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Com histórico de nomes experientes, entenda a disputa pela vaga única do Senado no Ceará em 2022

 / DIARIONORDESTE

 

Enquanto o cenário das candidaturas ao Governo do Ceará está cada vez mais definido, as projeções para a disputa à única vaga ao Senado ainda seguem incertas. 

Três partidos têm pré-candidaturas definidas no Estado. Uma delas é a do ex-governador Camilo Santana, que já foi definida pelo PT e deverá ser homologada em convenção estadual marcada para o dia 30 de julho junto com Elmano Freitas – nome da sigla cotado para sucessão estadual.

 

Quem também já definiu pré-candidatura foi o Psol. Paulo Anacé deverá ter a candidatura homologada ao lado de Adelita Monteiro – pré-candidata à governadora – em convenção do partido agendada para o dia 5 de agosto.

Pelo lado da oposição ligada a Capitão Wagner (União), o PTB já definiu o nome do Pastor Paixão como pré-candidato. O diretório definiu no dia 9 de julho. A legenda, no entanto, ainda não garantiu aliança com o União Brasil.

As demais forças políticas cearenses precisarão discutir internamente a indicação antes da convenção. A Justiça Eleitoral determina que os partidos indiquem seus representantes até o dia 5 de agosto.

DEBATE

Depois do racha na aliança, o PDT precisará de um plano B para completar a chapa com Roberto Cláudio, candidato do partido ao Palácio da Abolição. Antes, pedetistas contavam com o nome de Camilo na chapa majoritária.

Nos bastidores, no entanto, o clima é de incerteza de quem assumirá a responsabilidade da candidatura, que terá como principal adversário o ex-governador petista.

Por outro lado, o assunto na oposição ligada a Capitão Wagner (União) praticamente não avançou nos últimos meses. À espera de pactuações, o pré-candidato a governador tem adiado a construção da chapa. O União Brasil chegou a lançar o empresário Ésio de Sousa em maio deste ano, mas recuou da pré-candidatura.

Dentro do grupo havia pelo menos quatro nomes que disputariam essa indicação: o vereador Inspetor Alberto, o empresário José Bardawil, o pastor Fernandes e o ex-deputado federal Raimundo Gomes de Matos. 

Com a definição de que o PL indicará o vice na chapa de Capitão Wagner, a expectativa é que a pré-candidatura ao Senado seja articulada com outro partido que participe da aliança majoritária.

Questionado sobre o assunto, o pré-candidato a governador disse que está conversando com as siglas aliadas. Segundo ele, há "pré-candidatos" que estão cotados. O partido espera definir um nome nos próximos dias. 

PRÉ-CANDIDATOS DEFINIDOS

  • Camilo Santana (PT)
  • Paulo Anacé (Psol)
  • Pastor Paixão (PTB)

ÚNICA VAGA

Com 81 senadores da República em Brasília, as renovações dos mandatos ocorrem parcialmente a cada eleição. Neste ano de 2022, apenas 1/3 das cadeiras (27 no total) serão eleitas. Os outros 54 senadores têm mandato assegurado até 2026. 

No Ceará, Eduardo Girão (Podemos) e Cid Gomes (PDT) não serão candidatos em outubro porque foram eleitos em 2018. Tasso Jereissati (PSDB), no entanto, precisaria concorrer novamente para renovar o mandato, mas tem dito aos aliados que não deve disputar a reeleição.

Desde 1990, os eleitos para essa única vaga no Ceará são nomes com experiência nas urnas. Na maioria, são parlamentares já experientes em cargos estaduais e federais.

 

Com a influência de Tasso Jereissati, o Ceará elegeu Beni Veras (PSDB) em 1990, com 35,46% dos votos válidos. Antes, Beni ocupava cargo na gestão estadual. Mais à frente, o tucano seria eleito vice-governador, ocupando a titularidade do cargo com a renúncia de Tasso em 2002 para concorrer ao Senado.

 

Oito anos depois, foi eleito Luiz Pontes (PSDB), com 43,41% dos votos válidos. Pontes já era parlamentar experiente, com mandato na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa do Ceará. Tanto Beni quanto Pontes foram eleitos vencendo Paes de Andrade.

 

Na Era Lula, a esquerda ganhou força no Ceará elegendo um comunista para a única vaga do Senado disputada em 2006. O então deputado federal Inácio Arruda (PCdoB) foi o escolhido pelos cearenses com 52,25% dos votos válidos. Foi uma disputa acirrada com o também parlamentar, à época, Moroni Torgan.

 

Em 2014, na chapa de Eunício Oliveira para o Governo do Estado, Tasso Jereissati (PSDB) conseguiu se eleger para o segundo mandato no Senado com 57,91% dos votos. O tucano derrotou Mauro Filho, o indicado do grupo liderado pelos irmãos Ferreira Gomes.

Veja o que é #FATO ou #FAKE na entrevista de Ciro Gomes para o Central das Eleições, na GloboNews

Por G1, TV Globo, GloboNews, O Globo, Extra, CBN e Valor*

 

O candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, foi entrevistado no programa Central das Eleições, da GloboNews, nesta terça-feira (26). Foi a terceira e última entrevista da série de sabatinas com postulantes à Presidência da República.

A conversa foi transmitida ao vivo direto dos estúdios da GloboNews. O ex-governador foi sabatinado por Andréia Sadi, Flávia Oliveira, Fernando Gabeira, Julia Duailibi, Miriam Leitão, Valdo Cruz, Gerson Camarotti, Ana Flor e Octavio Guedes.

A primeira entrevista foi da pré-candidata do MDB, Simone Tebet. A segunda com o pré-candidato do Avante, André Janones. Lula e Bolsonaro também foram convidados, mas não confirmaram presença no prazo estipulado em reunião.

A equipe do Fato ou Fake checou as principais declarações de Ciro Gomes. Leia:

“Nós temos que entender o que está acontecendo. Por que está crescendo o feminicídio no Brasil? Que é um crime de gênero também. É preciso ter clareza disso."

 

A declaração é #FAKE. Veja por quê: Segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, houve leve queda de 1,7% nos feminicídios no Brasil em 2021 na comparação com o ano anterior. A análise tem como base informações das secretarias estaduais de segurança pública.

A queda dos assassinatos de mulheres em razão do gênero, no entanto, foi acompanhada do crescimento de outros tipos de violência como lesão corporal, estupro e ameaças.

A queda dos feminicídios foi a primeira redução registrada desde 2016, quando o levantamento foi iniciado.

“Todas essas questões que se chamam identitárias, são questões absolutamente nobres, graves, importantes, centrais. Não há razão para que o Brasil aceite sermos nós o País que mais mata pessoas por identidade de gênero, isso é intolerável.”

 

A declaração é #FATO. Veja por quê: De acordo com a ONG Transgender Europe (TGEU, na sigla em inglês), em 2021, pelo 13º ano, o Brasil continuou sendo o país onde mais se mata pessoas transexuais, seguido pelo México e os Estados Unidos. O dossiê apontou que, no ano passado, 140 pessoas trans foram assassinadas no país.

“A mulher brasileira ganha 76% do que um homem ganha para fazer a mesma coisa, com a mesma jornada de trabalho.”

 

A declaração é #FATO. Veja por quê: As mulheres ganham cerca de 20,5% menos do que os homens com mesmo perfil de escolaridade, idade e mesma categoria de ocupação no Brasil, segundo levantamento foi feito pela consultoria IDados para o g1, com base na Pesquisa Nacional Por Amostra de Domicílio (Pnad) do IBGE. Há cinco anos, este índice era de 23,4%.

Ou seja, segundo dados do ano passado, as mulheres ganham 79,5% do que ganham um homem. Em 2017, recebiam 76,6% do rendimento do sexo oposto na mesma função.

"Hoje, nós estamos com o menor investimento em educação dos últimos dez anos."

A declaração é #FATO. Veja por quê: O gasto público com educação em 2021 atingiu o menor patamar desde 2012, segundo estudo feito pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) e divulgado pelo g1.

Em 2021, segundo o levantamento, as despesas autorizadas em educação chegaram a R$ 129,8 bilhões. A execução financeira, no entanto, foi de R$ 118,4 bilhões. Pouco menos do que foi executado em 2020, de R$ 118,5 bilhões.

Segundo a série histórica do levantamento, em 2012, o valor efetivamente investido foi de R$ 121,1 bilhões. Em 2013, subiu para R$ 130,2 bilhões. Chegou ao ápice em 2014, com investimentos na ordem de R$ 150,3 bilhões.Entre 2015 e 2017, ficou entre R$ 143 bilhões e 144 bilhões. Em 2018, foram investidos R$ 130 bilhões e em 2019, R$ 126 bilhões.

 

“Particularmente nós destruímos o complexo industrial da saúde, porque quase não resta mais nada de base nacional. Portanto, importamos tudo, do foco cirúrgico ao princípio ativo do Tylenol, nós estamos comprando tudo do estrangeiro.”

 

#NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê: A estimativa da Associação Brasileira da Indústria de Insumos Farmacêuticos (Abiquifi) é que 5% dos fármacos - ou seja, diversos tipos de medicamentos e vacinas - utilizados no país têm produção interna. Os outros 95% são importados - cerca de 35% dos insumos vêm da China, de acordo com um relatório da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“A lei diz, por exemplo, na questão do poder, a lei diz que todos os partidos são obrigados a entregar pelo menos 1/3 das suas vagas, de candidatos a deputado para mulheres. Diz que o dinheiro também tem que ser distribuído nessa conta. Vai a votação, e o parlamento brasileiro só tem 15% de mulheres, percebe?”

 

A declaração é #FATO. Veja por quê: A bancada feminina é composta por 77 deputadas federais na Câmara dos Deputados, o que representa 15% das cadeiras. Em maio de 2018, o Plenário do Tribunal Superior Eleitoral confirmou que os partidos políticos deverão reservar pelo menos 30% dos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, conhecido como Fundo Eleitoral, para financiar candidaturas femininas.

“O Ceará está se industrializando enquanto o Brasil destrói indústrias.”

 

#NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê: A indústria perdeu importância no Brasil nos últimos anos. Dados da CNI indicam que, entre 2014 e 2020, o setor registrou uma redução na participação do total do PIB brasileiro, passando de 23,8% para 20,5%.

Dados do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece) também indicam redução na importância da indústria do Ceará nos últimos anos. A variação da produção física da indústria de transformação no estado foi de -2,5% em 2014; -9,9% em 2015; -4,3% em 2016; 2,1% em 2017; 0,4% em 2018; 1,6% em 2019; e -6,2% em 2020.

Números do Perfil da Indústria nos Estados, da CNI, também apontam que a indústria cearense perdeu importância no estado entre 2009 e 2019. Segundo o levantamento, o setor registrou uma redução de 5,2 pontos percentuais em relação ao total do PIB estadual no período.

Mais recentemente, dados do Observatório da Indústria, da CNI, de maio de 2021 a maio de 2022, o estado registrou uma variação de -6,2%, enquanto o Brasil caiu -2,6%.

"A Polícia Federal de um país de 212 milhões de habitantes tem onze mil e seiscentas pessoas trabalhando."

A declaração é #FAKE. Veja por quê: O pré-candidato subestima o efetivo da PF. Dados do Portal da Transparência apontam que o Brasil tem, atualmente, 16.825 servidores em exercício no Departamento de Polícia Federal — um número 45% maior que o estimado por Ciro Gomes.

"Brasil tá crescendo a 2% há 40 anos e crescendo a 0%, perto de 0% há 10, 11 anos. É uma proeza, mas não é nada demais para um país que cresceu 50 anos 6,7% ao ano."

A declaração é #FATO. Veja por quê: Segundo o IBGE, o nível da economia brasileira no final de 2021 estava no mesmo patamar que no final de 2012. Um levantamento feito pela Fundação Getúlio Vargas também mostrou que, entre 2011 e 2020, o Produto Interno Bruto (PIB) teve uma média de crescimento de 0,3%. Foi a pior década em 120 anos.

De acordo com dados do Banco Central, nos últimos 40 anos, o Brasil tem uma média de crescimento de 2,3% ao ano, próximo ao informado pelo candidato.

Por fim, dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontam que o Brasil cresceu, entre 1931 e 1980, 6,5% ao ano, índice perto do mencionado por Ciro.

"O Lula pediu o impeachment do Itamar Franco. O Lula pediu o impeachment do Fernando Henrique Cardoso e não assinou nenhum pedido de impeachment do Bolsonaro."

A declaração é #FAKE. Veja por quê: Em 1999, a partir de abril, parlamentares do PT apresentaram 4 pedidos de impeachment contra o presidente recém-reeleito, Fernando Henrique Cardoso. Dois deles foram protocolados pelo deputado petista Milton Temer, outro foi apresentado pelo deputado Alceu Colares, do PDT, e o último pelo deputado do PT José Genoíno. Lula, no entanto, não integrou os esforços em defesa dos pedidos, segundo os envolvidos.

Em 2015, o agora ex-deputado Milton Temer disse em entrevista ao jornal O Globo que o então presidente do partido fazia “uma oposição ambígua” e que ele ficou contra os processos de impeachment. Já o agora ex-deputado Miro Teixeira, que também participou dos processos, disse que o então presidente do PT se recusou a apoiar as iniciativas, inclusive em discursos.

“Ganhei prêmio mundial em combate à mortalidade infantil."

A declaração é #FATO. Veja por quê: Em 1993, a Unicef concedeu ao estado do Ceará o prêmio Unicef Maurice Pate. Foi a primeira vez que o reconhecimento foi dado à América do Sul. Ciro Gomes era governador do Ceará na época.

“O orçamento nacional esse ano são R$ 4,8 trilhões. Sabe quanto sobra para investimento? R$ 25 bilhões.”

A declaração é #FATO. Veja por quê: De acordo com o Painel do Orçamento Federal, a dotação atual do governo é de R$ 4,8 trilhões. O valor previsto para investimentos neste ano, ainda segundo o painel, é de R$ 25,6 bilhões.

“Dos 10 bancos mais lucrativos do planeta Terra, quatro são do Brasil. Não tem nenhum chinês, nem um japonês, nem um alemão, nem um inglês, nem um italiano.”

A declaração é #FATO. Veja por quê: Em abril deste ano, um estudo feito pela Economatica mostrou que quatro bancos brasileiros estavam na lista dos dez mais rentáveis do mundo no ano de 2021: Santander Brasil (18,9%), Itaú (17,3%), Banco do Brasil (15,7%) e Bradesco (15,2%). Na lista também estão quatro bancos americanos - Capital One (20,4%), Ally Financial (19,3%), J.P. Morgan (16,9%) e SVB Financial (15,0%) - e dois canadenses - RBC (17,3%) e Bank of Nova Scotia (15,1%).

Na lista de 39 instituições financeiras mais lucrativas do mundo, há quatro bancos do Reino Unido e três do Japão.

“O salário mínimo brasileiro é o pior da Américas, só perde para a Venezuela.”

A declaração é #FATO. Veja por quê: De acordo com um levantamento da agência Bloomberg, divulgado em janeiro, o salário mínimo brasileiro é o segundo pior na América Latina, em 2022. A comparação foi feita convertendo os salários em dólar. Na Venezuela, o salário de 10 Bolívares, convertido na moeda americana, ficou em US$2,18, ocupando a pior colocação no ranking. Em seguida, vem o salário brasileiro de R$ 1.212, que convertido ficou em $ 214.

“Quatrocentos mil pontos de comércio foram fechados no Brasil, no desastre do PT pra cá; trinta e oito mil indústrias foram fechadas no Brasil, no desastre do PT pra cá.”

A declaração é #FAKE. Veja por quê: O Brasil tinha 1.221.717 milhões de estabelecimentos comerciais em 2002, segundo a Pesquisa Anual do Comércio (PAC), elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já em 2016, último ano em que o PT esteve à frente do governo federal, esse número saltou para 1.546.646 milhões de estabelecimentos comerciais, segundo o Instituto. Neste período, o saldo positivo no país foi de 324,9 mil estabelecimentos comerciais.

Se compararmos o ano de 2002 com o ano de 2019, última divulgação da PAC, o Brasil registrou um aumento no número de estabelecimentos comerciais. Eram 1.221.717 milhões em 2002, ano em que o PT assumiu o governo federal, e 1.434.139 em 2019 -, ou seja, o saldo positivo foi de 212,4 mil estabelecimentos comerciais.

Já o número mais recente de estabelecimentos comerciais (do varejo) no Brasil é da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), de 2021. De acordo com dados do Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), o comércio varejista encerrou o ano de 2021 com 2.407.821 estabelecimentos ativos.

Quanto às indústrias, de acordo com a Pesquisa Industrial Anual, do IBGE, o Brasil tinha 149.987 mil indústrias em 2002. Já em 2016, o número de indústrias era de 321.200 -, ou seja, 171.213 indústrias a mais no período em que o PT esteve no poder.

Comparando o ano de 2002 com o último ano em que a Pesquisa Industrial Anual foi divulgada, em 2020, o saldo positivo foi de153,6 mil indústrias. Em 2020, o Brasil tinha 303.612 indústrias.

"O Brasil hoje gasta um terço de 1% do orçamento em segurança pública. Um terço de 1% é o que se gasta do orçamento brasileiro em segurança pública."

A declaração é #FATO. Veja por quê: As despesas com a função Segurança Pública representaram entre 0,3% e 0,4% do Orçamento da União entre 2018 e 2012, de acordo com dados do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento e do Portal da Transparência.

*Débora Monserrat, Julia Cople, Julia Noia, Lucas Machado, Marcelo Parreira , Marina Pinhoni, Patrícia Fiúza, Paulo Veras, Roney Domingos, Thais Pimentel, Victor Farias e Wagner Vallim.

 

 

 

 

MDB oficializa Simone Tebet como candidata à Presidência

Por Lauriberto Pompeu e Iander Porcella / O ESTADÃO

 

BRASÍLIA - A senadora Simone Tebet (MDB-MS) foi escolhida nesta quarta-feira, 27, como candidata à Presidência da República. A convenção nacional do MDB referendou o nome da parlamentar para disputar o Palácio do Planalto. O evento aconteceu de forma remota e foi transmitido ao vivo pelas redes sociais. Apoiada pela federação formada entre PSDB e Cidadania, a parlamentar tenta se colocar como alternativa ao presidente Jair Bolsonaro (PL) e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida pelo Palácio do Planalto. A candidatura emedebistas teve 262 votos favoráveis e nove votos contrários.

 

Mais cedo, a convenção do PSDB e do Cidadania, que formam uma federação, também aprovou o apoio à chapa presidencial do MDB. Os dois partidos vão indicar o candidato a vice-presidente, mas uma decisão ainda não foi tomada. Inicialmente o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) estava cotado para completar a chapa, mas ele desistiu após impasses regionais entre tucanos e emedebistas. As legendas também avaliam indicar as senadoras Mara Gabrili (PSDB-SP) e Eliziane Gama (Cidadania-MA) para a candidatura a vice.

 

Após o resultado da convenção do MDB, Tasso enviou a gravação de um vídeo para Bruno Araújo, que foi transmitido no evento. Na mensagem, o cearense disse que vai fazer campanha para Tebet, mas evitou dizer se será vice e deixou claro que depende que questões políticas, eleitorais e pessoais. “Confio em você e estou as duas ordens. Evidentemente se nós não pudermos tomar uma decisão hoje, com certeza, isso depende de questões políticas, questões eleitorais e circunstâncias pessoais, mas qualquer que seja essa circunstância, estarei, não ao seu lado, trabalhando por você”, disse.

O tucano também declarou que foi um dos primeiros no PSDB a defender a candidatura de Tebet. “Lembro inclusive ao Baleia que talvez eu tenha sido o primeiro a conversar com ele sobre a importância da candidatura da Simone depois da desistência do Doria e a saída do Eduardo Leite”. “Tenho convicção de que o Brasil nunca precisou tanto deste partido histórico, nunca precisou tanto da nossa voz, da nossa força, do nosso amor incondicional. Será o amor que vai destruir o ódio, o amor que vai unificar o Brasil, que vai fazer com que o país tenha, pela primeira vez na sua história, condições de garantir igualdade de oportunidade para todos os nossos irmãos e irmãs brasileiras. Democracia já democracia sempre”, declarou Tebet

A confirmação do nome de Tebet na disputa acontece após uma pressão de uma ala do MDB, que prefere apoiar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Esse grupo, que queria que a senadora desistisse de concorrer, tentou adiar a convenção e fazer com que ele acontecesse presencialmente, mas não teve sucesso. Há também no MDB, sobretudo no Sul, um grupo que está com o presidente Jair Bolsonaro (PL).

Um dos principais apoiadores de Lula dentro do MDB, o senador Renan Calheiros (AL) foi quem articulou uma ação na Justiça para adiar a convenção. No entanto, ele desistiu de contestar a candidatura de Tebet. O parlamentar disse que não iria recorrer da decisão do ministro Edson Fachin, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que manteve a convenção nacional do partido. “Não vamos entrar com recurso porque não é uma obsessão da gente”, declarou. Um dia antes, o prefeito da cidade alagoana de Cacimbinhas, Hugo Wanderley Caju (MDB), havia entrado com um pedido no TSE para adiar a data da convenção.

Em seu discurso inicial, a agora candidata à Presidência disse hoje que os alicerces democráticos do País estão abalados. Tebet citou a fome, a miséria, a desigualdade e o desemprego e, principalmente, a polarização política e o discurso de ódio.

O ex-presidente Michel Temer, por sua vez, defendeu a reforma trabalhista aprovada em 2017, durante seu governo, e pregou “pacificação nacional” e “tranquilidade institucional”. “Nós precisamos ter coragem para defender as teses daquilo que fizemos no governo”, declarou o emedebista, que assumiu o comando do País em 2016 com o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

“Nós temos aqui no Brasil, e durante as eleições isso ocorre com muita frequência, prezada candidata Simone Tebet, por razões eleitoreiras, colocar o empregado contra o empregador. Isso é um malefício que se faz para o País”, disse Temer, ao mencionar a reforma trabalhista, criticada por Lula, que lidera as pesquisas de intenção de voto para o Palácio do Planalto.

Em discurso na convenção, que ocorre hoje no formato virtual, Temer também falou em “pacificação nacional”, termo que costumava usar quando substituiu Dilma no Planalto. “Tenho absoluta certeza de que mesmo os que radicalizam posições, de alguma maneira, se sentem confortáveis quando verificam uma candidatura que prega a tranquilização, não só institucional, mas a harmonia entre todos os brasileiros”, disse.

O ex-ministro Carlos Marun, que assim como Tebet é do MDB do Mato Grosso do Sul, criticou as alas do partido que não apoiam a senadora. “Se não seguirem conosco não são bons companheiros. Se a democracia brasileira estabelece eleições em dois turnos, ela estabelece um caminho a ser seguido. O caminho deve sim passar pelo respeito à decisão partidária no primeiro turno”, disse.

Marun classificou os grupos como “antidemocráticos” e declarou que eles querem antecipar um segundo turno. “Se não estivermos no segundo turno, aí sim é o momento de votarmos no menos pior. Infelizmente companheiros nossos, talvez porque achem difícil ganhar a eleição, já estão tomando a decisão que talvez deveriam tomar daqui a dois meses. Estão querendo disputar o segundo turno antes do primeiro, aí reside nessas pessoas um fator antidemocrático”.

O emedebista disse ainda que não há motivos para votar em Lula ou Bolsonaro. “Não temos motivos para votar no Bolsonaro e nem para votar no Lula. Ao contrário, temos motivos de sobra para não votar em nenhum dos dois. Debato com a ala lulista, debato com a ala bolsonarista e elenco motivos suficientes para que não votemos em nenhum deles”.

O presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, é um dos maiores entusiastas da candidatura de Tebet. O dirigente se esforçou nos últimos meses para construir uma maioria que confirmasse a senadora na disputa presidencial, além de ter atuado na linha de frente para impedir que a ala lulista impedisse a oficialização da candidatura.

“Hoje nós vamos fazer uma convenção que vai entrar para a história do MDB. Não no discurso, mas na prática nós vamos mostrar que, efetivamente, lugar de mulher é onde ela quiser. E, se Deus quiser, a nossa Simone Tebet será a nossa próxima presidente do Brasil”, afirmou Baleia.

É a quarta vez que o MDB concorre em uma eleição presidencial. Antes de Tebet, a legenda já lançou Ulysses Guimarães em 1989, Orestes Quércia em 1994 e Henrique Meirelles (hoje no União Brasil) em 2018.

Simone Tebet é filha do ex-presidente do Senado Ramez Tebet (MDB-MS) e começou a carreira política como deputada estadual. Também já foi prefeita de Três Lagoas (MS) e vice-governadora do Mato Grosso do Sul. Em 2019, foi a primeira mulher a comandar a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, colegiado mais importante da Casa Legislativa. Concorreu à presidência do Senado em fevereiro de 2021, mas perdeu para Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Durante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, a senadora se notabilizou pelo empenho na colaboração do trabalho que ajudou a revelar um esquema de compra de vacinas contra o coronavírus.

A senadora pontuou 1% das intenções de voto na pesquisa Datafolha mais recente, empatada dentro da margem de erro com André Janones (Avante), que tem 2%, e atrás de Ciro Gomes (PDT), com 8%, Bolsonaro, com 28%, e Lula, com 47%.

No MDB, os principais adversários internos de Simone são os senadores Renan Calheiros, Eduardo Braga (AM) e o ex-senador Eunício Oliveira (CE). Os três já definiram alianças locais com o PT e dizem abertamente que vão apoiar Lula para presidente. Os três parlamentares não participaram da convenção.

PSDB

Além das dificuldades no próprio partido, a agora candidata a presidente também enfrenta problemas no PSDB, a principal sigla de sua coligação. Exemplos das resistências estão em Minas Gerais, onde tucanos já decidiram que vão ignorar a candidatura do MDB e apoiar Ciro Gomes, e no Mato Grosso do Sul, terra de Tebet, onde o candidato do PSDB ao governo, Eduardo Riedel, é declaradamente bolsonarista. O partido ainda fechou apoio ao deputado Marcelo Freixo (PSB), candidato de Lula a governador do Rio, e negocia uma aliança com o PT no Ceará.

Por outro lado, a cúpula nacional do MDB tem se esforçado em um acordo para apoiar Eduardo Leite (PSDB) para governador do Rio Grande do Sul. Hoje, o deputado estadual Gabriel Souza tem reafirmado que também vai concorrer a governador pelo MDB, mas na semana passada a maioria dos prefeitos do partido declararam apoio a uma aliança com Leite. Depois de São Paulo, o Rio Grande do Sul é a prioridade para os tucanos em termos de governo estadual nesta eleição.

De acordo com o presidente do PSDB, Bruno Araújo, a intenção é definir o vice de Tebet ainda nesta quarta, mas ele admite a possibilidade de o impasse permanecer e acontecer um adiamento. “Temos um espectro de alternativas que estão postas, que estão surgindo internamente dentro do partido. A convenção delegou ao colegiado da federação de tomar essa decisão. Eu e o presidente Roberto Freire vamos ao longo do dia hoje tentar afunilar esse conjunto de alternativas. Estamos na expectativa que possamos fazer isso o mais rápido possível”, declarou Bruno Araújo.

“Há um limite legal até dia 5 (de agosto), mas a política e nossa percepção, minha e do presidente Roberto, é que nós possamos oferecer uma solução o mais rápido possível”, reforçou o dirigente tucano. PSDB e Cidadania formam uma federação e precisam ter as mesmas posições em todas as eleições nacionais, estaduais e municipais por no mínimo quatro anos, além de agirem como uma só bancada no Congresso.

De forma remota, Simone Tebet participou da convenção do PSDB e Cidadania. No discurso, ela elogiou a decisão dos tucanos de abrirem mão de uma candidatura própria à Presidência pela primeira vez e disse que isso aumenta o desafio e a responsabilidade dela na eleição. A emedebista também fez críticas aos governos do PT e a atual gestão de Bolsonaro. “A recessão começou nos governos do PT e esse governo (de Bolsonaro) aumentou”, afirmou. Para ela, o governo Bolsonaro “além de tudo tem uma grande insensibilidade social e irresponsabilidades fiscal” e “isso está levando a um descrédito internacional”.

Tasso também participou da reunião virtualmente. O senador está em Fortaleza (CE), onde está imerso nas articulações para as eleições locais. Segundo Roberto Freire, o cearense declarou que, independente do papel dele na campanha, irá dar total suporte para Simone. “O senador Tasso participou. Uma afirmação dele muito clara: Qualquer que seja a posição que ele venha a ter, vai ser uma posição junto com Simone e para o que der e vier”, disse Freire.

Eunício Oliveira, que é aliado de Tasso e faz parte do grupo emedebista que apoia Lula, disse ao Estadão que a indefinição sobre a candidatura a vice-presidente da colega de partido representa uma “candidatura sem base”. Com a presença do ex-presidente petista, os diretórios do MDB e do PT no Ceará vão fazer uma convenção conjunta no sábado, 30, em Fortaleza. Lula também tenta atrair o PSDB de Tasso para o arco de alianças de Elmano de Freitas, pré-candidato a governador do Ceará pelo PT. O petista e o tucano conversaram por telefone no último domingo, 24. O PSDB também estuda uma aliança com o PDT, que lançou Roberto Cláudio como candidato a governador.

O presidente do PSDB minimizou as divisões internas no MDB e afirmou que isso faz parte da tradição da legenda. “O MDB nunca foi um partido de unanimidade. Não há nenhuma novidade em relação a isso. O importante é a decisão majoritária que possa se confirmar ao longo do dia de hoje um resultado condizente com o tamanho desse projeto em uma eleição presidencial que envolve um partido que tem tanta tradição na vida pública brasileira”, afirmou.

Araújo também afirmou que não se pode agir como se o resultado das eleições já estivesse definido. De acordo com ele, PSDB, Cidadania e MDB tinham que apresentar uma alternativa. “Temos certeza que Simone vai poder trazer algo inovador e carregar esperança na possibilidade de quebrar essa polarização. Enquanto partidos políticos estamos fazendo nossa parte de não ficar sentado assistindo um jogo que parece jogado, quando ainda não foi consultado ainda de forma objetiva o principal, que é o eleitor”, declarou.

Na mesma linha, o presidente do Cidadania reforçou que as legendas têm confiança em Simone. “A partir de agora a gente vai começar a escrever a história dessa eleição de outubro próximo”, disse.

A candidatura de Simone foi resultado de uma série de debates feitos entre partidos que queriam apresentar uma alternativa a Lula e a Bolsonaro. Nomes como o do ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB), o do ex-governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite e o do ex-juiz Sergio Moro (União Brasil) também chegaram a ser avaliados, mas eles não conseguiram o consenso da cúpula das legendas partidos.

PP oficializa apoio à candidatura do presidente Bolsonaro

O Partido Progressistas (PP) oficializou nesta quarta-feira (27) o apoio à candidatura do presidente Jair Bolsonaro à reeleição no pleito de outubro. A votação foi por unanimidade. 

Para o presidente licenciado do partido e ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, o presidente Jair Bolsonaro não terá uma sigla mais comprometida que o PP em sua reeleição. “Não dá para comparar o governo Bolsonaro com nenhum outro governo na história. Nenhum enfrentou uma pandemia e uma guerra maluca como esta [entre Rússia e Ucrânia]", disse. Para o ministro, a gestão de Bolsonaro teve apoio “decisivo” e “fundamental” do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira. 

Em resposta às críticas por não ter se posicionado à favor do sistema eleitoral brasileiro, Arthur Lira argumentou que sempre foi favorável à democracia e às eleições transparentes. 

“A Câmara dos Deputados fala quando é necessário falar. Não quando querem obrigá-la a falar. Eu dei mais de 20 mensagens mundo afora e internas no Brasil de que sempre fui a favor da democracia e de eleições transparentes, e confio no sistema eleitoral. Não precisa qualquer movimento público ou político fazer com que isso se apresente de maneira sempre necessária. Instituições no Brasil são fortes, são perenes e não são e nunca serão redes sociais. Não podemos banalizar as palavras das autoridades no Brasil. Não farão isso com a Câmara dos Deputados enquanto eu for presidente”, afirmou Lira.

Já o deputado Ricardo Barros (PP), líder do governo na Câmara e tesoureiro do partido, o objetivo da sigla está focado em impulsionar o crescimento da bancada de parlamentares.“[Queremos] ser o partido mais destacado em seu crescimento. O objetivo é crescer o suficiente para sermos uma força imprescindível para governabilidade”, disse. 

Realizada no auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados, a convenção reuniu deputados e senadores do partido Progressistas. O evento contou com a participação do presidente Jair Bolsonaro, os ministros da Casa Civil, Ciro Nogueira, das Comunicações, Fábio Faria, e o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira. A primeira dama, Michelle Bolsonaro, também participou do evento. Entre as autoridades estavam os governadores do Acre, Gladson Cameli; Distrito Federal, Ibanez Rocha (MDB-DF); Roraima, Antônio Denarium.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira / AGÊNCIA BRASIL

PT decide acionar TSE contra Bolsonaro e PL por irregularidades em convenção

Por Rafael Moraes Moura e Johanns Eller — Brasília e Rio / O GLOBO

 

O Partido dos Trabalhadores (PT) e a federação formada entre a legenda, o PCdoB e o PV acionaram nesta segunda-feira (25) o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por supostas irregularidades na convenção que consagrou Jair Bolsonaro candidato à reeleição pelo PL, no último domingo. As siglas veem propaganda eleitoral vedada no evento e desinformação no discurso do presidente aos apoiadores.

 

A ação será relatada pela ministra Cármen Lúcia. Os partidos pedem que Bolsonaro e o PL sejam condenados ao pagamento da multa máxima pelas irregularidades -- R$ 25 mil. Afirmam, ainda, que a apresentação da dupla sertaneja Mateus e Cristiano, responsável pelo jingle da campanha, dentro do Maracanãzinho configura um showmício, o que é vedado pela lei eleitoral.

O PT afirma que Bolsonaro cometeu "uma série de infrações à legislação eleitoral" ao citar informações alegadamente falsas e ao atacar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ação do partido sustenta que o evento do PL não poderia ser usado como palanque político, uma vez que a propaganda eleitoral está autorizada apenas onze dias após o fim do prazo limite para as convenções partidárias, que termina no dia 5 de agosto.

 

Ao contrário do PL, o PT oficializou Lula candidato ao Planalto em um evento sem alarde - o petista e seu candidato a vice, Geraldo Alckmin, não compareceram.

Durante seu discurso de mais de uma hora na convenção, Bolsonaro acusou Lula de defender "ladrões de celulares" e chamou o petista de "cachorro descondenado". Os partidos acusam o presidente de aproveitar a convenção para violar a honra e a moral de Lula às vésperas das eleições.

As legendas alegam, ainda, que Bolsonaro reproduziu desinformação ao comparar os gastos com o programa Auxílio Brasil com os do Bolsa Família e ao dizer que o Brasil está há "três anos e meio sem corrupção", aludindo à prisão do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro e a denúncias e suspeitas envolvendo nomes do alto escalão do governo.

"Considerando que a disseminação de desinformação com conteúdo manifestamente apto a influenciar nas eleições que ocorrerão no presente ano é vedada pelo ordenamento jurídico eleitoral brasileiro, é imprescindível que esta Corte aprecie os fatos e condene Jair Bolsonaro", sustentam o PT e aliados.

Em outra ação protocolada nesta segunda, o PT e a Federação Brasil da Esperança acusam o PL de impulsionar mensagens com teor político-eleitoral a favor de Bolsonaro irregularmente. Na peça, as legendas acusam o partido de Bolsonaro de disseminar materiais como o jingle da campanha de Bolsonaro em anúncios no YouTube, o que violaria as regras de propaganda na pré-campanha

Por isso, os partidos pedem que o TSE derrube as supostas irregularidades e aplique multa de R$ 1,48 milhão. Os anúncios foram encomendados nos dias 22 e 23 de julho, antes, portanto, da convenção que oficializou Bolsonaro como candidato a presidente. Na pré-campanha, o TSE autoriza o impulsionamento de conteúdo de forma "moderada".

Mas, de acordo com as siglas, o PL gastou R$ 742 mil - valor muito superior ao de outras legendas e em prazo muito mais curto - em inserções no site para usuários de todos os estados do Brasil, além do Distrito Federal. Como resultado, o PL atingiu o alcance de mais de 81 milhões de visualizações ao longo de 72 horas.

 

Conforme revelou O GLOBO, o TSE só atendeu até agora 10% das ações por propaganda antecipada de presidenciáveis neste ano.

Procurado pela equipe da coluna, o PL ainda não se manifestou.

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