A vez da economia liberal
Rudolfo Lago, Ary Filgueira e Wilson Lima / ISTOÉ
No Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) circula com sucesso uma piada entre os integrantes da equipe de transição do novo governo. Ela diz que um grupo de cientistas americanos desembarcou na Amazônia para investigar um curioso caso de suicídio coletivo em certa espécie de formigas de rabo vermelho, desenvolvido por elas para se destacarem em meio à densa mata. De tempos em tempos, uma delas saía a explorar a região em busca de alimentos. Quando encontrava comida, ela guiava as outras até o local da fartura. Iam em fila indiana, com o nariz de uma colado ao rabo vermelho da outra. Mas certo dia, a da frente foi para a direita e a de trás para a esquerda. Assim, elas ficaram andando em círculos, sem chegar a lugar algum. Com o tempo, morreram de exaustão na caminhada. A conclusão da piada é que foi isso o que fizeram os técnicos que estiveram à frente da economia nos governos do PSDB e PT. Para evitar picos de inflação, os economistas sempre recorriam ao mesmo remédio de intervir na economia, subindo os juros de forma estratosférica.
‘Se achar, vou denunciar opulência no Sistema S’, diz secretário
Adriana Fernandes, O Estado de S.Paulo
24 Dezembro 2018 | 05h00
BRASÍLIA - Futuro secretário de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, o economista Carlos da Costa disse que, se encontrar, pretende expor casos de “desperdícios, opulência, caixa 2 de campanha e uso não republicano” do Sistema S. A sua ideia é implementar um processo de revisão da aplicação dos recursos no governo de Jair Bolsonaro.
Governo federal já pagou R$ 1 bi por creches, mas só metade ficou pronta, diz ONG
Um levantamento inédito mostrou a situação de obras de creches e escolas infantis feitas com dinheiro do governo federal nos últimos dez anos.
Se o assunto é creche, escolinha, mães com seus filhos e sua agonia vão chegando.
“Tive que abandonar o serviço para poder tomar conta dele”, disse a jovem.
Quem é mãe e avó se preocupa em dobro.
Vescovi sugere mudanças no FGTS
Adriana Fernandes, O Estado de S.Paulo
18 Dezembro 2018 | 04h00
Presidente do conselho de administração da Caixa, a secretária executiva do Ministério da Fazenda, Ana Paula Vescovi, defendeu uma ampla remodelagem do FGTS para melhorar a remuneração dos recursos do trabalhador. Em entrevista ao Estadão/Broadcast, Vescovi alertou que o dinheiro do trabalhador hoje é “sub-remunerado”.
“A remuneração do FGTS é uma das fontes de desigualdade de renda do País”, avaliou. O FGTS é uma poupança compulsória dos trabalhadores com carteira assinada que rende 3% ao ano mais TR. Desde 2017, além da remuneração normal, o Fundo passou a dividir também a metade do lucro do ano anterior. Com a distribuição do lucro do ano passado, as contas tiveram rendimento de 5,59%.
Vescovi também sugeriu que o trabalhador possa aplicar os seus recursos no Tesouro Direto, programa de venda de títulos do Tesouro Nacional pela internet.
'Tem de meter a faca no Sistema S', diz Paulo Guedes
Fernanda Nunes e Vinicius Neder, O Estado de S.Paulo
17 Dezembro 2018 | 15h21
Atualizado 17 Dezembro 2018 | 15h48
RIO - O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta segunda-feira, 17, em encontro com industriais na sede da Firjan, que é preciso "meter a faca no Sistema S também". "Estão achando que a CUT perde o sindicato, mas aqui fica tudo igual? Como vamos pedir sacrifício para os outros e não contribuir com o nosso?", afirmou Guedes, acrescentando que os empresários parceiros sofrerão menos cortes que os demais.
Guedes reiterou a necessidade de formar um pacto federativo envolvendo políticos das esferas estaduais e municipais. "Estamos prontos para ajudar. Acabou o toma-lá-dá-cá. Vamos fazer bonito", disse, defendendo que Estados e municípios devem apoiar as reformas do Estado. "Se não apoiar vai lá pagar sua folha. Como ajudar quem não está me ajudando? Quero que dinheiro vá para Estados e municípios, mas me dê reforma primeiro", afirmou.
PAC: além de obras inacabadas, abandono põe em xeque melhorias em favelas do Rio
RIO — Linha férrea elevada e, embaixo dela, uma área de lazer que integrava um ambicioso plano de transformar a região que ficou conhecida como Faixa de Gaza. Num país de muitas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) incompletas, essa especificamente — ao longo da Avenida Leopoldo Bulhões, no Complexo de Manguinhos — ficou pronta. Mas, largada ao léu pelo poder público, não livrou seu entorno do medo, nem proporcionou um ambiente melhor para se viver. Às margens da via, que chegou a ser chamada de Rambla de Manguinhos, em referência ao famoso calçadão de Barcelona, multiplicam-se casas de alvenaria e de madeira. Barracos ocupam, inclusive, a praça sob a estação de trem da comunidade. E o movimento do tráfico de drogas corre livremente.
Bolsonaro deve cortar gastos com empresas terceirizadas
Leonencio Nossa e Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo
17 Dezembro 2018 | 05h00
Auxiliares do futuro governo Jair Bolsonaro preparam uma relação de contratos da União com empresas terceirizadas que não devem ser renovados a partir de 2019. O gasto federal no setor é de cerca de R$ 25 bilhões por ano, mas, nas estimativas da equipe, o pagamento dos profissionais contratados consome cerca de 20% desse valor.
As listas de funcionários terceirizados dos ministérios – empregados em áreas como limpeza, manutenção, prevenção, transporte e vigilância – foram repassadas pelo atual governo. O grupo de transição vem trabalhando em propostas para tentar reduzir as despesas públicas em meio ao ajuste fiscal.




