Deputados apontam combate à violência contra a mulher como prioridade
Por Giovanna Munhoz/Luciana Meneses
Novos deputados eleitos para a 31ª Legislatura da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) destacaram, na manhã desta quarta-feira (01/02), durante sessão de posse, as expectativas e contribuições para o início dos trabalhos na Casa. A bancada feminina, por sua vez, reafirmou a necessidade de buscar pautas voltadas para as mulheres cearenses.
A deputada Larissa Gaspar (PT) ressaltou o anseio de contribuir com o mandato do governador Elmano de Freitas no tocante à violência contra a mulher, política de geração de emprego e renda, além do incentivo à participação política feminina. “O mandato chega cheio de disposição também para combater a fome e a pobreza no Estado, fortalecer a cultura cearense, universalizar a educação em tempo integral, ampliar a educação infantil, buscar moradia digna para a população cearense, entre outros projetos, contribuindo com o Governo do Estado em prol dos cearenses”, disse.
A necessidade de trabalhar na prevenção da violência contra a mulher também foi ressaltada pela deputada Lia Gomes (PDT). “A Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa do Ceará (PEM) atua no atendimento e prevenção de casos de violência, e esperamos poder contribuir. A representação é para todos os cearenses, mas, em especial, vamos lutar para mudar a realidade de muitas mulheres”, afirmou.
Já a deputada Jô Farias (PT) explicou que uma nova legislatura é vista como nova oportunidade para fortalecer pautas femininas e envolver todos os
parlamentares na causa. “Trago para esta Casa o meu coração e experiência de mais de 30 anos de vida pública no município de Horizonte, com pautas prioritárias, como infância e adolescência, e para a mulher, buscando articulações para cumprir e até superar o que prometemos em campanha. Seremos nove mulheres e contamos que a bancada masculina também abrace as causas femininas”, sinalizou.
De acordo com o deputado Missias do MST (PT), existe a necessidade de trazer a classe trabalhadora para o Parlamento, além de dar voz às minorias cearenses. “Queremos um olhar diferente para tudo o que foi esquecido ou negado. Trabalhar junto com o governo, buscando sempre um olhar humano que traga o povo para perto do Parlamento cearense”, assinalou.
O deputado De Assis Diniz (PT) também apontou que uma das pautas mais relevantes é pensar nos trabalhadores na hora das votações e no exercício de mandato. “Chego à Casa com a humildade de um primeiro mandato e com a maturidade de ter assumido pautas que já representaram categoria em diversas ocasiões, como na Central Única dos Trabalhadores. É necessário saber construir uma pauta social, ouvir o povo e não permitir que o Parlamento nos distancie da principal visão, que é verdadeiramente trabalhar para o povo do Ceará”, observou.
A tradição da família Mota à frente do Estado e como pretende exercer mandato enquanto oposição ao Governo foram apontados pelo deputado Felipe Mota (União). “Nossa responsabilidade com o Ceará é ainda maior pela bagagem familiar que trago de quem já esteve à frente do Governo do Estado e o conhece profundamente", acrescentou. O parlamentar comentou que pretende trabalhar questões como a agricultura, saúde, desenvolvimento social, turismo e geração de emprego, ciente de compor a oposição e convergir de forma equilibrada e construtiva, com o governador Elmano, em prol do povo cearense. "Um governo inteligente dialoga para encontrar soluções para os problemas do Ceará, e sei que a base governista tem pessoas com esse perfil”, declarou.
O deputado Carmelo Neto (PL) adiantou que seu mandato não será somente dentro da Assembleia Legislativa, mas percorrendo o Ceará para acompanhar de perto as demandas da população. “Vamos trabalhar muito nesta Casa pelos próximos quatro anos, trazendo nossa experiência como vereador. Estarei presente fiscalizando, fazendo críticas e cobranças necessárias para que a administração pública possa acertar mais. O trabalho da oposição é importante, e percorreremos todo o Estado para fazer jus à confiança depositada em nosso mandato”, afirmou.
Os 46 deputados eleitos na Assembleia Legislativa foram empossados na manhã desta quarta-feira (01/02), durante sessão realizada no Plenário 13 de Maio. Dos 46 parlamentares, 22 iniciam o primeiro mandato e nove são deputadas mulheres.
Edição: Adriana Thomasi
Parlamentares apontam prioridades para a 31ª legislatura - Foto: Máximo Moura
Parlamentares eleitos para 31ª Legislatura tomam posse na Alece
Por Pedro Emmanuel Goes
A Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) empossou os 46 deputados eleitos para a 31ª Legislatura (2023-2026), em sessão preparatória realizada na manhã desta quarta-feira (01/02). A solenidade aconteceu no Plenário 13 de Maio e, conforme estabelece o artigo 5º do Regimento Interno da Casa, foi conduzida pelo deputado Evandro Leitão (PDT), presidente do Poder na legislatura anterior.
O parlamentar deu as boas-vindas aos eleitos e presentes ao evento e, seguindo o rito de posse, convidou os deputados Renato Roseno (Psol) e Dra. Silvana (PL) para secretariar os trabalhos, conduzindo a chamada dos eleitos diplomados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
Na sequência, os parlamentares diplomados prestaram termo de posse, firmando o compromisso de guardar as constituições da República e do Estado e desempenhar, com lealdade, dedicação e honestidade, o mandato que lhes foi confiado pelo povo cearense.
NOVA COMPOSIÇÃO
A renovação da composição da Alece para a 31ª Legislatura conta com 24 deputados estaduais reeleitos, enquanto 22 assumem mandato pela primeira vez no Legislativo estadual.

Parlamentares fazem juramento em ato de posse / Foto: José Leomar
Os parlamentares que reconquistaram assento são: Evandro Leitão (PDT), Fernando Santana (PT), Sérgio Aguiar (PDT), Romeu Aldigueri (PDT), Zezinho Albuquerque (PP), Dra. Silvana (PL), Renato Roseno (Psol), Osmar Baquit (PDT), David Durand (Republicanos), Guilherme Landim (PDT), João Jaime (PP), Marcos Sobreira (PDT), Jeová Mota (PDT), Agenor Neto (MDB), Queiroz Filho (PDT), Danniel Oliveira (MDB), Moisés Braz (PT), Salmito (PDT), Leonardo Pinheiro (PP), Davi de Raimundão (MDB), Lucílvio Girão (PSD), Júlio César Filho (PT), Fernando Hugo (PSD) e apóstolo Luiz Henrique (Republicanos).
Tomam assento no Parlamento cearense pela primeira vez os deputados Carmelo Neto (PL), Marta Gonçalves (PL), Gabriella Aguiar (PSD), Cláudio Pinho (PDT), Alcides Fernandes (PL), Antônio Henrique (PDT), Lia Gomes (PDT), De Assis Diniz (PT), Firmo Camurça (União), Alysson Aguiar (PCdoB), Dr. Oscar Rodrigues (União), Luana Ribeiro (Cidadania), Jô Farias (PT), Juliana Lucena (PT), Missias Dias (PT), Sargento Reginauro (UB), Larissa Gaspar (PT), Felipe Mota (UB), Emilia Pessoa (PSDB), Lucinildo Frota (PMN), Oriel Filho (PDT) e Stuart Castro (Avante).
SUPLENTES
Três suplentes também foram empossados com a licença dos deputados Moisés Braz (PT), Salmito (PDT), Zezinho Albuquerque (PP), que assumem secretarias do Estado. Prestaram compromisso de posse para ocupar seus assentos os suplentes imediatos, deputados Nizo Costa (PT), Bruno Pedrosa (PDT) e Almir Bié (Progressistas), respectivamente.
Edição: Adriana Thomasi
Assembleia elege presidente para os próximos dois anos nesta quarta
A posse dos parlamentares e a eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) para o biênio 2023-2024 acontecerá nesta quarta-feira (1º), a partir das 9h, no Plenário 13 de Maio
A sessão preparatória será conduzida pelo atual presidente da casa, deputado estadual Evandro Leitão (PDT). Após a eleição da Mesa, será declarada instalada a 31ª Legislatura, que segue de 2023 a 2026.
Evandro é apontado por colegas como aposta certa para continuar no comando da Assembleia nos próximos dois anos. Apoiado pelo governo Elmano de Freitas (PT), ele tomou posse na presidência em 2021, durante a gestão de Camilo Santana (PT), antes de PT e PDT romperem no estado.
Conforme a Assembleia, o rito de posse acontece em uma primeira sessão preparatória, com início às 9h, na qual os parlamentares eleitos deverão prestar compromisso de posse. Na sequência, uma segunda sessão preparatória é convocada para eleição da Mesa Diretora.
Segundo o diretor do Departamento Legislativo da Alece, Carlos Alberto de Aragão, neste segundo momento as chapas que vão concorrer à Mesa serão registradas e analisadas pelos secretários da sessão. Caso preencham os requisitos, será deflagrado o processo de votação, por escrutínio aberto, como determina o artigo 9º do Regimento Interno da Alece. O mesmo artigo também considera eleita a chapa que obtiver a maioria absoluta dos votos. A apuração é feita pela atual Mesa Diretora.
Após eleita a chapa, o novo presidente discursará, anunciando as perspectivas e ações da Mesa para o biênio 2023/2024. Na sequência, serão apresentados os requerimentos solicitando licenciamento daqueles parlamentares que deverão ocupar secretarias de Estado, a subsequente convocação e posse de seus suplentes imediatos, encerrando com a convocação da sessão de instalação da 1ª sessão legislativa da 31ª Legislatura para o dia seguinte.
A sessão de instalação da sessão legislativa e abertura dos trabalhos de 2023, que acontece na quinta-feira (2), vai contar com a presença do governador Elmano de Freitas, que fará a leitura da mensagem governamental com as principais metas do Governo do Estado para 2023.
Fonte: O ESTADO / COLUNA DO AVOL
Nova composição que toma posse na Alece tem 14 partidos e maior participação feminina
Nesta quarta-feira (01/02) acontece, no Plenário 13 de Maio da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), a posse dos 46 parlamentares eleitos para o período 2023-2026. Ao todo, 14 partidos conquistaram assentos na Alece. O PDT segue como a legenda com maior número de parlamentares na Casa, seguida do PT. A Legislatura que se inicia também conta com um maior número de deputadas em comparação com as legislaturas anteriores.
O PDT lidera a quantidade de mandatos na Casa. São 13, no total, exercidos pelos deputados Evandro Leitão, Sérgio Aguiar, Romeu Aldigueri, Cláudio Pinho, Osmar Baquit, Guilherme Landim, Marcos Sobreira, Jeová Mota, Antonio Henrique, Lia Gomes, Queiroz Filho, Oriel Filho, e Salmito.
Com oito integrantes, a bancada do PT é a segunda com maior número de parlamentares: Fernando Santana, De Assis Diniz, Moisés Braz, Jô Farias, Júlio César Filho, Juliana Lucena, Missias Dias, e Larissa Gaspar.
PL e União Brasil vem na sequência com quatro representantes em cada legenda. Pelo PL, assumem mandato os deputados Carmelo Neto, Marta Gonçalves, Dra. Silvana e Alcides Fernandes. O União Brasil conta com os deputados Firmo Camurça, Dr. Oscar Rodrigues, Sargento Reginauro e Felipe Mota.
O PSD será representado por Gabriella Aguiar, Dr. Lucílvio Girão e Fernando Hugo; enquanto o MDB segue com Agenor Neto, Daniel Oliveira e Davi de Raimundão; e o PP com os deputados Zezinho Albuquerque, João Jaime e Leonardo Pinheiro. Com apenas dois representantes, o Republicanos mantêm sua representação na Casa com os deputados David Durand e Apóstolo Luiz Henrique
Encerra o quadro de parlamentares os deputados Renato Roseno (PSol), Alysson Aguiar (PCdoB), Luana Ribeiro (Cidadania), Emilia Pessoa (PSDB), Lucinildo Frota (PMN) e Stuart Castro (Avante).
Quatro suplentes devem ser empossados dia 01/2 com a licença dos deputados Moisés Braz (PT), Salmito (PDT), Zezinho Albuquerque (PP) e Oriel Nunes ( PDT) para assumir secretarias de Estado. Devem assumir os deputados Bruno Pedrosa (PDT), Antonio Granja )PDT), Nizo Costa (PT) e Antonio Bie (Progressistas).
No total, 25 deputados estaduais no exercício do mandato conquistaram cadeiras, enquanto 21 estarão estreando no Legislativo estadual, de acordo com a totalização dos votos concluída pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
PARTICIPAÇÃO FEMININA
A participação feminina no Parlamento cearense também se amplia com o início da nova legislatura. Ao todo, nove mulheres assumem mandatos parlamentares em 2023. Na última legislatura, a Casa contou com seis deputadas: Patrícia Aguiar (PSD), que deixou a Casa para assumir a prefeitura de Tauá; Augusta Brito (PCdoB), que foi eleita senadora pelo Ceará; Fernanda Pessoa (União Brasil), eleita deputada federal; Erika Amorim (PSD), Aderlânia Noronha (SD), e Dra. Silvana (PL), reeleita deputada estadual.
Juntamente com Dra. Silvana, vão assumir novos mandatos as deputadas Lia Gomes (PDT), Juliana Lucena (PT), Larissa Gaspar (PT), Jô Farias (PT), Gabriella Aguiar (PSD), Luana Ribeiro (Cidadania), Emilia Pessoa (PSDB), e Marta Gonçalves (PL).
Edição: Clara Guimarães
Novo Congresso assume na quarta mais conservador e empoderado
Por Daniel Weterman / O ESTADÃO
BRASÍLIA - O resultado das eleições que definirão o comando do Congresso, amanhã, quarta-feira, 1.º, é decisivo para o Palácio do Planalto montar seu jogo político. Mesmo sem as verbas do orçamento secreto, os presidentes da Câmara e do Senado mantêm uma força e protagonismo que exigirão esforço redobrado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para consolidar sua base aliada e garantir a governabilidade. O cenário forçará Lula a fazer uma negociação no varejo com deputados e senadores a partir desta semana. Arthur Lira (PP-AL) já é dado como reeleito na chefia da Câmara. No Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) ainda é o favorito, mas a candidatura de Rogério Marinho (PL-RN) tem crescido. O novo Parlamento tem perfil conservador e protagonismo do Centrão reforçado. O grupo político comandado por PP e PL tem 235 votos na Câmara. Já a esquerda apenas 124.
Lula conseguiu recuperar parte do poder sobre os recursos federais com a decisão do Supremo Tribunal Federal de derrubar o orçamento secreto, esquema de compra de votos criado no governo de Jair Bolsonaro. O duto de verbas revelado pelo Estadão praticamente terceirizava a função do Executivo no planejamento da distribuição dos recursos de investimentos. A correlação de forças no Congresso, entretanto, permanece a mesma dos últimos quatro anos, com Arthur Lira à frente de uma rede robusta de aliados. Agora, o Planalto aposta em uma negociação com os parlamentares um a um para evitar uma tutela do maior líder do Centrão, o bloco dos partidos fisiológicos.
O governo não terá apoio irrestrito dos partidos que não estiveram com o PT na eleição do ano passado. O direcionamento de recursos para as bases eleitorais e a ocupação de cargos na administração pública são os dois maiores instrumentos de negociação política para a formação da coalizão.
As emendas parlamentares seguem capturando boa parte do caixa da União. Os números do Orçamento explicam esse cenário. Tanto o governo como o Legislativo têm mais dinheiro nas mãos, mas desta vez o poder está mais equilibrado. Com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição, aprovada antes da posse de Lula, o governo federal terá R$ 71 bilhões para investir em obras públicas e programas estratégicos neste ano. Desse total, 29% estão nas mãos dos parlamentares, responsáveis por indicar o destino final do dinheiro. Até o ano passado, o governo tinha um valor menor, de aproximadamente R$ 40 bilhões, com o Congresso dominando 40% do total.
Internamente, as emendas parlamentares também ficaram mais pulverizadas, diminuindo o domínio do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que controlava o orçamento secreto e escolhia quem ficava com a bolada, conforme os acordos internos e a adesão à pauta do governo. Para este ano, as emendas individuais, aquelas indicadas por cada deputado e senador, aumentaram, com direito a R$ 6,7 bilhões repassados via emenda PIX, uma modalidade sem transparência nem controle dos órgãos de fiscalização. As emendas de comissão também cresceram, chegando a R$ 7,6 bilhões após terem sido zeradas no governo anterior. Com o retorno das comissões funcionando e votando projetos, após um período de ressaca na última legislatura, o poder fica mais dividido. Ainda assim, os presidentes das Casas seguem controlando a pauta de votações.
Os parlamentares eleitos nas urnas são responsáveis por votar leis que mexem diretamente na vida dos brasileiros. Para o bem e para o mal. Em 2010, por exemplo, o Congresso aprovou uma lei que determinava o fim dos lixões em quatro anos. O objetivo era acabar com a destinação inadequada dos resíduos sólidos, situação que afeta diretamente o meio ambiente e a saúde das pessoas. O município que não cumprisse o prazo e deixasse de dar um destino correto para o lixo ficaria sem recursos federais. O prazo foi sendo adiado, e no ano de 2010, os parlamentares aprovaram o projeto adiando o fim dos lixões para 2024 em municípios com população inferior a 50 mil habitantes, o que representa 80% das cidades brasileiras.
Novo Regimento da Alece amplia a transparência e a participação popular
Por Ariadne Sousa /
A 31ª Legislatura da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), que tem início na próxima quarta-feira, 01 de fevereiro, contará com novos mecanismos de transparência e participação social, possibilitando à população cearense uma presença mais ativa e um melhor acompanhamento das votações e atuação da Casa, assim como de seus representantes.
Dentre as principais inovações trazidas pelo novo Regimento Interno da Alece. estão alterações regimentais para as votações com escrutínio secreto, com redução nas possibilidades de votações nesse modelo; regulamentação das sessões remotas e híbridas, por meio de plataforma de reunião virtual com áudio e vídeo e a ampliação das formas de cooperação entre a sociedade e o legislativo, com a previsão de criação de uma “Tribuna Popular” com a finalidade de debater tema de relevante interesse do Estado.
Sobre a realização dessa Tribuna, o documento prevê que as sessões nesse formato ocorrerão na primeira sexta-feira de cada mês e contarão com a participação de até três entidades de classe ou da sociedade civil organizada. O diretor do Departamento Legislativo da Alece, Carlos Alberto de Aragão, esclarece que, para dar início às sessões nessa modalidade, é necessária a normatização, “já existe essa determinação regimental, mas ainda vai ser feita a regulamentação por meio de ato normativo da Mesa Diretora”, completa.
Com relação às votações secretas, o diretor explica que, antes eram 13 situações previstas para que os escrutínios fossem realizados nesse formato, enquanto o novo texto prevê apenas três. “Com a redução da votação secreta para apenas alguns casos, será possível dar mais transparência ao mandato do parlamentar e às suas posições diante das matérias que tramitam na Casa”, afirma.
O novo Regimento apresenta ainda um novo requisito para a escolha dos conselheiros do Tribunal de Contas do Ceará (TCE) escolhidos pela Casa, a comprovação de idoneidade moral, regra esta que vale apenas para os candidatos selecionados pela Alece. Segundo a Constituição do Estado do Ceará, o TCE é composto por sete conselheiros, três deles escolhidos pelo Governador do estado e quatro pela Assembleia Legislativa.
Edição: Clara Guimarães
Lira distribui R$ 70 milhões a deputados para obter vitória acachapante na Câmara
Por Julia Affonso e Vera Rosa / O ESTADÃO
BRASÍLIA – O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), tem usado o cargo para distribuir um pacote de benesses aos deputados que irão escolher, em 1º de fevereiro, quem comandará a Casa no biênio 2023/2025. Candidato à reeleição, Lira deu aos deputados, em menos de um mês, R$ 9 mil para gastar com combustível e R$ 4 mil para outras despesas, além de aprovar reajuste salarial de mais de R$ 7 mil a partir de abril. O total de desembolso para os cofres públicos chega a R$ 70 milhões.
O aumento do auxílio moradia, que dobrou de R$ 4 mil para R$ 8 mil, beneficiará os 513 deputados, até mesmo aqueles que já moram em apartamento funcional, graças a uma manobra articulada pelo presidente da Câmara. A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) impede esse tipo de reajuste. O cálculo sobre os valores a mais foi feito pelo Estadão com base nos aumentos publicados pela própria Casa.
Expoente do Centrão, Lira é favorito para ganhar novo mandato, mas toda sua estratégia vem sendo montada para obter o maior número de votos e se tornar o candidato mais bem votado da história da Câmara. Não sem motivo: quanto mais apoio ele conquistar, mais poder de barganha terá o Centrão nas negociações com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para exigir o que quiser, em troca de apoio nas votações.
Evandro Leitão dá boas-vindas aos eleitos e ressalta o respeito e a pluralidade do Poder
Por Pedro Emmanuel Goes / ALECE
Deputados estaduais eleitos e reeleitos para a nova Legislatura participaram de cerimônia de boas-vindas, promovida pela Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, durante a manhã desta quarta-feira (25/01) no auditório Murilo Aguiar. Na ocasião, o presidente da Alece, deputado Evandro Leitão (PDT), saudou os parlamentares.
O objetivo do encontro, conforme Evandro Leitão, foi recepcionar e fazer o acolhimento dos novos deputados e veteranos, além de apresentar o Parlamento e seus setores. Ele salientou a prática da tolerância como fundamental para o exercício legislativo.
“Nesta Casa respeitamos todas e todos, independente de questão política ou ideológica. A Alece é uma Casa plural, onde temos a obrigação de nos respeitar. Não estamos mais em tempos medievais, e não existe mais espaço para intolerância aqui no Parlamento. Na sociedade nem se fala. A prática do respeito ao outro não é nenhum favor que fazemos”, alertou.
O presidente também destacou a importância dos parlamentares se engajarem no trabalho das comissões técnicas. “As comissões temáticas são o ‘pulmão do Poder Legislativo’. O pouco que aprendi enquanto parlamentar foi através dos debates e do trabalho que realizei enquanto membro de comissão, que é por onde passam, todas as nossas pautas, debates e decisões que tomamos aqui”, disse.
Sobre a próxima eleição para Mesa Diretora, ele afirmou que seu nome está disponível para uma possível reeleição, caso seja da vontade dos demais colegas. “Se for essa a vontade de todos, retomaremos esse trabalho que temos feito com muito orgulho e dedicação, tendo sempre em perspectiva de que tudo é passageiro”, frisou.
Parlamentares eleitos para o primeiro mandato apontam suas expectativas
Por Luciana Meneses / ALECE
Os deputados e deputadas eleitos para primeiro mandato e que tomam posse no dia 01/02 falam sobre suas expectativas e como pretendem contribuir com seus mandatos para melhorar a vida da população. Na manhã desta quarta-feira (25/01), os parlamentares participaram de evento de boas-vindas realizado pela Assembleia Legislativa.
A deputada Gabriella Aguiar (PSD), que é médica, diz estar animada com esta nova atuação e que um dos seus focos será a área da saúde “Venho para o meu primeiro mandato como uma médica jovem com 10 anos de formada e muito conhecimento do SUS e o desejo de fortalecê-lo, assim como a assistência social, em especial de indivíduos vulneráveis. Digo aos cearenses que esperem um mandato de força, garra e determinação”, declara.
O deputado Stuart Castro (Avant) está ansioso para o início da legislatura e pretende contribuir com políticas públicas voltadas ao agronegócio. “Acredito que nosso mandato e o novo governador tenhamos visões parecidas sobre o agro, e como ele deve ser despertado e resgatado, sabendo que o turismo e a sustentabilidade devem andar de mãos dadas. É em busca desse empreendedorismo agrário que vamos trabalhar junto aos colegas parlamentares e o governo do estado”, anuncia.
O deputado Lucinildo Frota (PMN) afirma que entra na Assembleia com o mesmo ânimo e vontade de trabalhar de quando assumiu seu primeiro mandato como vereador de Maracanaú. “Trago essa experiência do legislativo municipal, sabendo que o cenário agora é maior e hoje represento o estado como todo, sem esquecer daqueles que me confiaram essa função, que são os maracanauenses, redencionistas, aracoiabenses, maranguapenses. Nosso trabalho será em busca de geração de emprego, melhorias da saúde e outros temas de interesse público junto ao governador Elmano”, aponta.
Já o deputado Cláudio Pinho (PDT) aponta a urgência em se trabalhar questões sociais como a insegurança alimentar, e como a geração de emprego pode mudar essa realidade. “Precisamos focar em pautas sociais, uma vez que a insegura alimentar vem sendo a realidade de muitos cearenses e sabemos que para mudar a situação é preciso gerar emprego e renda. Pensando estrategicamente, conseguimos fazer por meio da revitalização de um rio, por exemplo. É o caso do rio Curu, que pode colaborar com a produção da agroindústria e desenvolver toda uma região”, sugere.
A deputada Emília Pessoa (PSDB) diz estar empenhada para discutir pautas importantes para o estado e principalmente questões ligadas à mulher. “Quero puder contribuir nas mais diversas pautas, respeitando sempre a peculiaridade de cada região e fortalecer as pautas femininas. Uma vez que seremos nove deputadas, acredito que poderemos fazer muito pela defesa dos nossos direitos e principalmente fortalecer o combate à violência contra a mulher”, ressalta.
Também foram eleitos para o primeiro mandato os deputados Alysson Aguiar (PCdoB), Antônio Henrique (PDT),Camelo Mota (PL), De Assis Diniz (PT), Dr. Oscar Rodrigues (União), Felipe Mota (União), Firmo Camurça (União), Jô Farias, Juliana Lucena (PT), Larissa Gaspar (PT),Lia Gomes (PDT), Luana Ribeiro ( Cidadania), Marta Gonçalves (PL), Missias do MST (PT), Oriel Filho (PDT),Pr. Alcides Fernandes (PL) e Sargento Reginauro (União).
Edição: Clara Guimarães
Alece dá boas-vindas aos parlamentares eleitos - Auditório Murilo Aguiar - Foto: Dário Gabriel
Senado identifica 23 golpistas nem denunciados nem presos por ataques
Thaísa Oliveira / FOLHA DE SP
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), deve entregar à PGR (Procuradoria-geral da República) uma segunda representação contra mais 23 pessoas envolvidas na invasão ao Congresso Nacional, no dia 8 de janeiro.
Os invasores estão soltos e foram identificados pela Secretaria de Polícia do Senado a partir de imagens das câmeras de segurança do prédio. Os nomes dos vândalos não foram divulgados.
Cinco dias após o ataque às sedes dos Três Poderes, Pacheco sugeriu ao procurador-geral da República, Augusto Aras, a prisão preventiva e o bloqueio de bens dos vândalos que invadiram o Senado e foram presos em flagrante.
A partir disso, na semana passada, a Procuradoria-Geral da República apresentou denúncia contra 39 pessoas suspeitas de envolvimento nos atos golpistas e de depredação no prédio.
No total, 44 pessoas foram presas em flagrante pela Polícia Legislativa no dia 8 de janeiro —39 por policiais do Senado e cinco por policiais da Câmara dos Deputados.
A PGR enquadrou os golpistas nos crimes de associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano e deterioração do patrimônio público tombado.
No Senado, o prejuízo é estimado em cerca de R$ 4 milhões. Boa parte dos vidros e espelhos quebrados no Salão Azul já foram trocados. A porta principal do plenário, estilhaçada pelos invasores, também foi recolocada.
Já o carpete do Salão Azul, que foi encharcado com o uso de mangueiras de incêndio, deve ser substituído no final de fevereiro. Funcionários da limpeza ainda tentam recuperar o piso do Salão Nobre.
A Casa corre contra o tempo para consertar a maior parte dos estragos até a posse dos 27 senadores eleitos, em 1º de fevereiro. Cada um dos empossados terá direito a convidar até 45 pessoas para a cerimônia.



