Prefeito promete entregar avenida Aguanambi neste sábado, 29
Bandidos fora da cadeia - Hélio Schwartsman
Um dos problemas do ser humano é que, pelo menos no mundo moderno, nossos impulsos atávicos nem sempre correspondem ao que é melhor para nós. Um bom exemplo desse abismo é a questão do encarceramento de criminosos.
Não há dúvida de que aqueles que violam as normas do grupo precisam receber alguma sanção. Modelos matemáticos mostram que sociedades só são estáveis quando punem aqueles que tentam levar vantagem indevida. Até aqui, nossas intuições e necessidades estão do mesmo lado. As complicações surgem quando temos de definir quais são as sanções cabíveis.
Temer, missão cumprida - Antonio Delfim Netto
Quando os tempos se acalmarem, pesquisadores honestos concentrarão suas teses de doutoramento nos incríveis quase 14 anos de governo do PT.
Sob Lula, registrou-se o único surto de crescimento dos últimos 20 anos. Ajudado por uma extraordinária melhoria das “relações de troca”, soube aproveitá-la para melhorar a distribuição de renda.
Tudo foi destruído pela ação voluntarista de Dilma, que produziu uma dramática recessão. Entre 2012 e 2016, o PIB per capita caiu 7%, a produção industrial voltou ao nível de 2003 e os PACs deixaram mais de 7.000 obras inacabadas. A tragédia fiscal foi escondida pela destruição dos registros contábeis que levaram ao impeachment.
Essa foi a herança de Temer. Ele soube organizar uma espécie de “parlamentarismo de ocasião” e cercar-se do que há de mais competente na administração pública do país.
Na balança - Alexandre Schwartsman
Não tenho dúvida que, do ponto de vista econômico, o breve governo de Michel Temer será dos mais estudados nos próximos anos, independentemente da trajetória a ser seguida pela economia brasileira no futuro imediato (tema para a semana que vem).
Apesar de legar muitas tarefas a cargo do seu sucessor, houve avanços importantes no período, seja do ponto de vista conjuntural, seja pelas transformações institucionais que tentou promover.
No Twitter, Bolsonaro anuncia que ministro vai a Israel negociar parceria tecnológica para dessalinização de água
RIO — O presidente eleito, Jair Bolsonaro , anunciou em seus perfis nas redes sociais nesta terça-feira que o futuro ministro de Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, visitará em janeiro Israel com o objetivo de estabelecer parcerias com o país na área. O astronauta deve visitar instalações de dessalinização de água. A técnica, segundo o presidente eleito, pode beneficiar o Nordeste.
"Pretendemos ainda em janeiro construir instalação piloto para retirar água salobra de poço, dessalinizar, armazenar e distribuir para agricultura familiar, estendendo o projeto para mais localidades após testes e ajustes", escreveu Bolsonaro no Twitter, rede social que tem usado com frequência mesmo durante o período de descanso na Ilha da Marambaia, área militar na Costa Verde do Rio onde passa o Natal.
Uma obra de 26 Natais
Lá se foram 26 Natais. O Sol chupa poços há 9.490 dias, e a obra do canal com a água prometida avança lenta, capionga como diz por ali. O ritmo é de nove metros a cada jornada. A chuva da semana passada até foi celebrada em discursos na última sessão do Congresso, em Brasília. Mas é só um alento natalino, advertem meteorologistas: precisa-se de dois ou três anos de enxurradas para que as duas dezenas de baixios ressecados no sertão alagoano possam, de novo, ser chamados de rios.
No apagar das luzes de 2018, Temer sanciona quatro leis de proteção à mulher
Em um ano marcado por tantas violências contra as mulheres, entre elas a doméstica, a virtual e, especialmente, as que envolvem as denúncias de abuso sexual contra o médium João de Deus, é um alento ver quatro leis de proteção feminina serem sancionadas pelo presidente Michel Temer no apagar das luzes de 2018.
No âmbito da saúde, uma dessas leis dá à mulher que se submeteu à mastectomia o direito à reconstrução das duas mamas mesmo que o tumor esteja localizado em apenas uma delas. A regra vale para as mulheres que se tratam no SUS e para as que têm plano de saúde. Passa a vigorar em 180 dias.
Temer diz na TV que gostaria de ter deixado Brasil 'ainda melhor', mas vê 'dever cumprido'
O presidente Michel Temer disse nesta segunda-feira (24), em pronunciamento de Natal transmistido por rede de rádio e televisão, que gostaria de ter deixado "um Brasil ainda melhor", mas afirmou que se despede do mandato com a "consciência do dever cumprido".


