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Michelle aparece em palanque, rouba cena e é ovacionada em Juiz de Fora

Marianna Holanda / FOLHA DE SP
BRASÍLIA

A primeira-dama Michelle Bolsonaro roubou a cena ao aparecer ao lado do presidente Jair Bolsonaro (PL) no carro de som em Juiz de Fora (MG), nesta terça-feira (16).

Em um discurso com forte teor religioso, ela encerrou o evento que deu a largada à campanha de seu marido, sob fortes aplausos. Michelle não mencionou diretamente a campanha adversária ou governos anteriores, como fez o presidente.

A primeira-dama falou em "inimigo", que quer "matar e destruir", e pediu a Deus para que brasileiros não entreguem a nação "nas mãos do inimigo".

 

BOLSONARO E MICHELE ABERTUA DA CAMPANHA

"Nós sabemos que o inimigo ele só quer roubar, matar e destruir, e manter as pessoas em cativeiro cegas. Mas nós pedimos a Deus essa libertação para nossa nação", disse a primeira-dama.

"Que Deus dê sabedoria e discernimento ao nosso povo brasileiro para que não entregue o nosso país, a nossa nação tão amada por Deus, nas mãos dos nossos inimigos".

Michelle se referiu ainda ao fato de Bolsonaro ter sobrevivido à facada em 2018 como um milagre. E disse que "aqueles que pregam o amor e a pacificação atentaram contra a vida dele".

Ela tem intensificado suas participações a pedido de aliados do presidente, uma vez que ele precisa diminuir a rejeição entre as mulheres.

Quando o presidente ainda discursava e ela apareceu no carro de som, foi ovacionada pela plateia.

"Geralmente, as pessoas mais importantes que falam por último. A pessoa mais importante desse momento não é o presidente, não é o candidato, é a senhora Michelle Bolsonaro", disse o presidente ao entregar o microfone para a primeira-dama.

A viagem à cidade em que Bolsonaro levou a facada em 2018 é a primeira, com o começo da campanha eleitoral nesta terça.

Lula critica fake news, Bolsonaro convoca ato, Ciro fala de renda mínima, e Tebet debate cultura

Por O GLOBO — Rio de Janeiro

Lula critica fake news, Bolsonaro convoca ato, Ciro fala de renda mínima, e Tebet debate cultura
Lula e Bolsonaro foram as ruas no primeiro dia de campanha: petista discursou em São Bernardo do Campo e presidente foi a Juiz de Fora Arte
 

No primeiro dia de campanha nas ruas, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) escolheram locais simbólicos para discursar: Lula foi ao ABC paulista, seu berço político, e Bolsonaro voltou a Juiz de Fora (MG), cenário da facada que levou durante a campanha presidencial de 2018. Já Ciro Gomes e Simone Tebet foram a São Paulo: ele nas ruas da Zona Leste, ela em um encontro fechado com representantes da Cultura.

 

Primeiro lugar na pesquisa Ipec divulgada nesta segunda-feira, com 44% das intenções de voto, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi a São Bernardo do Campo, seu berço político, onde discursou na porta da fábrica da Volkswagen. O ex-presidente disse que Jair Bolsonaro é “possuído pelo demônio” e o chamou de “genocida” e “presidente fajuto”.

— Você foi negacionista, você não acreditou na ciência, não acreditou na medicina, não acreditou. Você acreditou na sua mentira. Se tem alguém que é possuído pelo demônio é esse Bolsonaro — disse Lula, responsabilizando o ex-presidente sobre as mais de 600 mil mortes ocorridas na pandemia de Covid-19.

Em seu discurso, Lula afirmou também que Bolsonaro manipula a fé dos evangélicos,criticou a flexibilização da venda de armas e disse que sua primeira medida caso seja eleito será reajustar a tabela do imposto de renda.

Jair Bolsonaro foi a Juiz de Fora (MG) iniciar sua campanha à reeleição. O presidente discursou em um trio elétrico no mesmo local onde foi atacado com uma facada por Adélio Bispo de Oliveira na campanha às eleições de 2018. Com 32% das intenções de voto, Bolsonaro está em segundo lugar na corrida eleitoral, segundo pesquisa Ipec.

 

Acompanhado da primeira-dama Michelle Bolsonaro, a quem chamou de "pessoa mais importante neste momento", do senador Flávio Bolsonaro e do candidato a vice general Braga Netto, Bolsonaro pediu a seus apoiadores para irem às ruas no dia 7 de setembro:

— No próximo dia 7, vamos todos às ruas pela última vez. Em um primeiro momento pela nossa independência, e em um segundo momento pela garantia da nossa liberdade — disse o presidente.

CIRO NA BAHIA

Ciro Gomes (PDT) foi a Guaianases, no leste da capital paulista, onde conversou com apoiadores e visitou pequenos comércios da região. O ex-ministro e ex-governador do Ceará, que tem 6% das intenções de voto, explicou seu projeto de renda mínima, inscrito em seu plano de governo, e prometeu que, se for eleito, toda família com renda de até R$ 417 receberá uma complementação de até R$ 1 mil do governo federal.

SIMONE TEBET

No mesmo evento, Tebet - que tem 2% das intenções de voto, segundo pesquisa Ipec divulgada nesta segunda-feira -, afirmou que a agenda social, a erradicação da pobreza e projetos de transferência de renda estão entre os focos de sua campanha.

— Entrei nesse compromisso (da candidatura) porque não estou pronta para desistir do Brasil e não vou desistir do Brasil nunca — afirmou a candidata.

Bolsonaro volta a Juiz de Fora e diz que eleição é luta do ‘bem contra o mal’ mais uma vez

Por Iander Porcella e Rayanderson Guerra / O ESTADÃO

 

ENVIADO ESPECIAL A JUIZ DE FORA - No primeiro dia oficial da corrida pelo Palácio do Planalto, o presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, voltou a chamar a eleição de “luta do bem contra o mal” nesta terça-feira, 16. Durante encontro com lideranças religiosas em Juiz de Fora (MG), onde levou uma facada em 2018, o chefe do Executivo também criticou o que chamou de “fechamento de igrejas” na pandemia de covid-19, que exigia isolamento social para evitar o contágio.

 

Ato de campanha de Bolsonaro em Juiz de Fora (MG) teve segurança reforçadaAto de campanha de Bolsonaro em Juiz de Fora (MG) teve segurança reforçada Foto: André Coelho/EFE

 

Ao falar sobre a eleição, Bolsonaro disse que há uma “batalha enorme” pela frente. “Nós sabemos da luta do bem contra o mal. Nós aqui sempre pregamos e defendemos a liberdade absoluta. Se uma pessoa se sentir ofendida, que vá à Justiça, mas não podemos criar leis, como a de fake news”, afirmou o presidente, em referência a um projeto no Congresso que prevê punições para a divulgação de informações falsas. Em outros eventos este ano, o presidente já havia chamada a eleição de luta “luta do bem contra o mal”.

Bolsonaro também disse que igrejas foram fechadas durante a pandemia de covid-19. Aliados do chefe do Executivo têm espalhado nas redes sociais fake news, dizendo que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fecharia estabelecimentos religiosos se eleito para comandar o País.

“Vocês sentiram um pouquinho de ditadura aqui durante a pandemia. Igrejas, por exemplo, sendo fechadas, pessoas sendo proibidas de trabalhar, alguns mandando prender até quem estava na praia”, disse Bolsonaro.

Bolsonaro voltou ainda a convocar os apoiadores a irem às ruas “pela última vez” no dia 7 de setembro em ato na esquina em que sofreu uma facada em 2018. “Vivemos sem liberdade. No próximo dia 7 de setembro, vamos todos para a rua pela última vez. Num primeiro momento, por nossa independência e, em segundo, pela nossa liberdade. Juro dar a vida pelo nosso povo”, disse.

A primeira-dama Michelle discursou em tom eleitoral e fez uma oração, ao lado do presidente. “Essa campanha, mais uma vez, é um milagre de Deus. Começou em 2019 [2018, ano da facada], quando Deus fez o milagre na vida do meu marido, porque aqueles que pregam o amor e a pacificação atentaram contra a vida dele. Mas Deus é maior e a justiça do Senhor será feita”, declarou a primeira-dama. “Que Deus dê sabedoria e discernimento ao nosso povo brasileiro, para que não entregue o nosso País, a nossa nação tão amada por Deus na mão dos nossos inimigos”, emendou.

Ciro Gomes abre a campanha de rua na periferia de São Paulo com público tímido

Por Marcela Villar / O ESTADÃO

 

Em Guaianases, periferia de São Paulo, o candidato Ciro Gomes (PDT) começou sua campanha para a Presidência da República, na manhã desta terça-feira, “à frente” de seus concorrentes. Entre os principais concorrentes, ele foi o primeiro a ir às ruas neste dia 16, quando se inicia o período formal de caça aos votos. Antes mesmo das 8h, o pedetista iniciou uma caminhada pelo bairro, falando com moradores e comerciantes e pedindo “desculpas por incomodar” tão cedo.

O público que se reuniu estava bem longe de ser uma multidão. Eleitores tímidos apareciam nas janelas e portas das casas e cerca de 100 pessoas o acompanharam na passeata pelas ruas do bairro da Zona Leste da capital. Alguns o conheciam, outros não sabiam para qual cargo ele se candidata (estes eram maioria) e uma minoria nunca tinha ouvido falar. “É para vereador né?”, perguntou uma moradora, que logo estava segurando uma bandeira com o rosto dele.

Ciro Gomes em Guaianases, periferia de São Paulo, nesta terça-feira, 16.
Ciro Gomes em Guaianases, periferia de São Paulo, nesta terça-feira, 16. 

Em uma conversa rápida com a imprensa, Ciro Gomes destacou a criação do programa de renda mínima, que vai conjugar auxílios à população de baixa renda, como o Auxílio Brasil, passando a somar R$1 mil. “A ideia é unificar as transferências de renda. Todo cidadão que por domicílio ganhar até R$417 será complementado sua renda até R$1 mil”, afirmou Ciro.

Ele aproveitou a oportunidade para criticar outros projetos de seguridade social, como o Bolsa Família. “O programa tem o objetivo de erradicar a pobreza no Brasil de forma definitiva e como ferramenta da seguridade social, ou seja, protegendo nosso povo de tentativas de chantagens ou de subornos em véspera de eleição, que tem acontecido lá atrás com o PT e agora com Bolsonaro”, disse.

A vice-prefeita de Salvador, Ana Paula Matos (PDT), vice na chapa pedetista, também estava presente no evento, assim como outros candidatos a deputado federal e estadual. À noite, a exemplo de outros presidenciáveis, Ciro participa da posse do ministro Alexandre de Moraes na Presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

‘Brasil precisa deixar de ser pária internacional’, diz Simone Tebet em primeiro evento de campanha

Por Ana Paula Grabois / O ESTADÃO

 

A candidata a presidente pelo MDB Simone Tebet disse, nesta terça-feira, 16, que o Brasil precisa retomar a importância no cenário internacional e fortalecer o Ministério das Relações Exteriores. “O Brasil precisa deixar de ser pária internacional”, destacou a senadora a representantes do setor cultural, em evento para cerca de 40 pessoas na residência do casal Teresa e Candido Bracher, ligados ao banco Itaú, no bairro Alto de Pinheiros, na capital paulista.

 

Ela disse que a Cultura deve voltar a ser uma ferramenta para projetar o País no exterior, por isso a importância do Itamaraty. “É como o agronegócio, é comprado, mas não é vendido. A cultura precisa ser vendida.”

Se eleita, Tebet afirmou que irá retomar o Ministério da Cultura, extinto no governo Jair Bolsonaro e transformado em secretaria. “É um setor que gera emprego e pode alavancar a economia do Brasil”, completou. A anfitriã Teresa Bracher disse que além de o Brasil ter fome, de fato, o País tem “fome de cultura”. “Ela pode reconstruir o Brasil, essa polarização intestina está fazendo muito mal ao País”, afirmou Teresa.

Tebet completou que as relações internacionais são fundamentais para atrair investimentos privados que estão “parados” em fundos à espera de bons projetos. Neste sentido, será fundamental estruturar uma economia verde, um dos eixos de seu programa de governo, para atrair tais recursos externos. “São US$ 40 bilhões parados nesses fundos que querem investir, mas com compromisso com a economia verde”, completou.

A candidata disse que está confiante com a melhora de seu nome na preferência do eleitorado. “Sei que temos condições de chegar ao segundo turno. A campanha começa hoje”, disse.

Tebet tem como principal desafio ser identificada como presidenciável. Por isso, a propaganda eleitoral no rádio e na TV, que contará com mais de 2 minutos de duração, vai buscar explorar na primeira semana a sua atuação na CPI da Covid-19 no ano passado, que ajudou a projetar a sua imagem nacionalmente. “O desafio maior é o porcentual menor da população que ainda não me conhece de jeito nenhum”, disse Tebet. “Não é uma corrida de 100 metros, são corridas de obstáculos e temos tudo bem planejado”, completou.

A expectativa da campanha da candidata é que entre duas e três semanas de horário de televisão, os eleitores comecem a identificá-la como candidata. Segundo ela, a propaganda vai mencionar que “tem uma candidata, é mulher, é ficha limpa, tem história, experiência de gestão, foi prefeita” e em chapa formada por duas mulheres.

Entre os presentes no primeiro evento de campanha de Tebet, estavam o diretor-executivo da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, Marcelo Lopes; o presidente da Fundação Bienal, José Olímpio da Veiga Pereira; o diretor de relações institucionais da Pinacoteca de São Paulo, Paulo Vicelli, e o pianista e maestro Marcelo Bratke.

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