Congresso aprova créditos adicionais ao Orçamento e encerra a última sessão do ano
O Congresso Nacional encerrou a última sessão do ano, aprovando quatro projetos de lei que abrem créditos adicionais ao Orçamento de 2022 (PLNs 21, 25, 40 e 42), inclusive o que abre R$ 3,8 bilhões para a Lei Paulo Gustavo de apoio à Cultura (PLN 21). Outro projeto (PLN 39) flexibiliza regras para a execução orçamentária em 2022.
Fonte: Agência Câmara de Notícias
Comissão aprova proposta que altera sistema tributário brasileiro
A comissão especial sobre a proposta de emenda à Constituição (PEC 7/20) que altera o sistema tributário aprovou nesta quinta-feira (22) o parecer da relatora, deputada Bia Kicis (PL-DF).
Kicis apresentou modificações com relação ao texto original, de autoria do deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP).
O parecer manteve o cerne da proposta, ou seja, a concentração da tributação em apenas três categorias de impostos – consumo, renda e propriedade –, mas cria uma regra de transição, preserva tributos como a CSLL e mantém a existência dos fundos de participação dos estados e dos municípios.
Segundo Kicis, a principal vantagem do modelo previsto é a desoneração da cadeia produtiva.
De acordo com a deputada, a escolha pelo modelo Sales Tax, em que o imposto sobre o consumo é cobrado apenas na etapa de venda ao consumidor final da mercadoria, em vez do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), é também um dos principais diferenciais dessa proposta com relação a outras propostas de reforma tributária em análise no Congresso.
“O grande diferencial é exatamente você optar pelo sistema de Sales Tax e não o IVA, porque no IVA você tem que onerar toda a cadeia [produtiva]. Aqui a gente concentra a tributação no consumo final e desonera toda a produção. A grande diferença dessa reforma para as demais é que essa, sim, representa uma grande simplificação no nosso sistema tributário. É uma proposta bem mais ousada que as demais, e ela verdadeiramente simplifica e traz transparência para o sistema.”
Essa simplificação, de acordo com Kicis, fará com que o País saia do “manicômio tributário em que vive”.
Competência tributária
No caso do consumo, segundo o texto aprovado, a tributação vai se restringir às operações de consumo final, ainda que o destinatário seja pessoa jurídica.
Quanto à competência tributária, o texto assegura que todas as três esferas federativas possam tributar essas operações. Mas para evitar multiplicidade normativa sobre a questão, a competência plena para a instituição do imposto sobre operações com bens e serviços pertencerá apenas à União e aos estados e ao Distrito Federal. Os municípios exercerão sua competência por meio da instituição de alíquota adicional à alíquota estadual.
De acordo com o texto, a competência para a tributação da renda será compartilhada entre a União, os estados e o Distrito Federal. Mas caberá aos estados apenas instituir adicional de alíquota para as pessoas físicas ou jurídicas domiciliadas em seu território. O resultado da arrecadação federal e estadual será partilhado com os municípios.
A proposta preserva o Imposto sobre Propriedade Territorial Urbana (IPTU), de competência municipal, e o Imposto Territorial Rural (ITR), que passa da União para a competência dos municípios.
A União continua responsável por criar contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico, as Cides. Mas o texto veda a incidência de Cide na comercialização e importação de combustíveis (Cide-combustíveis) e em pagamentos ao exterior por serviços técnicos e transferência de tecnologia (Cide-remessas).
Transição
A transição proposta pela relatora é feita em duas fases, com pelo menos três anos entre elas. Em um primeiro momento, serão criadas as novas competências tributárias e revogados diversos tributos, como o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e o Imposto sobre Propriedade de Veículo Automotor (IPVA).
“No primeiro momento, há a criação de novas competências para União, estados e municípios e se revogam o IPI, a Cide sobre combustíveis e sobre remessas, e o IPVA. Mas existe um segundo momento, em que leis complementares devem regulamentar em até três anos a regra dos impostos que vão substituir os impostos revogados. Após três anos, a gente vai ter a extinção de vários impostos, como IOF, ICMS, imposto sobre transmissão, ISS, PIS/Pasep, Cofins, contribuição patronal, todos eles serão extintos”, disse Bia Kicis.
Para mitigar o impacto que a revogação do IPI poderia ter na Zona Franca de Manaus, que utiliza incentivos por meio desse imposto, o texto prevê que a União entregue aos estados afetados percentual da arrecadação do Imposto de Renda e do imposto sobre bens e serviços, nos termos estabelecidos em lei complementar.
A proposta de reforma tributária aprovada pela comissão especial ainda precisa passar pelo Plenário, em dois turnos de votação. Bia Kicis disse esperar que a PEC seja votada pelo conjunto dos deputados já no início de 2023.
Outras reformas
Além da PEC 7/20, outras propostas de reforma tributária estão sendo analisadas na Câmara dos Deputados, em diferentes estágios de tramitação:
- PEC 45/19, do deputado Baleia Rossi (MDB-SP);
- PEC 128/19, do deputado Luis Miranda (Republicanos-DF); e
- PEC 293/04, do Poder Executivo, relatada pelo ex-deputado Luiz Carlos Hauly (PR).
O governo Bolsonaro enviou projetos alterando a estrutura tributária, como o PL 2337/21, que altera o Imposto de Renda e já foi aprovado na Câmara, e o PL 3887/20, que institui a Contribuição Social sobre Operações com Bens e Serviços (CBS) e aguarda votação.
No Senado, está em tramitação uma proposta que também reforma o sistema tributário: a PEC 110/19, do senador Davi Alcolumbre (DEM-AP).
Saiba mais sobre a tramitação de PECs
Reportagem – Paula Bittar
Edição – Roberto Seabra
Fonte: Agência Câmara de Notícias
Fonte: Agência Câmara de Notícias
Congresso aprova Orçamento de 2023 com salário mínimo de R$ 1.320
O Congresso aprovou nesta quinta-feira (22) o projeto de Orçamento de 2023 que inclui salário mínimo de R$ 1.320.
O valor representa um aumento real de 2,7% da proposta feita pelo governo Jair Bolsonaro (PL) e terá um custo adicional de R$ 6,8 bilhões para os cofres públicos. O reajuste do salário mínimo foi antecipado pela Folha em novembro.
O texto aprovado ainda garante o pagamento de R$ 600 do Bolsa Família em 2023, promessa de campanha do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e um adicional de R$ 150 para família com crianças de até 6 anos.
O Orçamento de 2023 ainda precisa ser sancionado por Bolsonaro ainda este ano. Ele pode, no entanto, vetar trechos, incluindo o novo valor do salário mínimo. Neste caso, o Congresso analisaria esses vetos na próxima legislatura, no ano que vem.
O relatório final do Orçamento de 2023 foi viabilizado após a promulgação da PEC da Gastança, que eleva o teto de gastos no próximo ano em R$ 145 bilhões e permite um investimento de R$ 23 bilhões, fora da regra fiscal, quando houver excesso de arrecadação
Por causa da PEC, o relator, senador Marcelo Castro (MDB-PI), elevou a meta de resultado primário para 2023 de um déficit de R$ 63,7 bilhões para R$ 231,5 bilhões.
Segundo Castro, o aumento do déficit não significa um "descumprimento" da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2023.
"De fato, referida emenda constitucional [que aumenta o teto de gastos] determina que não serão consideradas, para fins de verificação do cumprimento dessa meta, as despesas acomodadas pelo aumento do teto de gastos em R$ 145 bilhões e pelo espaço fiscal adicional de R$ 23 bilhões gerado pela exclusão desse teto de despesas com investimentos", disse.
Com o espaço aberto no teto de gastos, o relator recompôs o orçamento de diversos ministérios para manter o funcionamento de políticas públicas, como o Farmácia Popular e o Minha Casa, Minha Vida.
Castro definiu, por exemplo, a recomposição dos Ministério de Saúde (R$ 22,7 bilhões), Desenvolvimento Regional (R$ 18,8 bilhões), Infraestrutura (R$ 12,2 bilhões) e Educação (R$ 10,8 bilhões).
Durante sessão da Comissão Mista de Orçamento, Castro afirmou que a proposta de Orçamento de 2023 enviada pelo governo Jair Bolsonaro (PL) era inexequível.
"Existe todo um contexto a justificar a necessidade de alteração do teto de gastos da União, com vistas a permitir o aporte adicional de R$ 70 bilhões para o atendimento do programa Bolsa Família, bem como corrigir diversas distorções que a proposta orçamentária apresenta", completou.
A cúpula do Congresso aproveitou ainda uma brecha para manter no Orçamento de 2023 o poder de indicação de parlamentares sobre parte dos recursos que teriam de emendas de relator.
Em complemento de voto apresentado nesta quinta-feira (22), o senador Marcelo Castro distribuiu os R$ 19,4 bilhões de emendas de relator previstas para o próximo ano em emendas individuais (R$ 9,6 bilhões) e orçamento para execução dos ministérios (R$ 9,8 bilhões).
Os recursos que foram enviados para os ministérios, no entanto, seguem os mesmos critérios estabelecidos pelos próprios parlamentares quando ainda existiam as emendas de relator.
Na prática, apesar da decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que enterrou as emendas de relator, o Orçamento de 2023 mantém os recursos nas mesmas ações e projetos que já estavam previstos em acordo político. A diferença é o código, que sai do RP9 (emendas de relator) e entra no RP2 (recurso dos ministérios).
"Nós mantivemos mais ou menos a lógica do que era o RP9 (...). Não [houve indicação da transição], nós seguimos a lógica que já vinha. O governo de transição alocou [os outros] R$ 168 bilhões de reais", afirmou Castro.
Como a Folha mostrou, líderes do centrão têm afirmado que embora tenham perdido o poder de execução das emendas de relator, querem que os R$ 9,8 bilhões repassados para os ministérios sejam liberados seguindo indicações de parlamentares.
Para isso, deputados e senadores terão de negociar o envio dos recursos com os ministérios —o que reduz poder da cúpula do Congresso, mas não o isola na distribuição das verbas.
Na semana passada, o Congresso já havia feito uma divisão das emendas, antes da decisão do STF. O quadro previa recursos para algumas ações, como fomento ao setor agropecuário (Ministério da Agricultura), qualificação viária (área de obras em rodovias do Ministério do Desenvolvimento Regional), abastecimento de água do canal do sertão alagoano, entre outras.
No relatório desta quinta, Castro manteve as mesmas rubricas. Portanto, a verba do rateio das emendas de relator continuará financiando áreas que o Congresso já tinha interesse –antes mesmo do julgamento no STF.
O quadro da semana passada previa R$ 40 milhões de emendas de relator para a implantação de sistemas adutores para abastecimento de água no canal do sertão alagoano, via Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Paranaíba).
Agora, mesmo com o fim das emendas, o relator chegou a ampliar para R$ 50 milhões o valor para a ação no sertão alagoano.
Aprovado projeto que permite agentes de saúde e de endemias acumular cargo
O Plenário do Senado aprovou o projeto que considera agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias como profissionais de saúde. Com isso, esses profissionais poderão trabalhar em dois cargos públicos. O PL 1.802/2019, da Câmara dos Deputados, teve voto favorável do relator, senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), e segue agora para sanção.
O relator afirmou que a aprovação “é uma grande conquista” para os cerca de 400 mil agentes comunitários de saúde e de combate a endemias.
Atualmente, de acordo com a Constituição, só podem acumular dois cargos públicos professores e profissionais de saúde, desde que as profissões sejam regulamentadas e que seja comprovada a compatibilidade de horário. Assim, o projeto insere a definição de agentes de saúde e de endemias como profissionais de saúde na lei que regulamenta a atividade (Lei 11.350, de 2006).
Para o relator, o projeto faz justiça aos agentes comunitários de saúde e aos agentes de combate às endemias, “garantindo-lhes um direito que lhes permitirá obter melhores condições de vida e também em proveito da administração pública e da sociedade a que servem”.
O projeto é de autoria do deputado federal Afonso Florence (PT-BA).
Fonte: Agência Senado
Câmara aprova PEC da Transição em 2º turno com prazo de um ano após acordo entre Lula e Centrão
Por Daniel Weterman / O ESTADÃO
BRASÍLIA - A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, 20, em segundo turno, o texto-base da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição, principal aposta do governo eleito para bancar as promessas de campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Foram 331 votos favoráveis (eram necessários 308); 163 deputados foram contrários.
Antes de iniciar a votação em segundo turno, a Câmara rejeitou um destaque (pedido de alteração) apresentado pelo partido Novo, propondo a retirada do dispositivo que permite que Lula envie até agosto de 2023 uma proposta de nova âncora fiscal para substituir o teto de gastos por lei complementar, sem precisar de uma nova emenda constitucional.
O destaque, que partidos do Centrão ameaçaram apoiar, representaria mais uma derrota para Lula, pois dificultaria o caminho para o presidente eleito estabelecer uma nova regra fiscal, como mostrou o Estadão. A ameaça da aprovação dessa proposta levou ao adiamento da sessão na terça-feira e ao atraso da votação nesta quarta-feira.
As negociações serviram para o Centrão cobrar ministérios de Lula na reta final da PEC, de acordo com líderes do grupo. Com sinal favorável de que o bloco terá espaço na Esplanada dos Ministérios, o destaque foi rejeitado. No segundo turno, o PT espera ter uma margem maior de votos favoráveis, pois o Republicanos, que se posicionou contra a PEC na primeira etapa, sinalizou voto favorável na reta final, ao alimentar esperanças em acordos futuros com Lula.
A equipe de Lula concordou em aceitar a da validade da PEC por um ano para um ano mantendo a previsão de acabar com o teto de gastos e propor uma nova regra fiscal em 2023. O futuro presidente aposta na criação de uma nova âncora fiscal que mantenha uma folga de despesas no próximo; portanto, admitiu a PEC da Transição com um período desidratado.
O texto aprovado em primeiro turno na Câmara reduz a validade da PEC para um ano, depois de Lula aceitar um acordo com líderes do Congresso para desidratar a proposta em troca de apoio. A costura incluiu ainda o rateio das verbas do orçamento secreto, derrubado na segunda-feira pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Outra mudança foi a manuteção dentro do teto de gastos de recursos de operações de crédito internacional – que o texto aprovado no Senado excluía da regra fiscal.
A proposta aumenta o teto de gastos em R$ 145 bilhões para bancar um Auxílio Brasil de R$ 600 e libera da regra fiscal R$ 23 bilhões para investimentos já a partir deste ano, além de permitir outras exceções ao teto.
Orçamento de 2023
Depois da PEC, o Congresso ainda precisa votar o Orçamento de 2023 para garantir os recursos para o presidente eleito. A votação vem sendo adiada desde a semana passada na Comissão Mista de Orçamento (CMO), responsável por analisar a peça orçamentária antes do plenário do Congresso.
Deputados e senadores que não foram reeleitos e que deixarão o mandato exigem que a votação do Orçamento ocorra nesta quinta-feira, 22, último dia antes do recesso, como condição para votar favoravelmente à PEC, mas veem uma ameaça nos bastidores de adiar o projeto orçamentário para ano que vem.
Não votar o Orçamento neste ano representaria uma derrota para Lula, que tomaria posse em janeiro apenas com uma autorização provisória para gastar, e retaliação à derrubada do orçamento secreto pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Se o projeto ficar para o ano que vem, as emendas ficarão reservadas somente aos deputados que tomarão posse em fevereiro. O governo eleito conseguiu votos para aprovar a PEC justamente ao atender esse grupo, com a transferência de parte das emendas secretas para as emendas individuais.
Para acalmar os ânimos, o presidente da CMO, Celso Sabino (União-AP), aliado de Lira, que fez o acordo com Lula, enviou um comunicado aos parlamentares dizendo que a votação será na quinta.
Fernanda Pessoa se despede do Parlamento cearense
Deputada Fernanda Pessoa (União)Foto: Edson Junior Pio
Eleita para a Câmara dos Deputados, Fernanda Pessoa fez uma retrospectiva do trabalho realizado e agradeceu aos parlamentares e demais pessoas que fizeram parte da equipe dela.
“Nesses 12 anos, tive a oportunidade de exercer, como mulher, um protagonismo de extrema importância nesta Casa, mas também de desenvolver um trabalho intenso e persistente nas comissões técnicas e demais organismos institucionais”, disse.
Sobre a luta pelos direitos das mulheres, a parlamentar destacou que a quantidade exercendo a liderança de comissões importantes ainda está muito aquém do ideal. “Destaco o projeto, de nossa autoria, sobre o canal silencioso para que as mulheres denunciem a violência através de um X na mão”, pontuou.
No que se refere à causa de crianças com alguma deficiência física e mental ou condição neuroatípica, Fernanda Pessoa ressaltou os projetos que deram origem às leis 15.511/14, que disponibiliza assentos na primeira fila das escolas públicas e privadas para crianças portadoras de TDAH, e 17.268/2020, que dispõe sobre a validade por tempo indeterminado de laudo pericial que atesta o transtorno do espectro do autismo no Ceará.
A parlamentar falou ainda sobre as perspectivas de buscar o desenvolvimento regional no próximo mandato. “Defenderei o município de Maracanaú, nesta tribuna ou onde eu for. Acredito que o maior PIB do Ceará merece uma atenção maior na esfera estadual”, asssinalou.
Em aparte, os deputados Evandro Leitão (PDT), presidente da Alece; Augusta Brito (PT); Romeu Aldigueri (PDT); Renato Roseno (Psol); Antônio Granja (PDT); Sérgio Aguiar (PDT); Nelinho (MDB); Nizo Costa (PT); Lucílvio Girão (PSD); Júlio César Filho (PT) e Osmar Baquit (PDT) parabenizaram Fernanda Pessoa pelo trabalho realizado na Alece e desejaram sorte no próximo trabalho em Brasília, no Congresso Nacional.
“Desejo muito sucesso nessa nova empreitada. Vossa Excelência tem tudo para continuar o trabalho realizado aqui lá em Brasília”, afirmou Evandro Leitão.
“Eu desejo à senhora um mandato como congressista muito altivo e que, em especial, tenha esse olhar regional, um olhar para o desenvolvimento do Nordeste, que ele seja uma tônica do seu mandato”, disse Renato Roseno.
Vitória Marques
Edição: Adriana Thomasi
Informações adicionais
Parlamentares elogiam gestão do presidente Evandro Leitão
O líder do Governo, deputado Júlio César Filho (PT), frizou que “Evandro Leitão consolida a liderança, trazendo oposição e situação para perto. E assim deve ser”. O parlamentar também parabenizou a primeira-dama da Alece, Cristiane Leitão "pelo grande trabalho social desenvolvido junto com servidores e parlamentares, disse.
Os deputados Nizo Costa (PT) e Fernanda Pessoa (União), também parabenizaram a gestão do deputado e elogiaram a primeira-dama pela liderança à frente do Comitê de Responsabilidade Social e por todo o trabalho em prol da sociedade cearense.
Para os deputados Romeu Aldigueri (PDT), Audic Mota (MDB), Antônio Granja (PDT) e João Jaime (Progressistas), a gestão do parlamentar foi marcada por diálogo e humildade. “Foi um dos maiores presidentes que a Casa teve e sempre recebeu todos, aberto ao diálogo, independente de partido”, afirmou Romeu Aldigueri.
A deputada Augusta Brito (PT) disse que o presidente aproximou a sociedade do Parlamento cearense. “Tenho um grande respeito pela sensibilidade, pela forma de agregar a todos e, principalmente, respeito tudo o que foi construído para a sociedade, sempre ensinando a importância de olhar para todos de forma humana e igual”, assinalou.
Os deputados Walter Cavalcante (PV) e George Lima (PDT) também frisaram a humildade e sensibilidade do parlamentar. “Além disso, parabenizo a Mesa Diretora da Alece, que sempre foi participativa”, apontou Walter Cavalcante.
O deputado Nelinho (MDB) se disse grato pela oportunidade de exercer o mandato de parlamentar com Evandro Leitão na presidência da Casa. “Aprendi muito e tenho sua humildade como exemplo, pois sempre escuta a todos”, ressaltou.
Já o deputado Tin Gomes (PDT) parabenizou o presidente pela sua condução, principalmente durante a pandemia da Covid-19. “Sua forma cordial de conduzir esta Casa motiva a todos nós. E, mesmo na pandemia, foi incansável no objetivo de cuidar da população”, frisou. Renato Roseno (Psol) também assinalou a postura do presidente durante a pandemia. “A sua condução na pandemia foi baseada na ciência e no cuidado para salvaguardar vidas. Autoridade não vem do cargo nem poder econômico, vem do serviço. E o senhor encarna isso”, elogiou.
Para o deputado Sérgio Aguiar (PDT), a gestão foi marcada pelo espírito de liderança e boa gestão. “Mesmo na pandemia, conseguiu, por meio de muito trabalho, uma gestão de sucesso e que obteve o respeito e reconhecimento da população. Estaremos juntos nos próximos quatro anos e vamos honrar nossos compromissos. Conte comigo”, declarou.
O deputado Danniel Oliveira (MDB) afirmou que a convicção de dever cumprido é a sensação que todos os parlamentares têm da gestão do presidente. “Não fugiu em nenhum momento do trabalho e enfrentou difíceis decisões durante a pandemia. Além disso, trouxe ainda mais transparência para as ações do Legislativo, aproximando ainda mais a população do nosso cotidiano”, salientou.
A gestão marcada por respeito e transparência, independente do posicionamento partidário, foi citada pelo deputado Delegado Cavalcante (PL). Os deputados Salmito (PDT) e Jeová Mota (PDT) elogiaram Evandro Leitão e ressaltaram a competência e transparência do presidente à frente da Mesa Diretora.
O deputado Soldado Noelio (União) classificou o presidente Evandro Leitão como “maestro da política”. Para ele, o parlamentar tem lado político, entretanto mantém “distinção” no tratamento aos parlamentares. Ele disse que “em nenhum momento se sentiu desrespeitado e reconheceu o trabalho, a liderança, a capacidade de diálogo”.
O deputado Queiroz Filho (PDT) também ressaltou a capacidade de liderança de Evandro. Segundo ele, os apartes dos parlamentares na sessão plenária de hoje comprovam o tratamento igual a todos os deputados. “O senhor trata todos nós sem qualquer distinção”, manifestou.
O deputado Agenor Neto (MDB) disse que Evandro Leitão é um parlamentar “humilde, do diálogo e respeito a todos”. E o deputado Acrísio Sena (PT) pontuou que o parlamentar, ao assumir a presidência da Assembleia Legislativa “mostrou capacidade de entender o Parlamento, mesmo complexo, trabalhar o contraditório e agir de forma republicana”.
Heitor Férrer (União), Manoel Duca (Republicanos), Marcos Sobreira (PDT) e Lucílvio Girão (PSD) destacaram características do deputado Evandro Leitão e ressaltaram sua liderança, competência, determinação e respeito aos colegas de Parlamento, independente da posição ideológica e partidária.
Para Heitor Férrer, o presidente da Casa "se consolidou como líder pela seriedade, serenidade, compromisso, empatia e deu exemplo de como administrar um Poder Legislativo, transformormando-se em espelho para muitos, por seu comportamento".
Manoel Duca frisou que Evandro Leitão tem consideração e respeito a todos os deputados, além de zelo com o Parlamento. Já o deputado Marcos Sobreira lembrou que 2022 foi um ano desafiador. "Ainda temos uma pandemia e tivemos um processo eleitoral difícil, mas o presidente sempre se colocou de forma isonômica", pontuou.
Lucílvio Girão ressaltou o trabalho de Evandro Leitão durante a pandemia e declarou que o presidente da Alece trabalhou para o estado do Ceará e pelas pessoas mais carentes.
O deputado Tony Brito (União) elogiou o respeito com que o presidente Evandro Leitão trata todos os parlamentares, independente de ser situação ou oposição. Ele agradeceu pelo respeito com o qual sempre foi tratado pelo presidente e afirmou que é assim que deve ser o espírito do verdadeiro homem público, “sempre buscando respeitar” todos os seus pares. “Um presidente que sempre tratou os mais diversos assuntos de forma calma, serena e com muito equilíbrio”, definiu.
O deputado Bruno Pedrosa (PDT) destacou o apoio que recebeu do presidente nos projetos que ele apresentou na Alece, principalmente as matérias relacionadas às energias renováveis, e ressaltou a humildade e o respeito de Evandro Leitão à frente da Mesa Diretora da Alece.
Osmar Baquit (PDT) também parabenizou o presidente pela forma como conduziu os trabalhos na Casa e pediu que ele continue conduzindo da mesma forma os trabalhos na Casa na próxima legislatura, trabalhando sempre pelo estado do Ceará.
Giovanna Munhoz/Luciana Meneses/ Lincoln Vieira /Juliana Melo/Waldyh Ramos
Edição: Adriana Thomasi / agência de noticias da ALECE / DANIEL SAMPAIO
Mesa Diretora encerra atividade legislativa e anuncia Comissão de Recesso
A medida tem como base o artigo 51, parágrafo 2º do Regimento Interno da Casa, que estabelece que a comissão seja eleita na última sessão de cada período legislativo.
Os parlamentares eleitos para o colegiado são George Lima (PDT), Nizo Costa (PT), Walter Cavalcante (PV), Leonardo Pinheiro (Progressistas), Osmar Baquit (PDT), Manoel Duca (PDT), Bruno Pedrosa (PDT), Davi de Raimundão (MDB) e Augusta Brito (PT).
De acordo com o artigo 52 do Regimento Interno, o colegiado pode se reunir, quando convocado por seu presidente ou pelo presidente da Assembleia Legislativa, para deliberar assuntos importantes para os quais seja necessária a participação da Casa.
Lincoln Vieira
Edição: Clara Guimarães / ag|ência de noticias da alece/ daniel sampaio
Favorito para ser reeleito, Evandro Leitão avalia mandato como presidente da AL-CE
, / diarionordeste

Encerrando o primeiro mandato como presidente da Assembleia Legislativa do Ceará (AL-CE), o deputado estadual reeleito Evandro Leitão (PDT) fez um balanço, nesta terça-feira (20), da gestão dele como chefe da Casa.
O pedetista é o nome favorito para seguir, por mais dois anos, no comando do Legislativo cearense. A eleição, no entanto, só ocorrerá no próximo ano, na retomada dos trabalhos parlamentares. Leitão também comentou sobre o futuro de seu partido, o PDT, no Legislativo cearense.
“Digo que é uma honra estarmos à frente da Casa. Temos vaidade, é óbvio, mas não é desmedida, não a ponto de nos consumir, a ponto de perder nosso foco e nosso norte (...) Só tenho a agradecer a confiança que vocês nos deram, a relação de confiança que vocês nos deram, mediando os interesses republicanos e naturais de uma Casa”, comentou o presidente do Legislativo.
“Tenho compreensão que tudo passa, é efêmero, mas, enquanto estamos ocupando cargos públicos, representando a população, temos que ser compromissados e intensos, respeitando os que acreditaram em nós”EVANDRO LEITÃO (PDT)Presidente da AL-CE
O pedetista ainda agradeceu e desejou sucesso a parlamentares que não estarão no Legislativo estadual no próximo ano. “Tenho orgulho de fazer parte da Mesa Diretora agora nesses últimos dois anos, dando minha contribuição, respeitando meus pares. Peço desculpas por algum momento de infelicidade, temos fragilidade e não sou diferente, mas procurei honrar todos vocês”, concluiu.
BALANÇO DA GESTÃO
No balanço da gestão, Leitão apresentou aos parlamentares um relatório com os trabalhos realizados pela Casa. Ao todo, foram 1.356 sessões realizadas desde 2019. Os deputados apresentaram 3.695 propostas, das quais 3.120 foram deliberadas. A Casa ainda recebeu, desde 2019, 560 propostas do Poder Executivo. Apenas uma segue em tramitação.
ALIANÇA ENTRE PT E PDT
O presidente da Assembleia também comentou sobre as negociações para a retomada da aliança entre PT e PDT, após o rompimento na campanha deste ano.
"Tivemos duas reuniões, uma ampliada, na quinta-feira (15), e outra mais fechada, na sexta (16). Teremos outra nesta semana até sexta-feira. Meu posicionamento é de que sejamos base do Governo Elmano. Digo isso porque estamos nesse projeto juntos, unidos, desde 2007 na esfera estadual, no primeiro Governo Cid. O PDT e o PT tiveram participações em todo esse projeto, participações que foram fundamentais para termos resultados são auspiciosos", disse.
"Na reunião ampliada, vi que a grande maioria dos deputados estaduais deseja ser base do Governo Elmano. Entre os federais também há essa preferência, então acredito que, nos próximos dias, o presidente do partido deve anunciar algo nesse sentido", conclui.
Evandro Leitão ainda confirmou que já informado pelo governador eleito, Elmano de Freitas (PT), sobre a necessidade de realizar uma sessão extraordinária do parlamento estadual para a Casa votar a reforma administrativa a ser proposta pelo petista.
O pedetista ainda reafirmou a intenção de disputar a reeleição para a presidência da AL-CE. "Coloco-me à disposição dos meus pares para dar continuidade a esse trabalho. Temos o mês de janeiro para conversar, se for para dar continuidade, enfrento, enfrentarei, estou à disposição", finalizou.
Senado aprova PEC que viabiliza pagamento do piso salarial de enfermagem
Por Karolini Bandeira — Brasília / o globo9
O Senado Federal aprovou por unanimidade, nesta terça-feira, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que define de onde sairão os recursos para complementar o salário de profissionais de saúde até o mínimo criado com o piso de enfermagem. Os valores serão pagos pela União aos estados, aos municípios e ao Distrito Federal.
A PEC vale para enfermeiros, técnicos de enfermagem, auxiliares de enfermagem e parteiras do setor público, de entidades filantrópicas e de prestadores de serviço com atendimento mínimo de 60% de pacientes do SUS. Agora, ela segue para promulgação.
— Tanto a Câmara quanto o Senado correram contra o tempo neste fim de ano para resolver todos os impasses que envolvem o piso. Agora, esperamos que o poder judiciário possa agir com a mesma celeridade, pois não existe mais nenhum obstáculo para a concretização da nossa conquista — celebra a presidente do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), Betânia Santos.
O piso da enfermagem, aprovado pelo Congresso Nacional, está suspenso pelo Supremo Tribunal Federal (STF), devido ao debate sobre a responsabilidade pelos custos dos novos salários destes profissionais. Autor da decisão, o ministro Roberto Barroso argumentou que a fixação de um piso sem fonte de recursos causaria demissões no setor.
— Essa é uma importante conquista da categoria em favor da resolução dos questionamentos quanto às fontes de custeio. Com mais este avanço, esperamos que o STF aprecie os pedidos de urgência e revogue imediatamente a suspensão da Lei 14.434 — afirma o relator da PEC, senador Fabiano Contarato (PT-ES).
Pela lei suspensa, os enfermeiros receberiam a partir de R$ 4,7 mil; técnicos de enfermagem, no mínimo R$ 3,3 mil; e auxiliares e parteiras R$ 2,3 mil.



