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Lula confirma presença em primeiro debate de presidenciáveis na TV

Por Marcela Villar / O ESTADÃO

 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou neste sábado, 27, participação no primeiro debate entre presidenciáveis. O encontro será realizado pela Band, neste domingo, 28. O petista divulgou a foto de uma agenda no Twitter, na qual consta compromisso “debate”. “Nos vemos na Band amanhã, 21 horas”, escreveu.

 

Mais cedo, em evento no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, o candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT), ex-prefeito da capital paulista, também assegurou a presença do ex-presidente no debate da Band. Segundo ele, “está confirmado”, uma vez que o presidente Jair Bolsonaro (PL) também confirmou sua ida, na última sexta-feira, 27. Para Haddad, entretanto, a “batida de martelo” de Bolsonaro levanta dúvidas, “porque ele já disse e ‘desdisse’”. “O martelo dele é meio frouxo”, afirmou o candidato ao Palácio dos Bandeirantes durante lançamento da candidatura a deputado federal do ex-prefeito de São Bernardo do Campo Luiz Marinho (PT). Do berço sindical, Marinho foi ministro da Previdência e Trabalho de Lula e é presidente do PT em São Paulo.

 

Nesta sexta-feira, 26, em entrevista à Jovem Pan, Bolsonaro afirmou que deveria ir ao programa e que já “bateu o martelo” sobre o assunto. “Num momento achava que não deveria ir, agora acho que devo”, afirmou à rádioO chefe do Executivo disse também acreditar que sua estratégia para o debate dará certo, mas que já espera ser “fuzilado” pelos adversários. “Vão atirar em mim o tempo todo”, afirmou. Como mostrou o Estadão, aliados do presidente disseram que ele tem se questionado se deve ou não participar e a decisão final só deve ser tomada no último momento. Questionada, a assessoria do presidente Jair Bolsonaro afirmou que a presença do mandatário no debate ainda não está confirmada.

 

Bolsonaro vê debate de domingo como ‘tudo ou nada’ contra Lula

Julia Lindner / O ESTADÃO

27 de agosto de 2022 | 06h00

O presidente Jair Bolsonaro (PL) decidiu aceitar o convite para o debate da Band, neste domingo (28), em um “tudo ou nada” contra o rival Lula (PT). A participação do petista no Jornal Nacional, anteontem, foi considerada “mortal” para Bolsonaro. E por isso, segundo avaliação do próprio presidente, é preciso fazer um contraponto direto a Lula.

A equipe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) foi escalada para ir aos estúdios da Band neste sábado, para a inspeção de segurança de rotina, mais um indício de que o presidente deve comparecer, embora ninguém deseje cravar a informação. A previsão é que Bolsonaro desembarque em São Paulo no domingo à tarde.

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Lula e Bolsonaro. Foto: André Dusek | Gabriela Biló

Até ontem, a equipe do presidente recomendava que ele não se arriscasse no debate de domingo por considerar que Bolsonaro está relativamente próximo de Lula nas pesquisas de intenção de voto e qualquer deslize neste momento poderia comprometê-lo. Também avaliam que Bolsonaro virará alvo fácil dos adversários.

A equipe de comunicação e a ala política da campanha devem passar o fim de semana  pensando em estratégias para o debate, principalmente para sugerir o que o presidente pode perguntar para cada candidato.

Lula confirma participação em debate da Band

Por Bianca Gomes / O GLOBO

 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou que irá participar do debate presidencial da TV Bandeirantes neste domingo. Até então, a campanha do petista vinha mantendo mistério sobre a presença do candidato no evento.

— Nos vemos na Band amanhã, 21 horas — escreveu o ex-presidente em sua conta no Twitter no início da tarde deste sábado.

A expectativa é que todos os seis candidatos anunciados para o debate estejam presentes, incluindo Jair Bolsonaro (PL). Apesar de inicialmente ter resistido à participação, o presidente da República disse nesta sexta-feira, em entrevista ao programa Pânico, que "deve ir" à TV Bandeirantes.

— Eu devo estar no domingo. Não estou batendo o martelo. No momento, achava que não devia ir, agora acho que devo ir. Vou ser fuzilado, vão atirar em mim o tempo todo — afirmou Bolsonaro.

Como mostrou o colunista do GLOBO Lauro Jardim, as providências para que o presidente participe do confronto com Lula estão sendo tomadas. Um avião presidencial está reservado para amanhã à tarde de Brasília para São Paulo, assim como Bolsonaro já tem em mãos perguntas e respostas para usar no embate com cada um dos candidatos presentes.

Além de Bolsonaro e Lula, devem estar no debate os candidatos Ciro Gomes (PDT), Simone Tebet (MDB), Soraya Thronicke (União Brasil) e Luiz Felipe d'Avila (Novo).

Lula perde dois pontos enquanto Bolsonaro e Ciro sobem no Ceará, diz pesquisa Ipespe Leia mais em: https://www.opovo.com.br/eleicoes-2022/2022/08/26/lula-perde-dois-pontos-enquanto-bolsonaro-e-ciro-sobem-no-ceara-diz-pesquisa-ipespe.html ©2022 Todos os di

Luciano Cesário / OPOVO


Na segunda rodada da pesquisa Ipespe Ceará com as intenções de voto para presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém a liderança isolada com 53% das intenções de voto no Estado. O ex-presidente teve oscilação negativa de dois pontos percentuais. Em seguida aparecem Jair Bolsonaro (PL), com 23%, Ciro Gomes (PDT), com 14%. Os dois ganharam 3 pontos percentuais, cada, desde a pesquisa realizada no início de agosto.

Pesquisa estimulada

Lula (PT): 53% (-2%)

Bolsonaro (PL): 23% (+3%)

Ciro Gomes (PDT): 14% (+3%)

Simone Tebet (MDB): 2% (+1%)

Vera (PSTU): 0

Constituinte Eymael (DC): 0

Felipe d’Avila (Novo): 0

Pablo Marçal (Pros): 0

Sofia Manzano (PCB): 0

Branco/nulo: 5%

Não sabe/não respondeu: 3%

 

A pesquisa, contratada pelo O POVO, foi realizada após o início da campanha eleitoral, no último dia 16. O Ipespe entrevistou mil eleitores de todas as regiões do Ceará entre os dias 20 e 23 de agosto. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos e o intervalo de confiança é de 95,45%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04538/2022 e no Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE), com a identificação CE-07968/2022.

 

Na pesquisa espontânea, aquela em que os eleitores manifestam intenção de voto sem que os nomes dos candidatos sejam apresentados, Lula também lidera com 51%, seguido por Bolsonaro (20%), Ciro (9%) e Tebet (1%). Os outros postulantes não tiveram seus nomes mencionados. Brancos e nulos somam 3%. Não sabem ou não responderam, 15%. Na comparação com a pesquisa anterior, Lula e Ciro cresceram 1 ponto percentual, cada. Bolsonaro avançou 2 pontos.

Pesquisa espontânea

Lula (PT): 51% (+1%)

Bolsonaro (PL): 20% (+2%)

Ciro Gomes (PDT): 9% (+1%)

Simone Tebet (MDB): 1% (+1%)

Vera (PSTU): 0

Constituinte Eymael (DC): 0

Felipe d’Avila (Novo): 0

Pablo Marçal (Pros): 0

Sofia Manzano (PCB): 0

Branco/nulo: 3%

Não sabe/não respondeu: 15%

 


A pesquisa é realizada pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe). Com 36 anos de atuação, o Ipespe tem como presidente do Conselho Científico Antonio Lavareda. Ele é doutor em Ciência Política efoi coordenador ou consultor em 91 campanhas eleitorais majoritárias no Brasil e atuou também em Portugal e na Bolívia.

O Ipespe já realizou milhares de pesquisas de opinião pública eleitorais, de mercado e sociais, para setor público, setor privado, universidades, organizações não governamentais (ONGs) e da sociedade civil. O instituto faz pesquisas qualitativas, quantitativas face a face e telefônicas, trackings, pesquisas etnográficas, estudos de geografia de mercado, censos, web e mobile surveys e estudos de neurociência aplicada. Faz pesquisas por telefone desde 1993 — foi o primeiro a realizar tracking telefônico em campanha eleitoral.

 

Candidatura de Simone Tebet parece olhar mais para o longo prazo;

Por Rafael Cortez / O ESTADÃO

 

A candidatura presidencial da senadora Simone Tebet foi razoavelmente tardia. Sob o ângulo cronológico, a emedebista foi o último nome a ser especulado como a representante da “terceira via”, ou seja, de uma candidatura que organiza superação da polarização Lula-Bolsonaro, a partir do olhar liberal. O ponto de partida do seu projeto presidencial pareceu bastante desafiador; a senadora sofre com a divisão do seu próprio partido e não conseguiu encontrar palanques estaduais em importante colégio eleitoral. A demora na montagem do projeto nacional certamente dificulta o convencimento do eleitor em uma disputa marcada por dois nomes com taxa de conhecimento bastante elevada, ajudando a explicar a forte cristalização da intenção de voto na corrida presidencial de 2022.

 

O desafio mais urgente do projeto do MDB é aumentar a taxa de conhecimento da senadora. As pesquisas sugerem que algo como sete em cada dez brasileiros não conhecem a candidata, o que torna improvável aumento da sua intenção de voto. Apenas dois em cada dez indivíduos entre o eleitorado de renda baixa afirma conhecer a candidata. A ausência de uma imagem minimamente consolidada, contudo, aumenta o grau de liberdade da sua comunicação na construção da personagem de candidata a presidente.

 

A sabatina ofereceu amplo espaço para a apresentação da candidata ao eleitor. Tal espaço foi resultado da ausência de polêmicas em sua biografia política e histórico do poder. Assim, Simone Tebet conseguiu imprimir sua preocupação com o social, especialmente com os mais jovens e, em diversas oportunidades, reforçar a associação da sua candidatura com o projeto liberal. As referências a condição feminina também foram reforçadas.

A candidata do MDB à Presidência, Simone Tebet, durante entrevista ao Jornal Nacional; senadora se apresentou ao eleitor na sabatina
A candidata do MDB à Presidência, Simone Tebet, durante entrevista ao Jornal Nacional; senadora se apresentou ao eleitor na sabatina  Foto: TV GLOBO

A parte desafiadora da sabatina foi resultado da política. As evidências das dificuldades de mobilizar apoio do projeto do centro-democrático são abundantes e reforçadas ao longo da entrevista. No limite, o projeto presidencial de Tebet parece ser quase um voo solo em meio as divisões no interior da sua coalizão. Tal fraqueza dificulta que as ideias apresentadas cheguem aos destinatários.

Na verdade, a candidatura de Tebet parece olhar mais para o longo prazo. Sob essa ótica, o grau de sucesso da emedebista em mobilizar a sociedade em torno das suas ideias, pode ter impacto na configuração da direita no sistema político brasileiro. O eventual fracasso pode, de fato, consolidar o bolsonarismo como expressão desse campo no país. O jogo de Tebet parece ser mais usar a eleição presidencial como um passaporte para liderar um projeto com maior musculatura no futuro.

Rafael Cortez é sócio da Tendências Consultoria é Doutor em Ciência Política (USP)

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