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Datafolha: 27% votam em Lula pelo social; 27%, em Bolsonaro pela imagem pessoal

Igor Gielow / FOLHA DE SP
SÃO PAULO

A motivação do eleitorado de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Jair Bolsonaro (PL) neste segundo turno da corrida presidencial é bastante diversa: 27% dizem votar no petista porque julgam que ele fez um bom governo na área social, enquanto outros 27% apontam qualidades pessoais para escolher o incumbente.

É o que mostra pesquisa feita pelo Datafolha na semana passada. De 13 a 14 de outubro, foram entrevistadas 2.898 pessoas em 180 cidades, em um trabalho encomendado pela Folha e pela TV Globo sob o número BR-01682/2022 no Tribunal Superior ElA margem de erro é de dois pontos percentuais e as respostas foram espontâneas. Lula lidera a corrida com 49% dos votos totais na pesquisa estimulada, ante 44% do presidente, uma cenário de estabilidade em relação ao levantamento da semana retrasada. Isso não é uma previsão de resultado, e sim uma fotografia do momento da disputa.

A apreciação do trabalho social do petista, que governou de 2003 a 2010, é mais intensa entre aqueles com menos instrução (35%), evangélicos (32%) e nordestinos (31%). Ele lidera entre segmentos mais pobres da população aferida pelo Datafolha.

Em consonância com a alta rejeição a Bolsonaro (51%), 18% dos eleitores do petista dizem que votam para tirar o presidente da cadeira —número que vai a 34%, no estrato mais rico da amostra da pesquisa.

Entre quem votou em Simone Tebet (MDB), a terceira colocada no primeiro turno e agora na campanha lulista, 29% vão com o petista para remover Bolsonaro. Dizem o mesmo entre os eleitores de Ciro Gomes (PDT), o quarto colocado, 25%.

Outros motivos que animam o eleitor petista são suas propostas ou a boa lembrança do governo lulista (18%), ideias econômicas (15%), imagem pessoal (10%), ações para educação (8%) e desejo de mudança (7%). A defesa de que Lula é um candidato que é melhor para a democracia, em oposição às tendências golpistas de Bolsonaro, só é citada como motivo por 2% dos ouvidos.

Já o presidente comprova o caráter divisivo de sua personalidade, que atrai altíssima rejeição desde que o Datafolha começou a série de levantamentos desta eleição, em maio de 2021.

O principal motivo apontado de forma espontânea por seus eleitores para apoiá-lo são qualidades pessoais, 27% —dos quais 14% são definidas como sua defesa de valores ditos familiares e 11%, honestidade pessoal. Justamente dois pontos centrais de sua campanha, assim como a religiosidade, citada como um item separado por 7%.

crescimento de sua aprovação no Datafolha se reflete na segunda razão do voto em Bolsonaro: 19% dizem que o fazem porque o governo é bom e pode continuar assim. Logo depois voltam temas por assim dizer da agenda negativa dele contra Lula: 12% dizem não votar em ladrão/ex-presidiário (epítetos lançados contra Lula) e 10%, querem escolher quem vai acabar com a corrupção.

O antipetismo mais puro surge com 9% entre os motivos de voto, abaixo numericamente de propostas na economia (10%), que tem sido marcado por ações populistas como a baixa forçada do preço dos combustíveis e a ampliação do valor do Auxílio Brasil.

pandemia da Covid-19, cuja gestão tumultuada por Bolsonaro voltou à tona no debate Folha/UOL/Band/Cultura do domingo, passa algo ao largo das motivações do eleitorado. Votam em Lula por causa do mau manejo da crise pelo presidente ou por terem perdido parentes 4%, enquanto 3% dizem apoiar o incumbente porque ele não conseguiu governar direito devido à crise sanitária e à Guerra da Ucrânia

Entre aqueles que se dizem indecisos (1% da amostra total), 17% afirmam não saber qual candidato é melhor, 15% dizem estar pensando, 13% acham que não votarão em ninguém e 12%, se queixam de que os rivais passam mais tempo falando mal um do outro.

No contingente que diz que vai votar branco ou nulo (5% dos ouvidos), não gostar dos candidatos é motivo para 59%, enquanto 17% reprovam suas propostas e 10% rejeitam a política em si.

 

Pesquisa Genial/Quaest: Lula tem 47% das intenções de voto; Bolsonaro, 42%

Por Levy Teles / O ESTADÃO

 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a disputa ao Palácio do Planalto com 47% das intenções de voto ante 42% do presidente Jair Bolsonaro (PL), aponta pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 19.

 

Ainda segundo o levantamento, 6% não irão votar e 5% não sabem. O petista oscilou dois pontos porcentuais para baixo enquanto o atual mandatário oscilou um ponto para cima em comparação à amostra anterior, do dia 13 de outubro.

 

Bolsonaro teve resultados expressivos nas regiões Sudeste e Norte. Se primeira pesquisa, do dia 6 de outubro, o candidato à reeleição e Lula estavam empatados numericamente, Bolsonaro agora está oito pontos acima (47% a 39%). No Norte, o petista aparece nove pontos abaixo enquanto o incumbente aparece nove pontos acima (46% a 44%).

A maior vantagem, por outro lado, persiste no Nordeste. 67% dos entrevistados da região dizem que irão votar em Lula ante 25%.

A avaliação negativa do governo Bolsonaro se mantém numericamente superior: 39% dos brasileiros dizem que o presidente faz uma gestão ruim ante 36% dos eleitores que consideram a administração positiva. 23% acham a condução regular.

Dados da amostra apontam que 93% dos brasileiros já definiram o seu candidato para o segundo turno. 94% dos eleitores de Lula têm certeza do voto e 97% de quem declarou o voto em Bolsonaro não irá mais alterar.

A Quaest consultou 2 mil eleitores presencialmente entre os dias 16 e 18 de outubro em 120 municípios. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos. O registro na Justiça Eleitoral é BR-04387/2022.

O Lula não irá ao debate do SBT, e emissora entrevistará Bolsonaro DOIS

FOLHA CONTINUAÇÃO

O segundo turno começou com a previsão de três debates na eleição presidencial. Lula afirmou que participaria de dois.

"Sei que vai ter debate, mas eu não vou fazer mais debate que o necessário. Posso fazer um ou dois debates, mas eu quero ir para a rua conversar com esse povo", afirmou após o resultado do 1º turno.

Lula esteve no domingo (16) no primeiro confronto com Bolsonaro, em evento realizado por um pool de veículos formado por Folha, TV Bandeirantes, TV Cultura e UOL.

O último confronto entre eles antes da eleição está marcado para o dia 28 de outubro, uma sexta, e será organizado pela TV Globo. A votação acontece dois dias depois, no domingo, 30 de outubro.

 
 

Ipec indica que eleitor leva água ao chope de Lula num ritmo de conta-gotas

Josias de Souza / UOL

 

Na fachada principal, a nova pesquisa presidencial do Ipec revela um quadro de estabilidade. A vantagem de Lula sobre Bolsonaro oscilou negativamente dentro da margem de erro. Deslizou de 9 para 7 pontos em uma semana. Ainda é mais do que os 5 pontos de dianteira obtidos por Lula nas urnas do primeiro turno. A apenas 12 dias do reencontro do eleitor com as urnas, o cenário mais provável continua sendo o de derrota de Bolsonaro. Mas quem observa os dados que aparecem nos fundos da pesquisa percebe que o eleitor despeja água no chope de Lula em conta-gotas. Bolsonaro colecionou na pesquisa do Ipec um lote de dados positivos. Por exemplo: saboreou uma queda de dois pontos na sua taxa.

 

No Sudeste, há empate técnico, com Bolsonaro dois pontos à frente. O presidente reduziu em quatro pontos a ampla vantagem de Lula no Nordeste. Avançou também nas capitais, onde a dianteira de Lula caiu de dez para quatro pontos em uma semana.

 

A despeito da arruaça bolsonarista em Aparecida, Bolsonaro cresceu inexplicáveis quatro pontos até entre os católicos. Ironicamente, o capitão perdeu três pontos entre os evangélicos.

 

Os movimentos que ocorrem no quintal dos fundos da pesquisa ainda não tiram o favoritismo de Lula. Mas já consolidam Bolsonaro como um potencial futuro opositor duro de roer.

 

De resto, acendeu no painel de controle do comitê de Lula a luz vermelha da abstenção. O comparecimento dos eleitores às urnas do próximo dia 30 tornou-se vital para o favorito.

 

 

Lula não irá ao debate do SBT, e emissora entrevistará Bolsonaro DOIS

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O segundo turno começou com a previsão de três debates na eleição presidencial. Lula afirmou que participaria de dois.

"Sei que vai ter debate, mas eu não vou fazer mais debate que o necessário. Posso fazer um ou dois debates, mas eu quero ir para a rua conversar com esse povo", afirmou após o resultado do 1º turno.

Lula esteve no domingo (16) no primeiro confronto com Bolsonaro, em evento realizado por um pool de veículos formado por Folha, TV Bandeirantes, TV Cultura e UOL.

O último confronto entre eles antes da eleição está marcado para o dia 28 de outubro, uma sexta, e será organizado pela TV Globo. A votação acontece dois dias depois, no domingo, 30 de outubro.

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