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Funcionamento da Alece tem alteração durante o recesso parlamentar

Funcionamento da Alece tem alteração durante o recesso parlamentar

 
O primeiro-secretário da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), deputado Antônio Granja (PDT), assinou a Portaria nº 135/2022, que disciplina o funcionamento da Casa durante o recesso parlamentar entre 23 de dezembro de 2022 e 31 de janeiro de 2023.

Segundo o documento, o expediente administrativo, com o recesso parlamentar, passa a funcionar às terças, quartas e quintas-feiras, das 8h às 13 horas.

ATENDIMENTO AO PÚBLICO

Os órgãos de atendimento ao público da Casa também terão alterados seus horários de atendimento, sobretudo no período do fim de ano.

O Procon Assembleia entra em recesso de 23 de dezembro a 1º de janeiro, mas prossegue com suas atividades no site procon.al.ce.gov.br. O órgão retoma suas atividades presenciais a partir de 02 de janeiro, de segunda a sexta, das 8h às 17h. Já a Casa do Cidadão segue com atendimento normal no recesso parlamentar. O setor atende de segunda a sexta, das 8h às 17h.

O Banco Bradesco dá uma pausa no atendimento ao público no dia 30 de dezembro, apenas com atividades internas e com volta ao atendimento a partir de 2 de janeiro, de segunda a sexta das 10h às 16h.

Já o Escritório Frei Tito de Alencar, o Centro de Mediação e Gestão de Conflitos, o Comitê de Responsabilidade Social (CRS), a Biblioteca César Cals e a Procuradoria da Mulher vão seguir a portaria da Casa. Todas funcionarão de terça a quinta, das 8h às 12h, enquanto o Centro Inclusivo para Atendimento e Desenvolvimento Infantil (Ciadi) funciona de terça a quinta, das 8h às 12h, na primeira quinzena de janeiro.

Lincoln Vieira

Edição: Clara Guimarães


Comissão do Congresso ‘perdoa’ contas de Dilma e blinda Bolsonaro de ficar inelegível

Por Daniel Weterman / O ESTADÃO

 

BRASÍLIA - A Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso aprovou as contas de 2014 e 2015 da ex-presidente Dilma Rousseff, após o Tribunal de Contas da União (TCU) se posicionar pela rejeição com argumentos que embasaram o processo de impeachment da petista.

 

Os parlamentares também aprovaram os gastos de 2020 e 2021 do presidente Jair Bolsonaro, dando uma salvaguarda para os repasses relacionados ao orçamento secreto, esquema de troca de apoio político no Parlamento pelo pagamento de emendas de relator revelado pelo Estadão. No início da semana, o Supremo Tribunal Federal declarou a inconstitucionalidade do mecanismo. Assim, a decisão pode blindar o atual presidente de processos na Justiça após deixar o cargo e afasta o risco de Bolsonaro ficar inelegível por oito anos em função das contas de governo.

 

A aprovação ocorreu nesta quinta-feira, 22, último dia de funcionamento do Congresso antes do recesso legislativo. Os processos estavam engavetados pela comissão e ainda não haviam sido analisados. O presidente da CMO, deputado Celso Sabino (União-PA), aliado do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), havia prometido colocar todas as contas pendentes em votação.

 

A Constituição determina ao Congresso o julgamento das contas presidenciais após análise do Tribunal de Contas da União (TCU). O Legislativo, no entanto, não cumpre a determinação há 20 anos. Depois da comissão, as contas ainda precisam passar pelo plenário do Congresso, o que ainda não ocorreu.

 

As contas de Dilma foram relatadas pelo deputado Enio Verri (PT-PR), aliado do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. O parecer pela aprovação foi feito com ressalvas, quando os parlamentares apontam inconsistências e falhas na execução do Orçamento. O TCU, no entanto, havia orientado pela rejeição das contas.

 

“Para mim, como militante do Partido dos Trabalhadores, que entendo que o impeachment da presidenta Dilma foi fruto de um golpe, porque ela foi absolvida depois, aprovar as suas contas e ter tido a honra de ser o relator foi muito importante”, afirmou Verri.

 

Apenas o deputado Marcel van Hattem (Novo-SP) votou contra. “Se está passando um sabão na história do Brasil, de uma forma completamente triste e lamentável, tentando lavar o currículo de Dilma Rousseff, que foi ‘impichada’ por crime de responsabilidade em virtude das contas do seu Governo, em virtude das pedaladas fiscais”, disse o deputado.

 

As contas do presidente Bolsonaro de 2020 e 2021 também foram aprovadas. Nesses dois anos, o governo liberou R$ 36,5 bilhões em emendas do orçamento secreto. O Tribunal de Contas da União (TCU) havia votado pela aprovação com ressalvas, mas apontou que o mecanismo era inconstitucional.

 

Investigações

O orçamento secreto foi declarado inconstitucional pelo Supremo, mas os gastos feitos nos últimos três anos ainda são investigados por órgãos como Polícia Federal, Controladoria-Geral da União e o próprio TCU. O julgamento no Congresso pode blindar Bolsonaro de processos na Justiça sobre a execução do Orçamento após deixar o cargo e também evita com que ele fique inelegível.

Ter as contas rejeitadas é uma das hipóteses de inelegibilidade. A legislação estabelece que um político é inelegível e não pode concorrer às eleições por oito anos se tiver as contas rejeitadas, prazo contado a partir da decisão. Apenas a deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS) votou contra as contas de Bolsonaro. “Como votar para o orçamento secreto que foi construído e institucionalizado durante o governo Bolsonaro, que tirou dinheiro do orçamento de combate à violência contra a mulher, que tirou recursos das áreas sociais e do sistema público de saúde, para financiar essa compra de votos vergonhosa que nós vimos no parlamento nos últimos 3 anos?”, questionou a parlamentar.

Congresso promulga a Emenda 127, que garante recursos para o piso da enfermagem

O presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco, promulgou nesta quinta-feira (22) a Emenda Constitucional (EC) 127, que viabiliza o pagamento do piso salarial da enfermagem. O texto, que tramitou no Senado na forma da PEC 42/2022, foi aprovado nesta semana pelos senadores e direciona recursos do superávit financeiro de fundos públicos e do Fundo Social para financiar o piso salarial nacional da enfermagem no setor público, nas entidades filantrópicas e de prestadores de serviços, com um mínimo de atendimento de 60% de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).  

 

A Emenda, que teve o senador Fabiano Contarato (PT-ES) como relator, estabelece que a União ajudará estados e municípios a pagar esses profissionais usando recursos do superávit financeiro dos fundos públicos do Poder Executivo, verificados ao fim de cada ano entre os exercícios de 2023 a 2027, exceto os saldos vindos do esforço de arrecadação dos servidores civis e militares da União, como os relacionados à cobrança da dívida ativa.

 

Pacheco afirmou que a iniciativa é um justo reconhecimento aos profissionais que mais se sacrificaram durante a pandemia de covid-19, quando exerceram suas atribuições sob as condições mais adversas. Segundo ele, o Congresso se mostrou sensível a essa realidade e adotou as medidas legislativas cabíveis oferecendo a segurança jurídica e fiscal necessária para que o Supremo Tribunal Federal (STF) reverta a decisão de impedir esse pagamento. 

 

— Com a presente emenda constitucional o Congresso Nacional reforça seu entendimento pela existência de recursos para pagamento do piso nacional dos profissionais da enfermagem. E além disso, prevê o dever da União de prestar assistência financeira aos estados, Distrito Federal, municípios, entidades complementares ao Sistema Único de Saúde — disse.

 

A aprovação da emenda foi uma reação do Congresso à decisão do STF de bloquear o pagamento do piso. A Corte deu prazo de 60 dias para entes públicos e privados da área da saúde esclarecerem o impacto financeiro, os riscos para empregabilidade no setor e a eventual redução na qualidade dos serviços, com a apresentação de proposta de solução.

 

Os senadores Weverton (PDT-MA) e Rogério Carvalho (PT-SE) acreditam que com a identificação da fonte de recursos o piso salarial será pago, reconhecendo assim o exercício da enfermagem.  

 

— Esta Casa tem aqui um papel fundamental de estar sempre achando fontes de recursos que possam estar criando as condições para valorizar as categorias — disse Weverton. 

 

Já o senador Izalci Lucas (PSDB-DF), apesar de comemorar a promulgação, voltou a alertar sobre o impasse em relação aos profissionais contratados pelas instituições de saúde da rede privada. Para ele, é preciso que o Congresso delibere sobre o tema votando projeto de sua autoria que inclui empresas do setor de saúde entre as beneficiadas do programa de desoneração da folha (PL 1.378/2022)

 

— Não podemos deixar nenhum profissional da saúde para trás. Por isso nós temos que continuar a luta da desoneração da folha. Para que todos os profissionais da saúde possam, de fato, receber seu piso salarial. Hoje nós temos 17 setores da economia desonerados, não faz sentido a saúde ficar fora disso — disse.

 

Fonte: Agência Senado

Congresso aprova créditos adicionais ao Orçamento e encerra a última sessão do ano

O Congresso Nacional encerrou a última sessão do ano, aprovando quatro projetos de lei que abrem créditos adicionais ao Orçamento de 2022 (PLNs 21, 25, 40 e 42), inclusive o que abre R$ 3,8 bilhões para a Lei Paulo Gustavo de apoio à Cultura (PLN 21). Outro projeto (PLN 39) flexibiliza regras para a execução orçamentária em 2022.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Comissão aprova proposta que altera sistema tributário brasileiro

A comissão especial sobre a proposta de emenda à Constituição (PEC 7/20) que altera o sistema tributário aprovou nesta quinta-feira (22) o parecer da relatora, deputada Bia Kicis (PL-DF).

 

Kicis apresentou modificações com relação ao texto original, de autoria do deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP).

 

O parecer manteve o cerne da proposta, ou seja, a concentração da tributação em apenas três categorias de impostos – consumo, renda e propriedade –, mas cria uma regra de transição, preserva tributos como a CSLL e mantém a existência dos fundos de participação dos estados e dos municípios.

 

Segundo Kicis, a principal vantagem do modelo previsto é a desoneração da cadeia produtiva.

 

De acordo com a deputada, a escolha pelo modelo Sales Tax, em que o imposto sobre o consumo é cobrado apenas na etapa de venda ao consumidor final da mercadoria, em vez do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), é também um dos principais diferenciais dessa proposta com relação a outras propostas de reforma tributária em análise no Congresso.

“O grande diferencial é exatamente você optar pelo sistema de Sales Tax e não o IVA, porque no IVA você tem que onerar toda a cadeia [produtiva]. Aqui a gente concentra a tributação no consumo final e desonera toda a produção. A grande diferença dessa reforma para as demais é que essa, sim, representa uma grande simplificação no nosso sistema tributário. É uma proposta bem mais ousada que as demais, e ela verdadeiramente simplifica e traz transparência para o sistema.”

 

Essa simplificação, de acordo com Kicis, fará com que o País saia do “manicômio tributário em que vive”.

 

Competência tributária


No caso do consumo, segundo o texto aprovado, a tributação vai se restringir às operações de consumo final, ainda que o destinatário seja pessoa jurídica.

Quanto à competência tributária, o texto assegura que todas as três esferas federativas possam tributar essas operações. Mas para evitar multiplicidade normativa sobre a questão, a competência plena para a instituição do imposto sobre operações com bens e serviços pertencerá apenas à União e aos estados e ao Distrito Federal. Os municípios exercerão sua competência por meio da instituição de alíquota adicional à alíquota estadual.

 

De acordo com o texto, a competência para a tributação da renda será compartilhada entre a União, os estados e o Distrito Federal. Mas caberá aos estados apenas instituir adicional de alíquota para as pessoas físicas ou jurídicas domiciliadas em seu território. O resultado da arrecadação federal e estadual será partilhado com os municípios.

 

A proposta preserva o Imposto sobre Propriedade Territorial Urbana (IPTU), de competência municipal, e o Imposto Territorial Rural (ITR), que passa da União para a competência dos municípios.

 

A União continua responsável por criar contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico, as Cides. Mas o texto veda a incidência de Cide na comercialização e importação de combustíveis (Cide-combustíveis) e em pagamentos ao exterior por serviços técnicos e transferência de tecnologia (Cide-remessas).

 

Transição


A transição proposta pela relatora é feita em duas fases, com pelo menos três anos entre elas. Em um primeiro momento, serão criadas as novas competências tributárias e revogados diversos tributos, como o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e o Imposto sobre Propriedade de Veículo Automotor (IPVA).

“No primeiro momento, há a criação de novas competências para União, estados e municípios e se revogam o IPI, a Cide sobre combustíveis e sobre remessas, e o IPVA. Mas existe um segundo momento, em que leis complementares devem regulamentar em até três anos a regra dos impostos que vão substituir os impostos revogados. Após três anos, a gente vai ter a extinção de vários impostos, como IOF, ICMS, imposto sobre transmissão, ISS, PIS/Pasep, Cofins, contribuição patronal, todos eles serão extintos”, disse Bia Kicis.

 

Para mitigar o impacto que a revogação do IPI poderia ter na Zona Franca de Manaus, que utiliza incentivos por meio desse imposto, o texto prevê que a União entregue aos estados afetados percentual da arrecadação do Imposto de Renda e do imposto sobre bens e serviços, nos termos estabelecidos em lei complementar.

 

A proposta de reforma tributária aprovada pela comissão especial ainda precisa passar pelo Plenário, em dois turnos de votação. Bia Kicis disse esperar que a PEC seja votada pelo conjunto dos deputados já no início de 2023.

 

Outras reformas


Além da PEC 7/20, outras propostas de reforma tributária estão sendo analisadas na Câmara dos Deputados, em diferentes estágios de tramitação:

O governo Bolsonaro enviou projetos alterando a estrutura tributária, como o PL 2337/21, que altera o Imposto de Renda e já foi aprovado na Câmara, e o PL 3887/20, que institui a Contribuição Social sobre Operações com Bens e Serviços (CBS) e aguarda votação.

 

No Senado, está em tramitação uma proposta que também reforma o sistema tributário: a PEC 110/19, do senador Davi Alcolumbre (DEM-AP).

 

Saiba mais sobre a tramitação de PECs

Reportagem – Paula Bittar
Edição – Roberto Seabra

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Fonte: Agência Câmara de Notícias

 

Congresso aprova Orçamento de 2023 com salário mínimo de R$ 1.320

Cézar FeitozaThiago Resende / FOLHADE SP

 

O Congresso aprovou nesta quinta-feira (22) o projeto de Orçamento de 2023 que inclui salário mínimo de R$ 1.320.

O valor representa um aumento real de 2,7% da proposta feita pelo governo Jair Bolsonaro (PL) e terá um custo adicional de R$ 6,8 bilhões para os cofres públicos. O reajuste do salário mínimo foi antecipado pela Folha em novembro.

O texto aprovado ainda garante o pagamento de R$ 600 do Bolsa Família em 2023, promessa de campanha do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e um adicional de R$ 150 para família com crianças de até 6 anos.

O Orçamento de 2023 ainda precisa ser sancionado por Bolsonaro ainda este ano. Ele pode, no entanto, vetar trechos, incluindo o novo valor do salário mínimo. Neste caso, o Congresso analisaria esses vetos na próxima legislatura, no ano que vem.

O relatório final do Orçamento de 2023 foi viabilizado após a promulgação da PEC da Gastança, que eleva o teto de gastos no próximo ano em R$ 145 bilhões e permite um investimento de R$ 23 bilhões, fora da regra fiscal, quando houver excesso de arrecadação

Por causa da PEC, o relator, senador Marcelo Castro (MDB-PI), elevou a meta de resultado primário para 2023 de um déficit de R$ 63,7 bilhões para R$ 231,5 bilhões.

Segundo Castro, o aumento do déficit não significa um "descumprimento" da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2023.

"De fato, referida emenda constitucional [que aumenta o teto de gastos] determina que não serão consideradas, para fins de verificação do cumprimento dessa meta, as despesas acomodadas pelo aumento do teto de gastos em R$ 145 bilhões e pelo espaço fiscal adicional de R$ 23 bilhões gerado pela exclusão desse teto de despesas com investimentos", disse.

Com o espaço aberto no teto de gastos, o relator recompôs o orçamento de diversos ministérios para manter o funcionamento de políticas públicas, como o Farmácia Popular e o Minha Casa, Minha Vida.

Castro definiu, por exemplo, a recomposição dos Ministério de Saúde (R$ 22,7 bilhões), Desenvolvimento Regional (R$ 18,8 bilhões), Infraestrutura (R$ 12,2 bilhões) e Educação (R$ 10,8 bilhões).

Durante sessão da Comissão Mista de Orçamento, Castro afirmou que a proposta de Orçamento de 2023 enviada pelo governo Jair Bolsonaro (PL) era inexequível.

"Existe todo um contexto a justificar a necessidade de alteração do teto de gastos da União, com vistas a permitir o aporte adicional de R$ 70 bilhões para o atendimento do programa Bolsa Família, bem como corrigir diversas distorções que a proposta orçamentária apresenta", completou.

A cúpula do Congresso aproveitou ainda uma brecha para manter no Orçamento de 2023 o poder de indicação de parlamentares sobre parte dos recursos que teriam de emendas de relator.

Em complemento de voto apresentado nesta quinta-feira (22), o senador Marcelo Castro distribuiu os R$ 19,4 bilhões de emendas de relator previstas para o próximo ano em emendas individuais (R$ 9,6 bilhões) e orçamento para execução dos ministérios (R$ 9,8 bilhões).

Os recursos que foram enviados para os ministérios, no entanto, seguem os mesmos critérios estabelecidos pelos próprios parlamentares quando ainda existiam as emendas de relator.

Na prática, apesar da decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que enterrou as emendas de relator, o Orçamento de 2023 mantém os recursos nas mesmas ações e projetos que já estavam previstos em acordo político. A diferença é o código, que sai do RP9 (emendas de relator) e entra no RP2 (recurso dos ministérios).

"Nós mantivemos mais ou menos a lógica do que era o RP9 (...). Não [houve indicação da transição], nós seguimos a lógica que já vinha. O governo de transição alocou [os outros] R$ 168 bilhões de reais", afirmou Castro.

Como a Folha mostrou, líderes do centrão têm afirmado que embora tenham perdido o poder de execução das emendas de relator, querem que os R$ 9,8 bilhões repassados para os ministérios sejam liberados seguindo indicações de parlamentares.

Para isso, deputados e senadores terão de negociar o envio dos recursos com os ministérios —o que reduz poder da cúpula do Congresso, mas não o isola na distribuição das verbas.

Na semana passada, o Congresso já havia feito uma divisão das emendas, antes da decisão do STF. O quadro previa recursos para algumas ações, como fomento ao setor agropecuário (Ministério da Agricultura), qualificação viária (área de obras em rodovias do Ministério do Desenvolvimento Regional), abastecimento de água do canal do sertão alagoano, entre outras.

No relatório desta quinta, Castro manteve as mesmas rubricas. Portanto, a verba do rateio das emendas de relator continuará financiando áreas que o Congresso já tinha interesse –antes mesmo do julgamento no STF.

O quadro da semana passada previa R$ 40 milhões de emendas de relator para a implantação de sistemas adutores para abastecimento de água no canal do sertão alagoano, via Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Paranaíba).

Agora, mesmo com o fim das emendas, o relator chegou a ampliar para R$ 50 milhões o valor para a ação no sertão alagoano.

Aprovado projeto que permite agentes de saúde e de endemias acumular cargo

O Plenário do Senado aprovou o projeto que considera agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias como profissionais de saúde. Com isso, esses profissionais poderão trabalhar em dois cargos públicos. O PL 1.802/2019, da Câmara dos Deputados, teve voto favorável do relator, senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), e segue agora para sanção.

 

O relator afirmou que a aprovação “é uma grande conquista” para os cerca de 400 mil agentes comunitários de saúde e de combate a endemias.

 

Atualmente, de acordo com a Constituição, só podem acumular dois cargos públicos professores e profissionais de saúde, desde que as profissões sejam regulamentadas e que seja comprovada a compatibilidade de horário. Assim, o projeto insere a definição de agentes de saúde e de endemias como profissionais de saúde na lei que regulamenta a atividade (Lei 11.350, de 2006).

 

Para o relator, o projeto faz justiça aos agentes comunitários de saúde e aos agentes de combate às endemias, “garantindo-lhes um direito que lhes permitirá obter melhores condições de vida e também em proveito da administração pública e da sociedade a que servem”.

 

O projeto é de autoria do deputado federal Afonso Florence (PT-BA).

 

 

Fonte: Agência Senado

Câmara aprova PEC da Transição em 2º turno com prazo de um ano após acordo entre Lula e Centrão

Por Daniel Weterman / O ESTADÃO

 

BRASÍLIA - A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, 20, em segundo turno, o texto-base da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição, principal aposta do governo eleito para bancar as promessas de campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Foram 331 votos favoráveis (eram necessários 308); 163 deputados foram contrários.

 

Antes de iniciar a votação em segundo turno, a Câmara rejeitou um destaque (pedido de alteração) apresentado pelo partido Novo, propondo a retirada do dispositivo que permite que Lula envie até agosto de 2023 uma proposta de nova âncora fiscal para substituir o teto de gastos por lei complementar, sem precisar de uma nova emenda constitucional.

 

O destaque, que partidos do Centrão ameaçaram apoiar, representaria mais uma derrota para Lula, pois dificultaria o caminho para o presidente eleito estabelecer uma nova regra fiscal, como mostrou o Estadão. A ameaça da aprovação dessa proposta levou ao adiamento da sessão na terça-feira e ao atraso da votação nesta quarta-feira.

 

As negociações serviram para o Centrão cobrar ministérios de Lula na reta final da PEC, de acordo com líderes do grupo. Com sinal favorável de que o bloco terá espaço na Esplanada dos Ministérios, o destaque foi rejeitado. No segundo turno, o PT espera ter uma margem maior de votos favoráveis, pois o Republicanos, que se posicionou contra a PEC na primeira etapa, sinalizou voto favorável na reta final, ao alimentar esperanças em acordos futuros com Lula.

 

A equipe de Lula concordou em aceitar a da validade da PEC por um ano para um ano mantendo a previsão de acabar com o teto de gastos e propor uma nova regra fiscal em 2023. O futuro presidente aposta na criação de uma nova âncora fiscal que mantenha uma folga de despesas no próximo; portanto, admitiu a PEC da Transição com um período desidratado.

 

O texto aprovado em primeiro turno na Câmara reduz a validade da PEC para um ano, depois de Lula aceitar um acordo com líderes do Congresso para desidratar a proposta em troca de apoio. A costura incluiu ainda o rateio das verbas do orçamento secretoderrubado na segunda-feira pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Outra mudança foi a manuteção dentro do teto de gastos de recursos de operações de crédito internacional – que o texto aprovado no Senado excluía da regra fiscal.

 

A proposta aumenta o teto de gastos em R$ 145 bilhões para bancar um Auxílio Brasil de R$ 600 e libera da regra fiscal R$ 23 bilhões para investimentos já a partir deste ano, além de permitir outras exceções ao teto.

 

Orçamento de 2023

Depois da PEC, o Congresso ainda precisa votar o Orçamento de 2023 para garantir os recursos para o presidente eleito. A votação vem sendo adiada desde a semana passada na Comissão Mista de Orçamento (CMO), responsável por analisar a peça orçamentária antes do plenário do Congresso.

Deputados e senadores que não foram reeleitos e que deixarão o mandato exigem que a votação do Orçamento ocorra nesta quinta-feira, 22, último dia antes do recesso, como condição para votar favoravelmente à PEC, mas veem uma ameaça nos bastidores de adiar o projeto orçamentário para ano que vem.

Não votar o Orçamento neste ano representaria uma derrota para Lula, que tomaria posse em janeiro apenas com uma autorização provisória para gastar, e retaliação à derrubada do orçamento secreto pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Se o projeto ficar para o ano que vem, as emendas ficarão reservadas somente aos deputados que tomarão posse em fevereiro. O governo eleito conseguiu votos para aprovar a PEC justamente ao atender esse grupo, com a transferência de parte das emendas secretas para as emendas individuais.

Para acalmar os ânimos, o presidente da CMO, Celso Sabino (União-AP), aliado de Lira, que fez o acordo com Lula, enviou um comunicado aos parlamentares dizendo que a votação será na quinta.

Fernanda Pessoa se despede do Parlamento cearense

Deputada Fernanda Pessoa (União)Deputada Fernanda Pessoa (União)Foto: Edson Junior Pio

A deputada Fernanda Pessoa (União) se despediu da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, após o terceiro mandato, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Casa, realizada de modo híbrido, nesta terça-feira (20/12).

Eleita para a Câmara dos Deputados, Fernanda Pessoa fez uma retrospectiva do trabalho realizado e agradeceu aos parlamentares e demais pessoas que fizeram parte da equipe dela.

“Nesses 12 anos, tive a oportunidade de exercer, como mulher, um protagonismo de extrema importância nesta Casa, mas também de desenvolver um trabalho intenso e persistente nas comissões técnicas e demais organismos institucionais”, disse.

Sobre a luta pelos direitos das mulheres, a parlamentar destacou que a quantidade exercendo a liderança de comissões importantes ainda está muito aquém do ideal. “Destaco o projeto, de nossa autoria, sobre o canal silencioso para que as mulheres denunciem a violência através de um X na mão”, pontuou.

No que se refere à causa de crianças com alguma deficiência física e mental ou condição neuroatípica, Fernanda Pessoa ressaltou os projetos que deram origem às leis 15.511/14, que disponibiliza assentos na primeira fila das escolas públicas e privadas para crianças portadoras de TDAH, e 17.268/2020, que dispõe sobre a validade por tempo indeterminado de laudo pericial que atesta o transtorno do espectro do autismo no Ceará.

A parlamentar falou ainda sobre as perspectivas de buscar o desenvolvimento regional no próximo mandato. “Defenderei o município de Maracanaú, nesta tribuna ou onde eu for. Acredito que o maior PIB do Ceará merece uma atenção maior na esfera estadual”, asssinalou.

Em aparte, os deputados Evandro Leitão (PDT), presidente da Alece; Augusta Brito (PT); Romeu Aldigueri (PDT); Renato Roseno (Psol); Antônio Granja (PDT); Sérgio Aguiar (PDT); Nelinho (MDB); Nizo Costa (PT); Lucílvio Girão (PSD); Júlio César Filho (PT) e Osmar Baquit (PDT) parabenizaram Fernanda Pessoa pelo trabalho realizado na Alece e desejaram sorte no próximo trabalho em Brasília, no Congresso Nacional.

“Desejo muito sucesso nessa nova empreitada. Vossa Excelência tem tudo para continuar o trabalho realizado aqui lá em Brasília”, afirmou Evandro Leitão.

“Eu desejo à senhora um mandato como congressista muito altivo e que, em especial, tenha esse olhar regional, um olhar para o desenvolvimento do Nordeste, que ele seja uma tônica do seu mandato”, disse Renato Roseno.

Vitória Marques

Edição: Adriana Thomasi

Parlamentares elogiam gestão do presidente Evandro Leitão

Parlamentares elogiam gestão do presidente Evandro LeitãoFoto: Júnior Pio

 
Os deputados da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) avaliaram, durante a sessão plenária desta terça-feira (20/12) a gestão do presidente da Casa, deputado Evandro Leitão (PDT), e ressaltaram seu espírito conciliador, a liderança exercida juntos ao conjunto dos parlamentares e o compromisso da gestão com a cidadania .

O líder do Governo, deputado Júlio César Filho (PT), frizou que “Evandro Leitão consolida a liderança, trazendo oposição e situação para perto. E assim deve ser”. O parlamentar também parabenizou a primeira-dama da Alece, Cristiane Leitão "pelo grande trabalho social desenvolvido junto com servidores e parlamentares, disse.

Os deputados Nizo Costa (PT) e Fernanda Pessoa (União), também parabenizaram a gestão do deputado e elogiaram a primeira-dama pela liderança à frente do Comitê de Responsabilidade Social e por todo o trabalho em prol da sociedade cearense.

Para os deputados Romeu Aldigueri (PDT), Audic Mota (MDB), Antônio Granja (PDT) e João Jaime (Progressistas), a gestão do parlamentar foi marcada por diálogo e humildade. “Foi um dos maiores presidentes que a Casa teve e sempre recebeu todos, aberto ao diálogo, independente de partido”, afirmou Romeu Aldigueri.

A deputada Augusta Brito (PT) disse que o presidente aproximou a sociedade do Parlamento cearense. “Tenho um grande respeito pela sensibilidade, pela forma de agregar a todos e, principalmente, respeito tudo o que foi construído para a sociedade, sempre ensinando a importância de olhar para todos de forma humana e igual”, assinalou.

Os deputados Walter Cavalcante (PV) e George Lima (PDT) também frisaram a humildade e sensibilidade do parlamentar. “Além disso, parabenizo a Mesa Diretora da Alece, que sempre foi participativa”, apontou Walter Cavalcante.

O deputado Nelinho (MDB) se disse grato pela oportunidade de exercer o mandato de parlamentar com Evandro Leitão na presidência da Casa. “Aprendi muito e tenho sua humildade como exemplo, pois sempre escuta a todos”, ressaltou.

Já o deputado Tin Gomes (PDT) parabenizou o presidente pela sua condução, principalmente durante a pandemia da Covid-19. “Sua forma cordial de conduzir esta Casa motiva a todos nós. E, mesmo na pandemia, foi incansável no objetivo de cuidar da população”, frisou. Renato Roseno (Psol) também assinalou a postura do presidente durante a pandemia. “A sua condução na pandemia foi baseada na ciência e no cuidado para salvaguardar vidas. Autoridade não vem do cargo nem poder econômico, vem do serviço. E o senhor encarna isso”, elogiou.

Para o deputado Sérgio Aguiar (PDT), a gestão foi marcada pelo espírito de liderança e boa gestão. “Mesmo na pandemia, conseguiu, por meio de muito trabalho, uma gestão de sucesso e que obteve o respeito e reconhecimento da população. Estaremos juntos nos próximos quatro anos e vamos honrar nossos compromissos. Conte comigo”, declarou.

O deputado Danniel Oliveira (MDB) afirmou que a convicção de dever cumprido é a sensação que todos os parlamentares têm da gestão do presidente. “Não fugiu em nenhum momento do trabalho e enfrentou difíceis decisões durante a pandemia. Além disso, trouxe ainda mais transparência para as ações do Legislativo, aproximando ainda mais a população do nosso cotidiano”, salientou.

A gestão marcada por respeito e transparência, independente do posicionamento partidário, foi citada pelo deputado Delegado Cavalcante (PL). Os deputados Salmito (PDT) e Jeová Mota (PDT) elogiaram Evandro Leitão e ressaltaram a competência e transparência do presidente à frente da Mesa Diretora.

O deputado Soldado Noelio (União) classificou o presidente Evandro Leitão como “maestro da política”. Para ele, o parlamentar tem lado político, entretanto mantém “distinção” no tratamento aos parlamentares. Ele disse que “em nenhum momento se sentiu desrespeitado e reconheceu o trabalho, a liderança, a capacidade de diálogo”.

O deputado Queiroz Filho (PDT) também ressaltou a capacidade de liderança de Evandro. Segundo ele, os apartes dos parlamentares na sessão plenária de hoje comprovam o tratamento igual a todos os deputados. “O senhor trata todos nós sem qualquer distinção”, manifestou.

O deputado Agenor Neto (MDB) disse que Evandro Leitão é um parlamentar “humilde, do diálogo e respeito a todos”. E o deputado Acrísio Sena (PT) pontuou que o parlamentar, ao assumir a presidência da Assembleia Legislativa “mostrou capacidade de entender o Parlamento, mesmo complexo, trabalhar o contraditório e agir de forma republicana”.

Heitor Férrer (União), Manoel Duca (Republicanos), Marcos Sobreira (PDT) e Lucílvio Girão (PSD) destacaram características do deputado Evandro Leitão e ressaltaram sua liderança, competência, determinação e respeito aos colegas de Parlamento, independente da posição ideológica e partidária.

Para Heitor Férrer, o presidente da Casa "se consolidou como líder pela seriedade, serenidade, compromisso, empatia e deu exemplo de como administrar um Poder Legislativo, transformormando-se em espelho para muitos, por seu comportamento".

Manoel Duca frisou que Evandro Leitão tem consideração e respeito a todos os deputados, além de zelo com o Parlamento. Já o deputado Marcos Sobreira lembrou que 2022 foi um ano desafiador. "Ainda temos uma pandemia e tivemos um processo eleitoral difícil, mas o presidente sempre se colocou de forma isonômica", pontuou.

Lucílvio Girão ressaltou o trabalho de Evandro Leitão durante a pandemia e declarou que o presidente da Alece trabalhou para o estado do Ceará e pelas pessoas mais carentes.

O deputado Tony Brito (União) elogiou o respeito com que o presidente Evandro Leitão trata todos os parlamentares, independente de ser situação ou oposição. Ele agradeceu pelo respeito com o qual sempre foi tratado pelo presidente e afirmou que é assim que deve ser o espírito do verdadeiro homem público, “sempre buscando respeitar” todos os seus pares. “Um presidente que sempre tratou os mais diversos assuntos de forma calma, serena e com muito equilíbrio”, definiu.

O deputado Bruno Pedrosa (PDT) destacou o apoio que recebeu do presidente nos projetos que ele apresentou na Alece, principalmente as matérias relacionadas às energias renováveis, e ressaltou a humildade e o respeito de Evandro Leitão à frente da Mesa Diretora da Alece.

Osmar Baquit (PDT) também parabenizou o presidente pela forma como conduziu os trabalhos na Casa e pediu que ele continue conduzindo da mesma forma os trabalhos na Casa na próxima legislatura, trabalhando sempre pelo estado do Ceará.

Giovanna Munhoz/Luciana Meneses/ Lincoln Vieira /Juliana Melo/Waldyh Ramos

Edição: Adriana Thomasi / agência de noticias da ALECE / DANIEL SAMPAIO

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