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Atendimento integrado a pessoas com autismo será tema de debate na terça-feira

A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados discute na próxima terça-feira (22) a importância do cuidado integrado à pessoa com Transtorno do Espectro do Autista (TEA).

O debate foi sugerido pela deputada Tereza Nelma (PSD-AL), que é relatora do Projeto de Lei 3630/21, que torna obrigatória a criação de centros de assistência integral a esses pacientes Sistema Único de Saúde (SUS).

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que haja 70 milhões de pessoas com autismo em todo o mundo, sendo que aproximadamente 2 milhões no Brasil.

A parlamentar lembra que a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtornos do Espectro Autista já lista entre suas diretrizes a intersetorialidade no desenvolvimento das ações e das políticas e no atendimento à esses indivíduos e a atenção integral às suas necessidades de saúde (Lei 12.764/12).

Nesse sentido, Tereza Nelma ressalta que políticas públicas que visem a integração da rede de apoio na saúde, na assistência social e na educação "são medidas inovadoras e que prometem marcar uma nova era no atendimento, acompanhamento e tratamento da pessoa com TEA".

A deputada cita iniciativas de sucesso no setor o programa TEAcolhe, implantado pelo governo do Rio Grande do Sul, e o Centro de Referência Estadual para Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (CRE -TEA), criado pelo governo da Bahia. "São inovações que devem ser conhecidas e espelhadas em todo o País, respeitando-se as condições locais", afirma Tereza Nelma.

Segundo a parlamentar, o PL 3630/21, em análise na comissão, favorecerá a adoção de medidas de tratamento interdisciplinares e intersetoriais às pessoas com TEA.

Debatedores
Foram convidados para discutir o assunto com os deputados, entre outros:

- a secretária de Saúde do governo do Rio Grande do Sul, Arita Bergmann;
- o advogado especialista na defesa dos direitos das pessoas com TEA e pai de uma pessoa com o transtorno, Julius Egon Schwartz;
- o coordenador-geral de Saúde da Pessoa com Deficiência do Ministério da Saúde, Angelo Roberto Gonçalves;
- o secretário nacional da Pessoa com Deficiência, Claudio Panoeiro; e
- um representante do Movimento Orgulho Autista.

A audiência será realizada a partir das 13 horas, plenário 13.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Novo governo fará emendas ao Orçamento de 2023 por meio do relator-geral

 

O texto da PEC da Transição sugerido ao Congresso define que a “folga” orçamentária de R$ 105 bilhões gerada pela retirada do Auxílio Brasil do teto de gastos para 2023 será destinada exclusivamente às demandas do governo eleito. O teto, criado em 2016, determina que as despesas de um ano devem ser as do ano anterior mais a inflação.

A proposta autoriza o relator do Orçamento (PLN 32/22), senador Marcelo Castro (MDB-PI), a elaborar emendas para atender os pedidos do governo eleito, mas elas não afetarão as chamadas emendas de relator. As emendas que contemplarem o novo governo serão classificadas como despesas primárias comuns. Todas as emendas terão que ser aprovadas pela Comissão Mista de Orçamento.

Ao apresentar a proposta na noite de quarta-feira (16), o vice-presidente eleito e coordenador do governo de transição, Geraldo Alckmin, disse que a minuta ainda deve passar pelo crivo das lideranças partidárias.

 

O total de R$ 105 bilhões estava previsto no Orçamento para pagar um auxílio de R$ 400. Com a desvinculação, esses recursos podem ser usados para diversas carências orçamentárias, como merenda escolar e farmácia popular. Alckmin citou como exemplo o compromisso de zerar a fila de 300 mil crianças de 4 a 5 anos que buscam vagas em escolas municipais de educação infantil.

De qualquer forma, o pagamento do aumento do auxílio de R$ 400 para R$ 600 mais a parcela extra de R$ 150 por filho menor de 6 anos precisará de mais R$ 70 bilhões.

Além disso, a proposta libera mais R$ 23 bilhões de receitas extraordinárias para serem usadas em investimentos. A ideia é gastar a receita extra do ano anterior com um limite de 6,5% do total verificado em 2021. Hoje, a receita extra é totalmente destinada para pagamento da dívida pública.

Geraldo Alckmin comentou o total previsto de investimentos no Orçamento de 2023. “É o menor número da série histórica. É 0,22% do PIB [Produto Interno Bruto] para investimentos: R$ 22 bilhões para o Brasil, quinto maior país em extensão territorial do mundo. O Dnit [Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes] tem pouco mais de R$ 6 bilhões. Você não consegue nem conservar as rodovias”, afirmou.

Outra exceção ao teto de gastos no texto foi feita para as despesas com projetos socioambientais ou relativos às mudanças climáticas custeadas por recursos de doações; além das despesas de universidades custeadas por receitas próprias, doações e convênios.

Para Marcelo Castro, não tem sentido limitar esses gastos. “Aí uma universidade faz um contrato com um laboratório para prestar um serviço, para fazer uma pesquisa. A universidade não pode receber o recurso porque está no teto de gastos. Aquele recurso que é pago vai para a União para abater a dívida. São situações como essa", explicou. "Um país estrangeiro quer dar um recurso para o meio ambiente no Brasil, mas esse dinheiro não pode ser utilizado porque está dentro do teto.”

Por tudo isso é que a estimativa total de despesas fora do teto com a PEC está situada em torno de R$ 200 bilhões sem limite de tempo.

Repercussão
O líder do atual governo, deputado Ricardo Barros (PP-PR), disse em entrevista à Jovem Pan que esperava algo em torno de R$ 80 bilhões que seria o custo extra do auxílio de R$ 600 mais um aumento maior para o salário mínimo.

“Eu acho que o governo de transição pediu muito. Não penso que haja vontade política de entregar todo esse pedido, mas também não foram consultados os líderes partidários. Não vimos o texto ainda, não tivemos acesso. Temos apenas informação sobre o texto. Vamos ler o texto com carinho, consultar os líderes e aí saberemos se há ou não os 308 votos necessários para a votação desta matéria em regime de urgência urgentíssima”, disse Barros.

Em seu twitter, o líder da Minoria, deputado Alencar Santana (PT-SP), ressaltou que o presidente Jair Bolsonaro teve que retirar cerca de R$ 800 bilhões em despesas do teto de gastos durante o seu governo para atender a área social.

“Só que a gente quer algo de maneira perene, que não seja de acordo com o calendário eleitoral. Que não seja somente para um governo e não seja para o outro. Logicamente, como a gente vai gerar empregos e investimentos, a economia vai crescer e o número de famílias que vai precisar será bem menor e vamos diminuindo esse gasto”, disse Alencar Santana.

Pela PEC, os gastos com o Auxílio Brasil não afetarão o resultado primário, que é a economia de receitas de impostos para pagamento da dívida pública; e não estão sujeitos às condições legais atuais para aumento de despesa obrigatória.

Saiba mais sobre a tramitação de propostas de emenda à Constituição

Reportagem – Sílvia Mugnatto
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Agência Câmara de Notícias

 

Carlos Felipe defende aprovação do pagamento dos precatórios do antigo Fundef

Deputado Carlos Felipe (PCdoB)Deputado Carlos Felipe (PCdoB)Foto: Edson Junior Pio

 
O deputado Carlos Felipe (PCdoB) defendeu, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Ceará desta quinta-feira (17/11), a aprovação da mensagem governamental que trata sobre o pagamento dos valores da primeira parcela dos precatórios do antigo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) aos professores do Estado.

O valor destinado ao rateio é superior a R$ 709,2 milhões e deve beneficiar cerca de 50 mil professores que estiveram ativos na rede pública estadual entre 1998 e 2006, segundo o deputado. O parlamentar lembrou que a matéria estava praticamente vencida no Supremo Tribunal Federal (STF), mas, a partir da mobilização de movimentos, como o Sindicato dos Professores e Servidores em Educação do Estado do Ceará (Apeoc), o placar de votação foi revertido e os valores foram assegurados para os professores.

“Com essa mobilização, esse recurso, que ficaria somente pra governadores e prefeitos, foi dividido 60% para os professores. Essa foi a grande conquista. Sem a ação da Apeoc, da Frente Norte-Nordeste e de todos os professores do Brasil, eles hoje não estariam recebendo esses R$ 709 milhões do Estado do Ceará”, afirmou.

De acordo com o parlamentar, novas conquistas para o magistério do Ceará estão por vir, o que “faz justiça” pelo desenvolvimento da educação no Estado. “Se o Ceará avançou tanto na educação, referência nacional, não é fruto apenas de políticas de Estado, mas tem a contribuição de professores, de funcionários e todos os colaboradores”, observou.

O deputado parabenizou o trabalho do sindicado Apeoc e do seu presidente, professor Anísio Melo, não apenas na luta pelos precatórios do antigo Fundef, mas por tantas outras conquistas dos professores do Ceará, como na articulação sobre o Instituto de Saúde dos Servidores do Estado (Issec). “Essa entidade foi fundamental nessas conquistas. Em todas as ações esse sindicato esteve junto e presente”, disse.

GS/AT

Osmar Baquit comenta decisão do STF sobre manifestações pelo País

Deputado Osmar Baquit (PDT)Deputado Osmar Baquit (PDT)Foto: Edson Junior Pio

O deputado Osmar Baquit (PDT) repercutiu, durante a sessão plenária da Assembleia Legislativa desta quinta-feira (17/11), realizada de forma presencial e remota, a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, de determinar o bloqueio das contas bancárias de supostos líderes e financiadores de manifestações antidemocráticas que estão acontecendo pelo País.

Na decisão, o ministro do STF manda bloquear as contas de 43 pessoas físicas e jurídicas acusadas de estarem envolvidas nas manifestações contra o resultado das eleições presidenciais.

Para o deputado Osmar Baquit, se manifestar livremente dentro da lei é algo aceitável em um regime democrático, mas, segundo ele, as manifestações que têm ocorrido no Brasil são "criminosas".

"Eu fico estarrecido com o nível de loucura e de imbecilidade desse povo. É um nível de alienação tão grande, de gente querendo a anulação da eleição, que não vejo limites", comentou o parlamentar.

Muitos manifestantes, segundo ele, estão pedindo a intervenção militar sem sequer terem o devido conhecimento sobre o tema. “Os manifestantes falam que vivemos em uma ditadura. Eles não sabem o que é ditadura. Nunca tiveram um parente preso. Graças a Deus vivemos em uma democracia e, se estivéssemos em uma ditadura, todos aqueles que estão na frente do Exército pedindo intervenção militar estariam presos”, apontou.

Em aparte, o deputado Carlos Felipe (PCdoB) defendeu a prisão dos financiadores desses protestos. “Quem está financiando um movimento inconstitucional contra a República está financiando um crime. Mais do que as contas bloqueadas, eles deviam estar era presos, porque estão atentando contra a liberdade democrática”, salientou.

RG/AT

Nizo Costa comemora decreto que beneficia transporte complementar

Deputado Nizo Costa (PT)Deputado Nizo Costa (PT)Foto: Edson Junior Pio

 
O deputado Nizo Costa (PT) comemorou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Ceará, nesta quinta-feira (17/11), a prorrogação da validade dos registros e das vistorias de veículos do transporte complementar. A medida possibilita a permanência de mais de 400 trabalhadores no sistema de transporte que é fiscalizado pela Agência Reguladora do Estado do Ceará (Arce).

De acordo com o parlamentar, o aumento do prazo foi determinado pelo Decreto nº 35.013, de 14 novembro de 2022, assinado pela governadora Izolda Cela, na última segunda-feira (14/11). “Isso é muito importante, depois dessa situação vivida por todos, nós do transporte complementar não foi diferente. Passamos por crises e momentos difíceis. São trabalhadores, simples e humildes, que acordam cedo e transportam tantos outros trabalhadores”, pontuou.

O prazo de validade da permissão para o fornecimento do serviço seria até 31 de dezembro de 2022 e foi prorrogado por um ano mais, segundo o deputado. Nizo Costa também agradeceu e parabenizou a governadora Izolda Cela pela iniciativa. “Eu defendo essa classe porque acredito nela. O transporte complementar gera mais de 10 mil empregos diretos e indiretos, além de transportar mais de oito mil passageiros em todo o Ceará, com mais força ainda no interior do Estado”, assinalou.

Nizo Costa destacou ainda a importância do projeto de lei nº 137/22, que disciplina o pagamento dos valores da primeira parcela dos precatórios do antigo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) aos profissionais do magistério, enviado pelo Governo do Ceará à Alece, que iniciou tramitação nesta quinta-feira (17/11). “Essa luta vem de muitos anos e os professores merecem a efetivação desse pagamento. Sou filho de professora, casado com uma professora e sei da luta diária. Tudo passa pelo professor. Você professor nos orgulha e merece esse reconhecimento”, enfatizou.

O deputado Leonardo Pinheiro (PP), em aparte, parabenizou a dedicação de Nizo Costa com as demandas dos trabalhadores do transporte complementar e destacou a importância do serviço no Estado. “Em qualquer democracia um dos principais direitos do cidadão é o direito de ir e vir. Com certeza, esse direito é mais fácil de ser assegurado com o fortalecimento do transporte complementar, tão presente na vida da população”, disse.

GS/AT

AL celebra cinco anos do plantão de atendimento da Defensoria Pública

AL celebra cinco anos do plantão de atendimento da Defensoria PúblicaFoto: Bia Medeiros

 
A Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) realiza, na próxima sexta-feira (18/11), às 9h, no Plenário 13 de Maio, sessão solene em homenagem aos cinco anos de criação do plantão de atendimento da Defensoria Pública do Ceará, iniciado em 2017.

O autor do requerimento da sessão solene, deputado Renato Roseno (Psol), ressalta que a Defensoria Pública é uma instituição essencial à concretização do estado democrático de direito, responsável por prestar assistência jurídica, judicial e extrajudicial, de forma gratuita, aos cidadãos hipossuficientes e em defesa dos direitos humanos, proporcionando o acesso à Justiça.

Sobre a criação do plantão de atendimento da Defensoria Pública do Ceará, o parlamentar destaca que "a Defensoria Pública tem percorrido honroso caminho de fortalecimento institucional com vistas a melhor cumprir sua missão constitucional. É o caso da criação dos atendimentos em regime de plantão para demandas urgentes em matéria criminal, de saúde, entre outras, cujo ágil atendimento se faz indispensável para evitar o perecimento do direito dos assistidos".

Durante a sessão solene, serão homenageados representantes da instituição que contribuíram, ao longo desses cinco anos, para a oferta desse serviço à população.

JM/GE

Alece aprova pagamento de precatórios do antigo Fundef a professores

Votação realizada durante sessão legislativa desta quinta-feiraVotação realizada durante sessão legislativa desta quinta-feiraFoto: José Leomar

A Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) aprovou, nesta quinta-feira (17/11), projeto de lei do Poder Executivo sobre o pagamento de precatórios do antigo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) e dois outros de indicação de autoria parlamentar.

O projeto de lei 137/22, do Governo do Estado, trata sobre os critérios para o pagamento dos precatórios do antigo Fundef aos profissionais do magistério. O texto destina 60% do montante desses recursos aos professores em efetivo exercício na educação básica estadual entre agosto de 1998 a dezembro de 2006.

O valor destinado ao rateio é de R$ 709,2 milhões, que corresponde a 60% da primeira parcela dos precatórios, sem incidência de Imposto de Renda e com correção por juros de mora, pago em três parcelas anuais, sendo a de 2022 a primeira. Os 40% relativos à primeira parcela (R$ 472,8 milhões) foram destinados ao Tesouro Estadual para viabilizar outras ações de melhoria da educação, como investimento em estrutura para ampliação da educação em tempo integral.

Entre os projetos de indicação, o de n° 52/22, do deputado Bruno Pedrosa (Progressistas), institui o assistente social e o psicólogo no quadro de profissionais da educação em cada escola da rede pública estadual de ensino do Ceará.

Também foi aprovado o projeto de indicação de n° 191/22, do deputado Carlos Matos (União), que cria o Programa Estadual de Saúde Mental e Atenção Psicossocial Pós-Pandemia, para tratamento de pessoas que apresentem transtornos de estresse pós-traumático, depressão, ansiedade, pânico, tendências suicidas ou outros transtornos psicossociais congêneres em decorrência da pandemia de Covid -19. O texto recebeu emenda modificativa de autoria do deputado Júlio César Filho (PT).

LS/LA/AT - agência de noticias da alece / Daniel Sampaio

Sérgio Aguiar destaca debates da Conferência da Unale

Deputado Sérgio Aguiar (PDT)Deputado Sérgio Aguiar (PDT)Foto: Edson Junior Pio

O deputado Sérgio Aguiar (PDT) destacou, no primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta quarta-feira (16/11), os debates realizados na XXV Conferência da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale). Ele participou do evento, que aconteceu nos dias 9, 10 e 11 de novembro, na Arena Pernambuco, em Recife, e teve como tema "Rumo ao Parlamento do Futuro".

O parlamentar enfatizou o teor das discussões levadas ao encontro pelos governadores e legisladores brasileiros, que giravam em torno, de acordo com ele, da redução da polarização partidária que marcou os últimos anos, visando a um melhor diálogo entre os poderes executivos e legislativos estaduais.

"Muitos gestores compreendem o cenário de dificuldades que enfrentaremos a partir de 2023 e ressaltaram a necessidade de esquecermos esse clima de disputa para que as respectivas gestões possam, de fato, governar para todos”, disse. Ele comentou o cenário de dificuldades de diálogo que se formam em casos como o do Parlamento de Minas Gerais, que conta com apenas dois deputados do Partido Novo, do qual faz parte o governador Romeu Zema.

Outro debate de destaque, para Sérgio Aguiar, foi levado ao encontro pelo constitucionalista Marcelo Labanca durante o painel “Ampliação do espaço constitucional e fortalecimento do Legislativo estadual”. Para ele, a apresentação abriu a reflexão sobre a necessidade de ser criativo no momento de levar ao plenário discussões imprescindíveis para os avanços que os legislativos desejem fomentar.

O Prêmio Unale Assembleia Cidadã, no qual a Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) se classificou como finalista nas categorias Atendimento ao Cidadão e Projetos Especiais, também foi lembrado. Na categoria Gestão, o prêmio foi para o Sistema de Gestão da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. Sérgio Aguiar observou, entretanto, que se trata de um sistema que não deixa a desejar em relação ao utilizado no Parlamento cearense, o que só ressalta “o lugar vanguardista e inovador que a Alece ocupa entre os demais parlamentos”.

Sérgio Aguiar salientou que, durante o encontro, conversou com um técnico do Tesouro Nacional sobre a compensação do ICMS perdido pelos estados por conta da lei que impôs uma alíquota máxima do imposto aos combustíveis, energia elétrica e telecomunicações. Em troca, a União compesaria os estados que tivessem perda de arrecação. O parlamentar considerou que houve “calote” dado pelo Governo Federal no orçamento cearense, mas que o representante do Tesouro “desconversou” sobre o assunto.

O Governo Federal, conforme observou, ao sancionar a lei complementar que determina o teto da alíquota do ICMS para esses produtos, “tirou com uma mão e não retribuiu com a outra”. “É uma atitude que compromete a economia, traz severos prejuízos a todos os estados, e a sorte do Ceará é termos uma política fiscal eficiente que impede que transtornos maiores sejam sentidos”, explicou.

PE/AT

Carlos Felipe pede diálogo na destinação de emendas de bancada para o Ceará

Deputado Carlos Felipe (PCdoB)Deputado Carlos Felipe (PCdoB)Foto: Edson Junior Pio

O deputado Carlos Felipe (PCdoB) ressaltou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Ceará, nesta quarta-feira (16/11), a importância de diálogo para a destinação das emendas de bancada para obras estruturantes e necessárias para a população cearense.

O parlamentar avaliou de maneira positiva a sessão especial realizada na última sexta-feira (11/11), para debater o assunto com deputados federais, senadores, parlamentares estaduais e representantes de diversos setores. Como lembrou o deputado, os parlamentares têm direito à emenda pessoal, em torno de R$ 19 milhões, para “alocar segundo seus critérios”, e emendas de bancada, que são divididas para 22 deputados e senadores. “São verbas que podem ser direcionadas para ações mais impactantes do desenvolvimento do Estado”, disse.

Uma discussão transparente entre os agentes públicos, segundo Carlos Felipe, é necessária para priorizar obras importantes em áreas como infraestrutura, hospitais regionais, Santas Casas, Lago de Fronteiras, além da necessidade de destinação de verba para melhorias das rodovias federais no Ceará. “Quem trafega na BR-116 sabe das dificuldades; quem trafega na BR-020 sabe que aquele asfalto foi feito no primeiro Governo Lula, depois foi só tapa-buracos. Quem vai para Crateús pega também a BR-226, feita na década de 1970. Desde então, é só tapa-buracos, e ficam em péssimas condições”, observou.

De acordo com Carlos Felipe, se as verbas desse orçamento parlamentar fossem “distribuídas de forma transparente”, muito poderia ser feito pela infraestrutura, saúde e outras áreas do Estado. “Infelizmente, terminada a reunião de sexta-feira, soubemos que os deputados optaram por cada um indicar as suas. Não houve consenso e cada um vai indicar como quer. Nem as de bancada houve consenso”, lamentou.

O deputado observou ainda que o orçamento do Estado não é impositivo, e cobrou que passe a ser. “Se o parlamentar tem direito à emenda, que ela seja executada. Nós sabemos que, infelizmente, esse modus operandi está muito longe do ideal. Mesmo na base não existe um equilíbrio, e isso é preciso. Que o próximo governante aceite esta Casa mais altiva na decisão de um orçamento impositivo”, defendeu.

Conforme o deputado, os critérios de destinação de recursos devem ser mais bem definidos, alinhados com a necessidade local, ajudando toda a região, de forma igualitária, e não direcionadas de maneira pontual, para agradar apoiadores. “Que isso seja transparente e bem definido, para a população tomar conhecimento”, pontuou.

O deputado Audic Mota (MDB), em aparte, corroborou quanto à necessidade de um orçamento impositivo no Ceará. Segundo ele, há apoio de mais de trinta parlamentares da Casa, há um diálogo quanto a isso, e informou que há um “acordo para que o projeto seja votado ainda este ano”. “Há um compromisso para que isso ocorra, inclusive com a atual governadora, Izolda. O então governador Camilo havia enviado a matéria para esta Casa, que recebeu debate construtivo para aprimorar, se espelhando nas boas práticas da Câmara Federal”, ressaltou.

GS/AT

Zezinho Albuquerque critica cobrança da taxa da Enel para empresas de internet

Deputado Zezinho Albuquerque (Progressistas)Deputado Zezinho Albuquerque (Progressistas)Foto: Edson Junior Pio

O deputado Zezinho Albuquerque (Progressistas) reclamou, no primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Ceará desta quarta-feira (16/11), da decisão da Enel em elevar a cobrança para uso de postes pelas empresas de internet.

Para o parlamentar, a distribuidora de energia abusa do fato de ter o monopólio do serviço no Estado quando eleva a taxa de R$ 12,00 para R$ 36,00 por poste. “Sabemos que o Estado tem um contrato com a Enel, mas esses aumentos são abusivos e não impactam somente nas distribuidoras de internet, mas no consumidor final. Isso implica no fechamento de pequenos negócios e na extinção de milhares de empregos. A Enel não pode fazer o que quer”, avaliou.

Outro assunto abordado por Zezinho Albuquerque foi a condução do Governo do Ceará por Izolda Cela. Ele não poupou elogios à governadora, frisando não estar surpreso em saber que ela foi convocada para a equipe de transição do Governo Lula.

“A forma como ela vem conduzindo a administração do nosso Estado com tamanha tranquilidade e sensibilidade, reduzindo impostos e ainda assim promovendo o crescimento em tantas áreas, só comprova toda a sua competência. Claro que temos problemas, mas seguindo e buscando a melhor maneira de saná-los”, acrescentou.

O deputado externou ainda seu orgulho em ver o colega parlamentar Elmano Freitas (PT), eleito governador do Ceará. “Fico muito feliz em dizer que nosso partido decidiu desde o início apoiar Elmano como candidato, pois sabemos de sua competência e vontade de trabalhar. Não tenho dúvida de que ele dará continuidade a esse projeto de desenvolvimento e contará certamente com a ajuda dos demais poderes”, afirmou.

Em aparte, o deputado Leonardo Pinheiro (Progressistas) lembrou que a internet hoje é peça fundamental para a sociedade e que uma sobretaxa nos custos encarece toda uma cadeia produtiva. “Se não tomarmos uma providência, isso pode virar um grande prejuízo para o Estado. Quanto ao nosso governador eleito, todos pudemos conviver com Elmano e testemunhar o homem simples, preparado e aberto a diálogo, reunindo todas as condições para um fazer um grande governo”, opinou.

Já o deputado Fernando Santana (PT) criticou a postura dos representantes da Enel. “A Enel vem querendo enganar nosso povo. Tivemos reunião na sexta-feira com eles e, por nossa sorte, o diretor Oswaldo Férrer ainda nos respeita, mas outros representantes não dão a mínima para o consumidor final. Eles não querem negociar esse valor da taxação e, inclusive, já comunicaram às empresas provedoras esse aumento. Ou pagam ou viram inadimplentes. Temos que combater essa injustiça”, defendeu.

O presidente da Casa, deputado Evandro Leitão (PDT), disse estar orgulhoso em ver os deputados unidos em torno de uma pauta como a da Enel. “Afirmo à sociedade que estamos juntos na defesa da população cearense. Não suportamos mais esses aumentos, estamos num momento de retomada da economia, e essas taxas não contribuem de forma alguma com esse esforço, muito pelo contrário, é mais um peso no bolso do consumidor", afirmou.

Sobre a governadora Izolda e sua liderança na revolução da educação do Ceará, segundo o parlamentar, não há palavra melhor para definir que orgulho. "Vimos um projeto que iniciava na educação básica que segue até a universidade, ou seja, é algo pensado de forma continuada, meritocrática e que tem resultado”, declarou.

LA/AT

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