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VARIAÇÃO ENTRE PESQUISAS ELEITORAIS É PRATO CHEIO PAQRA DISCURSOS DE FRAUDE

Silvio Cascione/ O ESTADÃO

 

URNA ELETROINA NA CAIXA

 

Nas eleições de 2022, tem pesquisa para todo gosto. Umas têm Lula mais de 20 pontos à frente de Bolsonaro, outras menos de 10. Tamanha diferença é um problema sério, pois aumenta a desconfiança dos eleitores com os institutos de opinião pública e a mídia em geral, e fortalece o argumento de Bolsonaro de que as eleições podem ser manipuladas.

A discrepância entre pesquisas não é só um problema das eleições nacionais, mas também de várias sondagens recentes nos Estados. Na semana passada, com apenas dois dias de diferença, os institutos Quaest e Atlas mostraram quadros completamente distintos para as eleições na Bahia, quarto maior colégio eleitoral do País. Na primeira, o prefeito de Salvador, ACM Neto, tinha 61% das intenções de voto contra 11% de Jerônimo Rodrigues, do PT. Na segunda, ACM Neto tinha 39,7%, e o petista, 32,6%.

Há muitas hipóteses para explicar essas diferenças. Há um número maior de institutos em campo atualmente, a maioria dos quais com métodos novos e mais baratos do que a tradicional pesquisa face-a-face – considerada o padrão-ouro das pesquisas de opinião, mas muito mais cara e, portanto, menos frequente do que as pesquisas telefônicas ou online.

Cada tipo de pesquisa tem uma série de desafios metodológicos. As pesquisas por telefone, por exemplo, lidam com o problema de que cada vez mais pessoas – especialmente trabalhadores de baixa renda – simplesmente não atendem o telefone para falar com um desconhecido por mais de 5 minutos no meio do expediente. Os jovens de hoje também não veem uma ligação telefônica com a mesma naturalidade de antes.

Para cada problema como esse, os institutos precisam tomar decisões sobre o desenho da amostra e a forma de ponderar os dados. Diferentes estratégias levam a diferentes resultados, com algumas pesquisas mais pró-Lula e outras mais pró-Bolsonaro.

Essas disparidades, por si só, já seriam ruins, por prejudicarem a credibilidade das pesquisas como um todo. Mas isso está mais sério em 2022 por causa da contestação de Bolsonaro às urnas eletrônicas, e por causa da dinâmica que a campanha deve assumir nos próximos meses. Neste mesmo espaço, argumentei nas últimas semanas que Bolsonaro, com a caneta de presidente na mão e ainda capaz de tomar medidas para baixar a inflação e aumentar a renda dos eleitores, diminuiria a diferença em relação a Lula. Medidas como o Auxílio Brasil, isoladamente, não teriam força para Bolsonaro virar o jogo; mas, com uma campanha eficaz, e se não tiver o azar de sofrer com algum choque externo como uma nova crise de combustíveis, Bolsonaro poderia encostar em Lula.

Se essa dinâmica se confirmar, poderemos ver alguns institutos mostrando Bolsonaro à frente nas pesquisas, ainda que a média dos institutos continue a mostrar Lula como o favorito. Este poderá ser um ingrediente poderoso para a campanha de Bolsonaro de que é vítima de fraude eleitoral.

 

Ministro da Justiça determina que PF investigue vídeo que encena ataque contra o presidente

Por Levy Teles e Rayanderson Guerra / O ESTADÃO

 

MOTOCIATAS DO PRESIDENTE

 

SÃO PAULO, RIO E BRASÍLIA — O ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, determinou, neste sábado, 16, que a Polícia Federal investigue uma produção audiovisual após imagens circularem nas redes dos bastidores de uma gravação em estúdio que mostram um personagem parecido com o presidente Jair Bolsonaro (PL) pilotando uma moto e depois caído, com manchas de sangue. “As imagens são chocantes e merecem ser apuradas com cuidado”, disse o ministro no Twitter.

 

Durante o sábado, políticos bolsonaristas compartilharam vídeos e fotos que exibem parte da gravação. Monitoramento da reportagem observou que o conteúdo começou a circular em grupos de apoiadores do presidente no Telegram na manhã deste sábado e atribui a responsabilidade da produção à Rede Globo.

 

A deputada Carla Zambelli (PL-SP) disse que a produção da obra era da Globo em publicação no Twitter. Ela removeu a postagem logo após. A reportagem pediu mais informações à deputada. “Chegou a notícia assim pra mim”, justificou, sem apontar a origem do material.

A Comunicação da Globo negou que tenha “série, novela ou programa” com o conteúdo das imagens. “A Globo desmente que pertençam a produções suas - seja para canal aberto, canais fechados próprios ou Globoplay - vídeo e fotos que estão circulando nas redes sociais de gravação de obra ficcional mostrando um atentado ao presidente da República”, disse a empresa em nota. “A Globo não tem nenhuma série, novela ou programa com esse conteúdo. Segundo foi informada, a gravação seria de um filme do cineasta Ruy Guerra chamado A Fúria, que pretende fechar a trilogia iniciada com Os Fuzis, de 1964, e A Queda, de 1976.”

Ainda segundo o comunicado, a empresa afirmou que o Canal Brasil tem uma participação de 3,61% nos direitos patrimoniais do filme, “mas jamais foi informado dessas cenas e, como é praxe em casos de cineastas consagrados, não supervisiona a produção”.

“Embora tenha participação acionária no Canal Brasil, a Globo não interfere na gestão e nos conteúdos do canal”, informa.

Em nota, o Canal Brasil diz que não teve conhecimento prévio da cena que causou a polêmica e que não interferiu na obra. “Ainda não assistimos a nenhum trecho do longa-metragem, que não foi finalizado por seus realizadores”, diz o texto.

A produção do filme A Fúria diz que as imagens foram captadas sem autorização “de uma filmagem à qual atribui-se suposto, e infundado, discurso de ódio”. Segundo a produção, o cineasta Ruy Guerra “filmou um longa-metragem de ficção que será lançado no final de 2023, portanto não há qualquer relação com o processo eleitoral e, muito menos, forjar fake news simulando um fato real”.

“O fato ilegal neste caso é a divulgação de uma cena retirada do contexto da história que será contada”, diz o comunicado. “Esclarecidos estes fatos, o diretor Ruy Guerra avisa que só fala de seu filme quando estiver pronto, como ele sempre faz.”

Consultado pela reportagem, Guerra disse que não está produzindo nada que traga cenas como as que foram descritas a ele por telefone.

Segundo informações no site da Agência Nacional do Cinema (Ancine), o projeto levantou R$ 2 milhões em recursos de financiamento do Fundo Setorial do Audiovisual. A aprovação inicial aconteceu em março de 2018.

Políticos bolsonaristas atacam produção e o Judiciário

Políticos bolsonaristas criticaram as imagens e atacaram o Poder Judiciário e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Um vídeo compartilhado pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do presidente, questiona qual produtora “cometeu esse crime”.”Quantas horas Alexandre de Moraes dará para os produtores se manifestarem sobre discurso de ódio? Ou será que isso pode?”, questionou o parlamentar no Twitter.

Na sexta-feira, 15, o magistrado deu dois dias para que o chefe do Executivo se manifeste em ação sobre supostos discursos de ódio e incitação à violência.

“Tentaram matar Bolsonaro uma vez e não conseguiram. Agora, até ensinam como fazer”, tuitou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ele ainda disse que os brasileiros não iriam ver os produtores nos tribunais. “Contra Bolsonaro pode tudo.”

A deputada Bia Kicis (PL-DF) também usou as redes sociais para provocar Alexandre de Moraes. “Seria isso liberdade artística, liberdade de expressão ou um ato criminoso e estímulo à agressão contra sua pessoa. Não seria ataque à democracia? Com a palavra, xandão!”, publicou, em referência pejorativa ao magistrado.

Lula abre vantagem de quase 30 pontos sobre Ciro na disputa pela Presidência da República, no Ceará

O ex-presidente Lula (PT) lidera a corrida pela Presidência da República, no Ceará. O petista possui 42,1% da preferência dos votos, contra 28,6% de Jair Bolsonaro (PL) e 14,7% de Ciro Gomes (PDT). Os números foram divulgados neste sábado (16), pelo Paraná Pesquisas.

 

Ainda de acordo com o levantamento, Ciro Gomes é seguido por André Janones, com 0,8%; logo atrás, aparecem Pablo Marçal, com 0,5%; Simone Tebet, com 0,4%; Felipe D’Avila, com 0,3%; Vera Lúcia, com 0,3%; Eymael, com 0,1%; Leonardo Péricles, com 0,1%; Sofia Manzano, com 0,1%; Luciano Bivar não pontuou.

 

O trabalho de levantamento de dados foi feito através de entrevistas pessoais com eleitores com 16 anos ou mais em 58 municípios entre os dias 11 a 15 de julho de 2022. Essa pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o n.º BR-03182/2022 para o cargo de Presidente.

 

Prefeito do Maranhão tem prisão pedida um dia após ir a motociata com Bolsonaro

BOLSONARO EM IMPERATRIZ MA

Um dia após ter participado de uma motociata com o presidente Jair Bolsonaro (PL) em Imperatriz, o prefeito da cidade maranhense, Assis Ramos (União Brasil), foi alvo de um pedido de prisão pelo Ministério Público do estado.

Na ação, apresentada nesta quinta-feira (14), Ramos é acusado de participação em um esquema de fraude em licitação na área de limpeza na cidade.

Ao todo, foram oferecidas 11 denúncias contra o prefeito e outras autoridades do município. De acordo com a Procuradoria Geral de Justiça, responsável pela ação, Ramos comanda o núcleo político do esquema.

"[O prefeito] desempenha um papel de direção na empreitada criminosa ao praticar diversas ilegalidades como ordenador de despesa, especialmente na condução de processos licitatórios fraudulentos realizados no referido município", diz a peça acusatória.

O prefeito, que nega as acusações, declarou apoio a Bolsonaro. O sul do Maranhão, que tem em Imperatriz seu principal polo, é uma rara região onde o presidente rivaliza em apoio com Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Nordeste. FOLHA DE SÃO PAULO

Instituto Paraná divulga os números da disputa pelo Governo do Estado do Ceará

O Instituto Paraná divulgou, neste sábado (16), um levantamento sobre a disputa pelo Governo do Estado do Ceará. A pesquisa é dividida em dois cenários: um entre Capitão Wagner (União) contra Roberto Cláudio (PDT) e um outro mostra a disputa entre Wagner e Izolda Cela (PDT). O deputado federal vence seus concorrentes em ambos os cenários.

 

Cenário 1 – Capitão Wagner x Izolda Cela

 

Em uma possível disputa entre Capitão Wagner e Izolda Cela, o deputado federal vence a governadora do Ceará por 45,4% a 26,8%. A pesquisa ainda mostra a pré-candidata do PSOL, Adelita Monteiro, com 3,0%; e Serley Leal, do partido Unidade Popular, com 0,8%.

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Cenário 2 – Capitão Wagner x Roberto Cláudio

Em um outro cenário, em uma disputa entre Capitão Wagner e Roberto Cláudio, o deputado federal vence o ex-prefeito de Fortaleza por 44,5% a 29,2%. Nesse cenário, Adelita Monteiro aparece com 3,5% e Serley Leal mantém 0,8%.

Sobre a pesquisa

 

O trabalho de levantamento de dados foi feito através de entrevistas pessoais com eleitores com 16 anos ou mais em 58 municípios entre os dias 11 a 15 de julho de 2022. Essa pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o n.º CE-05080/2022 para o cargo de Governador e Senador.

A pesquisa foi divulgada com exclusividade na edição especial do Ceará News, neste sábado (16) com cn 7

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