. O impacto fiscal total previsto da proposta é de R$ 168 bilhões, sendo R$ 145 bilhões referentes ao Bolsa Família e cerca de R$ 23 bilhões para investimentos, valor atrelado a um eventual excesso de arrecadação. 

Ao aumentar o espaço fiscal, abre-se uma margem no Orçamento de 2023 para saúde, educação e segurança, entre outros, e garantia de recursos para programas como o Farmácia Popular e para a construção de casas populares. 

Apresentado pelo senador Marcelo Castro (MDB-PI), que é o relator-geral do Orçamento de 2023, com o apoio da equipe de transição do governo eleito, o texto inclui trechos de outras PECs e partes de algumas das emendas apresentadas. 

Negociações

Parlamentares apresentaram novas emendas durante os trabalhos da CCJ. Ao todo, 52  sugestões de alterações foram protocoladas. A reunião, iniciada às 10h34 da manhã,  chegou a ser suspensa por mais de três horas para o relator analisá-las e novos pontos foram negociados entre os senadores na busca de um texto de consenso. 

Os principais pontos de divergência, segundo o senador Jaques Wagner (PT-BA), estariam no prazo da PEC, na data de envio do novo marco fiscal e na redução do impacto da proposta em R$ 30 bilhões. Parte dos senadores sugeriu que a expansão dos gastos para o pagamento valesse apenas por um ano e cobraram que a proposta de um novo marco fiscal para substituir o teto de gastos seja encaminhado em seis meses após o início do novo governo. O ponto mais sensível, segundo Wagner, e que seguirá em discussão no Plenário, é a redução do prazo de dois anos para um ano do valor definido para os programas sociais. 

—  Se eu dou um, eu estou premido; se não conseguirmos votar o novo arcabouço fiscal, eu vou ter que fazer alguma coisa para manter o orçamento do Bolsa Família. Na verdade, o segundo ano, eu diria, é um seguro; não é uma folga para não votar o novo arcabouço fiscal — afirmou o senador.

Senadores se queixaram do curto prazo para análise da matéria. Líder do governo no Senado, Carlos Portinho (PL-RJ) afirmou que é favorável à manutenção do pagamento dos R$ 600 no próximo ano, mas pediu um prazo maior para de discussão da matéria. O senador apresentou um requerimento para realização de uma audiência pública para debater a PEC, mas o pedido foi rejeitado pela CCJ.

—  O próprio governo concorda com a valor de R$ 600 do Auxílio Brasil, mas a gente tem outras questões que não podemos, com todo respeito, passar no atropelo. O relatório entrou agora; quando deu quórum, entrou o relatório; 20 páginas; é um tema complexo. E foi alterado. Agora, é necessário que a gente tenha o prazo para a gente poder avalizar — disse Portinho.

Flávio Bolsonaro (PL-RJ)  reforçou o pedido de adiamento da votação e disse que o consenso se limitaria aos R$ 600. Ele afirmou que a manutenção do benefício poderia ser feita por meio da edição de uma medida provisória e criticou a “correria” para votação da PEC.

— Essa correria, no meu ponto de vista pelo menos, gera, sim, uma incerteza, gera uma instabilidade, gera uma imprevisibilidade. O presidente [Jair] Bolsonaro pode, por exemplo, editar uma medida provisória e garantir os R$ 600, desde que não haja óbices no tocante a possíveis crimes de responsabilidade. Está resolvida a questão. [...] A gente não sabe nem quem é o ministro da economia que vai tomar conta disso — disse.

Relator do Orçamento e primeiro signatário da PEC, Marcelo Castro (MDB-PI) afirmou que a mudança no teto de gastos é fundamental para garantir o mínimo para o país funcionar em 2023.

— Não se está querendo fazer uma gastança desenfreada nem cometer irresponsabilidade fiscal. É o mínimo necessário e indispensável para o país funcionar — disse Castro.

Integrante da equipe de transição do governo eleito, a senadora Simone Tebet (MDB-MS) reforçou que a mudança no teto de gastos é urgente.

—  A crise está aí e ela não é só do Bolsa Família. Eu estou no grupo da transição. Só do Bolsa Família, são R$ 175 bilhões, mas temos R$ 2 bilhões do gás. Se nós não abrirmos um crédito não teremos R$ 2 bilhões do gás. Se nós não abrirmos um crédito de R$ 3 bilhões para o Suas, não vai ter dinheiro para os municípios garantirem os Cras [Centros de Referência de Assistência Social] na assistência social — apontou. 

Apesar de ser favorável à manutenção dos programas sociais, Tasso Jereissati (PSDB-CE) alertou durante a reunião que a manutenção do valor de R$ 175 bilhões pode trazer riscos para a economia.

— Se esse número de R$ 175 bilhões prevalecer, eu posso escrever aqui que nós estaremos, dentro de dois anos, vivendo juros reais de cerca de 9% — a perspectiva é de 9% reais. E isso é o maior afugentador de investimento, e investimento é o que gera emprego. Ao mesmo tempo, a inflação deve estar em altíssimos patamares também — alertou.

Novo arcabouço fiscal 

Outra inovação é a previsão de um novo arcabouço fiscal para substituir o teto de gastos a ser encaminhado pelo próximo governo no prazo de seis meses da posse. Inicialmente, o prazo seria dezembro de 2023, mas a mudança foi acertada ao longo do dia entre os senadores e confirmada por Jaques Wagner.

— O envio do novo arcabouço fiscal já foi acordado e nós reduzimos, conforme demanda de colegas, para seis meses —, disse Wagner.

De acordo com o texto, o presidente da República deverá enviar um projeto de lei complementar para a instituição de regime fiscal sustentável inspirado na PEC 34 de 2022 “com o objetivo de garantir a estabilidade macroeconômica do país e criar as condições adequadas ao crescimento socioeconômico”.

Gás

No relatório reformulado, Alexandre Silveira acatou novas sugestões dos senadores, entre elas, incluir a manutenção do pagamento do Auxílio Gás dentro do espaço fiscal aberto com a PEC.

Meio ambiente

O texto ainda exclui do teto de gastos as despesas com programas socioambientais federais e com o combate às mudanças climáticas custeadas com doações e as despesas das instituições federais de ensino pagas com receitas próprias, de doações ou convênios. 

Alexandre Silveira acrescentou à lista recursos decorrentes de acordos judiciais ou extrajudiciais que tiveram como origem desastres ambientais. Um exemplo seria um possível acordo em que a Vale compensaria a União pelo desastre de Mariana. 

Ainda nessa linha, o relator propôs a exclusão do teto de gastos das despesas custeadas com recursos oriundos de operações financeiras com organismos multilaterais dos quais o Brasil faça parte, destinados a financiar ou garantir projetos de investimento em infraestrutura, constantes do Plano Integrado de Transportes e considerados prioritários por órgão colegiado do setor

Obras

O relatório propõe ainda que sejam excetuadas do teto de gastos as despesas custeadas por recursos oriundos de transferências dos demais entes da federação para a União destinados à execução direta de obras e serviços de engenharia. 

Emendas ao Orçamento

A proposta permite que a equipe de transição peça ao relator-geral mudanças no projeto de Lei Orçamentária de 2023.  O relator incluiu previsão de que as comissões permanentes do Congresso Nacional também possam, assim como a equipe de transição, fazer solicitações ao relator-geral do Orçamento.

“Como já constava da proposta, essas emendas não estarão sujeitas aos limites aplicáveis às emendas ao projeto de lei orçamentária e devem ser classificadas como despesas primárias obrigatórias (RP 1) ou despesas primárias discricionárias (RP 2)”, acrescentou Alexandre Silveira. 

Estabelecido pela Emenda Constitucional 95, o teto de gastos públicos restringiu o crescimento dos gastos por 20 anos a partir de 2016.

 

Rodrigo Baptista

Fonte: Agência Senado

 

Aprovado texto-base de projeto que prorroga subsídios para microgeração de energia;

A Câmara dos Deputados aprovou o texto-base do Projeto de Lei 2703/22, que prorroga por mais 12 meses o prazo final para a instalação de microgeradores e minigeradores de energia fotovoltaica com isenção de taxas pelo uso da rede de distribuição para jogar a energia elétrica na rede. Essa isenção vai até 2045.

Foi aprovado o substitutivo do relator, deputado Beto Pereira (PSDB-MS), para o projeto do deputado Celso Russomanno (Republicanos-SP). Segundo o texto do relator, nessa isenção são enquadradas as pequenas centrais hidrelétricas com geração de até 30 MW no conceito de minigeração, permitindo o usufruto da isenção da taxa de fio (TUSD B).

Beto Pereira propõe ainda que parte dos 2.500 MW da energia prevista para ser gerada a partir de gás natural no Centro-Oeste, no âmbito das condições para privatização da Eletrobras, seja gerada por novas pequenas centrais hidrelétricas, com a contratação realizada em 2023.

O Plenário analisa agora os destaques apresentados pelos partidos na tentativa de mudar trechos do texto.

 

Reportagem – Eduardo Piovesan e Carol Siqueira
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Agência Câmara de Notícias

 

Comissão Mista de Orçamento aprova os 16 relatórios setoriais de 2023

A Comissão Mista de Orçamento deu mais um passo na tramitação do Orçamento de 2023 (PLN 32/22), aprovando os 16 relatórios setoriais sobre o texto. Nos próximos dias, os parlamentares devem analisar o relatório do comitê que avalia obras com indícios de irregularidades e, em seguida, o relatório final do senador Marcelo Castro (MDB-PI).

 

Durante a votação dos relatórios setoriais, o deputado Carlos Henrique Gaguim (União-TO), relator da área de Desenvolvimento Regional, apresentou seu parecer com uma solicitação de R$ 12 bilhões ao relator-geral, senador Marcelo Castro (MDB-PI), para a área de habitação.

Segundo ele, a comparação entre as propostas de 2022 e 2023 mostra queda de 90% no programa Mobilidade Urbana, de 93,2% no Moradia Digna e de 90,3% em Saneamento Básico. “É uma situação bastante preocupante e que requer esforço do Congresso para recompor essas dotações”, afirmou.

Gaguim também pediu ao relator-geral que identifique na proposta se as mudanças feitas pelas emendas aprovadas obedecem aos mínimos constitucionais em relação à regionalização de recursos para irrigação. O orçamento de Desenvolvimento Regional veio com R$ 7,2 bilhões no projeto do Executivo, um total 50,3% menor que o autorizado para 2022.

Antes da votação dos relatórios setoriais, a comissão aprovou o relatório do Comitê de Admissibilidade de Emendas sobre as emendas apresentadas ao Orçamento de 2023. No parecer, o deputado José Priante (MDB-PA) sugeriu a inadmissibilidade de apenas cinco emendas de comissão por considerar que elas não estavam relacionadas aos temas dos colegiados.

 

A Comissão Mista de Orçamento também aprovou vários créditos extras para o Orçamento de 2022 (PLN 11/22, PLN 12/22, PLN 15/22, PLN 16/22, PLN 24/22, PLN 25/22, PLN 27/22, PLN 28/22 e PLN 34/22) em um total de quase R$ 2,5 bilhões. A maioria dos créditos é para reforço de dotações que já estão no Orçamento. O deputado Celso Sabino (União-PA), presidente da comissão, disse que um dos créditos (PLN 12/22) deve ser utilizado também para que a Polícia Federal possa manter a emissão de passaportes.

O maior crédito (PLN 16/22), porém, de R$ 1,2 bilhão, é para uma despesa nova, a participação da União no capital da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional. A nova empresa foi criada com a finalidade de ser a controladora das empresas Itaipu Binacional e Eletrobras Termonuclear.

Os créditos extras serão votados pelo Plenário do Congresso Nacional.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Presidente da Comissão de Orçamento decide votar contas presidenciais pendentes

A assessoria do presidente da Comissão Mista de Orçamento, deputado Celso Sabino (União-PA), informou que ele decidiu colocar em votação amanhã todas as dez prestações de contas presidenciais pendentes no colegiado. A reunião deverá ser realizada às 14h.

 

Estão pendentes as contas de 1990 e 1991 de Fernando Collor de Melo; de 2014 e 2015, de Dilma Rousseff; de 2016 a 2018, de Michel Temer; e de 2019 a 2021, de Jair Bolsonaro. Essas contas são avaliadas pelo Congresso Nacional a partir de pareceres do Tribunal de Contas da União.

 

Vários relatores das contas têm apontado em pareceres recentes a necessidade de regulamentar prazos para a análise destas prestações.

 

Reportagem - Sílvia Mugnatto
Edição - Wilson Silveira

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Carlos Felipe cobra melhorias nas rodovias brasileiras

Dep. Carlos Felipe ( PCdoB )Dep. Carlos Felipe ( PCdoB )Foto: Junior Pio

O deputado Carlos Felipe (PCdoB) cobrou, no primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Ceará desta terça-feira (06/12), melhorias nas rodovias brasileiras.

De acordo com o parlamentar, há 20 dias, mais um acidente grave aconteceu no cruzamento entre a BR-020 e a BR-226, com o atropelamento de um idoso natural de Santa Cruz do Banabuiú, no município de Pedra Branca. “O senhor Antônio Moreira de Souza foi atropelado e está em coma no Hospital Geral de Fortaleza há 20 dias. Por incontáveis vezes me dirigi ao DNIT pedindo por melhorias naquele trecho, mas nada é feito. E o pior, já sabemos que não há nenhum recurso previsto para melhoria dessas estradas por parte do Governo Federal”, lamentou.

Outra situação alarmante apresentada por Carlos Felipe é a recém-divulgada pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontando que, em um ano,1,4 milhão de cearenses estão vivendo na extrema pobreza, e 4,3 milhões vivendo em situação de pobreza. “São 1,4 milhão de pessoas sobrevivendo com menos de R$ 168 mensais. É a pior situação de fome do nosso Estado em 10 anos e vale ressaltar que tudo se agravou no atual governo. Nosso Estado tem solidez financeira, mas vai precisar de mais recursos para continuar honrando seus compromissos”, alertou.

O deputado disse ainda confiar no trabalho que o governador eleito, Elmano Freitas, desenvolverá à frente do Estado e apostar em sua parceria com o presidente eleito Lula para buscar mecanismo e amenizar a situação. “Elmano já sinalizou que essa será uma de suas prioridades e sei que não permitirá que essa situação se perpetue. Não só nisso, mas na educação, na saúde. Que possamos avançar e que tenhamos muito apoio, o contrário do que fez esse Governo Federal atual”, assinalou.

LA/AT

Acrísio Sena propõe criar câmara para requalificação do Centro de Fortaleza

Dep. Acrísio Sena ( PT )Dep. Acrísio Sena ( PT )Foto: Junior Pio

O deputado Acrísio Sena (PT) propôs, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, nesta terça-feira (06/12), a criação de uma câmara especial, composta pela Alece, a Câmara Municipal e a Prefeitura de Fortaleza, para pensar a requalificação do Centro da capital.

A região possui um grande potencial, pois é onde estão localizados importantes equipamentos culturais, como o Theatro José Alencar, Cineteatro São Luiz, Centro Dragão do Mar, igrejas históricas e outros, que poderiam ser mais bem explorados, muito além do horário comercial, de acordo com Acrísio Sena. “Se considerarmos o centro estendido, que vai até o Centro Dragão do Mar, temos ali cerca de 90% dos equipamentos culturais da cidade. Isso é de um potencial imenso”, destacou.

O deputado mencionou um relatório lançado em 2012, pela Câmara Municipal de Fortaleza, quando a Casa era presidida por ele, mostrando que, à época, a cidade era uma das com maior densidade demográfica do País - quase oito mil habitantes por quilômetro quadrado -, uma população de 2,4 milhões de habitantes e que hoje está estimada em 2,8 milhões de moradores. “Fortaleza tinha o 15° maior Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, hoje somos o maior do Nordeste. Tínhamos cerca de 100 comunidades precárias e hoje temos 509. Temos a segunda cidade mais procurada por turistas no Brasil. A cidade mudou, e precisamos pensar no Centro com habitação, com moradia, cultura permanente. Temos que resgatar nossa memória, nossa história”, afirmou.

Acrísio Sena sugeriu tirar os restaurantes do Mercado São Sebastião da parte interna do equipamento para criar uma autonomia do setor, que poderia funcionar em um horário diferente dos demais. “Isso faz com que possamos ir no final da tarde e à noite, para poder comer uma panelada, uma buchada, tripa e todas aquelas comidas tão regionais. Temos que fazer esse redesenho da cidade”, pontuou.

A atuação do Fórum Viva Centro, que tinha como intuito resgatar a referência histórica, social, cultural e econômica do Centro de Fortaleza, também foi lembrada pelo  parlamentar. Foram pensados, segundo ele, pontos estruturantes, como habitação, cultura, mobilidade e acessibilidade e segurança. “Se você tiver a oportunidade de estudar um pouco dos centros históricos de grandes cidades do mundo, há uma conjunção de três pontos importantes: comércio, cultura e o povo habitando. Temos que pensar isso tudo para Fortaleza.”

GS/AT

Dra. Silvana questiona necessidade de criação de delegacia especializada

Dep. Dra. Silvana ( PL )Dep. Dra. Silvana ( PL )Foto: Leomar

A deputada Dra.Silvana (PL) se posicionou contrária, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta terça-feira (06/12), realizada de forma presencial e remota, ao projeto de lei do Poder Executivo que cria a Delegacia de Repressão aos Crimes de Discriminação Racial, Religiosa ou de Orientação Sexual (Decrim), no âmbito da Polícia Civil do Estado do Ceará. A matéria foi aprovada pelo Plenário da Casa na última quinta-feira (01/12).

De acordo com a proposição 96/22, com a unidade especializada, o objetivo é dar maior celeridade, eficácia e resposta aos crimes envolvendo a discriminação racial, religiosa e de orientação sexual.

Para Dra. Silvana, não há necessidade de instituir uma delegacia especializada para tratar de intolerância religiosa. “É uma agressividade instituir essa delegacia. É querer legislar sobre a fé. É querer que um delegado comum, de qualquer religião, bata o martelo sobre outra religião”, considerou.

A deputada elogiou o pronunciamento do colega Apóstolo Luiz Henrique (Republicanos), que, na sessão da última quinta-feira, criticou o projeto, enfatizando na ocasião que ele “não tem fundamento legal e é uma política para beneficiar apenas determinado segmento da sociedade”.

O posicionamento do colega endossou o da parlamentar. “Querer instituir uma delegacia para julgar o que é espiritual chega a ser cretino e ridículo. É militância”, apontou.

Em aparte, o deputado Apóstolo Luiz Henrique reforçou que não considera efetiva a criação de uma delegacia como essa. “Se todas as delegacias podem receber denúncias de crimes assim, o projeto não é efetivo”, avaliou.

O líder do Governo na Casa, deputado Júlio César Filho (PT), esclareceu alguns pontos de discordância em relação à votação do projeto. “Nós tentamos construir um consenso a respeito de um dos pontos da proposta, para que fosse apresentada uma emenda coletiva, o que não foi possível. Não houve um acordo no que diz respeito à mudança no nome da delegacia”, comentou.

O deputado Tin Gomes (PDT) se manifestou contrário à intenção de alguns parlamentares de solicitar que a matéria seja votada novamente. “A sessão já passou, a matéria já foi discutida amplamente e votada, não cabendo ser votada mais uma vez”, destacou.

RG/AT

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