Você gosta de Lula ou Bolsonaro? Pesquisa mostra novos índices de sentimentos sobre candidatos
Por Flávio Tabak — São Paulo / O GLOBO
É uma forma diferente de investigar opiniões de entrevistados que a pesquisa Genial/Quaest usará, até o fim das eleições, para medir índices de polarização afetiva e que o Pulso publicará sempre em primeira mão. Enquanto 41% dos entrevistados dizem gostar de Lula, 29% dizem o mesmo de Bolsonaro. Embora dentro da margem de erro, os dados mostram diferenças entre gostar e pretender votar: na comparação com as intenções de voto da mesma pesquisa, 44% disseram que pretendem votar em Lula, e 32% em Bolsonaro.
Apesar da diferença, de julho a agosto Bolsonaro oscilou três pontos percentuais para cima; e Lula, três para baixo. Entre os que não gostam, há um empate técnico entre os dois adversários: 35% dizem não gostar de Bolsonaro (queda de cinco pontos em relação a julho) e 32%, de Lula (oscilação de dois pontos para cima desde julho). A pesquisa também dava a opção "nem gosta, nem desgosta": Lula registra 25%, e Bolsonaro, 33%.
As mulheres gostam muito mais de Lula do que os homens (44% contra 37%). No eleitorado feminino, outras 26% dizem não gostar do petista, enquanto 38% dos homens dizem o mesmo. Bolsonaro tem desempenho inferior entre as mulheres (25% dizem que gostam e 36% que não gostam). Já entre os homens, um empate técnico: 34% não gostam e 33% gostam.
Sentimentos específicos em relação ao PT
O levantamento da Genial/Quaest também mediu sentimentos em relação ao PT: 38% não gostam, 30% gostam e 28%, nem um, nem outro. Os números são consideravelmente piores do que a avaliação de Lula feita isoladamente. O partido tem seus melhores índices no Nordeste (46%) e piores no Sul (21%) e Norte (22%).
Enquanto, entre as mulheres, o "gosto", "não gosto" e "não gosto nem desgosto" ficam em empate técnico entre 31% e 32%, os homens têm resultados diferentes: 45% não gostam do partido de Lula, 28% gostam e 25% não gostam nem desgostam. A renda é outro ponto de grande diferença sobre o PT: 52% de quem ganha acima de 5 cinco salários mínimos como renda mensal dizem não gostar do PT, enquanto esse número cai para 28% entre quem ganha até dois salários. Nesse segmento dos que têm menor renda, são 39% os que dizem gostar. Na outra ponta da pirâmide social, 19% gostam do PT (entre quem ganha acima de cinco salários).
Metade (49%) dos evangélicos dizem não gostar do PT, enquanto 33% dos católicos dizem o mesmo. Apenas 20% dos evangélicos gostam, enquanto 36% dos católicos aprovam o partido de Lula.
A pesquisa Genial/Quaest fez 2.000 entrevistas presenciais entre 28 e 31 de julho com eleitores de 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou menos, dentro de um intervalo de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE com o número BR-02546/2022.
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A mais recente pesquisa presidencial da série Genial/Quaest, feita com entrevistas presenciais entre 28 e 31 de julho, revela que o ex-presidente e pré-candidato ao Planalto pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, está à frente do presidente e pré-candidato à reeleição pelo PL, Jair Bolsonaro, quando a pergunta é: você gosta dele?
Na Fiesp, Lula omite operações da PF e ignora suspeitas de corrupção em estádios da Copa
Por Luiz Vassallo / o estadão
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) minimizou nesta terça-feira, 9, denúncias de corrupção envolvendo estádios em obras da Copa do Mundo de 2014, em sua sabatina com empresários na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O petista se utilizou de um antigo relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) para dizer que não houve corrupção nos estádios.
No entanto, operações da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público (MP) deflagradas recentemente apuraram suspeitas de desvios e corrupção em pelo menos três estádios. Os casos estão sob análise da Justiça Eleitoral após entendimento de que os desvios abasteciam o caixa de 2 de campanhas de políticos.
“Não sei se vocês sabem, mas eu acho que uma das coisas que fizeram o País perder a Copa do Mundo da forma vergonhosa que perdeu era o clima de instabilidade que estava nesse País, que envolvia jogador, técnico, todo mundo.” afirmou o ex-presidente.
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Lula disse ainda ter tido uma conversa com Valmir Campelo, que foi relator do processo de acompanhamento de obras e investimentos públicos nos estádios no TCU. “Eu queria saber em quantos estádios tinha havido corrupção e, para a minha surpresa, ele me entregou um relatório mostrando que nenhum estádio tinha havido corrupção.”
Lula ainda afirmou ter indagado o ministro. “E eu disse: como você deixou durante meses e meses se vender a ideia de que a corrupção estava imperando nos estádios. ‘Ah, porque a gente não podia falar. Se a gente falasse contra, a gente apanhava’”, disse o petista.
De fato, o TCU chegou a apontar atrasos e até aumento dos preços dos estádios em relação aos seus projetos originais. No entanto, não constatou má-fé do poder público. O acompanhamento se deu durante as obras, a partir de 2012, e até pouco depois desse período.
Operações
A fala de Lula omitiu que nos anos seguintes aos trabalhos do TCU, a PF realizou uma série de operações durante investigações de supostos desvios de dinheiro na construção dos estádios.
No Rio Grande do Norte, por exemplo, investigações sobre contratos da OAS para a construção da Arena das Dunas chegaram a resultar em denúncias à Justiça contra políticos. A investigação foi parar na Justiça Eleitoral e ainda não foi julgada. A suspeita do MP é a de que tenha havido superfaturamento de R$ 77 milhões, além de pagamento de propina a agentes públicos.
Em Brasília, o Tribunal Regional Federal da 1.ª Região (TRF-1) recentemente enviou à Justiça Eleitoral um processo contra políticos por suspeita de esquemas de propinas e fraudes na construção do Mané Garrincha. Investigadores chegaram a apontar superfaturamento no estádio, que custou R$ 1,5 bilhão, conforme as investigações.
No Rio de Janeiro, o Ministério Público chegou a ajuizar ação civil pública, em 2017, pedindo que fossem devolvidos aos cofres do Estado cerca de R$ 200 milhões superfaturados nas obras do estádio do Maracanã – que foi palco da final da Copa em 2014.
Em São Paulo, o Ministério Público Federal chegou a investigar a cúpula do Corinthians em razão da construção da Arena Corinthians, em Itaquera, mas o inquérito, que tinha como base a delação da Odebrecht, foi arquivado.
O Estadão não conseguiu localizar ontem o ex-ministro do TCU Valmir Campelo.
Empresas devem redobrar vigilância em ano eleitoral
Claudia Martinez* O ESTADÃO
09 de agosto de 2022 | 16h10
Claudia Martinez. FOTO: DIVULGAÇÃO
O início da campanha eleitoral oficial com a ratificação dos nomes que vão disputar nosso voto vai esquentar ainda mais o clima e para o caldeirão não entornar no ambiente corporativo, cabe às empresas agir com atenção e rigor à legislação eleitoral.
Fazer direito é tarefa individual. Já o erro tem impacto coletivo e deslizes podem comprometer a imagem institucional. As normas precisam ser conhecidas e seguidas por pessoas físicas e jurídicas, que viram seus espaços para atuação política mudarem radicalmente depois de grandes escândalos de corrupção. Incorrer em erros em campanha eleitoral significa arriscar a reputação da empresa, perder credibilidade no mercado, clientes e negócios. Sem contar as questões jurídicas envolvendo multas e até o eventual fechamento da empresa.
A área de compliance – que zela pela conduta em conformidade com a lei e as regras da empresa – tem a responsabilidade de dar transparência à legislação eleitoral e ao arcabouço de normas internas que orientam os funcionários, demonstrando os valores da companhia. Também deve garantir que todos estejam cientes do que é permitido e do que não é.
A reforma eleitoral de 2015 proibiu que pessoas jurídicas financiem campanhas doando dinheiro, bens e serviços estimáveis em dinheiro. Qualquer produto, como um brinde, ou serviço, como empréstimo de carro, pode afrontar a lei, porque pode ser aferido em dinheiro. Tem caráter de doação ilegal.
No que diz respeito aos colaboradores, a empresa não pode proibir que façam campanha. Qualquer manifestação, contudo, deve ser pessoal, sem vínculo corporativo, e a empresa pode proibir ações políticas no local de trabalho ou valendo-se de bens, propriedades ou cargos ligados à empresa. Também pode vetar o uso de meios eletrônicos de comunicação corporativa, como e-mail, para apoiar candidatos e partidos.
No caso de funcionários que pelo cargo ou função representam publicamente a empresa, a manifestação política pessoal corre o risco de ser confundida com a imagem da empresa. Para mitigar problemas, antes de se manifestar em público, os colaboradores com esse tipo de visibilidade devem discutir internamente a melhor forma de exercerem seu direito, dissociado da instituição.
E lembre-se: se algum agente público, candidato ou dirigente de partido pedir vantagem indevida, em qualquer momento do ano, eleitoral ou não, recuse a solicitação de forma clara e direta. Em seguida, relate a situação aos canais competentes da sua empresa.
Quanto antes a empresa delinear seus parâmetros, mais protegida estará. Tudo pode ser informado na contratação e as diretrizes devem estar ao alcance de todos para consultas. Com o início da campanha, vale reforçar a comunicação. Ninguém pode dizer que não foi avisado!
É assim que se blinda estrategicamente para enfrentar momentos cada vez mais tensos de uma campanha política.
*Claudia Martinez, economista, empresária e conselheira do Conselho Superior Feminino da Fiesp
Fator 'medo' em pesquisas pode alterar resultados, especialmente entre beneficiários do Auxílio Brasil
Por Nicolas Iory, O Globo — São Paulo
O sociólogo americano Herbert Hyman (1918-1985) escreveu que todo experimento científico está sujeito a erros. E que é melhor estar ciente disso para estudar suas origens, tentar minimizá-los e estimar sua magnitude do que permanecer ignorante a respeito de possíveis distorções.
No Brasil, pesquisadores dos principais institutos que fazem sondagens de opinião pública seguem protocolos rigorosos para tentar reduzir a influência do entrevistador nas respostas obtidas. Mas ainda assim é impossível eliminar totalmente esse fator.
Para o cientista político Antonio Lavareda, o desafio de obter respostas sinceras que não tenham o medo ou outra emoção como motivação é maior entre eleitores de menor renda e nível de escolaridade. Lavareda preside o conselho científico do Ipespe, que faz estudos a partir de ligações telefônicas.
— Esse eleitor mais vulnerabilizado, em especial, pode se sentir constrangido diante de um pesquisador. Imagine o morador de uma cidadezinha pobre recebendo em sua casa um desconhecido que faz perguntas segurando um tablet na mão. O que você acha que um beneficiário do Auxílio Brasil nessa situação responderia sobre o que ele pensa do governo? Pode sim haver um componente de medo que o leve a ter receio de perder o benefício a depender do que ele disser — analisa Lavareda, autor do livro “Emoções ocultas e estratégias eleitorais” (2009), da editora Objetiva.
O percentual de beneficiários do programa, que começou nesta terça-feira a fazer os pagamentos no novo valor de R$ 600, que reprovam o governo Bolsonaro caiu de 48% para 39% em um mês, segundo mostra a pesquisa mais recente da série Genial/Quaest.
A professora Mayra Goulart, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), diz ser possível que o fator medo tenha influenciado na melhora da avaliação do governo junto a beneficiários do Auxílio Brasil. Mas que ainda assim parte do eleitorado mais pobre associa programas sociais aos governos do PT, o que restringe o espaço para o crescimento da pré-candidatura de Bolsonaro nesse grupo.
— A expectativa é sempre melhor que a realidade. Então a melhor hora para mensurar essa melhora do governo é mesmo na véspera dos pagamentos com o novo valor. E mesmo neste momento, em que Bolsonaro estaria surfando nessa novidade, a oscilação na aprovação foi consideravelmente pequena (passou de 24% para 28%, segundo a Quaest). Essa parcela da população ainda identifica esses programas de transferência direta de renda com o Partido dos Trabalhadores — afirma a professora.
A pesquisa “A cara da democracia” — feita a partir de entrevistas presenciais — indica que três em cada quatro leitores reconhecem Bolsonaro como criador do Auxílio Brasil. O Bolsa Família, substituído pelo programa do atual governo, é ainda lembrado como uma política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por 55% dos eleitores.
A menos de dois meses da eleição, a indefinição ainda é grande entre os que recebem o auxílio do governo. Os dados do Datafolha mostram que passou de 75% para 69% a parcela de beneficiários do Auxílio Brasil que dizem estar totalmente decididos sobre o voto na eleição presidencial de outubro.
O Pulso já mostrou que há críticas e vantagens às diferentes metodologias para fazer sondagens como as de intenção de voto.
A Quaest faz suas pesquisas enviando entrevistadores às casas dos eleitores. O Datafolha, por sua vez, ouve os entrevistados presencialmente com pesquisadores parados em regiões onde há fluxo de pessoas.
Há na literatura acadêmica uma vasta produção analisando o impacto de entrevistadores no resultado de pesquisas. Artigo publicado em 1997 pelas americanas Kathleen Ford e Anne Norris, por exemplo, indica que mulheres tinham maior ou menor propensão a ser sinceras sobre sua vida sexual a depender da idade de quem faz a pergunta. O estudo de Ford e Norris foi feito por meio da análise de uma sondagem feita a partir da visita a 1.435 moradoras dos Estados Unidos, em 1991.
Mas engana-se quem pensa que esse tipo de comportamento ocorre apenas em sondagens feitas face a face. Estudo publicado por pesquisadores da Universidade de Michigan em 1995 mostra que cidadãos negros eram mais suscetíveis a relatar problemas com alcoolismo ou uso de drogas, por exemplo, quando pensavam estar falando com um entrevistador também negro ao telefone. Curiosidade: todos os entrevistadores da pesquisa em questão eram negros, e 73% dos entrevistados presumiram isso corretamente.
"Lamento que Roberto Cláudio já comece a campanha me atacando", diz Camilo Leia mais em: https://www.opovo.com.br/eleicoes-2022/2022/08/09/lamento-que-roberto-claudio-ja-comece-a-campanha-me-atacando-diz-camilo.html ©2022 Todos os direitos são reservados
O ex-governador do Ceará Camilo Santana (PT) rebateu na manhã desta terça-feira, 9, as declarações do ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio (PDT), em que destaca como falha da gestão petista questões relacionadas a facções criminosas e a espera por cirurgia nos hospitais públicos do Estado.
“Lamento que Roberto Cláudio já comece a campanha me atacando, simplesmente porque estamos em lados opostos nesta eleição. É mais digno assumir suas responsabilidades e não terceirizar culpa pelos problemas. Acredito que Elmano como governador será a pessoa certa para continuar, nossos projetos e melhorar o que precisa ser melhorado. Com verdade e respeito”, disse o candidato ao senado nas eleições de 2022, em post nas redes sociais.
Na segunda-feira, 8, RC concedeu entrevista ao UOL/Folha de São Paulo em que abordou o tema. “Não são nem erros, são problemas não resolvidos. Porque não quero personalizar, nunca fiz política contra as pessoas, muito menos conseguirei ser desonesto no que acredito (...) mas é inegável que boa parte da população cearense vive assustada pelo poder perigoso, pernicioso, que as facções criminosas ainda exercem em muitas regiões”, disse na ocasião.
O pedetista ainda ressaltou que pretende, durante a campanha, reconhecer os acertos da gestão anterior, mas com liberdade para fazer críticas nos pontos que sejam necessários. “Sei que é questão nacional, é um crime organizado que tem naturezas e contornos nacionais, mas não é porque é nacional que a gente deixa ter responsabilidade de enfrentá-lo com ostensividade, com inteligência e com prioridade no nosso território”, disse.
As investidas entre os dois políticos acontecem após o rompimento da aliança governista entre PT e PDT. A ala petista defendia o nome da governadora do Ceará, Izolda Cela (sem partido), para encabeçar a chapa que disputaria as eleições de 2022. No entanto, em votação com membros do diretório estadual pedetista, Roberto foi escolhido como candidato.
A atitude foi classificada pelo partido de Camilo Santana como um “rompimento tácito e unilateral da aliança até então estabelecida”. Na época, a sigla emitiu uma nota com duras críticas a decisão que preteriu Izolda na disputa pelo Palácio da Abolição. “Pouco apreço à aliança, aos aliados e sobretudo, o desprezo às conquistas e melhorias alcançadas na vida dos cearenses por conta do seu trabalho (de Izolda), junto com Camilo nos anos recentes. Prevaleceu a arrogância, o capricho e a expressão de mando que subjugou os interesses dos cearenses à obsessão de poder de um só”, ressaltou o comunicado.
Camilo também criticou a decisão: "Lamento muito que a primeira mulher governadora do Ceará não poderá concorrer à reeleição, após decisão do PDT. Siga firme, Izolda! O Ceará tem muito orgulho de sua força e determinação."
Capitão Wagner cobra "mea culpa" de RC
Líder nas pesquisas de intenção de voto para o Governo do Ceará, Capitão Wagner (UB) aproveitou a troca de farpas entre os ex-aliados para cobrar "mea culpa" do ex-prefeito de Fortaleza. Segundo o candidato do União Brasil, os problemas atribuídos a gestão de Camilo tem corresponsabilidade do pedetista.
Wagner afirmou, em entrevista ao O POVO, que RC “tenta ignorar um passado não muito distante”. Ele ressalta que o político "fazia parte da gestão até um dia desse” e que “não tem bons exemplos para dar ao Estado e aos cearenses". E acrescentou: "Enquanto ele era prefeito, Fortaleza foi considerada a cidade mais violenta do Brasil. Tá faltando mea culpa”, repetiu.
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