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Reunião de Ciro Gomes com deputados teve murro na mesa, choro e pedidos para que Cid volte ao debate

Escrito por  / DIARIONORDESTE

 

A reunião entre os deputados estaduais e federais do PDT com Ciro Gomes e o presidente estadual André Figueiredo na última segunda-feira não poderia ter sido calma. O partido vive uma crise interna fruto das divergências entre correligionários sobre a definição do candidato ao governo do Estado. 

O clima tenso resultou em um debate acalorado com murro na mesa e tudo mais. É bem verdade que foi acalmando, mas as pressões resultaram até em choro de um dos parlamentares.

 

No fim das contas, acabou sendo uma sessão desabafo em que os comandantes fizeram críticas aos liderados e ouviram as ponderações. Um dos assuntos mais criticados por Ciro foi uma reunião ocorrida na semana passada entre os deputados estaduais do partido e o ex-governador Camilo Santana. Houve críticas de Ciro à postura do ex-governador e ao presidente da Assembleia, deputado Evandro Leitão, que estava presente à reunião.

Como era de se esperar, a maioria externou apoio à governadora Izolda Cela, mas foi também consensual que houve erros de percurso dos dois lados, de apoiadores dela e do ex-prefeito Roberto Cláudio.

Todos os parlamentares puderam se manifestar e fizeram suas ponderações. Uma coisa foi unânime: o pedido para que o comando trouxesse Cid Gomes de volta às negociações.

Distante das articulações diretas no Estado para focar na candidatura nacional, Ciro ouviu de parlamentares que Cid era a liderança para resolver qualquer impasse entre os aliados. 

 

Pelo menos ao que parece, os ânimos só vão acalmar quando o candidato for escolhido. E, com certeza, algumas feridas ficarão abertas.

Pesquisa eleitoral: Bolsonaro tem vantagem sobre Lula em três regiões; petista está à frente em duas

pesquisa eleitoral EXAME/IDEIA divulgada na quinta-feira, 23, mostra que a disputa pela Presidência da República não é igualitária nas cinco regiões do país. Em uma simulação de segundo turno, o presidente Jair Bolsonaro (PL) aparece com vantagem sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto o petista está à frente em duas.

De acordo com os dados, Bolsonaro tem 59% das intenções de voto dos moradores do Norte, e Lula tem 36%. O presidente ainda aparece em primeiro no Centro-Oeste, com 44%, e no Sul, com 47%. Nessas regiões, o petista tem 41%, e 40%, respectivamente. O ex-presidente tem vantagem sobre Bolsonaro no Nordeste (63% X 27%), e no Sudeste (46% a 44%).

A EXAME/IDEIA ouviu 1.500 pessoas entre os dias 17 e 22 de junho. As entrevistas foram feitas por telefone, com ligações tanto para fixos residenciais quanto para celulares. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-02845-2022. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. A EXAME/IDEIA é um projeto que une EXAME e o IDEIA, instituto de pesquisa especializado em opinião pública. Veja o relatório completo.

Nos números gerais, Lula venceria Bolsonaro em um teste de segundo turno. O petista tem 48% e o atual presidente, 41%. Em relação à pesquisa eleitoral feita há um mês, ambos ganharam dois pontos percentuais de intenção de voto. O crescimento está dentro da margem de erro da pesquisa e mantém a diferença entre os dois, alcançada em maio deste ano, que é de sete pontos.

“Os fundamentos de reeleição do presidente Jair Bolsonaro continuam desfavoráveis. É muito crítica a resposta dos eleitores que acham que ele não merece ser reeleito, acima dos 50%. Apesar de ter melhorado ao longo do tempo, continua em patamar elevado, mostrando o grau de dificuldade de reeleição na atual conjuntura”, diz Maurício Moura, fundador do IDEIA.

VEJA TAMBÉM: Pesquisa para presidente: na cidade de SP, Lula tem 42%, e Bolsonaro, 35%

Primeiro turno: distância entre os dois é de 9 pontos

Em uma simulação de primeiro turno, o ex-presidente Lula tem 45% das intenções de voto, e o atual ocupante do Palácio do Planalto aparece com 36%. Ciro Gomes (PDT) tem 7%, e Simone Tebet (MDB), 3%.Os números são de uma pergunta estimulada, em que os nomes são apresentados em forma de lista aos entrevistados.

Essa é a primeira pesquisa EXAME/IDEIA desde que João Doria (PSDB) desistiu de concorrer à Presidência e os tucanos decidiram apoiar a pré-candidatura da senadora pelo Mato Grosso do Sul, Simone Tebet, formando uma chapa da terceira via, que inclui ainda o Cidadania. Na sondagem feita em maio, o ex-governador de São Paulo pontuou 2%. Também houve a definição de que Eduardo Leite, ex-governador do Rio Grande do Sul, vai disputar a reeleição.

Maurício Moura, fundador do IDEIA, destaca que o crescimento de Lula no primeiro turno pode levar a uma definição da eleição. “Há um movimento positivo para o ex-presidente Lula em termos de comparação com o Bolsonaro, mas o mais importante disso é que vemos uma possibilidade maior da eleição acabar no primeiro turno”, afirma.

 

Pesquisa eleitoral BTG: Lula tem 41%, Bolsonaro 32% e Ciro Gomes 9%

Por Estadão ConteúdoPublicado em 11/07/2022 09:08 | Última atualização em 11/07/2022 09:08Tempo de Leitura: 2 min de leitura

A nova rodada da pesquisa eleitoral do Instituto FSB Pesquisa, encomendada pelo BTG Pactual e divulgada nesta segunda-feira, 11, mostra que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua liderando a corrida presidencial com 41% das intenções de voto, mas oscilou dois pontos porcentuais para baixo em relação à mostra divulgada em junho. O presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição continua em segundo lugar e aparece com 32% das intenções de voto, oscilando 1pp para baixo com relação à pesquisa anterior.

Os dois lideres da mostra oscilaram dentro da margem de erro, que é de 2 pp e o FSB avalia que o cenário da disputa pelo Palácio do Planalto continua estável. Contudo, a diferença entre Lula e Bolsonaro vem caindo e nessa mostra chega a 9 pp.

Ciro Gomes (PDT) aparece nessa pesquisa com 9% das intenções de voto, seguido de Simone Tebet (MDB), com 4% - os dois oscilaram um pp para cima em relação à mostra divulgada no mês passado. André Janones (Avante) tem 3%, e os pré-candidatos Luiz Felipe dAvila (Novo), Vera Lúcia (PSTU) e Pablo Marçal (Pros) registraram 1% das intenções de voto. Já Luciano Bivar (União Brasil), Leonardo Péricles (UP), Eymael (DC) e Sofia Manzano (PCB) não pontuaram. Os que dizem não votar em nenhum dos presidenciáveis somam 4%, brancos e nulos 2% e os que não sabem ou não responderam 2%. Em um eventual 2º turno Lula vence Bolsonaro por 53% das intenções de voto contra 37% do atual mandatário.

A pesquisa FSB/BTG ouviu 2.000 eleitores de 8 a 10 de julho de 2022 e está registrada no TSE sob o número BR-09292/2022. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos e o intervalo de confiança é de 95%. COM EXAME

Pesquisa eleitoral para presidente: na Bahia, Lula tem 47%, e Bolsonaro, 29%

Por Gilson Garrett Jr / EXAMEPublicado em 07/07/2022 14:24 | Última atualização em 07/07/2022 14:24Tempo de Leitura: 4 min de leitura

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem a preferência dos eleitores baianos, com 47% das intenções de voto no primeiro turno. O presidente Jair Bolsonaro (PL) vem logo depois, com 29%, seguido de Ciro Gomes (PDT), com 6%. Os números são da pesquisa eleitoral EXAME/IDEIA, divulgada nesta quinta-feira, 7, e de uma pergunta estimulada, com os nomes apresentados em formato de lista.

Foram ouvidas 1.000 pessoas do estado da Bahia entre os dias 1º e 6 de julho. As entrevistas foram feitas por telefone, com ligações tanto para fixos residenciais quanto para celulares. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-03452/2022. A EXAME/IDEIA é um projeto que une EXAME e o IDEIA, instituto de pesquisa especializado em opinião pública. Leia o relatório completo.

Cila Schulman, vice-presidente do instituto de pesquisa IDEIA, destaca a importância da Bahia no cenário nacional, sendo o quarto maior colégio eleitoral do país, com 10 milhões de eleitores, e representa um quarto do total de votos de todo o Nordeste.

“O PT domina a campanha presidencial na Bahia desde a primeira vitória de Lula, em 2002, com resultados sempre acima dos 60% dos votos válidos, chegando a 73% em 2018, quando Fernando Haddad concorreu contra o vitorioso Bolsonaro. Desta vez, Lula está a 18 pontos de distância do atual presidente. Metade do eleitorado baiano considera o governo atual como ruim e péssimo e 56% consideram que Bolsonaro não merece continuar em mais um mandato”, explica.

Em uma pergunta espontânea, sem que o eleitor receba uma lista prévia, Lula tem 33% das intenções de voto dos baianos. Bolsonaro tem 18%, e Ciro, 2%.

Vale destacar que durante os dias em que a pesquisa EXAME/IDEIA estava sendo realizada, no dia 2 de julho, quatro pré-candidatos estiveram em Salvador em comemorações pela independência da Bahia no Brasil. Lula, Bolsonaro, Ciro e Simone Tebet (MDB) participaram de atos com apoiadores.

Nos números nacionais de primeiro turno, o petista tem 45% das intenções de voto, e Bolsonaro aparece com 36%. Ciro Gomes tem 7%, e Simone Tebet, 3%. Os números são da pesquisa eleitoral EXAME/IDEIA que foi divulgada no fim de junho, sob registro número BR-02845-2022. Para a sondagem em todo o Brasil, foram ouvidas 1.500 pessoas entre os dias 17 e 22 de junho.

Governo do estado tem ACM Neto na liderança

Na disputa nacional, os baianos podem dar um novo mandato ao ex-presidente Lula. No cenário local, tudo indica que o PT deve deixar o Palácio Ondina, após 16 anos no poder. ACM Neto (União Brasil) tem 51% das intenções de voto no primeiro turno. Atrás dele está o ex-secretário estadual da Educação, Jerônimo Rodrigues (PT), com 18%, e João Roma (PL) tem 13%. Kleber Rosa, do PSOL, tem 2%. Os números são de uma pergunta estimulada.

A pesquisa estadual tem a mesma amostra da nacional, mas com registro no TSE sob número: BA-00648/2022.

“A provável volta do Carlismo, que dominou a política do estado por quatro décadas, com pequenos intervalos, por meio da liderança do senador Antônio Carlos Magalhães,  é agora representada por seu neto. Embora o governo de Rui Costa (PT) seja bem avaliado, com 44% de ótimo e bom, o eleitor não encontrou no seu sucessor Jerônimo Rodrigues, também do PT, uma opção”, afirma Cila Schulman.

 

Rodrigo Garcia deve ter quase o dobro de tempo de TV em relação a Haddad e Tarcísio

Carolina Linhares / FOLHA DE SP
SÃO PAULO

Se conseguir formalizar uma coligação com os dez partidos que pretende, o governador Rodrigo Garcia (PSDB), que concorre à reeleição neste ano, terá quase o dobro do tempo de TV que seus principais adversários na corrida para o Governo de São Paulo.

Uma estimativa que leva em conta que os pré-candidatos irão conseguir fechar acordo com seus partidos aliados aponta que o tucano deve ter em torno de 4 minutos e 18 segundos no horário eleitoral obrigatório de TV e rádio.

O líder da disputa, Fernando Haddad (PT), teria cerca de 2 minutos e 15 segundos, enquanto Tarcísio de Freitas (Republicanos) teria um tempo semelhante, de 2 minutos e 22 segundos.

Os outros pré-candidatos com direito a tempo de TV são Elvis Cezar (PDT) com algo próximo de 43 segundos e Vinicius Poit (Novo), que teria 21 segundos aproximadamente.

Gabriel Colombo (PCB), Altino Junior (PSTU) e Abraham Weintraub (PMB) estão em partidos que não atingiram a cláusula de desempenho na eleição de 2018 e, portanto, não têm direito à propaganda gratuita na TV e rádio.

última pesquisa Datafolha mostra Haddad com 34%, enquanto Rodrigo e Tarcísio empatam com 13%.

 A estimativa do tempo de TV já leva em conta que Márcio França (PSB) desistiu de disputar o governo para concorrer ao Senado na chapa de Haddad.

Com isso, o petista teria em sua coligação a federação formada por PT, PC do B e PV, além do PSB. Os cálculos incluem ainda a provável aliança com a federação PSOL/Rede, que não foi oficializada.

Já para Tarcísio foi considerado que ele formará uma coligação com Republicanos, PSD, PL, PSC e PTB.

E Rodrigo teria a federação PSDB/Cidadania, além de União Brasil, MDB, PP, Podemos, Solidariedade, Patri, Pros e Avante —apenas os seis maiores, no entanto, são considerados para a distribuição da propaganda eleitoral.

Até agora, Cezar e Poit contam apenas com seus próprios partidos.

As pontas soltas na eleição de São Paulo foram em parte resolvidas nos últimos dias, o que permite estimar o desenho das coligações de cada candidato.

O principal imbróglio, entre França e Haddad, foi definido com a retirada do pessebista, acertada no último domingo (3) oficializada em evento neste sábado (9), com a presença de Lula (PT) e Geraldo Alckmin (PSB) em Diadema (SP).

França estava em segundo lugar nas pesquisas para o Palácio dos Bandeirantes, mas viu o caminho rumo ao Senado se abrir a partir da desistência do apresentador José Luiz Datena (PSC), no fim de junho. Datena era considerado favorito e disputaria na chapa de Tarcísio.

Por outro lado, o PSOL, que pleiteava a vaga para o Senado na chapa petista, agora ameaça lançar um candidato em paralelo. O desentendimento é mais um obstáculo para que o PSOL integre a coligação de Haddad, algo esperado pelos petistas.

Tarcísio, por sua vez, recebeu o apoio do PSD, de Gilberto Kassab, na quinta-feira (7). O partido retirou a pré-candidatura de Felício Ramuth, que foi anunciado como candidato a vice na chapa bolsonarista. A decisão de Kassab por Tarcísio, e não por França, também ajudou a enterrar a pré-candidatura do PSB.

Rodrigo também mexeu peças do seu xadrez nesta semana em busca de amarrar a União Brasil, que, ao lado de MDB, é o principal partido da coligação. O presidente da sigla, Luciano Bivar, que concorre ao Planalto, havia ameaçado não apoiar o tucano, já que o PSDB optou pela presidenciável Simone Tebet (MDB).

O governador decidiu, então, dividir seu palanque entre Tebet e Bivar e deu declaração pública de apoio ao pré-candidato da União —o que reaproximou o partido.

A aliança entre União e Rodrigo, anunciada também na quinta, é o que garante ao tucano a larga vantagem no tempo de TV. A sigla, resultante da fusão entre PSL e DEM, é a maior do país em número de deputados e, portanto, em tempo de TV e fundo eleitoral.

A campanha eleitoral começa oficialmente em 16 de agosto, sendo que a propaganda gratuita referente ao primeiro turno tem início em 26 de agosto e é veiculada até 29 de setembro. O primeiro turno será em 2 de outubro.

No caso dos candidatos a governador, o horário eleitoral dura dez minutos e será exibido às segundas, quartas e sextas em dois horários diferentes. Dez por cento desse tempo é dividido igualmente entre os candidatos de partidos que tenham superado a cláusula de desempenho.

Os outros 90% do tempo são distribuídos de forma proporcional ao tamanho das bancadas eleitas pelos partidos e federações da coligação para a Câmara dos Deputados em 2018, mas há a limitação de considerar apenas os seis maiores partidos ou federações do bloco.

A ordem de aparição de cada candidato no horário eleitoral é definida por sorteio, e há um rodízio para que todos possam ocupar o primeiro lugar na transmissão.

Além do horário eleitoral, os candidatos têm direito às inserções —propagandas de 30 e 60 segundos que vão ao ar ao longo da programação e cuja distribuição obedece aos mesmos critérios.

A divisão precisa do tempo de TV é feita pela Justiça Eleitoral e ainda será definida neste ano. O prazo final para isso é 21 de agosto.

A chamada cláusula de barreira ou de desempenho, estabelecida por meio de uma emenda constitucional em 2017, determina que só terão acesso ao fundo eleitoral e à propaganda gratuita aqueles partidos que, na eleição para a Câmara em 2018, tiverem elegido ao menos nove deputados distribuídos em nove estados ou obtiverem no mínimo 1,5% dos votos válidos em nove estados (sendo ao menos 1% em cada uma).

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