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O Sargento Reginauro aponta necessidade de debater a questão da segurança pública

Por Giovanna Munhoz / ALECE

 

Deputado Sargento Reginauro (União) - Foto: Junior Pio

 

O deputado Sargento Reginauro (União) ressaltou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) desta terça-feira (07/02), que pretende fazer um mandato disponível para o povo, principalmente para policiais militares, civis, bombeiros e demais.

Debater pautas e alternativas em prol da segurança pública é necessário, segundo o parlamentar. “Criou-se uma narrativa de que a segurança é algo que não tem solução e, então, precisamos nos curvar às situações. Isso não é verdade. O Estado não pode se dizer menor que uma facção criminosa. É preciso assumir o seu lugar e garantir os direitos da população”, assinalou.

O parlamentar lamentou ainda as crescentes filas por cirurgias e procedimentos na área da saúde no Ceará. “A secretária de saúde, quando assumiu, afirmou que o Estado conta com mais de 60 mil pessoas em fila à espera de procedimento. Precisamos saber onde está o gargalo disso. Existe um ‘piscinão’ no Hospital Geral de Fortaleza (HGF) há muito tempo”, apontou.

Sargento Reginauro adiantou ainda que vai apresentar um requerimento solicitando um relatório do Executivo com os índices do Estado de quando o governador Elmano Freitas assumiu. “Precisamos saber como Camilo Santana deixou o Governo para Elmano. Sabemos que o atual governador assume uma herança de um dos piores índices de criminalidade e saúde e, até onde sei, nenhum deputado teve acesso ainda aos índices”, disse.

O deputado destacou também que pretende fazer uma oposição crítica, dialogada e consciente. "Estamos à disposição dos empreendedores, famílias do campo, áreas da saúde, segurança e todos os segmentos da população”, frisou.

Em aparte, os deputados Carmelo Neto (PL) e Antônio Henrique (PDT) desejaram sucesso no novo mandato. 

O deputado De Assis Diniz (PT) explicou que o governador Elmano vai fazer um mandato aberto ao diálogo e, com certeza, apresentar alternativas para as filas de procedimentos. 

Edição: AdrianaThomasi

 
 

Deputado Felipe Mota diz que fará oposição crítica

Deputado Felipe Mota (União) - Foto: Junior Pio

 

Em seu primeiro pronunciamento na sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), nesta terça-feira (07/02), o deputado Felipe Mota (União) comentou algumas de suas orientações enquanto parlamentar e bandeiras que pretende defender no seu mandato. 

Conforme observou, um dos seus objetivos no Parlamento estadual será conversar com a situação, a fim de um diálogo com o Governo. Ele afirmou que fará “uma oposição crítica, mas que não deixará de votar em favor de projetos de Governo que vêm para melhorar a vida da população”.

As demandas da agricultura e do produtor rural estão entre suas principais bandeiras. Ele afirmou que uma das primeiras ações de seu mandato foi assinar pela implantação da comissão parlamentar de inquérito (CPI) que visa investigar a Enel e os aumentos que a empresa tem imposto ao consumidor cearense. Para ele, quem mais sofre com esses aumentos é justamente o produtor rural.

“Muitos desses trabalhadores não podem pagar valores tão altos. Da mesma forma, precisamos implementar políticas de valorização do produtor rural e do seu trabalho, e não só eles, mas todos os pequenos produtores e moradores do sertão cearense”, disse.

O parlamentar também comentou sobre as propostas em infraestrutura feitas pelo governador Elmano de Freitas em campanha, entre elas, a construção de rodovias e promessa de construção do Hospital Regional do Maciço de Baturité. O parlamentar, que já foi diretor de Infraestrutura Turística do Ministério do Turismo, observou que políticas de infraestrutura devem ser práticas e considerar a situação do Estado.

“Devemos ter em mente que o Ceará é um estado equilibrado, mas pobre, e que ainda tem muitas necessidades. Precisamos equalizar o que o Estado tem e do que ele precisa, ou enfrentaremos dificuldades com várias das promessas de campanha feitas pelo governador”, observou.

Em aparte o deputado Osmar Baquit (PDT) elogiou o direcionamento de seu mandato e o apoio aos produtores rurais. “São esses trabalhadores que colocam comida na mesa da população, enfrentam muitas dificuldades e merecem um olhar especial deste Parlamento”, frisou. 

Já Queiroz Filho (PDT) observou que Felipe Mota chega à Alece com uma “bagagem de serviço prestado ao Ceará, com vasta experiência, e com certeza dará uma grande contribuição aos debates”. 

Sérgio Aguiar (PDT) e Carmelo Neto (PL) afirmaram que a presença de Felipe Mota vai “engrandecer” a qualidade dos debates, especialmente da oposição. Já Lucinildo Frota (PMN) e Romeu Aldigueri (PDT) disseram que Felipe “fará um grande mandato”.

Edição: Adriana Thomasi

Sargento Reginauro aponta necessidade de debater a questão da segurança pública

Por Giovanna Munhoz / ALECE

Deputado Sargento Reginauro (União) - Foto: Junior Pio

 

O deputado Sargento Reginauro (União) ressaltou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) desta terça-feira (07/02), que pretende fazer um mandato disponível para o povo, principalmente para policiais militares, civis, bombeiros e demais.

Debater pautas e alternativas em prol da segurança pública é necessário, segundo o parlamentar. “Criou-se uma narrativa de que a segurança é algo que não tem solução e, então, precisamos nos curvar às situações. Isso não é verdade. O Estado não pode se dizer menor que uma facção criminosa. É preciso assumir o seu lugar e garantir os direitos da população”, assinalou.

O parlamentar lamentou ainda as crescentes filas por cirurgias e procedimentos na área da saúde no Ceará. “A secretária de saúde, quando assumiu, afirmou que o Estado conta com mais de 60 mil pessoas em fila à espera de procedimento. Precisamos saber onde está o gargalo disso. Existe um ‘piscinão’ no Hospital Geral de Fortaleza (HGF) há muito tempo”, apontou.

Sargento Reginauro adiantou ainda que vai apresentar um requerimento solicitando um relatório do Executivo com os índices do Estado de quando o governador Elmano Freitas assumiu. “Precisamos saber como Camilo Santana deixou o Governo para Elmano. Sabemos que o atual governador assume uma herança de um dos piores índices de criminalidade e saúde e, até onde sei, nenhum deputado teve acesso ainda aos índices”, disse.

O deputado destacou também que pretende fazer uma oposição crítica, dialogada e consciente. "Estamos à disposição dos empreendedores, famílias do campo, áreas da saúde, segurança e todos os segmentos da população”, frisou.

Em aparte, os deputados Carmelo Neto (PL) e Antônio Henrique (PDT) desejaram sucesso no novo mandato. 

O deputado De Assis Diniz (PT) explicou que o governador Elmano vai fazer um mandato aberto ao diálogo e, com certeza, apresentar alternativas para as filas de procedimentos. 

Edição: AdrianaThomasi

Romeu Aldigueri ressalta que Governo Elmano será voltado para o diálogo

Por Giovanna Munhoz / ALECE

 

Deputad

o Romeu Aldigueri (PDT) - Foto: Junior Pio

 

O líder do Governo na Casa, deputado Romeu Aldigueri (PDT) ressaltou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta terça-feira (07/02), que o governador Elmano de Freitas está fazendo um Governo voltado para o diálogo e respeito. 

O parlamentar explicou que o governador já convidou todos os deputados para comparecer ao Palácio da Abolição e tem interesse de debater e estar disponível para a Casa. “Elmano é um democrata por excelência, conhecedor do Parlamento e já disse a que veio. O governador vai chamar os deputados, de forma individual, para conversar sobre demandas e com certeza estará sempre de portas abertas, dando continuidade a um projeto que é referência em educação, políticas públicas de segurança e descentralização da saúde”, disse.

Romeu Aldigueri também assinalou que estará à disposição de todos os parlamentares. “Meu gabinete está aberto para aprender e compartilhar com humildade e respeito sobre os interesses da população”, apontou.

Durante seu pronunciamento, o deputado informou que a Casa contará com duas novas comissões. “Indústria e Comércio será uma comissão só, e Turismo e Serviço outra. Além disso, será criada a Comissão de Combate à Fome”, afirmou.

Segundo o parlamentar, o mês de fevereiro terá muitas demandas, já que serão formados os blocos partidários, com indicação de líderes, eleições de comissões e demais metas. “Até a formação das comissões, a Mesa Diretora deverá deliberar os projetos que chegam à Casa. Espero que a Assembleia forneça o bom debate e resultados em prol da população”, explicou. 

Em aparte, os deputados De Assis Diniz (PT) e Nizo Costa (PT) parabenizaram o pronunciamento do parlamentar.

Edição: Lusiana Freire

Firmo Camurça apresenta histórico de sua trajetória política e agradece apoios

Por Luciana Meneses / ALECE

 

Deputado Firmo Camurça (União) - Foto: Júnior Pio

 

O deputado Firmo Camurça (União), em seu primeiro pronunciamento no primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Ceará desta terça-feira (07/02), apresentou um breve histórico de sua vida pública e ressaltou seu compromisso com as demandas da população. 

O parlamentar, natural de Maracanaú, destacou os 16 anos como vereador do município onde nasceu, além dos oito anos como vice-prefeito e quatro como prefeito da cidade. “Eu sou filho de um agricultor que se tornou vereador. Minha mãe também foi vereadora, e essa influência exerceu sobre mim a verdadeira devoção e amor pela causa pública. Em 88 iniciei essa jornada como vereador, fui presidente da Câmara de Maracanaú, vice-prefeito de uma das grandes lideranças do nosso Estado, Roberto Pessoa, e depois me tornei prefeito. Essa foi a minha escola para chegar até aqui”, relatou. 

Firmo Camurça disse que chega na Alece como se estivesse dando seus primeiros passos na carreira política e agradeceu pelo acolhimento dos colegas. “Sinto que estou dando meus primeiros passos ao lado de parlamentares novos e já experientes, para ser uma voz em defesa de todos os cearenses. Quero aprender e tenho muita força de vontade. Agradeço o acolhimento que venho recebendo de todos e peço sabedoria e discernimento a Deus para que saibamos conduzir as demandas da nossa população e minimizar a sua dor e sofrimento”, pontuou. 

Em aparte, o deputado Lucinildo Frota (PMN) afirmou que, como maracanauense, votou no colega para vice-prefeito e prefeito e desejou uma legislatura produtiva. “Vamos lutar juntos para que as políticas públicas atendam aos interesses da população cearense, em especial, dos maracanauenses”, declarou. 

O líder do Governo na Casa, deputado Romeu Aldigueri (PDT), ressaltou que o colega enriquece a Assembleia com todo o seu conhecimento. “O senhor tem muito a colaborar e desde já digo a você e a todos que o gabinete da liderança está à disposição de todos para dialogarmos e construirmos o melhor para o Ceará”, informou. Já a deputada Dra. Silvana (PL) salientou que, assim como a deputada federal Fernanda Pessoa (União-CE), Firmo Camurça terá nela uma grande amiga e aliada. 

O deputado Sérgio Aguiar (PDT) frisou que o município de Maracanaú está muito bem representado na Assembleia, enquanto o deputado Almir Bié (PP) se disse honrado em poder trabalhar ao lado do colega parlamentar. 

Edição: Clara Guimarães 

Reforma administrativa e sete projetos do Executivo tramitam na Alece

Por Gleydson Silva / ALECE

 

Com a abertura dos trabalhos da 1ª sessão ordinária da 1ª sessão legislativa da 31ª Legislatura da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), realizada de forma presencial e remota, nesta terça-feira (07/02), iniciaram tramitação oito projetos do Poder ExecutivoEntre as matérias estão as que tratam da reforma administrativa, com a criação de nove novas secretarias; da criação de uma campanha de combate à fome; de mutirão de cirurgias eletivas na rede pública de saúde e a que versa sobre a renegociação de dívidas do Estado com o Banco do Brasil.

O projeto de lei 02/2023, do Governo do Estado, altera a Lei nº 16.710, de 21 de dezembro de 2018, que dispõe sobre o modelo de gestão do Poder Executivo e a estrutura da administração estadual. Com o projeto, o Governo do Estado pretende criar novas secretarias e desmembrar outras, visando atender a população, sobretudo aqueles mais vulneráveis ou descriminalizados por raça, cor, religião ou orientação sexual.

As novas pastas são: Secretaria da Igualdade Racial; Secretaria da Juventude; Secretaria das Mulheres; Secretaria dos Povos Indígenas; Secretaria de Articulação Política; Secretaria da Cidadania e Diversidade; Secretaria dos Direitos Humanos; Secretaria dos Recursos Hídricos; Secretaria das Relações e Secretaria do Trabalho. 

O Poder Executivo é autor ainda dos projetos de lei o 03/2023, que dispõe sobre o Plano Estadual de Redução das Filas de Cirurgias Eletivas, Exames Complementares e Consultas Especializadas na rede pública de saúde; o 04/2023, instituindo o Programa Ceará Sem Fome e criando a rede de unidades sociais produtoras de refeições no combate à fome no Estado; o 05/2023, que autoriza contratar operação de crédito interna com o Banco do Brasil S.A., com garantia da União.

Já o 06/2023 institui o Fundo Estadual de Sustentabilidade Fiscal do Estado do Ceará (Fesf); o 07/2023 dispõe sobre o Programa de Segurança Cidadã e o Comando de Prevenção e Apoio às Comunidades (Copac) da Polícia Militar do Ceará, objetivando a reunião de estratégias e ações especializadas e integradas destinadas à proteção social e ao fortalecimento das forças policiais do Estado do Ceará; o 08/2023 altera a Lei nº 12.670, de 27 de dezembro de 1996, que dispõe acerca do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), e o 09/2023 altera a Lei nº 12.670, de 30 de dezembro de 1996, que dispõe acerca do ICMS; a Lei nº 14.237, de 10 de novembro de 2008, que dispõe sobre o regime de substituição tributária nas operações realizadas por contribuintes do ICMS, e a Lei nº 18.154, de 12 de julho de 2022, que estabelece alíquota do ICMS relativa às operações e prestações.

Abertura dos trabalhos da 1ª sessão ordinária da 1ª sessão legislativa da 31ª Legislatura - Foto: Junior Pio

Edição: Adriana Thomasi

‘Supercomissão’ do Senado herda R$ 6,5 bi do orçamento secreto e supera recursos de 6 ministérios

Por Daniel Weterman / O ESTADÃO

 

BRASÍLIA - Com o fim do orçamento secreto, o Congresso adotou um novo mecanismo para controlar uma fatia maior de dinheiro público. Pela primeira vez, uma comissão, sozinha, vai ter mais dinheiro do que seis ministérios do governo federal e mais recursos até que o Supremo Tribunal Federal (STF). As comissões temáticas, colegiados que reúnem grupos de parlamentares onde são discutidos projetos antes da votação em plenário, terão R$ 7,6 bilhões em 2023.

 

Quase tudo, no entanto, ficou concentrado em apenas um deles: o de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado, com R$ 6,5 bilhões. Uma verdadeira “supercomissão”. Em anos anteriores, os valores para comissões foram bem menores. Em 2020, por exemplo, os colegiados tiveram R$ 639,7 milhões. Em 2021, os recursos foram zerados. No ano passado, foram R$ 329,4 milhões.

 

O destino final do dinheiro só será conhecido ao longo do ano, quando o governo liberar conforme o pedido dos senadores. Por isso, a presidência dessa “supercomissão” será tão disputada. O comando deve ser definido a partir desta semana. Até o ano passado, a comissão era controlada pelo PTB e pelo PL, partidos aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. Agora, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), em articulação com o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), age para isolar a ala adversária e ficar com os cargos nos colegiados.

 

Em dezembro do ano passado, o Supremo considerou o orçamento secreto ilegal. O mecanismo, revelado pelo Estadão, autorizava deputados e senadores a indicar o envio de recursos para bases políticas sem critérios técnicos e sem identificação. Com a decisão do STF, os recursos foram redirecionados pelos parlamentares para que tivessem a destinação chancelada por comissões.

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Relógio já está correndo para novo marco fiscal

Um dos principais objetivos apontados para o Congresso Nacional no ano de 2023 já está pressionando a agenda dos parlamentares. A elaboração de um novo marco fiscal, que substituirá o teto de gastos, tem data marcada para acontecer: o Executivo tem até o dia 31 de agosto para enviar a proposta.

Mesmo antes desse prazo, o assunto deverá ser tema de debates e negociações no Congresso. O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), antecipou que o Planalto deve enviar a proposta ainda no mês de maio.

 

A data de 31 de agosto foi determinada pela Emenda Constitucional (EC) 126, fruto da PEC da Transição, que deu a largada no processo de criação de uma nova âncora para a política fiscal brasileira. A EC 126 diz que a nova regra deverá vir na forma de um projeto de lei complementar. Diz também que, quando a nova lei for sancionada, o atual teto de gastos será revogado. Assim, o próximo marco fiscal não estará inscrito na Constituição e, portanto, será mais fácil de modificar.

 

A emenda não traz nenhuma diretriz para o conteúdo da nova regra fiscal, o que significa que a discussão está aberta. Várias propostas circulam, e senadores têm afirmado não se prender a nenhuma delas por enquanto. O senador Randolfe Rodrigues afirma que a única certeza neste momento é quanto aos princípios que devem orientar a norma.

 

— Necessitamos de uma âncora fiscal pautada pelo princípio básico de que o Estado não pode gastar mais do que arrecada, mas ela não pode inibir o crescimento econômico. Esse marco tem que ser de responsabilidade, mas não pode engessar.

 

Na oposição, a ideia de uma nova regra fiscal também está entre as prioridades do ano. O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) disse entender que a prosperidade econômica do país depende de um cenário fiscal organizado.

 

— Estamos aqui para trabalhar pelas pautas que signifiquem desenvolvimento econômico para o país. Isso passa por um equilíbrio fiscal. Temos que estar atentos a isso — afirmou ele na quarta-feira (1º), dia em que tomou posse.

No mesmo dia, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, incluiu a nova âncora fiscal no discurso que fez aos senadores recém-empossados. Ao falar dos desafios que aguardam os novos parlamentares, ele defendeu uma reforma fiscal e o “enxugamento” do Estado.

— Não podemos permitir que se acabe com a responsabilidade fiscal no nosso país, que é uma conquista da modernidade. Temos que garantir que se combata a gastança desenfreada do Estado brasileiro. Busquemos um Estado necessário: o enxugamento da máquina, arrecadação sustentável, corte de gastos púbicos.

Pacheco voltou a defender a responsabilidade fiscal na quinta-feira (2), durante a sessão solene de abertura do ano legislativo. O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, também deu destaque ao “novo paradigma fiscal” como uma das prioridades do Congresso

 

Por sua vez, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, falou sobre o tema dirigindo críticas ao teto de gastos que vigora atualmente. Na mensagem presidencial que enviou ao Congresso, Lula assumiu o compromisso de buscar o controle fiscal em parceria com o Legislativo, ao mesmo tempo que condenou o modelo atual como “destrutivo” e “inócuo”.

— Encontramos um Estado em profundo desequilíbrio fiscal. O teto de gastos teve efeitos destrutivos sobre as políticas sociais, ao mesmo tempo que se tornou absolutamente inócuo como instrumento de controle. Vamos construir um novo regime fiscal para o Brasil. Submeteremos à apreciação do Congresso Nacional regras que assegurem previsibilidade e credibilidade ao nosso país. É de nosso máximo interesse reorganizar o mais breve possível a situação para que possamos voltar a investir nos brasileiros.

Enquanto o novo marco não é criado, continua vigente o teto de gastos original, criado em 2016 pela Emenda Constitucional (EC) 95. O teto estabelece que as despesas primárias de cada Poder (Executivo, Legislativo e Judiciário), do Ministério Público Federal e da Defensoria Pública da União só podem subir de um ano para o outro no limite da inflação — ou seja, não podem ter crescimento real.

As exceções a essa regra são créditos extraordinários, despesas não recorrentes para a realização das eleições, aumento de capital em estatais e transferências constitucionais obrigatórias — entre as quais estão royalties de petróleo, partilha do Imposto de Renda e complementação da União na manutenção e desenvolvimento do ensino. A emenda constitucional também garante o ajuste dos pisos de investimento da União em educação e saúde pela mesma regra da limitação de gastos (correção pela inflação).

 

O teto foi estabelecido para durar 20 anos, com a possibilidade de revisão do critério de correção dos gastos na metade da sua vigência, por lei complementar.

 

Propostas

A equipe econômica que trabalhou no grupo de transição do atual governo federal elaborou um formato de regra fiscal que envolveria estabelecer uma “meta de gastos”. Ela seria calculada a cada ano a partir de fatores como projeções de receitas e trajetória da dívida pública.

 

Cada área da administração teria sua própria meta e a definição dessa referência deveria fazer distinção entre as despesas correntes e os investimentos de longo prazo. Haveria a previsão de acomodar situações excepcionais, como catástrofes e crises econômicas, e de promover avaliações periódicas de custo-benefício e de qualidade da despesa, 

A meta serviria de orientação, mas, ao contrário do teto de gastos, não haveria nenhum tipo de gatilho para contenção de despesas em caso de trajetória acima da curva, como contingenciamentos automáticos.

 

A proposta foi divulgada pela imprensa, mas o governo não se comprometeu com esse modelo.

No Senado, circulou no ano passado iniciativa da senadora Leila Barros (PDT-DF) (PEC 34/2022) que instituiria o chamado “regime fiscal sustentável”: a cada ano, o Executivo teria que enviar para aprovação do Senado uma série de diretrizes fiscais de médio prazo. A PEC acabou incorporada à PEC da Transição, mas seu conteúdo não foi aproveitado. Veio dela, porém, a diretriz de que o governo federal tem até 31 de agosto para enviar o novo marco fiscal.

 

A Consultoria de Orçamentos, Fiscalização e Controle do Senado Federal (Conorf) divulgou na sexta-feira (3) um texto da série “Orçamento em Discussão” que trata das possibilidades para o novo marco fiscal. O texto avalia, além das propostas da equipe de transição e da PEC 34/2022, outras três sugestões desenvolvidas por diferentes órgãos e economistas, e identifica os pontos convergentes entre todas.

 

Segundo a análise, assinada pelo consultor Fernando Moutinho Ramalho Bittencourt, a maioria das propostas entende que uma âncora fiscal precisa trabalhar sobre a trajetória da dívida e considerar elementos fora do controle direto da política fiscal, como crescimento da economia e taxa de juros. A fórmula escolhida deve também prever circunstâncias de exceção às regras que sejam objetivas e claras e incentivar a revisão periódica das despesas.

 

Fonte: Agência Senado

Senado votará indicação de Jhonatan de Jesus para TCU

A indicação do deputado federal Jhonatan de Jesus (Republicanos-RR) para o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) é o destaque da sessão deliberativa do Senado desta quarta-feira (8), primeira após a posse dos novos parlamentares e inauguração dos trabalhos legislativos de 2023. Os senadores vão apreciar a indicação proveniente da Câmara dos Deputados, na forma do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 2/2023.

 

A vaga no TCU decorre da aposentadoria da ministra Ana Lúcia Arraes de Alencar, publicada em julho de 2022. Nascido em Boa Vista (RR) em 1983, Jhonatan Pereira de Jesus é médico e empresário e exerce o terceiro mandato consecutivo na Câmara. Em 2 de fevereiro os deputados aprovaram a indicação de Jhonatan com 239 votos favoráveis.

 

As vagas do TCU são distribuídas entre indicações do Senado, da Câmara dos Deputados e da Presidência da República — três para cada. As vacâncias devem ser preenchidas de forma vinculada: a substituição de um ministro cabe ao mesmo ente que o indicou.

Fonte: Agência Senado

Bancada ligada ao esporte define prioridades para o setor

Parlamentares eleitos para o mandato que se iniciou em 1º de fevereiro pretendem trazer a experiência na área do esporte para propor novas leis e políticas públicas.

Um desses deputados é Mauricio do Vôlei (PL-MG), ex-atleta da seleção brasileira, que defende o investimento no esporte como política pública que inclusive reduz gastos em outras áreas.

“Eu acredito totalmente que o esporte é uma ferramenta fundamental para você mudar uma geração, você economiza na segurança pública, você economiza em muita coisa, para criar uma nova geração baseada no esporte. Nos Estados Unidos, eles pegam muito nessa parte e isso que eu quero trazer para o Brasil, essa importância, valorizar o esporte, porque o esporte transforma, e é barato”, disse.

Clube de futebol
Ex-presidente do Flamengo, o deputado Bandeira de Mello (PSB-RJ) acredita que sua experiência na gestão do clube será útil para a proposição de matérias na Câmara.

“O Flamengo é uma nação de 40 milhões de torcedores, uma população maior que muitos países. E é claro que a minha experiência no Flamengo me credencia a tratar das questões do esporte, afinal de contas o futebol é o principal ponto de contato com a vida, com a realidade de boa parte da população brasileira, crianças, pessoas humildes", disse.

Para Bandeira de Mello, o futebol brasileiro pode servir de exemplo para muitas políticas públicas.

O deputado Felipe Carreras (PSB-PE), que já foi secretário de Turismo, Esporte e Lazer de Pernambuco e presidente da Comissão do Esporte na Câmara, pretende acompanhar a análise de propostas aprovadas pela Casa em seu mandato anterior.

Propostas em pauta
“Eu destacaria a atualização da Lei Geral do Esporte [aprovada pela Câmara]. A gente espera que o Senado coloque a matéria para votar. Aprovamos também a nossa relatoria do marco nacional dos jogos de aposta, cada vez mais presentes em nossa vida. Aprovamos de forma histórica, e agora está no Senado, vamos fazer gestão em cima desse tema”, disse Felipe Carreras.

A chamada Lei Geral do Esporte prevê, entre outros pontos, direitos para atletas em formação, com assistência médica integral, transporte, alimentação e limitação do tempo de treino, embora alguns destes já constem da legislação.

Deverá haver um programa contínuo de orientação e de suporte contra o abuso e a exploração sexual, com uma ouvidoria para receber denúncia de maus-tratos e exploração sexual.

A proposta realiza mudanças também na distribuição da arrecadação de loterias de prognósticos, como Mega-Sena, Quina e outras.

O outro projeto citado pelo deputado é o que legaliza jogos de azar no Brasil, incluindo cassinos, bingos, jogo do bicho e apostas esportivas. Ele foi relatado por Carreras e também aguarda análise pelo Senado.

O deputado Afonso Hamm (PP-RS), ex-jogador de futebol, disse que pretende acompanhar outra proposta que foi ao Senado: projeto relatado por ele que estabelece o Plano Nacional do Esporte. Entre as inovações, a proposta estabelece um mínimo de três aulas de educação física por semana na educação básica.

Reportagem – Paula Bittar
Edição – Roberto Seabra

Fonte: Agência Câmara de Notícias

 

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