Órgãos federais jogam dinheiro fora em pregões
Para comprar 413 carimbos de plástico e tinta preta, funcionários do Ministério da Educação trabalharam durante 88 dias na elaboração de um pregão. No final do processo, onde quem faz a oferta mais baixa leva o contrato de fornecimento, o governo obteve um desconto de R$ 2.831,23. No entanto, só com pagamento de servidores o MEC desembolsou R$ 14.734,13. O resultado do certame foi um prejuízo de R$ 11.902,90 para o governo Federal. Finalizado no dia 28 de setembro de 2016, o pregão do MEC para o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação ilustra uma armadilha do presente: 85% dos órgãos federais desperdiçaram dinheiro em pregões em 2016. São entidades que, na realização das licitações, têm gasto administrativo superior à economia conseguida na compra.
PSDB e DEM precisam apoiar e defender privatizações
Há 29 anos, ainda na transição do regime autoritário para a democracia, políticos identificados com a social-democracia e o liberalismo exercitaram a ousadia na formulação de um novo projeto político para o país. Havia convergência sobre objetivos na reconstrução nacional.
Sanear o Estado
O plano de Michel Temer (PMDB) para desestatizar a economia é pleno de propósitos corretos -e tornou-se ainda mais ambicioso. Além de nova e extensa rodada de concessões de serviços à iniciativa privada, que inclui aeroportos como o de Congonhas, retoma-se a venda de estatais, da gigante Eletrobras à Casa da Moeda.
Governo contrata em 6 meses mais servidores do que estima desligar com PDV
Embora tenha anunciado a abertura de um Programa de Demissão Voluntária (PDV) com expectativa de adesão de cerca de 5 mil servidores, o governo federal contratou 7.089 servidores a mais do que desligou entre o final de janeiro e o final de julho deste ano, segundo dados do Ministério do Planejamento, que não vê incoerência em relação ao ajuste fiscal do governo (leia mais abaixo).
Presidente da Infraero resolve atuar contra a privatização de aeroportos; tem de ser trocado
Vamos lá. Não entendo nada de aviação. Também nunca me debrucei sobre os números da Infraero. Mas acho que consigo reconhecer quando, como posso dizer?, uma equação mental não fecha. E há, claro, uma convicção minha, consolidada em razão da experiência histórica: não há serviço que o Estado possa fazer que não custe menos se entregue à iniciativa privada, que, de resto, será mais eficiente. Só aceito a exclusividade estatal para assuntos de segurança pública. E não porque funcione a contento, é bom destacar. É que não vale a pena correr o risco da multiplicação de serviços privados armados. Adiante.
Apenas 20% das cidades do Ceará têm plano municipal de saneamento, diz ONG
Apenas 20% das cidades do Ceará têm um plano municipal de saneamento básico, de acordo com estudo divulgado nesta segunda-feira (21) pelo instituto Trata Brasil. Apesar do índice considerado baixo, o Ceará tem o segundo melhor desempenho no Nordeste. Sergipe tem o maior índice da região (43%); e Piauí, o menor (4%). No país, a média é de 30% dos municípios com o plano de universalizar o saneamento básico.
Apenas 30% das cidades do Brasil têm planos municipais de saneamento
Apenas 30,4% das cidades brasileiras têm planos municipais de saneamento básico. É o que aponta um estudo do Instituto Trata Brasil divulgado nesta segunda-feira (21) com exclusividade pelo G1, feito com base em dados do governo federal.
Segundo o levantamento da Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental, ligada ao Ministério das Cidades, das 5.570 cidades brasileiras, apenas 1.692 (30,4%) declararam ter feito seus planos municipais. Outras 37,5% das cidades estão com os planos em andamento. Além disso, 2% das cidades apresentaram inconsistências nos dados, e não há informações sobre 29,9%.
Falta de linhas vai limitar geração de Belo Monte
BRASÍLIA - O atraso crônico das obras de linhas de transmissão de energia vai começar a afetar a operação da maior hidrelétrica brasileira. A partir de setembro, a usina de Belo Monte, em construção no Pará, ficará tecnicamente impedida de entregar todo o volume de energia que suas turbinas já são capazes de produzir, por causa de linhas de transmissão de energia que deveriam estar prontas, mas que até hoje só existem no papel.
Governo prevê economia de R$ 17 bilhões com fim de fraudes em auxílio-doença
Adriana FernandesIdiana Tomazelli, O Estado de S.Paulo
19 Agosto 2017 | 05h00
O governo prevê economizar R$ 17 bilhões até o fim de 2018 com o cancelamento de auxílios-doença que estão sendo pagos de forma irregular e com a restrição de novas concessões. O balanço parcial da revisão no programa, iniciada em agosto do ano passado, já registra uma economia de R$ 3 bilhões, de acordo com dados do Ministério de Desenvolvimento Social (MDS) até o mês passado antecipados ao ‘Estadão/Broadcast’.
O auxílio doença é um benefício pago a trabalhadores que, por conta de uma doença ou um acidente, fiquem temporariamente incapazes para o trabalho. Mas os peritos do INSS detectaram fraudes que fazem com que o pagamento seja efetuado por anos a fio. Os casos incluem uma mulher que obteve o auxílio por gravidez de risco e que ainda recebia o benefício cinco anos depois, ou de uma pessoa que quebrou a perna e recebia o benefício havia 12 anos, mesmo depois de a fratura ter sido corrigida.
Bolsa Família incluirá 800 mil famílias e fila será zerada em agosto, diz ministro
O governo pretende incluir 800 mil famílias no Bolsa Família e zerar a fila para o programa até agosto. Osmar Terra, ministro do Desenvolvimento Social, contou em entrevista a mim para a GloboNews que o cruzamento de dados nos cadastros sociais do governo permitiu o corte de 1,5 milhão de benefícios indevidos. A entrevista tem estreia prevista para esta quinta-feira, às 21h30.

