Gatunos em pânico! Moro esvazia xadrez da PF
Num mundo obscuro, em que os gatunos são cada vez mais pardos, o futuro é insinuado nos detalhes. Nesta segunda-feira (2), o juiz Sérgio Moro autorizou a transferência de quatro presos da Lava Jato da carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, para o presídio de Pinhais, na região metropolitana da capital paranaense. Trocarão de cela o marqueteiro João Santana, sua mulher Mônica Moura, o ex-senador Gim Aregello e o emrpesário Ronan Maria Pinto. Quem acompanha o escândalo já aprendeu: quando o doutor Moro manda esvaziar o xadrez curitibano da PF é porque o caso exige a expedição de novos mandados de prisão. Logo, logo a hospedaria do PF’s Inn estará lotada novamente. JOSIAS DE SOUZA
Lula deve desistir de cargo para evitar demissão
Lula foi aconselhado por amigos a desistir do cargo de ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República. Sensibilizou-se com a ponderação de que não pode se submeter ao constrangimento de ser exonerado por Michel Temer caso o Senado aprove o afastamento de Dilma Rousseff.
Até 17 de março, Lula era apenas um ex-presidente da República. Nesse dia, assumiu a condição de vexame ao ser anunciado, em cerimônia no Planalto, como ministro de Dilma, a sucessora que ele fabricou, elegeu e reelegeu. Alegou-se que Lula seria coordenador político. Em verdade, fugia da caneta de Sérgio Moro.
Decorridos dois meses e meio, Lula ainda não conseguiu sentar na poltrona. Sua nomeação foi suspensa por uma liminar do ministro Gilmar Mendes, do STF. Há 12 dias, o Supremo adiou, sem prazo determinado, o julgamento da legalidade do ato de Dilma. O procurador-geral Rodrigo Janot defende a anulação.
Cid Gomes diz que se estiver na Lava Jato, Teori é “corno”, Janot “ladrão” e Moro “picareta”
O ex-governador do Ceará, Cid Gomes (PDT), afirmou em discurso ontem em Sobral, na sua festa de aniversário, que se ele estiver envolvido no esquema de corrupção da Petrobrás, o ministro do STF, Teori Zavascki, que relata a Lava Jato, é “corno”; o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, é “ladrão” e o juiz Sérgio Moro, que atua nas investigações da primeira instância, é “picareta”. O nome de Cid Gomes aparece numa lista apreendida pela Lava Jato na sede da Odebrecht que esta sob investigação do STF. Cid aparece ao lado do valor de R$ 200 mil e do codinome “falso”. o estado de sp
Gilmar barra R$ 100 mi para publicidade
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes concedeu limiar barrando a liberação de crédito extraordinário de R$ 100 milhões para comunicação institucional e publicidade da Presidência da República. A decisão de Gilmar atendeu a uma ação direta de inconstitucionalidade apresentada pelo Solidariedade (SD).
Obras citadas na Lava Jato ficam R$ 162 bilhões mais caras e acumulam atrasos Leia mais em: http://zip.net/bwtcVp
- Do UOL, no Rio
-
Ricardo Moraes/Reuters
Citada na Lava Jato, obra do metrô do Rio custará quase o dobro do prometido
A Operação Lava Jato investiga há 25 meses um esquema de corrupção envolvendo políticos, empresas e algumas das maiores obras do país. Mais de 20 grandes projetos já foram citados em denúncias ou delações. A maior parte deles acumula atrasos em sua execução e aumentos sucessivos de custo. O UOL levantou o andamento e o orçamento de 19 obras ligadas à Lava Jato (confira a lista abaixo). Verificou que o custo delas, juntas, aumentou pelo menos R$ 162 bilhões. Já o maior atraso em execução é de oito anos.
Condenado na Lava Jato repassou milhões a firmas de laranjas
Condenado na Lava Jato repassou milhões a firmas de laranjas
| Sérgio Lima - 28.ago.2012/Folhapress | ||
![]() |
||
| O empresário Adir Assad durante depoimento na CPI que investigou Carlinhos Cachoeira, em 2012 |
"Foi a maior vergonha que já passei na vida", relata a dona de casa, de 27 anos. Moradora de uma casa pequena e inacabada do Jardim Brasil, na zona norte de São Paulo, ela foi alvo de duas buscas da Polícia Federal por beneficiários de pagamentos do empresário Adir Assad, condenado na Lava Jato, investigado em CPI sobre o bicheiro Carlos Cachoeira e denunciado sob suspeita de lavagem em obra do governo de São Paulo.
Armadilha estadual - FOLHA DE SP
Alguns dos Estados mais ricos do país procuram resolver seus problemas financeiros por meio de um subterfúgio de baixo nível técnico e político. Na prática, requereram ao Supremo Tribunal Federal o recálculo de suas dívidas com a União, sob o pretexto de que pagaram juros indevidos. Alegam que seus débitos devem ser corrigidos por taxas simples de juros. No limite do absurdo, deixariam de dever cerca de R$ 400 bilhões ao caixa federal.
Lula sempre ganhou mensalinho da OAS, diz empreiteiro
O engenheiro Zuleido Veras conhece bem o ambiente de promiscuidade que existe entre o mundo político e as empreiteiras de obras públicas. Em 2007, Veras foi preso em uma operação da Polícia Federal, acusado de pagar propina em troca de contratos milionários no governo - um roteiro de corrupção muito similar ao do hoje famoso petrolão. Dono da construtora Gautama, o empreiteiro ficou doze dias na cadeia, respondeu ao processo em liberdade e, neste ano, o Supremo Tribunal Federal considerou nulas as provas contra ele.
Sócio da Engevix diz que pagou propina por contrato de US$ 160 mi com a Venezuela
O navio Warao se aproximou demais do Porto de Fortaleza, no Ceará, e encalhou no litoral brasileiro no dia 3 de agosto de 2012. A embarcação fora entregue havia um ano para a Marinha daVenezuela, a Armada Bolivariana. Depois do acidente, a fragata foi transportada para o Arsenal da Marinha no Rio de Janeiro, onde está atracada desde então. Mas onde está o prejuízo de uns está também a oportunidade de alguém lucrar. José Antunes Sobrinho, um dos donos da construtora Engevix, revelou em sua proposta de delação premiada, obtida com exclusividade por ÉPOCA, que pagou propina a lobistas, autoridades brasileiras e venezuelanas para que uma subsidiária do grupo, a Ecovix, fizesse os reparos da fragata Warao, em um contrato de US$ 160 milhões.
Ex-presidente da Eletronuclear admite contrato fictício com empreiteira, mas nega recursos ilegais
RIO - O ex-presidente da Eletronuclear, almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, suspeito de ter recebido propina de empreiteiras que participavam das obras da usina nuclear de Angra 3, negou, em depoimento nesta sexta-feira, 29, que tenha obtido vantagens ilegais pelo negócio. Em depoimento que ainda não terminou, na 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, Othon reconheceu que foi contratado pela Andrade Gutierrez para realizar um estudo sobre a importância de Angra 3 para o País e que, para receber o pagamento, recorreu a contratos fictícios.





