'Tem de meter a faca no Sistema S', diz Paulo Guedes
Fernanda Nunes e Vinicius Neder, O Estado de S.Paulo
17 Dezembro 2018 | 15h21
Atualizado 17 Dezembro 2018 | 15h48
RIO - O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta segunda-feira, 17, em encontro com industriais na sede da Firjan, que é preciso "meter a faca no Sistema S também". "Estão achando que a CUT perde o sindicato, mas aqui fica tudo igual? Como vamos pedir sacrifício para os outros e não contribuir com o nosso?", afirmou Guedes, acrescentando que os empresários parceiros sofrerão menos cortes que os demais.
Guedes reiterou a necessidade de formar um pacto federativo envolvendo políticos das esferas estaduais e municipais. "Estamos prontos para ajudar. Acabou o toma-lá-dá-cá. Vamos fazer bonito", disse, defendendo que Estados e municípios devem apoiar as reformas do Estado. "Se não apoiar vai lá pagar sua folha. Como ajudar quem não está me ajudando? Quero que dinheiro vá para Estados e municípios, mas me dê reforma primeiro", afirmou.
PAC: além de obras inacabadas, abandono põe em xeque melhorias em favelas do Rio
RIO — Linha férrea elevada e, embaixo dela, uma área de lazer que integrava um ambicioso plano de transformar a região que ficou conhecida como Faixa de Gaza. Num país de muitas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) incompletas, essa especificamente — ao longo da Avenida Leopoldo Bulhões, no Complexo de Manguinhos — ficou pronta. Mas, largada ao léu pelo poder público, não livrou seu entorno do medo, nem proporcionou um ambiente melhor para se viver. Às margens da via, que chegou a ser chamada de Rambla de Manguinhos, em referência ao famoso calçadão de Barcelona, multiplicam-se casas de alvenaria e de madeira. Barracos ocupam, inclusive, a praça sob a estação de trem da comunidade. E o movimento do tráfico de drogas corre livremente.
Bolsonaro deve cortar gastos com empresas terceirizadas
Leonencio Nossa e Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo
17 Dezembro 2018 | 05h00
Auxiliares do futuro governo Jair Bolsonaro preparam uma relação de contratos da União com empresas terceirizadas que não devem ser renovados a partir de 2019. O gasto federal no setor é de cerca de R$ 25 bilhões por ano, mas, nas estimativas da equipe, o pagamento dos profissionais contratados consome cerca de 20% desse valor.
As listas de funcionários terceirizados dos ministérios – empregados em áreas como limpeza, manutenção, prevenção, transporte e vigilância – foram repassadas pelo atual governo. O grupo de transição vem trabalhando em propostas para tentar reduzir as despesas públicas em meio ao ajuste fiscal.
Em crise, um terço dos municípios deve fechar o ano com contas no vermelho
Idiana Tomazelli, O Estado de S.Paulo
16 Dezembro 2018 | 05h00
BRASÍLIA - Um terço das prefeituras brasileiras vai terminar o ano no vermelho. Em crise financeira, as cidades estão com dificuldade para pagar fornecedores e até mesmo para quitar em dia as folhas de pagamento de dezembro e o 13.º salário dos servidores, segundo levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) obtido com exclusividade pelo ‘Estadão/Broadcast’.
Os 6 milhões de funcionários municipais teriam R$ 22,8 bilhões para receber neste fim de ano com o 13.º salário. No entanto, entre as prefeituras que optaram por pagar a gratificação em uma só parcela, 186 (7,9%) admitem que vão atrasar o repasse. E outras 190 (8,9%), das que parcelaram o pagamento, reconhecem que não terão recursos para depositar a segunda parcela no dia 20 de dezembro, como manda a lei. A CNM ouviu 4.559 dos 5,6 mil municípios.
Quando o assunto é segurança pública, o Estado brasileiro deixa correr solto
O Estado brasileiro é, antes de tudo, um fraco na área de Segurança Pública. Frouxo. Banana. Para quem tem o monopólio do uso legítimo da força, ele deixa correr solto. E a sociedade vai a reboque, naturalizando tudo e aplaudindo o desfile dessa escola de samba sem enredo e sem rumo. À maneira de um bully de escola primária, o Estado é muito macho na hora de acossar o cidadão isolado. Mas fica bastante leniente — ou faz cara de paisagem — no momento de trombar com os reais problemas da segurança.
É hora de punir crimes fiscais
O Estado de S.Paulo
13 Dezembro 2018 | 03h00
Vários governadores prestes a deixar o cargo estarão sujeitos a penas de prisão caso não encontrem solução para o grave problema financeiro que deixarão para seus sucessores. Despesas autorizadas por esses governadores não serão pagas durante seu mandato nem haverá disponibilidade de caixa para honrá-las no ano que vem. Isso configurará violação da Lei de Responsabilidade Fiscal e crime contra as finanças públicas passível de punição dos responsáveis com até quatro anos de reclusão. Durante todo o mandato de quatro anos, que termina no dia 31 de dezembro, eles não conseguiram equilibrar as finanças estaduais e é pouco provável que consigam, no curto período que lhes resta no cargo, afastar o risco de serem punidos.
Nos estados, gastos para cobrir rombo da Previdência sufocam demais setores da economia
BRASÍLIA E RIO - Além de comprometer o equilíbrio fiscal no governo federal, o crescimento dos gastos com Previdência contribuiu para diminuir a capacidade dos estados de investir em serviços básicos para a população. Segundo dados do boletim sobre finanças dos estados, elaborado pelo Tesouro Nacional, o custo para cobrir o déficit previdenciário cresceu 26% entre 2015 e 2017, sem descontar a inflação, alcançando R$ 93,9 bilhões.
Uma transição à moda Camilo Santana
Da Coluna Gualter George, no O POVO deste domingo (9):
É anormal o silêncio e a tranquilidade que envolvem a transição de governo no Ceará. Claro que o fato de ser uma continuação justificará muito da inexistência de pressão sobre Camilo Santana, que encomendou estudos, contratou consultoria, entregou a tarefa exclusiva de acompanhar tudo ao atual secretário do Planejamento, Maia Júnior, tudo isso sem qualquer tipo de aperto conhecido de aliados, neoaliados ou futuros aliados. Ninguém dá um pio sobre o assunto. Maia Júnior, que conhece muita coisa sobre o que está projetado para o segundo governo Camilo, já avisou publicamente que ninguém ficará sabendo de nada através dele. Sua reação é imediata e objetiva a quem o procura buscando saber de algo sobre, pelo menos, a nova estruturação que está projetada: “procure o governador!”. Assim, em tom exclamativo. Na Assembleia, onde o assunto é necessariamente acompanhado com atenção, o desconhecimento é completo, informações confiáveis não circulam porque elas, incrivelmente, não existem.



